Taça Brasil Ubatuba Pro

Campeãs brasileiras brilham

Juliana dos Santos e Silvana Lima passam pela primeira fase e 59 surfistas competem nas 20 baterias masculinas do Taça Brasil Ubatuba Pro na Praia de Itamambuca.

O Taça Brasil Ubatuba Pro foi iniciado na última quinta-feira (17), com 24 baterias realizadas na Reserva Nacional de Surf do litoral norte de São Paulo. Foram 59 surfistas competindo em 20 confrontos da categoria masculina e 15 meninas disputando a primeira fase feminina na Praia de Itamambuca. Entre elas, três campeãs brasileiras que centralizaram as atenções no primeiro dia. As cearenses Juliana dos Santos e Silvana Lima passaram suas baterias, mas a ubatubense Suelen Naraisa perdeu.

Juliana dos Santos e Silvana Lima competiram na primeira fase, por não terem feito suas inscrições dentro do prazo. Se cumprissem a regra, estariam entre as 16 cabeças de chave que só vão estrear na terceira fase do evento, já disputando classificação para as quartas de final. Juliana é a atual campeã brasileira do Dream Tour e lidera o ranking da Taça Brasil, depois de vencer a segunda etapa em Itacaré (BA). Ela enfrentou três paulistas da nova geração e confirmou a vitória na última onda que surfou. A bicampeã brasileira Sub 16 da CBSurf, Carol Bastides, passou junto com Juliana dos Santos, eliminando Rafaela Costa e Maisa Kobayashi.

“Estou muito feliz por estar de volta aqui em Itamambuca. Já vim aqui algumas vezes e tenho uma grande amiga aqui, a Luana Coutinho, que já foi atleta do SuperSurf e agora está de volta às competições, buscando o lugar dela”, destaca Juliana dos Santos. “Estou feliz por ter conseguido passar essa primeira bateria, mas foi bem difícil de achar o posicionamento lá dentro. Eu tava mirando as esquerdinhas que tinham mais potencial pra manobrar, só que na hora da bateria, tudo mudou. Mas, eu tava confiante no meu surfe e estou muito feliz por ter conseguido vencer”.

A bicampeã brasileira de 2009 e 2010, Suelen Naraisa, é de uma família de surfistas de Itamambuca, irmã do ex-top da elite mundial, Wiggolly Dantas, e do campeão brasileiro do Dream Tour em 2023, Weslley Dantas. Ela não compete mais como antes e tem uma escolinha de surfe que já revelou alguns talentos do surfe feminino de Ubatuba. Suelen acabou em último na bateria que classificou a carioca Julia Duarte campeã do ranking da Taça Brasil 2023 e a catarinense Kauanny Souza.

Já a maior surfista do Brasil em todos os tempos, Silvana Lima, liderou toda a quarta e última bateria da primeira fase, contra três paulistas bem mais jovens do que ela. Mas no final, a ubatubense Carol Jardim, de 22 anos, conseguiu uma nota 5,10, para superar a cearense por uma pequena vantagem de 8,87 a 8,83 pontos. A duas vezes vice-campeã mundial, recordista mundial com 19 vitórias em etapas do QS e hexacampeã brasileira em 2004, 2005, 2014, 2016, 2021 e 2022, avançou para a segunda fase, eliminando Catarina Baragatti, 17 anos, e Catarina Kobayashi, de apenas 12 anos de idade.

“Estou feliz de ter avançado essa bateria, no quintal de casa”, diz Carol Jardim. “Só a gente sabe o quanto é difícil viajar para competir e aqui estou dormindo na minha caminha, com a família, minha equipe toda aqui, então estou muito feliz. Tem altas ondinhas que dá pra se divertir, soltar o surfe e avançar. Eu treino na Effect, com o Everton (Silva), a gente faz um treino de alta performance, baterias, mas ainda não consegui mostrar o que venho treinando. Espero ter mais oportunidades para isso”.

