Surf Brasil Pro

Nicole Santos brilha no Borete

Pernambucana Nicole Santos ganha a maior nota da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Surf e iguala recorde feminino da temporada 2026 na Praia do Borete.
Surf Brasil Pro 2026, Praia do Borete, Porto de Galinhas, Ipojuca (PE)

A surfista local de Ipojuca, Nicole Santos, brilhou no domingo com a maior nota da segunda etapa do Surf Brasil Pro 2026 em Porto de Galinhas. O 7.50 que recebeu com um ataque explosivo de frontside numa direita na Praia do Borete, superou o 7.00 do potiguar Rafael Barbosa no sábado e igualou a maior nota feminina do Campeonato Brasileiro de Surf esse ano, da campeã da primeira etapa no Ceará, Juliana dos Santos. As meninas estrearam no domingo e depois foi iniciada a segunda fase masculina, que prossegue nesta segunda-feira com transmissão ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e também pelo canal Woohoo e na TV aberta pelo XSports.

A pernambucana Nicole Santos estreou na sexta bateria feminina do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, que tinha a cearense Silvana Lima como grande favorita. A hexacampeã brasileira vinha embalada pelo bicampeonato panamericano conquistado no domingo no Panamá, mas Nicole achou uma direita que formou uma junção para ela atacar forte, com uma batida explosiva que arrancou nota 7.50 dos juízes. Os 11.57 pontos que totalizou, também foram o maior placar feminino do domingo na Praia do Borete. Silvana Lima avançou junto com Nicole Santos, eliminando a jovem paulista Marina Suguimoto.

“Foi uma bateria incrível com a Silvana (Lima). Sou muito fã dela, então fiquei bem confiante agora, depois de ganhar da Silvana e vamos com tudo pras próximas baterias”, prometeu Nicole Santos, que é irmã mais jovem da campeã brasileira Monik Santos. “Eu estou bem à vontade, em casa, tem altas ondas e isso é o mais importante. Então, foi só fazer a estratégia junto com a minha irmã (Monik Santos), de trocar notas e não cair da prancha. Quero agradecer a Prefeitura de Ipojuca, por estar proporcionando esse grande evento pra gente nessa praia linda, que sempre dá boas ondas. Agradecer também a minha família, a minha irmã que é minha treinadora, minha mãe pelo Dia das Mães hoje e vamo pra cima”.

Monik Santos depois fechou a primeira fase também com vitória em sua estreia nesta segunda etapa do Surf Brasil Pro 2026 na sua casa. A pernambucana estava junto com Silvana Lima no Time Brasil que conquistou o tetracampeonato panamericano, em 5 anos da gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf. As duas e a atual líder do ranking brasileiro, Juliana dos Santos, vieram direto do Panamá para Porto de Galinhas e Monik Santos ganhou a sua primeira bateria na Praia do Borete, contra a também pernambucana Chay Oliveira, a cearense Anaelya de Lima e a paulista Aurora Ribeiro, que avançou junto com ela para a segunda fase.

“Estou muito feliz de ter a oportunidade de competir em casa. Foi aqui que eu cresci surfando e mantenho meu treino em dia, então é muito gratificante poder surfar aqui, porque a Praia do Borete sempre tem boas ondas”, destacou a experiente Monik Santos, que falou sobre o recorde de participantes da categoria feminina nesta segunda etapa do Surf Brasil Pro 2026, com 58 inscritas. “Eu sou de uma geração que não tinha muita oportunidade de competir, então ver o circuito brasileiro crescendo a cada ano e o surf feminino valorizado, é sobre isso que a gente luta e cuida. Eu sempre falo desde a minha adolescência, que o Brasil tem talentos femininos, mas precisava de visibilidade, de investimento e de oportunidades”.

Monik Santos foi acompanhada pela irmã e nova recordista Nicole Santos, na entrevista da transmissão ao vivo do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas. Ela também respondeu sobre a ausência da sua mãe, Dona Vera, para assistir elas competirem na Praia do Borete: “Mãinha não aguenta não vir aqui (risos). Ela fica lá em casa, assiste um pouquinho e sai, depois só vê o resultado. Mas, Feliz Dia das Mães, te amo muito mãe, eu e a Nicole aqui, a gente conseguiu passar a bateria para presentear a senhora e vamo pra cima. Te amo mãe e feliz Dia das Mães para todas as mães do Brasil”.

