Saquarema Surf Festival

Festa brasileira em Itaúna

Saquarema Surf Festival termina com quatro vitórias do Brasil e duas do Peru na Praia de Itaúna.
Saquarema Surf Festival, Praia de Itaúna (RJ)

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves apresentado pela Prefeitura de Saquarema foi encerrado com um cenário perfeito no domingo (30) de Sol, com boas ondas e grande público na Praia de Itaúna. A terceira edição do maior festival de surfe da América Latina, terminou com quatro vitórias do Brasil e duas do Peru. A catarinense Tainá Hinckel se destacou, ganhando a etapa do QS 5000 que está abrindo o Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, com os recordes femininos nos 3 anos de história do evento e foi vice-campeã na categoria Pro Junior Sub-20, vencida pela peruana Kalea Gervasi. Os outros títulos do Brasil foram com Ian Gouveia no QS 5000, Gabriel Klaussner no Pro Junior e Luana Soares no Longboard, junto com o peruano Matias Maturano.

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As seis decisões da terceira edição do Saquarema Surf Festival, realizado pela 213 Sports em homenagem ao bicampeão brasileiro Leo Neves, foram emocionantes. Algumas com viradas espetaculares nos minutos finais e uma que bateu marcas históricas no evento. Na final do QS 5000, Tainá Hinckel mostrou toda a potência das suas manobras de frontside nas direitas de Itaúna, para registrar novos recordes femininos na história do evento, com os 17.00 pontos que totalizou com notas 9.50 e 7.50. Nesse ano, foi a vez de Tainá Hinckel e Ian Gouveia escreverem seus nomes no Troféu Leo Neves, produzido especialmente para eternizar os campeões do Saquarema Surf Festival.

“Estou muito feliz, que final irada com a Sophia (Medina), o mar estava irado, a gente conseguiu surfar bem, eu soltei meu surfe ali numa onda de 9.5 e estou amarradona”, vibrou Tainá Hinckel. “Deus me abençoou, me mandou as ondas certas, eu soube aproveitar e só quero agradecer a minha família, que nunca desistiu de mim e estou muito feliz. Essa é a nova geração do surfe brasileiro. Eu e a Sophia fizemos uma final que mostrou que a gente tem surfe para estar nas cabeças. Está aí a Silvana (Lima) vencendo o Pan-americano com a idade que tem, eu vencendo aqui, então é isso, o surfe brasileiro está num nível incrível e estou muito feliz pela minha primeira vitória aqui”.

A adversária de Tainá Hinckel na final do QS 5000 foi a primeira campeã do Saquarema Surf Festival em 2021, Sophia Medina. As duas já haviam se enfrentado na decisão do Pro Junior e Sophia largou na frente, com a nota 6.67 pontos do seu ataque de backside na junção de uma esquerda. Tainá só entrou na briga com o 7.50 recebido com suas batidas e rasgadas de frontside.

A catarinense da Guarda do Embaú pegou outra direita e mandou uma rasgada muito forte, finalizando com um ataque explosivo numa junção cavernosa. Ela ganhou 9.50 pontos dos juízes, a maior nota feminina nos 3 anos da história do evento. Sophia Medina ainda deu seu show, com um layback gigante que recebeu 8.17. Mas, a vitória foi de Tainá Hinckel com um recorde de 17.00 pontos, contra 14.84 da nova líder do ranking regional da WSL South America.

Final pernambucana – A final do QS 5000 que fechou o Saquarema Surf Festival no domingo, foi entre dois pernambucanos, com Ian Gouveia e Luel Felipe disputando a liderança no ranking regional da temporada 2023/2024 da WSL South America. Ian começou numa esquerda, mostrando suas manobras de frontside que valeram 6.17 pontos. Luel preferiu as direitas, para também surfar de frontside e respondeu com 5.73. Mas, Ian achou uma direita que abriu a parede mais longa e fez uma série de batidas e rasgadas de backside, lincando as manobras com velocidade, para receber 7.50 dos juízes.

Luel Felipe pega uma que rende três ataques de frontside que valeram 5.83 pontos, passando a precisar de 7.84 para vencer nos 5 minutos finais. Ele ainda tenta a vitória duas vezes. Na primeira, arrisca um aéreo que não completa, mas pega outra nos últimos segundos e sai manobrando forte, com várias batidas e rasgadas até a beira. Só que ele precisava de 7.84 e recebeu 5.27, com Ian Gouveia vencendo o Saquarema Surf Festival por 13.67 a 11.56 pontos. Ian estava com voo marcado para a Austrália na noite do sábado (29), mas mudou a passagem para poder disputar a final e vai ainda mais motivado para representar o Brasil nas etapas que abrem o Challenger Series 2023.

“Estou amarradão. Agora posso dizer que venci no Maracanã do surfe”, disse Ian Gouveia. “A única vez que eu tinha vencido uma etapa do QS foi em 2016, em Portugal, então estava há muito tempo buscando isso. No ano passado, bati na trave no QS 5000 de Arica (no Chile), agora esse título veio e amarradão que foi aqui em Saquarema, um palco histórico do surfe. Eu vim pra cá com o intuito de surfar mais a onda de Itaúna, pois aqui sempre é palco de grandes decisões e vai ser aqui a última do Challenger Series. Então, eu queria ter mais experiência para, quem sabe, chegar aqui no fim do ano para conquistar minha vaga para o CT, que é meu grande objetivo”.

Finais do Pro Junior – A categoria Pro Junior Sub-20 abriu o domingo decisivo do Saquarema Surf Festival, com as quartas de final femininas iniciando as 7h na Praia de Itaúna. Depois, aconteceram as quartas de final masculinas, as semifinais femininas e masculinas e a primeira final a entrar no mar foi a das meninas. Era um confronto direto entre Brasil e Peru, com Sophia Medina e Tainá Hinckel que também decidiram o título do QS 5000, contra Kalea Gervasi e a pequena Sofia Artieda, de apenas 13 anos e já disputando uma final da categoria para surfistas com até 20 anos de idade.

A peruana Kalea Gervasi largou na frente, com notas 4.33, 6.50 e 4.63 pontos, nas primeiras ondas que surfou no início da bateria. Tainá entrou na briga com nota 6.17, manobrando forte com seu frontside agressivo nas direitas de Itaúna. Ela pegou sua segunda onda e assumiu a ponta com nota 5.00, quando restavam 7 minutos para o término. Sophia Medina só foi surfar a primeira dela depois disso, mas Kalea Gervasi pegou outra direita boa para ganhar 5.10 e virar o resultado para 11.60 a 11.17 pontos da Tainá Hinckel, 7.23 da Sophia Medina e 6.20 da Sofia Artieda.

“Estou muito feliz e nem consigo acreditar que venci”, disse Kalea Gervasi. “Esta é a terceira vez que venho a Saquarema e desta vez deu certo. As meninas estão arrebentando, surfando muito bem durante todo o evento, duas que estão até na final do QS (Tainá Hinckel e Sophia Medina), então eu só tinha que dar tudo de mim e me concentrar em pegar as melhores ondas. Quero mandar uma mensagem a meus pais, minha família, meus patrocinadores e todos que me apoiam. Arriba Peru!”.

A final masculina começou em seguida, com os concorrentes ao título já arriscando os aéreos e destruindo suas primeiras ondas. O líder do ranking, Ryan Kainalo, largou na frente com nota 6.83 pontos, seguido por Diego Aguiar com 5.50, mas o saquaremense Rickson Falcão, de apenas 15 anos, atacou forte de backside com batidas verticais e rasgadas que receberam 8.83 dos juízes. A torcida que encheu a praia no domingo, vibrou intensamente quando a nota foi anunciada e valeu a liderança na bateria para o mais jovem dos finalistas.