Igualdade de gênero – Uma das particularidades que a Confederação Brasileira de Surf implantou nesse ano, é estender a igualdade de gêneros que já existia na premiação, para o cronograma dos eventos. Isto até para que não aconteça mais o fato de as meninas sempre competirem quando as ondas não estão tão boas. Agora, nos campeonatos da CBSurf, após uma fase completa do masculino, segue uma da categoria feminina. Foi assim na quinta-feira do CBSurf Taça Brasil Ubatuba Pro. A primeira fase das meninas, rolou após o término das 16 baterias da rodada inicial masculina.

Um total de 51 surfistas disputou as 32 vagas para enfrentar os 32 pré-classificados pelo ranking da CBSurf, que foram escalados na segunda fase. Os primeiros a se destacarem foram dois surfistas da elite do Dream Tour que não se inscreveram dentro do prazo, para fazerem parte da lista dos 32 principais cabeças de chave que só estreiam na terceira fase. Matheus Gomes e Daniel Adisaka conseguiram as primeiras notas acima de 7 pontos e passaram juntos na quarta bateria do dia.

“Essa oportunidade de competir em casa é muito importante, porque a gente não precisa investir uma grana alta pra ir pra outro estado, pegar avião, ainda mais nesse momento sem patrocínio”, destaca Matheus Gomes. “A galera que não tem patrocínio, sabe o quanto é difícil isso e competir em casa, é uma honra. Ter um evento desse nível de Circuito Brasileiro, é muito importante pra nós e quero agradecer a AUS (Associação Ubatuba de Surf), por trazer esse evento pra cá. Graças a Deus, eu consegui soltar meu surfe e estou feliz de ter passado essa primeira fase, mas ainda tem muito trabalho pela frente. É seguir com foco, para buscar o melhor”.

Recordes do dia – Matheus Gomes voltou a competir na bateria que fechou a quinta-feira, a quarta da segunda fase que foi iniciada após o término da primeira rodada feminina. Nessa, ele se classificou em segundo lugar, eliminando os também paulistas Tales Araujo e Lucas Di Giorge, na disputa vencida pelo catarinense Luan Wood. Os 13,33 pontos da estreia do Matheus Gomes, só foram superados por mais dois surfistas de Ubatuba. Também integrante da elite do Dream Tour, Gabriel Klaussner aumentou essa marca para 13,60 pontos. Mas, o recordista do dia foi Gabriel Ramos com 13,67, somando a maior nota da quinta-feira, 8,50.

Esse ano, Gabriel Klaussner participou como convidado da etapa brasileira do CT em Saquarema e estava com saudades de competir em casa. “Faz alguns anos que eu não competia aqui em Itamambuca, então estou amarradão. O mar tá um pouco difícil hoje, mas tem altas ondinhas e tá bem divertido. Foi uma bateria forte, mas eu sabia que se pegasse as ondas boas, ia fazer notas boas e acabei ficando tranquilo. É muito bom surfar em casa, me diverti só com mais três pessoas na água e estou muito feliz de competir aqui. Está sendo um ano irado e espero manter o bom momento”.

Aniversariante do dia – Entre os 59 surfistas que competiram na quinta-feira, um vivia um dia especial, do seu aniversário. O cearense Pablo Paulino é o único brasileiro a ganhar dois títulos mundiais da categoria Pro Junior na história da ASP, em 2004 e 2007. Ele completou 38 anos de idade e já tinha até parado de competir, mas retornou após Teco Padaratz ser eleito presidente da Confederação Brasileira de Surf, resgatando os Circuitos Brasileiros com grandes premiações. Na Taça Brasil Ubatuba Pro, a CBSurf está oferecendo um total de R$ 100 mil para as categorias masculina e feminina e mais R$ 500 mil serão divididos para a elite nacional que disputará o Dream Tour, semana que vem nas mesmas ondas de Itamambuca.

