Rio Pro

Jadson e Samuel causam estragos

Jadson André e Samuel Pupo derrotam surfistas do topo da elite e garantem vagas nas quartas de final do Rio Pro. Yago Dora é o outro brasileiro na fase dos oito melhores da etapa.
Rio Pro 2023, Itaúna, Saquarema (RJ)

A vida de quatro dos cinco melhores surfista do ranking não foi fácil nesta sexta-feira (30) em Saquarema. Em condições difíceis para o surfe no Point de Itaúna, Griffin Colapinto, Filipe Toledo, João Chianca e Gabriel Medina foram eliminados antes das quartas de final. Os causadores do estrago foram Jadson André e Samuel Pupo, surfistas que foram convidados para a etapa brasileira da elite. Além dos dois, Yago Dora também está na fase dos oito melhores da etapa masculina.

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Jadson André chegou a Saquarema sem saber se competiria. O norte-americano Kelly Slater avisou poucas horas antes do início da etapa que não participaria do evento por motivo de saúde, e Jadson herdou a vaga. O brasileiro não foi bem na primeira fase e caiu para a repescagem com a complicada missão de bater o líder do ranking, o surfista dos Estados Unidos, Griffin Colapinto.

A queda do líder – Os dois abriram a repescagem nas ondas irregulares de 1,5 metro com séries maiores no Point de Itaúna. A fase foi realizada em baterias simultâneas. A primeira metade da disputa de 40 minutos teve 13 ondas surfadas, mas apenas uma de destaque. Aos 8 minutos Jadson rasgou e bateu forte na esquerda do Point de Itaúna para marcar 7.00 pontos. Griffin Colapinto tinha duas notas na casa dos 3 pontos e precisava de 4.84, já que o brasileiro tinha uma nota fraca para trocar.

Jadson aumentou a diferença para Griffin aos 23 minutos, quando acertou uma junção de frontside e marcou 3.57 pontos. O norte-americano passou a necessitar de 6.91 para vencer.

Griffin ensaiou uma reação e chegou a trocar as duas notas (4.07 e 5.23), mas seguiu na necessidade de uma nota na casa dos seis pontos (6.08). Jadson, que também melhorou seu somatório (4.30), venceu por 11.30 a 9.30.


Filipe derrotado e lesionado – A batalha nas oitavas de final foi contra Filipe Toledo, surfista que chegou em Saquarema em segundo lugar no ranking, mas que assumiu a liderança com a derrota de Griffin. O round foi realizado em disputas de 30 minutos com apenas dois surfistas na água. Cada atleta pegou quatro ondas na primeira metade do duelo. Filipe tinha a maior nota, 4.00 pontos, conquistada com um floater de backside. Jadson havia conquistado 2.67 em sua melhor apresentação e precisava de 2.11 para vencer.

Filipe aumentou a diferença no placar aos 16 minutos. O atual campeão mundial surfou uma esquerda que virou direita no inside. Foram cinco manobras, a segunda, uma batida forte e vertical, a mais expressiva. A atuação valeu 5.50 pontos. Os dois voltaram a atuar e trocaram de nota. Eles atacaram as direitas. Jadson colocou 3.67 no somatório e Filipe 4.27, após executar uma rasgada alongada e com pressão. Naquele momento Jadson necessitava de 6.10 para garantir vaga nas quartas de final.

Jadson foi pra cima quando restavam sete minutos. Ele executou uma rasgada linkada com uma batida na junção e encostou no placar com 5.90 pontos. Na sequência a bateria pegou fogo. Jadson surfou e não trocou de nota. Em seguida Filipe melhorou seu somatório com 4.90. Jadson passou a necessitar de 4.50 e respondeu com uma pancada forte para assumir a liderança com 5.17.

Filipe ainda tentou voar para a vitória numa direita, mas errou a manobra e machucou o joelho direito. Ele saiu da água carregado e foi direto para o setor médico da WSL. O surfista foi avaliado e saiu de moletas do palanque.

