Saquarema Pro 2023

Funil aperta em Itaúna

Mais duas vagas masculinas para o CT 2024 são confirmadas nesta segunda-feira (16) no Saquarema Pro. Mateus Herdy, Samuel Pupo, Michael Rodrigues e Luana Silva seguem na briga por lugares na elite. Deivid Silva perde, mas ainda sonha com um lugar na primeira divisão do surfe.
Saquarema Pro, Praia de Itaúna (RJ)

A luta por vagas na elite mundial de 2024 foi intensa nesta segunda-feira (16) no Saquarema Pro, a sexta e última etapa do circuito Challenger Series na temporada. O Point de Itaúna quebrou de gala e os atletas Crosby Colapinto e Frederico Morais garantiram seus lugares no CT. Restam seis vagas para os homens e quatro para as mulheres. Mateus Herdy, Samuel Pupo, Michael Rodrigues e Luana Silva seguem vivos no evento e na briga por espaços entre os melhores do planeta. Deivid Silva perdeu, mas ainda sonha com um lugar na primeira divisão do surfe.

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Nesta segunda-feira, de direitas e esquerdas com 1,5 metro nas séries no Point de Itaúna, foram realizadas a segunda fase das mulheres e a terceira dos homens. O melhor brasileiro no dia foi Mateus Herdy. Ele é um dos sete surfistas do nosso país que seguem vivos na competição.

Mateus competiu na segunda bateria masculina do Round 3. A disputa começou com nota no critério excelente. Atual segundo colocado no ranking, já garantido na elite de 2024, Jacob Willcox castigou uma esquerda com três manobras, duas delas potentes, e abriu com 8.77 pontos. Seu conterrâneo, o australiano Jackson Baker, também largou bem. Ele rasgou e bateu na junção de uma direita e anotou 7.33. O norte-americano Jake Marshall também colocou pressão em Mateus Herdy com a nota 7.17, conquistada com performance numa esquerda.

O brasileiro garantiu 5.33 pontos na primeira atuação no duelo, e aos seis minutos chegou no critério excelente. Mateus executou um Alley Oop e uma batida na junção de uma direita para anotar 8.00 e assumir a segunda posição. O líder era Jackson, que marcou 6.60 em sua segunda onda. Jacob estava em terceiro tendo surfado apenas uma onda.

Jacob voltou para o segundo lugar pouco antes da metade do duelo, porém Mateus respondeu rapidamente. O brasileiro bateu forte de backside duas vezes numa esquerda, conquistou 8.33 pontos e foi para o primeiro lugar. Aos 18 minutos Jackson trocou de nota e aumentou a diferença para os últimos colocados. Jacob (3º) e Jake (4º) ainda tentaram reagir, mas não mudaram as posições na bateria e foram eliminados.

Jake chegou em Saquarema em quarto lugar no ranking e com a derrota na segunda fase não vai trocar sua pontuação na lista dos melhores. Jackson (11º) e Mateus (10º) já aumentaram seus números na corrida por vagas na elite.

“Quero só agradecer todo mundo que está torcendo por mim. Isso é muito irado. Na água a gente sente a galera gritando e depois na internet também, a galera compartilhando mensagens iradas”, disse Mateus Herdy. “Foi uma bateria muito boa de passar em primeiro. Todo mundo tinha notas altas, todos brigando pra entrar no CT, só o Jacob (Willcox) já tava classificado, então estou bem feliz por ter passado. A briga continua, então tenho que continuar também e vamos pra próxima”.


Michael faz a maior nota de um brasileiro no dia – Michael Rodrigues também venceu com autoridade nesta segunda-feira. Ele pegou três ondas na primeira metade da quinta bateria. O brazuca foi melhorando seu somatório a cada atuação. Pouco antes dos 15 minutos iniciais ele executou duas rasgadas e duas batidas de backside para colocar 7.83 no somatório. Ele, que havia marcado pouco antes 6.80, abriu larga vantagem no placar.

