Open J-Bay

Quatro brasileiros chegam às oitavas

Yago Dora é o melhor surfista na primeira fase do Open J-Bay. João Chianca, Filipe Toledo e Gabriel Medina também vencem baterias e garantem vagas nas oitavas de final.
Open J-Bay 2023, Jeffreys Bay, África do Sul

Yago Dora foi o grande nome do primeiro dia do Open J-Bay 2023. O brasileiro voou alto, chegou perto da nota máxima e venceu a quinta bateria com o maior somatório da quinta-feira (13). João Chianca, Filipe Toledo e Gabriel Medina também venceram e, assim como Yago, estão nas oitavas de final. Caio Ibelli e Italo Ferreira caíram para a repescagem.

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A WSL iniciou a etapa logo no primeiro dia da janela. O pico sul-africano de Jeffreys Bay funcionou com direitas de 1 metro e algumas um pouco maiores. As séries estavam muito demoradas. Já no final da penúltima disputa do dia, a sétima do Round 1 masculino, o vento maral passou a soprar e a estragar a formação das ondas. Isso fez a WSL adiar a estreias das meninas na etapa.

Yago começou muito bem o confronto. Aos quatro minutos ele bateu, depois acelerou e voou alto com rotação. Nas sequência ainda executou mais três batidas não muito contundentes. A atuação valeu 7.00 pontos. Dois minutos depois ele acertou o lip e decolou novamente com rotação para colocar mais 5.83 no placar.

O australiano Connor O’Leary e o havaiano Ian Gentil passaram a buscar notas altas. Ian cometia erros em algumas manobras e tinha 4.17 pontos na melhor apresentação dele até os 12 minutos. Connor apresentou seu surfe agressivo de backside e sua maior nota até aquele momento era 4.57. Após as performances, os dois precisavam de notas na casa dos oito pontos.

Ian fez sua primeira direita completa aos 15 minutos. O havaiano usou a prioridade, executou um curback, uma rasgada, subiu num floater e rasgou mais três vezes. A performance valeu 6.23. Connor atuou na direita seguinte da mesma série. O aussie executou quatro pancadas para anotar 6.33. Os adversários do brasileiro passaram a necessitar de notas na casa dos seis pontos.

Os minutos foram passando e Yago tentava aumentar seu somatório, mas as notas 4.00. 5.23, 4.77 e 4.27 pontos não mudaram sua pontuação. Connor foi pra virada aos 29 minutos. O australiano bateu, fez um floater, depois acertou o lip mais três vezes. Connor precisava de 6.51 e marcou 7.20 para assumir a liderança. O brasileiro passou a necessitar de 6.54 e Ian de 7.30.

Yago tentou reverter a situação aos 33 minutos. O campeão do Rio Pro 2023 usou a prioridade e bateu, executou um floater, uma rasgada curta e voou com reverse. O brasileiro aterrissou e sumiu dentro da espuma, porém reapareceu e conseguiu ficar à frente da onda. Ele conquistou 5.97 pontos e continuou precisando de 6.54 para vencer.

O brazuca não desistiu e voltou a voar perto do minuto final. Yago decolou alto, fez uma rotação completa, aterrissou na frente da onda de forma perfeita e pegou a primeira posição com a nota 9.27 pontos. Na sequência Connor também voou, mas não trocou de nota e terminou em segundo lugar. Ele e Ian caíram pra repescagem.

“Eu sabia que precisava mandar uma manobra grande, para ganhar uma nota alta”, disse Yago Dora. “A onda era até curta, então tive que arriscar, o aéreo foi bem alto e aterrissei com perfeição. Eu ganhei meu primeiro CT no Brasil e queria manter o ritmo. Eu tive um bom resultado aqui no ano passado (3º lugar) e isso fica na memória. Eu amo surfar essa onda, é a minha direita preferida no mundo, então quero seguir competindo o máximo possível”.


Primeiro classificado – O primeiro brasileiro classificado para as oitavas de final foi João Chianca. O atual quarto colocado no ranking ficou muito ativo no duelo de abertura da etapa sul-africana, e superou os havaianos Seth Moniz e Barron Mamiya.

