Saquarema Surf Festival

Herdy estreia em alto nível

Catarinense Mateus Herdy faz as maiores marcas na última bateria da terça-feira (16) no Saquarema Surf Festival.
Saquarema Surf Festival 2021, Praia de Itaúna (RJ)

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, apresentado pela Prefeitura de Saquarema, abriu o Quiksilver Pro QS 3000 na terça-feira (16), com um show de surfe nas boas ondas da Praia de Itaúna. Na última bateria do dia, o catarinense Mateus Herdy usou os aéreos para bater todos os recordes, somando notas 8.50 e 7.50.

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O surfista patrocinado pela Quiksilver, superou as marcas dos outros destaques do dia, o local de Saquarema, Raoni Monteiro, Gabriel André e Felipe Alves. Foram realizadas 24 baterias, até a metade da segunda fase do Quiksilver Pro QS 3000, que continua a partir das 8h (de Brasília) da quarta-feira (17) na Praia de Itaúna. No terceiro dia, também será iniciado o Roxy Pro QS 3000 feminino. Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

Mateus já abriu sua bateria voando num aéreo full rotation incrível, que valeu nota 7.50. Depois, pegou outra direita que armou a rampa para repetir o giro completo no ar, ainda mais alto e com maior amplitude, para se tornar o recordista absoluto do Quiksilver Pro QS 3000, somando nota 8.50 na vitória por 16.00 pontos. O catarinense ainda não tinha surfado no mar gelado de Itaúna, pois sua bagagem e suas pranchas foram extraviadas e só chegaram em Saquarema na terça-feira.

“Eu quis chegar um pouco antes aqui, mas minha bagagem não veio e só chegaram hoje da companhia aérea. Então, nem deu tempo de surfar antes da bateria”, conta Mateus Herdy. “Mas, a prancha estava no pé e quando vi as ondas, nossa, estavam muito divertidas. Tem altas ondas e a imagem que tenho de Itaúna é exatamente esse mar que eu surfei. Tinha algumas esquerdas, que acabei nem olhando pra elas, porque esse vento na boca das direitas é muito bom para os aéreos, então deu tudo certo”.

O catarinense é uma das promessas da nova geração brasileira e está na briga direta por vagas para a elite do World Surf League Championship Tour de 2022, que serão decididas no evento que começa no dia 26 deste mês no Havaí. Mateus Herdy ganhou o título mundial Pro Junior Sub-18 em 2018 e foi semifinalista da penúltima etapa do WSL Challenger Series 2021, o Quiksilver Pro France, subindo para o 17º lugar no ranking que classifica 12 surfistas para o CT 2022. O Saquarema Surf Festival é sua última parada antes da batalha final por um lugar na “seleção brasileira” da WSL.

Mateus estreou na bateria que fechou a terça-feira e foi uma das melhores do dia. A briga pela outra vaga para a terceira fase do Quiksilver Pro QS 3000 foi intensa e só decidida nas ondas surfadas nos últimos minutos. O surfista da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, José Eduardo, pegou boas esquerdas em Itaúna e se classificava em segundo lugar. O paulista Diego Aguiar apostou nos aéreos de backside nas direitas e estava em terceiro. Já o peruano Miguel Tudela era o último, mas pegou uma boa direita para atacar forte de backside, com uma série de quatro pancadas verticais muito potentes que valeram nota 6.90. Com ela, eliminou os outros dois brasileiros.

“O Didi (Diego Aguiar) e o outro brasileiro (José Eduardo) que eu não conhecia direito, surfaram muito bem também e eu tava torcendo pro Didi”, confessa Mateus Herdy. “Só que o Miguel (Tudela) é um batalhador. A gente compete sempre no Circuito Mundial do QS, então foi bem emocionante e fechou o dia com chave de ouro”. O catarinense volta a se apresentar na bateria que também vai fechar a quarta-feira. Ela marcará a estreia do cabeça de chave número 1 do Quiksilver Pro QS 3000, o top do CT, Yago Dora.

