Margaret River Pro 2025

João e Miguel sobrevivem na Austrália

João Chianca e Miguel Pupo são os únicos brasileiros classificados para as oitavas de final do masculino do Margaret River Pro 2025. Segundo dia da etapa foi marcado por ondas grandes e por oito baixas do Brasil.
Margaret River Pro 2025, Main Break, Austrália

A terça-feira (20) foi de fortes emoções no Margaret River Pro 2025. As ondas ficaram enormes no Oeste da Austrália e o Brasil teve oito surfistas eliminados. Quatro deles foram cortados da elite. As oitavas de final do masculino e do feminino estão definidas e Miguel Pupo, João Chianca e Luana Silva seguem vivos na busca dos títulos. Segundo dia de ação da etapa teve 22 baterias.

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O palco principal da etapa, o Main Break, bombou séries de até 5 metros durante todo o dia. As baterias da repescagem tiveram 35 minutos de duração. Já as 16 disputas do Round 3 masculino foram realizadas de forma simultânea com 40 minutos.

Miguel e João começaram o dia já classificados para o Round 3. Miguel competiu na quarta bateria contra o australiano George Pittar. O brasileiro começou forte. Aos sete minutos ele bateu, depois rasgou e atacou uma junção grande para anotar 8.00 pontos. O australiano estreou aos 12 minutos com 4.83 pontos. George assumiu a liderança aos 23 minutos com rasgada e batida na junção. A performance valeu 7.00 e deixou Miguel na busca de 3.83 para vencer.

O brasileiro reassumiu o primeiro lugar a nove minutos do término. Miguel bateu duas vezes e conquistou 7.27 pontos. George passou a necessitar de 8.27 para vencer. O aussie ainda pegou duas ondas no minuto final, mas ficou longe da virada. Miguel teve tempo de descartar 6.43 pontos. Ele venceu e ficou com a vaga nas oitavas de final. Próximo adversário é o italiano Leonardo Fioravanti, autor do maior somatório do dia, 17.13 pontos (9.00 e 8.13).


João continua no CT – O Margaret River Pro 2025 é a sétima etapa do CT na temporada e após o término apenas os 22 melhores do ranking permanecerão no CT 2025. Miguel começou o dia já classificado, mas João precisava avançar na prova. Ele competiu contra o sul-africano Matthew McGillivray.

João largou com duas notas fracas, mas aos 16 minutos chegou no critério excelente. O brasileiro executou duas rasgadas e uma forte batida para anotar 8.73 pontos. Matthew tentou responder na mesma série, mas caiu no segundo ataque e anotou 2.50 pontos. Aos 24 minutos o sul-africano encaixou duas manobras para se manter próximo de João no somatório com a nota 6.00 pontos.

O sul-africano assumiu a liderança aos 28 minutos. Ele precisava de 3.74 e conquistou 4.83 pontos. João voltou para o primeiro lugar no minuto seguinte com 4.17 pontos. O brasileiro anotou 5.20 a quatro minutos do fim e ampliou a vantagem. Matthew ainda tentou responder, mas a nota 4.87 não evitou sua eliminação. João venceu e encara o australiano Jacob Willcox nas oitavas de final.


Corte da WSL – Após o segundo dia de ação do Margaret River Pro 2025 apenas duas vagas seguem em disputa para a permanência na temporada do CT. O norte-americano Crosby Colapinto (24), os havaiano Jackson Baker e Imaikalani deVault, além dos já eliminados Alejo Muniz (21) e o sul-africano Matthew McGillivray (22) ainda têm chances de permanecer na elite.

Alejo caiu na repescagem para o havaiano Ian Gentil e o australiano Mikey McDonagh. O havaiano abriu o confronto com duas manobras que valeram 7.50 pontos. O brasileiro surfou sua primeira direita no confronto aos quatro minutos. Ele anotou 4.00 com uma batida. O aussie largou com nota fraca, mas aos seis minutos colocou 3.23 no somatório. Ian ampliou um pouco a diferença com 3.93 e aos 21 minutos Mikey surfou um tubo rápido para assumir o segundo lugar com 5.33 pontos.

Mikey trocou nota aos 23 minutos. Ele executou um cutback e uma rasgada para colocar 4.80 no placar. Alejo atuou logo depois. Ele buscava 6.13 para não ser eliminado, mas a rasgada executada valeu apenas 2.90 e não mudou sua situação na bateria. Ian mexeu no somatório a oito minutos do fim com duas batidas, uma delas na junção. A performance valeu 6.83 e ele disparou na frente.

