Rio Pro 2024

Gabriel dominante em Itaúna

Gabriel Medina faz nota excelente, comanda bateria com tranquilidade e está nas oitavas do Rio Pro 2024. Italo, Yago, Tati e Luana também avançam. Samuel, João, Tainá e Sophia são eliminados.

A janela do Rio Pro 2024 abriu no último sábado (22) e ficou sem competições por quatro dias, iniciando nesta quarta-feira (26) nas ondas de até 2 metros no Point de Itaúna, Saquarema (RJ). A organização decidiu colocar o Round 1 Masculino e Feminino e a Repescagem Masculino e Feminino, com a fase eliminatória dos homens parando na quarta bateria.

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O Brasil iniciou o evento com nove surfistas, sendo cinco homens e quatro mulheres. Yago Dora, atual campeão da etapa, defende o título, e além dele, competiram no primeiro dia Gabriel Medina, Italo Ferreira e Tatiana Weston-Webb que fazem parte do CT. João Chianca, Samuel Pupo, Sophia Medina, Luana Silva e Tainá Hinckel que foram convidados para o evento.

Todos os atletas que compõe a elite avançaram e a única convidada que seguiu no torneio foi a Luana Silva. O destaque da quarta-feira ficou com Gabriel Medina, que dominou sua bateria e conseguiu uma nota no critério excelente (8.00 pontos) e avançou para as oitavas de final. O tricampeão mundial mandou italiano Leonardo Fioravanti e o indonésio Rio Waida para a repescagem.

Na bateria, Gabriel começou elétrico, pegando uma esquerda, executando três manobras com bastante força. A performance rendeu a ele 6.67, subindo o nível do confronto. Rio Waida também começou firme, com uma boa onda para a direita com três manobras e tirando 5.00 pontos.

Medina seguiu usando sua tática agressiva e pegou uma segunda onda, tentou um aéreo e não completou, rendendo menos de 1 ponto. O Rio também seguiu uma linha de buscar muitas ondas, pegou a sua segunda onda, executando algumas rasgadas e virou a bateria, com 3.50. Fioravanti achou uma onda menor para fazer sua primeira nota faltando 20 minutos para o término, conseguindo 1.70.

Em mais uma boa performance, Gabriel pegou outra esquerda, mandou um aéreo como manobra de saída, completou, executou um cutback, uma batida e finalizou forte para arrancar a maior nota do evento até o momento: 8.00 pontos unanime.

Waida seguiu à caça do primeiro lugar, e pegou um esquerdão, bateu três vezes no crítico e finalizou com tranquilidade. Os juízes demoraram um pouco para soltarem a nota, o que gerou um certo suspenso, mas não foi suficiente para a virada do indonésio, ganhando 7.60.

A bateria ficou um duelo entre Gabriel e Rio, já que Leonardo não se encontrou, fazendo apenas duas notas 1.70 e 1.50. Faltando menos de 5 minutos finais, Fioravanti deu uma leve reagida, achando uma onda que rendeu 5.17.

Com a prioridade nos minutos finais, Waida esperou a onda para tentar uma virada e não conseguiu. Medina ainda achou mais uma onda, mandou uma rasgadas e voou alto para trocar 6.67 por 6.93. Gabriel Medina avançou às oitavas com o somatório de 14.93, contra 12.60 do Rio Waida e 6.87 de Leonardo Fioravanti.

“Estou feliz de estar no Brasil, não tem torcida parecida com essa daqui, então pra gente é muito gratificante competir aqui”, diz Gabriel Medina, que falou sobre essa batalha por vaga nos top-5. “A briga está boa, está todo mundo embolado, só falta essa etapa e Fiji, então essa aqui é crucial. Mas, só estou pensando nessa etapa daqui. Quero ir bem, me concentrar bateria por bateria, não quero saber de matemática, só quero ir lá e dar show. A gente esperou alguns dias, mas finalmente as ondas chegaram e está um pouco difícil lá fora, então tem que aproveitar as oportunidades e estou feliz com a vitória”.

Tati nas quartas de final – Tatiana Weston-Webb, Tainá Hinckel e a norte-americana Caitlin Simmers competiram nas águas da Região dos Lagos. E quem se saiu melhor foi Tati Weston-Webb, que avançou. Tati foi a primeira a entrar em ação na bateria, pegando uma onda da série no início. Ela completou uma rasgada e finalizou com uma forte batida, garantindo 5.33 pontos. A bateria seguiu com pouca ação por cerca de 10 minutos.

