Saquarema Surf Festival

Abertura com boas ondas

Peterson Crisanto bate recordes de nota e pontos do primeiro dia de disputas do Saquarema Surf Festival.
Saquarema Surf Festival, Praia de Itaúna

A terceira edição do Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, apresentado pela Prefeitura de Saquarema, abriu a etapa masculina do QS 5000 na segunda-feira de boas ondas na Praia de Itaúna.

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O dia começou com a Triagem do Circuito Banco do Brasil de Surfe para jovens surfistas do Rio de Janeiro. Depois, foram realizadas as oito baterias da primeira fase do QS 5000 e as oito primeiras da segunda fase, quando o paranaense Peterson Crisanto fez os recordes do dia – nota 8,17 e 14,67 pontos.

O argentino Nacho Gundesen e os paulistas Wiggolly Dantas e Renan Peres também se destacaram e o QS 5000 masculino prossegue nesta terça-feira, a partir das 8h00, ao vivo da Capital Nacional do Surf pelo WorldSurfLeague.com e TikTok da WSL Brasil.

A triagem promovida pelo Circuito Banco do Brasil de Surfe, para jovens surfistas do Rio de Janeiro da nova geração, abriu a segunda-feira de boas ondas na Praia de Itaúna. Eram 16 convidados – oito na categoria masculina e oito na feminina – para disputar duas vagas para o QS 5000 do Saquarema Surf Festival, sem precisar pagar a inscrição no evento. Quem ficou nas duas primeiras posições em cada uma das duas baterias com quatro surfistas, se classificou para as finais da triagem.

A decisão masculina foi a primeira a entrar no mar, com o niteroiense Caio Knappi, 19 anos, e o saquaremense Rickson Falcão, 15 anos, ganhando as vagas para o QS 5000 de outros dois surfistas de 16 anos de idade.

Em terceiro lugar ficou Caique Nunes, que é de Saquarema e também é atleta do Centro de Treinamento Leo Neves como Rickson, com Gabriel Dantas da capital carioca ficando em quarto lugar. Caio Knappi foi quem tirou a maior nota – 7,33 – da triagem masculina.

“Graças a Deus, me classifiquei para o Evento Principal. Consegui achar boas ondas e ganhei a vaga. É a primeira vez que vou participar de um evento do Qualifying Series e foi muito irado essa triagem do Banco do Brasil. Incentivou total os atletas e vamos para cima”, disse Caio Knappi, que depois acabou eliminado na bateria que fechou a primeira fase do Saquarema Surf Festival.

Já o vice-campeão da Triagem do Circuito Banco do Brasil, Rickson Falcão, venceu duas baterias do QS 5000 na segunda-feira. Ele já passou para a rodada de estreia dos principais cabeças de chave do Saquarema Surf Festival e destacou a chance que ganhou com a iniciativa do Banco do Brasil: “Foi irado valorizar o surfe local, ainda mais para a galera que não tem condições de bancar a inscrição. Foi muito legal e parabéns ao Banco do Brasil pela iniciativa”.

Na categoria feminina, a vencedora da Triagem do Circuito Banco do Brasil foi Laiz Costa, 17 anos, irmã mais jovem da campeã brasileira Yanca Costa e do bicampeão da categoria Junior do Saquarema Surf Festival, Cauã Costa.

Eles são cearenses, mas há muitos anos moram no Recreio dos Bandeirantes, na capital carioca. Laiz ficou emocionada na entrevista ao vivo: “Eu só tenho que agradecer por essa oportunidade e estou muito feliz em estar aqui com minha família”, disse, com lágrimas no rosto.

Laiz Costa foi para a quinta das oito baterias da primeira fase, em que foram divididas as 32 participantes do Saquarema Surf Festival. Ela vai enfrentar as catarinenses Isabelle Nalu, Maya Carpinelli e a paulista Julia Santos.

A outra classificada da triagem foi Aysha Ratto, 16 anos, que superou duas surfistas de apenas 15 anos, Paloma Olivero, que também é de Búzios e Sarah Ozorio, do Recreio dos Bandeirantes. Aysha foi para a primeira bateria do QS 5000, da paulista Sophia Medina, a saquaremense Kayane Reis e a carioca Mariana Areno.

Início do QS 5000 – Logo após a Triagem, foi iniciada a terceira edição do Saquarema Surf Festival em memória ao bicampeão brasileiro Leo Neves. Neste ano, o evento está abrindo o Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, que ainda vai promover outras quatro etapas do Qualifying Series. A de Saquarema é a única com status QS 5000 e ela já começou quente, com o vice-líder do ranking regional da temporada 2023/2024 da WSL South America estreando na primeira bateria.

