Taça Brasil 2024

Temporada definida em Torres

Ryan Kainalo e Larissa dos Santos vencem títulos da Taça Brasil 2024 e Cauã Costa e Sophia Gonçalves levantam caneco da última etapa do circuito na Praia dos Molhes, Torres (RS).

A última etapa da Taça Brasil chegou ao fim na Praia dos Molhes, Torres (RS), no último sábado (23), encerrando com chave de ouro o circuito de acesso à elite nacional, o Dream Tour. Em uma etapa marcada por performances de altíssimo nível e condições de mar excepcionais, Cauã Costa (RJ) e Sophia Gonçalves (SP) se consagraram campeões da etapa, enquanto Ryan Kainalo (SP) e Larissa dos Santos (CE) garantiram os títulos do circuito Taça Brasil 2024.

O quinto dia de competição do Taça Brasil 10.000 de Torres amanheceu com altas ondas e a melhor formação de toda a etapa, com o mar um pouco menor em relação ao dia anterior. Ainda assim, as condições permaneceram desafiadoras, com ondas fortes favorecendo um bom power surfe, mas também proporcionando momentos para os melhores aerealistas. A melhora no clima, que alternou entre sol, mormaço e nuvens, contribuiu para o espetáculo do dia decisivo.

Com patrocínio da Freesurf e realização da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), em parceria com a Federação Gaúcha de Surf (FGS), Prefeitura de Torres e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, o evento definiu os campeões do circuito e os classificados para o Dream Tour 2025. Cada bateria foi decisiva, com o ranking final considerando os quatro melhores resultados de cada atleta nas dez etapas da temporada. Para muitos competidores, esta etapa foi crucial na busca pela tão sonhada vaga na elite do surfe brasileiro.

Cauã Costa domina último dia – O surfista de 21 anos Cauã Costa fez um filme de surfe no sábado ao vencer a última etapa do circuito Taça Brasil 10.000, na Praia dos Molhes. Na grande final, disputada contra o cearense Glauciano Rodrigues, Cauã demonstrou um surfe impecável e consistente, alcançando o maior somatório do dia, 14.70 pontos, com notas de 7.23 e 7.47 em suas melhores ondas. Glauciano ficou com 11.57 pontos, somando 6.50 e 5.07, e levou o vice-campeonato da etapa.

O caminho até o título foi marcado por desafios e grandes performances. Para chegar à final, Cauã precisou superar alguns dos maiores nomes do surfe brasileiro. Desde as oitavas de final, enfrentou adversários de peso como Douglas Silva, um dos candidatos ao título brasileiro da elite nacional, Michael Rodrigues, ex-integrante da elite do circuito mundial com três temporadas, e Ryan Kainalo, campeão do Taça Brasil 2024.

Assim, o título no evento traz de volta uma confiança a Cauã após um ano abaixo do esperado. Ele reconheceu a virada de chave no final da temporada, quando os resultados começaram a aparecer.

“Foi um ano bem difícil. Mergulhei de cabeça no meu objetivo de entrar no Mundial. É um sonho que almejo desde criança. Esse foi meu primeiro ano no Challenger Series, e acabei enfrentando algumas coisas que não queria, mas faz parte de um grande processo. Mas, agora, no final do ano, as coisas começaram a dar certo. Estou aproveitando muito esse momento e dando meu máximo. Hoje, tô muito feliz de ter vencido essa etapa,” afirma.

Emocionado, Cauã dedicou a conquista àqueles que estiveram ao seu lado durante toda a trajetória. “Queria agradecer minha namorada, Nathalie, que está aqui comigo e me ajudou muito durante o evento. Também mando um beijo para minha família, que com certeza está assistindo e torcendo por mim. Essa vitória é para vocês,” fala.

Cauã, que já tinha 8.50 como a melhor nota de toda a etapa, confirmou o alto nível técnico dominando o dia final. Em três baterias disputadas no dia, ele obteve os seguintes desempenhos: o maior somatório (14.70), o segundo maior (14.00) e até o quarto maior (11.67). Ele também registrou as cinco melhores notas do dia: 7.47, 7.23 e dois 7.00, além de um 6.67.

