REMA

Alex e Alonso brilham em Itaúna

Alex Ribeiro faz maior nota e peruano Alonso Correa alcança maior somatório no quinto dia do REMA Saquarema Surf Festival na Praia de Itaúna. Longboarders estreiam no evento.

A Praia de Itaúna mostrou porque é considerada como o Maracanã do surfe brasileiro nesta quarta-feira (16) de mar clássico, com as ondas passando dos 2 metros de altura durante todo o dia. Nessas condições épicas, o REMA WSL Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves apresentado pela Prefeitura de Saquarema abriu as competições do Longboard e do QS 6000 Feminino.

Também rolou uma fase do QS 6000 Masculino, com o paulista Alex Ribeiro e o peruano Alonso Correa registrando novos recordes, nota 9,00 e 16,17 pontos, respectivamente. O show de surfe prossegue nesta quinta-feira (17) só de QS 6000, a partir das 7h, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

O quinto dia começou com os longboarders estreando em ondas épicas. O atual campeão sul-americano, Alexandre Escobar, que venceu o REMA WSL Saquarema Surf Festival no ano passado, chegou a quebrar dois pranchões na sua primeira bateria. Mesmo assim, ele começou a defender o título com vitória e depois passou pelas quartas de final também. Nesta segunda rodada, estrearam os 8 cabeças de chave e o bicampeão mundial Phil Rajzman venceu a primeira batalha por vagas nas semifinais. O carioca e o mexicano Heriberto Torres Martinez, barraram o líder do ranking 2025 da WSL South America, Ignacio Pignataro do Uruguai, e o paulista Fabio Santos.

“É um prazer enorme estar aqui mais uma vez participando do REMA Saquarema Surf Festival. Foi aqui em Saquarema onde eu comecei a competir de Longboard, quando eu tinha 14 anos de idade. Mas eu já vinha participando de eventos aqui de pranchinha muito antes, com uns 7 anos de idade”, relembrou Phil Rajzman. “Saquarema é um lugar que eu tenho muito carinho e dá uma nostalgia estar competindo aqui novamente. Eu já tive grandes resultados aqui e as ondas estão perfeitas, não tem aquele vento de lado. O mar tá bem lisinho e sempre dá para esperar um algo mais em Saquarema. Com certeza, esse campeonato já está sendo marcado por altas ondas desde o primeiro dia de competição, com o Longboard estreando hoje em mais um dia clássico de ondas”.

Na primeira semifinal, Phil Rajzman vai enfrentar um local de Saquarema, Rodrigo Sphaier, Leonardo Esteves Martins e o mexicano Heriberto Torres Martinez. Na outra disputa por duas vagas na decisão do Longboard no REMA WSL Saquarema Surf Festival, está o defensor do título, Alexandre Escobar, com Wenderson Biludo, Hideki Duarte e o uruguaio Julian Schweizer, que fez os recordes dos pranchões na quarta-feira, nota 7,43 e 14,43 pontos. Na categoria feminina, só rolou uma bateria e a tricampeã sul-americana, Chloe Calmon, deu um show no seu retorno às competições na WSL, depois da pausa para tratar da saúde mental no ano passado.

“Estou muito feliz por estar competindo novamente em Saquarema. Sinto que depois da pausa, estou conseguindo ressignificar minha relação com o surfe e a competitividade também”, disse Chloe Calmon. “É sempre especial competir aqui em Saquarema, ainda mais com altas ondas. Eu nem queria sair da água e estou muito feliz de ter começado bem o campeonato. A ansiedade estava a mil, porque deu altas ondas todos os dias. Hoje tava parecendo com o primeiro dia (sábado), que colocaram o QS, mas no freesurf deu pra pegar altas ondas. É muito bom competir com altas ondas e Saquarema nunca decepciona”.

QS 6000 Feminino – Além do Longboard, na quarta-feira também foi iniciado o QS 6000 feminino do REMA WSL Saquarema Surf Festival. As meninas competiram depois da quarta fase do QS 6000 masculino e ninguém conseguiu superar os 14,50 pontos da jovem peruana Sofia Artieda, somando notas 7,50 e 7,00 na primeira bateria. A segunda foi vencida pela experiente surfista de Saquarema, Taís Almeida, que foi a primeira campeã sul-americana Pro Junior da história da WSL South America em 2005 e depois também conquistou o título principal de melhor surfista profissional da América do Sul em 2009.