Filiipinho já fez uma ressonância magnética, e segundo o jornalista de O Globo, Renato Alexandrino, não há lesão ligamentar, nem necessidade de cirurgia. O atual campeão mundial precisará fazer fisioterapia e provavelmente estará pronto para a etapa de J-Bay, na África do Sul, que começa dia 13 de julho.

“Hoje foi realmente um dia muito especial pra mim”, disse Jadson André. “Eu nem estava no campeonato, mas acabou que apareceu uma vaga por eu ser o segundo melhor brasileiro no Challenger Series. Competir duas vezes, no mesmo dia, contra o atual número 1 e número 2 do mundo e acabar vencendo, realmente é um dia que vai ficar gravado na minha história. Estou feliz com esse momento e agora é descansar, botar a cabeça no lugar, que amanhã é um novo dia”.

Jadson também falou sobre só ter vencido uma bateria em Saquarema, antes do Rio Pro  2023: “Eu sempre falei que Saquarema é uma onda que me desafia muito. Eu tenho muita dificuldade de surfar essa onda de Itaúna e nos últimos 2, 3 anos, eu venho tentando ficar o máximo de tempo surfando aqui. Eu só tinha passado uma bateria aqui minha vida inteira, então meu objetivo era me superar. Só não achava que eu iria ganhar do número 1 do número 2 do mundo, então realmente hoje foi um dia pra não reclamar mais desse lugar”.

Samuel despacha Medina – O matador de gigantes do dia, Samuel Pupo, começou sua história nesta sexta-feira também na repescagem. Ele enfrentou o quinto colocado no ranking, Gabriel Medina, na terceira bateria da fase.

Samuel começou com 3.67 pontos e aos 4 minutos colocou mais 6.83 no somatório, após acelerar de frontside e voar com reverse. Em quatro minutos ele tinha 10.50 no somatório. Medina levou 17 minutos para marcar uma nota mais consistente no duelo. Em sua sétima atuação no confronto ele fez três manobras na esquerda e anotou 5.00.

Logo depois Medina surfou novamente de frontside. O tricampeão mundial bateu duas vezes, a segunda chutando a rabeta. A resposta veio na sequência. Samuel executou duas pancadas de backside, depois rasgou e atingiu uma junção balançada de espuma. Medina marcou 6.00 pontos e Samuel 5.17, nota que o manteve na liderança. Medina necessitava de 6.01 pra vencer.

Os surfista seguiram ativos, mas sem trocar nota. Medina tentou voar, mas caiu. Depois executou duas batidas de backside, mas os 4.67 pontos não alteraram o resultado. Samuel também não conseguia achar ondas com potencial para melhorar sua situação no duelo.

Samuel usou a prioridade para bloquear o adversário quando restavam quatro minutos, porém a onda foi ruim. Dois minutos depois Medina escolheu uma esquerda, mas a onda correu. Ele ainda botou pra dentro, mas não achou a saída do tubo. Samuel colou em Medina no outside de Itaúna nos minutos finais e saiu da água vitorioso.


Duelo entre amigos – Nas oitavas de final Samuel enfrentou o terceiro colocado na lista dos melhores, seu amigo João Chianca. Quem abriu a bateria foi Samuca. Ele pegou uma direita e executou uma forte rasgada, porém caiu no final da manobra.

João pegou sua primeira onda na disputa aos seis minutos. Com duas manobras numa onda menor ele marcou 3.33 pontos. Instantes depois ele surfou novamente. Foi pra esquerda e fez duas manobras, uma rasgada e um cutback. Depois partiu para o inside na onda que virou pra direita e acertou duas batidas. A atuação valeu 5.17 e ele deixou o adversário na necessidade de 7.57 para reverter o resultado.

Samuel ficou 13 minutos sem surfar. Ele pegou outra direita e na primeira curva, numa parede espumada da onda, caiu da prancha. João atuou o minuto seguinte e marcou 4.10 pontos, aumentando a distância no placar para 8.34. Samuel respondeu na sequência com duas manobras de backside. Ele anotou 4.33 e passou a necessitar de 4.95 para vencer.

