Johnny Cabianca

Os foguetes de Gabriel Medina

Confira entrevista exclusiva com Johnny Cabianca, shaper responsável pelas pranchas do tricampeão mundial Gabriel Medina.
Johnny Cabianca, sala de shape, Cabianca Surfboards

João Carlos de Abreu Cabianca, ou somente Johnny Cabianca, renomado shaper brasileiro é uma figura icônica no cenário atual do surfe mundial. Nascido em São Paulo, ele iniciou sua jornada na fabricação de pranchas em 1978, quando começou a fazer reparos. Seu talento e paixão pelo esporte o levaram a trabalhar na fábrica Summer Boards em 1980, onde desempenhou múltiplas funções em uma época em que não havia divisão clara entre shapers, laminadores, lixadores e pintores.

Atualmente residindo em Zarautz, País Basco, Espanha, ele recorda que os anos 1980 foram desafiadores, sem acesso à internet e com poucas referências. As pranchas da época eram polidas, com quilhas fixas e pintadas, exigindo muito trabalho manual e criatividade.  Cabianca descreve aquele período como os “alquimistas dos anos 1980”, experimentando e aprendendo na prática.

Em 2009 Johnny teve um divisor de águas em sua carreira ao começar a trabalhar com o tricampeão mundial de surfe, Gabriel Medina, um dos maiores talentos do surfe mundial, que à época era mais um jovem de Maresias, aspirante ao sucesso no surfe. Essa parceria impulsionou o shaper a criar modelos específicos, catálogos e a amadurecer sua abordagem frente ao mercado e à mídia.

Atualmente o shaper possui sua própria fábrica em Zarautz, na Espanha, e trabalha com diversos parceiros ao redor do mundo, como a Pró-Ilha, uma das maiores fábricas brasileiras, além de estar prestes a inaugurar uma loja na Indonésia. Na entrevista exclusiva concedida ao Waves Cabianca fala de sua relação com Gabriel Medina, assédio de outros shapers, produção, tendências, entre outros assuntos.

Fale sobre seu início na fabricação de pranchas:
Meu início profissional foi em 1978, fazendo reparos em pranchas. Dois anos depois comecei a trabalhar na Summer Boards. Nessa época eu era uma espécie de faz tudo, não tinha essa divisão entre ser shaper ou laminador. Todo mundo fazia tudo. Era uma época bem complicada porque não havia Google, não tínhamos tutorial de nada e as pranchas, praticamente todas, eram polidas, com quilhas fixas e pintadas, o que demandava ainda mais trabalho.

E como não tínhamos muitas referencias, fazíamos na raça mesmo, éramos os alquimistas dos anos 1980: era misturar e ver o que acontece. Fui levando nessa toada até o início dos anos 1990, quando comecei a fazer minhas primeiras experimentações como shaper. Fui fazendo, aprendendo, pesquisando e em 1993 comecei a trabalhar para o célebre Luciano Leão, shaper brasileiro que criou a máquina computadorizada DSD.

Trabalhei com ele até o ano 2000, quando recebi um convite para trabalhar na Europa, e daí eu comecei a ficar meio nômade na profissão, sempre mostrando meu trabalho, minha técnica e aprendendo muito sobre produção.

E foi assim que desenvolvi mais a parte do desenho e do shape em si. Depois comecei a trabalhar em grandes produções, grandes mesmo, o que me trouxe muita tarimba. Aliás, eu sempre fui um cara de produções com muito volume de pranchas, inclusive tenho alguns recordes de produção mas isso não vem ao caso. Essa fase serviu para afinar todo o meu conceito.

E no meio disso tudo, conheci grandes profissionais, pessoas que eu admirava muito, e acabaram virando amigos. Até hoje trocamos muita informação. No meio disso tudo vieram os atletas, pois acredito que é essencial trabalhar com atletas.  Em 2009 foi o meu grande divisor de águas, quando comecei um trabalho sério com o Gabriel Medina. A partir desse trabalho, comecei a criar modelos específicos, catálogos, além de entrar em um processo de amadurecimento frente ao mercado, mídia etc.

