Gold Coast Pro 2025

Filipe continua show

Como em dia anterior, Filipe Toledo quebra vala de Burleigh Heads e segue para quartas do Gold Coast Pro 2025. Yago, Miguel e Alejo também avançam. Italo, João, Deivid e Ian são eliminados.

O quarto dia de competição do Gold Coast Pro 2025, disputado em ondas de até 2 metros de Burleigh Heads, em Queensland, foi marcado por viradas nos instantes finais das baterias na sexta-feira (9) na Austrália (começou na quinta-feira no Brasil devido ao fuso horário).

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O dia começou com a continuação do Round 3 Masculino e na sequência rolaram os embates das Oitavas de Final Masculino. Italo Ferreira, Miguel Pupo, Deivid Silva, João Chianca e Ian Gouveia disputaram o Round 3. Já Yago Dora, Filipe Toledo e Alejo Muniz já estavam nas oitavas.

O Brasil agora conta com Yago Dora, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Miguel Pupo, que venceram e estão nas Quartas de Final da sexta etapa do CT 2025. Italo Ferreira, Ian Gouveia, Deivid Silva e João Chianca foram eliminados.

Filipe Toledo foi o destaque do dia, usando o que tem de melhor em seu repertório. Toledo despachou o norte-americano Jake Marshall com um show no fim da bateria em Burleigh Heads. Com menos de sete minutos a bateria entre Filipe Toledo e Jake Marshall já tinha boas notas.

Filipinho começou com uma onda longa, a espremendo até o fim, tirando um tubo pequeno e finalizando com alley-oop. Os juízes deram 6.17 pontos. Jake não ficou muito atrás, buscou a sua direita, mandando boas manobras para também receber nota na casa dos seis pontos, 6.67.

O bicampeão mundial vai atrás de mais uma direita, dropa bem, acelera, acerta uma boa batida e a série perde parede. O desempenho rendeu a ele 3.67. Jake seguiu na estratégia e conseguiu melhorar seu somatório, com a segunda onda rendendo 5.50 pontos. Nesse momento da bateria 2 das oitavas, Toledo ficou precisando de 6.01 para a virada.

A bateria ficou morna por minutos, com Filipe voltando a pegar onda na reta final do embate. A onda tinha potencial, mas não deu parede e conseguiu 4.40 pontos.

Toledo ficou precisando de 6.01 até o final da bateria, quando ele achou a rampa ideal e voou com rotação completa e pouso perfeito. O aéreo rendeu 8.00 pontos e sacramentou a vitória. Agora Filipe encara o compatriota Yago Dora na bateria 1 das Quartas de Final Masculino.

“Isso foi emocionante para quem estava assistindo, mas não para mim”, riu Toledo. “Estava complicado hoje, abençoado por ter pego aquela rampinha. Aquela onda veio do nada. Estávamos remando e então veio uma na pequena bancada de areia. Eu pensei, talvez seja essa, talvez seja o que eu preciso. Assim que eu remei para dropar, eu vi a seção. Eu pensei, ‘oh, vou ter que tentar o aéreo de novo'”.

Yago faz dever de casa – Yago Dora eliminou mexicano Alan Cleland em momento do mar de Burleigh Heads que não era dos melhores, mas os atletas acharam boas ondas. Yago Dora foi quem começou melhor a bateria, mesmo com o duelo pouco movimentado nos primeiros 10 minutos. As duas melhores ondas do brasileiro foram 3.00 e 2.90 pontos. Alan Cleland no período tinha apenas 2.17.

Depois de um tempo sem movimentação, Cleland pega série com tamanho, executa quatro manobras e finaliza com tranquilidade. O desempenho lhe rendeu 6.00 pontos, virando a bateria. O vento aumentou no momento da bateria e as escolhas das ondas ficaram mais dificeis.

Alan acertou mais nas escolhas e achou mais uma direita, com a mesma eficiência e tirou 4.50 pontos. Nesse período, Cleland deixou Yago precisando de 7.50 para virar. Faltando sete minutos para acabar a bateria, Dora também acha uma onda com parede, manda três batidas e consegue nota 7.00, entrando no jogo.

No fim da bateria, Yago precisava de 3.50 pontos para virar e consegue depois de pegar uma onda do inside e finalizar com uma rabetada. O movimento rendeu 3.37 pontos. Logo na sequência, faltando um minuto, Yago vai atrás de outra onda, passa sessão da espuma, finaliza forte e vira com 3.73 pontos.

