São Chico Pro

Weslley e Glauciano se destacam

Weslley Dantas e Glauciano Rodrigues brilham no primeiro do São Chico Pro, nas ondas da Prainha de São Francisco do Sul (SC). Etapa é válida pela Taça Brasil e Circuito Catarinense.

A terceira edição do São Chico Pro apresentado por MB abriu, na última quinta-feira (12), na Prainha de São Francisco do Sul (SC), a competição do masculino da sétima etapa da Taça Brasil da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), que também vale como a primeira do Circuito Profissional da Federação Catarinense de Surf (Fecasurf).

A quinta-feira amanheceu com forte neblina que atrasou o início do evento por 2 horas, mas depois a Prainha apresentou boas ondas para realizar as 24 baterias programadas, 16 da primeira fase e 8 das 16 da segunda. O atual campeão brasileiro, Weslley Dantas, que venceu a Taça Brasil São Chico Pro no ano passado e o cearense Glauciano Rodrigues, fizeram os recordes do primeiro dia. As baterias continuam nesta sexta-feira (13), ao vivo de São Francisco do Sul pelos sites CBSurf org.br e Fecasurf.com.br.

O defensor do título da etapa catarinense da Taça Brasil, venceu as duas baterias que disputou na quinta-feira. Weslley Dantas usou os aéreos que lhe deram a vitória na Prainha em 2023, para vencer o sexto confronto do dia com o maior somatório da primeira fase, 12.47 pontos. Neste ano, quem fizesse a maior nota e o maior somatório do dia, ganhava um rodízio no Kanto da Pizza. Weslley estava estreando em eventos da Confederação Brasileira de Surf esse ano e começou a defender o título de campeão da Taça Brasil 5000 São Chico Pro com as marcas a serem batidas na Prainha.

“Estou muito feliz com meu desempenho e feliz em estar de volta aqui, onde me sinto em casa”, diz Weslley Dantas. “Estou com minha família, minha mulher e venho fazendo meu trabalho. Foram 6 meses treinando sem parar, focado no que eu posso fazer, do que sou capaz de fazer. Estou leve, com pranchas boas, sem peso algum e é só soltar meu surfe, dar show pra minha família, pra CBSurf e tentar manter esse ritmo de campeão brasileiro até o final do ano”.

Recordistas – Com a vitória, Weslley foi para a bateria do seu irmão mais velho, Wiggolly Dantas, um dos 32 surfistas pré-classificados pelo ranking que entram na segunda fase. Ele tinha até perdido um dos dois rodízios no Kanto da Pizza, para o também paulista Tales Araujo, que conseguiu uma nota 7.00. Depois, Weslley acertou os aéreos de novo e fez novos recordes – nota 7.67 e 13.40 pontos – na dobradinha vitoriosa da família Dantas, sobre o catarinense Magno Rodrigues e o paranaense Ryan Coelho. Só que estas marcas foram batidas na bateria seguinte, a penúltima do dia, pelo cearense Glauciano Rodrigues, que fez dois aéreos numa onda que valeu 8.50 e atingiu 14.33 pontos.

“Eu desci a onda e quando vi o calombo, eu disse, rapaz, eu vou pro Kerrupt (flip). Voei, voltei na base, a onda ainda me proporcionou mais duas manobras e eu fui lá e fiz. Foi top e o segredo é permanecer assim. Então é focar bateria por bateria, dia após dia”, fala Glauciano Rodrigues, que ficou super feliz em ganhar os dois rodízios da quinta-feira no Kanto da Pizza. “Eu estava falando com os caras ali, que quando ouvi que valia um rodízio de pizza, eu disse: é hoje (risos)”.

O cearense Glauciano Rodrigues é um dos surfistas que tenta retornar ao grupo que disputa o Dream Tour, a Divisão Principal do Circuito Brasileiro da CBSurf. Ele fez parte da elite nacional no ano passado, mas perdeu sua vaga. Nesse ano, os 28 primeiros colocados no ranking do Dream Tour, permanecem na elite dos top-44 que disputarão o título brasileiro em 2025. Outros 16 se classificam pela Taça Brasil e o São Chico Pro é a sétima das dez etapas programadas para este ano. Então, um bom resultado na Prainha será fundamental para entrar na lista nessa reta final da temporada.

