Pro France

Samuel nas alturas em Culs Nus

Com um aéreo muito alto, Samuel Pupo arranca maior nota do Pro France e garante vaga na terceira fase.
Pro France 2021, Hossegor, França

Os brasileiros comandaram as ações nesta quarta-feira (20) no Pro France. Após uma maratona de 37 baterias, realizadas ao mesmo tempo em duas bancadas vizinhas em Culs Nus, o Brasil chegou na terceira fase masculina com nove brasileiros, Samuel Pupo foi o grande destaque do dia com a nota 9.43 pontos, conquistada com uma rasgada e um aéreo muito alto.

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O terceiro dia de ação da etapa francesa do Challenger Series rolou em ondas de meio a um metro, com séries maiores. O vento maral soprou e estragou a formação das direitas e esquerdas, mas era possível encontrar paredes abertas e íngremes para atacar.

Samuel competiu duas vezes nesta quarta-feira. Ele participou da 22ª bateria da primeira fase masculina. O duelo foi muito embolado, com três dos quatro surfistas separados por pouca pontuação. O brasileiro estava em terceiro lugar até os oito minutos finais. A partir daí ele encontrou paredes mais manobráveis e subiu à primeira posição com as notas 6.17 e 7.83 pontos, a maior do dia até aquele momento entre os homens.

O havaiano Eli Hanneman tomou a segunda posição do peruano Alonso Correa no fim, depois de anotar 6.50 pontos. O também surfista do Havaí, Billy Kemper, lutou muito, mas foi eliminado (4º) junto com Alonso (3º).

Samuel voltou pra água no fim de tarde francês para competir pela 11ª e penúltima bateria do segundo round. Foi aí que ele deu espetáculo. Após começar mal e ver o francês Jorgan Couzinet largar com 7.17 pontos, o brasileiro foi para as alturas. Samuel entrou numa direita, rasgou e voou muito alto, sem as mãos na borda, com rotação completa antes de aterrissar com segurança. A nota foi a maior de todo o evento até agora: 9.43.

O brasileiro ainda soltou manobras de borda em outras ondas e venceu com tranquilidade. Jorgann conseguiu se distanciar dos outros adversários e avançou com a segunda posição. Os havaianos Mason Ho (3º) e Barron Mamiya (4º) foram eliminados.

“Realmente, esse aéreo foi muito bom, mas, apesar de ter sido bem alto, eu não sabia como ele seria julgado, então fiquei muito feliz pela nota que eu recebi”, comenta Samuel, que nunca tinha competido em Hossegor. “Eu já vim aqui algumas vezes para surfar, então sei como a onda funciona e estava até parecido com as que eu surfo em casa (Maresias-SP). As condições mudam muito rápido aqui, mas deu boas ondas nas minhas baterias, estou feliz por ter passado e já estou pronto para a próxima”.

Outros shows brazucas – Samuel garantiu vaga no Round 3 do Pro France com autoridade, mas ele não foi o único brasileiro que deu show nesta quarta-feira em Hossegor. Marcos Correa e Edgard Groggia também conquistaram notas no critério excelente e foram outros destaques do dia.

Os dois já iniciaram a quarta-feira classificados para a segunda fase, e só entraram na água uma vez no dia. Marcos competiu na quarta disputa da fase e destruiu uma esquerda com duas fortes manobras que valeram a segunda maior do Round. Ele colocou 8.67 pontos no somatório e ganhou uma certa tranquilidade no duelo. Esse confronto teve 39 ondas surfadas, mas somente essa entrou no critério excelente.

Quem avançou com Marcos para o terceiro round foi o peruano Lucca Mesinas. O indonésio Rio Waida (3º) e o atleta de Barbados, Josh Burke (4º), deram adeus ao evento.

“Quero agradecer a todos pela torcida. Consegui fazer um oito alto ali (nota). Meu backup (segunda nota) estava bem baixo, mas eu acreditei até o final, consegui passar essa bateria e vamos passo a passo, vamos seguir no foco”, diz Marcos.