“Tem altas ondas, mas lá dentro tá bem difícil”, destacou Taís Almeida. “Mas, eu usei minha experiência, entrei focada em tentar pegar pelo menos duas ondas boas que entram no somatório e foi o que eu fiz. Eu consegui já pegar uma primeira onda legal, que me deixou mais tranquila. Tive que sair correndo pela areia para entrar no canal de novo e consegui fazer outra onda que me deu a chance de passar a bateria e vamos pra próxima”.

Tais já completou 40 anos de idade esse ano e competiu contra duas jovens competidoras de apenas 15 anos, a peruana Brianna Barthelmess e a paulista Maeva Guastala. Ela trabalha com jovens surfistas no Centro de Treinamento Leo Neves e sempre participa do REMA WSL Saquarema Surf Festival. Tais Almeida passou para a rodada de estreia das 8 cabeças de chave deste evento realizado pela 213 Sports em memória a Leo Neves desde 2021. Ela foi para a segunda bateria, da campeã do QS de 2023, Tainá Hinckel, a também catarinense Isabelle Nalu e a paranaense Luara Mandelli.

Campeãs em Saquarema – Entre as cabeças de chave da segunda fase do QS 6000 Feminino, que vai abrir a quinta-feira, às 7h, estão as quatro campeãs do REMA WSL Saquarema Surf Festival. A primeira a escrever seu nome no Troféu Leo Neves em 2021, Sophia Medina, entra na primeira das oito baterias. Na segunda está a surfista olímpica Tainá Hinckel, campeã de 2023. Na quinta estreia a também catarinense Laura Raupp, atual campeã sul-americana que defende o título conquistado na Praia de Itaúna no ano passado. E a peruana Daniella Rosas, que venceu a segunda edição em 2022, fecha essa segunda fase.

Sophia Medina, Laura Raupp, Daniella Rosas e a também peruana Arena Rodriguez, que vai estrear na quarta bateria, vão disputar o Challenger Series esse ano, assim como Sol Aguirre, única que competiu no mar épico da quarta-feira. No ano passado, a peruana bateu todos os recordes femininos na Praia de Itaúna, com a nota 9,83 e os 18,56 pontos que totalizou. Sol teve um pouco de trabalho para surfar no mar gigante da quarta-feira, mas depois achou as ondas para derrotar as brasileiras Isabela Saldanha, Kayane Reis e Nalu Demski, por 11,83 pontos, somando uma nota 6,83 da sua melhor apresentação.

“Estava bem difícil o mar, tem que ter muita conexão, as ondas estão bem maiores. Eu só tava surfando marola, ondas medianas, mas agora está muito grande”, destacou Sol Aguirre. “Isso é Saquarema, mas tenho as pranchas certas para cada condição e estou feliz por ter passado essa bateria. Esse lugar é muito especial. Eu competi aqui no CT e foi incrível ter recebido o convite da WSL para competir aqui, porque tem muitas brasileiras. Fiquei feliz em representar a América do Sul e competir com a Carissa Moore, Tatiana Weston-Webb, foi uma experiência incrível”.

QS 6000 Masculino – Entre o Longboard e o QS 6000 Feminino, foi realizada a quarta fase do QS 6000 Masculino, com 8 baterias valendo vagas para a rodada classificatória para as quartas de final do REMA WSL Saquarema Surf Festival. No mar desafiador da quarta-feira, foram registrados novos recordes. Logo na segunda bateria, o paulista Alex Ribeiro atacou uma morra com três manobras potentes de frontside, que arrancaram nota 9,00 dos juízes. Ele igualou a nota que a peruana Catalina Zariquiey conseguiu em sua estreia na categoria Pro Junior na terça-feira. Ambos agora dividem o topo da lista dos recordes de 2025.

“Saquarema é incrível. Na hora da minha bateria, a maré começou a secar, a onda começou a vir muito boa lá no fundo e estou muito feliz por ter começado a bateria com um 9,00”, diz Alex Ribeiro. “Começar bem assim, deixa a gente mais relaxado pra escolher melhor as ondas, mas tá difícil de encontrar. Tanto que demorei pra encontrar uma outra pra tirar um 6, que me deixou mais tranquilo. A prancha também está muito boa. Eu não tinha usado ela aqui em Saquarema ainda, mas já tinha testado lá no Sul e sabia que encaixaria nesse mar. Estou feliz por ter começado bem e vamos pra próxima”.