O australiano dificultou ainda mais o caminho do brasileiro. Ele fez três manobras, anotou 5.57 pontos e deixou Alejo na busca de 6.90 para avançar na etapa. O brasileiro pegou uma onda ruim e perto do minuto final teve outra chance. Alejo rasgou duas vezes e bateu na junção. Após a última manobra ele comemorou e foi derrubado pela espuma. Os juízes não consideraram completo o último ataque e os 4.37 não evitaram a eliminação.

Edgard passa pela repescagem e Deivid é cortado – A última bateria da repescagem masculina do Margaret River Pro 2025 definiu o primeiro brasileiro cortado da elite mundial. Deivid Silva sofreu virada de Edgard Groggia a quatro minutos do término da disputa. Com o resultado ele se despediu da etapa e do Championship Tour. Bateria foi vencida pelo norte-americano Crosby Colapinto.

A primeira nota acima de 2 pontos foi conquistada na quinta atuação da bateria. Ela foi surfada por Crosby aos 15 minutos. A rasgada valeu 4.50 pontos e a liderança. Deivid atuou pela quarta vez no duelo aos 17 minutos. Ele rasgou três vezes e foi para o primeiro lugar com 4.00 pontos. Edgard também surfou na série. Ele fez duas curvas, uma perto da junção e foi engolido por uma espuma enorme. A segunda performance dele no confronto valeu 3.33 e ele seguiu na terceira posição.

Crosby voltou para o primeiro lugar aos 19 minutos. O norte-americano executou dois ataques e conquistou 5.50 pontos. Na sequência Deivid usou a prioridade, porém a esquerda não foi boa. Ele até trocou nota, 2.67 por 2.93, porém ela não mudou sua situação no confronto.

Os brasileiros surfaram a quatro minutos do fim. Edgard executou duas boas rasgadas numa onda grande e pulou para o segundo lugar com 6.17 pontos. Deivid pegou uma direita menor e executou três ataques. Ele precisava de 5.50, anotou 4.93 e foi eliminado. Deivid precisava de um bom resultado no evento para ficar entre os 22 melhores do ranking, e a 33ª posição na prova decretou seu corte da elite.

Edgard cai no Round 3 – A história de Edgard Groggia no CT 2025 chegou ao fim na terceira fase. O brasileiro perdeu para o sul-africano Jordy Smith, foi eliminado da etapa e cortado da elite mundial.

Jordy largou com 6.67 pontos, nota conquistada com layback e batida na junção. Edgard respondeu logo depois com uma rasgada. Ele ainda bateu, mas caiu da prancha. A performance valeu 3.33 pontos. O sul-africano ampliou a vantagem no placar aos oito minutos. Ele rasgou, fez um cutback e outra curva na última seção. Ele conquistou 5.83 pontos.

O brasileiro voltou a encarar uma junção pesada aos 13 minutos. Edgard rasgou duas vezes e bateu, mas voltou a cair da prancha. A nota foi 3.93 pontos. Ele passou a buscar 8.57 para vencer.

O sul-africano administrou a vantagem e só surfou mais uma vez no confronto. O brasileiro ainda pegou mais três, mas os 4.60 pontos conquistados na melhor das atuações não mudou sua história no evento. Ele se despediu da prova e da elite mundial, pois não tem mais chances de ficar entre os 22 melhores do ranking após a etapa.

Samuel e Ian também saem do CT – Além de Edgard e Deivid, o Brasil perdeu outros dois surfistas na elite. Samuel Pupo e Ian Gouveia perderam no Round 3 e foram cortados do CT. Samuel foi eliminado pelo norte-americano Jake Marshall.

Jake foi o primeiro a surfar. O norte-americano executou quatro ataques aos três minutos e colocou 6.33 pontos no placar. Samuel respondeu com duas rasgadas. Ele ainda atingiu a junção, mas foi derrubado pela espuma. A atuação valeu 4.67 pontos. O brasileiro voltou a surfar aos 13 minutos. Ele acertou duas rasgadas e caiu na tentativa da terceira. A performance valeu 3.67 pontos.

O surfista dos Estados Unidos voltou para a liderança na metade da disputa. Jake executou uma rasgada e um layback para anotar 6.43 pontos. Samuel usou a prioridade aos 29 minutos. O brasileiro rasgou duas vezes, atingiu uma junção espumada e ainda bateu outras duas vezes para a esquerda. Ele precisava de 8.09, conquistou 5.43 e a diferença caiu para 7.33 pontos.

