Sydney Surf Pro 2024

Alejo é vice na Austrália

Jordan Lawler supera Alejo Muniz na decisão do Sydney Surf Pro 2024 e comemora vitória em casa. Na categoria feminina, Isabella Nichols vence Erin Brooks na final e é bicampeã do evento.
Sydney Surf Pro 2024, North Narrabeen, New South Wales, Austrália

Os australianos fizeram a festa no Sydney Surf Pro 2024. A segunda etapa do circuito Challenger Series na temporada terminou nesta terça-feira (14/5) com vitórias de Jordan Lawler e Isabella Nichols. Jordan superou Alejo Muniz na final masculina e Isabella bateu Erin Brooks na decisão feminina. Miguel Pupo ficou em terceiro lugar, e Ian Gouveia e Samuel Pupo em quinto. Finais foram realizadas em esquerdas de até 1 metro em North Narrabeen, Austrália.

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A final masculina de 35 minutos começou com os dois executando duas manobras em suas ondas. Alejo largou com 5.50 e Jordan com 4.33 pontos. O australiano partiu para o aéreo reverse aos 5 minutos. Ele completou a manobra e assumiu a liderança com a nota 7.83 pontos. O brasileiro respondeu dois minutos depois com um floater, uma rasgada e duas batidas. A atuação valeu 6.17 pontos.

O aussie seguiu ativo e com três batidas trocou de nota mais uma vez, colocando 6.10 no somatório. Mas ele trocou essa por 6.83 logo depois com um aéreo sem rotação, mais uma rasgada e uma batida numa seção pequena da onda. Alejo passou a precisar de 8.49 para ser o campeão da prova.

Alejo não conseguia reagir e a situação ficou pior aos 22 minutos. Jordan bateu, depois rasgou e executou outra pancada para anotar 7.27 e deixar a diferença em 8.93 pontos. O australiano mudou de nota mais uma vez. Aos 24 minutos ele atingiu o lip jogando a rabeta pro alto e completando um reverse, depois rasgou e bateu forte na junção. A performance valeu 7.93 e o brasileiro ficou na necessidade de 9.59 para reverter o resultado.

Alejo lutou muito e trocou de nota três vezes com fortes ataques de backside (6.43, 7.13 e 7.20), porém perdeu a final para Jordan que foi o autor das quatro maiores notas da bateria. O brazuca colocou 7.800 pontos no ranking e o aussie ganhou 10.000 pontos.

“Estou muito feliz por estar aqui neste pódio”, disse Alejo Muniz. “Eu tenho trabalhado tanto, por tanto tempo, para voltar a surfar num nível mais alto. Passei por duas cirurgias, perdi a classificação para o CT por pouco algumas vezes, então estar de volta as finais, significa muito para mim. Quando eu saí de casa, prometi ao meu filho que levaria para casa um troféu de um desses eventos na Austrália, então papai cumpriu a promessa (risos). Estou realmente feliz com meu desempenho e com este bom resultado”.

“Honestamente, os últimos meses foram uma verdadeira montanha russa para mim”, disse Jordan Lawler. “Depois de não me classificar para o Challenger Series este ano, eu fiquei pensando bastante em desistir de tudo, então estou muito feliz agora por ter persistido. Fiquei muito desanimado, não conseguia um bom resultado há bastante tempo, mas estou feliz agora. Entrar no Championship Tour tem sido meu objetivo há muito tempo e vencer um evento deste nível pode realmente me ajudar nisso”.

“Eu quase nem consigo acreditar. Vencer em casa, diante de todos esses rostos familiares, é tão incrível que estou sem palavras”, disse Jordan Lawler. “Eu cresci admirando muitos desses surfistas, então competir contra eles e conseguir a vitória, especialmente em casa, é como um sonho que se tornou realidade. Eu trabalhei muito para estar aqui e estou ansioso para seguir em busca do meu grande objetivo este ano, a qualificação para o Championship Tour”.

Caminho de Alejo até a final – Alejo competiu na segunda bateria das quartas de final masculinas contra Samuel Pupo. Ele ficou ativo no início e surfou duas ondas em 6 minutos. Na primeira ele rasgou e bateu duas vezes para anotar 5.50 e na segunda ele executou uma pancada numa esquerda da série para conquistar 4.83 pontos. Alejo surfou novamente aos 10 minutos, mas não trocou de nota (4.23), porém aos 12 ele executou duas batidas em sequência para inserir 6.50 no somatório.