Alex Ribeiro já fez parte da elite mundial da World Surf League, foi campeão sul-americano em 2014 e enfrentou dois campeões mundiais da categoria Pro Junior, que vão disputar o Challenger Series esse ano. Na briga pela segunda vaga para a próxima fase, o campeão Pro Junior de 2019 e campeão sul-americano da temporada 2023/2024 da WSL South America, Mateus Herdy, despachou o campeão mundial Junior de 2015, Lucas Silveira, além do cearense da nova geração, Guilherme Lemos.

Recorde de pontos – O atual campeão sul-americano da WSL, Lucas Vicente, segue defendendo o título do REMA WSL Saquarema Surf Festival, passando em segundo na dobradinha catarinense com Luan Wood. Já o vice-campeão na final do ano passado, Franco Radziunas, foi barrado na última bateria do QS 6000 masculino. Nessa, o peruano Alonso Correa fez um novo recorde de 16,17 pontos nesta competição esse ano, somando notas 8,50 e 7,67 nas duas melhores ondas que surfou.

“Eu estava remando e vi a onda que parecia incrível, era uma onda grande e estava mais limpa dos que as outras. Tem muito bump aqui, muito backwash e essa estava mais limpa, fui pra primeira manobra com tudo e sabia que ia ser duas manobras, então estou muito feliz pelas condições das ondas hoje aqui em Saquarema”, descreve Alonso Correa, sobre a onda que valeu nota 8,50. “Estou vendo o mar o dia todo, desde o Longboard e não via a hora de entrar na água. Eu estudei o mar e a prancha estava perfeita também, então tudo simplesmente fluiu. Tem altas ondas e Saquarema é o lugar que tenho que trazer mais pranchas de todo o Brasil. Mas, estamos preparados para tudo, porque o mar aqui muda muito”.

Chamada às 6h30 – Assim como aconteceu na quarta-feira, a primeira chamada da quinta-feira também foi marcada para as 6h30, com um possível início da competição as 7h00 na Praia de Itaúna. No sexto dia do Maior Festival de Surfe da América do Sul, só vai ter baterias do QS 6000 masculino e feminino. A quinta-feira vai começar pela rodada de estreia das cabeças de chave do QS feminino. Depois dessas 8 baterias, tem a fase classificatória para as quartas de final masculinas, seguida por esta mesma rodada das meninas. E a previsão é encerrar a quinta-feira com as quartas de final do QS 6000 masculino.

A Prefeitura de Saquarema apresenta o REMA WSL Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, uma realização da 213 Sports / V3A com homologação da WSL Latin America, que acontece com patrocínios da Cerveja Praya, Rip Curl e Monster Energy Drink; apoio da Ocean Drop e Viação 1001; parceria de mídia do Canal Woohoo, Flamboiar, Waves, Surfguru, Saquarema da Informação, Costa do Sol FM e parceria institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema (ASS) e Centro de Treinamento Leo Neves, com transmissão ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

Resultados da quarta-feira (16)
Primeira fase Longboard Masculino – 3.o=17.o lugar (200 pts) e 4.o=21.o lugar (174 pts):

1.a: 1-Fabio Santos (BRA), 2-Jefson Silva (BRA), 3-João Luis da Silva (BRA)

2.a: 1-Rodrigo Sphaier (BRA), 2-Heriberto T. Martinez (MEX), 3-José T. Alencar (BRA), 4-Gabriel Moura (BRA)

3.a: 1-Wenderson Biludo (BRA), 2-Yam Wisman (BRA), 3-Petterson Silva (BRA)

4.a: 1-Alexandre Escobar (BRA), 2-Romoaldo Nascimento (BRA), 3-Pedro Carvalho (BRA)
Quartas de final Longboard Masculino – entrada dos 8 cabeças de chave ———-3.o=9.o lugar (350 pontos) e 4.o=13.o lugar (295 pontos)

1.a: 1-Phil Rajzman (BRA), 2-Heriberto T. Martinez (MEX), 3-Ignacio Pignataro (URU), 4-Fabio Santos (BRA)

2.a: 1-Leonardo Esteves Martins (BRA), 2-Rodrigo Sphaier (BRA), 3-Jefson Silva (BRA), 4-Jeferson Silva (BRA)