Agora, Cauã já volta suas atenções para a próxima etapa, no Dream Tour, que será disputada no Rio de Janeiro. “O objetivo continua o mesmo: ganhar. Esse gostinho da vitória é bom demais. Se Deus quiser, vencer em casa será a melhor coisa do mundo. Quero fechar o ano com chave de ouro,” conclui Cauã.

A conquista em Torres não apenas garantiu um lugar de destaque para Cauã no cenário nacional, mas também consolidou seu potencial como um dos maiores talentos do surfe brasileiro.

Sophia Gonçalves conquista última etapa – A paulista Sophia Gonçalves, de apenas 18 anos, subiu o nível nos dias finais do Taça Brasil 10.000 e garantiu o título da etapa ao superar a gaúcha Alexia Monteiro na grande final. Com um somatório de 9.67 pontos (ondas de 5.67 e 4.00), Sophia mostrou regularidade e força nas condições pesadas do mar em Torres, enquanto Alexia, com um total de 7.83 (ondas de 4.23 e 3.60), garantiu o segundo lugar.

Após um ano de altos e baixos, Sophia celebrou emocionada a vitória, que simbolizou um marco em sua trajetória como atleta profissional. Ela destacou a importância de superar as adversidades ao longo da temporada e agradeceu pela oportunidade de competir em alto nível.

“Tô muito feliz, tô até trêmula. Só tenho a agradecer, principalmente a Deus, pela oportunidade de fazer mais uma final. Esse ano foi muito difícil pra mim. Eu comecei o ano de um jeito que não esperava, longe dos planos que eu tinha. Muitas vezes pensei em desistir, foi um ano muito complicado, mas sabia que esse era o meu propósito. Graças a Deus, deu tudo certo e estou fechando com chave de ouro,” diz Sophia.

A jovem, que havia hesitado em competir na etapa devido à pressão emocional, mostrou resiliência ao vencer com consistência e técnica. “Eu nem tinha pretensão de vir para Torres, estava muito nervosa. Só conseguia pensar: ‘Se eu chegar lá e perder, vou para o Dream Tour abalada.’ Mas acabei vindo, ganhei, e nem consigo acreditar. Tô incrédula, mas muito feliz e grata a Deus por tudo que Ele vem fazendo na minha vida.”

O apoio da família também foi um elemento central na conquista de Sophia, que aproveitou a vitória para expressar sua gratidão a todos que a acompanharam durante o ano. “Minha mãe nunca deixou eu desistir, sempre esteve do meu lado. Meu pai e toda minha família são minha base, as pessoas que me dão força e me fazem acreditar em mim todos os dias, mesmo quando eu não acredito. Eles continuam acreditando, e isso é incrível. Estou muito feliz em fechar o ano com chave de ouro e me classificar pro Dream Tour de novo,” afirma.

Sophia também aproveitou para desmistificar a ideia de que a vida de surfista é fácil, ressaltando os sacrifícios necessários para competir em alto nível. “Tem que renunciar muita coisa, dormir cedo, acordar cedo, comer bem. Precisa dar 110% de você, porque 90% não é suficiente. Os melhores atletas são aqueles que dão tudo de si. Esse ano aprendi muito que tudo tem seu preço, seus sacrifícios, suas barreiras. Nada é fácil, mas é assim que a gente cresce,” declarou.

O título de Sophia coroou uma campanha marcada pelo alto nível nos dias com mares pesados. No dia anterior, ela também havia registrado a maior nota de todo o evento, um impressionante 8.50, e, nas quartas de final do dia decisivo, cravou a maior do dia no feminino com 7.33, mostrando a força do seu surfe de backside nas condições desafiadoras em Torres.

Glauciano Rodrigues e Alxia Monteiro se destacam – O dia final do Taça Brasil 10.000 também foi marcado pelas conquistas dos vice-campeões, Glauciano Rodrigues, no masculino, e Alexia Monteiro, no feminino. Ambos mostraram força dentro d’água, garantindo performances que os colocaram entre os melhores da competição.