Depois desse período, Weston-Webb ficou mais atenta e pegou uma onda menor para a esquerda, onde executou boas manobras de frontside, obtendo sua segunda nota, 4.33, e assumindo a liderança da bateria.

Faltando apenas 16 minutos para o fim da bateria, Tainá havia conseguido apenas um 2.17 em sua única onda surfada, enquanto Caitlin ainda não havia pegado nenhuma. Simmers, atual campeã do Rio Pro, não conseguiu se destacar em sua primeira aparição na etapa.

Tati aproveitou as melhores oportunidades que surgiram, já que as condições do mar estavam calmas, e liderou o confronto com tranquilidade. Restando 10 minutos de bateria, Tati pegou sua terceira onda, mas a nota não foi suficiente para superar sua segunda nota.

Caitlin, líder do ranking feminino do CT, finalmente pegou uma boa onda a 6 minutos do fim da bateria. No entanto, não conseguiu executar uma boa performance, indo para uma batida forte na junção e caindo, obtendo apenas 1.07 pontos. Logo em seguida, Tainá também pegou sua melhor onda da bateria, manobrando de backside e conseguindo 3.50 pontos.

Já no fim da bateria, Simmers pegou mais uma onda para a esquerda, executou boas rasgadas e finalizou sua primeira participação no Rio Pro com 4.23 pontos. Com esse resultado, Tati avança para as quartas de final, enquanto Tainá vai para a repescagem junto com a Caitlin.

Tati Weston-Webb pegou as melhores ondas e liderou do início ao fim. Placar final: Tati 9.66, contra 5.67 da Tainá Hinckel e 5.30 da Caitlin Simmers.

“Eu acho que esse primeiro round é sempre mais complicado, com três meninas na água, então você tem que focar em si mesma, senão você acaba ficando um pouco perdida na bateria”, destaca Tatiana Weston-Webb. “Foi uma bateria bem complicada, não foi fácil, mas deu certo no final e estou muito feliz. A torcida brasileira é a melhor do mundo e fico sempre feliz em competir aqui no Brasil. Eu estou confiante, especialmente depois do Taiti e El Salvador, onde eu surfei bem e consegui mostrar o meu surfe. Mas, tem que acontecer algumas coisas pro meu lado e, se Deus quiser, vai dar tudo certo no final”.
Luana também se garante – Luana Silva competiu na última bateria do Round 1 Feminino e não decepcionou, avançando às quartas de final, depois de enfrentar a costarriquenha Brisa Hennessy e a havaiana Gabriela Bryan. Logo na primeira onda, Luana conseguiu executar rasgadas e batidas, alcançando 4.33 pontos.

Brisa também pegou uma onda e fez 4.30, mostrando que a bateria seria acirrada. Gabriela pegou sua primeira onda depois das adversárias e fez 5.33, liderando o confronto por alguns minutos. Brisa respondeu com mais uma onda, somando 3.73 pontos e assumindo a liderança.

Na metade do confronto, Luana encontrou uma boa série de ondas, executou quatro manobras de alto nível e finalizou com perfeição, conseguindo a maior nota do evento até então: 6.83 pontos, virando a bateria.

A disputa esfriou por alguns minutos, mas voltou a pegar fogo no final. Luana se manteve na liderança, mesmo com Gabriela Bryan pegando mais uma onda e executando boas manobras em sua terceira onda, mas a nota (3.97) não foi suficiente para a virada.

Nos últimos minutos, Brisa encontrou uma onda boa na parte de baixo, executou quatro manobras e finalizou com estilo, vibrando com a performance, mas sem conseguir alcançar a liderança. Os juízes deram a nota 5.40 para Brisa, que precisava de 6.89 pontos para avançar. Placar final: Luana Silva 11.16, contra 9.70 da Brisa Hennessy e 9.30 da Gabriela Bryan.

A virada de Italo – Em busca do top 5, Italo enfrentou o norte-americano Crosby Colapinto e o australiano Liam O’Brien na bateria 7 do Round 1 Masculino. Italo, atualmente na sétima posição do ranking, começou implacável já largando na frente com duas notas, depois de achar boas esquerdas. Com 3.67 e 6.33, Ferreira ficou um pouco tranquilo no inicio do embate. Crosby também entrou na disputa, buscando uma onda da série, manobrando bem e arrancando 5.77 dos juízes. A melhor nota de Liam até então foi 3.27 pontos.

