Layback Pro

Tainá e Herdy são campeões sul-americanos

Tainá Hinckel e Mateus Herdy conquistam títulos sul-americanos no Layback Pro, etapa do QS que acontece na Praia Mole, Florianópolis (SC).
Layback Pro 2024, Praia Mole, Florianópolis (SC)

O Layback Pro apresentado pela Prefeitura de Florianópolis já definiu os títulos sul-americanos da World Surf League (WSL), com três catarinenses festejando conquistas na sexta-feira chuvosa na Praia Mole.

Tainá Hinckel e Mateus Herdy são os campeões da temporada 2023/2024 da WSL South America e Heitor Mueller confirmou sua classificação para o Challenger Series, o circuito de acesso para a elite mundial que disputa o Championship Tour (CT). A batalha pelas últimas vagas prossegue neste sábado, que vai começar pelas quartas de final das duas categorias, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

No Dia Internacional da Mulher, as damas primeiro, então as meninas abriram a sexta-feira do Layback Pro apresentado pela Prefeitura de Florianópolis. Logo na primeira bateria do dia, Tainá Hinckel confirmava o principal título da América do Sul, se passasse para as quartas de final.

Foi uma disputa de poucas ondas boas, mas Tainá avançou em segundo lugar, no confronto vencido pela cearense Yanca Costa. Elas eliminaram a argentina Vera Jarisz e outra brasileira, Gabriely Vasque. Tainá saiu do mar sem saber que a classificação lhe garantia o título de campeã sul-americana da temporada 2023/2024.

“Ah é? Sou campeã já? Que irado. Estou muito feliz com esse título, irado demais”, vibrou Tainá Hinckel, logo que foi informada da conquista antecipada do título sul-americano. “Esse era o meu principal objetivo nesse evento, então estou muito feliz que já consegui, amarradona mesmo. Foi uma temporada de altos e baixos, mas um ano relativamente muito bom pra mim. Eu tive bons resultados, então fico muito feliz com esse título. Estou pronta para ir pro Challenger Series, representar o Brasil esse ano”.

Tainá Hinckel já tinha sido bicampeã sul-americana da categoria Pro Junior em 2016 e 2019, agora consegue o principal título da World Surf League no continente, o de melhor surfista profissional da América do Sul. Essa conquista inédita para a sua carreira, coroou uma temporada brilhante da surfista da Guarda do Embaú.

No ano passado, foi campeã brasileira da CBSurf e também do Circuito Banco do Brasil de Surfe. E neste ano, conseguiu vaga para representar o Brasil nas Olímpiadas de Paris e confirmou a classificação para o Challenger Series 2024 como campeã sul-americana.

Já o título igualmente inédito para Mateus Herdy, foi confirmado antes dele competir na sexta-feira, com as eliminações dos seus dois únicos concorrentes. O primeiro a cair foi o também catarinense Lucas Vicente, depois o pernambucano Luel Felipe.

Com isso, ninguém mais poderia tirar o primeiro lugar no ranking do Mateus Herdy, que também foi campeão sul-americano Pro Junior em 2017 e em 2018 conquistou o título mundial da World Surf League nessa categoria. Ele estava concentrado para competir, quando foi avisado que já era o campeão sul-americano de 2023/2024.

“Irado, animal, caraca… não sabia. Eu estava concentradão aqui pra minha bateria. Sério mesmo que já sou campeão?”, questionou Mateus Herdy. “Muito irado. Fazia muito tempo que eu não ganhava nenhum título da WSL e estou amarradão. Com certeza, vou entrar na bateria agora bem mais tranquilo. Eu vi que tinha que passar minhas duas baterias hoje pra garantir o título, estou focado nisso ainda, mas agora estou até mais leve pra surfar. Pô, irado saber disso, então agora quero ganhar o campeonato”.

A sexta-feira começou com 15 surfistas tendo chances matemáticas de entrar no grupo dos 7 que se classificam para o Challenger Series, pelo ranking da WSL South America, que está sendo finalizado nesta semana no Layback Pro apresentado pela Prefeitura de Florianópolis. Todas as oito baterias da terceira fase, tinham alguém disputando classificação. Os dois últimos colocados no G-7 competiram juntos na terceira bateria e Heitor Mueller venceu, mas Lucas Vicente ficou em último. Dos 15 concorrentes deles, somente 8 avançaram para a rodada classificatória para as quartas de final.