Samuel respondeu logo depois. O surfista pegou sua primeira onda na bateria e com três ataques recebeu a nota 7.50 pontos. Ele passou a buscar 4.50 para avançar. Alejo voltou a trocar de nota aos 18 minutos. Ele usou a prioridade e bateu duas vezes. A atuação valeu 5.87 e a diferença para o adversário aumentou para 4.87 pontos.

Depois de Samuel perder a prioridade ao entrar numa onda ruim, aos 22 minutos Alejo voltou a bater duas vezes, porém com mais violência. Ele comemorou a atuação. A nota 7.93 deixou Samuel na necessidade de 6.94 para passar de fase.

Samuel ficou com a prioridade e a única chance que teve foi a 19 segundos do final. Ele entrou numa esquerda pequena, bateu e voou com reverse, mas os 3.83 não mudaram sua situação no confronto. Ele se despediu da prova em 5º lugar.


Alejo x Miguel – Miguel começou a primeira semi dos homens voando, mas sem conseguir completar a manobra. Alejo também não conquistou nota boa na primeira apresentação, porém depois conseguiu encaixar manobras fortes de backside. Aos 5 minutos rasgou e bateu para anotar 4.50 e aos 7 acertou duas pancadas para conquistar 7.83 pontos. Miguel respondeu no minuto seguinte com rasgada e aéreo reverse de frontside. Com a nota 5.67 ele passou a buscar 6.67 para vencer.

Outro momento importante da bateria aconteceu a 10 minutos do fim. Miguel usou a prioridade, executou três manobras, uma delas o aéreo reverse numa parte pequena da esquerda. Alejo pegou a onda seguinte e fez quatro ataques. Alejo disparou na frente com 7.27 pontos. Miguel marcou 5.20 e ficou precisando de 9.43 para vencer.

Miguel focou nos aéreos. Na atuação seguinte ele errou a manobra, mas a 7 minutos do final completou o movimento com perfeição. A performance valeu 7.20 e ele passou a buscar no mínimo 7.90 para vencer a bateria.

Alejo usou a prioridade a 3 minutos do término do duelo. Ele bateu duas vezes de forma vertical e ainda rasgou numa parte pequena da esquerda. Ele não mexeu no placar (5.93). Miguel ficou com o direito de escolha de onda e atuou perto do último minuto. Ele acelerou e voou novamente, mas errou a manobra e se despediu da etapa em terceiro lugar.

Caminho de Jordan até a final – A bateria das quartas entre o havaiano Eli Hanneman e Jordan Lawler foi decidida nos aéreos. O australiano largou na frente com aéreo reverse de frontside que valeu 6.00 e logo depois executou três manobras para colocar mais 7.00 pontos no somatório.

O havaiano começou a decolar de backside aos 16 minutos. Ele anotou 5.70 e diminuiu a diferença para 7.30 pontos. Três minutos depois ele executou novamente a mesma manobra, mas numa onda um pouco maior e voando mais alto. A performance valeu 8.50 e a liderança. A 8 minutos do fim ele repetiu o ataque, conquistou 7.40 e deixou o adversário precisando de 8.90 para vencer.

A virada aconteceu a 4 minutos do fim. Jordan usou a prioridade, rasgou, acelerou, voou com rotação completa, aterrissou, esticou o corpo, levantou os braços para comemorar e rapidamente foi derrubado pela espuma. A atuação valeu 9.43 pontos e a vaga na semifinal.


Jordan x Gatien – Jordan enfrentou Gatien Delahaye na segunda semifinal dos homens. O aussie abriu com 4.00 e aos 5 minutos executou duas batidas fortes para anotar 7.50 pontos. O francês ameaçou tomar a liderança com duas ondas surfadas em sequência. Aos 10 ele espremeu uma esquerda pequena com quatro manobras para anotar 4.83 pontos. No minuto seguinte ele pegou uma onda maior e fez três ataques. O francês precisava de 6.68 e anotou 6.50 pontos. Ele passou a buscar 5.01 para vencer.