Edgard Groggia foi outro brasileiro que conquistou uma nota na casa dos oito pontos. Ele competiu no duelo seguinte ao de Marcos, e voou com rotação completa para garantir 8.43 pontos de nota.

Edgard fez 5.67 pontos logo depois e deixou o vice-líder da bateria, o francês Joan Duru, na necessidade de uma nota no critério excelente (8.04). Dylan Moffat estava em terceiro e reagiu com três manobras de backside (7.63). Perto do final o australiano usou a prioridade, fez duas rasgadas boas (6.37) e foi pra segundo lugar. Joan (3º) não teve tempo de reagir e saiu do Pro France, assim como o australiano Kalani Ball (4º).

“Estou muito feliz de ter completado aquele aéreo. Feliz também de estar surfando aqui, que é um dos lugares que eu mais achei bonito. É muito irado, com uma vibe muito boa. As ondas também são muito boas. Estou muito feliz de ter achado boas ondas nessa bateria. Estou com um pouco de dor ainda por conta que eu me machuquei essa semana, mas está tudo bem. É isso, vamos com tudo pra cima, vamos com tudo para o próximo round”, fala Edgard.

Dobradinhas brasileiras – O dia realmente foi bom para os brasileiros no Pro France. Tanto que os atletas conquistaram duas dobradinhas na segunda fase. Mateus Herdy abriu o dia no Pro France junto de João Chianca na 14ª bateria da primeira fase masculina.

João foi teve um bom início. Ele entrou numa direita, rasgou bonito, bateu na sequência, passou uma seção e escalou. A nota foi 6.00 pontos. Logo depois o brasileiro remou numa direita, acelerou e voou com rotação completa antes de aterrissar. A nota foi 6.67 pontos. Em apenas cinco minutos ele colocou 12.67 no somatório.

Mateus ainda não tinha surfado e o norte-americano Cole Houshmand e o japonês Shuji Nishi sim, porém sem terem conquistado notas de destaque. Mateus não foi bem nas duas primeiras ondas, porém começou a melhorar na sequência. Ele conquistou 4.67 pontos numa direita bem trabalhada, que teve algumas curvas e um aéreo reverse no inside.

Logo depois o brasileiro fez a maior nota da bateria. Mateus remou numa direita, abriu a apresentação com um aéreo reverse, mostrando as quilhas para público na praia, e depois ainda deu uma batida. A nota 7.23 o levou para a segunda posição e complicou a vida dos adversários estrangeiros.

Enquanto Shuji tentava, mas não achava ondas com potencial para boas notas, Cole encostou em Mateus após anotar 6.93 pontos. João seguia firme na ponta, mas não conseguia melhorar sua pontuação. Seu conterrâneo tentava trocar nota e conseguiu após outras duas ondas fracas. Mateus conquistou 5.07 com uma batida e um bom ataque à junção, mas permaneceu em segundo lugar.

Sob pressão de Cole, que precisava de 5.38 pontos avançar, Mateus continuou ativo. Perto do fim ele deu um gás numa direita, decolou alto com rotação e foi para a liderança com 7.17. O norte-americano ainda deu um susto em João ao surfar nos segundos finais. Porém Cole conseguiu 4.13 quando precisava de 5.74 e foi eliminado em terceiro lugar. Shuji (4º) também se despediu da prova. Mateus venceu a disputa com o somatório de 14.40.

Mateus voltou pra água na sétima bateria, que teve três brasileiros e um norte-americano. Yago Dora, que só competiu uma vez no dia, decolou de backside logo no início (7.50) após uma onda fraca, e atacou uma esquerda com algumas curvas (4.00) para se distanciar dos adversários no placar. Em seguida ele aumentou a pontuação (4.63).

Porém ele sofreu a virada e caiu para a terceira posição. Jack Marshall fez um forte ataque de backside (7.00 e 5.57) e assumiu a liderança. Mas logo depois o norte-americano perdeu a posição. Mateus Herdy começou a voar nas direitas (6.90 e 6.13) e jogou Jack para segundo.