Glauciano Rodrigues, representante do Ceará, fez uma campanha consistente ao longo do evento e alcançou a final masculina após uma trajetória desafiadora, tanto pessoal quanto profissional. Para ele, o resultado foi mais do que uma vitória no surfe: foi uma afirmação de superação. Glauciano, de 37 anos, revelou os momentos difíceis que enfrentou nos últimos 18 meses, período que incluiu desafios emocionais e familiares. Apesar disso, ele encontrou força em sua fé e no propósito de inspirar jovens de sua comunidade.

“Pouca gente sabe, mas passei por um processo difícil de 1 ano e 8 meses. Eu tinha acabado de conseguir minha vaga no Dream Tour, mas logo depois vivi momentos muito complicados na vida pessoal. Sou fundador de um instituto em uma favela onde nasci e cresci, e lá ajudamos crianças em situação de vulnerabilidade. Nesse período, enfrentei muitas coisas, incluindo a gravidez precoce da minha filha, que me abalou profundamente. Hoje, estamos vivendo os melhores dias das nossas vidas. Aceitei ser avô e estou amando minha filha ainda mais”, compartilha Glauciano, emocionado.

Apesar dos desafios, ele se reencontrou no surfe e, em Torres, comemorou uma provável classificação para a elite nacional, a ser confirmada após a última etapa do Dream Tour já que ele se encontra na 19ª colocação do ranking. A vitória simbólica foi celebrada com emoção, especialmente pela possibilidade de inspirar jovens de sua comunidade.

“Esse evento era minha única chance. Sabia que precisava fazer final aqui. Fui como um sniper, me escondi e consegui minha vaga no Dream Tour novamente. Ano passado, perdi a classificação por uma bateria. Quero inspirar as crianças da favela e mostrar que elas também podem alcançar seus sonhos,” diz.

Glauciano ainda deixou uma mensagem para todos os atletas, reforçando que o verdadeiro valor está em se manter fiel ao propósito de vida. “Tudo isso é passageiro. Os troféus passam, os títulos passam, mas o importante é focar no que realmente importa. Onde está o nosso coração, aí estará o nosso tesouro.”

No feminino, Alexia Monteiro, representando o Rio Grande do Sul, também brilhou ao alcançar a final com performances consistentes, incluindo uma semifinal onde garantiu o maior somatório do dia e do evento no feminino. Alexia, de 17 anos, mostrou sua força e habilidade em condições difíceis no mar de Torres. Embora não tenha conquistado o título da etapa, Alexia saiu satisfeita com o resultado e com o apoio que recebeu ao longo da competição.

“Primeiramente, quero agradecer à Federação Gaúcha de Surf por tudo o que fizeram por mim nesses últimos anos. Quem me acompanha sabe que me preocupo muito com eles, e esse campeonato foi muito importante pra mim. Queria representar da melhor maneira possível e dei meu melhor em todas as baterias,” afirma Alexia.

Alexia valorizou os aprendizados e a conexão com as adversárias e o público. “Foi uma competição muito difícil, principalmente na bateria contra a Sofia, mas agradeço a todos pelo apoio e pelos resultados. Parabéns a todas as meninas que participaram. Durante o campeonato a gente mandava várias mensagens no grupo pra resolver algumas coisas sobre o mar que a gente ia cair, e nos últimos três dias, Deus nos colocou nos melhores mares possíveis. Agora é descansar os braços e me preparar para a última etapa do Dream Tour,” conclui.

Larissa dos Santo coroa ano espetacular – A cearense Larissa dos Santos é a grande campeã do circuito Taça Brasil 2024, coroando um ano espetacular em que demonstrou consistência, habilidade e dedicação. Larissa, de 26 anos, somou impressionantes 28.000 pontos com os quatro melhores resultados da temporada, incluindo vitórias em três etapas – duas 10.000 e uma 5.000 – e um quarto lugar em outro 5.000.

Embora não tenha participado da etapa final em Torres, Larissa acompanhou a competição de perto, torcendo e vibrando à distância. No Rio de Janeiro, ao lado da amiga e campeã brasileira Sub 18, Aysha Ratto, Larissa comemorou emocionada o título enquanto se prepara para a última etapa do Dream Tour.

