Haleiwa Challenger

Oito brasileiros na terceira fase

Cinco brasileiros avançam no segundo dia do Haleiwa Challenger e se juntam a outros três na terceira fase da etapa havaiana. Deivid Silva vence bateria com o segundo maior somatório da segunda-feira (29).
Haleiwa Challenger 2021, North Shore, Oahu, Havaí

O Brasil segue forte no Haleiwa Challenger, etapa que definirá os 12 últimos classificados para a elite de 2022. Seis brasileiros competiram no segundo dia do evento havaiano, e cinco avançaram para a terceira fase. Deivid Silva aplica fortes batidas de backside e vence bateria com o segundo maior somatório desta segunda-feira (29) entre os homens.

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O segundo dia de ação do Haleiwa Challenger teve ondas de 1 a 1,5 metro nas séries. O vento soprou forte desde o início das disputas, e ganhou ainda mais força com o passar das horas. Com isso as disputas foram realizadas em direitas mexidas. Deivid Silva entrou em sintonia com o mar do North Shore de Oahu e foi destaque.

Deivid competiu na penúltima bateria da segunda fase, a de número 15 do Round. O francês Kauli Vaast ficou ativo no início e se manteve na briga durante um tempo, porém o brasileiro logo mostrou uma de suas mais poderosas armas para se destacar. Deivid começou o duelo com uma forte batida na junção (3.50), e depois achou uma onda melhor e maior para realizar seu forte ataque de backside.

Com uma rasgada, além de uma batida pra ganhar a seção e de uma pancada poderosa na junção, Deivid colocou 6.93 pontos no somatório e se firmou na primeira posição. Alejo Muniz também representava o Brasil no confronto e assumiu a segunda posição após duas ondas (3.83 e 5.33).

O bicho pegou na bateria quando restavam sete minutos para o fim. Todos os quatro competidores surfaram em sequência. Alejo pegou a pior onda, que não ofereceu parede para uma boa performance. Deivid fez duas manobras potentes e se garantiu na frente com mais 7.27 pontos. Kauli não conseguiu os 4.34 que precisava para avançar, e o australiano Jordan Lawler não perdeu a oportunidade. Com três manobras, sendo a batida inicial a melhor, ele tomou o segundo posto de Alejo ao anotar 6.33.

Alejo ficou com a prioridade, mas nos quatro minutos finais nenhuma série entrou em Haleiwa. Nos últimos segundos ele remou numa direita, mas ela não armou e ele foi eliminado em terceiro lugar. Kauli (4º) também se despediu da etapa.

Deivid venceu com o segundo maior placar do dia (14.20) e avançou, mas ele já está classificado para a elite de 2022 e não luta pelos pontas da etapa. Já Alejo, que estava em 29º lugar no circuito, perdeu a chance de voltar para o CT. Kauli (59º) também precisava de um excelente resultado, mas caiu precocemente e vai ter que lutar no QS 2022 se quiser entrar para a elite.

Dobradinha brazuca – O Brasil começou bem o segundo dia do Haleiwa Challenger. Logo na segunda bateria desta segunda-feira, a décima do Round 2, Alex Ribeiro e Wiggolly Dantas apresentaram um forte ataque de backside e eliminaram o norte-americano Kade Matson e o havaiano Imaikalani deVault.

Alex não começou bem, mas na segunda onda anotou 6.00 pontos com três manobras e ganhou um pouco de tranquilidade na bateria. Wiggolly também não teve um bom início, porém depois achou direitas menos irregulares e soltou fortes manobras. Mas a virada só veio quando restavam seis minutos para o fim, após Alex se distanciar na frente com mais 5.17.

Wiggolly executou uma rasgada e uma batida potentes e limpas. A atuação valeu 6.17 pontos, a maior nota do confronto, e a segunda posição para o brasileiro. Kade (3º) e Imaikalani (4º) passaram a necessitar de nota acima dos 6 pontos e acabaram eliminados.

“Estava bem complicado o mar lá fora. O swell virou mais para norte e as ondas estão fechando rápido, mas tive a sorte de achar uma boa que rendeu uma nota 6 e aí fiquei mais relaxado pra procurar por outra de backup”, disse Alex Ribeiro, que comentou sobre a batalha pelas últimas vagas para o CT. “Eu tento não colocar pressão sobre mim mesmo. Não quero ficar estressado e prefiro focar em surfar boas ondas bateria por bateria. Se conseguir a vaga para o CT, vou ficar feliz. Mas, se não der, tento de novo no ano que vem”.