Hoje estou com a minha própria fábrica aqui em Zarautz, na Espanha, divisa com França. Minha fábrica é relativamente nova, estamos com sete anos. Hoje tenho vários parceiros ao redor do mundo, entre eles a Pró-Ilha, que é minha segunda casa.  Nesse momento estou com viagem marcada para Austrália onde irei visitar meu distribuidor. Também iremos inaugurar uma loja Cabianca em Bali.

Você é o cara que faz as pranchas para o atual melhor surfista do mundo e já fez pranchas para vários outros atletas. Como você lida com a dedicação a um cara tão especial como o Gabriel e ao mesmo tempo cuida da sua projeção como shaper?
Antes de vir pra cá eu morava em Maresias e já era amigo dos pais dele. Eu vi o Gabriel crescer, lembro dele com 3…4 anos, um menino normal da praia. Eu era fabricante de pranchas e já criava um certo desejo junto à molecada por conta de eu sempre estar com pranchinhas novas, testando, surfando, eles sempre curtiam ficar ali ao meu lado.

O meninos sempre me visitavam, ficavam vendo eu trabalhar, olhando as pranchas novas que eu chegava na praia. Maresias tem isso, é um lugar do surfe e hoje do jiu-jitsu também (rs). Até hoje tenho grandes amigos dessa época como o Caixa D´água, o Gilmarzinho Pulga, entre outros.

A casa dos meus pais é no Guaecá e eu vi o Charles (padrasto de Gabriel Medina) adolescente. Sobre o Gabriel especificamente, lembro que tivemos grandes nomes como o Danilo Grilo, Alemão de Maresias, Eduardo Bueno, Oscar de Souza, entre outros vários talentosos surfistas que surgiram no Litoral Norte de São Paulo.

Essa molecada toda tinha potencial para serem grandes competidores, mas o Gabriel teve um diferencial.  Não sei se podemos considerar que foi o trabalho do Charles, que sem dúvidas teve um grande papel em sua carreira, ou o próprio Gabriel, que explodiu repentinamente.

Como se deu esse reencontro?
Eu fiquei muito tempo fora do Brasil até que a gente se reencontrasse em 2009. Quando ele ganhou o WQS na Praia Mole e depois veio fazer a perna europeia do WQS o Charles me ligou e eu os convidei para ficar na minha casa. Fizemos umas pranchas, na época eu não tinha muita grana, mas fui investindo e a coisa foi rolando naturalmente.

Mas eu não acreditava ainda que ia sair dali do Litoral Norte esse fenômeno.Eu era um cara que já fazia pranchas par grandes surfistas, entre eles o Leo Neves, Sunny Garcia, Simão Romão, entre outros.

Confesso que na época eu pensava: será que vai ser mais uma emoção de momento, mais um lampejo de talento? Um evento que foi decisivo nesse processo foi o King Of Groms, no qual ele fez cinco notas 10 durante a competição.

A partir dai grandes resultados foram aparecendo, como o ISA Games que ele venceu na Nova Zelândia, seguiu competindo no WQS, ganhando etapas, até que em 2011 ele se classificou para o Tour. Nesse momento comecei a ver alguma coisa diferenciada naquilo, em tudo que estava em volta.

Na postura da mãe, na postura do Charles e tudo que estava ao redor do Gabriel. Eu falei assim:  pera aí isso ai tá diferente! Inclusive penso que muita coisa que está acontecendo atualmente no circuito é uma imitação do que o Charles fazia naquela época.

Então você detectou um talento bruto no Medina, e como conseguiu fazer as pranchas ideais pra ele?
Tinha muita coisa além do talento do Gabriel. Eu fui fazendo meu trabalho de tentar ler o corpo dele, seu biotipo: quanto ele precisava de volume, de área de bico, enfim, suas demandas como atleta de ponta. Uma história interessante foi quando criei o modelo famoso que é o DFK (Da Freak Kid) que nasceu no King Of Groms.