“Eu tô aqui anestesiada ainda sem saber tudo isso que tá acontecendo na minha vida. Eu não achei que esse ano ia acontecer, minha vida esse ano foi uma roda gigante só de coisas boas. Surreal isso tudo. Eu tenho muita gratidão a Deus, em primeiro lugar. Ele que me deu força, foi Ele que me tirou do fundo do poço e me colocou no lugar mais alto, um lugar que eu nunca imaginei. Sou muito grata a Deus todos os dias, por ter colocado minha família, por ter colocado pessoas que acreditam em mim, que nunca me abandonaram, e que estão comigo nessa caminhada,” declara Larissa.

“Confesso que assistir de casa não é fácil, tá? Foi pior do que competir porque a ansiedade vem, a angústia vem, tudo vem. Será que vai dar certo? Será que não vai? A ficha ainda não caiu. Só vai cair quando eu segurar essa taça na minha mão. E, mais uma vez, o Ceará está no pódio. O Ceará não pode faltar. Estou muito, muito feliz mesmo”.

A disputa pelo título feminino foi emocionante até o último momento. A paranaense Nathalie Martins, que chegou a Torres com chances remotas, chegou muito após as duas etapas finais na Praia dos Molhes. Após vencer o Taça Brasil 5.000 na semana anterior, Nathalie, de 34 anos, manteve o ritmo no Taça Brasil 10.000, avançando bateria após bateria. Para conquistar o título, ela precisava chegar à final da etapa, mas foi barrada na semifinal por Alexia Monteiro.

Apesar de não alcançar o título, Nathalie celebrou sua participação e o vice-campeonato consecutivo no Taça Brasil, onde ela também terminou na segunda colocação ano passado.

“Foi muito bacana estar aqui em Torres. Quase não vim pra essa etapa, já tinha meio que desencanado, mas valeu a pena,” compartilha Nathalie, que avaliou positivamente sua trajetória nas duas semanas de competição. “Pegamos altas ondas e consegui meu primeiro título no ano. Tô muito feliz com o resultado e de compartilhar o pódio com a Luara, que também é do Paraná, uma menina incrível da nova geração, e com a Sophia, a Alexia e as outras meninas.”

Nathalie também destacou a importância do trabalho coletivo das atletas para fortalecer o surfe feminino. “A gente sabe o quanto lutamos pra estar aqui e o quanto estamos nos unindo pra melhorar nossa categoria. Espero que, cada vez mais, sejamos reconhecidas pelo nosso trabalho. Estamos plantando a sementinha e já colhendo alguns frutos. Parabéns a todos que participaram e organizaram o evento.”

Com o título de Larissa e o vice de Nathalie, o surfe feminino fecha o circuito Taça Brasil 2024 em grande estilo, reafirmando a força e o talento das atletas brasileiras na cena nacional.

Ranking final Taça Brasil 2024 – Com o encerramento do circuito Taça Brasil 2024, os rankings masculinos e femininos foram finalmente definidos, destacando os 16 melhores colocados no masculino e as 8 melhores no feminino que garantiram a sonhada classificação para o Dream Tour, a elite do surfe nacional.

Os campeões do circuito, o paulista de 18 anos Ryan Kainalo, no masculino, e Larissa dos Santos, no feminino, lideraram um ano de muita competitividade e grandes performances.

Uma consideração importante é que surfistas já classificados pelo ranking do Dream Tour acabam abrindo vagas no Taça Brasil para os próximos colocados, tornando a linha de corte do ranking mais acessível. O Dream Tour ainda tem uma etapa a ser disputada.

A paranaense de 16 anos Luara Mandelli, 3ª colocada em Torres e atualmente em 10º lugar no ranking do Taça Brasil, foi uma das que comemoraram intensamente sua provável vaga no Dream Tour. A quantidade de atletas bem classificadas em ambos os rankings favoreceu sua posição, aumentando suas chances de confirmar o acesso.

