Taça Brasil 2025

Recordes batidos em Ubatuba

Tainá Hinckel é recordista da Taça Brasil 2025, enquanto Murillo Coura e Rafael Barbosa fazem maior somatório na Praia de Itamambuca, Ubatuba (SP).
Taça Brasil 2025, Praia de Itamambuca, Ubatuba (SP)

O CBSurf Taça Brasil 5000 Ubatuba Pro realizou mais 26 baterias na sexta-feira, já definindo as 16 adversárias das principais cabeças de chave da categoria feminina e as primeiras classificações para as oitavas de final masculinas. Apesar das ondas estarem menores do que no primeiro dia, novos recordes foram registrados na Praia de Itamambuca. A campeã brasileira Tainá Hinckel se tornou recordista absoluta da Taça Brasil 2025, depois Murillo Coura e Rafael Barbosa fizeram o maior somatório desta terceira etapa na “Reserva Nacional de Surf” de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. O show de surfe continua neste sábado, a partir das 7h30, ao vivo pelo canal CBSurfPLAY no YouTube.

“Estou bem feliz de conseguir performar bem aqui, porque considero Ubatuba como minha segunda casa e eu amo esse lugar”, disse Murillo Coura, paulista de São Sebastião que já morou em Ubatuba. “Eu tava olhando as baterias do feminino e o mar tá bem difícil, com poucas ondas. Mas, desde o começo eu tava olhando aquela esquerdinha do aéreo. Quando formou a rampa, eu já sabia que era do voo e que ia fazer uma nota boa. Quero mandar um beijo pra minha avó, que acompanha todas as minhas baterias e esse aéreo foi pra você vó”.

Murillo Coura é um dos 32 cabeças de chave do CBSurf Taça Brasil Ubatuba Pro, que estão estreando na terceira fase, já disputando classificação para as oitavas de final. Ele competiu na terceira bateria e com este aéreo que acertou, igualou a nota 8,50 do também paulista Gabriel Ramos na quinta-feira. Murillo ainda surfou bem outra onda que valeu 6,00, para fazer o maior placar desta etapa inédita da Confederação Brasileira de Surf na Praia de Itamambuca.

No confronto seguinte, o potiguar Rafael Barbosa acabou igualando esses 14,50 pontos, mas somando notas 8,00 e 6,50. Ele já começou forte, massacrando uma esquerda com quatro ataques de backside e liderou toda a bateria. Na briga pela segunda vaga para as oitavas de final, o paulista Pedro Ferreira superou o catarinense Luan Wood, eliminado junto com o paulista Daniel Adisaka. O surfista da Praia da Pipa foi semifinalista na segunda etapa da Taça Brasil 2025 em Itacaré (BA) e chegou em Ubatuba em sétimo lugar no ranking liderado pelo ubatubense Diego Aguiar.

“Estou bem feliz de ter avançado essa bateria. Eu entrei querendo surfar a melhor onda da bateria e dei sorte de ter começado bem”, disse Rafael Barbosa. “Foi uma onda boa, consegui encaixar boas manobras de backside e estou feliz que deu tudo certo. Estou vivendo uma fase muito boa da minha vida e quero agradecer a todos meus patrocinadores, o Açaí do Joca Junior que vem me dando uma ajuda muito irada, o Felipe Lucas que faz minhas pranchas e vamos pras próximas agora”.

Campeão brasileiro – Os novos recordistas, Murillo Coura e Rafael Barbosa, fazem parte da elite nacional da CBSurf, que vai disputar a segunda etapa do Dream Tour 2025, a partir de terça-feira nas mesmas ondas da Praia de Itamambuca. O número 1 do ranking 2025 é o atual campeão brasileiro, Douglas Silva, que começou a defender o título com vitória em casa, em Pernambuco. Ele também é o número 3 no ranking da Taça Brasil e estreou com uma dobradinha com seu treinador, Alan Donato. Ambos são da cidade de Ipojuca, que sediou a primeira etapa do Dream Tour 2025 em Porto de Galinhas.

“As condições do mar estão muito difíceis, mas fui abençoado no final, veio uma direitinha irada e a gente não perde o costume. Sempre quando estou com o Alan (Donato) na bateria, a gente passa juntos, graças a Deus”, disse Douglas Silva. “Estou muito fez de ter avançado, deu pra curtir bastante a bateria, foi a primeira aqui no campeonato e é isso aí. A pranchinha tá boa, tudo certo, cabeça boa, família bem e vamos seguir nosso costume, de um passo de cada vez. Com toda humildade do mundo, quero chegar no pódio, mas tem que respeitar os degraus que preciso subir ainda”.

