Saquarema Surf Festival

Etapa começa com show de Long

Jeferson Silva e Piccolo Clemente são os recordistas da segunda-feira (15) no Saquarema Surf Festival, disputado na Praia de Itaúna (RJ).
Saquarema Surf Festival 2021, Praia de Itaúna (RJ)

O Saquarema Surf Festival apresentado pela Prefeitura de Saquarema foi iniciado pela categoria Longboard no feriadão da segunda-feira (15) de boas ondas de 3-4 pés e ótimo público na Praia de Itaúna. Um total de 34 competidores de 8 países disputou a categoria masculina, enquanto na feminina foram 13 representantes de 4 nações. Foram realizadas 14 baterias dos homens e 4 das mulheres, já definindo as quartas de final das duas categorias.

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Os destaques do primeiro dia foram o brasileiro Jeferson Silva, o peruano Piccolo Clemente e o norte-americano Tony Silvagni. Nesta terça-feira (16), será dada a largada no Quiksilver Pro QS 3000, com as baterias da etapa masculina do WSL Qualifying Series começando às 8h (de Brasília) na Capital Nacional do Surf. Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

O Saquarema Surf Festival está sendo realizado pela 213 Sports, em memória ao bicampeão brasileiro Léo Neves, que morava na cidade e faleceu enquanto competia nas mesmas ondas da Praia de Itaúna em 2019. Nesta semana, serão disputadas seis competições, todas valendo pontos nos rankings regionais masculino e feminino da WSL Latin America e com o princípio da igualdade na premiação para homens e mulheres. As do Longboard foram iniciadas na segunda-feira. Na terça-feira começa o Quiksilver Pro QS 3000 masculino, na quarta-feira (17) o Roxy Pro QS 3000 feminino e na quinta-feira (18) as duas categorias do Pro Junior Sub-20.

O primeiro destaque nas ondas da Praia de Itaúna foi o norte-americano Tony Silvagni, que fez as marcas a serem batidas no segundo confronto do dia. Ele escolheu boas ondas nas direitas e esquerdas de Itaúna, para mostrar sua habilidade nas manobras mais tradicionais no bico do pranchão, como o “hang ten” e o “hang five”. Tony computou notas 8.25 e 7.00 na vitória por 15.25 pontos. Essa marca só foi superada na terceira fase, quando foram disputadas as vagas para as quartas de final do Saquarema Surf Festival Longboard Pro.

Primeiro pelo peruano Piccolo Clemente, que ganhou uma das baterias mais difíceis do campeonato. Nela estavam o também bicampeão mundial Phil Rajzman e o vice-campeão mundial de 2019 e local de Saquarema, Rodrigo Sphaier. Piccolo surfou as melhores ondas, combinando as manobras tradicionais do pranchão com as mais progressivas, como batidas e rasgadas nas esquerdas e direitas da Praia de Itaúna. Ele já tinha conseguido uma nota 8.00 em sua estreia na segunda fase e arrancou um 8,50 dos juízes nessa bateria, que somou com um 7.00 para vencer por 15.50 pontos.

O carioca Phil Rajzman foi em várias ondas, mas não conseguiu apresentar todo o seu potencial e Rodrigo Sphaier ficou com a segunda vaga para as quartas de final do Saquarema Surf Festival Longboard Pro. Anderson Ferreira foi eliminado junto com o bicampeão mundial. Na segunda bateria desta terceira fase, a batalha foi intensa até os últimos minutos, com os brasileiros Darlan Marques e Eduardo Bagé despachando o uruguaio Julian Schweizer e o argentino Surfiel Gil.

O norte-americano Tony Silvagni conquistou sua terceira vitória na disputa seguinte e Jeferson Silva estabeleceu novos recordes no confronto que fechou o show de longbard na segunda-feira em Saquarema. Ele fez a melhor apresentação do dia, recebendo uma nota 9.00 na última onda que surfou. Jeferson já tinha conseguido um 7.50 e totalizou 16.50 pontos. Já os outros dois brasileiros da bateria, Jefson Silva e Alexandre Escobar, foram eliminados pelo peruano William Saldana Diaz.

Quartas de final – O outro peruano classificado, o bicampeão mundial Piccolo Clemente, vai abrir as quartas de final do Saquarema Surf Festival Longboard Pro com o igualmente experiente Eduardo Bagé. A segunda batalha por vagas nas semifinais será 100% brasileira, entre Rodrigo Sphaier e um talento da nova geração, Darlan Marques, da Bahia. Na terceira bateria, o americano Tony Silvagni enfrenta o peruano William Saldaña Diaz. E na última, tem mais dois brasileiros, o recordista absoluto da segunda-feira, Jeferson Silva, e Alex “Leco” Salazar.

