Surf Brasil Master 2026

Campeões brasileiros da temporada

Paraibano Fábio Gouveia conquista o bi consecutivo na 50+, e os cearenses Edvan Silva e Cardoso Junior estreiam com títulos nas categorias 40+ e 60+ em Aracaju.
Surf Brasil Master 2026, Praia dos Náufragos, Aracaju (SE)

O Surf Brasil Master consagrou os primeiros campeões brasileiros da temporada 2026 no domingo (26) de disputas emocionantes nas boas ondas da Praia dos Náufragos, em Aracaju, capital de Sergipe. O paraibano Fábio Gouveia conquistou o bicampeonato consecutivo na categoria 50+ e os cearenses Edvan Silva e Cardoso Junior ganharam os títulos brasileiros nas suas estreias na 40+ e 60+, respectivamente. Cardoso foi o único que coroou o título com vitória na última das três etapas realizadas desde o sábado (18) da semana passada. Na categoria 40+, Itim Silva colecionou a sexta vitória do Ceará em 9 finais disputadas e o baiano Jeronimo Bomfim venceu a 50+.

Os três campeões brasileiros vão representar o Brasil no Mundial Master da International Surfing Association (ISA) de 2027. O primeiro a festejar o título de campeão brasileiro no Surf Brasil Master 2026, foi Edvan Silva na 40+. Seu único concorrente era o também cearense Felipe Martins, que acabou barrado pelo potiguar José Junior e por outro cearense, Isaias Silva, na segunda bateria das quartas de final. Com a eliminação em nono lugar, Edvan Silva já entrou no confronto seguinte com o título garantido e fez o maior placar do domingo, 12.83 pontos, para derrotar o campeão de 2025, Marcio Farney, o também cearense Angelino Santos e o paulista Akio Saito.

“Estou muito feliz e, primeiramente, quero agradecer a Deus, que me deu esse privilégio de ser campeão”, disse Edvan Silva. “Eu só queria surfar onda por onda, sem pensar em título e tava até sem acreditar que já sou campeão. Quero agradecer minha família, meus pais, irmãos, a minha esposa, que falou para eu vir pra cá, que tinha potencial pra ser campeão brasileiro, porque tava surfando muito. Agradecer também meu aluno, Tércio, que comprou minha passagem e agradecer ao Elias Lamas das pranchas Rio Doce, que tá fazendo um excelente trabalho pra mim. Obrigado a todos e vamos pra próxima”.

Na categoria 50+, o domingo começou com cinco surfistas lutando pelo título, mas dois perderam logo nas primeiras baterias das quartas de final, o baiano Marcelo Alves e o sergipano Romeu Cruz. Na terceira, estavam o líder do ranking, Victor Ribas, e o defensor do título, Fábio Gouveia. Vitinho até começou bem, mas não achou mais ondas boas e acabou eliminado pelo Fabinho e o baiano Mauricio Weyll. Gouveia ainda precisava passar pelas semifinais, para se sagrar bicampeão consecutivo e conseguiu a classificação no último minuto. Ele precisava de 2.80 e recebeu 2.97 para superar o catarinense Luciano Alemão por 8.14 a 7.97 pontos, na bateria vencida pelo carioca Sérgio Noronha por 8.60 pontos.

“Eu vi que o Vitinho tinha perdido, mas eu não sabia de nada, não fiquei procurando saber essas coisas de título não”, contou Fábio Gouveia. “Eu tava na bateria também sem escutar nada. Sabia que tinha uma onda boa, mas não de qual nota precisava pra passar. Esperei pra pegar uma boa, ela veio nos segundos finais, então o negócio era para acontecer. Eu tenho surfado todo dia e meu esporte é o surf. Tem pessoas que vão pra academia, vão correr, mas meu esporte é o surf e eu surfo todo dia. Aqui eu só procurei ficar tranquilo, não quis nem saber de título para não ficar nervoso e, Graças a Deus, deu tudo certo”.

Título brasileiro 60+ foi o único decidido na grande final – Na categoria 60+, o título de campeão brasileiro de 2026 só foi decidido na grande final do Surf Brasil Master em Aracaju. Toda a torcida na Praia dos Náufragos era para o sergipano Tady, que liderava o ranking desde a vitória na primeira etapa, encerrada na segunda-feira (20). Mas, ele cometeu um erro ao entrar em uma onda que a prioridade de surfar era do cearense Cardoso Junior. Como penalidade, Tady ficou sem uma das duas notas computadas e terminou em quarto lugar. Cardoso Junior precisava ficar entre os dois primeiros para ser campeão e repetiu a vitória da quinta-feira, para confirmar seu primeiro título brasileiro Master na gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf, iniciada em 2022.