Em terceiro lugar e fora da zona de classificação, Yago deu a resposta com um ataque numa direita (7.03 pontos) e voltou para o primeiro lugar, de onde não saiu mais. Jack (3º) ainda tentou tomar a vaga de Mateus, mas não conseguiu. Weslley Dantas fez duas notas na casa dos cinco pontos (5.63 e 5.50), e perdeu na necessidade de 7.40.

“Eu fiquei triste por esse evento não estar fazendo parte do CT e eu gosto muito de vir para cá. Gosto da vibe das pessoas, do lugar e das ondas daqui. Eu queria muito que tivesse essas bancadas perfeitas onde eu moro no Brasil e estou feliz por estar passando as baterias, pois assim posso surfar mais vezes aqui”, fala Yago . “O nível de talentos nessa minha bateria hoje é absurdo. É por isso que eu vim competir aqui, pois serve como preparação para a próxima temporada. Também fico feliz pelo Mateus (Herdy) ter passado junto comigo. Ele é tipo um irmãozinho pra mim, então vamos pra próxima”.

João Chianca retornou para o pico de Culs Nus no confronto seguinte, o de número oito da segunda fase masculina. A disputa também teve Lucas Silveira, além do australiano Liam O’Brien e do havaiano Cody Young. João fez boas rasgadas de frontside, colocando pressão na rabeta, e decolou para ficar na frente (5.73 e 5.57).

Lucas tentava ficar próximo no placar, atacando as ondas com força (5.67 e 4.37). Ele, que competia pela primeira vez no dia, chegou a assumir a segunda posição, mas sofreu a virada de Liam O’Brien (4.23 e 6.17). Porém foi por pouco tempo. Lucas voltou a surfar com pressão (5.53), e por pouco não foi para a liderança. Entretanto ele se manteve em segundo lugar e avançou com João para a terceira fase. Liam (3º) e Cody Young (4º) se despediram do Pro France.

“Hoje foi um dia desafiador, bem longo de competição. Acordei muito cedo para surfar na primeira bateria do dia e avancei junto com o Mateus (Herdy). Então, nessa tentei buscar o máximo de oportunidades para vencer, que é um ótimo jeito de terminar o dia”, fala João, que foi perguntado sobre a vaga no CT. “Não gosto de falar muito sobre isso. Tento ficar focado no presente e nem estou pensando muito em ranking, só mesmo em bateria por bateria, buscando um bom resultado aqui em Hossegor. Depois tem Haleiwa e o Havaí é o meu lugar preferido no mundo, então seria um sonho conseguir minha vaga lá”.

Alex e Jesse também no Round 3 – Os outros brasileiros que avançaram para o terceiro round foram Alex Ribeiro e Jesse Mendes. Alex abriu a primeira bateria da segunda fase com uma direita. Ele rasgou três vezes e deu uma batida para anotar 5.00 pontos.

Depois o brasileiro bateu duas vezes numa esquerda, mas na segunda ele voltou praticamente na areia e não completou a manobra (2.70). Na sequência Alex rasgou de frontside, bateu e executou outra rasgada, mas mais alongada e forte. A nota 5.37 manteve o brasileiro na liderança.

Nolan Rapoza ficou muito ativo, surfando direitas e esquerdas. O norte-americano estava em segundo lugar, mas o australiano Jacob Willcox optou por ser mais seletivo e na segunda onda executou três manobras de frontside (6.07) para assumir a vice-liderança.

Enquanto o francês Marco Mignot seguia sem achar ondas boas, Nolan continuava surfando, mas sem trocar de nota. Já o aussie Jacob melhorou o somatório com 4.33 pontos e se manteve no segundo lugar. Ele avançou para o terceiro round junto de Alex, vencedor da bateria que no final ainda melhorou a pontuação com mais 5.27. Nolan (3º) e Marco (4º) foram eliminados.

A sexta bateria da segunda fase teve Jesse Mendes como líder durante grande parte dos 30 minutos de duelo. Porém o japonês Kanoa Igarashi partiu para os aéreos perto do fim, e com duas notas na casa dos sete pontos (7.10 e 7.00) foi para a primeira posição.