Na metade da bateria, Colapinto consegue uma nota (8.17) no critério excelente depois de acertar uma batida muito forte na junção. Italo ficou precisando de 7.62 para pegar o primeiro lugar do Crosby e conseguiu trocar o 3.67 por 6.17 e na sequencia, depois de um aéreo, consegue 7.00 pontos.

Com a nota, Ferreira conseguiu diminuiu a necessidade para avançar e ficou precisando de 6.95, isso faltando menos de 5 minutos para o término. Italo foi atrás da onda, mandou uma bela rasgada e voou na junção, não conseguindo a virada.

Mas nos segundos finais, Ferreira acha outra onda, dessa vez para a direita, onde executou um aéreo de backside, aterrissou e continuou para finalizar com uma batida e virar a bateria depois de soar a sirene. A onda rendeu 7.50 dos juízes. Placar final: Italo Ferreira 14.50, contra 13.94 de Crosby Colapinto e 8.50 de Liam O’Brien.

“Eu queria ter matado a bateria no início, seria mais fácil. Mas achei a oportunidade no final ali e fico feliz por ter feito a nota necessária pra virar”, fala Italo Ferreira. “Eu comecei bem a bateria, só que meu adversário (Crosby Colapinto) foi melhor do que eu. Quando eu vi que ele fez 8 pontos, ele olhou pra mim, aí falei: ‘ah é, então espera aí’. Eu queria uma esquerda pra dar um voo bem alto, mas entrou uma direita que foi pro canal, aí entrei porque se ela fechasse, eu dava um aéreo, aí deu tudo certo”.

Yago em busca do bi – Atual campeão da etapa, Yago entrou no mar contra o sul-africano Matthew McGillivray e o norte-americano Jake Marshall na última bateria do Round 1 Masculino. Yago é o oitavo colocado no ranking e um bom resultado na Região dos Lagos o aproxima do top 5. E Dora aproveitou para vence bem e avança às oitavas.

No confronto, Dora foi o primeiro a conseguir uma boa nota e liderar bem no inicio. Com uma onda para esquerda, Yago fez uma linha com variação progressiva e tirou 6.67. Matthew e Jake também pegaram ondas, mas não foram tão bem quanto Yago. A melhor onda do McGillivray foi 3.33 e do Marshall, 1.40 pontos. Na sequencia, Jake conseguiu adicionar 2.93.Na metade da bateria, Yago melhora seu somatório com mais uma boa onda, com variação de rasgada e um aéreo na junção, rendendo 6.20 e seguiu líder do embate com tranquilidade.

O confronto ficou meio devagar faltando menos de 10 minutos para o fim, o que deixou Yago ainda mais confortável na primeira colocação da bateria. Faltando 5 minutos para acabar o confronto, McGillivray acha uma boa onda, aplica rasgadas e finaliza com uma batida e consegue tirar 6.20. Jake também deu uma reagida, tirando 4.80 depois de boas manobras.

Yago ainda melhorou o somatório nos segundos finais depois de pegar uma esquerda limpa, mandar duas rasgadas e finalizar com uma batida, rendendo 6.93. Matthew também consegue mais uma onda e também melhora as notas, tirando 5.13. Placar final: Yago Dora 13.60, contra 11.33 de Matthew McGillivray e 7.73 Jake Marshall.

É sempre bom começar avançando. Eu comecei já fazendo duas notas legais no início, isso sempre dá um certo conforto e no final só tive que administrar. É até bom que você não precisa fazer tudo no primeiro round, quando você consegue surfar e ir se soltando durante a competição”, comenta Yago Dora. “Estamos indo para reta final dos top-5, então essas duas etapas são muito importantes. Acredito que as duas favorecem bastante a gente, o surfe dos brasileiros. Os três que estão ali são goofies, essa onda aqui predominantemente é uma esquerda, Fiji também é uma esquerda, então vai ser legal essa reta final”.

Sophia cai repescagem na estreia – Sophia Medina, convidada do evento, pegou uma bateria difícil logo na sua estreia em eventos da elite, enfrentando a atual campeã mundial, a norte-americana Caroline Marks, e a havaiana Bettylou Sakura Johnson.

As atletas precisaram ter estratégia para escolher as melhores ondas, que estavam difíceis para a leitura no momento. Caroline e Bettylou largaram na frente, aproveitando as melhores ondas de Itaúna. Marks utilizou seu frontside para liderar a bateria com duas notas, 5.67 e 4.50, o que lhe deu tranquilidade.