Local de Saquarema – Dos 128 participantes da etapa masculina do WSL Qualifying Series promovida pelo Saquarema Surf Festival, 80 estrearam na terça-feira e apenas 32 seguem na disputa do título na Praia de Itaúna. Foram realizadas um total de 24 baterias, as 16 da rodada inicial e as 8 primeiras das 16 da segunda fase. Os únicos surfistas que ganharam os dois confrontos que disputaram, foram o local de Saquarema, Raoni Monteiro, o paulista Gabriel André, o paraibano Felipe Alves e o catarinense Heitor Mueller.

Raoni era muito amigo do homenageado pelo evento realizado pela 213 Sports, o bicampeão brasileiro Léo Neves, que também morava na Capital Nacional do Surf e faleceu em 2019, enquanto disputava uma bateria em um evento local nas mesmas ondas da Praia de Itaúna. Raoni vem de um excelente resultado na outra etapa da WSL Latin America, encerrada no domingo em Florianópolis, onde também entrou na primeira fase e só parou nas quartas de final. Ele foi o primeiro a se destacar em Saquarema, encabeçando as listas de recordes do evento após sua segunda vitória, surfando as direitas de Itaúna.

“Está aquela Itaúna não muito fácil, com maré cheia, vento leste bem forte e eu tentei pegar as direitas mesmo”, diz Raoni Monteiro. “Na primeira, eu fiz uma manobra ali no limite, depois um cutback bom e um floater no buraco, que senti a prancha flutuando. Mas, segurei pra conseguir uma nota boa (6,75). Foi difícil, mas consegui passar em primeiro de novo, então agora é descansar, para vir preparado amanhã (quarta-feira)”.

Outros destaques – Logo após Raoni Monteiro derrotar três jovens surfistas, Amando Tenorio, Fernando Junior e Luan Wood, o paulista Gabriel André superou todos os seus recordes no confronto seguinte. O guarujaense usou muita força nas manobras, para receber notas 8.25 e 7.00 na terceira bateria da segunda fase do Quiksilver Pro QS 3000. Estas marcas só foram superadas por Mateus Herdy, que aumentou os recordes de nota para 8.50 e o de pontos de 15.25 para 16.00.

“Só tenho que agradecer a Deus por estar de volta as competições, porque já tinha até pensado em parar de surfar, pela falta de um patrocinador principal”, conta Gabriel André. “Mas, resolvi competir nessas duas etapas do Brasil e Saquarema é um lugar que me sinto bem. Gosto dessa onda pra caramba, é pesada, forte, já consegui bons resultados aqui como amador e só quero mostrar o meu surfe. Eu estava focando em mandar uma primeira manobra forte, porque sabia que se abrisse com um manobrão grande, a nota ia pra cima. Foi o que aconteceu e amanhã tem mais”.

O catarinense Niccolas Padaratz, filho do ex-top do CT, Neco Padaratz, passou junto com Gabriel André para a rodada de estreia das principais estrelas do Saquarema Surf Festival, na terceira fase do Quiksilver Pro QS 3000. Na disputa seguinte, o paraibano Felipe Alves também superou as marcas do Raoni Monteiro. Ele recebeu nota 7,75 na melhor onda e totalizou 13,85 pontos, ficando em terceiro lugar nas listas de recordes do campeonato.

Alguns surfistas de outros países também avançaram para enfrentar os cabeças de chave do evento realizado em memória a Léo Neves e apresentado pela Prefeitura Municipal de Saquarema. Os chilenos Leon De La Torre e Gustavo Dvorquez estrearam na quinta bateria da segunda fase, eliminando dois brasileiros que vieram classificados da rodada inicial. O uruguaio Sebastian Olarte barrou mais dois, para passar em segundo na bateria vencida por Matheus Navarro. E na última do dia, o peruano Miguel Tudela despachou mais dois no minuto final.