Os dois atuaram aos 18 minutos. Gatien usou a prioridade e executou uma batida forte. Jordan entrou na esquerda seguinte, rasgou, fez um snap e bateu na junção. O francês anotou 4.93 e o australiano 6.10 pontos. A diferença ficou em 7.11 pontos.

Gatien chegou perto da virada a 8 minutos do término do confronto. Ele usou o direito de escolha de onda, acelerou e voou com reverse, mas a nota 6.70 não mudou as posições na bateria. Ele passou a necessitar de 6.91 para vencer.

Jordan trocou de nota (6.40) e aumentou a diferença, mas Gatien seguia focado. Precisando de 7.21 para vencer, a 4 minutos do final o francês bateu forte duas vezes com verticalidade e em sequência, mas conquistou apenas 5.33 pontos. Ele ainda tentou voar mais uma vez, mas caiu na aterrissagem e terminou o evento em terceiro lugar.

Ian em quinto – Ian Gouveia e Miguel Pupo abriram o último dia do Sydney Surf Pro 2024. Ian pegou as duas ondas iniciais da primeira bateria das quartas masculinas, mas não saiu da casa dos 2 pontos. Já Miguel largou bem. O surfista atuou aos 5 minutos, rasgou, voou com reverse e ainda executou uma batida. Ele anotou 7.00 pontos.

Ian tentou dar o troco, mas pegou uma onda ruim. Logo depois Miguel usou a prioridade e fez uma rasgada antes da onda terminar. Ian surfou a esquerda seguinte da mesma série, acelerou e voou muito alto, porém caiu da prancha na aterrissagem na base da onda.

A bateria chegou na metade dos 30 minutos com Ian precisando de 7.56 pontos para ser semifinalista da prova. Ele ficou ativo no pico, procurando oportunidades, mas pegou ondas ruins. Calmo na liderança, Miguel ficou no pico e usou a prioridade numa boa esquerda aos 20 minutos. O atleta executou três rasgadas, conquistou 7.40 e aumentou a diferença para 14.40 pontos.

Ian reagiu a 4 minutos do fim. O surfista entrou numa esquerda, bateu e voou com reverse. A atuação valeu 7.37 e ele passou a buscar 7.04 pontos. Um minuto depois ele quase acertou outro aéreo reverse de frontside. Ian ainda fez mais duas tentativas antes do fim, porém as esquerdas foram fracas e ele acabou eliminado.


Isabella é bicampeã do Sydney Surf Pro – A decisão feminina foi reiniciada após 10 minutos sem ação. Depois Isabella Nichols pegou uma onda logo no início e anotou 2.67 pontos. Aos 4 ela conquistou 4.33 com uma atuação que teve duas batidas certas. Erin Brooks estreou aos 5 minutos com uma batida forte de frontside. A nota foi 5.33 pontos.

A canadense assumiu a liderança aos 8 minutos. Ela caiu no segundo ataque, conquistou 2.50 e deixou a adversária na luta por 3.51 para ser bicampeã do evento. A bateria seguiu sem mudanças até os 17 minutos. Isabella usou a prioridade e fez cinco manobras, sendo as três primeiros de destaque. A performance foi recompensada com 7.50 pontos que valeram a primeira posição. Erin passou a precisar de 6.51 para ser a campeã.

Erin recuperou a liderança aos 22 minutos. Ela executou snap, batida, rasgada e outra pancada para anotar 7.10 pontos. Três minutos depois Isabella tentou a nota 4.93 que precisava para reverter o resultado. Ela bateu forte de backside e com essa única manobra conquistou 7.77 pontos. A canadense ficou na necessidade de 8.17 para ser a campeã. Ela ainda voou alto, fez uma rotação completa, mas caiu da prancha na aterrissagem. O tempo chegou ao fim e Isabella Nichols tornou-se bicampeã da etapa.

“Tem muita coisa passando pela minha cabeça agora”, disse Isabella Nichols. “Eu quero agradecer a Erin Brooks. Ela me inspira muito e me sinto feliz em passar um tempo com ela nos últimos anos. Ela é tão dedicada, tão motivada e incrivelmente talentosa. Ela é como uma irmã mais nova pra mim e quero agradecer também ao Matt (Grainger), que me treinou essa semana. A energia que ele traz é incrível e funcionou muito bem nestas duas vitórias de hoje aqui”.