Alex, em 32º lugar no ranking, e Wiggolly, em 42º, precisam avançar mais para entrarem na lista dos 12 classificados para o CT. Kade chegou no Havaí na 44ª posição e sonhava em conquistar um bom resultado para conquistar uma vaga, porém foi eliminado de forma precoce e não tem mais chances. Já Imaikalani ocupa o quarto lugar e pode se garantir na elite mesmo tendo perdido na segunda fase do Haleiwa Challenger.

Kelly não aparece – A disputa seguinte teria a participação do norte-americano Kelly Slater, mas ele não apareceu para pegar a lycra. O havaiano Luke Swanson herdou a vaga e começou a disputa com as notas 5.50 e 4.17 pontos. Já o sul-africano Shane Sykes abriu com 4.50.

Logo após o primeiro terço da bateria de 30 minutos, Samuel Pupo surfou a sua segunda onda. Ele abriu a apresentação com uma batida vertical, seguida de uma boa rasgada e de mais duas batidas, a última já na parte pequena da onda. A performance valeu 6.17 pontos e ele pulou para o segundo lugar.

O brasileiro usou a prioridade cinco minutos depois, mas a onda não ofereceu boas oportunidades. Porém, logo depois Samuel aplicou três manobras, colocou mais 4.13 pontos no somatório, e aumentou a distância entre ele e o francês Maxime Huscenot (3º) e Shane (4º).

Enquanto os adversários não conseguiam melhorar suas pontuações, Samuel se manteve ativo, e com três manobras conquistou 5.30 pontos e a liderança. No apagar das luzes ele ainda rasgou e voou, mas não mudou o resultado final. Luke avançou em segundo lugar e Shane (3º) e Maxime (4º) se despediram do Haleiwa Challenger. Maxime (31º no ranking) perdeu a última chance que tinha de classificação para a elite, assim como Shane (55º).

“É sempre um alívio passar pela primeira bateria. Estou tentando não ficar pensando muito sobre as situações de qualificação para o CT e apenas concentrar no meu surfe, então foi bom avançar”, diz Samuel Pupo. “As condições estão bem difíceis lá fora. Eu cometi um erro grave logo no início da bateria, pegando a primeira onda da série, que acabou sendo terrível e as três seguintes foram muito melhores. Fiquei irado e decidi não fazer mais isso. Mas, depois consegui pegar duas ondas boas e estou feliz por ter vencido a bateria”.

Caio no gás – Na sequência, na 12ª bateria, Caio Ibelli começou forte. Ele largou com 4.17 pontos e em seguida surfou de forma fluída e com força. Numa direita que não era da série, o brasileiro bateu chutando a rabeta por cima da onda, rasgou usando grande parte da parede da direita, e fez um link rápido com uma batida. Ele voltou da última manobra com um pouco de desequilíbrio, mas acertou e conquistou valeu 6.17.

Não demorou para Caio fazer uma apresentação ainda melhor, e com mais 6.57 pontos ele se firmou na liderança para não sair mais. Caio ocupa a 68ª posição no Challenger Series e segue com chances de classificação para a elite.

O segundo colocado no duelo, o neozelandês Billy Stairmand (59º) também segue na briga. Já o norte-americano Cam Richards (37º) foi eliminado ao ficar em terceiro lugar e não tem mais chances de integrar o circuito dos melhores do mundo em 2022. E Carlos Muñoz, que tenta colocar a Costa Rica na elite, está em 11º lugar no ranking e vai ter que torcer para não ser ultrapassado por muitos adversários.

Melhor do dia – O melhor surfista desta segunda-feira no Haleiwa Challenger foi Vasco Ribeiro. O português rasgou com pressão e bateu com agressividade para conquistar 8.00 pontos, a maior nota do dia. Vasco ainda colocou mais 7.10 no somatório e venceu com o maior somatório das últimas oito baterias da segunda fase (15.10).

Michel fora da elite – O Haleiwa Challenger vai definir os últimos 12 nomes que vão integrar a elite do surfe mundial de 2022. Dos 30 surfistas que chegaram no Havaí nas primeiras posições no ranking, 16 já foram eliminados, e dois não competiram na prova.