O marroquino Ramzi Boukhiam (3º) e o havaiano Imaikalani deVault (4º) lutaram bastante, mas foram eliminados na necessidade de notas na casa dos cinco pontos.

Baixas brazucas – O Brasil perdeu oito surfistas nesta quarta-feira. Alejo Muniz, Weslley Dantas, Caio Ibelli e Thiago Camarão foram eliminados na segunda fase. Já Luel Felipe, Victor Bernardo, Wiggolly Dantas e Willian Cardoso perderam no Round 1.

Feminino – A segunda e a terceira fases femininas do Pro France também foram disputadas nesta quarta-feira. Summer Macedo era a única brasileira viva na etapa, porém ficou em quarto lugar na sétima bateria do Round 2 e terminou o evento na 25ª posição.

As melhores meninas do dia foram a norte-americana Sawyer Lindblad, autora do somatório 16.90 pontos, e a costa-riquenha Brisa Hennessy, autora da nota 8.60.

Próxima chamada – A próxima chamada para o Pro France acontece nesta quinta-feira (21), às 3h (de Brasília).

Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

Pro France
Round 1 Masculino

3º=49º lugar (400 pontos e US$ 775), 4º=73º lugar (350 pontos e US$ 600)

Baterias realizadas na terça-feira (19)

1 Marco Mignot (FRA) 15.07, Matthew McGillivray (AFR) 13.33, Billy Stairmand (NZL) 6.57, Sheldon Simkus (AUS) 9.03

2 Jacob Willcox (AUS) 12.96, Beyrick De Vries (HOL) 12.53, Jackson Baker (AUS) 11.97, Adin Masencamp (AFR) 11.87

3 Michael Dunphy (EUA) 13.33, Nolan Rapoza (EUA) 13.13, Michael Rodrigues (BRA) 12.23, Oney Anwar (IDN) 9.16

4 Maxime Huscenot (FRA) 12.96, Alex Ribeiro (BRA) 12.06, Tristan Guilbaud (FRA) 9.80, Justin Becret (FRA) 8.63

5 Connor O’Leary (AUS) 14.67, Rio Waida (IDN) 11.87, Slade Prestwich (AFR) 11.27, Rafael Teixeira (BRA) 10.57

6 Callum Robson (AUS) 14.87, Lucca Mesinas (PER) 12.73, Sebastian Zietz (HAV) 12.23, Jordy Maree (AFR) 11.14

7 Marcos Correa (BRA) 13.87, Thiago Camarão (BRA) 10.10, Gaspard Larsonneur (FRA) 9.90, Patrick Gudauskas (EUA) 7.36

8 Josh Burke (BAR) 12.47, Caio Ibelli (BRA) 12.03, Kade Matson (EUA) 10.73, Ian Crane (EUA) 10.67

9 Joan Duru (FRA) 13.20, Jesse Mendes (BRA) 10.87, Shun Murakami (JPN) 8.63, Luke Gordon (EUA) 7.67

10 Dylan Moffat (AUS) 12.84, Imaikalani deVault (HAV) 12.83, Charly Martin (FRA) 12.74, Lucas Vicente (BRA) 8.27

11 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.10, Edgard Groggia (BRA) 12.03, Ian Gouveia (BRA) 11.23, Ruben Vitoria (ESP) 10.43

12 Kanoa Igarashi (JPN) 12.37, Kalani Ball (AUS) 12.30, Shane Sykes (AFR) 11.03, Reo Inaba (IDN) 6.50

13 Yago Dora (BRA) 15.57, Lucas Silveira (BRA) 12.54, Andy Criere (ESP) 9.87, Kauli Vaast (FRA) 8.60

Baterias realizadas nesta quarta-feira (20)