Alejo Muniz nas quartas  – Alejo eliminou o havaiano Barron Mamiya e está entre os oito melhores do evento australiano. Em momento diferente do mar, Alejo Muniz começou melhor o duelo contra o Barron. Mesmo com pouca movimentação no início do duelo, Alejo buscou mais ondas e tirou 2.90 pontos. Na segunda onda, Muniz melhorou o somatório com 4.50. Barron também foi atrás das suas ondas e conseguiu 3.70.

Alejo ficou na liderança por alguns minutos. Eis que Barron procura e acha uma intermediária, faz boas combinações de batidas e rasgadas, e vira em cima de Alejo com 5.00 pontos. O havaiano ficou na linha de buscar as ondas mais para o inside, dropa bem outra onda, rasga forte e finaliza forte. A onda bem surfada rendeu 6.17 pontos.

O brasileiro ficou precisando de 6.67 para virar o duelo. Faltando novo minutos para o fim, Alejo volta a ação com uma onda intermediária, consegue executar duas rasgadas e finaliza com uma batida forte na junção, rendendo 6.60 pontos, batendo na porta para a virada.

Precisando de 4.47, Alejo vai em busca de mais uma da intermediária, manda boas rasgadas, segura na sessão, a onda arma novamente e finaliza forte de novo. A onda rendeu 3.63, não conseguindo a virada.

Mas na onda seguinte, Alejo consegue a virada. O brasileiro esperou a série, dropou bem, a onda ficou bem em pé, deu uma batida, passou a sessão e espancou a junção, rendendo a ele 5.57 pontos.

Duelo brazuca – Miguel Pupo derrotou Deivid Silva em duelo das oitavas, e agora encara Julian Wilson nas quartas. DVD começou o duelo com notas baixas (2.83 e 1.33 pontos), mas suficiente para ficar no começo da bateria na liderança. E rapidamente Deivid buscou a sua terceira onda, onde executou boas manobras de backside, rendendo 4.33 pontos.

Miguel “acorda” e acha boa onda, com sequência de batidas, cutback e finalizando bem na junção. A performance o colocou na bateria, recebendo 6.83 e virando o confronto. Deivid foi em busca de melhorar o 2.83 e consegue. Em onda com tamanho, DVD encaixou as duas primeiras manobras e uma batida forte na junção, tirando 4.93 pontos e recuperando o primeiro lugar.

Deivid fugiu da marcação do Miguel, achou uma onda em outra região da bancada, lança três batidas fortes e arranca 6.00 pontos dos juízes. Com a nota de DVD, Miguel ficou precisando de 4.10 para virar. E Pupo consegue a liderança depois de tirar 4.70 pontos em boa execuções de batidas e rasgadas.

Miguel melhora a situação depois de trocar o 4.70 por 5.50 pontos depois de mandar quatro batidas em onda intermediária. A pontuação sacramentou a vitória de Pupo, que deixou DVD precisando de 6.34 para a virada.

João faz notas excelentes, mas sofre virada – Último brasileiro a entrar na fase de oitavas do dia, João Chianca foi eliminado pelo sul-africano Jordy Smith em bateria com notas altas em Burleigh Heads. Com a derrota, João termina o evento em 9º lugar.

João Chianca começou a mil a bateria contra o sul-africano Jordy Smith. Em uma excelente onda, Chumbinho jogou muita água pra cima em quatro batidas e recebeu nota 8.00 dos juízes. O local de Saquarema já disparou na liderança, somando ainda 2.40 pontos. Nessa altura, bem no inicio da bateria, Jordy ficou precisando de 7.91.

O duelo ficou morno, com nenhum dos dois atletas fazendo grandes notas. Mas minutos depois, Jordy conseguiu sua primeira nota boa, depois de achar uma onda da série, mandar água para o alto e tirar 5.17.

João também consegue achar mais uma onda, troca o 2.40 por 6.17 pontos, colocando o Smith quase em combinação, precisando de 9.00 para virar. Jordy não conseguiu a virada, mas saiu da condição de precisar de nota excelente.

Em onda com tamanho, Jordy aplica um floater, uma batida muito forte e vai para a junção e recebe 8.10 pontos dos juízes. Nesse momento, Smith baixou a nota que precisava para virar: 6.07.