Mais estreias – Na quarta-feira, mais 32 surfistas vão estrear no Quiksilver Pro QS 3000. Serão 16 entrando nas 8 baterias restantes da segunda fase, que ficaram para abrir o terceiro dia do Saquarema Surf Festival. Os outros fazem parte da lista dos 32 cabeças de chave da terceira e última rodada com 16 baterias. As oito primeiras vão fechar a quarta-feira e nelas estão dois surfistas que já venceram etapas do WSL Qualifying Series em Saquarema, o catarinense Willian Cardoso campeão em 2010 e Alex Ribeiro na última em 2015.

Willian está na segunda bateria, junto com os igualmente experientes Raoni Monteiro e Hizunomê Bettero e o mais jovem, Renan Pulga. Alex entra na quarta, com o argentino José Gundesen e dois classificados na terça-feira, Felipe Alves e Niccolas Padaratz. Na oitava, que vai fechar o terceiro dia, estreia o cabeça de chave número 1 do Quiksilver Pro QS 3000, Yago Dora, contra Mateus Herdy, Krystian Kymerson e local de Saquarema, Arthur Máximo.

Roxy Pro QS 3000 – Entre as oito baterias restantes da segunda fase e as oito primeiras da terceira fase masculina, será dada a largada no Roxy Pro QS 3000. As 32 concorrentes ao título feminino, estão divididas em oito baterias na rodada inicial. Entre elas, três atletas que participaram da estreia do surfe nas Olimpíadas, esse ano no Japão, a peruana Daniella Rosas na primeira bateria, a equatoriana Dominic Barona na terceira e a brasileira Silvana Lima na oitava.

Todas as atenções também estarão voltadas para a jovem surfista patrocinada pela Roxy, Laura Raupp, que vai defender a liderança do ranking regional da WSL Latin America no Saquarema Surf Festival. A jovem catarinense, de apenas 15 anos de idade, surpreendeu ao vencer a primeira etapa do WSL Qualifying Series que disputou, encerrada no último domingo em Florianópolis. Laura está escalada na quinta bateria, com a peruana Sol Aguirre e duas brasileiras, Karol Ribeiro e Sol Carrion.

O Saquarema Surf Festival apresentado pela Prefeitura Municipal de Saquarema, é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar uma etapa do WSL Qualifying Series e seletivas sul-americanas para os mundiais das categorias Pro Junior e Longboard, todas para homens e mulheres competirem na Praia de Itaúna. O evento tem patrocínio da Quiksilver, ROXY, 51 ICE, Corona, apoio da Orthopride, Stanley Brasil, Monster Energy e parceria da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema (ASS), MegAçaí e do Waves.

Saquarema Surf Festival – Quiksilver Pro QS 3000
Resultados da terça-feira na Praia de Itaúna
Primeira fase
3º=97º lugar (60 pts) e 4º=113º lugar (24 pts)

1ª 1-Caio Costa (BRA), 2-Amando Tenorio (BRA), 3-Kainan Meira (BRA), 4-Renan Rodrigues (BRA)

2ª 1-Raoni Monteiro (BRA), 2-Ian Casal (BRA), 3-Luiz Mendes (BRA), 4-Martin Ottado (URU)

3ª 1-Gabriel André (BRA), 2-Hedieferson Junior (BRA), 3-Thiago Meneses (BRA), 4-Belo Junior (BRA)

4ª 1-Felipe Alves (BRA), 2-João Cypriano (BRA), 3-Juninho Malta (BRA), 4-Felipe Ximenes (BRA)

5ª 1-Ricardo João (BRA), 2-Sebastian Olarte (URU), 3-Giuliano Arreyes (ARG), 4-Lucas Bezerra (BRA)

6ª 1-Denisson Santos (BRA), 2-João Ferreira (BRA), 3-Valentin Neves (BRA), 4-Kayki Araujo (BRA)

7ª 1-Lucas Isaias (BRA), 2-José Eduardo (BRA), 3-Facundo Arreyes (ARG), 4-Patrick Plachi (BRA)

8ª 1-Miguel Tudela (PER), 2-Heitor Mueller (BRA), 3-Mariano Arreyes (ARG), 4-Arthur Alves (BRA)