A primeira metade da disputa de 40 minutos teve apenas duas ondas mais longas surfadas. Seth executou sete manobras aos 11 minutos, porém cometeu alguns erros e também não foi muito contundente. Ele marcou 4.50 pontos.

João pegou as duas primeiras ondas do Open J-Bay, mas elas foram ruins. Aos 19 minutos ele usou a prioridade e surfou uma boa direita. O brasileiro rasgou, passou uma sessão de floater, e bateu duas vezes, a segunda passando a rabeta por cima do lip. Ele anotou 6.67 com a performance. Até aquele momento Barron havia entrado em duas direitas que renderam notas baixas.

Enquanto os havaianos aguardavam as séries, o brasileiro seguia ativo, pegando várias ondas, tanto mais pra dentro do pico, quando mais pro inside. Numa dessas tentativas ele encontrou espaço para quatro manobras, conquistou 4.27 pontos. Com isso ele deixou Seth precisando de 6.44 e Barron de 9.14 para vencer.

Uma série de duas ondas apareceu em Jeffreys Bay aos 32 minutos de duelo. Barron surfou a primeira e Seth foi na segunda. Barron fez sua melhor onda, mas marcou apenas 3.50 pontos. Seth foi melhor. O havaiano foi mais intenso nos movimentos e colocou 5.67 no somatório, diminuindo a diferença para 5.27.

João usou a prioridade para bloquear Seth quando restavam quatro minutos. O brazuca anotou 4.83 pontos e ampliou a vantagem sobre seus adversários. Os havaianos tentaram voar no final da bateria, porém erraram as manobras e caíram para a repescagem.


Em busca do tri – O bicampeão do evento sul-africano do CT, Filipe Toledo, teve sangue frio para esperar por boas oportunidades, além de muito surfe no pé para vencer com direito a nota no critério excelente.

Adin Masencamp foi o melhor do primeiro quarto da bateria. O surfista não faz parte da elite e foi convidado para a etapa por se o melhor sul-africano no circuito Challenger Series. Adin anotou 5.00 pontos com manobras sem amplitude aos dez minutos. Naquele momento o japonês Kanoa Igarashi tinha duas notas baixas e Filipe ainda esperava uma boa onda para estrear na disputa.

Kanoa fez uma apresentação relevante no início da segunda metade do confronto. O japonês tinha a segunda prioridade e executou nove manobras. Entre rasgadas e batidas, Kanoa também voou com reverse na parte final e pequena da onda. Ele marcou 7.00 pontos para assumir a liderança. Um minuto depois o atleta voltou a surfar e colocou mais 5.30 no placar.

Filipe fez sua primeira apresentação no Open J-Bay 2023 aos 25 minutos. O brasileiro variou nos ataques e fez cinco manobras expressivas para largar com 8.50 pontos. Kanoa respondeu logo depois com a nota 7.33. Filipe então passou a precisar de 5.83 para chegar nas oitavas de final sem passar pela repescagem.

Depois de entrar e sair de uma onda, Filipe usou a prioridade aos 33 minutos. O brasileiro fez sete manobras para anotar 6.77 pontos e assumir a liderança. Kanoa passou a necessitar de 7.95 para vencer, e Adin de 15.27. O japonês ainda trocou de nota perto do fim da bateria, mas os 6.23 pontos não mudaram as posições na disputa. Filipe venceu e garantiu vaga nas oitavas de final., Kanoa (2º) e Adin (3º) caíram pra repescagem.

“A bateria foi um pouco lenta no início, mas quando entra a série, as ondas são perfeitas. Eu sabia que ia ter oportunidades para surfar e só tinha que ter paciência”, destacou Filipe Toledo. “Eu mantive a calma para esperar e deu tudo certo, porque consegui duas ondas boas para vencer. Estou feliz, principalmente por causa da lesão (pancada no joelho sofrida em Saquarema), que ainda sinto um pouco de receio. Mas fui 100% confiante na bateria, sem dores e já estou pronto para a próxima. Gosto muito dessa onda e estou feliz por estar aqui novamente”.