Três campeãs brasileiras estreiam com vitórias no domingo – Antes da Monik Santos, outras duas surfistas que já tem título de campeã brasileira no currículo, também tinham estreado com vitórias na segunda etapa do Surf Brasil Pro 2026 em Ipojuca, a paulista Julia Nicanor e a cearense Yanca Costa. Julia foi a primeira campeã a vencer sua bateria na Praia do Borete, logo após a hexacampeã Silvana Lima ser derrotada por Nicole Santos. Julia Nicanor enfrentou duas surfistas da nova geração e não encontrou dificuldades para vencer a paranaense Duda Azamor e a paraibana Nalanda Carvalho. Na segunda fase, ela e Silvana Lima vão competir juntas, disputando duas vagas para o evento principal com mais duas surfistas bem mais jovens, a cearense Gabriely Queiroz e a paulista Isabelly Knut.

“É muito bom começar vencendo a bateria. Nos últimos eventos eu tomei muita virada no final, mas me mantive resiliente pra ficar com a cabeça boa e busquei forças para esquecer dos momentos ruins que passaram”, disse Julia Nicanor, uma das poucas surfistas que já fazem manobras aéreas no surf feminino. “Eu to muito empolgada, com muita vontade e quero buscar a vitória aqui. Mas sei que a galera está esperando eu mandar o aéreo. Eu gosto muito desse lugar e nos treinos eu consegui botar uns aéreos, mas hoje as condições estão bem difíceis, com vento muito forte. Acho que amanhã deve melhorar e espero conseguir realizar. Vai ser um momento muito bom pra mim de fazer essa manobra na bateria”.

Segunda fase masculina iniciada com dois campeões brasileiros – Após o encerramento da rodada inicial feminina, começou a segunda fase masculina quando estreiam 48 surfistas mais bem colocados no ranking do Surf Brasil Pro 2026, contra os classificados da primeira fase. E a primeira bateria já foi em altíssimo nível, com dois campeões brasileiros que decidiram o título de 2022 na grande final na Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Foi um verdadeiro show de aéreos que o potiguar Israel Junior tirou até nota 10, para bater o cearense já bicampeão brasileiro, Messias Felix. Israel confirmou o favoritismo na Praia do Borete e venceu de novo, mas Messias e o também cearense Felipe Martins, acabaram eliminados pelo jovem paulista John Muller.

“Estou feliz por ter passado essa bateria e avançado para a terceira fase, mas ainda tem que passar mais baterias para chegar no evento principal (quarta fase)”, disse Israel Junior, que falou sobre os aéreos que são sua especialidade. “Eu gosto de dar aéreos, tenho essa manobra no pé, mas nem sempre a oportunidade é boa para isso. O aéreo é uma manobra de risco, então acho que o mais importante é passar bateria, independente se for com aéreo. Graças a Deus, tenho também as manobras de borda que consigo encaixar de backside ou frontside, mas o aéreo tá no pé sim para usar quando tiver oportunidade”.

Ex-tops da elite mundial fazem os recordes do domingo em Ipojuca – Outro campeão brasileiro também competiu na segunda fase e Igor Moraes avançou sua primeira bateria no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, mas em segundo lugar no confronto vencido por outro paulista, Derek Souza. Os dois barraram os pernambucanos Cauã Nunes de Ipojuca e Patrick Tamberg de Fernando de Noronha. Outra atração da segunda fase foi a estreia de duas estrelas que já representaram o Brasil na elite dos melhores surfistas do mundo. E eles foram os recordistas do domingo na competição masculina, com o paranaense Peterson Crisanto fazendo o maior somatório – 13.00 pontos – e o paulista Deivid Silva igualando a nota 7.00 do Rafael Barbosa no sábado, a maior dos homens na Praia do Borete esse ano.

“Estou muito feliz de ter começado bem esse campeonato, com uma nota 7 que me deixou um pouco mais tranquilo e deu tudo certo”, disse Deivid Silva, que estava no CT até o ano passado e agora está podendo competir no Surf Brasil Pro. “A premiação do Brasileiro está muito boa e ajuda para poder seguir no surf profissional hoje em dia. O Surf Brasil está fazendo um trabalho incrível, com boa premiação e estou amarradão de estar competindo no circuito esse ano. Consegui pegar boas ondas hoje e estou feliz de estar em Porto de Galinhas de novo. Fazia muitos anos que eu não vinha, desde os tempos de amador, então estou amarradão e vamo com tudo, bateria por bateria, para se Deus quiser, chegar no dia das finais”.