O convidado para a etapa, Cauã Costa, assumiu a segunda posição aos 18 minutos. O surfista executou três batidas e duas rasgadas para conquistar 6.83 pontos e jogar Miguel Pupo para o terceiro lugar. Jadson André ocupava a quarta posição.

Miguel reagiu quando restavam sete minutos. Ele necessitava de 6.70 pontos para assumir o segundo lugar. Com um layback e uma forte batida na junção de uma esquerda ele conquistou 8.57 e foi para a liderança. Michael só voltou a surfar quase no minuto final. Ele executou duas fortes batidas de backside, anotou 8.43 e voltou para a primeira posição. Essa foi a maior nota de um brasileiro no dia. Com a vitória Michael já começa a melhorar sua pontuação no ranking. Miguel compete na prova como convidado. Ele se machucou neste ano e recebeu um convite da WSL para participar do CT 2024.

Cauã Costa terminou em terceiro lugar e foi eliminado. Jadson André começou a temporada dentro do CT, sofreu uma lesão na primeira prova, em Pipeline, e não competiu mais na primeira metade do tour, ficando de fora da elite. Com a derrota no Saquarema Pro 2023 ele não tem mais chances de competir entre os melhores do mundo em 2024.

“Estou feliz, as coisas estão acontecendo e estou deixando tudo nas mãos de Deus”, disse Michael Rodrigues. “O meu trabalho eu já fiz em casa o ano todo e aqui só levo a sério, prestando atenção onde estão as melhores ondas para tentar dar meu máximo. Eu me preparo muito para isso, levo meu trabalho muito à sério e estou feliz de estar dando certo. É muito difícil competir com brasileiros. Eu prefiro com gringos, porque os brasileiros são realmente muito casca grossa, então estou feliz pela classificação”.


Samuel também segue vivo – O outro brasileiro ainda vivo na etapa que sonha com o CT 2024 é Samuel Pupo. Ele competiu na sétima bateria. Marco Mignot deu um gás forte no início da disputa. O francês anotou 6.50 pontos na sua primeira onda, e na terceira 7.50, após executar dois fortes ataques de backside numa esquerda. Após três ondas fracas, Samuel Pupo conseguiu uma boa nota aos dez minutos. Ele acelerou numa direita e voou com rotação completa. O brasileiro ainda bateu numa pequena junção. A performance valeu 7.17.

Depois do australiano Jarvis Earle (6.27) e do norte-americano Cole Houshmand (7.63) reagirem na bateria, aos 20 minutos, Samuel aumentou a diferença para os dois com uma batida, uma rasgada e outra pancada de backside numa esquerda (6.67).

Jarvis e Cole tentaram a virada quando faltavam seis minutos. O aussie pegou um tubo limpo de backside e na saída executou uma rasgada. Ele precisava de 7.57 pontos para seguir vivo na etapa e marcou 5.93. O norte-americano chegou forte na junção, bateu e executou um reverse. Ele necessitava de 6.21 para pegar o segundo lugar de Samuel, mas marcou 6.03.

O australiano seguiu ativo e surfou outras duas ondas na sequência. Uma delas, quando restavam três minutos, ele executou três batidas de frontisde. Ele ainda precisava de 7.57 pontos para vencer. A nota só foi divulgada após o término da bateria e os 6.17 não mudaram o resultado.

Marco, atual número 20 do ranking, venceu e Samuel, que está em 12º na lista dos melhores avançou em segundo lugar. Os dois estão nas oitavas de final. Cole lidera a corrida pelas vagas na elite e já tem a sua garantida. Jarvis ocupa a 58ª posição.

“Foi mais uma bateria difícil, com todo mundo surfando muito bem. Mas, estou feliz por ter achado umas ondas boas ali e vamos pra próxima”, disse Samuel Pupo. “A batalha continua. Tá todo mundo avançando e eu tinha que avançar também. Então é isso, vamos pra cima atrás desse objetivo”.