Vice-campeão no bicampeonato de Cauã Costa no Saquarema Surf Festival do ano passado, Gabriel Klaussner só foi surfar sua primeira onda quando restavam 10 minutos para o término e foi fraca. Ele depois mostra seu surfe numa direita que vale 7.40 pontos, mas seus adversários foram ampliando a vantagem. Ryan Kainalo dispara na frente com 8.87 numa onda muito bem surfada e Diego Aguiar destrói a dele, que arrancou 9.20 dos juízes. No último minuto, Gabriel Klaussner acerta um aéreo full rotation incrível e fica a expectativa pela nota. Ele precisava de 8.31 para vencer e recebe 8.47, virando o placar para 15.87 a 15.70 pontos do Ryan Kainalo, com Diego Aguiar terminando em terceiro lugar com 14.70 e Rickson Falcão ficando em quarto com 13.86.

“Eu não poderia estar mais feliz. É a primeira vez que eu ganho um evento da WSL e, mesmo sendo um Pro Junior, estou muito feliz”, disse Gabriel Klaussner. “Eu estava nervoso, porque o Rickson (Falcão) já começou com um 8 e fiquei mais de 15 minutos sem pegar onda. Aí peguei uma direita, escutei um 7 e pensei, pô, estou na briga. Aí fiquei pedindo, Deus me manda uma onda, só quero uma onda e Ele mandou a direita. Eu acelerei e fui pro tudo ou nada, pro aéreo mesmo, acertei e acabei vencendo. Eu dedico esta vitória pro meu avô, que está no céu, e mandar um beijo pra todo mundo que me apoia, minha família, meu pai que está sempre comigo e é isso, estou amarradão”.

Finais do Longboard – As finais do Longboard começaram pela da categoria feminina e a atual campeã paulista, Luana Soares, confirmou o título logo nas primeiras ondas que surfou. As notas 5.33 e 5.83 que recebeu, garantiram a vitória por 11,16 pontos, que a levaram da sétima para a segunda posição no ranking final da temporada 2022/2023, empatada com a peruana Maria Fernanda Reyes. As duas ficaram abaixo da nova tricampeã sul-americana, Chloe Calmon. Em segundo na final ficou Ayllar Cinti com 7.63 pontos, contra 6.90 da Julia Vianna e 4.50 da Evelin Neves.

“Primeiramente, obrigado a Deus por estar aqui. É mais uma vitória muito importante pra mim e estou muito feliz”, disse Luana Soares. “É muito gratificante, é um campeonato de alto nível e para mim, o meu sonho foi realizado hoje aqui. Eu fiquei bem tranquila, estava bem preparada para isso, estou bem focada e o mar ficou maravilhoso, com ondas perfeitas pro longboard. Estou muito grata por todo mundo que está apoiando esse Festival, que está fazendo isso acontecer pra gente, porque é um sonho se tornando realidade. Muito obrigada a todos”.

Na final masculina, o paulista Jefson Silva estava encaixado nas ondas da Praia de Itaúna e liderou toda a bateria, com as notas 7.67 e 6.33 pontos que recebeu no início da bateria. O bicampeão mundial Phil Rajzman conseguiu 6.70 na sua melhor onda. Já o peruano Matias Maturano reagiu no final, com 6.10 numa onda e dando um show em outra, fazendo as manobras clássicas dos pranchões com muita habilidade, para receber nota 8.93 e saltar do quarto lugar para a primeira vitória da sua carreira. Ele totalizou 15.03 pontos e Jefson Silva terminou em segundo com 14.00, Phil Rajzman em terceiro com 11.17 e Darlan Marques em quarto com 10.27 nas duas notas computadas.

“Não consigo acreditar, nem tenho palavras, é um sonho realizado e quero agradecer minha família, a Federação de Surf do Peru, ao Piccolo Clemente. Na verdade, não tenho palavras suficientes para nomear todas as pessoas que tenho a agradecer”, disse Matias Maturano. “É a primeira vitória de muitas e vamos seguir adiante. As condições do mar aqui em Saquarema mudam bastante e nós, surfistas profissionais, precisamos estar sempre atentos a isso, para se adaptar em qualquer condição do mar”.

Circuito Banco do Brasil – A terceira edição do Saquarema Surf Festival abriu o Circuito Banco do Brasil de Surfe esse ano. Esse circuito especial, patrocinado pelo Banco do Brasil, vai promover mais quatro etapas do Qualifying Series e a segunda já acontece na próxima semana, nos dias 4 a 7 de maio na Praia do Ferrugem, em Garopaba, Santa Catarina. Além de oferecer 11.000 pontos para o ranking regional da WSL South America, o Circuito Banco do Brasil de Surfe vai premiar o campeão e a campeã de um ranking exclusivo, computando os resultados de todas as cinco etapas.

Quem ficar em primeiro lugar nos rankings masculino e feminino, recebe convites para participar da etapa final do Challenger Series 2023, o Corona Saquarema Pro apresentado pelo Banco do Brasil nos dias 14 a 21 de outubro na Praia de Itaúna. Pelas vitórias neste domingo, Tainá Hinckel e Ian Gouveia largaram na frente no ranking do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Importante destacar que todas as cinco etapas valem 1.000 pontos para este ranking especial, independente do status do evento ser QS 1000, QS 3000 ou QS 5000, como o Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves.

Saquarema Legends – Uma das atrações do último dia do Saquarema Surf Festival foi o Saquarema Legends, uma bateria especial com surfistas pioneiros da história do esporte na Capital Nacional do Surf. Ela aconteceu entre as finais do Longboard e do QS 5000 e o público que encheu a Praia de Itaúna no domingo, pôde assistir algumas lendas vivas se apresentando no Maracanã do surfe brasileiro, como Rico de Souza, Otávio Pacheco, Mica da Silva e Carlos Mudinho. Mica da Silva foi quem melhor surfou e ganhou uma prancha especial com a imagem do Leo Neves, fabricada pelo filho mais velho do bicampeão brasileiro, que tem o mesmo nome do pai.

“Foi um momento maravilhoso. Foi muito bom estar com meus ídolos, que começaram o surfe em Saquarema, o Rico (de Souza), o Otávio (Pacheco) e o (Carlos) Mudinho”, disse Jeremias da Silva. “Quando eu era criança, eles já estavam aqui surfando e motivaram a gente, então pra mim é uma honra estar fazendo essa bateria com eles, fazer parte desse time. Se não fosse a história, não estaria acontecendo tudo isso hoje. Então, foi o passado que fez o futuro e hoje o futuro está em Saquarema, com essa nova geração arrebentando e altos campeonatos rolando aqui todos os anos”.

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar etapas masculinas e femininas do Qualifying Series, Pro Junior Sub-20 e Longboard. A Prefeitura Municipal de Saquarema apresentou o evento patrocinado pelo Banco do Brasil e G-Shock, com apoio de Garytos, New Era, Cerveja Enseada, das mídias Ricosurf, Surfguru, Flamboiar, Rádio Saquarema Surf Rock e parceria institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema, Blue Flag, Blue Birds e Pró Criança Cardíaca.

Sobre a 213 Sports – Fundada por Pedro Dau de Mesquita, Yuri Binder, Bernardo Montenegro e Marcelo Montenegro, a 213 Sports nasceu no ano de 2012. Em 2021, a agência foi adquirida pela V3A e, desde então, responde como vertical de esportes, que integra o pilar de Ventures da companhia. Focada em marketing esportivo, a 213 Sports já realizou mais de 70 projetos para marcas globais e locais, impactando mais de 50 milhões de pessoas no Brasil e no mundo. A 213 Sports vê o esporte como uma plataforma de engajamento e conexão com forte apelo emocional entre as marcas e consumidores, resultando em uma experiência única de sportainment. Insights estratégicos alinhados com o posicionamento da marca, excelência na execução e resultados mensuráveis com retorno social, sempre que possível, são as bases que sustentam a excelência da 213 Sports. Responsável por inúmeros cases, a agência se destaca com os projetos: Oi Rio Pro, Sephora Beauty Run, Ceará Kite Pro, WSL House, CamelBak Mountain Race, Casa On Running, Praia Para Todos, Pelé Academia, Saquarema Surf Festival, WTR, Red Bull Pool Clash, SLS Super Crown World Championship, entre outros.