Deivid Silva derrotou o paulista Guilherme Fernandes, o carioca Pedro Neves e o potiguar Arthur Alves, por 12.17 pontos somando a nota 7.00, recorde masculino do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas. Duas baterias depois, o paranaense Peterson Crisanto atingiu 13.00 pontos com a nota 6.83 da sua melhor onda, na vitória sobre dois paraibanos da nova geração, Iago Bellotti e Felipe Homsi. Os dois venceram a Seletiva Norte/Nordeste para o Surf Brasil Base, se classificando para a decisão dos títulos brasileiros em Navegantes (SC). Os 13.00 pontos do Peterson Crisanto ainda ficaram abaixo dos 13.33 do potiguar Alan Jhones, que encabeça a lista do maior somatório nas ondas da Praia do Borete esse ano.

Recordistas são as próximas atrações da segunda fase masculina – O recordista Alan Jhones vai voltar a competir na 12ª bateria da segunda fase, a terceira a entrar no mar nesta segunda-feira em Porto de Galinhas. Seus adversários serão o também potiguar Mateus Sena e os cearenses Marcos Alves TT e Guilherme Lemos, que mora na capital carioca. Também nesta segunda e última rodada de 24 baterias, tem o paulista Renan Pulga vice-campeão brasileiro do ano passado na 18ª bateria e na seguinte o pernambucano Luel Felipe, que detém o recorde de etapas vencidas na gestão Teco Padaratz iniciada em 2022. Luel, o bicampeão brasileiro Douglas Silva, o carioca Lucas Silveira e o líder do ranking 2026, Michael Rodrigues, ganharam duas etapas cada um, das 21 completadas no Ceará esse ano.

O Surf Brasil Pro 2026 é uma realização de Surf Brasil, em conjunto com a Federação Pernambucana de Surf nesta segunda etapa em Porto de Galinhas, que conta com patrocínio da Prefeitura Municipal do Ipojuca através da Secretaria Especial de Esportes, CAIXA Esportes, Monster Energy e Surf Telecom; apoio local da marca JISK e parceria de Suntech, Brazilian Tiger Balm, Sococo, Shopee, Chandon, Restaurante Chicama, Cerveja Praya, apoio ambiental de Mondo Ekvilibro e apoio institucional do COB – Comitê Olímpico do Brasil. Todas as etapas do Surf Brasil Pro 2026 são transmitidas pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e nos canais Woohoo na TV fechada e XSports na TV aberta, com o último dia também passando ao vivo no canal Time Brasil TV do COB no YouTube.

Baterias do Surf Brasil Pro – Porto De Galinhas
(entre parênteses o estado que representa na competição)

Resultados do domingo na Praia do Borete
Primeira fase masculina
3º=121º lugar (740 pts) e 4º=145º lugar (500 pts)

———–as 21 baterias foram realizadas no sábado

22 1-Kailani Renno (SP), 2-Gabriel Dantas (RJ), 3-Diogo Cesar (SP)

23 1-Rickson Falcão (RJ), 2-José Claudio (PE), 3-Eduardo Martins (SP), 4-Itim Silva (CE)

24 1-JP Ferreira (SP), 2-Lysandro Leandro (RN), 3-Messias Santos (PE)

Primeira fase feminina
3ª=37º lugar (3.000 pts) e 4ª=49º lugar (2.400 pts)

1ª 1-Luara Mandelli (PR), 2-Jessica Bianca (PR), 3-Mayara Zampieri (SP), 4-Leticia Calleia (RJ)

2ª 1-Sophia Gonçalves (SP), 2-Nicolly Freire (PB), 3-Kiany Cristina (SP), wº-Gabriely Vasque (PR)

3ª 1-Carol Bastides (SP), 2-Maria Clara (RN), 3-Sol Carrion (SP), 4-Luiza Savoi (SP)

4ª 1-Nina Stein (RJ), 2-Valentina Zanoni (SC), 3-Laiz Costa (RJ), 4-Jessica Santos (CE)