“Estou superfeliz em estar voltando a Ubatuba, que é um lugar especial pra mim. Passei muitos anos da minha vida treinando aqui com o Hizunome (Bettero), que sempre me dá um suporte legal quando venho pra cá”, fala Pablo Paulino. “Fiquei feliz com minha performance, consegui surfar bem minha primeira onda, apesar de estar demorando um pouco pra vir ondas. Tem que ficar bem ativo e estou amarradão. Espero ir bem nesse campeonato e vou dar meu melhor para buscar um bom resultado. Quero tentar fazer a final, para subir no ranking”.

306 surfistas na Taça Brasil – O ranking da Taça Brasil classifica 16 homens e 8 mulheres para a elite do Dream Tour, que disputa os principais títulos brasileiros da CBSurf. Pablo Paulino só participou da segunda etapa deste ano e não passou a sua primeira bateria em Itacaré (BA). Um total de 255 surfistas competiu nas duas etapas que abriram a Taça Brasil 2025 no Nordeste, 200 na categoria masculina e 55 na feminina. No CBSurf Taça Brasil Ubatuba Pro, mais 51 estão marcando seus primeiros pontos nos rankings, 34 no masculino e 17 no feminino, a maioria do estado de São Paulo. Então, agora em Ubatuba, já será atingido um total de 306 participantes na Taça Brasil 2025, em apenas três das oito etapas programadas.

Wizard apresenta o CBSurf Taça Brasil Ubatuba Pro, que é organizado pela Associação Ubatuba de Surf (AUS) com patrocínio da Prefeitura Municipal de Ubatuba, co-patrocínio de Ubatuba Açaí, Perfect Waves, Ohana Praiana, Smidi Farma e o importante suporte de Ecobier, Autenticoco, FastEscova, Flow, TrixNet, Grotto, Agence TV, Coco e Cia, Tamoio, Instituto Argonauta, Quintal do Mar, Pousada Canto do Dado, Peixe com Banana, Hotel São Charbel, Federação de Surf do Estado de São Paulo e transmissão ao vivo pelo canal CBSurfPLAY no YouTube.

Na próxima terça-feira, começa o segundo desafio do Dream Tour 2025, que é realizado pela Confederação Brasileira de Surf com promoção da Dream Factory e patrocínio master da Corona Cero, contando também com patrocínio da Gerdau e apoio da Mormaii, Ocean Pact e parafinas FuWax. Esta etapa recebe o importante apoio da Prefeitura Municipal de Ubatuba, Turismo Ubatuba-SP, Sociedade Amigos de Itamambuca (SAI) e suporte da Associação Ubatuba de Surf (AUS) e Federação de Surf do Estado de São Paulo. As quatro etapas do Dream Tour são transmitidas pelo canal CBSurfPLAY no Youtube e pelo Sportv a partir das quartas de final.

Resultados da quinta-feira (17)
Primeira fase Masculino – 3.o=97.o lugar (100 pts) / 4.o=113.o lugar (50 pts)

1.a: 1 Sunny Oliveira (RJ), 2 Mathias Ramos (CE), 3 Arthur Victor (MA)

2.a: 1 Kaue Germano (SP), 2 José Eduardo (RJ), 3 Pedro Neves (RJ), 4 Cristiano Rosario (SP)

3.a: 1 Caio Knappi (RJ), 2 Tales Araujo (SP), 3 Benjamin D’Orey (RJ)

4.a: 1 Matheus Gomes (SP), 2 Daniel Adisaka (SP), 3 Theo Fresia (RJ)

5.a: 1 Guilherme Carvalho (SP), 2 José Claudio (PE), 3 Davi de Souza (SP)

6.a: 1 Derek Souza (SP), 2 Gabriel Adisaka (SP), 3 Isaias Gomes (SP)

7.a: 1 Gabriel Klaussner (SP), 2 Fernando Junior (SP), 3 Esdras Morais (SC), 4 Renan Nogueira (SP)