Samuel não teve mais chances na bateria, foi eliminado do Margaret River Pro 2025 e cortado da elite. Agora ele precisará participar novamente do circuito Challenger Series para retornar à primeira divisão mundial. Jake ainda surfou duas ondas, mas não mexeu no placar. Ele avançou e enfrenta o havaiano Barron Mamiya nas oitavas.

Ian caiu para Barron Mamiya. O havaiano conquistou nota fraca (0.73) no início da bateria e aos três foi bloqueado pelo brasileiro. Barron dropou a direita, mas teve que ir reto para não cometer interferência, porém Ian caiu da prancha na tentativa de uma batida. O brazuca voltou a surfar aos nove minutos e com uma pancada conquistou 3.83 pontos. Logo depois o surfista do Havaí botou pra dentro da esquerda, mas não saiu do tubo.

Os dois surfaram aos 14 minutos. Ian atuou primeiro. Ele rasgou duas vezes antes de cair num ataque à junção. Barron executou um layback e rasgou antes de cair na tentativa da terceira manobra. O brasileiro anotou 6.33 e o havaiano 6.67 pontos. Barron ampliou a vantagem aos 18 minutos com duas rasgadas e uma batida que valeram 6.87 e a liderança.

Aos 25 minutos Barron voltou a conquistar uma nota na casa dos seis pontos (6.00), mas não mexeu no placar. Ian respondeu logo depois, mas precisava de 7.21 para liderar e anotou 6.20 pontos. O brasileiro se manteve ativo e a dois minutos do fim acertou forte batida na junção. Ele comemorou a performance, mas anota 6.73 não mudou sua história no evento. Ian foi eliminado da prova e cortado da elite. Barron avançou às oitavas para encarar o norte-americano Jake Marshall.

Mais baixas brasileiras na etapa – O Round 3 do Margaret River Pro 2025 não começou bem para o Brasil. Yago Dora perdeu para o convidado para a etapa, o australiano Mikey McDonagh, e se despediu da prova na 17ª posição.

Mikey surfou duas ondas em três minutos. O australiano abriu com as notas 0.50 e 2.50 pontos. Yago atuou aos quatro minutos, mas errou a primeira manobra. Na sequência ele foi atingido por uma série de ondas e quebrou a prancha. Os atletas atuaram numa série aos 14 minutos. Mikey usou a prioridade, executou uma rasgada alongada e uma batida na junção. Yago acertou forte pancada na primeira seção e outra na última. O aussie colocou 6.17 no somatório e o brazuca 7.67 pontos.

Yago assumiu a liderança aos 18 minutos. Ele surfou uma esquerda e com dois ataques anotou 3.50 pontos. O brasileiro aumentou um pouco mais a diferença aos 25 minutos quanto trocou 3.50 por 3.63 pontos.

Mikey surfou em busca dos 5.14 pontos que precisava para vencer. O australiano usou a prioridade, executou uma rasgada alongada e uma batida numa junção espumada. A atuação valeu 6.60 e deixou Yago na busca de 5.10 para avançar às oitavas de final. O brasileiro não surfou mais nenhuma onda e foi eliminado.

Líder cai – O líder do ranking também caiu na terceira fase. Depois de terminar as duas etapas iniciais em 17º lugar, nesta terça-feira Italo Ferreira repetiu o resultado no Margaret River Pro 2025. Ele perdeu para vencedor da triagem, o local Jacob Willcox.

Os dois começaram com notas fracas e aos 12 minutos chegaram na casa dos seis pontos. Jacob executou três rasgadas e uma batida na junção para anotar 6.67, e Italo fez um cutback e acertou a junção para conquistar 6.00 pontos. O australiano disparou na frente do placar aos 18 minutos. Jacob usou a prioridade, bateu forte, executou uma rasgada numa seção lenta da onda e fez um leve ataque à junção espumada. Ele anotou 8.33 e deixou Italo na busca de 9.00 para avançar. O brasileiro diminuiu a diferença logo depois com pancada potente na junção. Italo anotou 6.87 pontos e passou a precisar de 8.14 para vencer.

Italo fez mais três tentativas, mas não chegou a mexer no placar e terminou a etapa em 17º lugar. Jacob avançou e enfrenta João Chianca nas oitavas de final.

Filipe fora – Filipe Toledo também caiu no Round 3 do Margaret River Pro 2025. O bicampeão mundial perdeu para o havaiano Jackson Bunch numa disputa de notas baixas.

Filipe atuou primeiro e anotou 3.83 pontos com rasgada e batida. Jackson começou atuando para esquerda. A atuação valeu 3.00 pontos. Aos 17 minutos o havaiano foi pra direita. Ele fez três ataques e assumiu a liderança com 4.33 pontos. O brasileiro voltou para o primeiro lugar com 3.73 e o havaiano passou a buscar 3.23 para vencer.