9ª 1-Luciano Brulher (BRA), 2-Noel De La Torre (CHL), 3-Glauciano Rodrigues (BRA), 4-Thiago Eduardo (BRA)

10: 1-Fabrício Rocha (BRA), 2-Caetano Vargas (BRA), 3-Samuel Igo (BRA), 4-Marcos Aurelio Alves (BRA)

11: 1-Daniel Adisaka (BRA), 2-Pericles Dimitri (BRA), 3-Pedro Araujo (BRA), 4-Pedro Amorim (BRA)

12: 1-Gabriel Ramos (BRA), 2-Theo Fresia (BRA), 3-Israel Junior (BRA), 4-Cauet Frazão (BRA)

13: 1-Yagê Araujo (BRA), 2-Rodrigo Saldanha (BRA), 3-Jannifer de Sousa (BRA), 4-Philippe Neves (BRA)

14: 1-Gustavo Henrique (BRA), 2-Thiago Guimarães (BRA), 3-Eric Bahia (BRA), 4-Luan Ferreyra de Assis (BRA)

15: 1-Daniel Templar (BRA), 2-Alan Jhones (BRA), 3-Samuel José Alves (BRA), 4-Wallace Vasco (BRA)

16: 1-Gustavo Borges (BRA), 2-Giovani Pontes (BRA), 3-Willian Feiden (BRA), 4-Murilo Brandt (BRA)

Segunda fase – entrada dos 32 pré-classifcados pelo ranking da WSL
3º=65º lugar (160 pts) e 4º=81º lugar (120 pts)

1ª 1-Kauê Germano (BRA), 2-Hizunomê Bettero (BRA), 3-Caio Costa (BRA), 4-Ian Casal (BRA)

2ª 1-Raoni Monteiro (BRA), 2-Amando Tenorio (BRA), 3-Fernando Junior (BRA), 4-Luan Wood (BRA)

3ª 1-Gabriel André (BRA), 2-Niccolas Padaratz (BRA), 3-Alan Donato (BRA), 4-João Cypriano (BRA)

4ª 1-Felipe Alves (BRA), 2-Igor Moraes (BRA), 3-Luan Carvalho (BRA), 4-Hedieferson Junior (BRA)

5ª 1-Leon De La Torre (CHL), 2-Gustavo Dvorquez (CHL), 3-Ricardo João (BRA), 4-João Ferreira (BRA)

6ª 1-Matheus Navarro (BRA), 2-Sebastian Olarte (URU), 3-Luan Hanada (BRA), 4-Denisson Santos (BRA)

7ª 1-Heitor Mueller (BRA), 2-Krystian Kymerson (BRA), 3-Lucas Isaias (BRA), 4-Artur Silva (BRA)

8ª 1-Mateus Herdy (BRA), 2-Miguel Tudela (PER), 3-José Eduardo (BRA), 4-Diego Aguiar (BRA)

Próximas baterias do Saquarema Surf Festival
Segunda fase do Quiksilver Pro QS 3000
3º=65º lugar (160 pts) e 4º=81º lugar (120 pts)

9ª Pedro Dib (BRA), Roberto Araki (CHL), Luciano Brulher (BRA), Caetano Vargas (BRA)

10: Ryan Kainalo (BRA), Mateus Sena (BRA), Fabricio Rocha (BRA), Noel De La Torre (CHL)

11: Santiago Muniz (ARG), Manuel Selman (CHL), Daniel Adisaka (BRA), Theo Fresia (BRA)

12: Vitor Ferreira (BRA), Deyvson Santos (BRA), Gabriel Ramos (BRA), Pericles Dimitri (BRA)

13: Pedro Neves (BRA), Felipe Oliveira (BRA), Yage Araujo (BRA), Thiago Guimarães (BRA)

14: Wesley Leite (BRA), Kim Matheus (BRA), Gustavo Henrique (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA)

15: Luel Felipe (BRA), Pedro Bianchini (BRA), Daniel Templar (BRA), Giovani Pontes (BRA)