Medina quer o bi – Gabriel Medina começou bem a luta pelo segundo título na África do Sul. O campeão do Open J-Bay em 2019 ficou ativo no início da sétima bateria do evento. O brasileiro executou sete manobras para largar com 6.00 pontos. Aos cinco ele surfou pela terceira vez no duelo, e anotou 6.50 com quatro batidas.

Matthew McGillivray entrou no jogo aos seis minutos. O sul-africano executou uma rasgada e três batidas, a última passando a rabeta por cima da crista. A performance valeu 6.67 pontos. O australiano Ryan Callinan também surfou na mesma série e com três pancadas conquistou 5.60.

O sul-africano chegou perto da virada aos 14 minutos. Ele antou 5.67 quando precisava de 5.83 pontos e pulou para o segundo lugar. Medina tentava trocar as notas, mas não conseguia. Em terceiro lugar, Ryan foi em busca dos 6.90 que precisava para vencer. O aussie atuou aos 19 minutos e com um cutback, seguido de duas rasgadas, duas batidas, mais uma curva e outra pancada anotou 7.33. Com a atuação ele assumiria a liderança, porém Medina surfou a direita seguinte da mesma série. O tricampeão mundial executou duas pancadas em sequência, depois rasgou duas vezes e fechou a performance com outra batida. Ele recebeu 7.50 pontos e se manteve na liderança.

Matthew tentou sair da terceira posição aos 22 minutos. O surfista da África do Sul necessitava de 7.34 pontos para vencer. O sul-africano usou a prioridade, acelerou, rasgou com amplitude, fez outra curva, mais uma rasgada e voou com rotação, porém sem ir muito acima do lip. A nota 7.00 levou-o para o segundo lugar. Ele passou a precisar de 7.01 para vencer, e Ryan de 6.68.

O vento maral passou a soprar e a estragar a formação das ondas de 1 metro durante a segunda metade do confronto. Os três surfistas voltaram a atuar até o final do confronto, mas nenhum alterou o placar e Medina ficou com a vaga nas oitavas de final. Matthew (2º) e Ryan (3º) caíram para a repescagem.

“É ótimo estar de volta aqui em J-Bay e poder surfar em paredes lisas antes que o vento aumentasse”, disse Gabriel Medina. “A previsão das ondas parece muito boa para os próximos dias, então estou animado por seguir competindo neste evento. Quando eu me imagino surfando, é em ondas assim como essas, que são perfeitas demais”.


Brasileiros na repescagem – Seis brasileiros competem entre os homens no Open J-Bay 2023, e dois deles caíram pra repescagem. O indonésio Rio Waida teve sangue frio e habilidade para vencer a segunda bateria. O surfista pegou apenas duas ondas durante os 40 minutos de duelo, mas marcou as duas maiores notas do confronto e mandou Ethan Ewing (2º) e Caio Ibelli (3º) para a repescagem.

Os três surfistas entraram em ação nos dez minutos iniciais. Caio foi o mais ativo, pegou três direitas e marcou 4.17 pontos na melhor atuação. Ethan Ewing e Rio Waida atuaram aos dez minutos. Ethan achou espaço pra duas manobras, uma rasgada e uma batida, que valeram 5.33. Rio executou seis manobras, sendo duas rasgadas e uma batida os movimentos mais agressivos. Ele anotou 7.50 com a performance.

O australiano pegou a terceira prioridade, mas como as séries continuavam demoradas, ele passou a buscar oportunidades. Ethan anotou 1.60 na segunda atuação, e aos 19 minutos colocou 5.27 pontos no somatório. A apresentação teve duas rasgadas agressivas, além de uma batida. Com a performance ele assumiu a liderança. Quatro minutos depois o aussie voltou a surfar, e com três manobras expressivas inseriu 5.67 no placar. A bateria entrou nos 15 minutos finais com Rio precisando de 3.50 e Caio de 6.83.