Na época o Martin Potter fazia os comentários do evento e sempre que o Gabriel pegava uma onda ele ficava histérico, descontrolado (rs) e mandava “da freak kid is coming again”. Aí eu pensei: modelo do Gabriel irá se chamar DFK. Desse modelo surgiram outros como o The Game, o Mega e fui diferenciando curvas, foils, posição de quilhas, para cada situação.

Tem algum outro atleta com potencial de CT que você está trabalhando atualmente?
Atualmente eu estou trabalhando com um moleque que é brasileiro que também tem nacionalidade francesa e compete pela França, o Tiago Carrique. Ele mora na Costa Rica, e compete no Challenger Series. Venho desenvolvendo um trabalho bem sólido com ele. Comecei a fazer pranchas com mais curva, com menos curva, entre outras experimentações.

Eu explicava: essa é para onda boa, essa é para onda fraca e no final ele usa só o modelo DFK: uma um pouquinho maior e mais estreita e outra que é menor e mais larga. Além do Tiago, estamos ai com atletas do Brasil, do Japão, da Indonésia.

Como você lidou e lida com o assédio de outros shapers ao Medina?
Quando eu comecei a trabalhar com o Gabriel não existia essa relação de patrocínio, o que existia e existe até hoje era uma amizade. E nessa relação a minha máxima sempre foi: precisou, tô dentro! Precisa de cinco pranchas, tá aqui. Precisa de dez pranchas, feito. Tá indo pra África do Sul, tô mandando oito.

Vai pra San Clemente, vou enviar mais dez. Mas era uma época em que eu trabalhava como back shaper para alguns grandes shapers como o Matt Biolos (Lost), o (Wade) Tokoro, entre outros porque a Pukas (tradicional fábrica de pranchas espanhola) tinha licença de muitas marcas internacionais e eu era o responsável pela área de shape.

Eu pensava: pô, o que é patrocinar um atleta, como isso realmente funciona? Nessa relação o ideal é que você crie uma afinidade e o atleta se sinta à vontade para escolher se realmente quer surfar com suas pranchas. Ele pode gostar do seu trabalho, mas pode acontecer uma série de fatores nos quais o atleta deixe de gostar.

E se você tem um contrato assinado, mas ele não estiver curtindo as pranchas,  tudo que você fizer,  nunca estará bom. E caso você insista em algo por vias legais, vai carregar a culpa de estar estragando a carreira dele naquele momento. Comparando: se o time está perdendo a primeira cabeça que cai é a do técnico. No caso do surfe, é a do shaper.

Você exige exclusividade do Gabriel?
Houve ocasiões nas quais o Gabriel viajou e eu encomendei pranchas com outros shapers. Como na vez que ele foi para a Austrália e fizemos um quiver com o Darren Handley da DHD, ou quando atualmente ele vai para o Havaí e faz guns com o Tokoro. Em San Clemente já fizemos com o Biolos em uma ocasião. Não forço a barra por exclusividade porque confio em nosso trabalho.

Além disso, tenho um problema de logística até hoje com alguns lugares e o Havaí é um deles. Quando você tem uma caixa de pranchas com uma certa medida, talvez até 6’3” mais ou menos, custa um preço. Se ela sobe uma polegada, o preço sobe consideravelmente e ainda há a questão do extravio. Então procuramos pensar de forma prática e produtiva. Então por quê eu vou fazer 6’4”, 6’6” ? Chama o Tokoro e resolvemos.

Atualmente a final do CT é em Trestles, lugar onde provavelmente ele surfará de Cabianca, mas antes era em Pipe. Como você lidou com o fato de não ter suas pranchas aparecendo no “Dia D”?
Por azar meu, os dois primeiros títulos do Gabriel foram conquistados em Pipe, com pranchas do Tokoro e as fotos que ficaram marcadas foram feitas com essas pranchas. Nesses anos eles surfou o circuito todo com minhas pranchas, mas no final as principais fotos foram de Tokoro. Mas aí entra o lado amigo à frente do shaper: eu queria que ele fosse campeão, ficava na torcida e nem olhava a prancha que ele estava usando.