3.a: 1-Hideki Duarte (BRA), 2-Wenderson Biludo (BRA), 3-Carlos Bahia (BRA), 4-Romoaldo Nascimento (BRA)

4.a: 1-Julian Schweizer (URU), 2-Alexandre Escobar (BRA), 3-Lucas Salomone (BRA), 4-Yam Wisman (BRA)
Primeira fase Longboard Feminino – 3.a=9.o lugar com 350 pontos:

1.a: 1-Chloe Calmon (BRA), 2-Ayllar Cinti (BRA), 3-Gabriela Sztamfater (BRA)

2.a: Rayane Amaral (BRA) e Inês Beisso (ARG) avançaram sem precisar competir

3.a: Evelin Neves (BRA) e Viviane Skinner (BRA) avançaram sem precisar competir

4.a: Luana Soares (BRA) e Juliette Duhaime (ARG) avançaram sem precisar competir

Quarta fase QS 6000 Masculino – QUARTA FASE – 3.o=17.o lugar (960 pts) e 4.o=25.o lugar (864 pts):

1.a: 1-Renan Pulga (BRA), 2-Daniel Templar (BRA), 3-Valentin Neves (BRA), 4-Peterson Crisanto (BRA)

2.a: 1-Alex Ribeiro (BRA), 2-Mateus Herdy (BRA), 3-Guilherme Lemos (BRA), 4-Lucas Silveira (BRA)

3.a: 1-Gabriel Klaussner (BRA), 2-Vitor Ferreira (BRA), 3-Michael Rodrigues (BRA), 4-Rickson Falcão (BRA)

4.a: 1-Daniel Adisaka (BRA), 2-Igor Moraes (BRA), 3-Santiago Muniz (ARG), 4-Roberto Araki (CHL)

5.a: 1-Luan Wood (BRA), 2-Lucas Vicente (BRA), 3-Francisco Bellorin (VEN), 4-Mateus Sena (BRA)

6.a: 1-Raul Rios (PER), 2-Arthur Maximo (BRA), 3-Martin Ottado (URU), 4-Wallace Vasco (BRA)

7.a: 1-Weslley Dantas (BRA), 2-Cauã Costa (BRA), 3-Samuel Igo (BRA), 4-Ryan Kainalo (BRA)

8.a: 1-Alonso Correa (PER), 2-Caio Costa (BRA), 3-Franco Radziunas (ARG), 4-Wiggolly Dantas (BRA)
Primeira fase QS 6000 Feminino – PRIMEIRA FASE – 3.a=33.o lugar (540 pts) e 4.a=41.o lugar (510 pts):

1: 1-Sofia Artieda (PER), 2-Luara Mandelli (BRA), 3-Julia Duarte (BRA)

2: 1-Tais Almeida (BRA), 2-Brianna Barthelmess (PER), 3-Maeva Guastala (BRA), 4-Karol Ribeiro (BRA)

3: 1-Isidora Bultó (CHL), 2-Ana Gonzalez Velasco (MEX), 3-Leticia Calleia (BRA), 4-Kemily Sampaio (BRA)

4: 1-Maria Eduarda (BRA), 2-Yanca Costa (BRA), 3-Potira Castaman (BRA), 4-Juliana Meneguel (BRA)

5: 1-Sol Aguirre (PER), 2-Isabela Saldanha (BRA), 3-Kayane Reis (BRA), 4-Nalu Demski (BRA)

6: 1-Catalina Zariquiey (PER), 2-Victoria Munoz Larreta (ARG), 3-Laiz Costa (BRA), 4-Valentina Zanoni (BRA)

7: 1-Estela Lopez (CHL), 2-Julia Nicanor (BRA), 3-Carol Bastides (BRA), 4-Isabela de Liz (BRA)

8: 1-Matilda Bultó (CHL), 2-Aysha Ratto (BRA), 3-Sol Carrion (BRA), 4-Kiany Hyakutake (BRA)
Baterias que abem a quinta-feira (17) em Itaúna
Segunda fase QS 6000 Feminino – entrada das 16 cabeças de chave ————3.a=17.o lugar (960 pontos) e 4.a-25.o lugar (864 pontos)

