Layback Pro

Laura Raupp briga pelo título

Laura Raupp tenta bicampeonato sul-americano, Tainá Hinckel ganha maior nota e todos recordes masculinos do QS 3000 são batidos nesta sexta-feira em Florianópolis (SC).
Layback Pro, Praia da Joaquina, Florianópolis (SC)

O WSL Layback Pro abriu a competição feminina no cenário perfeito da sexta-feira, com céu azul e altas ondas com vento terral na Praia da Joaquina. As meninas estrearam na melhor condição do mar nessa semana em Florianópolis e Laura Raupp deu o primeiro passo para confirmar o título sul-americano da temporada 2024/2025 da WSL South America.

Já a surfista olímpica, Tainá Hinckel, atual campeã sul-americana que venceu o último Layback Pro na Praia Mole, ganhou a maior nota do feminino – 8,17. Depois, o também defensor do título desta etapa, Lucas Silveira, fez um novo recorde de 15,43 pontos na Praia da Joaquina e dos outros dois QS que rolaram esse ano. O show de surfe continua no sábado, que vai começar com a disputa por vagas nas quartas de final das duas categorias, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

A Praia da Joaquina ficou 9 anos sem receber uma etapa do World Surf League (WSL) Qualifying Series (QS) e está voltando ao calendário em uma semana inteira de competição. As quatro primeiras edições do WSL Layback Pro aconteceram na Praia Mole e agora mudou para a Joaca. Esse evento que fecha a temporada 2024/2025 da WSL South America, começou na quarta-feira e termina no domingo.

E na segunda-feira, tem a primeira etapa do Circuito Profissional da Federação Catarinense de Surf, o Floripa Pro apresentado pela Layback e Prefeitura de Florianópolis. Esse vai rolar na segunda, terça e quarta-feira, quando será definido quem largará na frente na corrida pelos títulos masculino e feminino do circuito estadual mais rico do Brasil.

Muitas participantes do WSL Layback Pro, vão aproveitar para participar das duas competições. O último QS na Praia da Joaquina foi em 2016, mas o único com a categoria feminina aconteceu em 2014 e foi vencido pela havaiana Coco Ho. A segunda campeã de uma etapa do QS na Joaca, será conhecida no domingo e duas catarinenses que conhecem muito bem essas ondas, podem ser apontadas como favoritas, Laura Raupp e Tainá Hinckel. A Laurinha lidera a disputa pelo título sul-americano e Arena Rodriguez é a única que pode impedir a conquista, mas a peruana só consegue isso se for a campeã do WSL Layback Pro.

“Foi o primeiro passo agora, ainda bem que foi um passo bom e estou feliz, só que um pouco nervosa com esse título na disputa. Mas, se Deus quiser, vai dar tudo certo e vou fazer boas baterias para conseguir o resultado que eu preciso nesse campeonato”, disse Laura Raupp, que respondeu sobre a mudança da Praia Mole para a Joaquina. “Eu gosto muito da Mole, é um dos meus lugares preferidos na ilha. Mas, a Joaca é a minha casa, eu moro aqui perto e surfo aqui quase todos os dias. Na metade da bateria, teve uma saída d´água e aí vi que já conhecia essa corrente, então tinha que varar. Aí fui pra lá e fiz onda que me garantiu a vitória”.

Decisão do título – Laura Raupp derrotou a paulista Julia Nicanor e a equatoriana Dominic Barona. Agora, ela já confirma o troféu de campeã sul-americana da World Surf League, se passar para as quartas de final na sua próxima bateria, neste sábado na Praia da Joaquina. As adversárias dessa decisão de título, são a maior surfista do Brasil em todos os tempos e recordista mundial com 19 vitórias em etapas do QS, Silvana Lima, Isabela Saldanha e a jovem Luara Mandelli. As duas melhores se classificam e Laurinha já poderá garantir um bicampeonato catarinense de melhor surfista da América do Sul, se repetir o feito da Tainá Hinckel.

As duas decidiram o título do WSL Layback Pro no ano passado. Era a segunda final consecutiva da Tainá na Praia Mole. A primeira, em 2023, ela perdeu para a cearense Silvana Lima, mas nessa festejou a vitória contra a Laura Raupp, que foi a primeira campeã desse campeonato em 2021, quando tinha apenas 15 anos e estreava em etapas do QS. Na Joaquina, Tainá Hinckel fez a melhor apresentação entre as 28 surfistas que estrearam nas 8 baterias. Ela detonou uma esquerda com um ataque de backside que tirou 8,17 dos juízes. Foi mais um recorde da Tainá, que é a única a ganhar nota 10 nas 4 edições do WSL Layback Pro na Praia Mole.