Outro que também busca um lugar na elite nacional da CBSurf é Valentin Neves, filho do bicampeão brasileiro Leonardo Neves (in memoriam). Assim como Weslley Dantas, o surfista de Saquarema (RJ) ganhou as duas baterias que disputou na quinta-feira. Ele estreou na primeira da Taça Brasil 5000 São Chico Pro e nessa derrotou até um campeão brasileiro, o baiano Bino Lopes. Os dois passaram juntos para a segunda fase, depois de ficarem 2 horas esperando a neblina se dissipar na Prainha.

“Eu estava desde as 7h aqui esperando essa neblina sair, mas acho bom competir na primeira bateria”, revela Valentin Neves. “A gente entra na água cedo, pega um horário bom do mar e foi maneiro competir aqui pela primeira vez. Eu não conhecia e a onda parece ser bem forte, parece muito a Barrinha em Saquarema, onde eu surfo todo dia. O mar tava bem difícil hoje, com várias ondas vindo em vários lugares, então começar bem deu uma tranquilidade na bateria”.

12 Estados – Um total de 112 surfistas de 12 estados se inscreveu na competição masculina da Taça Brasil 5000 São Chico Pro. A maioria é de Santa Catarina com 36 participantes, contra 24 de São Paulo, 10 do Rio de Janeiro, 10 do Ceará, 9 do Paraná, 6 do Rio Grande do Norte, 5 de Pernambuco, 3 da Paraíba, 3 da Bahia, 3 do Rio Grande do Sul, 2 do Espírito Santo e 1 de Alagoas. Nas 24 baterias realizadas na quinta-feira, 64 já competiram e os catarinenses conquistaram mais vitórias, 8 contra 6 de surfistas de São Paulo, 5 do Rio de Janeiro, 1 do Paraná, 1 do Rio Grande do Sul, 1 de Pernambuco, 1 do Rio Grande do Norte e 1 do Ceará, a do recordista do dia, Glauciano Rodrigues.

Outros 16 surfistas vão estrear nas 8 baterias restantes da segunda fase, que ficaram para abrir a sexta-feira, às 8h00 na Prainha. Eles vão enfrentar os 16 que se classificaram nos 8 últimos confrontos da primeira fase. Já os 32 principais cabeças de chave da Taça Brasil 5000 São Chico Pro, só entrarão na terceira fase, já disputando vagas para as oitavas de final. Estes 32 só irão competir depois da rodada inicial feminina, que será realizada após as 8 últimas baterias da segunda fase masculina.

Início do feminino – A principal atração entre as meninas é a melhor surfista do Brasil de todos os tempos, Silvana Lima. Ela lidera o ranking da Taça Brasil com vitórias nas duas primeiras etapas disputadas no seu estado, Ceará, além de estar em segundo lugar no ranking do Dream Tour, só atrás da catarinense Laura Raupp. Silvana Lima vai estrear na quinta das oito baterias da primeira fase, contra a campeã da Taça Brasil 5000 São Chico Pro do ano passado, Taís Almeida, além da catarinense Kiany Hyakutake.

O evento também abre o Circuito Profissional da Federação Catarinense de Surf e a surfista do estado que conseguir o melhor resultado na Prainha, largará na frente do ranking 2024. Duas catarinenses vão disputar as duas primeiras vagas para as quartas de final, Isabelle Nalu e a local de São Francisco do Sul, Susã Leal, contra a cearense Juliana dos Santos e a carioca Mariana Areno. Na segunda bateria tem Maria Autuori, na terceira Maya Carpinelli, na quinta Kiany Hyakutake, na sexta Potira Castaman e Alexia Monteiro, na sétima Kauanny Souza e Pamella Mel está na oitava e última.

A Taça Brasil 5000 São Chico Pro apresentado por MB Marketing & Eventos é uma realização da Federação Catarinense de Surf (Fecasurf), em conjunto com a Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) e Associação de Surf da Prainha (ASP), que acontecerá com patrocínio da Prefeitura de São Francisco do Sul, através da Secretaria Municipal de Esportes, e apoio da marca Oceano, Fu-Wax, Lord, Sorvetes D´Vicz, Kanto da Pizza e Surfland Brasil. A competição está sendo transmitida ao vivo pelos sites Fecasurf.com.br e CBSurf.org.br.