Quando restavam sete minutos Samuel trocou de nota, mas não diminuiu a diferença no placar. Dois minutos depois, também sem a prioridade, surfou outra direita. Ele bateu, rasgou, depois executou outra pancada, porém ficou um pouco preso. Ele ainda foi pro inside e fez uma batida na junção. Com 5.87 pontos ele assumiu a liderança e deixou João precisando de 5.04 para vencer. Nada de novo aconteceu nos minutos finais e Samuel avançou, enquanto João se despediu da prova com o 9º lugar.

“Entrando como wildcard (convidado), você sabe que vai enfrentar os melhores do ranking”, destacou Samuel Pupo. “Surfar contra o João (Chianca) foi bem difícil, porque é o meu melhor amigo, sempre viajamos juntos no circuito, então foi uma sensação estranha quando ganhei a bateria. Eu fiquei muito feliz, mas bem triste ao mesmo tempo. Para ele, era fundamental ganhar mais pontos para garantir a vaga dele no WSL Finals em Trestles. Mas, sei que ele vai mandar bem nas próximas etapas e certamente estarei torcendo por ele”.

Samuel Pupo saiu da Praia de Itaúna sem saber direito o que fazer, pois sua passagem para competir no Challenger Series da África do Sul, estava marcada para a noite do sábado: “Não tenho a mínima ideia do que vou fazer. Vou conversar com o meu pai e ver as opções de viagem. É uma decisão muito difícil. Sair daqui nas quartas de final, sabendo que posso chegar na final de novo, como no ano passado, pesa muito. Ou abandono aqui porque o Challenger Series é o meu foco, para poder voltar ao CT no ano que vem. Não sei ainda, mas vou ver isso com mais calma com meu pai”.


Yago também entre os oito melhores – O outro brasileiro nas quartas de final e adversário de Jadson na fase é Yago Dora. Ele passou pelo sul-africano Matthew McGillivray com as duas maiores notas do sexto confronto das oitavas.

Yago abriu o duelo com 3.33 pontos, contra 4.83 de Liam, que executou três rasgadas numa esquerda. Dali pra frente só deu o brasileiro. Aos nove minutos Yago bateu forte de frontside, depois rasgou, fez um cutback e partiu para o inside onde executou um layback. A nota foi 5.50.

Matthew tentava a virada, mas após três tentativas Yago aumentou a diferença com 3.93 pontos. O golpe final aconteceu quando restavam sete minutos. O brasileiro rasgou com força e acertou a junção. Ele ainda foi para o inside e bateu derrapando a rabeta. A nota 7.17 complicou o caminho do adversário, que não conseguiu chegar perto da virada.

“A bateria hoje foi bem difícil, contra o Liam (O´Brien). Na verdade, o mar está difícil, com bastante correnteza”, analisou Yago Dora. “A onda está boa, mas é difícil ficar no mesmo lugar. Você tem que ficar remando contra a corrente o tempo todo, mas estou feliz em chegar em mais um Finals Day aqui em Saquarema. Agora é continuar no mesmo foco, bateria por bateria e aproveitar cada oportunidade para surfar bem”.


Barron elimina dois brasileiros – Além de Medina, João e Filipe, o Brasil também perdeu Caio Ibelli, Italo Ferreira e Tatiana Weston-Webb nesta sexta-feira.

Caio terminou o Rio Pro em 17º lugar. O brasileiro competiu pela repescagem na quarta disputa, porém não entrou em sintonia com o mar de ondas irregulares no Point de Itaúna e caiu para Barron Mamiya. Assim como o brasileiro, o havaiano também surfou muitas ondas sem destaque, mas um aéreo reverse de frontside, que valeu 7.00 pontos, desequilibrou o confronto.

Barron abriu a bateria com pancada numa esquerda que valeu 4.33 pontos. Caio começou melhor. O brasileiro rasgou e bateu forte na junção de uma esquerda para anotar 5.67. Aos 12 minutos o duelo começou a ganhar forma. Barron voou com rotação numa direita, marcou 7.00 e abriu distância no placar.