Após as quartas de final em Torres, Luara era uma das competidoras mais felizes na etapa. “Tô muito feliz. Peguei uma onda muito boa ali, uma junção, que rendeu um 7 e alguma coisa. O mar tá muito difícil, mas tô aliviada e muito feliz porque precisava muito desse resultado pra conseguir minha classificação.”

No pódio masculino em Torres, o potiguar de 19 anos Samuel Joca, que terminou em 3º na etapa e no ranking, também comemorou sua vaga com boas performances na etapa final.

Top 30 Masculino do Taça Brasil 2024
1 Ryan Kainalo (SP) – 24.600 pontos
2 Luan Ferreyra (PE) – 19.150 pontos
3 Samuel Joca (RN) – 17.300 pontos
4 Renan Pulga (SP) – 16.350 pontos
5 Yuri Barros (PB) – 16.200 pontos
6 Rickson Falcao (RJ) – 16.000 pontos
7 Giovani Pontes (SP) – 15.000 pontos
8 Artur Silva (CE) – 14.700 pontos
9 Mateus Sena (RN) – 14.100 pontos
10 Fabricio Bulhoes (BA) – 13.500 pontos
11 Rafael Venuto (CE) – 13.400 pontos
12 Michel Roque (CE) – 13.350 pontos
13 Messias Felix (CE) – 13.350 pontos
14 Israel Junior (RN) – 13.100 pontos
15 Thiago Eduardo (CE) – 13.100 pontos
16 Pedro Dib (SP) – 13.050 pontos
17 Weslley Dantas (SP) – 12.700 pontos
18 Luan Carvalho (SP) – 12.600 pontos
19 Glauciano Rodrigues (CE) – 12.200 pontos
20 Daniel Templar (RJ) – 11.950 pontos
21 Caio Costa (SP) – 11.900 pontos
22 Deyvson Santos (RN) – 11.650 pontos
23 Adauto Sena (RN) – 11.300 pontos
24 Amando Tenorio (AL) – 11.250 pontos
25 Leo Andrade (ES) – 10.300 pontos
26 Cauã Costa (RJ) – 10.000 pontos
27 Joao Artur (SP) – 9.700 pontos
28 Douglas Silva (PE) – 9.400 pontos
29 Rafael Barbosa (RN) – 9.400 pontos
30 Gabriell Bruno (RN) – 9.400 pontos

Top 30 Feminino do Taça Brasil 2024
1 Larissa dos Santos (CE) – 28.000 pontos
2 Nathalie Martins (PR) – 27.500 pontos
3 Silvana Lima (CE) – 26.600 pontos
4 Alexia Monteiro (RS) – 20.500 pontos
5 Julia Santos (SP) – 20.400 pontos
6 Sophia Gonçalves (SP) – 20.300 pontos
7 Analu Silva (PB) – 20.200 pontos
8 Julia Duarte (RJ) – 19.150 pontos
9 Kemily Sampaio (SP) – 17.000 pontos
10 Luara Mandelli (PR) – 16.550 pontos
11 Juliana dos Santos (CE) – 16.400 pontos
12 Potira Castaman (SC) – 15.500 pontos
13 Isabelle Nalu (SC) – 15.200 pontos
14 Monik Santos (PE) – 14.600 pontos
15 Gabriely Queiroz (CE) – 14.600 pontos
16 Ariane Gomes (CE) – 14.500 pontos
17 Mayara Zampieri (SP) – 13.500 pontos
18 Kiany Hyakutake (SC) – 12.850 pontos
19 Mariana Areno (RJ) – 12.700 pontos
20 Tais Almeida (RJ) – 12.200 pontos
21 Maya Carpinelli (SC) – 12.200 pontos
22 Gabriely Vasque (PR) – 11.050 pontos
23 Clara Chaves (PR) – 10.600 pontos
24 Diana Cristina (PB) – 10.550 pontos
25 Nicole Santos (PE) – 10.400 pontos
26 Kiany Cristina (SP) – 10.200 pontos
27 Vitória Carneiro (CE) – 9.900 pontos
28 Jessica Bianca (PR) – 9.850 pontos
29 Maria Autuori (SC) – 9.500 pontos
30 Pamella Mel (SC) – 9.300 pontos

Taça Brasil esquenta expectativas para o Dream Tour – O circuito Taça Brasil 2024 encerrou sua jornada com chave de ouro, consagrando seus campeões e novos talentos em duas etapas emocionantes realizadas na Praia dos Molhes, Torres (RS). Com condições desafiadoras, alto nível técnico e performances memoráveis, o evento reforçou o protagonismo do surfe brasileiro no cenário nacional e internacional.