O argentino Nacho Gundesen poderia ser um dos 32 cabeças de chave que só estreiam na terceira fase do QS 5000. Mas, não fez sua inscrição dentro do prazo, então teve que entrar na rodada inicial. “O que aconteceu foi que eu estava na equipe da Argentina para o Pan-americano, mas o cancelamento do QS 5000 de Alagoas, me fez tomar a decisão de vir pra cá. Acabei fazendo a inscrição depois do prazo, mas são mais duas baterias para soltar o surfe, poder testar a prancha e surfar nesse dia, que tem altas ondas. A gente ama competir, então são mais duas baterias para ser feliz”.

E Nacho Gundesen foi realmente feliz nas boas ondas da segunda-feira, com direitas e esquerdas abrindo paredes perfeitas na Praia de Itaúna, para usar a borda da prancha nas manobras. Ele ganhou a primeira bateria por 14,30 pontos, somando uma nota 7,87.

Depois, competiu de novo na abertura da segunda fase do Saquarema Surf Festival e conseguiu 7,50 na sua melhor onda, para vencer por 14,00 pontos e chegar na rodada de estreia dos cabeças de chave, que era onde deveria estar pela sua posição no ranking das três etapas da WSL South America já disputadas.

“Saquarema é um lugar que favorece o meu surfe, tem uma onda forte e o power surf é o meu forte”, destacou Nacho Gundesen. “Eu consegui pegar boas ondas nas baterias, umas direitas bem boas para mandar as manobras e estou feliz que deu tudo certo. Tentei ficar o mais solto possível, para soltar o nervosismo das primeiras baterias e também testar as pranchas, pegando esquerdas e direitas. O primeiro dia já foi, agora é descansar e me preparar para as próximas baterias”.

Campeão em Saquarema – No ano passado, Nacho Gundesen foi o recordista de nota da segunda edição do Saquarema Surf Festival, com o 9,00 que ele recebeu na quarta fase do evento. Na segunda-feira, a nota 7,87 e os 14,30 pontos que conseguiu na sua primeira bateria, chegaram a encabeçar a lista de recordes do dia, que depois foram batidos.

O experiente Wiggolly Dantas, que já venceu uma etapa do Qualifying Series em Saquarema em 2014, quando se classificou para a elite do CT, estreou na primeira fase totalizando 14,33 pontos, com a nota 7,50 da sua melhor onda.

“Saquarema é um lugar muito especial para mim. Foi onde me classifiquei pro CT e me sinto muito à vontade aqui, tem uma onda forte e estou muito focado nesse evento”, disse Wiggolly Dantas, que competiu logo após seu irmão, Weslley Dantas, vencer sua primeira bateria também.

“Eu vim com meu irmão para competir aqui, estou surfando bem e com uma expectativa boa para esse evento. Minhas pranchas estão mágicas, eu consegui achar umas ondas boas, fazer manobras fortes e estou muito feliz em estar aqui em Saquarema competindo em mais um ano”.

Maior nota – Na segunda fase, quando entram mais 48 surfistas pré-classificados pelas posições no ranking da World Surf League, novos recordes foram registrados na terceira edição do Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves.

O paulista Renan Peres, o Pulga, destruiu uma onda com uma série de manobras executadas com pressão e velocidade, que arrancaram nota 8,17 dos juízes. Ele era um dos estreantes da segunda fase e venceu sua primeira bateria por 14 pontos.

“A onda veio muito boa, muito limpa, a face da onda estava bem lisa e eu consegui soltar o surfe”, disse Renan Pulga, que falou mais sobre a maior nota do campeonato. “Eu fiz duas rasgadas boas e tentei não bater prancha, linquei para o inside e consegui mandar uma batida chutando na junção. Mas, basicamente, a onda em si, foi fácil de ler, porque ela veio muito perfeita, abrindo tudo. Em nenhum momento, ela correu pra fechar e acho que isso ajudou para esse high-score”.

Recordista do dia – Três baterias depois, o paranaense Peterson Crisanto também detonou uma onda, que recebeu a mesma nota 8,17 dos juízes. Mas, ele ainda achou outra boa para surfar e se tornar o recordista absoluto do primeiro dia do Saquarema Surf Festival. Peterson somou uma nota 6,50 para aumentar o maior somatório do campeonato, de 14,33 para 14,67 pontos.