O brasileiro lutou muito, surfou outras oito ondas e perto do fim chegou perto com 4.67 pontos, porém o havaiano deu a resposta com duas fortes manobras de backside para abrir larga vantagem com a nota 6.73. Caio passou a precisar de 8.06 e não teve chances de conseguir a virada.

Bateria ruim – Italo Ferreira não entrou em sintonia com Saquarema nesta sexta-feira. O campeão mundial de 2019 fez uma bateria ruim nas oitavas de final. O surfista ficou preso na correnteza e não achou as ondas, depois conseguiu ficar ativo, porém errou na escolha das direitas e esquerdas e também nas manobras mais expressivas que tentou. Perto do minuto final ele diminuiu a diferença, mas não teve mais tempo de surfar e perdeu para Barron. Com derrota o brazuca se despede do Rio Pro em nono lugar.

Os 15 minutos iniciais da última bateria das oitavas de final tiveram pouca ação. Italo surfou apenas uma onda (1.50), e Barron pegou quatro. O havaiano marcou 4.83 pontos em sua primeira performance, e quase na metade do confronto fez quatro manobras, duas delas no outside. O havaiano executou dois bons ataques numa esquerda intermediária no Point de Itaúna, depois entrou no inside e foi pra direita, então ele rasgou invertendo a direção da prancha e bateu na pequena junção. Com 5.67 ele deixou Italo precisando de 9.00 para reverter o resultado.

Italo voltou a atuar, mas errou o aéreo e não mudou sua situação na bateria. Pior pra ele que Barron decolou com rotação numa direita, marcou 5.47 pontos e aumentou a diferença para 9.41. O brasileiro ficou mais ativo, porém seguiu sem conseguir notas acima de 1 ponto.

O brasileiro teve sua melhor performance na disputa quase no minuto final, quando atuou de frontside. Ele marcou 5.33 pontos e voltou rápido para o pico, porém não teve mais tempo de conseguir os 5.62 que necessitava para a vitória.

Tati cai em Itaúna – O Brasil também perdeu sua última representante na categoria feminina do Rio Pro nesta sexta. Após Silvana Lima ser eliminada no primeiro dia do evento, Tatiana Weston-Webb caiu na segunda bateria do dia e está fora da etapa. A atleta não entrou em sintonia com o mar e Caitlin Simmers venceu com as duas maiores notas da disputa.

Tati fechou a repescagem feminina. A brazuca começou com uma onda fraca (2.83) e viu a norte-americana começar forte, aos três minutos, com uma rasgada e uma boa batida que valeram 6.50 pontos. Tati voltou a atuar no meio do duelo de 30 minutos, e com uma rasgada marcou 4.83. Logo depois ela atuou novamente, mas não melhorou sua situação na bateria.

Caitlin deu mais um golpe em Tati quando restavam sete minutos para o fim. A surfista dos Estados Unidos pegou uma direita e bateu forte de frontside para marcar 5.23 pontos e aumentar a diferença para 6.90.

A brasileira sentou no pico e ficou esperando uma onda que desse oportunidade para virar o resultado, porém nenhuma onda com potencial apareceu, ela não surfou mais e se despediu do Rio Pro.


Semifinais femininas – Nesta sexta-feira também foram definidas as semifinais femininas. A australiana Tyler Wrighr abriu as quartas com vitória sobre a havaiana Gabriela Bryan. A surfista que tenta seu quarto título no Rio marcou 7.83 pontos na melhor apresentação e venceu por 13.60 a 10.33.

A adversária de Tyler na semi é a norte-americana Caroline Marks. A surfista dos Estados Unidos perdia a bateria até perto do fim, quando marcou 8.33 pontos após escovar uma esquerda. A também norte-americana Lakey Peterson lutou até o fim, mas não conseguiu reverter o placar.


Maior nota do dia – As havaianas Carissa Moore e Bettylou Sakura Johnson fizeram uma bateria muito disputada, com potentes manobras de backside nas esquerdas do Point de Itaúna. Bettylou chegou nos oito minutos finais com as duas maiores notas e com a adversária precisando de 7.27 pontos pra vencer. Ela tinha a prioridade e deixou uma onda passar para Carissa, que fez dois ataques ferozes, marcou a maior nota do dia, 8.83, assumiu a liderança e venceu com o maior somatório da sexta-feira, 15.33 pontos. Com o resultado Carissa garantiu vaga no WSL Finals, que definirá os campeões mundiais da temporada no mês de setembro em Trestles, Califórnia (EUA).