Oitavas de final – A dobradinha pernambucana de Ipojuca, entre Douglas Silva e Alan Donato, valeu as primeiras vagas para as oitavas de final do CBSurf Taça Brasil Ubatuba Pro. O próximo desafio do campeão brasileiro será contra o cearense Mathias Ramos e dois paulistas, o recordista Murillo Coura e Pedro Ferreira. Alan Donato foi para a segunda oitava de final, com o outro recordista, Rafael Barbosa, o paulista Caio Okamoto e Sunny Oliveira, de Buzios (RJ). Nas baterias que fecharam a sexta-feira, também se classificaram os paulistas Luan Carvalho e Giovani Pontes, o cearense Lucas Bezerra e o pernambucano José Claudio.

A batalha por vagas nas oitavas de final prossegue nesse sábado, nas dez baterias da terceira fase que ficaram para abrir o terceiro e penúltimo dia do CBSurf Taça Brasil Ubatuba Pro. É nesta rodada que estreiam os principais cabeças de chave do evento, os mais bem colocados no ranking da CBSurf. O sábado já vai começar com dois cearenses campeões brasileiros, os experientes Artur Silva e Messias Felix, enfrentando dois talentos da nova geração do surfe paulista, Gabriel Klaussner e Rodrigo Saldanha. Na sequência, estreiam os líderes do ranking, o vice Marcos Correa na segunda bateria do dia e o número 1, Diego Aguiar, que é de Ubatuba e compete em casa.

Recordes do ano – A sexta-feira começou com as 12 baterias que restavam para fechar a segunda fase masculina. Depois rolou a segunda rodada feminina, definindo as adversárias das 16 principais cabeças de chave do CBSurf Taça Brasil Ubatuba Pro, que entram na terceira fase. Quatro campeãs brasileiras competiram e a surfista olímpica, Tainá Hinckel, que venceu o primeiro título do Dream Tour em 2023, já estreou se tornando a recordista absoluta da Taça Brasil 2025. Ela detonou uma esquerda com fortes batidas e rasgadas de backside, que igualaram a nota 8,00 da paraibana Analu Silva na primeira etapa no Ceará. Depois, somou um 6,00 para atingir 14,00 pontos, superando os 13,73 da também catarinense Maria Autuori na segunda etapa em Itacaré (BA).

“Estou muito feliz de ter avançado essa bateria. Eu ainda não tinha surfado aqui na área do campeonato, então foi bom poder achar duas ondas boas para vencer”, disse Tainá Hinckel. “Eu não sabia que tinha feito a maior nota, maior somatório, mas é sempre bom surfar bem, que é o objetivo principal. As condições estão um pouco difíceis, mas tem umas ondinhas boas ali, eu consegui achar e to amarradona. Hoje não tem mais feminino, então é descansar que amanhã tem mais”.

Outra campeã que venceu sua bateria foi a maior surfista do Brasil em todos os tempos, Silvana Lima. A hexacampeã brasileira fez o segundo maior somatório feminino do CBSurf Taça Brasil Ubatuba Pro, 11,93 pontos, na sexta bateria das meninas na sexta-feira. A surfista de Cabo Frio (RJ), Karol Ribeiro, passou junto com a cearense, eliminando duas surfistas de Ubatuba, Naire Marquez e Samira Stephany. Silvana entrou na primeira fase por não ter feito a inscrição dentro do prazo.

Nova geração – Já a atual campeã brasileira, Juliana dos Santos, conseguiu se classificar, mas em segundo lugar na bateria que abriu a segunda fase feminina na sexta-feira. A jovem catarinense Alma Corgiolu, de 17 anos, acabou surpreendendo a favorita, que lidera o ranking da Taça Brasil 2025 e está em segundo no Dream Tour. Alma Corgiolu não venceu só a Juliana dos Santos, mas as duas campeãs brasileiras que estavam na bateria, ela e a também cearense Yanca Costa.

“A Juliana (dos Santos) e a Yanca (Costa) surfam muito, eu acompanho elas há bastante tempo, mas na hora da bateria, a gente é tudo igual né”, disse Alma Corgiolu. “Eu procuro não pensar nisso, naquele momento elas são competidoras como eu e é isso. Fora d´água, eu respeito elas, admiro o surfe delas, então quero continuar mantendo o foco e seguir treinando aqui pra amanhã (sábado). Estou supercontente de estar aqui, é uma ótima experiência competir na Taça e vamos pra próxima”.

Outras surfistas da novíssima geração que venceram as mais experientes na sexta-feira, foram a catarinense Valentina Zanoni e a guarujaense Isabelle Knut, ambas com apenas 14 anos de idade, e a local de Ubatuba, Maeva Guastalla, de 15 anos. Maeva mora na Praia de Itamambuca, surfa essa onda todos os dias e estreou com vitória na última bateria da segunda fase. A paranaense Gabriely Vasque avançou junto com ela, eliminando a gaúcha Alexia Monteiro e outra ubatubense muito mais experiente, Luana Coutinho.