No momento crítico da bateria, faltando apenas oito minutos para o fim, Jordy acha um tubo, segue na onda limpa, chuta a rabeta para finalizar e vira a bateria com 9.17 pontos. Segunda melhor nota do dia. A onda excelente de Smith complicou para Chumbinho, que ficou precisando de 9.27 para recuperar a liderança.

Restando menos de dois minutos, João também acha um tubaço, completa e finaliza. Mas os juízes entenderam que a onda não era suficiente para a virada e tira 8.10 pontos.


Miguel Pupo nas oitavas – Miguel venceu de virada o havaiano Ian Gentil na bateria 11 do Round 3. Miguel Pupo iniciou forte, logo com duas ondas, batendo forte nas direitas de Burleigh Heads, conseguindo largar na frente com 5.33 e 1.93. Liderando o embate. Na sequencia, Ian Gentil pegou uma boa da série, variou manobras e finalizou, rendendo a ele 5.50.

Faltando 17 minutos para o fim, Ian manobrou forte em mais uma série, executou mais de quatro batidas e finalizou, arrancando 4.50 pontos dos juízes e virando a bateria. Miguel também achou mais uma direita, sem muita expressão, caindo no final e tirando 3.50.

Ian conseguiu trocar o 4.50 por 4.80 e seguir na frente da bateria faltando 10 minutos para terminar. Nessa altura Pupo ficou precisando de 4.98 pontos para virar o duelo. A bateria ficou devagar nos minutos finais, o que prejudicou a estratégia de Miguel.

No fim da bateria, Ian ainda trocou o 4.80 pontos por 5.23. Miguel então ficou precisando de 5.41 para avançar. A virada veio faltando 1 minuto, depois de uma direita com tamanho, três boas manobras e finalizando bem na junção. Os juízes demoraram a dar a nota, dando um suspense, mas Miguel saiu vencedor, recebendo 5.43.

Deivid x Fioravanti no Round 3 – DVD derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em momento irregular de Burleigh Heads. A 12ª bateria do Round 3 começou elétrica. Com quatro minutos, Deivid Silva encontrou uma boa série, executa batidas firmes soltando bastante água e largando na frente com 5.67 pontos. Italiano Leonardo Fioravanti correu atrás, pegou uma onda menor, mas de boa formação e mandou quatro manobras para tirar 5.00 pontos.

Depois de alguns minutos mais devagar, Deivid segue na estratégia, pega onda limpa com parede, bate forte e recebe dos juízes 3.83. Com as duas notas de DVD, Leonardo ficou precisando de 4.51.

Faltando sete minutos para o fim da bateria, Deivid troca o 3.83 por 5.98 depois de achar uma direita na intermediária, dar três baterias lançando bastante água. Nesse momento, Fioravanti ficou precisando de 6.60 pontos.

Nos minutos finais, Leo manda um aéreo, primeiro do evento, comemora, mas não consegue a virada, tirando “apenas” 6.27.

João bem no Round 3 – João Chianca compete bem nas ondas de Burleigh Heads e vira para cima do norte-americano Cole Houshmand. Com quatro minutos de bateria, João Chianca arrancou na frente depois de pegar duas ondas menores, manobrando bem e recebendo 3.50 e 1.50 pontos dos juízes. A bateria deu uma esfriada e voltou a esquentar depois que o Cole usa a prioridade, corta o João, que já estava numa onda, manda duas boas batidas e recebe 4.00 pontos dos juízes.

Cole seguiu na pegada, achou mais uma onda e virou a bateria depois de quatro batidas, arrancando 4.93 pontos. Chianca na sequência tirou 3.10 em onda intermediária. João, então, ficou precisando de 5.43 para revirar a bateria.

O norte-americano trocou o 4.00 por 4.23 pontos e deixou João precisando de 5.66 para recuperar a liderança. Eis, então, que João voltou a pegar onda na metade do embate, aos 10 min, fez um bom drop, cavou bem, executou uma rasgada e finalizou com uma batida. A onda, além de movimentar a bateria, rendeu a João 6.00 pontos, recuperando o primeiro lugar do duelo.

Bem no final da bateria, João aumentou seu somatório ao pegar mais uma onda, mandar várias batidas e tirar 4.20 pontos. Nos segundos finais Cole consegue a virada depois de uma onda intermediária, com cinco fortes batidas e arrumar 5.50. Logo na sequência, João não bobeia, vai para mais uma da série e revira depois da buzina de conseguir 4.93 da arbitragem.