Vaga confirmada – Foi nessa fase que fechou a sexta-feira na Praia Mole, quando Heitor Mueller garantiu sua classificação para o Challenger Series. A bateria foi tensa, com poucas ondas boas e o surfista de São Francisco do Sul estava em último lugar nos minutos finais.

O também catarinense Matheus Navarro liderava, com o paraibano José Francisco, que há muitos anos mora em Florianópolis, em segundo lugar. Heitor entrou na briga com uma nota 4,97 e na última onda arriscou uma pancada muito forte de backside, que completou.

José Francisco também surfou uma onda e ficou a expectativa pelas notas. A do Fininho, como José é conhecido, valeu 5,27 e ele ultrapassou Matheus Navarro. A do Heitor Mueller foi nota 6,43, que o levou para o primeiro lugar, com Fininho passando em segundo e Matheus sendo eliminado, junto com Felipe Oliveira.

A vitória foi anunciada e Heitor Mueller ainda nem imaginava que a passagem para as quartas de final já garantia sua vaga entre os 7 indicados para o Challenger Series, pelo ranking da WSL South America.

Ele só ficou sabendo quando foi entrevistado: “Sério, não, você tá de brincadeira, sério mesmo?”, vibrou Heitor Mueller. “Cara, nem sei o que falar agora. Estou me tremendo todo, porque o Challenger Series, para mim, é uma conquista muito grande. Esta bateria foi alucinante, com poucas ondas, só ondas de uma manobra e acabou que deu certo. Eu pedi pra Deus, Ele me deu aquela esquerda no final e estou muito amarradão. Meu Deus, Challenger esse ano cara, não sei nem o que falar, é quase inacreditável”.

Duas vagas – Os rankings da temporada 2023/2024 da WSL South America, que está sendo encerrada nessa semana no Layback Pro, classifica 7 homens e 3 mulheres para o circuito de acesso para a elite mundial do World Surf League Championship Tour.

Após os resultados do sábado, restam duas vagas para definir na categoria feminina e duas também na masculina. As duas que defendem vaga no G-3, a vice-líder Sophia Medina e a terceira colocada, Laura Raupp, competiram juntas com duas peruanas que brigavam por classificação, Melanie Giunta e Arena Rodriguez Vargas.

Essa bateria definiu os dois últimos nomes para as quartas de final e foi bem disputada. A Arena Rodriguez surfou a melhor onda, com a nota 6,33 recebida, garantindo a vitória por 10,93 pontos a 10,70 da Laura Raupp, que se classificou em segundo lugar.

Laura precisava passar a bateria, pois Isabelle Nalu já havia tirado o terceiro lugar dela no ranking. A briga entre elas pela vaga no Challenger Series é fase a fase. A Sophia Medina terminou em terceiro na bateria, mas só sai do G-3 com uma única combinação, se a Isabelle Nalu vencer o Layback Pro numa final com a Laura Raupp.

“Eu vi que a Belinha (Isabelle Nalu) tinha passado já e eu estava bem nervosa nessa bateria, porque todas as meninas surfam muito bem”, destacou Laura Raupp. “Inclusive a final que fiz aqui na Praia Mole (em 2021), quando eu ganhei meu primeiro título no QS, foi com a Melanie (Giunta). Eu já competi com a Sophia (Medina) diversas vezes, com a Arena (Rodriguez Vargas) também, então sabia que a bateria ia ser muito difícil. Nossa, estou superfeliz de ter passado. Só um pouco triste da Sophia não ter passado junto comigo, mas vamos com tudo, porque eu quero muito essa vaga no Challenger”.

Últimas vagas – Com a derrota da Melanie Giunta, apenas Isabelle Nalu e Arena Rodriguez Vargas seguem na briga pelas duas últimas vagas femininas no Challenger Series 2024, que estão com Sophia Medina e Laura Raupp.

Bela Nalu fez a melhor apresentação entre as meninas na sexta-feira, conseguindo a maior nota desta quarta edição do Layback Pro na Praia Mole, 8,50. Ela precisa ficar na frente da Laura Raupp para se classificar para o Challenger Series, enquanto a peruana Arena Rodriguez Vargas já precisa vencer o campeonato e a final não pode ser com a Laura e nem com a Isabelle.

No ranking masculino, também só restam duas vagas a serem definidas. Os ameaçados são o paulista Edgard Groggia em penúltimo lugar no G-7 e o catarinense Lucas Vicente em último. A batalha pelas vagas masculinas foi muito mais intensa na sexta-feira, praticamente em cada bateria. Lucas Vicente deixou a porta aberta, ao ser eliminado na terceira fase.