Bettylou também pegou duas ondas, mas que renderam notas mais baixas, ocupando a segunda colocação na bateria durante a maior parte do tempo, com 3.33 e 1.93. Sophia demonstrava nervosismo, não conseguindo executar bem o seu surfe e obtendo apenas 1.50 e 0.50 na bateria.

Faltando 10 minutos para o fim, Marks encontra mais uma onda na bateria, utiliza seu frontside com maestria, executa boas manobras e conquista a maior nota do confronto até então, 6.00 pontos. Logo em seguida, Sophia pega sua primeira boa onda, realiza uma rasgada, mas não consegue finalizar a manobra, obtendo 1.93.

Com apenas 6 minutos restantes, Medina encontra outra onda, executa uma rasgada e finaliza com uma batida firme na junção, conquistando 2.90 pontos dos juízes. Sophia e Bettylou agora encaram a repescagem, já Caroline segue para as quartas de final. Placar final: Caroline Marks 11.67, contra 5.26 de Bettylou Sakura Johnson e 4.83 da Sophia Medina.

Samuel perde de cara – Samuel Pupo encarou os australianos Jack Robinson e Ryan Callinan e não conseguiu avançar, caindo para a repescagem. Pupo, que já conquistou um vice-campeonato na etapa de 2022, começou a bateria atrás de Jack e Ryan. Callinan abriu o placar com uma onda forte, obtendo a pontuação de 5.83. Robinson também não perdeu tempo e pegou uma boa onda logo no início, conseguindo 3.00.

Na sequência, Ryan aumentou a pressão, pegou mais uma onda e executou algumas rasgadas precisas, garantindo um 2.87. Jack, então, reagiu e virou a bateria, cravando um 7.00. Robinson se destacou com variações de rasgadas e batidas, disparando no confronto. Samuel também mandou bem, pegando sua primeira onda na bateria, batendo forte na série e levantando a galera. Com essa performance, Pupo conquistou 5.00 pontos.

A bateria foi bastante movimentada e Ryan reassumiu a liderança após pegar outra boa onda, manobrando para a esquerda e levando um 5.40. Faltando 10 minutos para o término, Pupo adicionou 1.83 ao seu somatório e na sequência conseguiu melhorar sua segunda nota para 3.30. Jack trocou sua segunda nota (3.00) por 3.83 e se manteve como vice da bateria.

Faltando 4 minutos para o fim, Samuel precisava de 6.23, pegou uma onda menor, mandou uma rasgada, mas não conseguiu completar. Na sequência, Jack pegou uma da série, acertou duas rasgadas e finalizou com uma batida, conseguindo um 5.87 e virando a bateria para avançar às oitavas. Samuel ficou em terceiro no embate e caiu para a repescagem da etapa. Placar final: 12.87 para Jack Robinson, contra 11.23 de Ryan Callinan e 8.30 de Samuel Pupo.

João também cai para repescagem – João enfrentou o líder do ranking do CT, o havaiano John John Florence, e o marroquino Ramzi Boukhiam, e caiu para a repescagem. A bateria foi bastante movimentada, com todos os atletas buscando as ondas a todo momento.

O primeiro a fazer uma boa nota foi Ramzi, que pegou uma onda para esquerda mais embaixo, executou manobras firmes de frontside e tirou 5.00 pontos. Depois, João foi para cima, achou uma boa onda da série, variou rasgadas e batidas, conseguindo 5.50 pontos.

John John também reagiu, executando manobras com notas 3.33 e 3.23 em sequência. Em seguida, João fez uma onda na casa dos 3.77. O embate se tornou frenético, com Florence surfando toda a onda, mesclando rasgadas e batidas potentes, passando a seção e obtendo a nota 4.77, assumindo a liderança.

Conhecedor profundo do Pico, Chianca aguardou a onda da série para a esquerda, realizou uma batida forte, executou rasgadas com estilo e finalizou com firmeza na junção. Os juízes demoraram um pouco para divulgar a nota, que foi de 4.77, suficiente para garantir o primeiro lugar.

O confronto parecia um duelo particular entre John John e João, pois o marroquino Ramzi Boukhiam surfou apenas uma onda até o final da bateria. O atleta pegou a segunda onda a cinco minutos do término e obteve a nota 5.30, virando a bateria. Placar final: 10.30 para Ramzi Boukhiam, contra 10.27 de João Chianca e 8.10 de John John Florence.

Tainá eliminada – Tainá Hinckel duelou na repescagem contra a líder do rankin, a norte-americana Caitlin Simmers e não conseguiu se recuperar. Em duelo com poucas ondas, Caitlin iniciou o embate com nota 7.17 depois de pegar uma esquerda da série, executar três manobras de backside.