Na categoria feminina, a atual campeã sul-americana da WSL Latin America e duas vezes vice-campeã mundial, Chloé Calmon, que é patrocinada pela Roxy, entra na primeira bateria com Ayllar Cinti. Na segunda, estão Mainá Thompson e Evellin Neves. Na terceira, tem a peruana Maria Fernanda Reyes e Jasmim Avelino. E a última vaga para as semifinais será disputada por Cristiana Pires e Luana Soares.

Quiksilver Pro QS 3000 – Nesta terça-feira, os pranchões abrem espaço para as pranchinhas. Às 8h será iniciado o Quiksilver Pro QS 3000, a etapa masculina do WSL Qualifying Series promovida pelo Saquarema Surf Festival em memória a Léo Neves. Serão disputadas 24 baterias até as 16h, as 16 da rodada inicial e as 8 primeiras da segunda fase. Do total de 128 concorrentes ao título na Praia de Itaúna, 80 estreiam na terça-feira. Todas as baterias serão formadas por quatro surfistas, com os dois melhores em cada avançando para a próxima fase.

O surfista local de Saquarema, Raoni Monteiro, que por muitos anos defendeu o Brasil na elite do World Surf League Championship Tour, já entra na segunda bateria do dia com três surfistas bem mais jovens, Ian Casal, Luiz Mendes e o uruguaio Martin Ottado. Raoni fez bonito na etapa do QS realizada na semana passada em Florianópolis. Ele também iniciou na primeira fase e foi até as quartas de final, que abriram o domingo decisivo na Praia Mole.

Quem também já compete na manhã da terça-feira na Praia de Itaúna, é o filho do homenageado pelo Saquarema Surf Festival, Valentim Neves. Ele estreia na sexta bateria do dia, com os igualmente brasileiros João Ferreira, Kayki Araujo e Denisson Santos. Nesta primeira fase, também competem surfistas da Argentina, do Peru, do Chile e do Uruguai. Entre os pré-classificados que entram na segunda fase, um dos destaques vai fechar o dia, o campeão mundial Pro Junior, Mateus Herdy.

O Saquarema Surf Festival apresentado pela Prefeitura Municipal de Saquarema é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar uma etapa do WSL Qualifying Series e seletivas sul-americanas para os mundiais das categorias Pro Junior e Longboard, todas para homens e mulheres competirem na Praia de Itaúna. O evento tem patrocínio da Quiksilver, ROXY, 51 ICE, Corona, apoio da Orthopride, Stanley Brasil, Monster Energy e parceria da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema (ASS), MegAçaí e do Waves.

Saquarema Surf Festival Longboard Pro
Resultados da segunda-feira (15) na Praia de Itaúna
Primeira fase Masculina
3º=33º lugar (66 pts) e 4º=35º lugar (66 pts)

1ª 1-Surfiel Gil (ARG), 2-Igor Pitasi (BRA), 3-Pedro Bento Carvalho (BRA)

2ª 1-Tony Silvagni (EUA), 2-Wenderson Biludo (BRA), 3-Fernando Perez (ARG)

Segunda fase
3º=17º lugar (200 pts) e 4º=25º lugar (75 pts)

1ª 1-Piccolo Clemente (PER), 2-Surfiel Gil (ARG), 3-Pedro França (BRA), 4-Robson Santos (BRA)

2ª 1-Rodrigo Sphaier (BRA), 2-Eduardo Bagé (BRA), 3-Jeremias Silva (BRA), 4-Romoaldo Nascimento (BRA)

3ª 1-Julian Schweizer (URU), 2-Anderson Ferreira (BRA), 3-Leonardo E. Martins (BRA), 4-Yam Wisman (BRA)

4ª 1-Darlan Marques (BRA), 2-Phil Rajzman (BRA), 3-Igor Pitasi (BRA), 4-Robledo Oliveira (BRA)

5ª 1-Tony Silvagni (EUA), 2-William Saldaña Diaz (PER), 3-Carlos Bahia (BRA), 4-Oswaldo Borbor (ECU)

6ª 1-Ignacio Pignataro (URU), 2-Jeferson Silva (BRA), 3-David Schiaffino (CAN), 4-Gabriel Cerqueira (BRA)