É o caso de se preocupar com a pessoa, e não com o atleta. Esse ano ele caiu em Pipe com minhas pranchas e infelizmente não avançou muito. Conseguimos aprimorar nossa parceria e chegamos juntos à conclusão de que os melhores resultados foram conseguidos com minhas pranchas. A partir dai o trabalho se solidificou ainda mais.

Atualmente atletas de 12 anos já são tratados como profissionais e são assediados constantemente, como você se posiciona quanto a isso?
A história de cada atleta não mente.  Alguns pais de “atletas”, chamam de atletas mas são crianças. Eles me procuram e falam do suposto potencial de seus filhos. Todo mundo quer ser o novo Medina. Principalmente no Brasil, onde eles aparecem como uma solução de vida para a família.

Já aqui na Europa existe aquela emoção do momento, o moleque está ganhando campeonato e já tem uma marca grande colocando adesivo no bico dando duas camisas e um chinelo por mês. Nessa fase a diferença técnica e muito grande. Você tem um muito bom, dez mais ou menos, e um monte de outros que estão tentando.

Só que quando começa a chegar aos 15 anos, esse que era muito bom segue o sendo, os que eram mais ou menos vão se nivelando e muitos outros desistem. A partir daí começa a haver uma bifurcação em suas vidas. Nesse caso, a motivação dele para enfrentar a derrota é um divisor de águas em sua carreira pois ele vai ver que competir é muito mais que ganhar. Aqui na Europa não são poucas as vezes que já ouvi: esse é promessa! Esse será o novo Kelly Slater!


Então você acha que o caminho para uma carreira no surfe deve ser o mais natural possível?
Sim. Os pais me passam mensagem pelo Instagram falando: olha o que meu filho faz com oito anos. Pô brother, leva a criança pra praia, deixa ela brincar, deixa ele ficar oito horas dentro da água se divertindo. Esquece campeonato, se tiver uma competição, leva ele pra se divertir, pra soltar pipa.

Lembro do Gabriel quando era pequeno, ele ficava na areia brincando, jogava futebol, dando cambalhota, jogando capoeira, e quando dava a hora da bateria o Charles o chamava e ele ia para bateria e quebrava, mas sempre se divertindo. Hoje os pais colocam a criança com 12 anos no psicólogo terapeuta esportivo pensando em competição.

Você faz algum modelo para essa molecada miúda?
Eu tenho um modelo que batizei de Muleke. Aqui na Europa a molecada anda muito de skate e com 6…7 anos já estão entrando no half pipe e fazendo coisas que você não acredita. Entretanto, eles querem ir pra água também, mas e na hora que eles querem surfar os pais pensam em fazer uma 5’8”.

Mas o menino (a) não tem nem 5 pés de altura; então ele tenta fazer o que ele faz no skate em um “barco”. Ele não consegue, claro. Desenvolvi algumas umas pranchas 3’10” e aperfeiçoei esse modelo que vai até 5’2”, 5’3” a prancha funciona muito. Tanto os meninos quanto as meninas se dão muito bem com a Muleke.

Falando sobre materiais da pranchas do Gabriel, ele usa PU e Epóxi?
O epóxi entrou forte, melhorou muito a qualidade da resina, os blocos de EPS também melhoraram bastante e temos uma resina mais fácil de laminar. As pranchas de epóxi se aprimoram a cada dia e podemos dizer que temos uma construção muito boa para certas situações. Falo isso porque todos atletas que tenho usam muito EPS.

Porém o Gabriel compete no CT, circuito em que e as ondas são de consequência e potentes. A competição começa em Pipe, depois segue para Sunset e você não vai ver ninguém surfando essas ondas super potentes com epóxi. Depois eles seguem para Supertubos, em Portugal, onde pode ser que você veja alguém surfando com esse tipo de prancha, que flutua mais e são mais leves e sensíveis.

No CT o Gabriel não leva nenhuma prancha de epóxi, mas na casa dele temos algumas coisas diferentes. Pranchas em carbono, a vácuo, biquilhas, entre outras que ele usa amarradão quando está se divertindo. Já os atletas que competem no QS e no Challenger Series, que podem cair em condições desfavoráveis, usam epóxi.