Semifinais femininas – Isabella passou pela conterrânea Sally Fitzgibbons na semifinal. Em 2023 elas fizeram a final da prova. Sally chegou na metade do confronto com duas notas na casa dos 4 pontos (4.83 e 4.17), e Isabella, que tinha surfado apenas uma onda (0.50), precisava de 8.50 pontos para assumir a liderança. Aos 18 minutos Isabella cresceu no duelo com três rasgadas de backside em sequência. Ela anotou 7.50 e passou a precisar de 1.50 para ser finalista.

A 6 minutos do fim as duas surfaram. Isabella atuou primeiro, sem a prioridade, e pegou a primeira posição com 2.50, porém Sally recuperou a liderança com 5.33 pontos. Quatro minutos depois Isabella mudou novamente o placar com uma manobra que valeu 5.13 e uma vaga na decisão.

Erin Brooks x Nadia Erostarbe – Erin dominou a primeira semifinal feminina. A canadense soltou as manobras de frontside logo no início para anotar 7.00 e perto da metade do confronto bateu forte também na esquerda para conquistar 6.33 pontos. A surfista do País Basco Nadia Erostarbe ficou em situação complicada durante toda a disputa. Erin ainda voou com reverse de frontside a 5 minutos do fim para colocar mais 9.57 no somatório e vencer por ampla diferença no placar (16.57 a 6.16).


Sydney Surf Pro 2024
Final masculina

Jordan Lawler (AUS) 15.76 x 14.33 Alejo Muniz (BRA)
Semifinais

Alejo Muniz (BRA) 15.10 x 12.87 Miguel Pupo (BRA)

2 Jordan Lawler (AUS) 13.90 x 13.20 Gatien Delahaye (FRA)

Quartas de final

1 Miguel Pupo (BRA) 14.40 x 9.54 Ian Gouveia (BRA)

2 Alejo Muniz (BRA) 14.43 x 1.33 Samuel Pupo (BRA)

3 Jordan Lawler (AUS) 16.43 x 15.90 Eli Hanneman (HAV)

4 Gatien Delahaye (FRA) 13.00 x 10.70 Taro Watanabe (EUA)

Final feminina

Isabella Nichols (AUS) 15.27 x 12.43 Erin Brooks (CAN)

Semifinais femininas

1 Erin Brooks (CAN) 16.57 a 6.16 Nadia Erostarbe (ESP)

2 Isabella Nichols (AUS) 12.63 x 10.16 Sally Fitzgibbons (AUS)

Ranking da categoria masculina
1º Samuel Pupo (BRA) – 12.545 pontos
2º Alejo Muniz (BRA) – 11.120

3º Mikey McDonagh (AUS) – 10.600

4º Jordan Lawler (AUS) – 10.000

5º Ian Gouveia (BRA) – 9.490

6º George Pittar (AUS) – 9.405

7º Miguel Pupo (BRA) – 6.685

7º Gatien Delahaye (FRA) – 6.685

7º Josh Burke (BRB) – 6.685

10º Michael Rodrigues (BRA) – 6.645

11 Taro Watanabe (EUA) 5.445

11 Dakoa Walters (AUS) 5.445

13 Eli Hanneman (HAV) 5.345

14 Levi Slawson (EUA) 5.220

15 Dimitri Poulos (EUA) 5.020

15 Dylan Moffat (AUS) 5.020

17 João Chianca (BRA) 4.745

18 Alister Reginato (AUS) 4.020

18 Hiroto Ohhara (JAP) 4.020

18 Jacob Willcox (AUS) 4.020

18 Joan Duru (FRA) 4.020

22 Caio Ibelli (BRA) – 3.920
22 Deivid Silva (BRA) – 3.920
32 Mateus Herdy (BRA) – 2.600
34 Jadson André (BRA) – 2.500
34 Edgard Groggia (BRA) – 2.500
39 Lucas Silveira (BRA) – 2.400
51 Luel Felipe (BRA) – 2.150
55 Rafael Teixeira (BRA) – 1.300
65 Heitor Mueller (BRA) – 1.000
67 Leo Casal (BRA) – 950
75 Cauã Costa (BRA) – 550
Ranking da categoria feminina

