Surf Brasil Pro

Douglas e Tainá fazem a festa

Ídolo local, Douglas Silva fatura o bi em casa e Tainá Hinckel amplia recorde de vitórias em Porto de Galinhas.
Surf Brasil Pro 2026, Praia do Borete, Porto de Galinhas, Ipojuca (PE)

O ipojucano Douglas Silva é bicampeão em casa e a catarinense Tainá Hinckel aumenta seu recorde de vitórias no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, no domingo com a Praia do Borete lotada em Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. O bicampeão brasileiro é o primeiro a ganhar três etapas desde 2022 na categoria masculina e a surfista olímpica da Guarda do Embaú, festejou o seu sétimo título em oito finais disputadas. As decisões foram só entre campeões brasileiros, contra os líderes no ranking das duas etapas de 2026, o paulista Weslley Dantas e a cearense Juliana dos Santos. O próximo desafio dos melhores surfistas do Brasil, vai ser na casa do Weslley, a Reserva Nacional de Surf na Praia de Itamambuca, de 16 a 28 de julho em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.

“Primeiramente, quero dizer que Deus é o condutor de todas as coisas e eu só sou um navegante no barco Dele. Estou muito feliz com essa vitória em casa e toda honra e toda glória seja dada a Deus”, foram as primeiras palavras do bicampeão brasileiro e agora bicampeão da etapa na sua casa, Douglas Silva. “É uma felicidade imensa estar ganhando esse evento mais uma vez. Aqui foi o início do bicampeonato brasileiro no ano passado e pode ser também o início do tri. Mas, só to vivendo um dia após o outro, dando o meu melhor e deixando acontecer. Quero agradecer, do fundo do meu coração, todo mundo que veio aqui torcer, prestigiar esse evento incrível, agradecer a Prefeitura de Ipojuca, a Secretaria de Esportes, por nos proporcionar esse evento tão gigante, com a maior estrutura que eu já vi no Campeonato Brasileiro”.

Douglas Silva chegou em Ipojuca depois de conquistar o título de campeão panamericano no Panamá e na semana retrasada, ainda ganhou a etapa do Circuito Nordestino, realizada nas mesmas ondas da Praia do Borete. Ele agora é o primeiro surfista a vencer três etapas válidas pelo título brasileiro desde 2022, na gestão do presidente Teco Padaratz na Confederação Brasileira de Surf. A recordista absoluta é Tainá Hinckel, que aumentou de 6 para 7, o número de vitórias em sua primeira vez competindo na Praia do Borete. A final do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, foi uma reedição da sua sexta conquista, na última etapa de 2025 também contra Juliana dos Santos na Praia Mole de Florianópolis, Santa Catarina.

“Foi muita emoção essa bateria, do início até o final. Eu sabia que eu precisava acreditar em mim, para poder vencer, porque as condições ficaram bem desafiadoras nessa bateria”, destacou Tainá Hinckel. “Foi um campeonato que deu bastante onda, mas tinha que se conectar com o mar para pegar as certas que proporcionavam as notas boas. Eu sabia que eu tinha que dar o meu melhor contra a Jujú (Juliana dos Santos), a gente já fez várias baterias, finais, então to amarradona em ter ganho esse campeonato. Era o meu objetivo e estou orgulhosa de mim por ter vencido. É um momento incrível pra mim e agora é correr pra organizar tudo, porque eu tenho um voo daqui a pouco”.

Surf Brasil Pro Porto De Galinhas foi um sucesso de recordes – O Surf Brasil Pro Porto de Galinhas foi um sucesso total, com boas ondas todos os dias na Praia do Borete, que ficou lotada no domingo de Sol em Ipojuca, recorde de audiência na transmissão ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no Youtube, recorde de participação feminina com 58 inscritas e recordes também sendo batidos nas inéditas decisões só entre surfistas com títulos brasileiros no currículo. Além de aumentar para 7 o número de etapas vencidas, Tainá Hinckel igualou as 8 finais disputadas pela hexacampeã brasileira Silvana Lima. A líder do ranking 2026, Juliana dos Santos, decidiu o título em Ipojuca no ano passado e foi também vice-campeã na final contra outra catarinense, Laura Raupp. Mas Jujú agora dispara na liderança do ranking, pois começou a temporada com vitória em casa no Surf Brasil Pro da Praia da Taíba, no Ceará.