Agora, com o ranking final definido e os classificados para o Dream Tour assegurados, o foco se volta para a etapa final da elite nacional. A Praia de São Conrado, no Rio de Janeiro, receberá a partir do dia 26 de novembro até 02 de dezembro os melhores surfistas do Brasil, em uma semana de disputas que promete momentos históricos e a definição dos grandes campeões brasileiros de 2024.

A etapa do Dream Tour, além de consagrar os novos nomes do surfe brasileiro, será decisiva para a formação da elite nacional de 2025, consolidando o trabalho de um ano de muito esforço e dedicação de todos os competidores.

Prepare-se para mais uma semana de emoção e altas ondas, encerrando com grande estilo o calendário oficial do surfe brasileiro.

Transmissão e apoio – O Taça Brasil 10.000 em Torres (RS) foi transmitido ao vivo pelo canal CBSurfPLAY e no site cbsurf.org.br, com cobertura também pelo Instagram @cbsurfoficial.

Patrocínio: Freesurf.

Realização: Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) em parceria com a Federação Gaúcha de Surf (FGS), a Prefeitura de Torres e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Apoio: Secretaria do Turismo da Prefeitura de Torres, Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), Associação dos Surfistas de Torres, Hotel Bauer, Apag Incêndio Extintores, Open Internet, MB Marketing e Eventos, Surfland Brasil, Fu Wax, SESC Fecomércio Senac, Planeta Surf Board Shop, Santo Anjo, Gobbo Pizzas Artesanais, Dono do Tempero

Sobre a CBSurf

Reconhecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pela ISA (International Surf Association), a Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) é a entidade nacional de administração do surf e de todas as atividades relacionadas aos esportes com pranchas, como definido no Estatuto da CBSurf. A entidade foi originalmente fundada em 17 de outubro de 1998 e conta com 15 federações estaduais filiadas. A sede atual está situada na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, tendo como presidente Flavio Padaratz e como vice-presidentes Paulo Moura e Brigitte Mayer, eleitos em fevereiro de 2022.

A CBSurf tem como missão desenvolver, produzir, chancelar e organizar o Dream Tour e a Taça Brasil, que compõem o Campeonato Brasileiro de Surf, o Circuito Brasileiro do Surf de Base, o Circuito Brasileiro de Ondas Grandes, o Circuito Brasileiro de Longboard, o Circuito Brasileiro Master, o Circuito Brasileiro de Stand Up Paddle (Race, Wave, Sprint e Paddleboard) e o Campeonato Brasileiro de Parasurf. Todos, nas categorias masculina e feminina.

Acompanhando o enorme sucesso do surfe brasileiro, tanto no Circuito Mundial, com seis títulos mundiais nos últimos nove anos, quanto na Olimpíada do Japão, com a conquista da inédita medalha de ouro na estreia do surfe, uma nova gestão feita por ex-competidores da elite mundial e pelos melhores profissionais brasileiros, a CBSurf tem, como valor principal, promover e desenvolver a criação de ídolos nacionais, e consolidar as carreiras dos atletas de todas as categorias, inclusive das profissões que gravitam em torno das competições, trazendo dignidade pra toda a comunidade do surfe brasileiro. Em 2023, o Dream Tour estabeleceu um padrão e patamar inédito e histórico em todo o mundo.

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    O Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal está na água em Peniche. Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) 1 – Caitlin Simmers (EUA) 11.33 x 10.26 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Molly Picklum (AUS) 8.63 x 7.40 Lakey Peterson (EUA) Final 1 – Caitlin Simmers (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    O Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal está na água em Peniche. Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.