“Estou muito feliz de estar competindo em casa, primeiro campeonato no ano que to competindo aqui e nada melhor do que competir no quintal de casa”, disse Maeva Guastalla. “A onda tá difícil, mas quando você acha a certa, ela tá boa pra surfar. Quero agradecer todo mundo, meus patrocinadores e apoiadores e fiquei muito feliz com essa vitória. É a primeira vez que eu passo uma bateria no profissional esse ano e espero que venha mais”.

Wizard apresenta o CBSurf Taça Brasil Ubatuba Pro, que é organizado pela Associação Ubatuba de Surf (AUS) com patrocínio da Prefeitura Municipal de Ubatuba, co-patrocínio de Ubatuba Açaí, Perfect Waves, Ohana Praiana, Smidi Farma e o importante suporte de Ecobier, Autenticoco, FastEscova, Flow, TrixNet, Grotto, Agence TV, Coco e Cia, Tamoio, Instituto Argonauta, Quintal do Mar, Pousada Canto do Dado, Peixe com Banana, Hotel São Charbel e Federação de Surf do Estado de São Paulo. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo canal CBSurfPLAY no YouTube.

Na próxima terça-feira, começa o segundo desafio do Dream Tour 2025, que é realizado pela Confederação Brasileira de Surf com promoção da Dream Factory e patrocínio master da Corona Cero, contando também com patrocínio da Gerdau e apoio da Mormaii, Ocean Pact e parafinas FuWax. Esta etapa recebe o importante apoio da Prefeitura Municipal de Ubatuba, Turismo Ubatuba-SP, Sociedade Amigos de Itamambuca (SAI) e suporte da Associação Ubatuba de Surf (AUS) e Federação de Surf do Estado de São Paulo. As quatro etapas do Dream Tour são transmitidas pelo canal CBSurfPLAY no Youtube e pelo Sportv a partir das quartas de final.

Resultados da sexta-feira na Praia de Itamambuca
Segunda fase Masculino – 3.o=65.o lugar (400 pts) e 4.o=81.o lugar (200 pts)

5.a: 1-Ricardo Kjellin (RS), 2-Gabriel Adisaka (SP), 3-Mateus Sena (RN), 4-Guilherme Carvalho (SP)

6.a: 1-José Claudio (PE), 2-Lucas Bezerra (CE), 3-Derek Souza (SP), 4-Kaue Daniel (SP)

7.a: 1-Gabriel Klaussner (SP), 2-Leo Casal (SC), 3-Vitor Ferreira (RJ), 4-Matheus Neves (SP)

8.a: 1-Pablo Paulino (CE), 2-Messias Felix (CE), 3-Fernando Junior (SP), w.o-Patrick Alves (PI)

9.a: 1-Cauã Gonçalves (SP), 2-Calebe Simões (SP), 3-Luel Felipe (PE), 4-Kayan Medeiros (RN)

10: 1-Gabriel Ramos (SP), 2-Pedro Rian (CE), 3-Natan Brandão (SP), w.o-Derek Adriano (SC)

11: 1-Daniel Duarte (SP), 2-Cauã Nunes (PE), 3-Hizunome Bettero (SP), 4-Luan Lapolli (PE)

12: 1-JP Ferreira (SP), 2-João Artur (SP), 3-Gustavo Moura (SP), 4-Keoni Renno (SP)

13: 1-Eric Bahia (SP), 2-Anderson Silva (RJ), 3-Valentin Neves (RJ), 4-Eduardo Martins (SP)

14: 1-Leo Andrade (ES), 2-Wiggolly Dantas (SP), 3-Nathan Hereda (RJ), 4-Jean Muniz (SE)

15: 1-Felipe Oliveira (SP), 2-Lucas Haag (SC), 3-Saullo Marques (BA), 4-Gustavo Borges (RS)

16: 1-Caio Costa (SP), 2-Deyvson Santos (RN), 3-Demi Brasil (BA), 4-Giovani da Silva (RS)

Segunda fase Feminino – entrada de 24 pré-classificadas pelo ranking CBSurf:
3.a=33.o lugar (800 pts) e 4.a=41.o lugar (550 pts)

1.a: 1-Alma Corgiolu (SC), 2-Juliana dos Santos (CE), 3-Yanca Costa (CE), 4-Leticia Calleia (SP)

2.a: 1-Valentina Zanoni (SC), 2-Luana Reis (SP), 3-Kauanny Souza (SC), 4-Sophia Gonçalves (SP)

3.a: 1-Julia Duarte (RJ), 2-Luiza Savoi (SP), 3-Louisie Frumento (SP), 4-Natalia Gerena (SP)

4.a: 1-Tainá Hinckel (SC), 2-Carol Bastides (SP), 3-Mariana Bernardino (SP), 4-Kemily Sampaio (SP)