“Estou feliz demais por ter feito mais uma final com a Tainá. A gente sempre tá se encontrando e fazendo boas baterias, boas notas e foi um bom resultado para se firmar na liderança do ranking”, disse Juliana dos Santos. “O foco é esse, de manter a constância de bons resultados e vamo pra cima com tudo na próxima etapa. Agora é se dedicar ainda mais, para chegar bem em Ubatuba e fazer mais um bom resultado lá. Foi a minha segunda final seguida esse ano, minha segunda final seguida aqui em Porto de Galinhas e os resultados falam por si só, o quanto a gente é dedicada, focada, com muita fé em Deus. Estou muito feliz por tudo que vem acontecendo, para manter essa constância de bons resultados”.

Três surfistas na busca do bicampeonato brasileiro em 2026 – Juliana dos Santos foi campeã brasileira em 2024, um ano depois da Tainá Hinckel também festejar o seu primeiro título em 2023. A cearense lidera o ranking do Surf Brasil Pro 2026, agora com a catarinense em segundo lugar, seguida pela vice-campeã da primeira etapa no Ceará, a paraibana Analu Silva. As duas buscam o bicampeonato brasileiro esse ano, assim como o paulista Weslley Dantas. No ranking masculino, o bicampeão brasileiro em 2024 e 2025, Douglas Silva, não competiu no Ceará e já aparece em 12º lugar, com os 10.000 pontos do bicampeonato em casa. O paulista Weslley Dantas foi campeão brasileiro em 2023 e assumiu a ponta do ranking quando passou para a final, tirando a primeira posição do baiano Bino Lopes, derrotado pelo Dodô na primeira semifinal.

“Abriu uma porta muito grande para mim e acho que vai dar tudo certo, porque a próxima etapa é em Ubatuba né”, destacou o ubatubense Weslley Dantas, que agora deseja igualar o bicampeonato da sua irmã, Suelen Naraisa. “Agora estou na disputa do título, líder do ranking e todos sabem que,quando deixam o Weslley chegar, é difícil tirar de lá e eu pretendo manter isso aí. A minha irmã é bicampeã brasileira e quero fazer o mesmo feito dela esse ano, com certeza. A próxima etapa é em casa, mais tranquilo pra fazer boas baterias, sem pressão, mandar os aéreos, as manobras e é isso. É fazer o surf com seriedade, que vem a final, vem o resultado e em casa vai ter mais ondas pra mim, do que faltou aqui”.

Troca da liderança do ranking sacramentada nas semifinais – A decisão masculina aconteceu quando a maré já estava cheia na Praia do Borete, com as séries demorando mais para entrar do que nas semifinais, quando Weslley Dantas pegou 15 ondas para derrotar o potiguar Alan Jhones por 13.86 a 12.50 pontos. Essa vitória garantiu a liderança do ranking para King Dantas, porque o baiano Bino Lopes estava na frente e já havia sido eliminado por Douglas Silva, também por uma pequena vantagem de 13.27 a 12.03 pontos. As classificações para a grande final foram conquistadas com manobras aéreas, especialmente nas esquerdas da Praia do Borete.

Douglas Silva também acertou um full rotation de frontside na final do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, que valeu a maior nota da bateria, 6.90 pontos. Logo ele achou outra esquerda, que abriu a parede para fazer uma série de batidas e rasgadas com pressão e velocidade, até cravar as quilhas na areia. A torcida explodiu na praia e a nota 5.03 confirmou o bicampeonato em casa, por 11.93 a 10.33 pontos. O campeão e a campeã no circuito nacional mais rico do mundo, único que oferece meio milhão de reais a cada etapa, ganham o mesmo prêmio de 50 mil reais, com os vice-campeões recebendo 25 mil reais no masculino e no feminino.

Próximas etapas do Surf Brasil Pro 2026 na casa dos finalistas – As outras duas etapas já confirmadas, serão na casa do paulista Weslley Dantas e da catarinense Tainá Hinckel. A próxima é em Ubatuba, de 18 a 26 de julho na Reserva Nacional de Surf da Praia de Itamambuca. E o palco da decisão dos títulos brasileiros, será na única Reserva Mundial de Surf do Brasil, na paradisíaca Guarda do Embaú, nos dias 7 a 15 de novembro no município de Palhoça, em Santa Catarina. Essa praia recebeu a última etapa da Taça Brasil no ano passado e Tainá Hinckel fez as honras da casa com vitória. Agora, ela pode conquistar o segundo título brasileiro em casa, na grande final do Surf Brasil Pro 2026.