Saquarema Surf Festival
Final do QS 5000 Masculino

Campeão: Ian Gouveia (BRA) por 13.67 pts (7.50+6.17) – US$ 10.000 e 5.000 pontos

2º lugar: Luel Felipe (BRA) com 11.56 pts (5.83+5.73) – US$ 5.000 e 3.900 pontos

Final do QS 5000 Feminino

Campeã: Tainá Hinckel (BRA) por 17.00 pts (9.50+7.50) – US$ 10.000 e 5.000 pontos

2º lugar: Sophia Medina (BRA) com 14.84 pts (8.17+6.67) – US$ 5.000 e 3.900 pontos

Final do Longboard Masculino

Campeão: Matias Maturano (PER) por 15.03 pontos – US$ 1.000 e 1.000 pontos

2º lugar: Jefson Silva (BRA) com 14.00 pontos – US$ 450 e 800 pontos

3º lugar: Phil Rajzman (BRA) com 11.17 pontos US$ 300 e 650 pontos

4º lugar: Darlan Marques (BRA) com 10.27 pontos – US$ 250 e 600 pontos

Final do Longboard Feminino

Campeã: Luana Soares (BRA) por 11.16 pontos – US$ 1.000 e 1.000 pontos

2º lugar: Ayllar Cinti (BRA) com 7.63 pontos – US$ 450 e 800 pontos

3º lugar: Julia Vianna (BRA) com 6.90 pontos – US$ 300 e 650 pontos

4º lugar: Evelin Neves (BRA) com 4.50 pontos – US$ 250 e 600 pontos

Final do Pro Junior Masculino

Campeão: Gabriel Klaussner (BRA) por 15.87 pontos – US$ 1.000 e 1.000 pontos

2º lugar: Ryan Kainalo (BRA) com 15.70 pontos – US$ 450 e 800 pontos

3º lugar: Diego Aguiar (BRA) com 14.70 pontos – US$ 300 e 650 pontos

4º lugar: Rickson Falcão (BRA) com 13.86 pontos – US$ 250 e 600 pontos

Semifinais
3º=5º lugar (US$ 150 e 500 pts) e 4º=7º lugar (US$ 100 e 445 pts)

1ª: 1-Ryan Kainalo (BRA). 2-Diego Aguiar (BRA). 3-Caio Costa (BRA). 4-Samuel Joquinha (BRA)

2ª: 1-Gabriel Klaussner (BRA). 2-Rickson Falcão (BRA). 3-Heitor Mueller (BRA). 4-Murillo Coura (BRA)

Quartas de final
3º=9º lugar (350 pts) e 4º=13º lugar (295 pts)

1ª: 1-Ryan Kainalo (BRA). 2-Diego Aguiar (BRA). 3-Rodrigo Saldanha (BRA). 4-Kainan Meira (BRA)

2ª: 1-Caio Costa (BRA). 2-Samuel Joquinha (BRA). 3-Patrick Plachi (BRA). 4-Guilherme Ferreira (BRA)

3ª: 1-Gabriel Klaussner (BRA). 2-Heitor Mueller (BRA). 3-Cauã Gonçalves (BRA). 4-Lukas Camargo (BRA)

4ª: 1-Rickson Falcão (BRA). 2-Murillo Coura (BRA). 3-Philippe Neves (BRA). 4-Cauã Costa (BRA)

Final do Pro Junior Feminino

Campeã: Kalea Gervasi (PER) por 11.60 pontos – US$ 1.000 e 1.000 pontos

2º lugar: Tainá Hinckel (BRA) com 11.17 pontos – US$ 450 e 800 pontos

3º lugar: Sophia Medina (BRA) com 7.23 pontos – US$ 300 e 650 pontos

4º lugar: Sofia Artieda (PER) com 6.20 pontos – US$ 250 e 600 pontos

Semifinais
3ª=5º lugar (US$ 150 e 500 pts) e 4ª=7º lugar (US$ 100 e 445 pts)

1ª: 1-Kalea Gervasi (PER). 2-Sofia Artieda (PER). 3-Isabelle Nalu (BRA). 4-Yasmin Dias (BRA)

2ª: 1-Tainá Hinckel (BRA). 2-Sophia Medina (BRA). 3-Sophia Gonçalves (BRA). 4-Maya Carpinelli (BRA)

Quartas de final
3ª=9º lugar (350 pts) e 4ª=13º lugar (295 pts)

1ª: 1-Sofia Artieda (PER). 2-Kalea Gervasi (PER). 3-Vera Jarisz (ARG). 4-Laura Raupp (BRA)

2ª: 1-Yasmin Dias (BRA). 2-Isabelle Nalu (BRA). 3-Sofia Tinoco (BRA). 4-Rafaela Montesi (CHL)

3ª: 1-Tainá Hinckel (BRA). 2-Maya Carpinelli (BRA). 3-Kiany Hyakutake (BRA). 4-Brianna Barthelmess (PER)

4ª: 1-Sophia Medina (BRA). 2-Sophia Gonçalves (BRA). 3-Luara Mandelli (BRA). 4-Sol Carrion (BRA)

Rankings Sul-americanos da WSL South America
Top-10 do Ranking Masculino 2023/2024 – 4 etapas