1 Sophia Medina (BRA), Paloma Pardo (BRA), Sofia Artieda (PER), Brianna Barthelmess (PER)

2 Tainá Hinckel (BRA), Isabelle Nalu (BRA), Tais Almeida (BRA), Luara Mandelli (BRA)

3 Vera Jarisz (ARG), Kalea Gervasi (PER), Isidora Bultó (CHL), Yanca Costa (BRA)

4 Arena Rodriguez (PER), Melanie Giunta (PER), Maria Eduarda (BRA), Ana Gonzalez Velasco (MEX)

5 Laura Raupp (BRA), Camila Sanday (PER), Sol Aguirre (PER), Victoria Muñoz Larreta (ARG)

6 Juliana dos Santos (BRA), Genesis Garcia (EQU), Catalina Zariquiey (PER), Isabela Saldanha (BRA)

7 Silvana Lima (BRA), Alexia Monteiro (BRA), Estela Lopez (CHL), Aysha Ratto (BRA)

8 Daniella Rosas (PER), Sophia Gonçalves (BRA), Matilda Bultó (CHL), Julia Nicanor (BRA)
Quinta fase QS 6000 Masculino – 1.o e 2.o avançam para as quartas de final ————3.o=9.o lugar (1.890 pontos) e 4.o-13.o lugar (1.728 pontos)

1 Igor Moraes (BRA), Alex Ribeiro (BRA), Vitor Ferreira (BRA), Renan Pulga (BRA)

2 Mateus Herdy (BRA), Daniel Adisaka (BRA), Daniel Templar (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

3 Cauã Costa (BRA), Luan Wood (BRA), Caio Costa (BRA), Raul Rios (PER)

Lucas Vicente (BRA), Weslley Dantas (BRA), Alonso Correa (PER), Arthur Maximo (BRA)

Próximas baterias 
Terceira fase Pro Junior Masculino – entrada dos 32 cabeças de chave ———–3.o=17.o lugar (200 pontos) e 4.o=41.o lugar (150 pts)

1 Ryan Kainalo (BRA). Rafael Lutfy (BRA), Bryan Almeida (BRA), Bastian Arevalo (PER)

2 Pol Huquet (PER), Takeshi Oyama (BRA), Rafael Barbosa (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

3 Maximiliano Saenz (EQU), Mateo Christodulu (PER), Thiago Passeri (ARG), Vini Palma (BRA)

4 Guilherme Lemos (BRA), Nathan Hereda (BRA), Caio Okamoto (BRA), Joaquin M. Larreta (ARG)

5 Rickson Falcão (BRA), Caique Gomes (BRA), Yuri Gabryel (BRA), Pablo Gabriel (BRA)

6 Ryan Martins (BRA), Adrian de Osma (PER), Romeo Chavez (COL), Reimundo Berry (CHL)

7 Sunny Pires (BRA), Igor Shibata (BRA), Esdras Morais (BRA), Lucas Rosario (BRA)

8 Cauet Frazão (BRA), João Artur (BRA), Mariano Maugere (PER), Kailani Renno (BRA)
Quartas de final Feminino Pro Junior – 3.a=9.o lugar (350 pts) e 4.a=13.o lugar (295 pts):

1 Sophia Medina (BRA), Brianna Barthelmess (PER), Sofia Artieda (PER), Matilda Bultó (CHL)

2 Arena Rodriguez (PER), Luara Mandelli (BRA), Isidora Bultó (CHL), Carol Bastides (BRA)

3 Catalina Zariquiey (PER), Estela Lopez (CHL), Vera Jarisz (ARG), Alexia Monteiro (BRA)

4 Genesis Garcia (EQU), Maria Eduarda (BRA), Laiz Costa (BRA), Paloma Pardo (BRA)
Semifinais Longboard Masculino – 3.o=5.o lugar (500 pts) e 4.o=7.o lugar (445 pts):

1 Phil Rajzman (BRA), Heriberto T. Martinez (MEX), Leonardo E. Martins (BRA), Rodrigo Sphaier (BRA)

2 Hideki Duarte (BRA), Wenderson Biludo (BRA), Julian Schweizer (URU), Alexandre Escobar (BRA)
Semifinais Longboard Feminino – 3.a=5.o lugar (500 pts) e 4.a=7.o lugar (445 pts):

1 Chloe Calmon (BRA), Ayllar Cinti (BRA), Rayane Amaral (BRA), Inês Beisso (URU)

2 Evelin Neves (BRA), Viviane Skinner (BRA), Luana Soares (BRA), Juliette Duhaime (ARG)

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    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 Round 2 Feminino Round 1 Round 2

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.