“Eu peguei a onda quase no final dela. Ela veio lá de fora muito boa, uma esquerda perfeita pra mim e consegui fazer, então estou muito feliz”, disse Tainá Hinckel. “Esse é o tipo de mar que eu gosto de surfar, de backside, como na Guarda do Embaú todos os dias. Com certeza, competir aqui de novo é especial. O evento da Praia Mole no ano passado foi muito legal. Eu tinha acabado de chegar da classificação para as Olimpíadas, então foi uma fase maravilhosa pra mim, que eu nunca vou esquecer. E já cheguei sendo campeã na Praia Mole e foi muito legal. Guardo esse momento no coração e espero repetir isso, só que dessa vez na Joaca”.

Peruanas na briga – As peruanas Arena Rodriguez e Daniella Rosas também se destacaram nas ondas excelentes da Praia da Joaquina. A Arena já estreou sabendo que sua vaga no Challenger Series estava confirmada, com a eliminação da carioca Julia Duarte no confronto que terminou antes do dela. Arena foi campeã sul-americana Pro Junior no ano passado e ainda tem chances de tirar o título da Laura Raupp, mas somente se a brasileira perder sua próxima bateria e ela ganhar o WSL Layback Pro. Na sexta-feira, Arena estreou com vitória sobre duas brasileiras, a paranaense Luara Mandelli e a cearense Yanca Costa.

“Estou muito feliz de conseguir a vaga pro Challenger Series já. Essa era a meta para esse evento e de toda a temporada. Me esforcei muito com meus treinadores, psicóloga, meus pais, meus patrocinadores, então estou superfeliz de ter conseguido”, disse Arena Rodriguez. “Mas, essa classificação não vai mudar meu esforço nesse evento e vamos com tudo, porque tem um título ainda em jogo. Todas as meninas estão fazendo uma grande temporada, a Laura (Raupp), a Daniella (Rosas), então só quero focar em mim mesma. Quero avançar o máximo que puder e, se chegar o título ou não, já estou feliz pela classificação para o Challenger”.

Vaga no Challenger – A recordista com três títulos de campeã sul-americana, Daniella Rosas, fechou a participação feminina na sexta-feira. Ela já vem participando do Challenger Series nos últimos anos e defende a última vaga esse ano. Duas concorrentes, a carioca Julia Duarte e a peruana Sol Aguirre, não passaram das suas estreias no WSL Layback Pro. Só restou a argentina Vera Jarisz, que precisa vencer o campeonato para superar sua pontuação. Mas, Daniella Rosas confirma seu nome no grupo das 3 que se classificam, se passar a sua próxima bateria, contra a chilena Isidora Bultó e as catarinenses Kiany Hyakutake e Valentina Zanoni.

“Estou muito feliz de avançar surfando bem, sentindo a prancha. A onda estava um pouco difícil, mas deu certo e estou feliz de passar essa primeira bateria aqui”, disse Daniella Rosas. “Eu sempre que entro num campeonato, tento deixar que as coisas aconteçam tranquilamente. Já faz bastante tempo que venho ao Brasil e é como uma segunda casa pra mim, porque quase todos os eventos acontecem aqui, então praticamente eu moro aqui (risos). Eu sempre fico feliz e amarradona aqui, o Brasil me encanta, então foi bom que eu passei e continuo competindo aqui”.

Recordes batidos – Depois da primeira fase feminina, foi realizada a terceira do QS 3000 masculino, também definindo os 16 surfistas que vão disputar classificação para as quartas de final do WSL Layback Pro no sábado. Foi um show de surfe a cada bateria, todas muito tensas decidindo os destinos de quem segue na briga pelo título sul-americano e pelas 7 vagas para o Challenger Series, o circuito de acesso para a elite do WSL Championship Tour (CT). Com tanta pressão, todos os recordes da semana foram batidos no terceiro dia.

Os dois surfistas que estavam fechando o G-7, Cauã Costa e Weslley Dantas, perderam e deixaram a porta aberta para nove concorrentes com chances de ultrapassar os seus 3.723 pontos. Isso sem contar com Michael Rodrigues e Mateus Herdy, que já têm suas vagas no Challenger Series garantidas pelo ranking do ano passado. O cearense Cauã Costa cometeu um erro na primeira bateria, foi penalizado com o corte de uma das duas ondas computadas, ficando só com os 9 pontos da maior nota do WSL Layback Pro.