1º: Ian Gouveia (BRA) – 5.000 pontos

2º: Luel Felipe (BRA) – 3.900

3º: Mateus Herdy (BRA) – 3.842

4º: Lucas Vicente (BRA) – 3.042

5º: Nacho Gundesen (ARG) – 2.575

5º: Heitor Mueller (BRA) – 2.575

7º: Rodrigo Saldanha (BRA) – 2.290

8º: Rafael Teixeira (BRA) – 2.282

8º: Valentin Neves (BRA) – 2.282

8º: Mateus Sena (BRA) – 2.282

8º: Cauã Costa (BRA) – 2.282

Top-10 do Ranking Feminino 2023/2024 – 4 etapas

1ª: Sophia Medina (BRA) – 5.050 pontos

2ª: Tainá Hinckel (BRA) – 5.000

3ª: Vera Jarisz (ARG) – 3.892

4ª: Isabelle Nalu (BRA) – 3.392

5ª: Kalea Gervasi (PER) – 3.075

6ª: Laura Raupp (BRA) – 2.575

7ª: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 2.300

8ª: Naire Marquez (BRA) – 2.282

8ª: Kemily Sampaio (BRA) – 2.282

8ª: Kayane Reis (BRA) – 2.282

8ª: Taís Almeida (BRA) – 2.282

Top-5 do Junior Sub-20 Masculino 2023 – 2 etapas

1º: Ryan Kainalo (BRA) – 1.800 pontos

2º: Heitor Mueller (BRA) – 1.300

3º: Caio Costa (BRA) – 1.150

3º: Gabriel Klaussner (BRA) – 1.150

5º: Samuel Joquinha (BRA) – 945

Top-5 do Junior Sub-20 Feminino 2023 – 2 etapas

1ª: Isabelle Nalu (BRA) – 1.300 pontos

2ª: Kalea Gervasi (PER) – 1.295

3ª: Sophia Medina (BRA) – 1.150

4ª: Sofia Artieda (PER) – 1.100

5ª: Sol Aguirre (PER) – 1.000

5ª: Sophia Gonçalves (BRA) – 1.000

Top-5 do Longboard Masculino 2022/2023 – 3 etapas

1º: Piccolo Clemente (PER) – 1.500 pontos

1º: Matias Maturano (PER) – 1.500

3º: Sebastian Cardenas Aguirre (PER) – 1.450

4º: Jefson Silva (BRA) – 1.245

5º: Rodrigo Sphaier (BRA) – 1.000

5º: Jeferson Silva (BRA) – 1.000

5º: Darlan Marques (BRA) – 1.000

5º: Carlos Bahia (BRA) – 1.000

Top-5 do Longboard Feminino 2022/2023 – 3 etapas

Tricampeã: Chloé Calmon (BRA) – 2.000 pontos

2ª: Maria Fernanda Reyes (PER) – 1.600

2ª: Luana Soares (BRA) – 1.600

4ª: Ayllar Cinti (BRA) – 1.245

5ª: Evelin Neves (BRA) – 1.100

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    Gabriel Medina voltou ao lugar mais alto do pódio nesta terça-feira (3), ao conquistar o Philippines Pro 2026, em Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas. O tricampeão mundial derrotou o australiano Jack Robinson por 16,93 a 14,50 e encerrou um jejum de mais de três anos sem vitórias no Championship Tour (CT). Sua última conquista havia sido em Margaret River, na Austrália, em abril de 2023. Depois de três vice-campeonatos na temporada, Medina aproveitou sua quarta final do ano para levantar a taça. O resultado também levou o brasileiro da quarta para a segunda colocação do ranking mundial, atrás do compatriota Yago Dora, a uma etapa do encerramento do circuito. A decisão foi disputada em boas ondas, com tubos profundos na bancada de Cloud 9. Jack Robinson abriu a bateria com 6,17 pontos, mas Medina respondeu com 7,50. Na metade do confronto, o brasileiro encontrou um tubo espetacular, recebeu 9,43 e deixou o australiano precisando de uma combinação de notas para assumir a liderança. Robinson reagiu e conseguiu sair da combinação, chegando a 14,50 pontos. Com a prioridade nos minutos finais, Medina administrou a vantagem e confirmou a vitória com 16,93 pontos, somando 9,43 e 7,50. O título também teve sabor de recuperação. Na etapa anterior, em Peniche, Portugal, Medina liderava a final até o último minuto, quando Griffin Colapinto conseguiu a virada e ficou com a vitória. Duelo brasileiro na semifinal Antes de enfrentar Robinson, Medina precisou superar Yago Dora em uma semifinal inteiramente brasileira. O tricampeão mundial começou forte, com uma nota 8,83, mas Yago respondeu com 7,00 e 6,50, chegando a assumir a liderança. Medina recuperou a primeira colocação ao somar 6,93 e fechou a bateria com 15,76 contra 13,50. Na outra semifinal, Jack Robinson derrotou Ethan Ewing por uma diferença de apenas 0,63 ponto. Apesar da eliminação, Yago segue na liderança do ranking mundial. Medina assume a segunda posição, enquanto Italo Ferreira, Griffin Colapinto e Miguel Pupo completam os cinco primeiros colocados. Caitlin Simmers conquista título feminino Na categoria feminina, a norte-americana Caitlin Simmers venceu o Philippines Pro ao superar a australiana Isabella Nichols por 12,00 a 10,77 na final. Simmers chegou à decisão depois de uma semifinal movimentada contra Carissa Moore. A havaiana sofreu uma penalidade por interferência, decisiva para o resultado de 9,43 a 5,67 favorável à norte-americana. Na outra semifinal, Isabella Nichols derrotou Tyler Wright por 10,17 a 7,00. Com o título, Simmers sobe para a terceira colocação do ranking feminino. Molly Picklum permanece na liderança, seguida por Carissa Moore. A brasileira Luana Silva chega à última etapa na sétima posição do ranking, com 43.325 pontos, e ainda tem chances matemáticas de conquistar seu primeiro título mundial. Ao todo, sete surfistas seguem na disputa: Molly Picklum, Carissa Moore, Caitlin Simmers, Gabriela Bryan, Erin Brooks, Sawyer Lindblad e Luana Silva. Assim como na categoria masculina, a definição dependerá dos resultados em Pipeline e dos descartes da classificação final. Medina assumirá liderança em Pipeline A vitória em Cloud 9 levou Gabriel Medina da quarta para a segunda posição do ranking mundial, com 53.210 pontos, apenas 1.740 atrás do líder Yago Dora, que soma 54.950. Essa diferença, porém, será revertida na abertura da última etapa da temporada, em Pipeline, no Havaí. A mudança acontece por causa do terceiro descarte, previsto para a classificação final do Circuito Mundial. Yago perderá 3.320 pontos, enquanto Medina descartará apenas 1.000. Com isso, o tricampeão passará a somar 52.210 pontos, contra 51.630 do compatriota, assumindo a liderança com 580 pontos de vantagem. Apesar da inversão, Yago continuará vestindo a lycra amarela e será o cabeça de chave número 1, pois o chaveamento será definido antes da aplicação do novo descarte. Seis surfistas na disputa pelo título Além de Medina e Yago, outros quatro surfistas chegam a Pipeline com chances matemáticas de conquistar o Mundial: Italo Ferreira, Griffin Colapinto, Miguel Pupo e Leonardo Fioravanti. Os dois primeiros colocados estão em situação privilegiada. Tanto Medina quanto Yago garantem o título mundial se vencerem a etapa, independentemente dos resultados dos adversários. A vantagem do terceiro descarte também favorece Medina em um confronto direto com Yago. Se ambos forem eliminados na mesma fase, o tricampeão terminará à frente do compatriota. Já os outros quatro candidatos precisam avançar na competição e contar com resultados desfavoráveis dos líderes. A decisão acontece entre 8 e 20 de dezembro, em Pipeline, no Havaí. A última etapa terá pontuação especial, com 15 mil pontos para o campeão, 50% a mais do que nas etapas convencionais. O formato aumenta o peso dos resultados e mantém aberta a disputa pelo título mundial de 2026, com quatro brasileiros entre os seis candidatos. O que cada um precisa para ser campeão Gabriel Medina e Yago Dora dependem apenas dos próprios resultados. Quem vencer Pipeline será campeão mundial. Medina, porém, tem uma vantagem importante: se os dois forem eliminados na mesma fase, terminará à frente do compatriota graças ao terceiro descarte. Italo Ferreira também pode conquistar o título sem vencer a etapa. Para isso, precisaria terminar como vice-campeão, com Medina e Yago eliminados na nona posição, além de contar com os tropeços dos demais concorrentes. Para Griffin Colapinto, Miguel Pupo e Leonardo Fioravanti, a situação é mais complicada. Os três precisam obrigatoriamente vencer Pipeline e torcer por eliminações precoces dos principais adversários. O avanço de Medina e Yago pode reduzir rapidamente o número de candidatos. Se ambos chegarem às semifinais, o título mundial estará matematicamente garantido para o Brasil. Baterias do Philippines Pro Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 13,13 x 9,90 Callum Robson (AUS)2 – Seth Moniz (HAV) 12,66 x 10,33 Marco Mignot (FRA)3 – Filipe Toledo (BRA) 10,67 x 9,53 Cole Houshmand (EUA)4 – Liam O’Brien (AUS) 14,33 x 13,33 João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) 14,83 x 10,00 Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) 10,33 x 6,67 Noah Arkfeld (FIL)7 – John Mark Tokong (FIL) 16,60 x 11,00 Samuel Pupo (BRA)8 – Jayuard Alciso (FIL) 12,93 x 12,17 Kauli Vaast (FRA) Round 2 1 –

    Gabriel Medina encerra jejum de mais de três anos sem vitórias no Circuito Mundial, conquista o Philippines Pro e chega à última etapa da temporada na segunda posição do ranking.