Após 12 anos seguidos competindo entre os melhores do mundo, Michel Bourez não irá participar do CT 2022. O francês terminou o circuito 2021 da elite na 28ª posição, mas chegou no Havaí com chances de se manter no circuito. Michel foi vice-campeão no Challenger da França, e foi para Haleiwa em 19º lugar, porém foi eliminado no Round 2, nesta segunda-feira.

Início do feminino – Depois de fechar a segunda fase masculina, foi realizada a primeira fase feminina do Haleiwa Challenger. Duas surfistas da América do Sul estrearam na segunda-feira. A peruana Daniella Rosas entrou na sexta das oito baterias e estava se classificando até os minutos finais, quando foi ultrapassada pela portuguesa Teresa Bonvalot e terminou em 33º lugar no evento. A vencedora foi a japonesa Sara Wakita, com a maior nota do dia entre as meninas, 7.83.

A brasileira Summer Macedo competiu na última do dia e a havaiana Bettylou Sakura Johnson fez os recordes femininos em Haleiwa. Ela igualou a nota 7.83 da japonesa e somou um 8.77 para vencer por 16.60 pontos. Summer avançou em segundo com 11.30, contra 10.27 da australiana Sophie McCulloch e 6.93 da espanhola Janire Gonzalez Etxabarri. Com isso, duas brasileiras vão competir nas oitavas de final.

A vice-campeã mundial Tatiana Weston-Webb é uma das 16 cabeças de chave que entrarão na segunda fase, já disputando vagas nas quartas de final desta última etapa da temporada 2021 no Havaí. Tatiana está na quinta bateria, com a australiana Molly Picklum, a havaiana Savanna Stone e a portuguesa Teresa Bonvalot. Summer foi para a sétima junto com a sul-africana Sarah Baum. Elas vão enfrentar duas concorrentes pelas seis vagas para o CT 2022, a australiana Macy Callaghan e a norte-americana Sawyer Lindblad.

Próxima chamada – A próxima chamada para o Haleiwa Challenger acontece nesta terça-feira, às 14h30, para um possível início às 15h (de Brasília). Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

Haleiwa Challenger
Round 2 Masculino
Baterias disputadas na sexta-feira (26)
3º=33º lugar, 700 pontos e US$1.200, 4º=49º lugar, 600 pontos e US$ 750

1 Conner Coffin (EUA) 15.17, Charly Quivront (FRA) 11.17, Dylan Moffat (AUS) 10.57, Nolan Rapoza (EUA) 7.70

2 Jake Marshall (EUA) 16.83, Ezekiel Lau (HAV) 14.73, Reo Inaba (JPN) 11.94, Beyrick De Vries (HOL) 11.26

3 Crosby Colapinto (EUA) 16.00, Seth Moniz (HAV) 13.50, Jackson Baker (AUS) 12.57, Hiroto Ohhara (JPN) 8.37

4 Callum Robson (AUS) 14.93, Matthew McGillivray (AFR) 13.33, Edgard Groggia (BRA) 12.50, Keanu Asing (HAV) 8.00

5 John John Florence (HAV) 18.30, Thiago Camarão (BRA) 16.64, Sheldon Simkus (AUS) 13.56, Mateus Herdy (BRA) 11.53

6 Jessé Mendes (BRA) 15.84, João Chianca (BRA) 14.60, Wade Carmichael (AUS) 11.64, Josh Burke (BAR) 10.56

7 Jack Robinson (AUS) 16.40, Jacob Willcox (AUS) 14.94, Lucas Silveira (BRA) 10.30, Aritz Aranburu (ESP) 10.07

Baterias disputadas nesta segunda-feira (29)