Resultados da quinta-feira (12)
Primeira fase Masculino – 3.o=97.o lugar (100 pontos) e 4.o=113.o lugar (50):

1.a: 1 Valentin Neves (RJ), 2 Bino Lopes (BA), 3 Felipe André (SC)

2.a: 1-Lucas Haag (SC), 2-Kayki Araujo (SC), 3-Felipe Alberto (SC)

3.a: 1 Mateus Sena (RN), w.o Esdras Morais (SC), w.o Derek Plachi (SC)

4.a: 1 Daniel Qjão Pedreira (SC), 2 Sany Oliveira (RJ), 3 Aminandes Pamplona (PR)

5.a: 1 Caio Knappi (RJ), 2 Magno Rodrigues (SC), 3 John Muller (SP)

6.a: 1 Weslley Dantas (SP), 2 Gustavo Ribeiro (SP), 3 Luciano Brulher (SP)

7.a: 1 Daniel Duarte (SP), 2 Luã da Silveira (SC), 3 Wallace Vasco (SC)

8.a: 1 Leo Casal (SC), 2 Noah Machado (SC), 3 Guilherme Santos (SC)

9.a: 1 Kaian Bernardo (RS), 2 Jeff Toco (SC), 3 Gabriel Debatim (PR)

10: 1 Hugo Bomfim (SP), 2 João Rafael (SC), 3 Diogo Candido (SP)

11: 1 Alcides Neto (SC), 2 Diego Brigido (RJ), 3 Emanuel Santos (SC)

12: 1 Wesley Leite (SP), 2 Felipe Alves (PB), 3 Geovanny Alves (SC)

13: 1 Bruno Moraes (SC), 2 Lucas Ribas (RJ), w.o Takeshi Oyama (SC)

14: 1 Tales Araujo (SP), 2 Luy Gonzales (RS), 3 Davi Sobrinho (CE)

15: 1 Vitor Ferreira (RJ), 2 Rickson Falcão (RJ), 3 Kalany Oliveira (SC)

16: 1 André Luiz (SC), 2 Daniel Templar (RJ), w.o Patrick Plachi (SC)

Segunda fase Masculino – entrada de 32 pré-classificados pelo ranking – 3.o=65.o lugar (400 pontos) e 4.o=81.o lugar (200)

1.a: 1 Valentin Neves (RJ), 2 Kayki Araujo (SC), 3 Yuri Gabryel (SC), 4 Luan Lapolli (PE)

2.a: 1 Lucas Haag (SC), 2 Gabriel André (SP), 3 Pedro Neves (RJ), 4 Bino Lopes (BA)

3.a: 1 Luel Felipe (PE), 2 Mateus Sena (RN), 3 João Bessy (ES), 4 Sany Oliveira (RJ)

4.a: 1 Edson de Pra (PR), 2 Kainan Meira (PR), 3 Daniel Qjão Pedreira (SC)

5.a: 1 Caio Knappi (RJ), 2 Gustavo Borges (RS), 3 Gustavo Ribeiro (SP), 4 Fellipe Ximenes (SC)

6.a: 1 Weslley Dantas (SP), 2 Wiggolly Dantas (SP), 3 Magno Rodrigues (SC), 4 Ryan Coelho (PR)

7.a: 1 Glauciano Rodrigues (CE), 2 Lucas Cainan (PR), 3 Noah Machado (SC), 4 Daniel Duarte (SP)

8.a: 1 Leo Casal (SC), 2 Luã da Silveira (SC), 3 Alan Jhones (RN), 4 Diego Rosa (SC)

Próximas baterias
Segunda fase Masculino – entrada de 32 pré-classificados pelo ranking – 3.o=65.o lugar (400 pontos) e 4.o=81.o lugar (200)