Outro ex-top da elite mundial do CT como ele, avançou em segundo lugar, o carioca Pedro Henrique, que voltou a morar em Saquarema depois de alguns anos residindo em Portugal.

“Na verdade, o mar está até mais difícil agora, com a maré cheia. Mas, graças a Deus, consegui abrir a bateria com uma nota excelente, 8,17”, disse Peterson Crisanto. “Eu já estava olhando aquela direita ali. Fiquei o dia inteiro na praia e o mar muda bastante, mas tive a felicidade de achar a onda certa. Logo em seguida, tirei um 6,50 e estou feliz, porque o dia foi bem longo. Estou sem um patrocinador principal, o que dificulta correr o QS, mas conseguir vir pra cá na última hora e esse evento é bem importante. Então, vou dar meu máximo para fazer um bom resultado”.

Outra atração do primeiro dia foi o campeão mundial de ondas gigantes, Lucas Chumbo Chianca, que passou as duas baterias que disputou na segunda-feira. O Saquarema Surf Festival é a primeira etapa com status QS 5000 de pontuação máxima da temporada 2023/2024 da WSL South America.

Já aconteceram três de 1.000 pontos no Equador, Argentina, Equador, então esse QS 5000 do Brasil vai modificar bastante o ranking. O evento esse ano também abre o Circuito Banco do Brasil de Surfe, que terá mais quatro etapas. A próxima é o QS 1000 na Praia do Ferrugem, em Garopaba, Santa Catarina, nos dias 4 a 7 de maio, na semana seguinte à da etapa de Saquarema.

Ativações abertas – Na segunda-feira, também já foram iniciadas as ativações dos patrocinadores e apoiadores do Saquarema Surf Festival 2023. No estande da Prefeitura de Saquarema, a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Turismo, oferece aos visitantes um óculos de realidade virtual para sentirem a sensação de praticar esportes como surfe, skate e paramotor. No estande do Banco do Brasil, tem Prancha Elástica BB, Toy Art Premiado e outras atrações, com quadras de vôlei de praia, beach tênis, futmesa, além de área Kids e aulas de Yoga e Fitdance para o público.

Outro patrocinador oficial do Saquarema Surf Festival, o G-Shock, está fazendo demonstração da sua linha de relógios, distribuindo brindes e todos poderão usufruir de um Balanço Instagramavel. E na área VIP da enorme arena instalada nas areias da Praia de Itaúna, está sendo servida a Cerveja Enseada com chopeiras exclusivas da marca, além dos chips de milho da Garytos, 100% veganos e livres de glúten. Durante a semana, também haverá ações ambientais da Blue Birds e um estande da ONG Pró Criança Cardíaca, que está distribuindo brindes exclusivos para os visitantes.

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar etapas masculinas e femininas do Qualifying Series, Pro Junior Sub-20 e Longboard. A Prefeitura Municipal de Saquarema apresenta o evento patrocinado pelo Banco do Brasil e G-Shock, com apoio de Garytos, New Era, Cerveja Enseada e parceria institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema, Blue Flag, Blue Birds e Pró Criança Cardíaca. A competição será transmitida ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e também pelo TikTok da WSL Brasil.

Sobre a213 Sports – Fundada por Pedro Dau de Mesquita, Yuri Binder, Bernardo Montenegro e Marcelo Montenegro, a 213 Sports nasceu no ano de 2012. Em 2021, a agência foi adquirida pela V3A e, desde então, responde como vertical de esportes, que integra o pilar de Ventures da companhia.

Focada em marketing esportivo, a 213 Sports já realizou mais de 70 projetos para marcas globais e locais, impactando mais de 50 milhões de pessoas no Brasil e no mundo. A 213 Sports vê o esporte como uma plataforma de engajamento e conexão com forte apelo emocional entre as marcas e consumidores, resultando em uma experiência única de sportainment.

Insights estratégicos alinhados com o posicionamento da marca, excelência na execução e resultados mensuráveis com retorno social, sempre que possível, são as bases que sustentam a excelência da 213 Sports. Responsável por inúmeros cases, a agência se destaca com os projetos: Oi Rio Pro, Sephora Beauty Run, Ceará Kite Pro, WSL House, CamelBak Mountain Race, Casa On Running, Praia Para Todos, Pelé Academia, Saquarema Surf Festival, WTR, Red Bull Pool Clash, SLS Super Crown World Championship, entre outros.