Convidado indigesto – A sexta bateria masculina da segunda-feira foi decidida no fim. O convidado para a etapa, Heitor Mueller, chegou no minuto final em primeiro lugar, com duas notas na casa dos cinco pontos (5.57 e 5.47) conquistadas com ataques na esquerda do Point de Itaúna. O segundo colocado era Deivid Silva, e o terceiro Eli Hanneman. Naquele momento o havaiano entrou numa direita, acelerou e voou alto com reverse. Ele precisava de 3.57 pontos para assumir a segunda posição. Deivid também conseguiu surfar antes do fim do duelo. Ele fez três batidas numa direita. Eli conquistou 6.67 e pulou para o primeiro lugar. Deivid passou a precisar de 6.51 para pegar a segunda posição de Heitor, porém conquistou apenas 4.53 e foi eliminado.

Eli chegou em Saquarema em sexto lugar no ranking, mas com a classificação para as oitavas de final vai aumentar bastante sua pontuação. Deivid, que está em quinto, aumentou 200 pontos. O francês Joan Duru, atual 16º colocado no ranking, também foi eliminado e não tem mais chances de competir no CT 2024.


Colapinto classificado – O primeiro classificado para a elite no dia foi Crosby Colapinto. O norte-americano passou em segundo lugar na quarta bateria, que foi vencida pelo havaiano Imaikalani deVault, autor do maior somatório da segunda-feira.

João Chianca caiu nesse duelo. O quarto melhor surfista do mundo em 2023, classificado para a elite de 2024, conseguiu assumir a segunda posição perto do fim, porém Crosby, que chegou em Saquarema como sexto colocado no ranking, ainda conseguiu reverter a situação e passar de fase.

Imaikalani venceu com 16.50 pontos no somatório. Na melhor apresentação ele voou com rotação completa e atingiu a junção da direita para anotar 9.00. Em último ficou o sul-africano Daniel Emslie.


Portugal no CT 2024 – O outro classificado para o CT nesta segunda-feira foi Frederico Morais. Ele competiu na última bateria do Round 3 masculino. Alejo Muniz, que ainda sonhava com classificação para a elite, estava performando bem nas esquerdas, mas antes da metade do confronto o português tomou o segundo lugar dele.

Aos 16 minutos o brasileiro foi pra direita e atuou de frontside e conseguiu retomar a segunda posição. Alejo executou um cutaback e acertou a junção. O brazuca precisava de 5.35 pontos para assumir o segundo lugar e marcou 5.77. O norte-americano Kade Matson era o líder da bateria. Na melhor atuação ele acertou duas fortes pancadas numa esquerda para colocar 8.50 no somatório. Na sequência ele conquistou 6.73 e se distanciou dos adversários no placar.

A bateria chegou nos nove minutos finais com Frederico em terceiro lugar. Ele necessitava de 5.03 pontos e com duas potentes batidas de backside na esquerda de Itaúna conquistou 7.07. A partir dali o brasileiro passou a buscar no mínimo 7.81, porém não conseguiu e foi eliminado. O australiano George Pittar, que também sonhava com a elite, também saiu do evento e da briga pelas vagas.

“Era o meu sonho este ano, de poder estar no CT competindo entre os melhores e representar Portugal no Tour é um orgulho”, disse Frederico Morais. “Eu trabalhei bastante, é um objetivo muito difícil porque o Challenger Series é um circuito supercomplicado, mas se nós acreditarmos, nós conseguimos e foi isso que fiz este ano. O Brasil sempre foi um lugar especial para mim, onde tenho grandes amigos que fiz durante a minha vida toda e esse lugar aqui é incrível. Obrigado a todos pelo carinho de sempre”.


Luana e Tainá nas oitavas – Luana Silva e Tainá Hinckel competiram juntas na sétima bateria feminina do dia. Tainá começou com a nota 2.67 pontos e aos quatro minutos executou uma batida na esquerda do Point de Itaúna e conquistou 5.50. Amuro Tsuzuki também surfou na mesma série, só que para a direita. A japonesa atingiu a junção com muita força e largou com 8.00.