9 Guilherme Lemos (CE), Alex Ribeiro (SP), Kaian Bernardo (RS), João Rafael (SC)

10 Anuar Chiah (PR), Pedro Ferreira (SP), Hugo Bomfim (SP), Jeff Toco (SC)

11 Renan Pulga (SP), Gustavo Mattos (SP), Alcides Neto (CE), Felipe Alves (PB)

12 Janninfer de Souza (CE), Rafael Teixeira (ES), Wesley Leite (SP), Diego Brigido (RJ)

13 Alan Donato (PE), Sunny Oliveira (RJ), Bruno Moraes (SC), Luy Gonzales (RS)

14 Gustavo Ramos (SC), Miguel Cerqueira (BA), Tales Araujo (SP), Lucas Ribas (RJ)

15 Marcos Correa (SP), Hedieferson Junior (SC), Vitor Ferreira (RJ), Daniel Templar (RJ)

16 Diego Aguiar (SP), Lucas Catapam (PR), André Luiz (SC), Rickson Falcão (RJ)

Primeira fase Feminino – 1.a e 2.a avançam para as quartas de final – 3.a=17.o lugar (1.100 pontos) e 4.a=25.o lugar (900):

1 Juliana dos Santos (CE), Mariana Areno (RJ), Susã Leal (SC), Isabelle Nalu (SC)

2 Monik Santos (PE), Maria Autuori (SC), Duda Azamor (PR)

3 Kemily Sampaio (SP), Maya Carpinelli (SC), Luana Coutinho (SP)

4 Nathalie Martins (PR), Gabriely Vasque (PR), Isabela de Liz (PR)

5 Silvana Lima (CE), Taís Almeida (RJ), Kiany Hyakutake (SC)

6 Potira Castaman (BA), Alexia Monteiro (SC), Aysha Ratto (RJ)

7 Luara Mandelli (PR), Nicole Santos (PE), Kauanny Souza (SC)

8 Larissa dos Santos (CE), Clara Chaves (PR), Jessica Bianca (PR), Pamella Mel (SC)

Terceira fase Masculino – entrada dos 32 principais cabeças de chave – 1.o e 2.o=Oitavas de Final / 3.o=33.o lugar (800 pontos) e 4.o=49.o lugar (500)

1 Israel Junior (RN), Matheus Navarro (SC), Valentin Neves (RJ), Gabriel André (SP)

2 Giovani Pontes (SP), Luan Wood (SC), Lucas Haag (SC), Kayki Araujo (SC)

3 Adauto Sena (RN), Caetano Vargas (SC), Luel Felipe (PE), Kainan Meira (PR)

4 Messias Felix (CE), Peterson Crisanto (PR), Edson de Pra (PR), Mateus Sena (RN)

5 Samuel Joca (RN), Lucas Bezerra (CE), Caio Knappi (RJ), Wiggolly Dantas (SP)

6 Alax Soares (SP), Pedro Rian (CE), Weslley Dantas (SP), Gustavo Borges (RS)

7 Ryan Kainalo (SP), Derek Adriano (SC), Glauciano Rodrigues (CE), Luã da Silveira (SC)

8 Artur Silva (CE), Luiz Mendes (SC), Leo Casal (SC), Lucas Cainan (PR)

9 Luan Ferreyra (PE), Ramiro Rubim (SC), 1.o da 9.a e 2.o da 10.a

10 João Artur (SP), Kaua Hanson (PB), 1.o da 10.a e 2.o da 9.a

11 Leo Andrade (BA), Amando Tenorio (AL), 1.o da 11.a e 2.o da 12.a

12 Luan Carvalho (SP), Felipe Oliveira (SP), 1.o da 12.a e 2.o da 11.a

13 Pedro Dib (SP), Douglas Silva (PE), 1.o da 13.a e 2.o da 14.a

14 Deyvson Santos (RN), José Francisco (PB), 1.o da 14.a e 2.o da 13.a

15 Rafael Venuto (CE), Gabriel Junior (SC), 1.o da 15.a e 2.o da 16.a

16 Thiago Eduardo (CE), Walley Guimarães (SC), 1.o da 16.a e 2.o da 15.a

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    A próxima chamada do MEO Rip Curl Pro Portugal está marcada para esta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) x Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) x Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) x Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) x Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) x Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) x Erin Brooks (CAN)

    Próxima chamada para o MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche acontece nesta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.