Triagem do Circuito Banco do Brasil de Surfe
Final Masculina

1o: Caio Knappi (RJ) por 10,93 pontos = notas 7,33+3,60
2o: Rickson Falcão (RJ) com 8,50 pontos = 4,93+3,57
3o: Caique Nunes (RJ) com 7,54 pontos = 3,87+3,67
4o: Gabriel Dantas (RJ) com 4,43 pontos = 2,93+1,50

Semifinais

1a: 1-Caio Knappi (RJ), 2-Caique Nunes (RJ), 3-Nathan Hereda (RJ), 4-Diego Templar (RJ)
2a: 1-Rickson Falcão (RJ), 2-Gabriel Dantas (RJ), 3-Sany Oliveira (RJ), 4-Kauai Marinho (RJ)

Final Feminina

1a: Laiz Costa (RJ) por 10,47 pontos – notas 6,67+3,80
2a: Aysha Ratto (RJ) com 7,13 pontos = 3,80+3,33
3a: Sarah Ozorio (RJ) com 5,70 pontos = 3,03+2,67
4a: Paloma Olivero (RJ) com 4,74 pontos = 2,87+1,87

Semifinais

1a: 1-Paloma Olivero (RJ), 2-Laiz Costa (RJ), 3-Leticia Calleia (RJ), 4-Allany Tuze (RJ)
2a: 1-Aysha Ratto (RJ), 2-Sarah Ozorio (RJ), 3-Luana Paes (RJ), 4-Sofia Tinoco (RJ)

Resultados da segunda-feira
Primeira Fase do QS 5000 

1a: 1-Nacho Gundesen (ARG), 2-João Artur de Holanda (BRA), 3-Luã da Silveira (BRA)
2a: 1-Lucas Chianca (BRA), 2-Santiago Medeiro (URU), 3-Ryan Martins (BRA), 4-Tab Textor (EUA)
3a: 1-Peterson Crisanto (BRA), 2-Gustavo Henrique (BRA), 3-JP Ferreira (BRA), 4-Matheus Neves (BRA)
4a: 1-Rickson Falcão (BRA), 2-Yan Guimarães (BRA), 3-Ryan Coelho (BRA), 4-Eduardo Motta (BRA)
5a: 1-Weslley Dantas (BRA), 2-Kailani Renno (BRA), 3-Marcell Neves (BRA)
6a: 1-Wiggolly Dantas (BRA), 2-Edher Reis (BRA), 3-Murillo Coura (BRA), 4-Rene Enrique Ojeda (VEN)
7a: 1-Gabriel Arturo Vargas (PER), 2-Adrian de Osma (PER), 3-Pedro Martins (BRA)
8a: 1-Daniel Adisaka (BRA), 2-João Lucas Bessy (BRA), 3-Caio Knappi (BRA), 4-Deyvson Santos (BRA)

Segunda Fase do QS 5000 

1a: 1-Nacho Gundesen (ARG), 2-Pedro Amorim (BRA), 3-Hedieferson Junior (BRA), 4-Guilherme Luz (BRA)
2a: 1-Renan Peres (BRA), 2-Nazareno Pereyra (ARG), 3-João Artur de Holanda (BRA), 4-Derek Souza (BRA)
3a: 1-Diego Aguiar (BRA), 2-Lucas Chianca (BRA), 3-Luiz Mendes (BRA), 4-Lucas Ribas (BRA)
4a: 1-Luan Carvalho (BRA), 2-Magno Pacheco (BRA), 3-Felipe Ximenes (BRA), 4-Santiago Medeiro (URU)
5a: 1-Peterson Crisanto (BRA), 2-Pedro Henrique (BRA), 3-Giovani Pontes (BRA), 4-Luan Ferreyra (BRA)
6a: 1-Gustavo Henrique (BRA), 2-Samuel Joquinha (BRA), 3-Vitor Valentim (BRA), 4-Guilherme Fernandes (BRA)
7a: 1-Rickson Falcão (BRA), 2-Hizunome Bettero (BRA), 3-Anderson da Silva (BRA), 4-Takeshi Oyama (BRA)
8a: 1-Thiago Meneses (BRA), 2-Yan Guimarães (BRA), 3-Nicolas Hermida (BRA), 4-Kayan Medeiros (BRA)