9 Griffin Colapinto (EUA) 13.80, Kalani Ball (AUS) 11.67, Cole Houshmand (EUA) 10.23, Alonso Correa (PER) 9.30

10 Alex Ribeiro (BRA) 11.17, Wiggolly Dantas (BRA) 11.10, Kade Matson (EUA) 9.70, Imaikalani deVault (HAV) 7.60

11 Samuel Pupo (BRA) 11.47, Luke Swanson (HAV) 11.47, Shane Sykes (AFR) 9.17, Maxime Huscenot (FRA) 6.47

12 Caio Ibelli (BRA) 12.74, Billy Stairmand (NZL) 11.90, Cam Richards (EUA) 10.17, Carlos Munoz (CRI) 5.60

13 Ian Gentil (HAV) 12.73, Kanoa Igarashi (JPN) 11.47, Shun Murakami (JPN) 10.93, Michael Dunphy (EUA) 9.43

14 Cody Young (HAV) 12.23, Connor O’Leary (AUS) 9.43, Patrick Gudauskas (EUA) 9.34, Nat Young (EUA) 6.60

15 Deivid Silva (BRA) 14.20, Jordan Lawler (AUS) 10.43, Alejo Muniz (BRA) 9.16, Kauli Vaast (FRA) 9.03

16 Vasco Ribeiro (POR) 15.10, Liam O’Brien (AUS) 13.76, Barron Mamiya (HAV) 12.80, Michel Bourez (FRA) 8.30

Próximas baterias
Round 3
3º=17º lugar, 2.200 pontos e US$2.400, 4º=25º lugar, 1.800 pontos e US$ 1.900

Baterias já formadas

1 Conner Coffin (EUA), Jake Marshall (EUA), Seth Moniz (HAV), Matthew McGillivray (AFR)

2 Charly Quivront (FRA), Ezekiel Lau (HAV), Crosby Colapinto (EUA), Callum Robson (AUS)

3 John John Florence (HAV), Jessé Mendes (BRA), Jacob Willcox (AUS), Jack Freestone (HAV)

4 Thiago Camarão (BRA), João Chianca (BRA), Jack Robinson (AUS), Shion Crawford (HAV)

5 Griffin Colapinto (EUA), Alex Ribeiro (BRA), Luke Swanson (HAV), Billy Stairmand (NZL)

6 Kalani Ball (AUS), Wiggolly Dantas (BRA), Samuel Pupo (BRA), Caio Ibelli (BRA)

7 Ian Gentil (HAV), Cody Young (HAV), Jordan Lawler (AUS), Liam O’Brien (AUS)

8 Kanoa Igarashi (JPN), Connor O’Leary (AUS), Deivid Silva (BRA), Vasco Ribeiro (PRT)

Round 1 Feminino
3ª=33º lugar, 700 pontos e US$1.200, 4ª=41º lugar, 650 pontos e U$$ 1.125

1 Pauline Ado (FRA) 11.73, Brianna Cope (HAV) 9.03, Hinako Kurokawa (JPN) 7.64, Isla Sexton (HAV) 5.27

2 Yolanda Hopkins (PRT) 11.93, Zoe McDougall (HAV) 11.90, Keala Tomoda-Bannert (HAV) 10.53, Meah Collins (EUA) 6.20

3 Philippa Anderson (AUS) 12.00, Dimity Stoyle (AUS) 11.57, Mahina Maeda (JPN) 11.23, Freya Prumm (AUS) 8.13

4 Leticia Canales Bilbao (ESP) 11.20, Tia Blanco (EUA) 10.17, Kirra Pinkerton (EUA) 10.03, Ella McCaffray (EUA) 8.33

5 Savanna Stone (HAV) 10.66, Minami Nonaka (JPN) 10.07, Ariane Ochoa (ESP) 10.04, Carolina Mendes (PRT) 9.26

6 Sara Wakita (JPN) 13.66, Teresa Bonvalot (PRT) 12.07, Daniella Rosas (PER) 11.10, Samantha Sibley (EUA) 8+74

7 Sarah Baum (AFR) 13.40, Amuro Tsuzuki (JPN) 10.87, Shino Matsuda (JPN) 9.66, Leilani McGonagle (CRI) 7.03

8 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 16.60, Summer Macedo (BRA) 11.30, Sophie McCulloch (AUS) 10.27, Janire Gonzalez Etxabarri (ESP) 6.93

Round 2
3ª=17º lugar, 2.200 pontos e US$2.400, 4ª=25º lugar, 1.800 pontos e U$$ 1.900