Após 18 minutos segurando a prioridade, Caio entrou numa direita, porém ela correu e ele não passou da primeira seção. Sem o direito de escolha de ondas, o brasileiro ficou mais ativo e voou alto, porém caiu na aterrissagem. Ethan voltou a surfar aos 11 minutos. O aussie bateu, passou uma seção com um floater, depois executou duas rasgadas fortes. Ele marcou 6.00 pontos e aumentou a vantagem sobre os adversários. Rio chegou perto do fim na necessidade de 4.17, tendo surfado apenas uma onda, e Caio de 7.50.

Os três surfistas entraram em ação quando restavam três minutos para o fim. Ethan caiu na primeira manobra. Na sequência Rio foi pra virada. O surfista da Indonésia começou a apresentação com duas rasgadas e depois executou três batidas poderosas para marcar 6.60 pontos e vencer. Caio pegou a direita seguinte, surfou até quase em cimas das pedras, mas a nota 5.00 não foi suficiente para ele sair da terceira posição.


John John supera Italo – Italo Ferreira decolou alto com rotação completa na sexta bateria, mas John John Florence também conquistou nota no critério excelente e venceu bateria.

O campeão mundial de 2019 acertou um voo incrível, mas a performance não foi suficiente para bater John John Florence. O havaiano também decolou, porém de forma menos expressiva, mas somou fortes e agressivas batidas a atuação para marcar maior nota da bateria e sair da água vitorioso.

Italo passou dos dez minutos iniciais da sexta bateria do Open J-Bay em segundo lugar, porém tendo a maior nota, 5.50 pontos. O líder era John John Florence, bicampeão mundial que havia marcado duas notas na casa dos quatro pontos (4.17 e 4.93). O australiano Callum Robson tinha apenas uma onda e tentava entrar no ritmo da competição.

O primeiro momento marcante da bateria aconteceu aos 16 minutos. Callum tinha surfado sua quarta onda no duelo e novamente conquistado nota baixa. Chegou a vez de Italo surfar. O brazuca acelerou e voou muito alto e pra frente da direita. Ele fez a rotação completa no ar e na aterrissagem chegou a colocar as costas na água, mas rapidamente levou e completou a manobra. A apresentação valeu 8.17 pontos e a liderança. John John tentou dar o troco na sequência e com seis manobras, incluindo um aéreo reverse no final da direita, anotou 7.00. Com isso o havaiano passou a precisar de 6.68 para chegar nas oitavas de final.

Italo tentou outro aéreo alto com rotação completa, mas caiu na aterrissagem. Na sequência, aos 29 minutos, o brasileiro fez um surfe de borda anotou 6.17 pontos para aumentar a diferença. Mas dois minutos depois o havaiano deu o troco em novo momento crucial do confronto. John John começou a apresentação com um aéreo reverse, depois bateu três vezes de forma agressiva. Ele conquistou 8.27 e assumiu a liderança. Italo passou a necessitar de 7.11 para vencer.

O brasileiro passou a esperar por uma boa onda que desse oportunidade da virada, mas ela não apareceu e ele caiu pra repescagem com o segundo lugar na disputa. Em terceiro ficou Callum. O aussie pegou seis ondas e na sua melhor performance anotou 2.27 pontos.


Vice-líder também nas oitavas – Quem evitou a repescagem no Open J-Bay foi o vice-líder do ranking. Griffin Colapinto surfou muito bem na terceira bateria, venceu com enorme vantagem no placar e garantiu vaga nas oitavas de final. Seu conterrâneo Kelly Slater e o australiano Liam O’Brien perderam na necessidade de 16.17 pontos.

Em sete minutos Griffin já havia surfado duas direitas e conquistado as notas 7.67 e 6.60 pontos. Ele executou 11 manobras na melhor apresentação. Aos 18 minutos o surfista foi ainda melhor. O atleta dos Estados Unidos usou a prioridade para bloquear seu conterrâneo Kelly Slater, fez uma rasgada e acelerou para voar alto sem rotação. Griffin aterrissou de forma perfeita e ainda bateu escalando o lip. A nota foi 8.50.