Alguns ficaram a um passo de lhe tirar da lista, mas também perdiam, como os paulistas Gabriel Klaussner na terceira fase e Rodrigo Saldanha e o saquaremense Valentin Neves na rodada que formou as quartas de final.

Estreia do campeão – Essa terceira fase foi encerrada com Mateus Herdy vencendo a sua primeira bateria como campeão sul-americano de 2023/2024 da World Surf League. Foi uma disputa fraca de ondas, mas o catarinense conseguiu a vitória, com seu amigo, o carioca Lucas Silveira, que há muitos anos mora em Florianópolis, passando em segundo lugar na última onda que surfou. O chileno Roberto Araki tinha chance de vaga no Challenger Series, mas foi eliminado, junto com o paulista Eric Bahia.

“Eu achei que ia me ajudar saber antes que eu era campeão, mas acho que me atrapalhou, porque fiquei feliz demais e entrei querendo quebrar a bateria”, disse Mateus Herdy. “Só que o mar estava bem difícil, foi uma bateria muito apertada e ficou todo mundo bem próximo nos pontos. Até foi bem massa o final da bateria, emocionante, só que as notas foram bem baixas e eu tava pensando que ia ter notas mais altas. Mas é muito irado ser campeão. Na minha carreira, um dos meus focos é sempre ganhar títulos da WSL. Eu já ganhei o Pro Junior sul-americano e mundial, então esse título agora é incrível pra mim”.

A um passo da vaga – Na sequência, foi iniciada a rodada classificatória para as quartas de final do Layback Pro apresentado pela Prefeitura de Florianópolis. Na primeira bateria, Rodrigo Saldanha, que tinha tirado a maior nota – 9,17 – do campeonato com um aéreo na terceira fase, já entraria no G-7 se passasse, tirando o Lucas Vicente da lista.

Mas, ele perdeu junto com outro concorrente, Daniel Adisaka, para o já garantido no Challenger Series, Michael Rodrigues, e Igor Moraes, que não está brigando por classificação. José Francisco avançou na bateria seguinte com o Heitor Mueller e agora ultrapassa o Lucas Vicente, se vencer o Michael Rodrigues nas quartas de final.

Depois, Lucas Silveira venceu um confronto com três surfistas disputando classificação para o Challenger Series. Nele, Valentin Neves estava passando em segundo até o último minuto e entraria no G-7 se isso acontecesse.

No entanto, o jovem paranaense Lukas Camargo acertou um aéreo e segue na briga por vaga no Challenger Series também. Lucas Silveira agora, assim como José Francisco, está a um passo da vaga no G-7. Ele entra na lista se passar para as semifinais, na bateria contra outro concorrente , o paulista Caio Costa.

“Acho que eu não queria saber disso (risos)”, disse Lucas Silveira. “Mas, não dá pra se enganar, porque o objetivo principal é a classificação para o Challenger. Eu imaginava que precisava ganhar o campeonato pra garantir, então vou manter esse pensamento de ir até a final. O negócio é continuar bateria por bateria, porque as outras foram bem tensas. Essa agora foi a primeira que fluiu um pouco melhor e a Praia Mole é incrível para campeonatos, porque é muito constante e estou amarradão por estar avançando. A previsão das ondas é boa pra amanhã e vai ser um dia decisivo para todos”.

Garantidos no Challenger – Das 10 vagas para o Challenger Series, disputadas nos rankings regionais da WSL South America, 6 já estão definidas e restam 2 na categoria masculina e 2 na feminina.

A lista dos confirmados começa pela nova campeã sul-americana, Tainá Hinckel, seguindo com os pernambucanos Ian Gouveia e Luel Felipe, o cearense Cauã Costa, o catarinense Heitor Mueller e o capixaba Rafael Teixeira. No momento, estão com suas vagas ameaçadas, os paulistas Edgard Groggia e Sophia Medina e os catarinenses Lucas Vicente e Laura Raupp.