16: Cauã Costa (BRA), Douglas Silva (BRA), Gustavo Borges (BRA), Alan Jhones (BRA)

Terceira fase – entrada dos 32 principais cabeças de chave
3º=33º lugar (200 pts) e 4º=49º lugar (180 pts)

1ª Caio Ibelli (BRA), Lucas Vicente (BRA), Kauê Germano (BRA), Amando Tenorio (BRA)

2ª Willian Cardoso (BRA), Renan Pulga (BRA), Raoni Monteiro (BRA), Hizunomê Bettero (BRA)

3ª Weslley Dantas (BRA), Robson Santos (BRA), Gabriel André (BRA), Igor Moraes (BRA)

4ª Alex Ribeiro (BRA), José Gundesen (ARG), Felipe Alves (BRA), Niccolas Padaratz (BRA)

5ª Ian Gouveia (BRA), Leandro Usuna (ARG), Leon De La Torre (CHL), Sebastian Olarte (URU)

6ª Thiago Camarão (BRA), Leo Casal (BRA), Matheus Navarro (BRA), Gustavo Dvorquez (CHL)

7ª Alejo Muniz (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Heitor Mueller (BRA), Miguel Tudela (PER)

8ª Yago Dora (BRA), Arthur Maximo (BRA), Mateus Herdy (BRA), Krystian Kymerson (BRA)

9ª Adriano de Souza (BRA), Lucas Chianca (BRA)

10: Michael Rodrigues (BRA), Eduardo Motta (BRA)

11: Alonso Correa (PER), Bino Lopes (BRA)

12: João Chianca (BRA), Marcos Correa (BRA)

13: Wiggolly Dantas (BRA), Marco Fernandez (BRA)

14: Samuel Pupo (BRA), Jessé Mendes (BRA)

15: Uriel Sposaro (BRA), Victor Bernardo (BRA)

16: Jadson André (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

Primeira fase do Roxy Pro QS 3000
3ª=17º lugar (200 pts) e 4ª=25º lugar (75 pts)

1ª Daniella Rosas (PER), Marina Rezende (BRA), Isabelle Nalu (BRA), Yasmin Neves (BRA)

2ª Naire Marquez (BRA), Arena R. Vargas (PER), Kemily Sampaio (BRA), Kiany Hyakutake (BRA)

3ª Dominic Barona (ECU), Isabela Saldanha (BRA), Yanca Costa (BRA), Kayane Reis (BRA)

4ª Summer Macedo (BRA), Coco Cianciarulo (ARG), Paloma Santos (BRA), Valeria Ojeda (VNZ)

5ª Sol Aguirre (PER), Laura Raupp (BRA), Karol Ribeiro (BRA), Sol Carrion (BRA)

6ª Julia Duarte (BRA), Sophia Medina (BRA), Bruna Carderelli (BRA), Larissa Santos (BRA)

7ª Melanie Giunta (PER), Tainá Hinckel (BRA), Kalea Gervasi (PER), Pamella Mel (BRA)

8ª Silvana Lima (BRA), Julia dos Santos (BRA), Monik Santos (BRA), Sophia Gonçalves (BRA)

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    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.