    A Praia de Carcavelos, em Portugal, volta a receber os melhores especialistas em tubos do mundo. A partir deste domingo (1º), começa uma nova janela de espera do Capítulo Perfeito, competição que reúne 16 surfistas convidados e será realizada em um único dia, quando as condições de mar e vento estiverem ideais. Inicialmente programada para o começo de 2026, a 12ª edição foi adiada depois que sucessivas tempestades impediram a formação das ondas desejadas pela organização. Mesmo com a extensão do prazo até 31 de março, a competição não aconteceu. Agora, a expectativa é encontrar as condições perfeitas até 15 de dezembro, com a chamada oficial anunciada 72 horas antes do evento. “Este é um evento único, marcado pela imprevisibilidade do mar e por um compromisso inegociável com a perfeição. Continuamos determinados a esperar pelo dia perfeito, que acreditamos que chegará entre novembro e dezembro”, afirma Rui Costa, organizador do Capítulo Perfeito. Brasileiros entre os convidados O Brasil terá dois representantes na competição principal. Bruno Santos, campeão do Capítulo Perfeito em 2015, retorna a Carcavelos ao lado de Anne dos Santos, primeira mulher a integrar a lista de convidados internacionais do evento. O grupo também reúne nomes consagrados do surfe mundial, como os ex-campeões mundiais Joel Parkinson e Rob Machado, além de Balaram Stack, Noah Beschen, Soli Bailey, Torrey Meister e Tosh Tudor. O norte-americano Cam Richards, vencedor da edição de 2025, retorna para defender o título. Entre os portugueses estão Nic von Rupp, Miguel Blanco e João Maria Mendonça. A última das 16 vagas será preenchida pelo Wildcard Performance, convite reservado a um surfista internacional que terá seu nome anunciado às vésperas da competição. A programação também inclui o Women Special Heat, bateria especial feminina com Camila Cardoso, Gabriela Dinis, Mafalda Lopes e Maria Salgado. Novo formato de competição Uma das principais novidades da edição de 2026 será o formato de disputa. Todos os 16 participantes competirão em duas rodadas iniciais sem eliminações, com pelo menos três participações garantidas ao longo do evento. Após as duas primeiras rodadas, os oito melhores avançam diretamente para a quarta fase. Os outros oito disputam uma repescagem, que classificará mais quatro surfistas. Na quarta rodada, os quatro melhores avançam à final, na qual o campeão será definido pela soma das duas melhores ondas. O objetivo é permitir que os participantes enfrentem diferentes condições de maré ao longo do dia, reduzindo o impacto de eventuais mudanças nas ondas. Outra novidade é que os quatro finalistas de 2026 garantirão vagas na edição de 2027. Até então, apenas o campeão recebia esse benefício. Capítulo Perfeito também chegou à Indonésia A temporada de 2026 marcou a expansão internacional do evento. Em setembro, o Capítulo Perfeito realizou uma edição em Desert Point, na ilha de Lombok, na Indonésia. O havaiano Makana Pang conquistou o título com uma nota 10 na final e 17,57 pontos no somatório, superando os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi, além do indonésio Usman Trioko. Com a vitória, Pang garantiu um convite para disputar o Capítulo Perfeito de Carcavelos em 2027. Convidados do Capítulo Perfeito 2026 Internacionais Anne dos Santos (BRA)Balaram StackBruno Santos (BRA)Joel ParkinsonNoah BeschenRob MachadoSoli BaileyTorrey MeisterTosh Tudor Portugueses João Maria MendonçaMiguel BlancoNic von Rupp Convidados especiais Cam Richards (campeão de 2025)Pedro Boonman (escolhido pelo público)Tomás Valente (vencedor dos Trials)Wildcard Performance (a definir) Women Special Heat Camila CardosoGabriela DinisMafalda LopesMaria Salgado O Capítulo Perfeito tem como característica realizar a competição apenas quando o mar apresenta ondas grandes e tubulares, com os tubos sendo a única manobra considerada na pontuação. A organização divulgará a chamada oficial em seus canais e no site capituloperfeito.com.

    Capítulo Perfeito reúne 16 surfistas em Portugal entre 1º de novembro e 15 de dezembro. Brasileiros Bruno Santos e Anne dos Santos estão entre os convidados da 12ª edição, que estreia novo formato.

    A organização do Eddie Aikau Big Wave Invitational uma das competições mais tradicionais e prestigiadas do surfe de ondas gigantes, anunciou nesta quinta-feira (29) os convidados para a temporada 2026/27. A lista reúne 32 atletas, entre eles John John Florence, Kai Lenny, Landon McNamara, Grant Baker e Luke Shepardson. O brasileiro Lucas Chumbo Chianca está entre os alternates. Chumbo, que integrou a lista principal na temporada passada, aparece agora na nona posição entre os 20 suplentes masculinos. Caso algum dos convidados não possa participar, o brasileiro poderá ser convocado conforme a ordem de substituição estabelecida pela organização. A janela de espera do evento começa em 6 de dezembro de 2026 e segue até 4 de março de 2027, em Waimea Bay, na costa norte da ilha de Oahu, no Havaí. A tradicional cerimônia de abertura está marcada para 3 de dezembro. A tradição do The Eddie Criado em homenagem ao lendário surfista e salva-vidas havaiano Eddie Aikau, o campeonato é conhecido por suas exigências extremas. A competição só acontece quando as ondas atingem consistentemente 40 pés de face, aproximadamente 12 metros, e as condições permitem realizar todas as baterias em um único dia. Desde sua primeira edição, em 1985, o The Eddie aconteceu apenas 11 vezes. Naquele ano, a competição foi realizada em Sunset Beach, com vitória de Denton Miyamura. Em 1986, o evento passou para Waimea Bay, onde Clyde Aikau, irmão de Eddie, conquistou o título. As duas últimas edições aconteceram em dezembro de 2023 e 2024, vencidas pelos havaianos Luke Shepardson e Landon McNamara, respectivamente. Na temporada 2025/26, a organização encerrou a janela sem realizar a competição por falta de condições adequadas. A seletividade faz parte da identidade do The Eddie. Diferentemente dos campeonatos convencionais, que seguem um calendário de baterias previamente estabelecido, o evento depende inteiramente da chegada de uma ondulação excepcional a Waimea Bay. Entre os convidados desta temporada estão campeões históricos, como Bruce Irons, John John Florence e Ross Clarke-Jones, além de nomes consagrados do surfe de ondas grandes, como Billy Kemper, Mark Healey, Jamie Mitchell e Nathan Florence. O atual campeão, Landon McNamara, também está confirmado. Em dezembro de 2024, ele conquistou o título com uma apresentação que incluiu uma onda de 50 pontos, nota máxima na competição. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) O legado de Eddie Aikau Mais do que uma competição, o The Eddie celebra a memória de um dos personagens mais importantes da cultura havaiana. Eddie Aikau foi o primeiro salva-vidas de Waimea Bay e de toda a costa norte de Oahu. Ao longo de sua carreira, participou do salvamento de mais de 500 pessoas e ficou conhecido pela coragem com que enfrentava o mar em condições extremas. Em 1978, aos 31 anos, Eddie desapareceu no oceano ao sair remando em busca de ajuda para os tripulantes da canoa tradicional Hokule’a, que enfrentava dificuldades durante uma travessia entre o Havaí e o Taiti. Sua história deu origem à expressão “Eddie Would Go” (“Eddie iria”), que se tornou um símbolo de coragem, solidariedade e respeito ao oceano. A cerimônia de abertura do campeonato preserva essa tradição, reunindo familiares de Eddie Aikau, surfistas, líderes espirituais e membros da comunidade havaiana. O ritual inclui homenagens, bênçãos e um paddle out coletivo em Waimea Bay. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Convidados do Eddie Aikau Big Wave Invitational 2026/27 Aaron Gold (HAV)Annie Reickert (HAV)Ben Wilkinson (AUS)Billy Kemper (HAV)Bruce Irons (HAV)Chad Keaulana (HAV)Eala Stewart (HAV)Eli Olson (HAV)Emily Erickson (HAV)Ezekiel Lau (HAV)Felicity Palmateer (AUS)Grant Twiggy Baker (AFS)Ha’a Aikau (HAV)Ian Walsh (HAV)Jake Maki (HAV)Jamie Mitchell (AUS)Jamie O’Brien (HAV)Joey Cadiz (HAV)John John Florence (HAV)Kai Lenny (HAV)Koa Rothman (HAV)Landon McNamara (HAV)Luke Shepardson (HAV)Makua Rothman (HAV)Mark Healey (HAV)Mason Ho (HAV)Matahi Drollet (TAH)Nathan Florence (HAV)Paige Alms (HAV)Ross Clarke-Jones (AUS)Seth Moniz (HAV)Tom Lowe (ING) Suplentes masculinos (ordem de convocação) 1 – Torrey Meister (HAV)2 – Kala Grace (HAV)3 – Cliff Kapono (HAV)4 – Kaiwi Berry (HAV)5 – Russell Bierke (AUS)6 – Josh Moniz (HAV)7 – Tyler Larronde (HAV)8 – Ivan Florence (HAV)9 – Lucas Chumbo Chianca (BRA)10 – Tiger Doerner (HAV)11 – Mikey O’Shaughnessy (HAV)12 – Barron Mamiya (HAV)13 – Nic von Rupp (POR)14 – Francisco Porcella (HAV)15 – Mitch Sanborn (HAV)16 – Steve Roberson (HAV)17 – Kipp Caddy (AUS)18 – Koa Smith (HAV)19 – Isamu Sumi (JAP)20 – Jojo Roper (EUA) Suplentes femininas (ordem de convocação) 1 – Laura Enever (AUS)2 – Bianca Valenti (EUA)3 – Tiare Lawrence (HAV)4 – Makani Adric (HAV)5 – Justine Dupont (FRA) Os 11 campeões da história 1985 – Denton Miyamura (HAV)1986 – Clyde Aikau (HAV)1990 – Keone Downing (HAV)1999 – Noah Johnson (HAV)2001 – Ross Clarke-Jones (AUS)2002 – Kelly Slater (EUA)2004 – Bruce Irons (HAV)2009 – Greg Long (EUA)2016 – John John Florence (HAV)2023 – Luke Shepardson (HAV)2024 – Landon McNamara (HAV)