5ª 1-Gabriely Queiroz (CE), 2-Natalia Gerena (SP), 3-Julia Duarte (RJ), 4-Luana Reis (SP)

6ª 1-Nicole Santos (PE), 2-Silvana Lima (CE), 3-Marina Suguimoto (SP)

7ª 1-Julia Nicanor (SP), 2-Duda Azamor (PR), 3-Nalanda Carvalho (PB)

8ª 1-Alexia Monteiro (RS), 2-Isabelly Knut (SP), 3-Maeva Guastalla (SP), 4-Lanay Thompson (RJ)

9ª 1-Yanca Costa (RJ), 2-Samira Stephany (SP), 3-Prislen de Sousa (CE), wº-Maya Canônico (SP)

10 1-Aysha Ratto (RJ), 2-Kauanny de Souza (SC), 3-Alice Pitanga (ES), 4-Vitória Carneiro (CE)

11 1-Maria Autuori (SC), 2-Rayssa Marques (PB), 3-Alma Corgiolu (SC), 4-Nathalie Martins (PR)

12 1-Monik Santos (PE), 2-Aurora Ribeiro (SP), 3-Anaelya de Lima (CE), 4-Chay Oliveira (PE)

Segunda fase – entrada de 48 pré-classificados pelo ranking da 1ª etapa
3º=73º lugar com 1.440 pontos e 4º=97º lugar com 980 pontos

1ª 1-Israel Junior (RN), 2-John Muller (SP), 3-Felipe Martins (CE), 4-Messias Felix (CE)

2ª 1-Rafael Barbosa (RN), 2-Adauto Sena (RN), 3-Isaias Silva (CE), 4-Gustavo Ribeiro (SP)

3ª 1-Derek Souza (SP), 2-Igor Moraes (SP), 3-Cauã Nunes (PE), 4-Patrick Tamberg (PE)

4ª 1-Lucas Bezerra (CE), 2-Pedro Rian (CE), 3-Mateus Ribeiro (CE), wº-Wiggolly Dantas (SP)

5ª 1-Deivid Silva (SP), 2-Guilherme Fernandes (SP), 3-Pedro Neves (RJ), 4-Arthur Alves (RN)

6ª 1-Bryan Almeida (SP), 2-Daniel Adisaka (SP), 3-Derek Adriano (SC), 4-Jonh Jonh Alves (CE)

7ª 1-Peterson Crisanto (PR), 2-Iago Bellotti (PB), 3-Felipe Homsi (PB), wº-Patrick Alves (PI)

8ª 1-Walley Guimarães (SC), 2-Daniel Duarte (SP), 3-Pedro Dib (SP), 4-Elton Melo (CE)

9ª 1-Edvan Silva (CE), 2-Alexandre Camargo (CE), 3-Thiago Guimarães (SP), 4-Nathan Hereda (RJ)

Próximas baterias do Surf Brasil Pro em Ipojuca
Segunda Fase
3º=73º lugar (1.440 pontos) e 4º=97º lugar (980 pontos)