5.a: 1-Sol Carrion (SP), 2-Jessica Bianca (PR), 3-Nicole Santos (PE), 4-Marina Suguimoto (SP)

6.a: 1-Silvana Lima (CE), 2-Karol Ribeiro (RJ), 3-Naire Marquez (SP), 4-Samira Stephany (SP)

7.a: 1-Isabelly Knut (SP), 2-Isabelle Nalu (SC), 3-Kiany Cristina (SP), 4-Carol Jardim (SP)

8.a: 1-Maeva Guastala (SP), 2-Gabriely Vasque (PR), 3-Alexia Monteiro (RS), 4-Luana Coutinho (SP)

Terceira fase Masculino – entrada de 32 principais cabeças de chave:
3.o=33.o lugar (800 pts) e 4.o=49.o lugar (500 pts)

1.a: 1-Douglas Silva (PE), 2-Alan Donato (PE), 3-Luciano Anacleto (SP), 4-José Eduardo (RJ)

2.a: 1-Sunny Oliveira (RJ), 2-Mathias Ramos (CE), 3-Cauã Costa (CE), 4-Amando Tenorio (AL)

3.a: 1-Murillo Coura (SP), 2-Caio Okamoto (SP), 3-Matheus Gomes (SP), 4-Cauet Frazão (CE)

4.a: 1-Rafael Barbosa (RN), 2-Pedro Ferreira (SP), 3-Luan Wood (SC), 4-Daniel Adisaka (SP)

5.a: 1-Lucas Bezerra (CE), 2-Giovani Pontes (SP), 3-Michel Roque (CE), 4-Ricardo Kjellin (RS)

6.a: 1-Luan Carvalho (SP), 2-José Claudio (PE), 3-Alax Soares (SP), 4-Gabriel Adisaka (SP)

Terceira fase Masculino – 3.o=33.o lugar (800 pts) e 4.o=49.o lugar (500 pts)

7.a: Artur Silva (CE) e Rodrigo Saldanha (SP), Gabriel Klaussner (SP), Messias Felix (CE)

8.a: Marcos Correa (SP) e Kalani Robles (SP), Pablo Paulino (CE), Leo Casal (SC)

9.a: Diego Aguiar (SP) e Kailani Renno (SP), Cauã Gonçalves (SP), Pedro Rian (CE)

10: Guilherme Lemos (RJ) e Ryan Kainalo (SP), Gabriel Ramos (SP), Calebe Simões (SP)

11: John Muller (SE) e Renan Pulga (SP), Daniel Duarte (SP), João Artur (SP)

12: Luan Ferreyra (PE) e Marcus Cintra (CE), JP Ferreira (SP), Cauã Nunes (PE)

13: Israel Junior (RN) e Hugo Bomfim (SP), Eric Bahia (SP), Wiggolly Dantas (SP)

14: Gabriel André (SP) e Glauciano Rodrigues (CE), Leo Andrade (ES), Anderson Silva (RJ)

15: Kaua Hanson (PB) e Pedro Dib (SP), Felipe Oliveira (SP), Deyvson Santos (RN)

16: Alex Ribeiro (SP) e Eduardo Mulford (SP), Caio Costa (SP), Lucas Haag (SC)

Terceira fase Feminino – entrada de 16 principais cabeças de chave:
3.a=17.o lugar (1.100 pts) e 4.a=25.o lugar (900 pts)

1.a: Juliana Meneguel (SP) e Kiany Hyakutake (SC), Alma Corgiolu (SC), Luana Reis (SP)

2.a: Mayara Zampieri (SP) e Clara Chaves (PR), Valentina Zanoni (SC), Juliana dos Santos (CE)

3.a: Luara Mandelli (PR) e Mariana Areno (RJ), Julia Duarte (RJ), Carol Bastides (SP)

4.a: Laiz Costa (CE) e Maya Carpinelli (SC), Tainá Hinckel (SC), Luiza Savoi (SP)

5.a: Julia Nicanor (SP) e Monik Santos (PE), Sol Carrion (SP), Karol Ribeiro (RJ)

6.a: Analu Silva (PB) e Maria Eduarda (BA), Silvana Lima (CE), Jessica Bianca (PR)

7.a: Aurora Ribeiro (SE) e Larissa dos Santos (CE), Isabelly Knut (SP), Gabriely Vasque (PR)

8.a: Maria Autuori (SC) e Sarah Ozorio (RJ), Maeva Guastalla (SP), Isabelle Nalu (SC)

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    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) 1 – Caitlin Simmers (EUA) 11.33 x 10.26 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Molly Picklum (AUS) 8.63 x 7.40 Lakey Peterson (EUA) Final 1 – Caitlin Simmers (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    Próxima chamada para possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.