    Eddie Aikau Invitational divulga lista de 32 convidados para a temporada 2026/27 em Waimea Bay, no Havaí. Brasileiro Lucas Chumbo Chianca aparece entre os alternates.

    A estreia de Cloud 9 no Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL) pode acontecer em condições excepcionais, se as previsões se confirmarem. O Philippines Pro abre sua janela neste sábado (31), na ilha de Siargao, nas Filipinas, com previsão de ondas fortes e tubulares geradas pelo tufão In-fa, que atua no Pacífico, ao norte do arquipélago filipino. Clique aqui para assistir ao vivo A primeira chamada está marcada para as 20h30 desta sexta-feira (30), pelo horário de Brasília, quando já serão 7h30 de sábado nas Filipinas. A competição poderá começar meia hora depois, caso as condições sejam favoráveis. A janela segue até 10 de novembro. O tufão In-fa vem gerando ondulações de diferentes períodos e direções, com potencial para proporcionar dois pulsos de swell ao longo da primeira semana da etapa. A previsão aponta boas condições já no início da competição, seguidas por um segundo aumento mais expressivo entre terça (3) e quarta-feira (4). Tubos e ondulação em alta A expectativa é de ondas entre 1,2 e 1,5 metro de face na abertura, com aumento gradual ao longo do fim de semana. No domingo (1º), o swell de período mais longo deve favorecer a formação dos tubos que tornaram Cloud 9 mundialmente conhecida. Após uma redução temporária na segunda-feira (2), uma nova entrada de ondulação de nordeste deve ganhar força na terça (3). As maiores séries podem atingir aproximadamente 3 metros de face entre o fim de terça e as primeiras horas de quarta-feira (4). Apesar do tamanho, os dias de maior ondulação não necessariamente serão os melhores para os tubos. Cloud 9 costuma apresentar seu funcionamento mais clássico com ondas na faixa de 1,5 metro. Quando o mar cresce além disso, as ondas podem quebrar mais afastadas da bancada, reduzindo a frequência dos tubos mais profundos e constantes. O vento também será determinante. A previsão indica condições mais favoráveis no início da janela, com vento terral fraco e oportunidades de tubos limpos. Já na terça-feira, o vento maral de nordeste poderá comprometer a qualidade das ondas, justamente durante o pico da ondulação. Como a trajetória e a intensidade do tufão ainda podem mudar, a previsão permanece sujeita a alterações. Mesmo assim, o cenário é promissor para a estreia de Cloud 9 na elite mundial. Brasileiros disputam a liderança Além da expectativa pelas ondas, o Philippines Pro terá peso importante na corrida pelo título mundial de 2026. Penúltima das 12 etapas da temporada, a competição pode alterar a liderança do ranking antes da decisão em Pipeline, no Havaí. Atual campeão mundial e líder do ranking, Yago Dora chega às Filipinas com a lycra amarela e boas expectativas para sua primeira experiência em Cloud 9. O brasileiro ainda não encontrou a onda em suas melhores condições, mas já se mostrou impressionado com o potencial do pico. “É minha primeira vez aqui, mas já acho que pode se tornar um dos meus lugares favoritos. Chegamos há poucos dias, então ainda não vimos a onda em todo o seu potencial, mas dá para perceber o que ela pode oferecer. Sinto que é uma onda que combina com meu estilo de surfe, então estou confiante”, afirma Yago Dora. O brasileiro lidera o ranking, seguido por Italo Ferreira, em segundo, Griffin Colapinto, em terceiro, Gabriel Medina, em quarto, e Miguel Pupo, em quinto. O italiano Leonardo Fioravanti ocupa a sexta posição e também tem chances de assumir a liderança. O resultado nas Filipinas será especialmente importante porque a última etapa, em Pipeline, distribuirá pontuação 50% maior que as anteriores. Uma vitória em Cloud 9 vale 10 mil pontos, enquanto o campeão no Havaí receberá 15 mil. Yago fará sua estreia diretamente no Round 2, assim como Italo Ferreira, Miguel Pupo e Gabriel Medina. Filipe Toledo, João Chianca e Samuel Pupo começam a disputa no Round 1. Entre as mulheres, Luana Silva será a única representante brasileira. Atual sétima colocada do ranking, ela enfrenta a havaiana Bettylou Sakura Johnson na primeira rodada. Filipe Toledo busca resultado Bicampeão mundial, Filipe Toledo já demonstrou bom desempenho nos treinos e não esconde o entusiasmo com a estreia em Siargao. O brasileiro destacou a qualidade da onda, a receptividade dos moradores e a possibilidade de proporcionar um espetáculo ao público. Segundo Filipe, os atletas chegaram a brincar sobre a quantidade de notas 10 que poderiam surgir durante a competição, diante do potencial de Cloud 9. O brasileiro também falou abertamente sobre as dificuldades enfrentadas nesta temporada. Depois de muitos anos no circuito, reconheceu que nem sempre é fácil encontrar motivação, especialmente diante dos resultados abaixo das expectativas. A descoberta de um pico como Cloud 9, porém, trouxe um novo estímulo. “Lugares como este reacendem a chama em mim”, afirma Filipe, em declaração na coletiva de imprensa. Estrelas e convidados locais A estreia do CT em Siargao também reúne alguns dos maiores nomes do surfe mundial, como os atuais campeões Yago Dora e Molly Picklum, além de Filipe Toledo, Gabriel Medina, Caroline Marks e Carissa Moore. Os convidados locais prometem dificultar a vida dos favoritos. O filipino John Mark Tokong, especialista em Cloud 9, venceu quatro competições em nove participações no pico e enfrentará Samuel Pupo na primeira rodada. Outro destaque é o indonésio Bronson Meydi, convocado para substituir o lesionado Jake Marshall. Conhecido por seu repertório de manobras e tubos, ele estreia contra o australiano Jack Robinson. Na chave feminina, a australiana Sierra Kerr, já classificada para o CT de 2027, enfrenta a pentacampeã mundial Carissa Moore. Baterias do Philippines Pro Round 1 Masculino 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)3 – Cole Houshmand (EUA) x Filipe Toledo (BRA)4 – Liam O’Brien (AUS) x João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) x Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) x Noah Arkfeld (FIL)7 – Samuel Pupo (BRA) x John Mark Tokong (FIL)8 – Kauli Vaast (FRA) x Jayuard Alciso (FIL) Round 2 Masculino 1 – Italo Ferreira (BRA) x Marco Mignot (FRA) ou Seth Moniz (HAV)2 –