O norte-americano surfou outras quatro ondas, voltou a voar, mas não alterou seu somatório. Kelly fez sua melhor apresentação aos 31 minutos. O surfista 11 vezes campeão mundial fez quatro ataques e marcou 4.17 pontos. A melhor performance de Liam aconteceu aos 37 minutos e ele marcou 4.43 para terminar a disputa na segunda posição. Ele e Kelly terão nova chance na repescagem.


Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Open J-Bay acontece nesta sexta-feira (14), às 2h30 (de Brasília). De acordo com a previsão, as ondas ficarão menores, com séries de até 1 metro. O vento deve soprar de forma lateral durante quase todo o dia. Jeffreys Bay deve funcionar com condições parecidas até a próxima terça-feira (18), quando um novo swell de Sudoeste pode chegar ondas acima de 2 metros no pico sul-africano.

Open J-Bay 2023
Round 1 Masculino

1 João Chianca (BRA) 11.50 x Seth Moniz (HAV) 10.17 x Barron Mamiya (HAV) 6.37

2 Rio Waida (IND) 14.10 x Ethan Ewing (AUS) 11.67 x Caio Ibelli (BRA) 9.17

3 Griffin Colapinto (EUA) 16.17 x Liam O’Brien (AUS) 8.26 x Kelly Slater (EUA) 7.44

4 Filipe Toledo (BRA) 15.27 x Kanoa Igarashi (JPN) 14.33 x Adin Masencamp (AFR) 9.43

5 Yago Dora (BRA) 16.27 x Connor O’Leary (AUS) 13.53 x Ian Gentil (HAV) 10.40

6 John John Florence (HAV) 15.27 x Italo Ferreira (BRA) 14.34 x Callum Robson (AUS) 3.70

7 Gabriel Medina (BRA) 14.00 x Matthew McGillivray (AFR) 13.67 x Ryan Callinan (AUS) 12.93

8 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.07 x Jordy Smith (AFR) 9.10 x Jack Robinson (AUS) 6.93

Round 2

1 Ethan Ewing (AUS) x Adin Masencamp (AFR)

2 Ethan Ewing (AUS) x Adin Masencamp (AFR)

3 Jack Robinson (AUS) x Kelly Slater (EUA)

4 Barron Mamiya (HAV) x Matthew McGillivray (AFR)

5 Ryan Callinan (AUS) x Seth Moniz (HAV)

6 Caio Ibelli (BRA) x Jordy Smith (AFR)

7 Italo Ferreira (BRA) x Ian Gentil (HAV)

8 Liam O’Brien (AUS) x Kanoa Igarashi (JAP)

Round 1 Feminino

1 Molly Picklum (AUS) x Caitlin Simmers (EUA) x Gabriela Bryan (HAV)

2 Carissa Moore (HAV) x Lakey Peterson (EUA) x Sarah Baum (AFR)

3 Tyler Wright (AUS) x Tatiana Weston-Webb (BRA) x Johanne Defay (FRA)

4 Caroline Marks (EUA) x Stephanie Gilmore (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

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    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.