8.a: 1 Pablo Paulino (CE), 2 Matheus Neves (SP), w.o Miguel Catrunfo (SP)

9.a: 1 Cauã Gonçalves (SP), 2 Natan Brandão (SP), 3 Igor Shibata (RJ)

10: 1 Gabriel Ramos (SP), 2 Calebe Simões (SP), 3 Gustavo Ribeiro (SP), 4 Wallace Vasco (SC)

11: 1 Hizunome Bettero (SP), 2 Gustavo Moura (SP), 3 João Vitor (SP)

12: 1 Keoni Renno (SP), 2 Cauã Nunes (PE), 3 Felix Martins (BA)

13: 1 Eric Bahia (SP), 2 Wiggolly Dantas (SP), 3 Guilherme Fernandes (SP)

14: 1 Leo Andrade (ES), 2 Anderson Silva Pikachu (RJ), 3 Nicolas Oliveira (SP)

15: 1 Felipe Oliveira (SP), 2 Caio Costa (SP), 3 Sergio Luan (SP)

16: 1 Demi Brasil (BA), 2 Saullo Marques (BA), 3 PC Silva (SP)

Primeira fase Feminino – 3.a=49.o lugar (500 pts) e 4.a=53.o lugar (430 pts)

1.a: 1 Juliana dos Santos (CE), 2 Carol Bastides (SP), 3 Rafaela Costa (SP), 4 Maisa Kobayashi (SP)

2.a: 1 Julia Duarte (RJ), 2 Kauanny Souza (SC), 3 Lanay Thompson (RJ), 4 Suelen Naraisa (SP)

3.a: 1 Nicole Santos (PE), 2 Gabriely Vasque (PR), 3 Giovanna Arcon (SP)

4.a: 1 Carol Jardim (SP), 2 Silvana Lima (CE), 3 Catarina Baragatti (SP), 4 Catarina Kobayashi (SP)

Segunda fase Masculino – entrada de 32 pré-classificados pelo ranking CBSurf – 3.o=65.o lugar (400 pts) e 4.o=81.o lugar (200 pts)

1.a: 1 José Eduardo (RJ), 2 Sunny Oliveira (RJ), 3 Guilherme Carvalho (ES), 4 Diego Brigido (RJ)

2.a: 1 Mathias Ramos (CE), 2 Alan Donato (PE), 3 Kaue Germano (SP), 4 Noah Machado (SC)

3.a: 1 Caio Okamoto (SP), 2 Daniel Adisaka (SP), 3 Caio Knappi (RJ), 4 Douglas Noronha (SP)

4.a: 1 Luan Wood (SC), 2 Matheus Gomes (SP), 3 Tales Araujo (SP), 4 Lucas Di Giorge (SP)

Próximas baterias 
Segunda fase Masculino – 3.o=65.o lugar (400 pts) e 4.o=81.o lugar (200 pts)