    Gabriel Medina foi vice-campeão do Fiji Pro 2026, encerrado nesta quinta-feira (3), em Cloudbreak. O tricampeão mundial chegou à decisão depois de uma grande campanha nas ondas pesadas da etapa, mas foi superado pelo norte-americano Cole Houshmand. O resultado marca uma forte recuperação do brasileiro, que vinha de eliminações na primeira fase nas duas etapas anteriores, no Brasil e no Taiti, e agora sobe para a quarta colocação no ranking mundial. A final ganhou emoção na segunda metade. Houshmand abriu vantagem e chegou a 16,87 pontos, deixando Medina em combinação. O brasileiro respondeu com a melhor onda da decisão: entubou com profundidade, acelerou por dentro, atravessou diferentes seções e saiu limpo para receber nota 10. Medina voltou à disputa, mas Houshmand, com a prioridade, controlou os cinco minutos finais e garantiu o terceiro título de sua carreira no Championship Tour. “Sair daquele tubo na final foi a melhor sensação. Eu estava esperando por aquela onda e estou muito feliz por ter conseguido o 10. Me sinto bem por ter chegado à final com o Cole. Ele é um bom amigo e vem surfando muito. Estou muito feliz de estar aqui e feliz pelo Cole também. Hoje foi incrível”, disse Medina. Medina, bicampeão em Fiji, buscava a terceira vitória em sua quarta final no evento. No dia decisivo, marcou 9,33 nas quartas, somou duas notas acima de 9 para chegar a 19,04 pontos na semifinal e fechou a campanha com o 10 na decisão. No feminino, Erin Brooks conquistou o título sem entrar na água na final, depois que Isabella Nichols desistiu da disputa por causa de uma lesão no tornozelo sofrida na semifinal. A canadense de 19 anos, que também venceu no Taiti, chegou ao segundo triunfo consecutivo no CT e à segunda vitória da carreira em Fiji. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por People On Tour (@peopleontour) Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Cole Houshmand (EUA) 15.17 x 12.70 Ethan Ewing (AUS)3 – Yago Dora (BRA) 15.40 x 13.67 Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.27 x 11.66 Alan Cleland (MEX)5 – Morgan Cibilic (AUS) 14.34 x 13.17 João Chianca (BRA)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) 11.06 x 9.17 Eli Hanneman (HAV)7 – Callum Robson (AUS) 9.10 x 8.94 Liam O’Brien (AUS)8 – Jake Marshall (EUA) 13.17 x 7.33 George Pittar (AUS)9 – Italo Ferreira (BRA) 12.70 x 10.56 Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) 16.40 x 16.00 Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) 13.50 x 12.73 Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) 15.17 x 9.73 Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) 12.26 x 10.70 Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) 16.17 x 10.43 Crosby Colapinto (EUA)15 – Barron Mamiya (HAV) 13.87 x 10.50 Jack Robinson (AUS)16 – Gabriel Medina (BRA) 13.94 x 9.83 Joel Vaughan (AUS) Round 3 1 – Cole Houshmand (EUA) 10.17 x 4.00 Seth Moniz (HAV)2 – Yago Dora (BRA) 14.40 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)3 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.43 Morgan Cibilic (AUS)4 – Callum Robson (AUS) 10.50 x 8.77 Jake Marshall (EUA)5 – Connor O’Leary (JAP) 14.33 x 7.27 Italo Ferreira (BRA)6 – Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x 12.60 Samuel Pupo (BRA)7 – Kauli Vaast (FRA) 19.07 x 11.17 Miguel Pupo (BRA)8 – Gabriel Medina (BRA) 13.77 x 13.33 Barron Mamiya (HAV) Quartas de final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.13 x 13.27 Yago Dora (BRA)2 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.10 x 10.94 Callum Robson (AUS)3 – Griffin Colapinto (EUA) 13.00 x 10.50 Connor O’Leary (JAP)4 – Gabriel Medina (BRA) 15.66 x 7.33 Kauli Vaast (FRA) Semifinais 1 – Cole Houshmand (EUA) 17.10 x 11.33 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 19.04 x 14.57 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.87 x 15.17 Gabriel Medina (BRA) Feminino Round 1 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ) Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) 12.13 x 11.50 Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14.60 x 9.00 Luana Silva (BRA)3 – Vahine Fierro (FRA) 11.67 x 10.43 Sawyer Lindblad (EUA)4 – Erin Brooks (CAN) 10.83 x 6.00 Caroline Marks (EUA)5 – Yolanda Hopkins (POR) 10.17 x 9.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Isabella Nichols (AUS) 11.60 x 8.93 Nadia Erostarbe (ESP)7 – Brisa Hennessy (CRC) 8.57 x 5.67 Molly Picklum (AUS)8 – Lakey Peterson (EUA) 13.10 x 8.04 Francisca Veselko (POR) Quartas de final 1 – Carissa Moore (HAV) 14.34 x 11.00 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Erin Brooks (CAN) 11.10 x 10.67 Vahine Fierro (FRA)3 – Isabella Nichols (AUS) 9.67 x 6.77 Yolanda Hopkins (POR)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.83 x 7.47 Lakey Peterson (EUA) Semifinais 1 – Erin Brooks (CAN) 11.84 x 9.97 Carissa Moore (HAV)2 – Isabella Nichols (AUS) 10.67 x 10.50 Brisa Hennessy (CRC) Final 1 – Erin Brooks (CAN) vence Isabella Nichols (AUS) por lesão