Jackson passou Filipe no placar aos 25 minutos com forte batida que valeu 4.63 pontos. O brasileiro respondeu com duas rasgadas, mas a nota 3.00 não entrou no somatório e ele seguiu na busca de 5.13 para vencer. Jackson mexeu novamente no placar aos 28 minutos com 4.50 pontos.

Filipe não trocou nota nos últimos 12 minutos de bateria e foi eliminado do Margaret River Pro 2025. Jackson avançou às oitavas para enfrentar o norte-americano Crosby Colapinto.

Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Margaret River Pro 2025 acontece nesta terça-feira, às 20h15 (de Brasília). Previsão indica ondas grandes, podem passar dos 5 metros.

Margaret River Pro 2025
Repescagem Masculino

1 Jacob Willcox (AUS) 11.03 x Barron Mamiya (HAV) 9.24 x Ryan Callinan (AUS) 8.20

2 Imaikalani deVault (HAV) 12.50 x Winter Vincent (AUS) 11.64 x Seth Moniz (HAV) 7.76

3 Ian Gentil (HAV) 14.33 x Mikey McDonagh (AUS) 10.90 x Alejo Muniz (BRA) 8.37

4 Crosby Colapinto (EUA) 10.00 x Edgard Groggia (BRA) 9.50 x Deivid Silva (BRA) 8.93
Round 3

1 Mikey McDonagh (AUS) 12.77 x 11.30 Yago Dora (BRA)

2 Griffin Colapinto (EUA) 10.97 x 9.90 Cole Houshmand (EUA)

3 Leonardo Fioravanti (ITA) 17.13 x 13.60 Ian Gentil (HAV)

4 Miguel Pupo (BRA) 15.27 x 11.83 George Pittar (AUS)

5 Kanoa Igarashi (JAP) 13.16 x 7.93 Winter Vincent (AUS)

6 Connor O’Leary (JAP) 14.37 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)

7 Jake Marshall (EUA) 12.76 x 10.10 Samuel Pupo (BRA)

8 Barron Mamiya (HAV) 13.54 x 13.06 Ian Gouveia (BRA)

9 Jacob Willcox (AUS) 15.00 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)

10 João Chianca (BRA) 13.93 x 10.87 Matthew McGillivray (AFR)

11 Jackson Bunch (HAV) 9.13 x 7.56 Filipe Toledo (BRA)

12 Crosby Colapinto (EUA) 16.00 x 14.33 Ethan Ewing (AUS)

13 Jordy Smith (AFR) 12.50 x 8.53 Edgard Groggia (BRA)

14 Marco Mignot (FRA) 13.67 x 12.80 Joel Vaughan (AUS)

15 Alan Cleland (MEX) 13.40 x 10.50 Rio Waida (IDN)

16 Imaikalani deVault (HAV) 14.33 x 11.33 Jack Robinson (AUS)

Oitavas de final

1 Mikey McDonagh (AUS) x Griffin Colapinto (EUA)

2 Leonardo Fioravanti (ITA) x Miguel Pupo (BRA)

3 Kanoa Igarashi (JAP) x Connor O’Leary (JAP)

4 Jake Marshall (EUA) x Barron Mamiya (HAV)

5 Jacob Willcox (AUS) x João Chianca (BRA)

6 Jackson Bunch (HAV) x Crosby Colapinto (EUA)

7 Jordy Smith (AFR) x Marco Mignot (FRA)

8 Alan Cleland (MEX) x Imaikalani deVault (HAV)

Repescagem Feminino

1 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.84 x Sally Fitzgibbons (AUS) 8.33 x Willow Hardy (AUS) 7.97

2 Erin Brooks (CAN) 11.50 x Lakey Peterson (EUA) 10.27 x Nadia Erostarbe (ESP) 4.47

Oitavas de final

1 Molly Picklum (AUS) x Bella Kenworthy (EUA)

2 Caroline Marks (EUA) x Bronte Macaulay (AUS)

3 Caitlin Simmers (EUA) x Brisa Hennessy (CRI)

4 Luana Silva (BRA) x Erin Brooks (CAN)

5 Gabriela Bryan (HAV) x Sally Fitzgibbons (AUS)

6 Sawyer Lindblad (EUA) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

7 Isabella Nichols (AUS) x Vahine Fierro (FRA)

8 Tyler Wright (AUS) x Lakey Peterson (EUA)

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada neste domingo (13) às 11h30 (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.