1ª Erin Brooks (CAN) – 17.800 pontos

2ª Isabella Nichols (AUS) – 16.085

3ª Sally Fitzgibbons (AUS) – 12.170

4ª Nadia Erostarbe (ESP) – 10.830

5ª Luana Silva (BRA) – 9.700

6 Alyssa Spencer (EUA) 9.490

7 Macy Callaghan (AUS) 8.065

7 Vahine Fierro (FRA) 8.065

7 Bronte Macaulay (AUS) 8.065

7 Yolanda Hopkins (POR) 8.065

11 India Robinson (AUS) 6.640

11 Nikki Van Dijk (AUS) 6.640

13 Bella Kenworthy (EUA) 6.445

14 Teresa Bonvalot (POR) 5.220

14 Zoe Benedetto (EUA) 5.220

16 Keala Tomoda-Bannert (HAV) 5.020

16 Tessa Thyssen (FRA) 5.020

18 Kirra Pinkerton (EUA) 3.970

18 Sophia Medina (BRA) 3.970

20 Eweleiula Wong (HAV) 3.800

25 Laura Raupp (BRA) – 3.400
38 Anne dos Santos (BRA) – 1.700
40 Tainá Hinckel (BRA) – 1.400

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    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Em inglês: Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) x Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) x Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) x Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) x Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) x João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) x Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) x Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) x Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) x Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) x Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) x Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) x Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) x vencedor da bateria 64 vencedor da bateria 7 x vencedor da bateria 8 Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC)

    Próxima chamada nesta terça-feira (11) às 14h30 (de Brasília). Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.

    Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto, e os modelos indicam um cenário promissor logo na abertura. A expectativa é de muito swell nos primeiros dias, embora o vento possa influenciar diretamente a qualidade das condições ao longo da etapa. Os modelos de previsão apontam ondas entre 3 e 4 metros de face na abertura da janela, com séries podendo alcançar até 5 metros. Se a previsão se confirmar, o domingo (9) pode apresentar as maiores ondas da janela de competição, com algumas séries podendo ultrapassar até mesmo os 6 metros. Apesar do tamanho das ondas, a previsão indica predominância do vento de sudeste, que costuma prejudicar a qualidade das condições em Teahupoo. Conhecido localmente como Maaramu, este vento traz consigo a estação mais seca e fria, afetando as condições de navegação e surfe na região. Na prática, isso significa um cenário de muito tamanho, mas com condições potencialmente mais difíceis para os atletas. Entre os dias 11 e 12 de agosto, a previsão sugere uma combinação mais favorável, reunindo ventos mais favoráveis, ondas ainda com bom tamanho e boas possibilidades para a realização da competição. Depois desse período, o Maraamu pode voltar a ganhar força. Para o restante da janela, o cenário ainda é instável nos modelos de previsão. Existe a possibilidade de uma nova ondulação forte durante a segunda metade do evento, mas as próximas atualizações deverão trazer uma definição mais precisa. Medina embarca para o Taiti em momento delicado Às vésperas da etapa de Teahupoo, Gabriel Medina, um dos maiores nomes da história deste evento, embarcou para o Taiti vivendo um momento delicado fora d’água. O tricampeão mundial e sua esposa Isabella Arantes perderam o filho que esperavam após a gestação não evoluir. Mesmo diante da notícia, ele seguiu viagem para o Taiti, onde disputará uma etapa importante na reta final do Championship Tour. Atual quarto colocado do ranking mundial, o tricampeão segue na disputa pelo título da temporada. Kelly Slater lidera lista de convidados da etapa A WSL confirmou Kelly Slater como convidado da etapa de Teahupoo. Dono de 11 títulos mundiais e cinco vitórias na onda taitiana, o norte-americano retorna ao CT em busca de mais um resultado expressivo em um dos palcos mais marcantes de sua carreira. Além de Slater, também foram confirmados os taitianos Eimeo Czermak e Kelia Gallina, vencedores das Tahiti Trials, seletiva local que reuniu mais de 36 surfistas. Aos 13 anos, Gallina disputará o evento principal pelo segundo ano consecutivo e tentará aproveitar a experiência adquirida em 2025. Já Czermak fará sua estreia no Championship Tour após finalmente conquistar a classificação para a etapa em sua onda de casa. Horário das chamadas As chamadas da WSL costumam acontecer por volta das 7h30 da manhã no Taiti, o que normalmente corresponde às 14h30 no horário de Brasília. Esse horário pode variar de acordo com as condições do mar. A primeira chamada acontece neste sábado (8). Chaves de baterias Masculino Round 1 Ramzi Boukhiam (MAR) × Oscar Berry (AUS)Luke Thompson (AFS) × Matthew McGillivray (AFS)Seth Moniz (HAV) × Eimeo Czermak (TAH)Eli Hanneman (HAV) × Kelly Slater (EUA) Round 2 Kauli Vaast (FRA) × Crosby Colapinto (EUA)Samuel Pupo (BRA) × Alan Cleland (MEX)Yago Dora (BRA) × Seth Moniz (HAV) ou Eimeo Czermak (TAH)Marco Mignot (FRA) × Barron Mamiya (HAV)Filipe Toledo (BRA) × Connor O’Leary (JAP)Italo Ferreira (BRA) × Luke Thompson (AFS) ou Matthew McGillivray (AFS)Liam O’Brien (AUS) × Jake Marshall (EUA)Ethan Ewing (AUS) × Joel Vaughan (AUS)Leonardo Fioravanti (ITA) × Ramzi Boukhiam (MAR) ou Oscar Berry (AUS)Morgan Cibilic (AUS) × João Chianca (BRA)Kanoa Igarashi (JAP) × Alejo Muniz (BRA)George Pittar (AUS) × Cole Houshmand (EUA)Gabriel Medina (BRA) × Eli Hanneman (HAV) ou Kelly Slater (EUA)Jack Robinson (AUS) × Callum Robson (AUS)Griffin Colapinto (EUA) × Rio Waida (IND)Miguel Pupo (BRA) × Mateus Herdy (BRA) Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC) Galeria de campeões do Tahiti Pro 1999 – Mark Occhilupo (AUS)2000 – Kelly Slater (EUA)2001 – Cory Lopez (EUA)2002 – Andy Irons (HAV)2003 – Kelly Slater (EUA)2004 – C.J. Hobgood (EUA)2005 – Kelly Slater (EUA)2006 – Bobby Martinez (EUA)2007 – Damien Hobgood (EUA)2008 – Bruno Santos (BRA)2009 – Bobby Martinez (EUA)2010 – Andy Irons (HAV)2011 – Kelly Slater (EUA)2012 – Mick Fanning (AUS)2013 – Adrian Buchan (AUS)2014 – Gabriel Medina (BRA)2015 – Jeremy Flores (FRA)2016 – Kelly Slater (EUA)2017 – Julian Wilson (AUS)2018 – Gabriel Medina (BRA)2019 – Owen Wright (AUS)2020 – Não realizada (COVID-19)2021 – Não realizada (Cancelada)2022 – Miguel Pupo (BRA)2023 – Jack Robinson (AUS)2024 – Italo Ferreira (BRA)2025 – Jack Robinson (AUS)

    Primeira chamada para etapa do Tahiti acontece sábado (8) às 14h30 (de Brasília). Previsão indica swell consistente. Medina embarca para evento e WSL divulga baterias, com Kelly Slater convidado.