    Philippines Pro abre janela nas Filipinas, com previsão de ondas de até 3 metros impulsionadas pelo tufão In-fa. Confira ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    O surfe brasileiro se despede de um de seus personagens mais originais. Dávio Correia Figueiredo, o Dadá Figueiredo, morreu no último sábado (24), aos 61 anos, deixando um legado que ultrapassa as conquistas nas competições. O carioca ajudou a transformar não apenas a maneira de surfar, mas também o comportamento e a identidade de uma geração. Segundo informações de amigos próximos e familiares, Dadá estava internado para tratar uma infecção pulmonar. Reportagens posteriores apontaram complicações de uma pneumonia, mas detalhes médicos sobre as circunstâncias da morte não foram oficialmente esclarecidos. Rebelde, provocador e dono de um estilo explosivo, Dadá surgiu em uma época em que o surfe brasileiro ainda construía sua identidade competitiva. Nas décadas de 1980 e 1990, suas batidas verticais, rasgadas potentes e manobras inspiradas no skate surpreendiam o público e, muitas vezes, os próprios juízes. Enquanto muitos surfistas seguiam linhas tradicionais, Dadá buscava explorar os limites das ondas. Sua postura radical e sua personalidade irreverente fizeram dele uma referência dentro e fora da água. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Um revolucionário nas ondas Nascido no Rio de Janeiro, Dadá cresceu na Tijuca e desenvolveu uma ligação intensa com o skate antes de transportar parte dessa influência para o mar. A combinação de velocidade, explosão e movimentos verticais ajudou a antecipar características que se tornariam comuns no surfe profissional anos depois. Em janeiro de 2005, o jornalista Fabrício Fernandes publicou no Waves a reportagem “Dadá, o anti-moda”, um retrato de sua personalidade e de sua importância para o esporte. Na matéria, Fernandes descreveu como Dadá executava manobras que só ganhariam espaço no circuito mundial anos depois, citando movimentos como laybacks, re-entries e off-the-tops verticais. O jornalista também apontou sua influência sobre surfistas como Neco Padaratz, Léo Neves, Binho Nunes e Raoni Monteiro, representantes de uma geração que ajudou a consolidar o surfe brasileiro no cenário internacional. Dadá era uma atração à parte nos campeonatos. Sua presença nas baterias despertava expectativa entre os espectadores, que acompanhavam suas manobras com entusiasmo, mesmo quando o julgamento não refletia o impacto de suas apresentações. O carioca conquistou o título estadual em 1989 e venceu o Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema, no mesmo ano. Em 1993, foi escolhido pelos leitores de uma revista especializada como o melhor freesurfer do Brasil, reconhecimento que demonstrava sua popularidade para além das competições. Embora nunca tenha conquistado o título brasileiro profissional, esteve durante cinco temporadas consecutivas entre os 16 melhores do ranking da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional). A final histórica contra Picuruta Um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira aconteceu em maio de 1988, durante a final do Niasi/Tribuna FM, disputada no Canto do Maluf, na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP). Dadá enfrentou Picuruta Salazar em uma bateria marcada por manobras radicais e uma decisão apertada dos cinco juízes. O santista venceu por 3 a 2, mas o resultado provocou discussões sobre os critérios de julgamento. Décadas depois, em março de 2023, o jornalista e editor Alceu Toledo Junior recuperou a história na reportagem “Picuruta 3 X 2 Dadá”, publicada no Waves. Alceu, que acompanhou a bateria da areia, contou que o equilíbrio entre os dois surfistas era tão grande que considerava o empate um resultado justo. Seu relato destaca a potência das manobras de Picuruta e a capacidade de Dadá de aproveitar as ondas desde o outside até a beira. A reportagem inclui imagens da final e preserva um capítulo importante da história do surfe brasileiro, contado por quem testemunhou a disputa. Punk, anti-moda e contracultura Fora da água, Dadá também desafiava convenções. Influenciado pelo punk rock e pelo hardcore, adotou uma estética que contrastava com o visual tradicional do universo do surfe. Cabelos ousados, roupas escuras, atitudes provocadoras e críticas ao comportamento da indústria fizeram parte de sua identidade. Dadá rejeitava padrões e fazia questão de demonstrar sua independência. Essa personalidade também se manifestou na música. Foi baixista da banda punk Os Normais e participou da criação de marcas como Anti-Fashion e Necrose Social, levando sua visão alternativa para o vestuário. Em um período de crescente profissionalização do surfe, Dadá representava uma forma diferente de viver o esporte. Suas atitudes despertavam admiração e controvérsia, mas dificilmente passavam despercebidas. Seu impacto também chegou aos novos talentos. Alexandre Almeida, o Dadazinho, recebeu uma prancha de Dadá no início da carreira e adotou o apelido em homenagem ao ídolo. O episódio foi registrado pelo Waves na reportagem “Dadazinho Almeida busca o bi no Carioca 2004”. Os desafios e a reconstrução A trajetória de Dadá também foi marcada por períodos difíceis. O abuso de álcool e drogas comprometeu sua carreira e trouxe consequências pessoais e profissionais. O próprio surfista falou abertamente sobre esses episódios em entrevistas, reconhecendo que a dependência química prejudicou seu desempenho nas competições e afastou oportunidades importantes. Em maio de 2003, o jornalista Fernando Gaspar publicou no Waves a reportagem “A luz no fim do tubo”, que acompanhou uma fase de reconstrução da vida de Dadá. O texto apresentou depoimentos sobre sua recuperação, a importância do apoio familiar e sua aproximação com a religião evangélica, que se tornou parte fundamental de sua vida. Na época, Dadá havia criado uma escola de surfe na Barra da Tijuca, com apoio de integrantes da igreja Sara Nossa Terra. O projeto começou com algumas pranchas e, segundo a reportagem de 2003, chegou a reunir cerca de 300 alunos e 12 professores. O mesmo espírito de liderança que havia marcado sua carreira competitiva passou a encontrar espaço no ensino do esporte e no trabalho com jovens. Em junho de 2007, a jornalista Monique Arruda voltou a contar parte dessa trajetória na reportagem “Dadá no comando”, quando ele assumiu a vice-presidência da Associação de Surf da Barra da Tijuca, entidade da qual havia sido um dos fundadores. Dadá defendia a valorização dos veteranos e o retorno das categorias Master aos campeonatos. Para ele, preservar a memória dos pioneiros era uma maneira de aproximar as novas gerações da história do surfe.