7ª 1-Jefson Silva (BRA), 2-Theo Viana (BRA), 3-Tzahui Poo (MEX), 4-Gabriel Nascimento (BRA)

8ª 1-Alexandre Escobar (BRA), 2-Alex Leco Salazar (BRA), 3-Wenderson Biludo (BRA), 4-Sebastian Cardenas Aguirre (PER)

Terceira fase
3º=9º lugar (350 pts) e 4º=13º lugar (295 pts)

1ª 1-Piccolo Clemente (PER), 2-Rodrigo Sphaier (BRA), 3-Phil Rajzman (BRA), 4-Anderson Ferreira (BRA)

2ª 1-Darlan Marques (BRA), 2-Eduardo Bagé (BRA), 3-Julian Schweizer (URU), 4-Surfiel Gil (ARG)

3ª 1-Tony Silvagni (EUA), 2-Alex Leco Salazar (BRA), 3-Ignacio Schweizer (URU), 4-Theo Viana (BRA)

4ª 1-Jeferson Silva (BRA), William Saldaña Diaz (PER), 3-Jefson Silva (BRA), 4-Alexandre Escobar (BRA)

Primeira fase feminina
3ª=9º lugar (350 pts) e 4ª=13º lugar (295 pts)

1ª Chloe Calmon (BRA), Mainá Thompson (BRA), wº-Atalanta Batista (BRA)

2ª Evelin Neves (BRA), Ayllar Cinti (BRA), wº-Kirra Silver (MEX)

3ª 1-Jasmim Avelino (BRA), 2-Cristiana Pires (BRA), 3-Maria Clara Santos (BRA)

4ª 1-Luana Soares (BRA), 2-Maria Fernanda Reyes (PER), 3-Monique Pontes (BRA), 4-Inês Beisso (URU)

Quartas de final
Categoria Masculina
5º lugar com 500 e US$ 150 de prêmio

1ª Piccolo Clemente (PER) x Eduardo Bagé (BRA)

2ª Rodrigo Sphaier (BRA) x Darlan Marques (BRA)

3ª Tony Silvagni (EUA) x William Saldaña Diaz (PER)

4ª Jeferson Silva (BRA) x Alex Leco Salazar (BRA)

Categoria Feminina
5º lugar com 500 e US$ 150 de prêmio

1ª Chloe Calmon (BRA) x Ayllar Cinti (BRA)

2ª Mainá Thompson (BRA) x Evelin Neves (BRA)

3ª Maria Fernanda Reyes (PER) x Jasmim Avelino (BRA)

4ª Cristiana Pires (BRA) x Luana Soares (BRA)

Baterias do Quiksilver Pro QS 3000 na terça-feira (16)
Primeira fase
3º=97º lugar (60 pts) e 4º=113º lugar (24 pts)

1ª Caio Costa (BRA), Renan Rodrigues (BRA), Amando Tenorio (BRA), Kainan Meira (BRA)

2ª Raoni Monteiro (BRA), Ian Casal (BRA), Luiz Mendes (BRA), Martin Ottado (URU)

3ª Hedieferson Junior (BRA), Gabriel André (BRA), Thiago Meneses (BRA), Belo Junior (BRA)

4ª Felipe Alves (BRA), Felipe Ximenes (BRA), João Cypriano (BRA), Juninho Malta (BRA)

5ª Ricardo João (BRA), Sebastian Olarte (URU), Lucas Bezerra (BRA), Giuliano Arreyes (ARG)

6ª João Ferreira (BRA), Valentin Neves (BRA), Kayki Araujo (BRA), Denisson Santos (BRA)

7ª Patrick Plachi (BRA), José Eduardo (BRA), Facundo Arreyes (ARG), Lucas Isaias (BRA)

8ª Miguel Tudela (PER), Heitor Mueller (BRA), Arthur Alves (BRA), Mariano Arreyes (ARG)

9ª Noel De La Torre (CHL), Luciano Brulher (BRA), Thiago Eduardo (BRA), Glauciano Rodrigues (BRA)

10: Samuel Igo (BRA), Fabrício Rocha (BRA), Caetano Vargas (BRA), Marcos Aurelio Alves (BRA)

11: Pericles Dimitri (BRA), Daniel Adisaka (BRA), Pedro Amorim (BRA), Pedro Araujo (BRA)

12: Theo Fresia (BRA), Israel Junior (BRA), Cauet Frazão (BRA), Gabriel Ramos (BRA)