Baterias desta terça-feira
Segunda Fase

9a: Cauet Frazão (BRA), Patrick Plachi (BRA), Igor Shibata (BRA), Weslley Dantas (BRA)
10: Alex Ribeiro (BRA), Flavio Nakagima (BRA), Facundo Rondi (ARG), Kailani Renno (BRA)
11: Uriel Sposaro (BRA), Daniel Matos (BRA), Diego Brigido (BRA), Wiggolly Dantas (BRA)
12: Caetano Vargas (BRA), Ivo Gothardo (BRA), Facundo Arreyes (BRA), Edher Reis (BRA)
13: Felipe Oliveira (BRA), Guilherme Carvalho (BRA), Pedro Araujo (BRA), Gabriel Arturo Vargas (PER)
14: Cauã Gonçalves (BRA), Lukas Camargo (BRA), Sergio Luan (BRA), Adrian de Osma (PER)
15: José Francisco (BRA), Kainan Meira (BRA), Gabriel Paiva (BRA), Daniel Adisaka (BRA)
16: Fabricio Rocha (BRA), Wallace Vasco (BRA), Yan Sondahl (BRA), João Lucas Bessy (BRA)

Terceira Fase

1a: Rafael Teixeira (BRA), Luan Hanada (BRA), Nacho Gundesen (ARG), Nazareno Pereyra (ARG)
2a: Alan Jhones (BRA), Lucas Vicente (BRA), Renan Peres Pulga (BRA), Pedro Amorim (BRA)
3a: Douglas Silva (BRA), Tomas Lopez Moreno (ARG), Diego Aguiar (BRA), Magno Pacheco (BRA)
4a: Leo Casal (BRA), Wesley Leite (BRA), Luan Carvalho (BRA), Lucas Chianca (BRA)
5a: Gabriel Klaussner (BRA), Cauã Costa (BRA), Peterson Crisanto (BRA), Samuel Joquinha (BRA)
6a: Vitor Ferreira (BRA), Philippe Neves (BRA), Gustavo Henrique (BRA), Pedro Henrique (BRA)
7a: Rodrigo Saldanha (BRA), Luan Wood (BRA), Rickson Falcão (BRA), Yan Guimarães (BRA)
8a: Ian Gouveia (BRA), Arthur Máximo (BRA), Thiago Meneses (BRA), Hizunome Bettero (BRA)
9a: Ryan Kainalo (BRA), Raoni Monteiro (BRA), 1.o da 9.a e 2.o da 10.a
10: Valentin Neves (BRA), Eric Bahia (BRA), 1.o da 10.a e 2.o da 9.a
11: Heitor Mueller (BRA), Daniel Templar (BRA), 1.o da 11.a e 2.o da 12.a
12: Caio Costa (BRA), Mateus Sena (BRA), 1.o da 12.a e 2.o da 11.a
13: Mateus Herdy (BRA), Pedro Neves (BRA), 1.o da 13.a e 2.o da 14.a
14: Samuel Igo (BRA), Luel Felipe (BRA), 1.o da 14.a e 2.o da 13.a
15: Igor Moraes (BRA), Kaue Germano (BRA), 1.o da 15.a e 2.o da 16.a
16: Lucas Silveira (BRA), Matheus Navarro (BRA), 1.o da 16.a e 2.o da 15.a

Primeira Fase Feminino

1a: Sophia Medina (BRA), Kayane Reis (BRA), Mariana Areno (BRA), Aysha Ratto (BRA)
2a: Yanca Costa (BRA), Sophia Gonçalves (BRA), Bruna Carderelli (BRA), Taís Almeida (BRA)
3a: Kiany Hyakutake (BRA), Brianna Bartelmess (PER), Yasmin Neves (BRA), Sofia Artieda (PER)
4a: Laura Raupp (BRA), Vera Jarisz (ARG), Monik Santos (BRA), Maya Karl (PRI)
5a: Isabelle Nalu (BRA), Julia Santos (BRA), Maya Carpinelli (BRA), Laiz Costa (BRA)
6a: Juliana dos Santos (BRA), Naire Marquez (BRA), Sol Carrion (BRA), Camila Sanday (BRA)
7a: Kalea Gervasi (PER), Karol Ribeiro (BRA), Luara Mandelli (BRA), Yasmin Dias (BRA)
8a: Tainá Hinckel (BRA), Kemily Sampaio (BRA), Rafaella Montesi (CHL), Ana Luiza (BRA)

Baterias do Pro Junior do Saquarema Surf Festival
Primeira Fase

1a: Eduardo Mulford (BRA), João Artur (BRA), Fadul Ryan (BRA)
2a: Luiz Neiva da Silva (BRA), Pablo Gabriel da Silva (BRA), Yuri Machado (BRA), Ryan Martins (BRA)
3a: Gabriel Paiva (BRA), Lucas di Giorge (BRA), Kailani Renno (BRA)
4a: Matheus Neves (BRA), Miguel Ferraz (BRA), Murillo Coura (BRA)