O confronto ficou devagar até a metade, onde Simmers usou da mesma estratégia, pegou uma esquerda, executou um cutback, finalizou com uma batida, seguiu na onda, que armou de novo e deu mais uma batida. A onda rendeu 3.83.

Faltando 15 minutos para o fim, Tainá pegou sua primeira onda, também para esquerda, acertou duas rasgadas de backside, mas a nota foi baixa (2.17) e seguiu na segunda colocação do duelo. Simmers, na sequencia, melhora seu somatório e troca o 3.83 por 4.17 e deixou Tainá precisando tirar 9.17.

Tainá seguiu em busca da virada e pegou uma esquerda da série, mandou duas rasgadas e uma batida forte na junção, conseguindo 5.67, o que a fez voltar para o embate. Faltando 4 minutos para o fim, Hinckel precisava de 5.68 e conseguiu uma outra esquerda, usa o backside para executar duas batidas e saiu comemorando. A performance rendeu 6.33, virando a bateria.

Com menos de um minuto e precisando de 4.83 pontos, Caitlin achou uma esquerda, mandou três manobras, uma delas uma batida para finalizar e conseguiu virar novamente, recebendo 5.33. Placar final: Caitlin Simmers 12.50 x 12.00 Tainá Hinckel.

Sophia também se despede – Sophia voltou para a água e enfrentou a costarriquenha Brisa Hennessy na bateria 3 da repescagem. Medina é uma das convidadas do evento e encarou de frente a terceira colocada do ranking.

Sophia foi a primeira do duelo a pegar uma onda, mas que rendeu nota baixa (2.50). Logo depois, Medina conseguiu mais uma e somou 1.57. O somatório baixo logo foi batido por Brisa, que achou uma esquerda da série, executou duas rasgadas e finalizou bem, o que rendeu 5.00 pontos. No seu somatório, Hennessy já tinha nota 2.00 de uma onda menor.

A bateria ficou devagar até a metade, com as mulheres selecionando bem as ondas. As surfistas voltaram a pegar uma onda faltando menos de 7 minutos com Sophia achando uma esquerda, onde acerta apenas uma manobra na junção, comemora e consegue 4.00 pontos.

Depois da nota, Medina ficou precisando de 3.01 para virar o embate. Nos minutos finais, Brisa, com a prioridade, pegou uma esquerda, conseguiu um cutback, acertou uma batida e cai na junção. A onda rendeu a costarriquenha 3.50 e definiu o embate. Placar final: Brisa Hennessy 8.50 x 6.60 Sophia Medina.

João para na repescagem – Local do pico, João Chianca voltou para a água e encarou o havaiano John John Florence. Em um momento de poucas séries de 1 metro e meio de face, João e John John adotaram estratégias parecidas de ir em busca das oportunidades.

Ambos iniciaram o duelo com notas baixas, onde Chianca fez 2.00 e o Florence tirou nota 1.00. Em bateria pouco movimentada, John John achou mais duas ondas, onde mandou manobras de pouca expressão, mas que rendeu a ele 5.17 e 3.67. João também alterou a sua primeira nota, mas com uma pontuação baixa (3.43).

As condições foram difíceis, com as ondas enchendo e os atletas tiveram que escolher ainda mais as oportunidades. John John aproveitou, achou uma das que buscava para fazer a maior nota do embate, 7.17. Florence conseguiu uma parede para manobrar forte, variar e praticamente selar o confronto.

O duelo teve pouca emoção, em momento diferente do mar. João buscou as esquerdas mais embaixo e não conseguiu performar. Faltando menos de 2 minutos, mesmo com prioridade, John John foi em outra esquerda com parede, mandou duas rasgadas e tentou um aéreo na junção, mas não completou. Placar final: John John Florence 12.34 contra 7.13 do João Chianca.

Samuel eliminado por Griffin – Pupo entrou no mar na bateria 3 da repescagem contra o norte-americano Griffin Colapinto. Em um período difícil do mar, Samuel começou o duelo com uma boa direita, com variação de manobras para tirar 5.67 dos juízes. Griffin também fez o seu, pegou uma esquerda, executou rasgadas e finalizou a onda na junção com uma batida, rendendo 5.50 pontos.