“O foco principal agora é o bicampeonato brasileiro, mas tem muita coisa pra acontecer ainda e, realmente, esse evento em casa, na Guarda do Embaú, vai ser muito legal”, disse Tainá Hinckel. “Mas, eu só quero continuar evoluindo o meu surf. Eu vim com esse objetivo de vencer aqui em Porto de Galinhas, é a minha primeira vez aqui, então estou muito feliz por esse lugar me proporcionar uma vitória tão especial. Quero mandar um beijo pra minha mãe, meu irmão, meu namorado e todos que tão torcendo por mim. Eu fico feliz em saber que outras pessoas acreditam em mim e quero parabenizar também a Jujú, que tá surfando muito, venceu o campeonato lá na Taíba, fez outra final aqui e vamos com tudo pro próximo”.

O bicampeão do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, agradeceu por também ter uma etapa em casa para competir: “Obrigado ao Surf Brasil por acreditar no projeto do nosso município, trazendo essa etapa pra cá e to felizão com o resultado. Estou bem comigo mesmo, só deixando as coisas acontecerem e quero agradecer também todos os meus patrocinadores e apoiadores. Cada um de vocês têm uma construção gigante no meu sonho, foi mais um passo dado e Deus fez as coisas acontecerem aqui hoje. Então obrigado mais uma vez a Prefeitura de Ipojuca e a todo mundo que veio torcer na praia, vibrando todos os dias. Vamos focar agora para quem sabe, conseguir o tricampeonato”.

Novidades na lista dos top-22 e das top-11 para a etapa de Ubatuba – O Surf Brasil Pro Porto de Galinhas provocou sete mudanças de nomes no grupo dos tops que entram na fase mais avançada de cada etapa, cinco no ranking masculino e duas no feminino. Douglas Silva saiu do zero direto para o 12.o lugar, com o bicampeonato em casa. Outro campeão brasileiro, o potiguar Israel Junior, parou nas quartas de final e também entrou no grupo dos top-22, saindo da 25ª para a oitava posição. Ainda teve o paulista Renan Pulga, vice-campeão brasileiro em 2026, assumindo a 18ª colocação, o potiguar Alan Jhones pegando a vigésima e o alagoano Amando Tenorio indo para o 21º e penúltimo lugar nessa lista.

No ranking feminino, as novidades entre as Top-11 são dois grandes talentos da novíssima geração do surf brasileiro, que só foram derrotadas pela campeã brasileira de 2024 e líder do ranking 2026, Juliana dos Santos. Uma delas, a catarinense Kauanny de Souza, de apenas 15 anos, subiu no pódio do Surf Brasil Pro pela primeira vez, dividindo o terceiro lugar com a gaúcha Alexia Monteiro, que pela terceira vez seguida parou nas semifinais da etapa pernambucana em Ipojuca. Kauanny subiu da 31ª para a oitava posição e a outra novidade é a paulista Carol Bastides, que ficou nas quartas de final e assumiu a nona colocação.

As duas tiraram das Top-11, a paulista Kemily Sampaio e a baiana Potira Castaman, que mora em Florianópolis. No ranking masculino, saíram dos Top-22 os cearenses Janninfer de Sousa e Mathias Ramos, o potiguar Paulo Henrique Grilo, o paulista Luan Carvalho e o paraibano Samuel Igo. Estes perderam o privilégio que tiveram em Porto de Galinhas, de entrar na fase mais avançada da terceira etapa do Surf Brasil Pro 2026 em Ubatuba, já com o prêmio mínimo de 3.000 reais garantido e direito a repescagem, caso não vençam a sua primeira bateria na Praia de Itamambuca.

Novo formato abre chance para mais surfistas participarem – O novo formato que o Surf Brasil está inaugurando esse ano no Campeonato Brasileiro de Surf, já vem cumprindo seu objetivo de proporcionar chances para que mais surfistas possam disputar a premiação de meio milhão de reais oferecida em cada etapa e o título brasileiro da temporada. Em Porto de Galinhas, 63 participantes – 48 homens e 15 mulheres – marcaram seus primeiros pontos no ranking de 2026, pois não competiram na primeira etapa no Ceará. Destes 63, mais da metade estreou em etapas válidas pelo título brasileiro profissional desde 2022, na gestão do presidente Teco Padaratz na Confederação Brasileira de Surf. Foram 41 aproveitando a oportunidade em Ipojuca, 31 na competição masculina e 10 na feminina.