13: Rodrigo Saldanha (BRA), Yagê Araujo (BRA), Philippe Neves (BRA), Jannifer de Sousa (BRA)

14: Eric Bahia (BRA), Thiago Guimarães (BRA), Luan Ferreyra de Assis (BRA), Gustavo Henrique (BRA)

15: Alan Jhones (BRA), Daniel Templar (BRA), Wallace Vasco (BRA), Samuel José Alves (BRA)

16: Gustavo Borges (BRA), Giovani Pontes (BRA), Willian Feiden (BRA), Murilo Brandt (BRA)

Segunda fase – entrada dos 32 pré-classifcados pelo ranking da WSL
3º=65º lugar (160 pts) e 4º=81º lugar (120 pts)

1ª Hizunomê Bettero (BRA), Kauê Germano (BRA)

2ª Fernando Junior (BRA), Luan Wood (BRA)

3ª Alan Donato (BRA), Niccolas Padaratz (BRA)

4ª Luan Carvalho (BRA), Igor Moraes (BRA)

5ª Gustavo Dvorquez (CHL), Leon De La Torre (CHL)

6ª Matheus Navarro (BRA), Luan Hanada (BRA)

7ª Krystian Kymerson (BRA), Artur Silva (BRA)

8ª Mateus Herdy (BRA), Diego Aguiar (BRA)

9ª Pedro Dib (BRA), Roberto Araki (CHL)

10: Ryan Kainalo (BRA), Mateus Sena (BRA)

11: Santiago Muniz (ARG), Manuel Selman (CHL)

12: Vitor Ferreira (BRA), Deyvson Santos (BRA)

13: Pedro Neves (BRA), Felipe Oliveira (BRA)

14: Wesley Leite (BRA), Kim Matheus (BRA)

15: Luel Felipe (BRA), Pedro Bianchini (BRA)

16: Cauã Costa (BRA), Douglas Silva (BRA)

Terceira fase – entrada dos 32 principais cabeças de chave
3º=33º lugar (200 pts) e 4º=49º lugar (180 pts)

1ª Caio Ibelli (BRA), Lucas Vicente (BRA)

2ª Willian Cardoso (BRA), Renan Pulga (BRA)

3ª Weslley Dantas (BRA), Robson Santos (BRA)

4ª Alex Ribeiro (BRA), José Gundesen (ARG)

5ª Ian Gouveia (BRA), Leandro Usuna (ARG)

6ª Thiago Camarão (BRA), Leo Casal (BRA)

7ª Alejo Muniz (BRA), Rafael Teixeira (BRA)

8ª Yago Dora (BRA), Arthur Maximo (BRA)

9ª Adriano de Souza (BRA), Lucas Chianca (BRA)

10: Michael Rodrigues (BRA), Eduardo Motta (BRA)

11: Alonso Correa (PER), Bino Lopes (BRA)

12: João Chianca (BRA), Marcos Correa (BRA)

13: Wiggolly Dantas (BRA), Marco Fernandez (BRA)

14: Samuel Pupo (BRA), Jessé Mendes (BRA)

15: Uriel Sposaro (BRA), Victor Bernardo (BRA)

16: Jadson André (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Chamada nesta sexta (11) às 11h30 (de Brasília). Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.