Já na sequencia, Pupo foi em outra direita, mandou rasgadas com potência e conseguiu mais uma nota, 5.40, e colocou pressão em Griffin. Mas Samuel seguiu agressivo, pegou outra onda, dessa vez para esquerda com tamanho, acertou duas fortes batidas e arrancou 6.30 dos juízes.

Griffin ficou precisando de 6.47 para virar a bateria e conseguiu. Em uma série para esquerda, Colapinto executou três manobras, duas delas soltando muita água e ganhou nota 7.00 dos juízes e virou o confronto.

A bateria ficou mais tranquila nos minutos finais, com Griffin segurando a vantagem e Samuel precisando de 6.21 para virar o duelo. Pupo tentou acertar a junção de outra esquerda com um tamanho, mas não conseguiu voltar da manobra. Placar final: Griffin Colapinto 12.50 contra 11.97 de Samuel Pupo.

Próxima chamada – A próxima chamada do Rio Pro 2024 acontece nesta quinta-feira (27), às 7h15.

Transmissão ao vivo – O Rio Pro 2024 pode ser assistido ao vivo pelo Sportv e Globoplay. A transmissão também pode ser acompanhada pelo WorldSurfLeague.com e pelo Aplicativo da WSL. O Canal da entidade no YouTube também transmite, porém só até o término das oitavas de final.

Rio Pro 2024
Round 1 Feminino

1 Molly Picklum (AUS) 7.00, Johanne Defay (FRA) 10.60, Sawyer Lindblad (EUA) 11.77

2 Caitlin Simmers (EUA) 5.30, Tatiana Weston-Webb (BRA) 9.66, Tainá Hinckel (BRA) 5.67

3 Caroline Marks (EUA) 11.67, Bettylou Sakura Johnson (HAV) 5.26, Sophia Medina (BRA) 4.83

4 Brisa Hennessy (CRC) 9.70, Gabriela Bryan (HAV) 9.30, Luana Silva (BRA) 11.16
Round 1 Masculino

1 Ethan Ewing (AUS) 12.87, Cole Houshmand (EUA) 7.50, Connor O’Leary (JAP) 8.83

2 Griffin Colapinto (EUA) 7.70, Kanoa Igarashi (JPN) 11.30, Seth Moniz (HAV) 12.40

3 Jack Robinson (AUS) 12.87, Ryan Callinan (AUS) 11.23, Samuel Pupo (BRA) 8.30

4 John John Florence (HAV) 8.10, Ramzi Boukhiam (MAR) 10.30, João Chianca (BRA) 10.27 

5 Jordy Smith (AFR) 10.40, Barron Mamiya (HAV) 10.10, Imaikalani deVault (HAV) 7.17

Gabriel Medina (BRA) 14.93, Rio Waida (IDN) 12.60, Leonardo Fioravanti (ITA) 6.87

Italo Ferreira (BRA) 14.50, Crosby Colapinto (EUA) 13.94, Liam O’Brien (AUS) 8.50

8 Yago Dora (BRA) 13.60, Jake Marshall (EUA) 7.73, Matthew McGillivray (AFR) 11.33

Repescagem Feminino

1 Caitlin Simmers (EUA) 12.50 x 12.00 Tainá Hinckel (BRA)

2 Molly Picklum (AUS) 12.23 x 6.90 Bettylou Sakura Johnson (HAV)

3 Brisa Hennessy (CRC) 8.50 x 6.60 Sophia Medina (BRA)

4 Johanne Defay (FRA) 4.06 x 10.84 Gabriela Bryan (HAV)

Repescagem Masculino 

1 John John Florence (HAV) 12.34 x 7.13 João Chianca (BRA)

2 Rio Waida (IND) 12.70 x 11.07 Leonardo Fioravanti (ITA)

3 Griffin Colapinto (EUA) 12.50 x 11.97 Samuel Pupo (BRA)

4 Barron Mamiya (HAV) 7.50 x 10.66 Liam O’Brien (AUS)

5 Jake Marshall (EUA) x Connor O’Leary (JPN)

6 Cole Hoshmand (EUA) x Matthew McGillivray (AFR)

7 Crosby Colapinto (EUA) x Imaikalani deVault (HAV)

8 Kanoa Igarashi (JPN) x Ryan Callinan (AUS)

Quartas de Final Feminino

1 Caroline Marks (EUA) x Sawyer Lindblad (EUA)

2 Brisa Hennessy (CRC) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

3 Caitlin Simmers (EUA) x Luana Silva (BRA)

4 Molly Picklum (AUS) x Gabriela Bryan (HAV)

 

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    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.