“Eu só joguei o jogo. Apareceu a onda que eu queria, mas o Tady entrou na minha frente e, na verdade, eu não queria que ele entrasse na onda, porque achei que ela tinha potencial de aumentar meus pontos. Aí ele entrou e acabou ficando um pouco mais fácil pra mim”, disse Cardoso Junior. “Faz parte do jogo e o bonde cearense veio com força, conseguimos várias vitórias e foi bom demais. Estou felizão agora, com a possibilidade de ir para o Mundial Master da ISA mais uma vez, pois é um grande sonho representar o Brasil. E se for em El Salvador, é a minha onda preferida na América Central e me sinto em casa lá”.

Seis vitórias cearenses em nove finais do Surf Brasil Master – A vitória de Cardoso Junior na 60+, deixando o paulista William Diegues em segundo lugar, o catarinense Saulo Lyra em terceiro e o sergipano Tady em quarto, sacramentou o domínio dos surfistas cearenses nas ondas da Praia dos Náufragos. Itim Silva tinha acabado de vencer a decisão 40+, completando incríveis 6 vitórias em 9 finais disputadas nas três categorias do Surf Brasil Master. Cardoso Junior ganhou duas seguidas na 60+, Flavio Sukita venceu uma da 50+ e na 40+ só deu Ceará, com Edvan Silva comemorando a primeira vitória, Felipe Martins a segunda e Itim Silva sendo campeão no domingo.

“Glória a Deus por esse título e parabéns a todos da organização, a Surf Brasil que faz esse circuito Master alucinante pra gente, com uma premiação muito top e estou muito feliz em levar mais um título pra Praia Leste-Oeste (Fortaleza)”, disse Itim Silva. “Estou muito feliz de levar um troféu lá pra escolinha da Leste, pra minha galera, minha molecada, meus alunos cadeirantes e todos fazem parte dessa vitória. Esse título é fruto de muito treino e quero exaltar o Amelio Junior (presidente da Federação Cearense), que faz um grande circuito pra gente há muitos anos. O Edvan ganhou uma etapa aqui, o Felipe ganhou, consegui ser campeão também e agora o foco é o Surf Brasil Pro em Porto de Galinhas”.

Itim Silva é um dos participantes do Surf Brasil Master que ainda competem no Circuito Brasileiro Profissional. Com a vitória sobre o catarinense atual campeão mundial Master, Diego Rosa, o cearense Isaias Silva e o potiguar José Junior, Itim Silva terminou como vice-campeão brasileiro. O ranking então ficou encabeçado por três cearenses que estão estreando na categoria Master 40+, o campeão Edvan Silva, ele e Felipe Martins. Os três competiram na primeira etapa do Surf Brasil Pro no Ceará em fevereiro e vão participar da segunda etapa do Campeonato Brasileiro Profissional também, entre os dias 9 e 17 de maio na Praia do Borete, em Porto de Galinhas, no município do Ipojuca, em Pernambuco.

Três surfistas impediram a supremacia cearense de vitórias em Sergipe – Os únicos surfistas que conseguiram impedir uma supremacia de vitórias cearenses no Surf Brasil Master, foram o sergipano Tady na categoria 60+ e o paraibano Fábio Gouveia e o baiano Jeronimo Bomfim na 50+. Tady e Fabinho ganharam a primeira etapa na segunda-feira e Jeronimo carimbou a faixa do bicampeão brasileiro no domingo. O carismático surfista de Ilhéus começou forte a decisão, com uma nota 7.00 do seu ataque explosivo de backside nas esquerdas da Praia dos Náufragos. Fábio Gouveia chegou a assumir a ponta, mas Jeronimo garantiu a vitória na sua última onda, deixando o paraibano em segundo lugar, o carioca Sergio Noronha em terceiro e o alagoano Fred Vilela em quarto.

“Eu tava querendo ganhar um troféu pra levar pra minha família, pra minha cidade e, caramba, dei maior gás nessa final, estou aqui exausto, mas vou levar um troféu de primeiro lugar, graças a Deus”, disse Jeronimo Bomfim. “Logo na primeira onda que eu peguei, fiz um 7.00 e abri bem a bateria. Ela veio na hora certa e eu já tava só pensando nisso, de pegar a primeira onda boa, porque aí você fica mais tranquilo. A galera também tava lutando pra pegar onda boa, mas foi muito importante eu ter começado bem. Quero parabenizar o Surf Brasil e agradecer a minha família, minha namorada e todo mundo que assistiu o campeonato. Um abraço a todos e obrigado Senhor por essa vitória”.