    Gabriel Medina foi vice-campeão do Fiji Pro 2026, encerrado nesta quinta-feira (3), em Cloudbreak. O tricampeão mundial chegou à decisão depois de uma grande campanha nas ondas pesadas da etapa, mas foi superado pelo norte-americano Cole Houshmand. O resultado marca uma forte recuperação do brasileiro, que vinha de eliminações na primeira fase nas duas etapas anteriores, no Brasil e no Taiti, e agora sobe para a quarta colocação no ranking mundial. A final ganhou emoção na segunda metade. Houshmand abriu vantagem e chegou a 16,87 pontos, deixando Medina em combinação. O brasileiro respondeu com a melhor onda da decisão: entubou com profundidade, acelerou por dentro, atravessou diferentes seções e saiu limpo para receber nota 10. Medina voltou à disputa, mas Houshmand, com a prioridade, controlou os cinco minutos finais e garantiu o terceiro título de sua carreira no Championship Tour. “Sair daquele tubo na final foi a melhor sensação. Eu estava esperando por aquela onda e estou muito feliz por ter conseguido o 10. Me sinto bem por ter chegado à final com o Cole. Ele é um bom amigo e vem surfando muito. Estou muito feliz de estar aqui e feliz pelo Cole também. Hoje foi incrível”, disse Medina. Medina, bicampeão em Fiji, buscava a terceira vitória em sua quarta final no evento. No dia decisivo, marcou 9,33 nas quartas, somou duas notas acima de 9 para chegar a 19,04 pontos na semifinal e fechou a campanha com o 10 na decisão. No feminino, Erin Brooks conquistou o título sem entrar na água na final, depois que Isabella Nichols desistiu da disputa por causa de uma lesão no tornozelo sofrida na semifinal. A canadense de 19 anos, que também venceu no Taiti, chegou ao segundo triunfo consecutivo no CT e à segunda vitória da carreira em Fiji. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por People On Tour (@peopleontour) Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Cole Houshmand (EUA) 15.17 x 12.70 Ethan Ewing (AUS)3 – Yago Dora (BRA) 15.40 x 13.67 Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.27 x 11.66 Alan Cleland (MEX)5 – Morgan Cibilic (AUS) 14.34 x 13.17 João Chianca (BRA)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) 11.06 x 9.17 Eli Hanneman (HAV)7 – Callum Robson (AUS) 9.10 x 8.94 Liam O’Brien (AUS)8 – Jake Marshall (EUA) 13.17 x 7.33 George Pittar (AUS)9 – Italo Ferreira (BRA) 12.70 x 10.56 Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) 16.40 x 16.00 Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) 13.50 x 12.73 Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) 15.17 x 9.73 Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) 12.26 x 10.70 Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) 16.17 x 10.43 Crosby Colapinto (EUA)15 – Barron Mamiya (HAV) 13.87 x 10.50 Jack Robinson (AUS)16 – Gabriel Medina (BRA) 13.94 x 9.83 Joel Vaughan (AUS) Round 3 1 – Cole Houshmand (EUA) 10.17 x 4.00 Seth Moniz (HAV)2 – Yago Dora (BRA) 14.40 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)3 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.43 Morgan Cibilic (AUS)4 – Callum Robson (AUS) 10.50 x 8.77 Jake Marshall (EUA)5 – Connor O’Leary (JAP) 14.33 x 7.27 Italo Ferreira (BRA)6 – Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x 12.60 Samuel Pupo (BRA)7 – Kauli Vaast (FRA) 19.07 x 11.17 Miguel Pupo (BRA)8 – Gabriel Medina (BRA) 13.77 x 13.33 Barron Mamiya (HAV) Quartas de final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.13 x 13.27 Yago Dora (BRA)2 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.10 x 10.94 Callum Robson (AUS)3 – Griffin Colapinto (EUA) 13.00 x 10.50 Connor O’Leary (JAP)4 – Gabriel Medina (BRA) 15.66 x 7.33 Kauli Vaast (FRA) Semifinais 1 – Cole Houshmand (EUA) 17.10 x 11.33 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 19.04 x 14.57 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.87 x 15.17 Gabriel Medina (BRA) Feminino Round 1 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ) Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) 12.13 x 11.50 Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14.60 x 9.00 Luana Silva (BRA)3 – Vahine Fierro (FRA) 11.67 x 10.43 Sawyer Lindblad (EUA)4 – Erin Brooks (CAN) 10.83 x 6.00 Caroline Marks (EUA)5 – Yolanda Hopkins (POR) 10.17 x 9.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Isabella Nichols (AUS) 11.60 x 8.93 Nadia Erostarbe (ESP)7 – Brisa Hennessy (CRC) 8.57 x 5.67 Molly Picklum (AUS)8 – Lakey Peterson (EUA) 13.10 x 8.04 Francisca Veselko (POR) Quartas de final 1 – Carissa Moore (HAV) 14.34 x 11.00 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Erin Brooks (CAN) 11.10 x 10.67 Vahine Fierro (FRA)3 – Isabella Nichols (AUS) 9.67 x 6.77 Yolanda Hopkins (POR)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.83 x 7.47 Lakey Peterson (EUA) Semifinais 1 – Erin Brooks (CAN) 11.84 x 9.97 Carissa Moore (HAV)2 – Isabella Nichols (AUS) 10.67 x 10.50 Brisa Hennessy (CRC) Final 1 – Erin Brooks (CAN) vence Isabella Nichols (AUS) por lesão

    Com nota 10 na final, tricampeão mundial Gabriel Medina fica com o vice em Fiji, sobe para quarto no ranking e retoma protagonismo no circuito. Cole Houshmand e Erin Brooks vencem o campeonato.