    Gabriel Medina foi vice-campeão do Fiji Pro 2026, encerrado nesta quinta-feira (3), em Cloudbreak. O tricampeão mundial chegou à decisão depois de uma grande campanha nas ondas pesadas da etapa, mas foi superado pelo norte-americano Cole Houshmand. O resultado marca uma forte recuperação do brasileiro, que vinha de eliminações na primeira fase nas duas etapas anteriores, no Brasil e no Taiti, e agora sobe para a quarta colocação no ranking mundial. A final ganhou emoção na segunda metade. Houshmand abriu vantagem e chegou a 16,87 pontos, deixando Medina em combinação. O brasileiro respondeu com a melhor onda da decisão: entubou com profundidade, acelerou por dentro, atravessou diferentes seções e saiu limpo para receber nota 10. Medina voltou à disputa, mas Houshmand, com a prioridade, controlou os cinco minutos finais e garantiu o terceiro título de sua carreira no Championship Tour. “Sair daquele tubo na final foi a melhor sensação. Eu estava esperando por aquela onda e estou muito feliz por ter conseguido o 10. Me sinto bem por ter chegado à final com o Cole. Ele é um bom amigo e vem surfando muito. Estou muito feliz de estar aqui e feliz pelo Cole também. Hoje foi incrível”, disse Medina. Medina, bicampeão em Fiji, buscava a terceira vitória em sua quarta final no evento. No dia decisivo, marcou 9,33 nas quartas, somou duas notas acima de 9 para chegar a 19,04 pontos na semifinal e fechou a campanha com o 10 na decisão. No feminino, Erin Brooks conquistou o título sem entrar na água na final, depois que Isabella Nichols desistiu da disputa por causa de uma lesão no tornozelo sofrida na semifinal. A canadense de 19 anos, que também venceu no Taiti, chegou ao segundo triunfo consecutivo no CT e à segunda vitória da carreira em Fiji. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por People On Tour (@peopleontour) Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Cole Houshmand (EUA) 15.17 x 12.70 Ethan Ewing (AUS)3 – Yago Dora (BRA) 15.40 x 13.67 Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.27 x 11.66 Alan Cleland (MEX)5 – Morgan Cibilic (AUS) 14.34 x 13.17 João Chianca (BRA)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) 11.06 x 9.17 Eli Hanneman (HAV)7 – Callum Robson (AUS) 9.10 x 8.94 Liam O’Brien (AUS)8 – Jake Marshall (EUA) 13.17 x 7.33 George Pittar (AUS)9 – Italo Ferreira (BRA) 12.70 x 10.56 Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) 16.40 x 16.00 Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) 13.50 x 12.73 Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) 15.17 x 9.73 Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) 12.26 x 10.70 Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) 16.17 x 10.43 Crosby Colapinto (EUA)15 – Barron Mamiya (HAV) 13.87 x 10.50 Jack Robinson (AUS)16 – Gabriel Medina (BRA) 13.94 x 9.83 Joel Vaughan (AUS) Round 3 1 – Cole Houshmand (EUA) 10.17 x 4.00 Seth Moniz (HAV)2 – Yago Dora (BRA) 14.40 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)3 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.43 Morgan Cibilic (AUS)4 – Callum Robson (AUS) 10.50 x 8.77 Jake Marshall (EUA)5 – Connor O’Leary (JAP) 14.33 x 7.27 Italo Ferreira (BRA)6 – Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x 12.60 Samuel Pupo (BRA)7 – Kauli Vaast (FRA) 19.07 x 11.17 Miguel Pupo (BRA)8 – Gabriel Medina (BRA) 13.77 x 13.33 Barron Mamiya (HAV) Quartas de final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.13 x 13.27 Yago Dora (BRA)2 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.10 x 10.94 Callum Robson (AUS)3 – Griffin Colapinto (EUA) 13.00 x 10.50 Connor O’Leary (JAP)4 – Gabriel Medina (BRA) 15.66 x 7.33 Kauli Vaast (FRA) Semifinais 1 – Cole Houshmand (EUA) 17.10 x 11.33 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 19.04 x 14.57 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.87 x 15.17 Gabriel Medina (BRA) Feminino Round 1 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ) Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) 12.13 x 11.50 Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14.60 x 9.00 Luana Silva (BRA)3 – Vahine Fierro (FRA) 11.67 x 10.43 Sawyer Lindblad (EUA)4 – Erin Brooks (CAN) 10.83 x 6.00 Caroline Marks (EUA)5 – Yolanda Hopkins (POR) 10.17 x 9.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Isabella Nichols (AUS) 11.60 x 8.93 Nadia Erostarbe (ESP)7 – Brisa Hennessy (CRC) 8.57 x 5.67 Molly Picklum (AUS)8 – Lakey Peterson (EUA) 13.10 x 8.04 Francisca Veselko (POR) Quartas de final 1 – Carissa Moore (HAV) 14.34 x 11.00 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Erin Brooks (CAN) 11.10 x 10.67 Vahine Fierro (FRA)3 – Isabella Nichols (AUS) 9.67 x 6.77 Yolanda Hopkins (POR)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.83 x 7.47 Lakey Peterson (EUA) Semifinais 1 – Erin Brooks (CAN) 11.84 x 9.97 Carissa Moore (HAV)2 – Isabella Nichols (AUS) 10.67 x 10.50 Brisa Hennessy (CRC) Final 1 – Erin Brooks (CAN) vence Isabella Nichols (AUS) por lesão