O Surf Brasil Pro 2026 é uma realização de Surf Brasil, em conjunto com a Federação Pernambucana de Surf nesta segunda etapa em Porto de Galinhas, que contou com patrocínio da Prefeitura Municipal do Ipojuca através da Secretaria Especial de Esportes, CAIXA Esportes, Monster Energy e Surf Telecom; apoio local da marca JISK e parceria de Suntech, Brazilian Tiger Balm, Sococo, Shopee, Chandon, Restaurante Chicama, Cerveja Praya, apoio ambiental de La Mondo en Ekvilibro e apoio institucional do COB – Comitê Olímpico do Brasil. Todas as etapas do Surf Brasil Pro 2026 são transmitidas pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e nos canais Woohoo na TV fechada e XSports na TV aberta, com o último dia também passando ao vivo no canal Time Brasil TV do COB no YouTube.

Último dia do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas

(entre parênteses o estado que representa na competição)

Decisão do título masculino

Bicampeão Douglas Silva (PE) por 11,93 pts (6,90+5,03) – R$ 50.000 e 10.000 pontos

2º lugar Weslley Dantas (SP) com 10,33 pts (5,50+4,83) – R$ 25.000 e 8.600 pontos

Semifinais
3º lugar com R$ 13.500 e 7.300 pontos

1ª Douglas Silva (PE) 13,27 x 12,03 Bino Lopes (BA)

2ª Weslley Dantas (SP) 13,86 x 12,50 Alan Jhones (RN)

Decisão do título feminino

Campeã Tainá Hinckel (SC) por 13,23 pts (6,73+6,50) – R$ 50.000 e 10.000 pontos

2º lugar Juliana dos Santos (CE) com 10,26 pts (5,33+4,93) – R$ 25.000 e 8.600 pontos

Semifinais
3º lugar com R$ 13.500 e 7.300 pontos

1ª Tainá Hinckel (SC) 12,77 x 12,37 Alexia Monteiro (RS)

2ª Juliana dos Santos (CE) 10,87 x 8,60 Kauanny de Souza (SC)

Rankings do Surf Brasil Pro 2026 – 2 Etapas
Top-22 da categoria Masculina

1º- Weslley Dantas (SP) – 13.600 pontos

2º- Bino Lopes (BA) – 13.400

3º- Michael Rodrigues (CE) – 12.800

4º- Wesley Leite (SP) – 12.600

5º- Rafael Venuto (CE) – 11.300

6º- Cauã Costa (CE) – 11.100

7º- Santiago dos Santos (CE) – 10.100

8º- Israel Junior (RN) – 10.100

9º- Cauã Gonçalves (SP) – 10.100

10º- Gabriel Klaussner (SP) – 10.100

11º- Alex Ribeiro (SP) – 10.100

12º- Douglas Silva (PE) – 10.000

13º- Marcos Correa (SP) – 10.000

14º- Samuel Joca (RN) – 10.000

15º- Jadson André (RN) – 10.000

16º- Yuri Gabryel (SC) – 10.000

17º- Jonathan Freitas (RN) – 9.000

18º- Renan Pulga (SP) – 9.000

19º- Rafael Santos (CE) – 9.000

20º- Alan Jhones (RN) – 8.740

21º- Amando Tenorio (AL) – 8.500

22º- Deyvson Santos (RN) – 8.200

Top-11 da categoria Feminina

1ª- Juliana dos Santos (CE) – 18.600 pontos

2ª- Tainá Hinckel (SC) – 16.100

3ª- Analu Silva (PB) – 12.600

4ª- Larissa dos Santos (CE) – 11.300

5ª- Sarah Ozorio (RJ) – 11.300

6ª- Juliana Meneguel (SP) – 11.100

7ª- Kiany Hyakutake (SC) – 11.100

8ª- Kauanny de Souza (SC) – 10.600

9ª- Carol Bastides (SP) – 10.100

10ª- Mariana Areno (RJ) – 10.100

11ª- Ariane Gomes (CE) – 10.000

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    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.