    Pioneiro do surf progressivo e símbolo da contracultura, carioca Dadá Figueiredo morreu no último sábado (24), ao enfrentar uma pneumonia. Sua trajetória foi marcada por talento, rebeldia e superação.

    O Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS) recebe, a partir das 15h deste sábado (31), o primeiro encontro do Naborda Film Festival – Melhores do Ano 2026. A abertura terá uma exposição com 60 fotografias de surfe produzidas por profissionais de diferentes regiões do Brasil, além de sessões de curtas-metragens documentais, exposição de pranchas e apresentações musicais. Idealizado por Bruno Espósito e Dêmi Viola, o festival promove três meses de atividades dedicadas à cultura do surfe e do oceano, reunindo fotógrafos, cineastas, artistas e apaixonados pelo esporte. A proposta é dar visibilidade à produção artística ligada ao mar e reconhecer os melhores trabalhos do ano. A edição de 2026 contará com quatro encontros em diferentes espaços culturais de Santos. Cada etapa dará destaque a uma linguagem artística, começando pela fotografia em outubro, passando pelas artes visuais em novembro e chegando ao cinema em dezembro. Programação do Naborda 2026 31 de outubro – Fotografia: A abertura acontece no MISS, localizado no térreo do Teatro Municipal Brás Cubas, com exposição de 60 fotografias de surfe, exibição de curtas-metragens, mostra de pranchas e música ao vivo. 29 de novembro – Artes: O Cine Arte Posto 4, cinema localizado em frente ao mar, recebe uma exposição com trabalhos dos artistas inscritos, além de sessões de curtas, mostra de pranchas e apresentações musicais. 11 de dezembro – Curtas-metragens: O Cine Roxy será palco da exibição dos filmes finalistas em uma tela de 15 metros, acompanhada de exposições de fotografia e artes no hall do cinema. 12 de dezembro – Premiação: O encerramento acontece na Frontaria Azulejada, com a cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores das diferentes categorias, exposições e apresentações musicais. O Naborda Film Festival é apresentado pela Cerveja Praya, com patrocínio da South to South e Surfmappers. O evento conta com apoio do Waves, RTL FM – A Rádio Rock, Empório Bolshoi, Óculos Mandalla, Future Fins, Fuwax, Arakawa, Santa Areia Beachwear, Instituto Ecosurf e Prefeitura Municipal de Santos. Serviço – Abertura do Naborda Film Festival 2026 Data: 31 de outubro (sábado) Horário: a partir das 15h Local: Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), Teatro Municipal Brás Cubas, Santos (SP) Entrada: gratuita Instagram: @naborda_film_festival Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Naborda (@naborda_film_festival)

    Naborda Film Festival começa neste sábado (31), em Santos (SP), com entrada gratuita, exposições de fotografia, filmes e música ao vivo; programação segue até dezembro.

    Das praias ancestrais da Polinésia aos campeonatos que movimentam milhões de fãs ao redor do mundo, o surfe percorreu um longo caminho até se consolidar como um dos esportes mais populares da atualidade. No Brasil, a modalidade vive um momento de expansão impulsionado por conquistas internacionais, pelo surgimento de novos talentos e por investimentos que contribuem para o fortalecimento de toda a cadeia esportiva. Embora hoje seja um esporte global, foi no Havaí que o surfe ganhou maior notoriedade e passou a ser difundido para o restante do mundo a partir do início do século XX. A modalidade, no Brasil, começou a se popularizar entre as décadas de 1960 e 1970 e, desde então, passou por uma evolução que transformou o país em uma das principais potências da modalidade. Ao longo dos anos, o país revelou atletas capazes de conquistar títulos nas maiores competições do mundo, consolidando o movimento conhecido como “Brazilian Storm”, geração que projetou o país no circuito internacional e inspirou uma nova leva de praticantes. Dados da World Surf League (WSL) mostram que a temporada de 2025 alcançou 80 milhões de espectadores em plataformas lineares e digitais, um crescimento de 39% em relação ao ano anterior. E em 2026 os números também reforçam a consolidação do surfe profissional como um produto esportivo de alcance global. Apenas na etapa de abertura do Championship Tour, em Bells Beach, o Brasil respondeu por 43% da audiência ao vivo nos canais próprios da liga durante o Finals Day, mesmo com o fuso horário desfavorável. Os resultados acompanham uma tendência de crescimento da modalidade em escala internacional. Os títulos conquistados por atletas brasileiros refletem em como essa maré de vitória influencia no consumo do público ao surfe, posicionando cada vez mais a modalidade no mainstream esportivo. Em maio deste ano, por exemplo, Italo Ferreira conquistou o título da etapa em Raglan, na Nova Zelândia, válida pelo Championship Tour (CT) da WSL, reforçando o protagonismo brasileiro no circuito mundial e mantendo o país entre os principais candidatos aos títulos da temporada. Já Tatiana Weston-Webb, um dos principais destaques no surfe feminino, segue em uma crescente significativa. Em 2024, nos Jogos Olímpicos de Paris, a atleta voltou com uma medalha de prata no peito e sagrou-se a primeira brasileira a receber uma medalha olímpica na modalidade. “O surfe mudou bastante e continua mudando. Atualmente as mulheres têm muito mais espaço, visibilidade e respeito dentro do esporte. Temos mulheres competindo nos mesmos palcos, com a mesma premiação, e mostrando cada vez mais que podemos estar em ondas grandes e competir em alto nível. Isso é muito importante”, explica a atleta Tatiana Weston-Webb. Nesse cenário, o apoio do Banco do Brasil tem sido um dos pilares para a evolução da modalidade no país. O BB é um dos parceiros que impulsionam esse movimento ao patrocinar atletas de destaque no circuito mundial, como Luana Silva, Tatiana Weston-Webb e Italo Ferreira, além de apoiar ações voltadas ao desenvolvimento do esporte e ao incentivo de surfistas que estão iniciando suas trajetórias nas competições. “O sucesso do surfe brasileiro é resultado de talento, dedicação e da construção de um ecossistema cada vez mais forte. O apoio de marcas, entidades esportivas e parceiros tem papel importante nesse processo, criando condições para que atletas possam se desenvolver e competir em alto nível. O Banco do Brasil acredita no esporte como ferramenta de transformação e vê no surfe uma modalidade capaz de gerar impacto positivo, promover inclusão, inspirar pessoas e fortalecer comunidades. Por isso, buscamos contribuir para o crescimento sustentável do esporte em diferentes frentes, do incentivo a atletas à realização de competições que ajudam a ampliar o alcance da modalidade no país”, afirma Larissa Novais, diretora de marketing e comunicação do Banco do Brasil. Para a empresa, investir no surfe significa contribuir para o desenvolvimento de um esporte que reúne valores como superação, disciplina, conexão com a natureza e inclusão. Além do apoio aos atletas profissionais, a marca busca incentivar a formação de novos talentos e fortalecer a comunidade do surfe brasileiro. Na Onda Com BB Mastercard Além do patrocínio aos atletas, o Banco do Brasil incentiva o público a consumir o esporte por meio de campanhas. Na promoção vigente, em parceiria com a Mastercard, o consumidor concorre a uma viagem para acompanhar a etapa de Pipeline, no Havaí, durante o Championship Tour da World Surf League (WSL), em dezembro de 2026 e a ida a uma etapa do CT 2027 que será revelada após a divulgação do calendário oficial da WSL. O regulamento completo da campanha, critérios de participação e demais informações estarão disponíveis na página oficial da campanha.

    Ascensão da Brazilian Storm marca uma nova era para modalidade e mostra como o incentivo ao esporte é fundamental para ampliar oportunidades dentro e fora das competições.

    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.