    Com nota 10 na final, tricampeão mundial Gabriel Medina fica com o vice em Fiji, sobe para quarto no ranking e retoma protagonismo no circuito. Cole Houshmand e Erin Brooks vencem o campeonato.

    Oito anos depois de entrar para a história do surfe de ondas gigantes, Rodrigo Koxa volta a viver a expectativa de alcançar o topo. O brasileiro é o protagonista de DÉJÀ VU, curta-metragem documental que acompanha o período de espera por mais um possível momento histórico de sua carreira. Finalista do Big Wave Challenge 2026 na categoria Maior Onda Masculina, Koxa disputa o prêmio depois de surfar uma onda em Nazaré, Portugal, cuja medição preliminar chegou a 29,15 metros. O resultado oficial será apresentado no dia 19 de setembro, durante a cerimônia da premiação no Lido Theatre, em Newport Beach, Califórnia, nos Estados Unidos. Mais do que acompanhar a disputa por um título, DÉJÀ VU mergulha justamente no período de espera que antecede a definição. Entre ansiedade, memórias, preparação e expectativa, o filme mostra Koxa novamente diante da possibilidade de alcançar um lugar que já ocupou. Em 2018, o brasileiro recebeu o reconhecimento do Guinness World Records pela maior onda já surfada, depois de descer uma onda de 80 pés (24,38 metros) em Nazaré. A marca permaneceu como recorde mundial até ser superada, em 2022, pelo alemão Sebastian Steudtner, que surfou uma onda de 86 pés (26,21 metros). Agora, a nova onda de Koxa pode colocá-lo novamente na disputa pelo posto. Caso a medição oficial confirme os 29,15 metros registrados preliminarmente e sejam atendidos os critérios aplicáveis, o brasileiro poderá conquistar o título de maior onda da temporada e voltar a disputar o recorde mundial. “Estava muito na expectativa de ver minha onda nessa final. Vou trazer de volta esse título de maior da temporada. Foi uma onda diferente em dezembro, surfada do pico até a base, até o final eu estava na adrenalina e na dúvida se conseguiria completar pelo nível de dificuldade.” Rodrigo Koxa Na disputa pelo prêmio também estão outros dois nomes que surfaram ondas em Nazaré: o brasileiro Lucas Chumbo e o francês Clement Roseyro. Por dentro de Déjà Vu Produzido por Rodrigo Koxa e Maskavo Filmes, DÉJÀ VU tem direção de Fábio Webber e edição assinada por Koxa e Webber. O documentário reúne relatos de pessoas que acompanham de perto a trajetória do surfista. Participam do filme Aline Cacozzi, esposa de Koxa; Vitor Faria, parceiro de ondas gigantes; Thiago Jacaré, coordenador do Big Wave Brasil; e Paulo Vinícius, designer. “Estou muito confiante em ter essa medição homologada e recuperar também esse recorde mundial. Agradeço a torcida da galera e peço a todos boas energias, que isso faz toda a diferença!” Rodrigo Koxa Aos 46 anos, Koxa se vê novamente diante da possibilidade de viver uma conquista que já fez parte de sua história. Oito anos depois de entrar para a história, a expectativa está de volta. A pressão também. E é justamente essa sensação que dá nome ao filme: DÉJÀ VU. Um déjà vu que pode terminar com um novo capítulo na história do surfe de ondas gigantes.

    Documentário acompanha Rodrigo Koxa nos bastidores da expectativa por um novo recorde mundial após o brasileiro surfar uma onda de 29,15 metros em Nazaré.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.