A adversária de Carissa na luta por vaga na final é Caitlin Simmers. A norte-americana saiu atrás no placar, mas com uma manobra forte numa esquerda da série marcou 6.83 pontos, pulou para a primeira posição e eliminou a australiana Molly Picklum.


Próxima chamada e previsão das ondas para as finais – A próxima chamada para o Rio Pro acontece neste sábado (1/7), às 6h25 (de Brasília). A previsão indica que o Point de Itaúna deve funcionar com condições muito melhores que as desta sexta-feira. As séries podem chegar a até 1,5 metro e o vento esperado pela manhã é o terral, virando para lateral durante a tarde.

Rio Pro 2023
Repescagem feminina
Baterias disputadas na sexta-feira (23)

1 Carissa Moore (HAV) 10.50 x 10.00 Silvana Lima (BRA)

2 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.54 x 11.14 Stephanie Gilmore (AUS)

Baterias realizadas nesta sexta-feira (30)

3 Molly Picklum (AUS) 10.33 x 6.16 Johanne Defay (FRA)

4 Caitlin Simmers (EUA) 11.73 x 7.66 Tatiana Weston-Webb (BRA)
Quartas de final

1 Tyler Wright (AUS) 13.60 x 10.33 Gabriela Bryan (HAV)

2 Caroline Marks (EUA) 14.16 x 13.10 Lakey Peterson (EUA)

3 Carissa Moore (HAV) 15.33 x 13.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)

4 Caitlin Simmers (EUA) 11.40 x 10.30 Molly Picklum (AUS)

Semifinais

1 Tyler Wright (AUS) x Caroline Marks (EUA)

2 Carissa Moore (HAV) x Caitlin Simmers (EUA)

Repescagem masculina

1 Jadson André (BRA) 11.30 x 9.30 Griffin Colapinto (EUA)

2 Ian Gentil (HAV) 13.50 x 11.83 Connor O’Leary (AUS)

3 Samuel Pupo (BRA) 12.00 x 11.00 Gabriel Medina (BRA)

4 Barron Mamiya (HAV) 13.73 x 10.34 Caio Ibelli (BRA)

5 Seth Moniz (HAV) 7.97 x 6.33 Jack Robinson (AUS)

6 Jordy Smith (AFR) 8.57 x 6.20 Matthew McGillivray (AFR)

7 Leonardo Fioravanti (ITA) 11.70 x 9.27 Rio Waida (IDN)

8 Kanoa Igarashi (JAP) 11.60 x 10.27 Callum Robson (AUS)

Oitavas de final

1 Samuel Pupo (BRA) 10.20 x 9.27 João Chianca (BRA)

2 Ryan Callinan (AUS) 12.50 x 12.20 Kanoa Igarashi (JAP)

3 Ethan Ewing (AUS) 11.90 x 9.60 Seth Moniz (HAV)

4 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.66 x 11.76 Jordy Smith (AFR)

5 Jadson André (BRA) 11.07 x 10.40 Filipe Toledo (BRA)

6 Yago Dora (BRA) 12.67 x 7.43 Matthew McGillivray (AFR)

7 John John Florence (HAV) 14.17 x 9.90 Ian Gentil (HAV)

8 Barron Mamiya (HAV) 11.14 x 7.26 Italo Ferreira (BRA)
Quartas de final

1 Samuel Pupo (BRA) x Ryan Callinan (AUS)

2 Ethan Ewing (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)

3 Jadson André (BRA) x Yago Dora (BRA)

4 John John Florence (HAV) x Barron Mamiya (HAV)

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    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) 1 – Caitlin Simmers (EUA) 11.33 x 10.26 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Molly Picklum (AUS) 8.63 x 7.40 Lakey Peterson (EUA) Final 1 – Caitlin Simmers (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    Próxima chamada para possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.