5 Mateus Sena (RN) e Ricardo Kjellin (RS), Guilherme Carvalho (SP), Gabriel Adisaka (SP)

6 Lucas Bezerra (CE) e Kaue Daniel (SP), Derek Souza (SP), José Claudio (PE)

7 Leo Casal (SC) e Vitor Ferreira (RJ), Gabriel Klaussner (SP), Matheus Neves (SP)

8 Messias Felix (CE) e Patrick Alves (PI), Pablo Paulino (CE), Fernando Junior (SP)

9 Kayan Medeiros (RN) e Luel Felipe (PE), Cauã Gonçalves (SP), Calebe Simões (SP)

10 Pedro Rian (CE) e Derek Adriano (SC), Gabriel Ramos (SP), Natan Brandão (SP)

11 Daniel Duarte (SP) e Luan Lapolli (PE), Hizunome Bettero (SP), Cauã Nunes (PE)

12 João Artur (SP) e JP Ferreira (SP), Keoni Renno (SP), Gustavo Moura (SP)

13 Eduardo Martins (SP) e Valentin Neves (RJ), Eric Bahia (SP), Anderson Silva (RJ)

14 Nathan Hereda (RJ) e Jean Muniz (SE), Leo Andrade (ES), Wiggolly Dantas (SP)

15 Lucas Haag (SC) e Gustavo Borges (RS), Felipe Oliveira (SP), Saullo Marques (BA)

16 Deyvson Santos (RN) e Giovani da Silva (RS), Demi Brasil (BA), Caio Costa (SP)

Segunda fase Feminino – entrada de 24 pré-classificadas pelo ranking CBSurf – 3.a=33.o lugar (800 pts) e 4.a=41.o lugar (550 pts)

1 Leticia Calleia (SP), Yanca Costa (CE), Alma Corgiolu (SC), Juliana dos Santos (CE)

2 Luana Reis (SP), Valentina Zanoni (SC), Sophia Gonçalves (SP), Kauanny Souza (SC)

3 Natalia Gerena (SP), Louisie Frumento (SP), Luiza Savoi (SP), Julia Duarte (RJ)

4 Kemily Sampaio (SP), Mariana Bernardino (SP), Tainá Hinckel (SC), Carol Bastides (SP)

5 Sol Carrion (SP), Jessica Bianca (PR), Marina Suguimoto (SP), Nicole Santos (PE)

6 Karol Ribeiro (RJ), Samira Stephany (SP), Naire Marquez (SP), Silvana Lima (CE)

7 Kiany Cristina (SP), Isabelly Knut (SP), Isabelle Nalu (SC), Carol Jardim (SP)

8 Maeva Guastala (SP), Luana Coutinho (SP), Alexia Monteiro (RS), Gabriely Vasque (PR)

Terceira fase Masculino – entrada de 32 principais cabeças de chave – 3.o=33.o lugar (800 pts) e 4.o=49.o lugar (500 pts)

1 Douglas Silva (PE) e Luciano Anacleto (SP), José Eduardo (RJ), Alan Donato (PE)

2 Amando Tenorio (AL) e Cauã Costa (CE), Mathias Ramos (CE), Sunny Oliveira (RJ)

3 Murillo Coura (SP) e Cauet Frazão (CE), Caio Okamoto (SP), Matheus Gomes (SP)

4 Rafael Barbosa (RN) e Pedro Ferreira (SP), Luan Wood (SC), Daniel Adisaka (SP)

5 Michel Roque (CE) e Giovani Pontes (SP)

6 Luan Carvalho (SP) e Alax Soares (SP)

7 Artur Silva (CE) e Rodrigo Saldanha (SP)

8 Marcos Correa (SP) e Kalani Robles (SP)

9 Diego Aguiar (SP) e Kailani Renno (SP)

10 Guilherme Lemos (RJ) e Ryan Kainalo (SP)

11 John Muller (SE) e Renan Pulga (SP)

12 Luan Ferreyra (PE) e Marcus Cintra (CE)

13 Israel Junior (RN) e Hugo Bomfim (SP)

14 Gabriel André (SP) e Glauciano Rodrigues (CE)

15 Kaua Hanson (PB) e Pedro Dib (SP)

16 Alex Ribeiro (SP) e Eduardo Mulford (SP)

Terceira fase Feminino – entrada de 16 principais cabeças de chave – 3.a=17.o lugar (1.100 pts) e 4.a=25.o lugar (900 pts)

1 Julliana Meneguel (SP) e Kiany Hyakutake (SC)

2 Mayara Zampieri (SP) e Clara Chaves (PR)

3 Luara Mandelli (PR) e Mariana Areno (RJ)

4 Laiz Costa (CE) e Maya Carpinelli (SC)

5 Julia Nicanor (SP) e Monik Santos (PE)

6 Analu Silva (PB) e Maria Eduarda (BA)

7 Aurora Ribeiro (SE) e Larissa dos Santos (CE)

8 Maria Autuori (SC) e Sarah Ozorio (RJ

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    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.