14 Mateus Herdy (BRA) 14.40, Joao Chianca (BRA) 12.67, Cole Houshmand (EUA) 11.23, Shuji Nishi (JPN) 5.07

15 Cody Young (HAV) 13.83, Jake Marshall (EUA) 9.60, Gatien Delahaye (FRA) 7.84, Hiroto Ohhara (JPN) 4.76

16 Liam O’Brien (AUS) 12.50, Weslley Dantas (BRA) 11.60, Willian Cardoso (BRA) 10.50, Marc Lacomare (FRA) 6.00

17 Carlos Munoz (CRI) 13.03, Michel Bourez (FRA) 11.70, Keanu Asing (HAV) 9.23, Miguel Tudela (PER) 8.50

18 Cam Richards (EUA) 13.17, Crosby Colapinto (EUA) 11.90, Ezekiel Lau (HAV) 10.43, Cooper Chapman (AUS) 7.83

19 Alejo Muniz (BRA) 11.83, Aritz Aranburu (ESP) 11.10, Victor Bernardo (BRA) 10.50, Wiggolly Dantas (BRA) 9.37

20 Wade Carmichael (AUS) 13.20, Ian Gentil (HAV) 12.40, Mihimana Braye (TAH) 10.63, Luel Felipe (BRA) 5.90

21 Barron Mamiya (HAV) 13.84, Jordan Lawler (AUS) 11.07, Nat Young (EUA) 9.86, Jhony Corzo (MEX) 8.03

22 Samuel Pupo (BRA) 14.00, Eli Hanneman (HAV) 11.73, Alonso Correa (PER) 11.24, Billy Kemper (HAV) 8.94

23 Reef Heazlewood (AUS) 13.23, Mason Ho (HAV) 12.20, Timothee Bisso (FRA) 11.76, Vasco Ribeiro (PRT) 7.70

24 Frederico Morais (PRT) 13.17, Jorgann Couzinet (FRA) 12.23, Charly Quivront (FRA) 7.90, Vicente Romero (ESP) 7.73

Round 2
3º=25º lugar (750 pontos e US$ 1.500), 4º=37º lugar (650 pontos e US$ 1.000)

1 Alex Ribeiro (BRA) 10.64, Jacob Willcox (AUS) 10.40, Nolan Rapoza (EUA) 9.23, Marco Mignot (FRA) 6.13

2 Maxime Huscenot (FRA) 14.60, Beyrick De Vries (HOL) 10.10, Matthew McGillivray (AFR) 9.40, Michael Dunphy (EUA) 7.57

3 Connor O’Leary (AUS) 10.20, Callum Robson (AUS) 8.63, Caio Ibelli (BRA) 7.03, Thiago Camarão (BRA) 6.67

4 Marcos Correa (BRA) 12.17, Lucca Mesinas (PER) 10.54, Rio Waida (IDN) 10.30, Josh Burke (BAR) 8.50

5 Edgard Groggia (BRA) 14.10, Dylan Moffat (AUS) 14.00, Joan Duru (FRA) 11.34, Kalani Ball (AUS) 7.53

6 Kanoa Igarashi (JPN) 14.10, Jesse Mendes (BRA) 11.40, Ramzi Boukhiam (MAR) 10.24, Imaikalani deVault (HAV) 9.96

7 Yago Dora (BRA) 14.53, Mateus Herdy (BRA) 13.03, Jake Marshall (EUA) 12.57, Weslley Dantas (BRA) 11.13

8 João Chianca (BRA) 11.30, Lucas Silveira (BRA) 11.20, Liam O’Brien (AUS) 10.40, Cody Young (HAV) 7.97

9 Aritz Aranburu (ESP) 12.56, Carlos Munoz (CRI) 10.83, Ian Gentil (HAV) 10.03, Cam Richards (EUA) 5.66

10 Wade Carmichael (AUS) 13.23, Michel Bourez (FRA) 12.40, Crosby Colapinto (EUA) 12.17, Alejo Muniz (BRA) 10.27

11 Samuel Pupo (BRA) 14.93, Jorgann Couzinet (FRA) 13.44, Mason Ho (HAV) 8.03, Barron Mamiya (HAV) 6.73

12 Frederico Morais (PRT) 15.57, Jordan Lawler (AUS) 11.83, Reef Heazlewood (AUS) 9.77, Eli Hanneman (HAV) 7.94

Round 3
3º=17º lugar (2.000 pontos e US$ 2.000)