O paulista Wesley Leite venceu essa bateria com um novo recorde de 14,50 pontos e igualou os 3.723 pontos do Cauã e do Weslley Dantas, que foi barrado no terceiro confronto masculino da sexta-feira. Nesse, o campeão do Layback Pro na Praia Mole ano passado, Lucas Silveira, fez o maior somatório das três etapas do QS deste ano, 15,94 pontos somando notas 8,17 e 7,77 com seu ataque poderoso de backside nas esquerdas da Joaquina. Lucas competiu no Challenger Series em 2024, tenta se classificar de novo e precisa chegar nas semifinais para ultrapassar os 3.723 pontos dos últimos do G-7, Cauã Costa, Weslley Dantas e agora Wesley Leite também.

“Eu já surfei um zilhão de vezes aqui na Joaquina durante a minha vida e essa condição que tá hoje, eu acho que é a melhor do verão todo esse ano”, destacou Lucas Silveira. “Eu já surfei várias vezes em mar assim e, quando você pega a onda certa, ela é muito boa. Foi uma bateria que eu busquei ficar ativo desde o começo e fiz as notas altas bem no início já. Daí fiquei bem tranquilo, só administrando a vantagem. Independente das notas e pontos, o importante era passar a bateria e na próxima tem mais”.

Queda do líder – Depois, o paulista Gabriel Klaussner, que tinha feito a maior nota – 8,00 – na Praia da Joaquina na quinta-feira, igualou o 9,00 do Cauã Costa na quinta bateria. Na seguinte, competiram dois concorrentes ao título sul-americano da temporada 2024/2025 da WSL South America. O líder do ranking, Lucas Vicente, acabou perdendo para o único surfista que ainda pode lhe tirar o troféu de campeão, Peterson Crisanto. Para isso, o paranaense tem que chegar na final do WSL Layback Pro. Ele passou para a quarta fase junto com o maior nome dos 4 anos da história desta etapa patrocinada pela Layback na Praia Mole, Michael Rodrigues, cearense que há muitos anos mora em Florianópolis.

O próximo desafio do Peterson Crisanto na Praia da Joaquina, será na disputa pelas duas últimas vagas para as quartas de final neste sábado, contra os paulistas Alex Ribeiro, Fabricio Rocha e o catarinense Luan Wood, campeão do Layback Pro na Praia Mole em 2023. Será mais uma rodada de baterias decisivas também na disputa pelas últimas vagas no grupo dos 7 que o ranking da WSL South America classifica para o Challenger Series. Dois concorrentes estão juntos na primeira, o paulista Wesley Leite precisando passar só essa para deixar a rabeira da lista e o capixaba Rafael Teixeira tendo que chegar nas semifinais para entrar no G-7.

Na segunda, tem mais dois com a mesma chance do Rafael Teixeira, o defensor do título do WSL Layback Pro, o carioca Lucas Silveira que mora em Florianópolis, e Ryan Kainalo, contra o também paulista Daniel Adisaka que segue na batalha pelas últimas vagas e o equatoriano Alex Suárez. Na terceira bateria, os dois já garantidos pelo ranking do Challenger Series no ano passado, Michael Rodrigues e Mateus Herdy, enfrentam dois que estão tentando classificação, Heitor Mueller e Gabriel Klaussner. E a disputa pelas últimas vagas nas quartas de final acima informada, será entre Peterson Crisanto, Alex Ribeiro, Fabricio Rocha e Luan Wood.

O WSL Layback Pro é homologado pela WSL Latin America e viabilizado pela Lei de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte do Governo Federal do Brasil. Esta etapa do QS 3000 é uma realização da Agência Esporte & Arte e acontece com patrocínio de Dare e Prefeitura Municipal de Florianópolis através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer; apoio da Greenish, Ease Labs Cannabis Products, Evoke, Fu-Wax, Havenga, Oakberry, Refúgio Ekrãn e Cris Hotel; conta com o suporte da Federação Catarinense de Surf (FECASURF) e Associação de Surf da Joaquina (ASJ), parceria de mídia do site Waves.com.br e produção da FIRMA na transmissão ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

Floripa Film Festival – Na quinta-feira, foi iniciada a segunda edição do Floripa Film Festival, uma das atrações do WSL Layback Pro que estreou com grande sucesso no ano passado. Até o sábado, serão exibidos 50 filmes de surfe, sendo 35 produções nacionais e 15 internacionais. As mostras vão acontecer no “The Search House”, localizado na Barra da Lagoa. Nos 3 dias, as exibições começam por volta das 16h00, com pequenos intervalos até as 22h30. Na sexta-feira (dia 21) e no sábado (22), também haverá shows musicais e DJs agitando a galera, desde as 23h00 até as 2h00 da madrugada.