As pranchas do Gabriel estão mais refinadas ou seguem na mesma linha?
Desde que eu estou com a fábrica nova, tenho variado muito pouca coisa nos modelos do Gabriel. Mexo no caimento de borda dependendo de como está seu peso. Uma mudança significativa não diz respeito ao shape em si. No caso, quando eu comecei a fábrica, decidimos que iríamos laminar as pranchas com as sedas dos patrocinadores ao invés de adesivos.

Lembro que uma vez eu e Charles passamos uma noite adesivando um quiver. A partir dai eu falei pra ele: vou passar esse trabalho para o laminador, que inclusive era eu (rs). O Gabriel amou, porque colar adesivo no fundo da prancha pode fazer com que ele  comece a sair no meio da bateria, deixando aquela “língua” pra fora.

Isso deixa o atleta louco. Eu comecei com essa configuração para tentar amenizar aquele carnaval de logotipo. Ele gosta sempre de uma bordinha preta, e a prancha fica com um visual bem clean. Ano passado fizemos um quiver muito bonito para Teahupoo. Fiz umas pranchas com um azul exclusivo de uma fábrica de pintura que tem aqui na Espanha. Mas na parte de shape a prancha mudou muito pouco.

Para onde caminha a evolução das pranchas: material ou design?
Participei de uma espécie de seminário com alguns fabricantes na França no qual disse que o material de hoje não está acompanhando o design. Tem pranchas que duram apenas um campeonato, ou mesmo uma bateria.

O surfista quer uma prancha leve, com bastante flexibilidade. Ou seja, a prancha tem estar moldada ao seu pé, e ele quer sentir o funcionamento dela digamos, elegante. O material que se trabalha melhor hoje é o poliuretano, o poliéster e a fibra de vibra de vidro, que evoluiu mas ainda pode evoluir muito mais. Os blocos também evoluíram bastante.

Contudo, maneira de fazer a prancha segue igual: shaper, laminador e lixador. As quilhas têm ajudado pois temos vários tipos com materiais e formatos diferentes. Mas como eu disse antes, as pranchas não duram. Comecei a surfar no final dos anos 1970 época que as pranchas duravam.

Eu e meus irmãos tínhamos pranchas que duravam cerca de quatro anos e depois se bobear ainda eram vendidas para outras pessoas usarem. Em termos de desenho, se você pensar em termos de performance, as pranchas estão difíceis de sair dessa combinação atual. Tem um ou outro fazendo um quick tail mais elaborado e tal, mas nada muito significativo.

Então você acha que há muito pouco espaço para evolução em termos de medidas/design?
O que vem evoluído muito é toda essa parte de pranchas que não são necessariamente de performance. As mid lengths, biquilhas modernas entre outros tipos que funcionam muito bem.  Ou seja é uma evolução do antigo que vem conquistando cada vez mais gente. Essas pranchas estão entrando muito bem no mercado. Eu sinceramente vejo poucos detalhes diferentes nas pranchas performances.

Por incrível que pareça,  percebo muita habilidade hoje ainda nas mãos de laminadores e lixadores. Você pega as principais fábricas como a do (Marcio) Zouvi, que tem profissionais que são mestres na lixa e  só eles que metem a mão nas pranchas dos atletas. Ou mesmo os laminadores que que conseguem equilibrar o peso da resina com a tela. Pra mudar isso só se inventarem uma máquina que a gente apertasse um botão e a prancha saísse inteira.

Como você faz suas pesquisas?
Eu procuro acompanhar as pranchas do circuito pra ver o que está acontecendo. Confiro o que os colegas de profissão estão fazendo e percebo que não estou muito distante.  Vejo que eles também observam o que eu estou fazendo. Então eu não vejo muitas mudanças em termos de design nos próximos dez anos.