    O Waves passa a oferecer, a partir de hoje, o modo Clássico de visualização da previsão de águas rasas. A novidade já está disponível na plataforma e pode ser acessada pelo botão “Clássico”, localizado na página da previsão detalhada de todos os picos. A experiência retorna preservando a forma de leitura que acompanhou gerações de surfistas, integrada ao novo Waves e com uma evolução importante: a previsão passa de sete para até 16 dias. Clique aqui para visualizar o modelo clássico Desde o lançamento da nova plataforma, recebemos centenas de mensagens com sugestões, elogios, dúvidas e críticas sobre a experiência da previsão. Cada uma delas foi lida com atenção pela nossa equipe. Afinal, ninguém conhece melhor o Waves do que quem consulta a previsão todos os dias antes de entrar no mar. Ao longo de quase três décadas, aprendemos que evoluir também significa saber ouvir. E foi justamente desse diálogo com a comunidade que nasceu a decisão de trazer de volta a visualização Clássica, ampliando as formas de acompanhar a previsão e permitindo que cada surfista escolha a experiência que faz mais sentido para ele. O Clássico evoluiu junto com o Waves Quem já utilizava a visualização Clássica vai encontrar uma experiência muito familiar. A organização das informações, os mapas, os gráficos e a forma de interpretar a previsão permanecem praticamente os mesmos, preservando a leitura que se tornou referência para milhões de surfistas ao longo dos anos. A principal novidade está no alcance da previsão. Antes limitada a sete dias, ela agora passa a oferecer informações para até 16 dias, permitindo acompanhar a evolução dos swells com muito mais antecedência e planejar viagens, sessões e expedições com uma janela muito maior. O modo Clássico também passa a fazer parte da nova plataforma do Waves e seguirá evoluindo ao lado das demais formas de visualização da previsão. Não se trata de substituir uma experiência pela outra, mas de oferecer mais opções para que cada usuário acompanhe o mar da maneira que preferir. Muito além de uma interface Embora muita gente associe o Clássico ao seu formato visual, o grande diferencial sempre esteve na tecnologia por trás da previsão. O Waves utiliza um modelo de águas rasas, desenvolvido para calcular como a energia das ondas se transforma ao se aproximar da costa. Enquanto grande parte das previsões disponíveis mostra apenas o comportamento das ondas em águas profundas, este modelo representa os processos físicos que acontecem quando as ondulações começam a interagir com o fundo do mar. É nesse momento que fatores como a profundidade, o relevo submarino, ilhas, costões e bancos de areia passam a influenciar diretamente a direção, a velocidade, o comprimento e a altura das ondas. Na prática, isso significa que um mesmo swell pode produzir condições completamente diferentes em praias separadas por poucos quilômetros. É justamente essa transformação que o modelo de águas rasas procura representar, oferecendo ao surfista uma estimativa muito mais próxima daquilo que ele realmente encontrará quando chegar ao pico. Essa tecnologia, utilizada há anos pelo Waves, nasceu da aplicação de modelos científicos originalmente desenvolvidos para estudos costeiros, obras portuárias, engenharia naval e prevenção de desastres. Adaptada ao universo do surf, tornou-se um dos principais diferenciais da previsão e ajudou o Waves a construir sua credibilidade junto à comunidade ao longo de quase três décadas. Cada surfista lê o mar de um jeito Nenhum surfista interpreta a previsão exatamente da mesma maneira. Há quem prefira uma leitura rápida, tradicional e familiar. Outros gostam de explorar gráficos, mapas, novas visualizações e recursos interativos para analisar cada detalhe das condições do mar. Por isso, o retorno do modo Clássico amplia as possibilidades da plataforma e passa a conviver com as demais experiências de visualização disponíveis no Waves. Nosso objetivo é simples: permitir que cada surfista escolha a forma como prefere acompanhar a previsão, sem abrir mão da confiabilidade que sempre esteve no centro do nosso trabalho. O compromisso continua o mesmo O mar muda todos os dias. A tecnologia também. Ao longo dos últimos 28 anos, o Waves evoluiu inúmeras vezes. Novas funcionalidades foram incorporadas, novas ferramentas surgiram e a maneira de consumir informação mudou. Mas uma coisa permaneceu exatamente igual: o compromisso de oferecer uma previsão confiável para ajudar cada surfista a tomar a melhor decisão antes de entrar na água. O retorno do modo Clássico faz parte dessa evolução. Ele preserva uma forma de visualização que marcou a história do Waves, agora integrada a uma plataforma mais completa, com novos recursos e previsão de até 16 dias. Ao longo de quase três décadas, muita coisa mudou no Waves. Mas existe algo que nunca deixaremos de buscar: a confiança de quem consulta a nossa previsão para decidir quando entrar no mar.

    Depois de ouvir a comunidade, o Waves traz de volta a visualização clássica da previsão de águas rasas, agora integrada à nova plataforma e com previsão das ondas para até 16 dias.