Novo formato inaugurado no Surf Brasil Master é elogiado – O novo formato inaugurado no Surf Brasil Master 2026, com três etapas sendo realizadas em 9 dias para definir os primeiros campeões brasileiros da temporada, foi elogiado pela maioria dos surfistas. Especialmente pela redução dos custos para quem não tem patrocinadores fortes, para viajar para competir em três, quatro etapas em praias e cidades diferentes do Brasil, como os da categoria Master. Os títulos foram decididos em uma única viagem e pagando só uma inscrição no evento que dividiu uma premiação total de 150 mil reais, em igualdade para os finalistas e semifinalistas das três categorias de cada uma das três etapas nas ondas da belíssima Praia dos Náufragos, em Aracaju.

“Feliz por esse modelo novo, regulamento novo e agradeço muito o empenho da nossa comissão técnica, que não mediu esforços para entregar um grande evento”, destacou Geraldo Cavalcanti, diretor executivo do Surf Brasil. “Tivemos um recorde de inscritos, 125 atletas de 12 estados e fizemos aqui o que não acontece em nenhum lugar do mundo na categoria Master. Foram 9 dias atravessando todas as adversidades de tempo, chuvas, ventos, então quero agradecer ao Governo do Estado de Sergipe e a Prefeitura de Aracaju, por mais um grande campeonato. A gente está fazendo eventos da gestão do Teco Padaratz, Paulo Moura e Brigitte Mayer na Confederação Brasileira de Surf, há 5 anos aqui e sempre cumprem com o que foi acordado, então parabéns a todos por mais um campeonato de sucesso”.

O Surf Brasil Master 2026 foi mais uma realização de Surf Brasil e contou com patrocínio da Prefeitura de Aracaju pela Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (SEJESP) e do Governo do Estado de Sergipe através da Secretaria do Esporte e Lazer. O evento teve a Federação Sergipana de Surf (FSS) como parceira na organização e co-patrocínios e apoios de JISK, Arcus Hotel by Atlantica, Rei Beach Lounge Bar, Surfland Garopaba, Só Coco, Suntech e Brazilian Tiger Balm. A competição foi transmitida ao vivo pelo Canal Woohoo e pelo Surf Brasil TV no YouTube que pode ser acessado no site SurfBrasil.org.br.

Top-5 nos rankings do Surf Brasil Master 2026
Categoria 40+

Campeão Edvan Silva (CE) – 2.470 pontos

2º lugar Itim Silva (CE) – 2.280

3º lugar Felipe Martins (CE) – 2.230

4º lugar José Junior (RN) – 1.890

5º lugar Marcio Farney (CE) – 1.890

Categoria 50+

Campeão Fabio Gouveia (PB) – 2.260 pontos

2º lugar Victor Ribas (RJ) – 2.030

3º lugar Romeu Cruz (SE) – 1.970

4º lugar Flavio Sukita (CE) – 1.950

5º lugar Gilberto Araujo (AL) – 1.910

Categoria 60+

Campeão Cardoso Junior (CE) – 2.730 pontos

2º lugar Tady (SE) – 2.530

3º lugar William Diegues (SP) – 2.140

4º lugar Edson Vieira (SP) – 2.080

5º lugar Carlos Pereira (AL) – 1.835

Resultados do domingo em Aracaju
(entre parênteses o estado que representa nas competições)

Decisão do título 40+

Campeão Itim Silva (CE) por 12,83 pts (6,83+6,00) – R$ 5.500 e 1.000 pts

2º lugar Diego Rosa (SC) com 11,13 pts (5,70+5,43) – R$ 3.000 e 860 pts

3º lugar Isaias Silva (CE) com 9,00 pts (4,50+4,50) – R$ 2.500 e 730 pts

4º lugar José Junior (RN) com 7,17 pts (3,60+3,57) – R$ 1.500 e 670 pts

40+ Semifinais
3º=5º lugar (R$ 1.160 e 610 pts) e 4º=7º lugar (R$ 673,33 e 555 pts)

1 1-Diego Rosa (SC), 2-Isaias Silva (CE), 3-Edvan Silva (CE),4-Jeova Rodrigues (CE)