Segunda Fase

1a: Cauet Frazão (BRA), Luan Ferreyra (BRA), Patrick Plachi (BRA), 1.o da 1.a bateria da 1.a fase
2a: Igor Shibata (BRA), Tomas Goransky (ARG), João Ferreira (BRA), 2.o da 1.a bateria
3a: Marcell Neves (BRA), Guilherme Ferreira (BRA), Antonio Carvalho (BRA), 1.o da 2.a
4a: Adrian de Osma (PER), Luiz Mendes (BRA), Sunny Pires (BRA), 2.o da 2.a
5a: Nazareno Pereyra (ARG), Luis Henrique Araujo (BRA), Pedro Rian (BRA), 1.o da 3.a
6a: Guilherme Carvalho (BRA), Ryan Coelho (BRA), Lukas Camargo (BRA), 2.o da 3.a
7a: Lucas Ribas (BRA), Kayan Medeiros (BRA), Guilherme Fernandes (BRA), 1.o da 4.a
8a: Takeshi Oyama (BRA), Diego Brigido (BRA), Yan Feder (BRA), 2.o da 4.a

Terceira Fase

1a: Ryan Kainalo (BRA), Rafael Lutfy (BRA), 1.o da 1.a bateria da 2.a fase e 2.o da 2.a
2a: Rodrigo Saldanha (BRA), Samuel Joquinha (BRA), 1.o da 2.a e 2.o da 1.a
3a: Diego Aguiar (BRA), Leo Casal (BRA), 1.o da 3.a e 2.o da 4.a
4a: Caio Costa (BRA), Kainan Meira (BRA), 1.o da 4.a e 2.o da 3.a
5a: Heitor Mueller (BRA), Rickson Falcão (BRA), 1.o da 5.a e 2.o da 6.a
6a: Renan Rodrigues (BRA), Philippe Neves (BRA), 1.o da 6.a e 2.o da 5.a
7a: Fabricio Rocha (BRA), Gabriel Klaussner (BRA), 1.o da 7.a e 2.o da 8.a
8a: Cauã Costa (BRA), Cauã Gonçalves (BRA), 1.o da 8.a e 2.o da 7.a

Primeira Fase Feminina

1a: Laura Raupp (BRA), Yasmin Dias (BRA), Alexia Monteiro (BRA)
2a: Vera Jarisz (ARG), Mariana Areno (BRA), Ana Luiza (BRA), Sofia Tinoco (BRA)
3a: Isabelle Nalu (BRA), Sofia Artieda (PER), Yasmin Neves (BRA)
4a: Kalea Gervasi (PER), Rafaela Montesi (CHL), Allany Tuze (BRA)
5a: Tainá Hinckel (BRA), Luara Mandelli (BRA), Kemily Sampaio (BRA)
6a: Sophia Gonçalves (BRA), Kiany Hyakutake (BRA), Maya Karl (PRI), Paloma Pardo (BRA)
7a: Naire Marquez (BRA), Briana Barthelmess (PER), Sol Carrion (BRA)
8a: Sophia Medina (BRA), Camila Sanday (PER), Maya Carpinelli (BRA)

Baterias do Longboard do Saquarema Surf Festival
Primeira Fase Masculina

1a: Yam Wisman (BRA), Antonio Pedro Robles (BRA), Pedro Bento Carvalho (BRA)
2a: Romoaldo Nascimento (BRA), Alexandre Escobar (BRA), Phil Rajzman (BRA), Jonas Lima (BRA)
3a: Pedro França (BRA), Anderson Silva (BRA), Lucas Gonçalves Salomone (BRA), Eduardo Bage (BRA)
4a: Matias Maturano (PER), Rodrigo Sousa (BRA), Jeferson da Silva (BRA)

Primeira Fase Feminina

1a: Evelin Neves (BRA), Patrycja Orlowska (POL), Julia Vianna (BRA)
2a: Ayllar Cinti (BRA), Maria Clara Santos (BRA), Lara Pestana (BRA), Luana Soares (BRA)

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    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quinta-feira (21) às 4h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) Semifinais 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Caitlin Simmers (EUA)2 – Lakey Peterson (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    Próxima chamada para possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quinta-feira (22) às 4h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.