1 Alex Ribeiro (BRA), Beyrick De Vries (HOL), Callum Robson (AUS)

2 Maxime Huscenot (FRA), Jacob Willcox (AUS), Connor O’Leary (AUS)

3 Marcos Correa (BRA), Jesse Mendes (BRA), Edgard Groggia (BRA)

4 Kanoa Igarashi (JPN), Lucca Mesinas (PER), Dylan Moffat (AUS)

5 Yago Dora (BRA), Lucas Silveira (BRA), Carlos Munoz (CRI)

6 Joao Chianca (BRA), Mateus Herdy (BRA), Aritz Aranburu (ESP)

7 Wade Carmichael (AUS), Jordan Lawler (AUS), Samuel Pupo (BRA)

8 Frederico Morais (PRT), Michel Bourez (FRA), Jorgann Couzinet (FRA)

Round 2 Feminino
3ª=17º lugar (2.000 pontos e US$ 2.000), 4ª=25º lugar (1.800 pontos e US$ 1.500)

1 Sawyer Lindblad (EUA) 10.40, Dimity Stoyle (AUS) 8.84, Philippa Anderson (AUS) 8.17, Minami Nonaka (JPN) 5.73

2 Kirra Pinkerton (EUA) 11.80, Carolina Mendes (PRT) 9.76, Coco Ho (HAV) 9.63, Garazi Sanchez-Ortun (ESP) 8.06

3 Alyssa Spencer (EUA) 13.27, Brisa Hennessy (CRI) 12.17, Leilani McGonagle (CRI) 9.83, Dominic Barona (EQU) 4.74

4 Macy Callaghan (AUS) 13.36, Tia Blanco (EUA) 12.57, Yolanda Hopkins (PRT) 9.24, Hinako Kurokawa (JPN) 9.20

5 Johanne Defay (FRA) 11.57, Shino Matsuda (JPN) 9.70, Keala Tomoda-Bannert (HAV) 9.30, Rachel Presti (ALE) 8.63

6 India Robinson (AUS) 11.47, Molly Picklum (AUS) 10.83, Sarah Baum (AFR) 9.56, Pauline Ado (FRA) 9.50

7 Vahine Fierro (FRA) 14.27, Teresa Bonvalot (PRT) 11.80, Sara Wakita (JPN) 11.76, Summer Macedo (BRA) 9.83

8 Caitlin Simmers (EUA) 13.56, Keely Andrew (AUS) 11.84, Daniella Rosas (PER) 9.77, Sophie McCulloch (AUS) 9.70

Oitavas de final
2ª=9º lugar (3.500 pontos e US$ 2.750)

1 Sawyer Lindblad (EUA) 16.90 x 11.00 Carolina Mendes (PRT)
2 Dimity Stoyle (AUS) 13.00 x 9.50 Kirra Pinkerton (EUA)
3 Alyssa Spencer (EUA) 14.70 x 9.50 Tia Blanco (EUA)
4 Brisa Hennessy (CRI) 15.43 x 14.27 Macy Callaghan (AUS)
5 Molly Picklum (AUS) 14.26 x 11.60 Johanne Defay (FRA)
6 India Robinson (AUS) 12.23 x 6.40 Shino Matsuda (JPN)
7 Vahine Fierro (FRA) 10.43 x 8.83 Keely Andrew (AUS)
8 Caitlin Simmers (EUA) 8.14 x 5.60 Teresa Bonvalot (PRT)

Quartas de final
2ª=5º lugar (5.000 pontos e US$ 3.500)

1 Sawyer Lindblad (EUA) x Dimity Stoyle (AUS)

2 Alyssa Spencer (EUA) x Brisa Hennessy (CRI)

3 Molly Picklum (AUS) x India Robinson (AUS)

4 Vahine Fierro (FRA) x Caitlin Simmers (EUA)

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    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) 1 – Caitlin Simmers (EUA) 11.33 x 10.26 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Molly Picklum (AUS) 8.63 x 7.40 Lakey Peterson (EUA) Final 1 – Caitlin Simmers (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    Próxima chamada para possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.