    Gabriel Medina foi vice-campeão do Fiji Pro 2026, encerrado nesta quinta-feira (3), em Cloudbreak. O tricampeão mundial chegou à decisão depois de uma grande campanha nas ondas pesadas da etapa, mas foi superado pelo norte-americano Cole Houshmand. O resultado marca uma forte recuperação do brasileiro, que vinha de eliminações na primeira fase nas duas etapas anteriores, no Brasil e no Taiti, e agora sobe para a quarta colocação no ranking mundial. A final ganhou emoção na segunda metade. Houshmand abriu vantagem e chegou a 16,87 pontos, deixando Medina em combinação. O brasileiro respondeu com a melhor onda da decisão: entubou com profundidade, acelerou por dentro, atravessou diferentes seções e saiu limpo para receber nota 10. Medina voltou à disputa, mas Houshmand, com a prioridade, controlou os cinco minutos finais e garantiu o terceiro título de sua carreira no Championship Tour. “Sair daquele tubo na final foi a melhor sensação. Eu estava esperando por aquela onda e estou muito feliz por ter conseguido o 10. Me sinto bem por ter chegado à final com o Cole. Ele é um bom amigo e vem surfando muito. Estou muito feliz de estar aqui e feliz pelo Cole também. Hoje foi incrível”, disse Medina. Medina, bicampeão em Fiji, buscava a terceira vitória em sua quarta final no evento. No dia decisivo, marcou 9,33 nas quartas, somou duas notas acima de 9 para chegar a 19,04 pontos na semifinal e fechou a campanha com o 10 na decisão. No feminino, Erin Brooks conquistou o título sem entrar na água na final, depois que Isabella Nichols desistiu da disputa por causa de uma lesão no tornozelo sofrida na semifinal. A canadense de 19 anos, que também venceu no Taiti, chegou ao segundo triunfo consecutivo no CT e à segunda vitória da carreira em Fiji. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por People On Tour (@peopleontour) Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Cole Houshmand (EUA) 15.17 x 12.70 Ethan Ewing (AUS)3 – Yago Dora (BRA) 15.40 x 13.67 Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.27 x 11.66 Alan Cleland (MEX)5 – Morgan Cibilic (AUS) 14.34 x 13.17 João Chianca (BRA)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) 11.06 x 9.17 Eli Hanneman (HAV)7 – Callum Robson (AUS) 9.10 x 8.94 Liam O’Brien (AUS)8 – Jake Marshall (EUA) 13.17 x 7.33 George Pittar (AUS)9 – Italo Ferreira (BRA) 12.70 x 10.56 Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) 16.40 x 16.00 Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) 13.50 x 12.73 Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) 15.17 x 9.73 Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) 12.26 x 10.70 Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) 16.17 x 10.43 Crosby Colapinto (EUA)15 – Barron Mamiya (HAV) 13.87 x 10.50 Jack Robinson (AUS)16 – Gabriel Medina (BRA) 13.94 x 9.83 Joel Vaughan (AUS) Round 3 1 – Cole Houshmand (EUA) 10.17 x 4.00 Seth Moniz (HAV)2 – Yago Dora (BRA) 14.40 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)3 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.43 Morgan Cibilic (AUS)4 – Callum Robson (AUS) 10.50 x 8.77 Jake Marshall (EUA)5 – Connor O’Leary (JAP) 14.33 x 7.27 Italo Ferreira (BRA)6 – Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x 12.60 Samuel Pupo (BRA)7 – Kauli Vaast (FRA) 19.07 x 11.17 Miguel Pupo (BRA)8 – Gabriel Medina (BRA) 13.77 x 13.33 Barron Mamiya (HAV) Quartas de final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.13 x 13.27 Yago Dora (BRA)2 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.10 x 10.94 Callum Robson (AUS)3 – Griffin Colapinto (EUA) 13.00 x 10.50 Connor O’Leary (JAP)4 – Gabriel Medina (BRA) 15.66 x 7.33 Kauli Vaast (FRA) Semifinais 1 – Cole Houshmand (EUA) 17.10 x 11.33 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 19.04 x 14.57 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.87 x 15.17 Gabriel Medina (BRA) Feminino Round 1 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ) Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) 12.13 x 11.50 Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14.60 x 9.00 Luana Silva (BRA)3 – Vahine Fierro (FRA) 11.67 x 10.43 Sawyer Lindblad (EUA)4 – Erin Brooks (CAN) 10.83 x 6.00 Caroline Marks (EUA)5 – Yolanda Hopkins (POR) 10.17 x 9.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Isabella Nichols (AUS) 11.60 x 8.93 Nadia Erostarbe (ESP)7 – Brisa Hennessy (CRC) 8.57 x 5.67 Molly Picklum (AUS)8 – Lakey Peterson (EUA) 13.10 x 8.04 Francisca Veselko (POR) Quartas de final 1 – Carissa Moore (HAV) 14.34 x 11.00 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Erin Brooks (CAN) 11.10 x 10.67 Vahine Fierro (FRA)3 – Isabella Nichols (AUS) 9.67 x 6.77 Yolanda Hopkins (POR)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.83 x 7.47 Lakey Peterson (EUA) Semifinais 1 – Erin Brooks (CAN) 11.84 x 9.97 Carissa Moore (HAV)2 – Isabella Nichols (AUS) 10.67 x 10.50 Brisa Hennessy (CRC) Final 1 – Erin Brooks (CAN) vence Isabella Nichols (AUS) por lesão