A Prefeitura de Florianópolis apresenta o Layback Pro na Praia Mole, uma realização da Agência Esporte & Arte (AEA) e Swell Eventos. A etapa do QS 3000 masculina e feminina, é licenciada pela WSL Latin America para a Layback Park fechar a temporada 2023/2024 com patrocínio da TVBShorts, Corona, Oakberry e Real Estruturas; apoio da Evoke, D´Vicz Sorvetes, MB Marketing e Eventos, Federação Catarinense de Surf (FECASURF) e Associação de Surf da Praia Mole (ASPM); parceria de mídia do site Waves.com.br e produção da FIRMA na transmissão ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

Quartas de final do Layback Pro
Masculino – 5.o lugar com 1.423 pontos:

1.a: Michael Rodrigues (BRA) x José Francisco (BRA)
2.a: Heitor Mueller (BRA) x Igor Moraes (BRA)
3.a: Lucas Silveira (BRA) x Caio Costa (BRA)
4.a: Mateus Herdy (BRA) x Lukas Camargo (BRA)
Feminino – 5.o lugar com 1.423 pontos:
1.a: Daniella Rosas (PER) x Yanca Costa (BRA)
2.a: Tainá Hinckel (BRA) x Isabelle Nalu (BRA)
3.a: Laura Raupp (BRA) x Juliana dos Santos (BRA)
4.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) x Alexia Monteiro (BRA)

Segunda Fase Feminino – 1.a e 2.a passam para as quartas de final:———-3.a=9.o lugar (945 pontos) e 4.a=13.o lugar (796 pts)

1.a: 1-Yanca Costa (BRA), 2-Tainá Hinckel (BRA), 3-Vera Jarisz (ARG), 4-Gabriely Vasque (BRA)
2.a: 1-Isabelle Nalu (BRA), 2-Daniella Rosas (PER), 3-Kalea Gervasi (PER), 4-Julia Duarte (BRA)
3.a: 1-Juliana dos Santos (BRA), 2-Alexia Monteiro (BRA), 3-Luara Mandelli (BRA), 4-Dominic Barona (ECU)
4.a: 1-Arena Rodriguez Vargas (PER), 2-Laura Raupp (BRA), 3-Sophia Medina (BRA), 4-Melanie Giunta (PER)

Terceira fase Masculino – 3.o=17.o lugar (480 pts) e 4.o=25.o lugar (400 pts):
1.a: 1-Igor Moraes (BRA), 2-José Francisco (BRA), 3-Fernando Junior (BRA), 4-Santiago Muniz (ARG)
2.a: 1-Rodrigo Saldanha (BRA), 2-Felipe Oliveira (BRA), 3-Alex Ribeiro (BRA), 4-Alejo Muniz (BRA)
3.a: 1-Heitor Mueller (BRA), 2-Daniel Adisaka (BRA), 3-Kayki Araujo (BRA), 4-Lucas Vicente (BRA)
4.a: 1-Matheus Navarro (BRA), 2-Michael Rodrigues (BRA), 3-Ryan Kainalo (BRA), 4-Messias Felix (BRA)
5.a: 1-Valentin Neves (BRA), 2-Adriano de Souza (BRA), 3-Luel Felipe (BRA), 4-Gabriel Klaussner (BRA)
6.a: 1-Lukas Camargo (BRA), 2-Thiago Camarão (BRA), 3-Marcos Correa (BRA), 4-Gustavo Henrique (BRA)
7.a: 1-Caio Costa (BRA), 2-Uriel Sposaro (BRA), 3-Wallace Vasco (BRA), 4-Anderson da Silva (BRA)
8.a: 1-Mateus Herdy (BRA), 2-Lucas Silveira (BRA), 3-Roberto Araki (CHL), 4-Eric Bahia (BRA)
Quarta fase Masculino – 1.o e 2.o passam para as quartas de final:
———-3.o=9.o lugar (945 pontos) e 4.o=13.o lugar (796 pts)
1.a: 1-Michael Rodrigues (BRA), 2-Igor Moraes (BRA), 3-Rodrigo Saldanha (BRA), 4-Daniel Adisaka (BRA)
2.a: 1-Heitor Mueller (BRA), 2-José Francisco (BRA), 3-Matheus Navarro (BRA), 4-Felipe Oliveira (BRA)
3.a: 1-Lucas Silveira (BRA), 2-Lukas Camargo (BRA), 3-Valentin Neves (BRA), 4-Uriel Sposaro (BRA)
4.a: 1-Mateus Herdy (BRA), 2-Caio Costa (BRA), 3-Adriano de Souza (BRA), 4-Thiago Camarão (BRA)

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel Medina (BRA) x vencedor

    Próxima chamada neste sábado (12) às 11h30 (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.