Baterias deste sábado em Florianópolis
Segunda fase Feminino – 1.a e 2.a avançam para as quartas de final
3.a=9.o lugar (US$ 750 e 945 pts) e 4.a=13.o lugar (US$ 550 e 796 pts)

1 Laura Raupp (BRA), Silvana Lima (BRA), Luara Mandelli (BRA), Isabela Saldanha (BRA)

2 Arena Rodriguez (PER), Juliana dos Santos (BRA), Isabelle Nalu (BRA), Julia Nicanor (BRA)

3 Tainá Hinckel (BRA), Vera Jarisz (ARG), Genesis Garcia (EQU), Estela López (CHI)

4 Daniella Rosas (PER), Kiany Hyakutake (BRA), Isidora Bultó (CHI), Valentina Zanoni (BRA)
Quarta fase Masculino – 1.o e 2.o avançam para as quartas de final:
3.o=9.o lugar (US$ 750 e 945 pts) e 4.o=13.o lugar (US$ 550 e 796 pts)

1 Wesley Leite (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Cauet Frazão (BRA), Roberto Araki (CHI)

2 Lucas Silveira (BRA), Ryan Kainalo (BRA), Daniel Adisaka (BRA), Alex Suárez (EQU)

3 Mateus Herdy (BRA), Michael Rodrigues (BRA), Heitor Mueller (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

4 Peterson Crisanto (BRA), Alex Ribeiro (BRA), Fabricio Rocha (BRA), Luan Wood (BRA)
Resultados da sexta-feira na Praia da Joaquina
Primeira fase Feminino – 3.a=17.o lugar (480 pts) e 4.a=25.o lugar (400 pts):

1 1-Laura Raupp (BRA), 2-Julia Nicanor (BRA), 3-Dominic Barona (EQU)

2 1-Silvana Lima (BRA), 2-Juliana dos Santos (BRA), 3-Maria Heinzen (BRA), 4-Isabela de Liz (BRA)

3 1-Isabelle Nalu (BRA), 2-Isabela Saldanha (BRA), 3-Julia Duarte (BRA), 4-Gabriely Vasque (BRA)

4 1-Arena Rodriguez (PER), 2-Luara Mandelli (BRA), 3-Yanca Costa (BRA)

5 1-Tainá Hinckel (BRA), 2-Isidora Bultó (BRA), 3-Sophia Gonçalves (BRA)

6 1-Genesis Garcia (EQU), 2-Valentina Zanoni (BRA), 3-Sol Aguirre (PER), 4-Karol Ribeiro (BRA)

7 1-Kiany Hyakutake (BRA), 2-Vera Jarisz (ARG), 3-Matilda Bultó (CHI), 4-Ana Gonzalez Velasco (MEX)

8 1-Daniella Rosas (PER), 2-Estela Lopez (CHI), 3-Camila Sanday (PER)

Terceira fase Masculino – 3.o=17.o lugar (480 pts) e 4.o=25.o lugar (400 pts):

1 1-Wesley Leite (BRA), 2-Daniel Adisaka (BRA), 3-Marco Giorgi (URU), 4-Cauã Costa (BRA)

2 1-Roberto Araki (CHI), 2-Alex Suárez (EQU), 3-Gabriel Ogasahara (BRA), 4-Luan Ferreyra (BRA)

3 1-Lucas Silveira (BRA), 2-Rafael Teixeira (BRA), 3-Weslley Dantas (BRA), 4-João Victor (BRA)

4 1-Ryan Kainalo (BRA), 2-Cauet Frazão (BRA), 3-Marcos Correa (BRA), 4-Noah Machado (BRA)

5 1-Gabriel Klaussner (BRA), 2-Luan Wood (BRA), 3-Felipe Oliveira (BRA), 4-Philippe Neves (BRA)

6 1-Michael Rodrigues (BRA), 2-Peterson Crisanto (BRA), 3-Lucas Vicente (BRA), 4-Matheus Navarro (BRA)

7 1-Alex Ribeiro (BRA), 2-Mateus Herdy (BRA), 3-Rafael Barbosa (BRA), 4-Diego Aguiar (BRA)

8 1-Fabricio Rocha (BRA), 2-Heitor Mueller (BRA), 3-Igor Moraes (BRA), 4-Rodrigo Saldanha (BRA)

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    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.