10 Alan Donato (PE) e Flavio Nakagima (SP), Bernardo Brizola (RN), Pablo Paulino (CE)

11 Gabriel André (SP) e Davi Sobrinho (CE), E O Lobster (PE), Kaue Daniel (SP)

12 Mateus Sena (RN) e Marcos Alves TT (CE), Alan Jhones (RN), Guilherme Lemos (RJ)

13 Lucas Vicente (SC) e Hugo Bomfim (SP), Murillo Coura (SP), Kayan Medeiros (RN)

14 Lucas Haag (SC) e Jonatans Ruan (RN), Glauciano Rodrigues (CE), Jonatha Santos (RN)

15 Ytalo Oliveira (CE) e Luã da Silveira (SC), Yantuir Duarte (PE), Nicolas Oliveira (SP)

16 Emanoel Tobias (RN) e Charlie Brown (CE), Antonio Venicius (BA), Fellipe Ximenes (SC)

17 Cauet Frazão (CE) e Amando Tenorio (AL), Cezar Aguiar (PE), Gabriel Farias (PE)

18 Renan Pulga (SP) e Johnny Ferreira (RN), Michel Roque (CE), Guilherme Penha (MA)

19 Luel Felipe (PE) e João Artur (SP), Madson Costa (RN), Luan Lapolli (PE)

20 Fabricio Bulhões (BA) e Kaique Timidate (SC), Krystian Kymerson (ES), Michel Demetrio (SC)

21 Luan Wood (SC) e Artur Silva (CE), Ivan Silva (PE), Gabriel Dantas (RJ)

22 Diego Aguiar (SP) e Anderson Silva Pikachu (RJ), Kailani Renno (SP), Felipe Oliveira (SP)

23 Leo Andrade (ES) e Marcus Cintra (CE), Rickson Falcão (RJ), Lysandro Leandro (RN)

24 Rafael Teixeira (ES) e Douglas Noronha (SP), JP Ferreira (SP), José Claudio (PE)

Segunda fase feminina
3ª=25º lugar (3.600 pontos) e 4ª=31º lugar (3.300 pts)

1ª Carol Bastides (SP), Luara Mandelli (PR), Valentina Zanoni (SC), Nicolly Freire (PB)

2ª Sophia Gonçalves (SP), Jessica Bianca (PR), Nina Stein (RJ), Maria Clara (RN)

3ª Julia Nicanor (SP), Silvana Lima (SP), Isabelly Knut (SP), Gabriely Queiroz (CE)

4ª Nicole Santos (PE), Duda Azamor (PR), Alexia Monteiro (RS), Natalia Gerena (SP)

5ª Yanca Costa (RJ), Maria Autuori (SP), Kauanny de Souza (SC), Aurora Ribeiro (SP)

6ª Monik Santos (PE), Samira Stephany (SP), Aysha Ratto (RJ), Rayssa Marques (PB)

Terceira fase masculina – 4 das 12 baterias já formadas no domingo
3º=49º lugar com 2.400 pontos e 4º=61º lugar com 1.800 pontos

1ª Israel Junior (RN), Adauto Sena (RN), Derek Souza (SP), Pedro Rian (CE)

2ª Igor Moraes (SP), Lucas Bezerra (CE), Rafael Barbosa (RN), John Muller (SP)

3ª Peterson Crisanto (PR), Deivid Silva (SP), Daniel Adisaka (SP), Daniel Duarte (SP)

4ª Walley Guimarães (SC), Guilherme Fernandes (SP), Bryan Almeida (SP), Iago Bellotti (PB)

Terceira fase feminina – entrada das Top-11 e 1 convidada
1ª avança para as Oitavas de Final e 2ª e 3ª vão para a Repescagem

1ª Larissa dos Santos (CE) com 2 classificadas da segunda fase

2ª Kiany Hyakutake (SC), Potira Castaman (SC) e 1 da segunda fase

3ª Tainá Hinckel (SC), Ariane Gomes (CE) e mais 1

4ª Analu Silva (PB) e mais 2

5ª Juliana dos Santos (CE) e mais 2

6ª Mariana Areno (RJ), Juliana Meneguel (SP) e mais 1

7ª Kemily Sampaio (SP), Sophia Medina (SP) e mais 1

8ª Sarah Ozorio (RJ) e mais 2

Quarta fase masculina – entrada dos Top-22 e os 2 convidados
1º avança para a Sexta Fase e 2º e 3º vão para a Repescagem

1ª Gabriel Klaussner (SP) com 2 classificados da terceira fase

2ª Marcos Correa (SP), Janninfer de Sousa (SE) e 1 da terceira fase

3ª Rafael Santos (CE) com 2 da terceira fase

4ª Weslley Dantas (SP), Mathias Ramos (CE) e mais 1

5ª Cauã Costa (RJ), Douglas Silva (PE) e mais 1

6ª Cauã Gonçalves (SP) e mais 2

7ª Yuri Gabryel (SC), Paulo Henrique Grilo (RN) e mais 1

8ª Wesley Leite (SP) e mais 2

9ª Michael Rodrigues (CE) e mais 2

10 Deyvson Santos (RN), Santiago dos Santos (CE) e mais 1

11 Alex Ribeiro (SP) e mais 2

12 Jonathan Freitas (RN), Edgard Groggia (PE) e mais 1

13 Jadson André (RN), Luan Carvalho (SP) e mais 1

14 Bino Lopes (BA) e mais 2

15 Samuel Joca (RN), Samuel Igo (PB) e mais 1

16 Rafael Venuto (CE) e mais 2

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    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.