Tenho um amigo na Austrália que diz que a prancha tem que ser sexy e eu pergunto a ele: o que determina isso e ele não sabe responder. Mas é a realidade, você tem que tentar fazer algo que o cara tenha tesão, que tenha vontade de colocar embaixo do braço.

Quem são os caras que lhe causaram essa sensação de prancha sexy?
De 2000 a 2003 eu estava trabalhando com o consagrado shaper havaiano Jeff Bushman. Para mim foi como se eu tivesse um HD limpo e começasse a colocar informações novas. Foi realmente muito, muito intenso.

Eu acreditava que aquilo que eu estava vendo era o mais bonito de curvas. Eu tive aulas de pin line, tive aulas de corte de tela…Eu pensava: “Meu, eu não fazia prancha antes”. Mas aí você observa o cenário atual de pranchas no Havaí e percebe que eles perderam posições no que concerne ao mercado mundial. Antigamente a representação dos shapers havaianos era bem maior.

Atualmente temos o Jon Pyzel, que inclusive trabalhei com ele, um cara moderno, que viaja muito e está sempre com bons atletas e evoluindo muito. Mas aonde eu mais vejo mudanças, com detalhes sensuais, é na prancha dos shapers australianos como um todo.

O australiano é um consumidor de pranchas, não tão compulsivo como os americanos, mas consome muita prancha. E eu vejo uma linha muito limpa, moderna e as pranchas funcionam. O outro que admiro muito é o Matt Biolos. Vejo como ele trabalha e percebo algumas nuances que me surpreendem. Ele é um cara muito amigo, trocamos muita informação e um grande shaper.

Em sua opinião, qual o papel das piscinas no desenvolvimento das pranchas atuais?
As piscinas chegaram mesmo para fazer uma mudança porque existe um nível de investimento bem grande. Nos anos 1980 tivemos piscinas no Japão, Texas, com ondas consideradas ruins a medíocres e mesmo assim tinham campeonatos. O Fabinho Gouveia chegou a vencer em uma delas.

Hoje em dia as ondas já estão ganhando mais espaço são mega piscinas com trabalho de engenharia mais elaborado com ondas incríveis. As ondas são de alta performance mas também podem ser utilizados por pessoas que querem aprender. Em meu ponto de vista as piscinas são muito bem vindas. Isso faz com que o esporte ganhe mais consistência e acredito que em pouco tempo pode surgir circuitos exclusivos.

Aqui no norte da Europa, em países como Alemanha e Bélgica, por exemplo, estão rolando competições em onda estáticas. Já existe todo um mercado, com atletas, campeonatos, roupas. Para o esporte como massificação é bem positivo.

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    Próxima chamada para o Fiji Pro acontece nesta quarta-feira (25), às 16h (de Brasília). A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. A janela segue até 4 de setembro. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Fiji A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Em inglês: Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Ethan Ewing (AUS) x Cole Houshmand (EUA)3 – Yago Dora (BRA) x Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) x Alan Cleland (MEX)5 – João Chianca (BRA) x Morgan Cibilic (AUS)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Liam O’Brien (AUS) x Callum Robson (AUS)8 – George Pittar (AUS) x Jackson Marshall (EUA)9 – Italo Ferreira (BRA) x Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) x Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) x Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) x Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) x Crosby Colapinto (EUA)15 – Jack Robinson (AUS) x Barron Mamiya (HAV)16 – Gabriel Medina (BRA) x Jacob Willcox (AUS) Feminino Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) x Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Luana Silva (BRA) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)3 – Sawyer Lindblad (EUA) x Vahine Fierro (FRA)4 – Caroline Marks (EUA) x Erin Brooks (CAN)5 – Gabriela Bryan (HAV) x Yolanda Hopkins (POR)6 – Nadia Erostarbe (ESP) x Isabella Nichols (AUS)7 – Molly Picklum (AUS) x Brisa Hennessy (CRC)8 – Lakey Peterson (EUA) x Francisca Veselko (POR) Round 1 Masculino 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Feminino 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ)

    Próxima chamada para o Fiji Pro acontece nesta quarta-feira (25), às 16h (de Brasília). Previsão indica que swell segue firme em Cloudbreak.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.