A bateria chegou aos 18 minutos com Amuro na frente e Tainá em segundo lugar. Luana Silva e a portuguesa Teresa Bonvalot tinham notas baixas e ocupavam as duas últimas posições. Naquele momento entrou uma série. Luana foi pra direita e conseguiu 4.50 pontos, mas ela continuou em terceiro lugar. Teresa colocou 2.70 no somatório e seguiu em último. Já Tainá pegou outra esquerda, rasgou forte e bateu na junção. A performance valeu 6.33 e a liderança.

Luana cresceu na bateria quando restavam oito minutos para o fim. Naquele momento ela precisava de 4.14 pontos para passar de fase. A brasileira tinha a segunda prioridade e entrou numa direita. Ela inverteu a direção da prancha numa rasgada, depois rasgou novamente, bateu, executou um floater e atingiu o lip no inside. A atuação valeu 7.83, ela foi para a liderança da bateria e a japonesa caiu para o terceiro lugar. Amuro passou a precisar de 3.83 para pegar o segundo lugar. A surfista pegou uma direita e executou uma batida, porém os 3.67 não mudaram as posições no confronto.

A líder aumentou a diferença quando restavam três minutos para o fim. Luana foi pra esquerda e bateu duas vezes para aumentar seu somatório com a nota 5.03 pontos. Amuro ainda pegou outra direita, mas com uma rasgada anotou 2.43 e foi eliminada. Teresa Bonvalot ficou em último lugar e também se despediu do Saquarema Pro 2023.

“Estou me sentindo muito bem e feliz por estar aqui em Saquarema, para o último evento do ano”, disse Luana Silva, que mora no Havaí. “A minha família inteira está aqui, então estou curtindo bastante. A bateria foi meio tensa, mas estou feliz por conseguir fazer a virada no final. É muito difícil não pensar em qualificação (para o CT). Esse é o grande objetivo nesse evento, mas estou tentando manter o foco no presente, curtir meu tempo aqui e continuar surfando bem”.

As baixas brasileiras na categoria feminina foram Silvana Lima, Sophia Medina e Laura Raupp. Elas ficaram na quarta posição em suas baterias e estão fora do Saquarema Pro 2023.

Saquarema Pro 2023
Round 3 Masculino

1 Shion Crawford (HAV) 15.93, Mihimana Braye (FRA) 10.96, Jordan Lawler (AUS) 9.43, Reef Heazlewood (AUS) 7.17

2 Mateus Herdy (BRA) 16.33, Jackson Baker (AUS) 15.00, Jacob Willcox (AUS) 13.60, Jake Marshall (EUA) 12.94

3 Luke Thompson (AFR) 11.50, Nacho Gundesen (ARG) 10.03, Jett Schilling (EUA) 8.27, Joel Vaughan (AUS) 8.13

4 Imaikalani deVault (HAV) 16.50, Crobsy Colapinto (EUA) 12.27, João Chianca (BRA) 11.84, Daniel Emslie (AFR) 11.33

5 Michael Rodrigues (BRA) 16.26, Miguel Pupo (BRA) 14.74, Cauã Costa (BRA) 12.86, Jadson André (BRA) 12.37

6 Eli Hanneman (HAV) 11.60, Heitor Mueller (BRA) 11.04, Deivid Silva (BRA) 9.06, Joan Duru (FRA) 4.20

7 Marco Mignot (FRA) 14.00, Samuel Pupo (BRA) 13.84, Cole Houshmand (EUA) 13.66, Jarvis Earle (AUS) 12.44

8 Kade Matson (EUA) 15.23, Frederico Morais (POR) 13.64, Alejo Muniz (BRA) 11.60, George Pittar (AUS) 10.77

Oitavas de final

1 Shion Crawford (HAV) x Jackson Baker (AUS)

2 Mateus Herdy (BRA) x Mihimana Braye (FRA)

3 Luke Thompson (AFR) x Crosby Colapinto (EUA)

4 Imaikalani deVault (HAV) x Nacho Gundesen (ARG)

5 Michael Rodrigues (BRA) x Heitor Mueller (BRA)

6 Eli Hanneman (HAV) x Miguel Pupo (BRA)

7 Marco Mignot (FRA) x Frederico Morais (POR)

8 Kade Matson (EUA) x Samuel Pupo (BRA)
Round 2 Feminino

1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.67, Francisca Veselko (POR) 8.93, Eweleiula Wong (HAV) 5.34, Zoë Steyn (AFR) 5.27