    Com nota 10 na final, tricampeão mundial Gabriel Medina fica com o vice em Fiji, sobe para quarto no ranking e retoma protagonismo no circuito. Cole Houshmand e Erin Brooks vencem o campeonato.

    Oito anos depois de entrar para a história do surfe de ondas gigantes, Rodrigo Koxa volta a viver a expectativa de alcançar o topo. O brasileiro é o protagonista de DÉJÀ VU, curta-metragem documental que acompanha o período de espera por mais um possível momento histórico de sua carreira. Finalista do Big Wave Challenge 2026 na categoria Maior Onda Masculina, Koxa disputa o prêmio depois de surfar uma onda em Nazaré, Portugal, cuja medição preliminar chegou a 29,15 metros. O resultado oficial será apresentado no dia 19 de setembro, durante a cerimônia da premiação no Lido Theatre, em Newport Beach, Califórnia, nos Estados Unidos. Mais do que acompanhar a disputa por um título, DÉJÀ VU mergulha justamente no período de espera que antecede a definição. Entre ansiedade, memórias, preparação e expectativa, o filme mostra Koxa novamente diante da possibilidade de alcançar um lugar que já ocupou. Em 2018, o brasileiro recebeu o reconhecimento do Guinness World Records pela maior onda já surfada, depois de descer uma onda de 80 pés (24,38 metros) em Nazaré. A marca permaneceu como recorde mundial até ser superada, em 2022, pelo alemão Sebastian Steudtner, que surfou uma onda de 86 pés (26,21 metros). Agora, a nova onda de Koxa pode colocá-lo novamente na disputa pelo posto. Caso a medição oficial confirme os 29,15 metros registrados preliminarmente e sejam atendidos os critérios aplicáveis, o brasileiro poderá conquistar o título de maior onda da temporada e voltar a disputar o recorde mundial. “Estava muito na expectativa de ver minha onda nessa final. Vou trazer de volta esse título de maior da temporada. Foi uma onda diferente em dezembro, surfada do pico até a base, até o final eu estava na adrenalina e na dúvida se conseguiria completar pelo nível de dificuldade.” Rodrigo Koxa Na disputa pelo prêmio também estão outros dois nomes que surfaram ondas em Nazaré: o brasileiro Lucas Chumbo e o francês Clement Roseyro. Por dentro de Déjà Vu Produzido por Rodrigo Koxa e Maskavo Filmes, DÉJÀ VU tem direção de Fábio Webber e edição assinada por Koxa e Webber. O documentário reúne relatos de pessoas que acompanham de perto a trajetória do surfista. Participam do filme Aline Cacozzi, esposa de Koxa; Vitor Faria, parceiro de ondas gigantes; Thiago Jacaré, coordenador do Big Wave Brasil; e Paulo Vinícius, designer. “Estou muito confiante em ter essa medição homologada e recuperar também esse recorde mundial. Agradeço a torcida da galera e peço a todos boas energias, que isso faz toda a diferença!” Rodrigo Koxa Aos 46 anos, Koxa se vê novamente diante da possibilidade de viver uma conquista que já fez parte de sua história. Oito anos depois de entrar para a história, a expectativa está de volta. A pressão também. E é justamente essa sensação que dá nome ao filme: DÉJÀ VU. Um déjà vu que pode terminar com um novo capítulo na história do surfe de ondas gigantes.

    Documentário acompanha Rodrigo Koxa nos bastidores da expectativa por um novo recorde mundial após o brasileiro surfar uma onda de 29,15 metros em Nazaré.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.