1 Carissa Moore (HAV), Alyssa Spencer (EUA), Pauline Ado (FRA), Zoe McDougall (HAV)

2 Gabriela Bryan (HAV), Caitlin Simmers (EUA), Yolanda Hopkins (PRT), Brianna Cope (HAV)

3 Brisa Hennessy (CRI), Vahine Fierro (FRA), Philippa Anderson (AUS), Tia Blanco (EUA)

4 Sage Erickson (EUA), Luana Silva (HAV), Leticia Canales Bilbao (ESP), Dimity Stoyle (AUS)

5 Tatiana Weston-Webb (BRA), Molly Picklum (AUS), Savanna Stone (HAV), Teresa Bonvalot (PRT)

6 Lakey Peterson (EUA), India Robinson (AUS), Sara Wakita (JPN), Minami Nonaka (JPN)

7 Macy Callaghan (AUS), Sawyer Lindblad (EUA), Sarah Baum (AFR), Summer Macedo (BRA)

8 Caroline Marks (EUA), Coco Ho (HAV), Bettylou Sakura Johnson (HAV), Amuro Tsuzuki (JPN)

G-12 do WSL Challenger Series – 3 etapas de 2021 + 1 do QS 2020
*-vaga no CT 2022 já garantida

*01 Kanoa Igarashi (JPN) – 15.500 pontos

02 Ezekiel Lau (HAV) – 14.250

03 Jake Marshall (EUA) – 12.500

04 Imaikalani Devault (HAV) – 12.000

05 Nat Young (EUA) – 11.900

06 Connor O´Leary (AUS) – 11.000

06 Lucca Mesinas (PER) – 11.000

06 João Chianca (BRA) – 11.000

*09 Griffin Colapinto (EUA) – 10.750

09 Liam O´Brien (AUS) – 10.750

11 Carlos Muñoz (CRI) – 10.650

12 Callum Robson (AUS) – 10.500

13 Jackson Baker (AUS) – 10.400

*14 Leonardo Fioravanti (ITA) – 10.000

15 Samuel Pupo (BRA) – 9.500

15 Jordan Lawler (AUS) – 9.500

Próximos sul-americanos até 100
17 Lucas Silveira (BRA) – 9.250 pontos
17 Mateus Herdy (BRA) – 9.250

26 Alonso Correa (PER) – 7.900

28 Thiago Camarão (BRA) – 7.650
29 Alejo Muniz (BRA) – 7.500
32 Alex Ribeiro (BRA) – 7.375
33 Edgard Groggia (BRA) – 7.250
40 Jessé Mendes (BRA) – 5.900
42 Wiggolly Dantas (BRA) – 5.800
44 Ian Gouveia (BRA) – 5.650
*48 Yago Dora (BRA) – 5.250
50 Weslley Dantas (BRA) – 5.050
*51 Jadson André (BRA) – 5.000
*62 Deivid Silva (BRA) – 4.000
65 Marcos Correa (BRA) – 3.750
68 Caio Ibelli (BRA) – 3.500
75 Michael Rodrigues (BRA) – 3.150

78 Marco Giorgi (URU) – 3.000

81 Willian Cardoso (BRA) – 2.800
83 Rafael Teixeira (BRA) – 2.700
85 Victor Bernardo (BRA) – 2.550
*87 Filipe Toledo (BRA) – 2.500

87 Leandro Usuna (ARG) – 2.500

98 Lucas Vicente (BRA) – 1.800
100 Renan Pulga Peres (BRA) – 1.750
100 Leo Casal (BRA) – 1.750
G-6 do WSL Challenger Series – 3 etapas de 2021 + 1 do QS 2020

1ª Brisa Hennessy (CRI) – 21.500 pontos

2ª Gabriela Bryan (HAV) – 21.000

3ª Caitlin Simmers (EUA) – 17.200

4ª India Robinson (AUS) – 13.300

5ª Vahine Fierro (FRA) – 12.500

5ª Sawyer Lindblad (EUA) – 12.500

Sul-americanas até 100
33 Silvana Lima (BRA) – 6.350 pontos
35 Summer Macedo (BRA) – 6.050

40 Daniella Rosas (PER) – 5.300

46 Dominic Barona (EQU) – 4.400

55 Sol Aguirre (PER) – 3.250

65 Josefina Ané (ARG) – 2.275

78 Anali Gomez (PER) – 1.500

94 Tatiana Weston-Webb (BRA) – 700
94 Sophia Medina (BRA) – 700

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    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).