2 Vahine Fierro (FRA) 13.67, Kirra Pinkerton (EUA) 13.40, Daniella Rosas (PER) 11.10, Ellie Harrison (AUS) 10.84

3 Bella Kenworthy (EUA) 14.50, Isabella Nichols (AUS) 12.57, Leilani McGonagle (CRI) 10.30, Silvana Lima (BRA) 8.34

4 Alyssa Spencer (EUA) 13.40, Sophie McCulloch (AUS) 11.06, Zoe McDougall (HAV) 10.50, Carolina Mendes (POR) 9.70

5 Nadia Erostarbe (ESP) 10.87, India Robinson (AUS) 10.76, Camilla Kemp (ALE) 5.07, Laura Raupp (BRA) 4.63

6 Sarah Baum (AFR) 14.66, Tessa Thyssen (FRA) 14.13, Bronte Macaulay (AUS) 14.04, Sophia Medina (BRA) 9.20

7 Luana Silva (BRA) 12.86, Taina Hinckel (BRA) 11.83, Amuro Tsuzuki (JAP) 11.67, Teresa Bonvalot (POR) 5.80

8 Erin Brooks (CAN) 13.43, Sawyer Lindblad (EUA) 10.80, Arena Rodriguez Vargas (PER) 10.53, Zahli Kelly (AUS) 9.60

Oitavas de final

1 Sally Fitzgibbons (AUS) x Kirra Pinkerton (EUA)

2 Vahine Fierro (FRA) x Francisca Veselko (POR)

3 Bella Kenworthy (EUA) x Sophie McCulloch (AUS)

4 Alyssa Spencer (EUA) x Isabella Nichols (AUS)

5 Nadia Erostarbe (ESP) x Tessa Thyssen (FRA)

6 Sarah Baum (AFR) x India Robinson (AUS)

7 Luana Silva (BRA) x Sawyer Lindblad (EUA)

8 Erin Brooks (CAN) x Taina Hinckel (BRA)
Rankings Challenger Series 2023
Top-10 Masculino – 5 etapas:

1 Cole Houshmand (EUA) – 28.065 pontos

2 Jacob Willcox (AUS) – 22.035

3 Jake Marshall (EUA) – 17.565

3 Frederico Morais (PRT) – 17.565

5 Deivid Silva (BRA) – 16.920

6 Crosby Colapinto (EUA) – 16.285

7 Imaikalani deVault (HAV) – 16.140

8 Eli Hanneman (HAV) – 15.620

9 Kade Matson (EUA) – 14.850

10 Mateus Herdy (BRA) – 14.630

Outros brasileiros
12 Samuel Pupo (BRA) – 14.100 pontos

13 Michael Rodrigues (BRA) – 13.285

21 Jadson André (BRA) – 10.465

28 Alejo Muniz (BRA) – 8.045

37 Ian Gouveia (BRA) – 6.200

39 Leo Casal (BRA) – 5.700

40 Edgard Groggia (BRA) – 5.420

46 Lucas Silveira (BRA) – 5.000

50 Rafael Teixeira (BRA) – 4.600

60 João Chianca (BRA) – 3.320

66 Ryan Kainalo (BRA) – 2.850

89 Krystian Kymerson (BRA) – 700

94 Miguel Pupo (BRA) – 600

94 Caio Ibelli (BRA) – 600

Top-5 Feminino – 5 etapas:

1 Sally Fitzgibbons (AUS) – 26.430 pontos

2 India Robinson (AUS) – 25.490

3 Sawyer Lindblad (EUA) – 23.020

4 Alyssa Spencer (EUA) – 22.810

5 Isabella Nichols (AUS) – 22.725

Brasileiras
6 Luana Silva (BRA) – 20.610 pontos

36 Sophia Medina (BRA) – 6.000

39 Laura Raupp (BRA) – 5.220

42 Silvana Lima (BRA) – 4.100

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    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.