    Com nota 10 na final, tricampeão mundial Gabriel Medina fica com o vice em Fiji, sobe para quarto no ranking e retoma protagonismo no circuito. Cole Houshmand e Erin Brooks vencem o campeonato.

    Oito anos depois de entrar para a história do surfe de ondas gigantes, Rodrigo Koxa volta a viver a expectativa de alcançar o topo. O brasileiro é o protagonista de DÉJÀ VU, curta-metragem documental que acompanha o período de espera por mais um possível momento histórico de sua carreira. Finalista do Big Wave Challenge 2026 na categoria Maior Onda Masculina, Koxa disputa o prêmio depois de surfar uma onda em Nazaré, Portugal, cuja medição preliminar chegou a 29,15 metros. O resultado oficial será apresentado no dia 19 de setembro, durante a cerimônia da premiação no Lido Theatre, em Newport Beach, Califórnia, nos Estados Unidos. Mais do que acompanhar a disputa por um título, DÉJÀ VU mergulha justamente no período de espera que antecede a definição. Entre ansiedade, memórias, preparação e expectativa, o filme mostra Koxa novamente diante da possibilidade de alcançar um lugar que já ocupou. Em 2018, o brasileiro recebeu o reconhecimento do Guinness World Records pela maior onda já surfada, depois de descer uma onda de 80 pés (24,38 metros) em Nazaré. A marca permaneceu como recorde mundial até ser superada, em 2022, pelo alemão Sebastian Steudtner, que surfou uma onda de 86 pés (26,21 metros). Agora, a nova onda de Koxa pode colocá-lo novamente na disputa pelo posto. Caso a medição oficial confirme os 29,15 metros registrados preliminarmente e sejam atendidos os critérios aplicáveis, o brasileiro poderá conquistar o título de maior onda da temporada e voltar a disputar o recorde mundial. “Estava muito na expectativa de ver minha onda nessa final. Vou trazer de volta esse título de maior da temporada. Foi uma onda diferente em dezembro, surfada do pico até a base, até o final eu estava na adrenalina e na dúvida se conseguiria completar pelo nível de dificuldade.” Rodrigo Koxa Na disputa pelo prêmio também estão outros dois nomes que surfaram ondas em Nazaré: o brasileiro Lucas Chumbo e o francês Clement Roseyro. Por dentro de Déjà Vu Produzido por Rodrigo Koxa e Maskavo Filmes, DÉJÀ VU tem direção de Fábio Webber e edição assinada por Koxa e Webber. O documentário reúne relatos de pessoas que acompanham de perto a trajetória do surfista. Participam do filme Aline Cacozzi, esposa de Koxa; Vitor Faria, parceiro de ondas gigantes; Thiago Jacaré, coordenador do Big Wave Brasil; e Paulo Vinícius, designer. “Estou muito confiante em ter essa medição homologada e recuperar também esse recorde mundial. Agradeço a torcida da galera e peço a todos boas energias, que isso faz toda a diferença!” Rodrigo Koxa Aos 46 anos, Koxa se vê novamente diante da possibilidade de viver uma conquista que já fez parte de sua história. Oito anos depois de entrar para a história, a expectativa está de volta. A pressão também. E é justamente essa sensação que dá nome ao filme: DÉJÀ VU. Um déjà vu que pode terminar com um novo capítulo na história do surfe de ondas gigantes.

    Documentário acompanha Rodrigo Koxa nos bastidores da expectativa por um novo recorde mundial após o brasileiro surfar uma onda de 29,15 metros em Nazaré.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.