2 1-José Junior (RN), 2-Itim Silva (CE), 3-Marcio Farney (SC), 4-Klinger Peixoto (AL)

40+ Quartas de final
3º=9º lugar (500 pontos) e 4º=13º lugar (450 pts)

1 1-Diego Rosa (SC), 2-Itim Silva (CE), 3-Jeff Toco (SC), 4-Alan Donato (PE)

2 1-José Junior (RN), 2-Isaias Silva (CE), 3-Felipe Martins (CE), 4-Thiago de Sousa (CE)

3 1-Edvan Silva (CE), 2-Marcio Farney (SC), 3-Angelino Santos (RJ), 4-Akio Saito (SP)

4 1-Klinger Peixoto (AL), 2-Jeova Rodrigues (CE), 3-Wilson Nora (BA), 4-Rodrigo Jorge (RN)

Decisão do título 50+

Campeão Jeronimo Bomfim (BA) por 11,30 pts (7,00+4,30) – R$ 5.500 e 1.000 pts

2º lugar Fabio Gouveia (PB) com 10,90 pts (5,90+5,00) – R$ 3.000 e 860 pts

3º lugar Sergio Noronha (RJ) com 6,53 pts (3,50+3,03) – R$ 2.500 e 730 pts

4º lugar Fred Vilela (AL) com 5,70 pts (3,00+2,70) – R$ 1.500 e 670 pts

50+ Semifinais
3º=5º lugar (R$ 1.160 e 610 pts) e 4º=7º lugar (R$ 673,33 e 555 pts)

1 1-Sergio Noronha (RJ), 2-Fabio Gouveia (PB), 3-Luciano Alemão (SC), 4-Paulo Germano (PB)

2 1-Jeronimo Bomfim (BA), 2-Fred Vilela (AL), 3-Mauricio Weyll (BA), 4-Crhistiano Spirro (BA)

50+ Quartas de final
3º=9º lugar (500 pontos) e 4º=13º lugar (450 pts)

1 1-Sergio Noronha (RJ), 2-Crhistiano Spirro (BA), 3-Marcelo Alves (BA), 4-Fernando Conceição (PE)

2 1-Fred Vilela (AL), 2-Paulo Germano (PB), 3-Romeu Cruz (SE), 4-Roni Ronaldo (SC)

3 1-Fabio Gouveia (PB), 2-Mauricio Weyll (BA), 3-Victor Ribas (RJ), 4-Ivan Medeiros (RN)

4 1-Jeronimo Bomfim (BA), 2-Luciano Alemão (SC), 3-Rodrigo Jorge (RN), 4-Gilberto Araujo (AL)

50+ Oitavas de final
3º=17º lugar (400 pontos) e 4º=25º lugar (360 pts)

As 6 primeiras baterias fecharam o sábado

7 1-Fabio Gouveia (PB), 2-Luciano Alemão (SC), 3-Rogerio Dantas (CE), 4-Alvaro Bacana (MA)

8 1-Gilberto Araujo (AL), 2-Ivan Medeiros (RN), 3-Ademar Neto (BA), 4-Esdras Santos (BA)

Decisão do título 60+

Campeão Cardoso Junior (CE) por 10,17 pts (5,50+4,67) – R$ 5.500 e 1.000 pts

2º lugar William Diegues (SP) com 7,34 pts (4,07+3,27) – R$ 3.000 e 860 pts

3º lugar Saulo Lyra (SC) com 7,13 pts (3,63+3,50) – R$ 2.500 e 730 pts

4º lugar Tady (SE) com 3,77 pts (3,77+0,00) – R$ 1.500 e 670 pts

60+ Semifinais
3º=5º lugar (R$ 1.160 e 610 pts) e 4º=7º lugar (R$ 673,33 e 555 pts)

1 1-Cardoso Junior (RN), 2-Saulo Lyra (SC), 3-Jaime Farinha (PE), 4-Carlos Pereira (AL)

2 1-Tady (SE), 2-William Diegues (SP), 3-Edson Vieira (SP), 4-Zenato (RJ)

60+ Quartas de final
3º=9º lugar com 500 pontos

1 1-Cardoso Junior (CE), 2-Edson Vieira (SP), 3-Gama (SC)

2 1-William Diegues (SP), 2-Saulo Lyra (SC), 3-Paulo Falcon (BA)

3 1-Jaime Farinha (PE), 2-Zenato (RJ), 3-Rubens Farias (SC)

4 1-Tady (SE), 2-Carlos Pereira (AL), 3-Francisco Moura (RN)

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.