Tabu mantido entre Italo e Julian – Italo Ferreira caiu no Round 3 do Gold Coast Pro 2025. O brasileiro perdeu para australiano Julian Wilson e terminou a etapa na 17ª lugar. Ao todo foram cinco duelo (contando com do Gold Coast Pro 2025) entre os dois no Tour, com cinco vitórias de Julian.

Italo começou o duelo tentando executar um aéreo, mas acabou caindo e danificando a prancha. Ferreira teve que sair do mar para pegar um novo equipamento, e nesse tempo, cerca de 6 minutos, Julian pegou duas ondas que lhe renderam 4.67 pontos e 4.63. No retorno ao mar, Italo tentou a mesma estratégia e também caiu.

Na metade da bateria, Ferreira achou uma boa série, deu um floater, uma rasgada e três batidas, mas na caiu na finalização. A onda rendeu 3.77. Na sequência, Wilson pegou mais uma onda, mandou uma forte rasgada e finalizou bem, rendendo 6.50. Nessa altura, Italo ficou precisando de 7.40 para virar o embate.

Faltando 10 minutos para o fim, Italo deu uma reagida. Pegou uma série grande, deu três batidas e conseguiu 4.23. Julian também seguiu na pegada e arrancou 4.83 dos juízes, seguindo na liderança para vencer.

Ian Gouveia fica em 17º – Ian Gouveia não conseguiu vencer e deu adeus ao Gold Coast Pro 2025 na 17ª colocação. Ian começou forte a bateria com uma direita longa, executando cinco boas batidas. e já arrancando 6.00 dos juízes. Kanoa não fica atrás, pega uma onda com tamanho e também bate por diversas vezes e recebe 5.33.

Elétrico, Ian vai para a terceira onda do embate, manda três rasgadas lançando muita água e somando 5.20 pontos ao seu somatório. A nota deixou o japonês precisando de 5.88 para virar. Toda a movimentação rolou nos primeiro 10 minutos da bateria.

O embate ficou sem movimentação por alguns minutos. Até que Igarashi foi para uma onda com tamanho, rasga forte e finaliza bem. A combinação das duas manobras chamaram a atenção dos juiz, que deram 6.20 pontos para virar a bateria.

Kanoa jogou mais pressão em Ian logo depois de conquistar mais uma boa nota. Igarashi seguiu na estratégia, bateu forte na direita jogando muita água e recebeu 6.33 pontos. Com isso, Ian ficou precisando de 6.53 para pegar a liderança.

Com quatro minutos para o término, Ian encontra bela direita, bateu forte, passou a sessão, rasga firme e finaliza com um floater extenso. A performance deu a Ian a nota 6.67. Virando a bateria. Kanoa deu o troco em mais uma direita da série, manda duas rasgadas jogando muita água, passa a sessão e finaliza forte, revira o duelo com a nota 6.53 e decreta a vitória.

Julian Wilson avassalador – Australiano Julian Wilson passou o trator no quarto dia de disputadas do Gold Coast Pro 2025, conseguindo a maior nota (9.50 pontos).

“Isso é simplesmente incrível e realmente está além dos meus sonhos”, fala Wilson. “Sinto que estou crescendo à medida que o evento avança. Estou aqui com meus filhos e minha esposa, e estou apenas deixando as coisas fluírem, e acho que está funcionando para mim. Estou meio surpreso comigo mesmo com algumas dessas performances, e é bom fazer isso na frente dos meus filhos e da minha família”.


Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Gold Coast Pro 2025 acontece nesta sexta-feira, às 17h45 (horário de Brasília). A previsão indica que as ondas devem ficar maiores de 1,5 metro em Burleigh Heads.

Gold Coast Pro 2025
Round 3 Masculino

1 Yago Dora (BRA) 13.67 x 11.94 Edgard Groggia (BRA)

2 Alan Cleland (MEX) 13.60 x 11.17 Connor O’Leary (JAP)

3 Filipe Toledo (BRA) 17.87 x 15.33 Crosby Colapinto (EUA)

4 Jake Marshall (EUA) 14.40 x 13.83 Samuel Pupo (BRA)

5 Morgan Cibilic (AUS) 11.47 x 10.10 Ethan Ewing (AUS)

6 Seth Moniz (HAV) 12.50 x 8.26 Jackson Bunch (HAV)

7 Barron Mamiya (HAV) 10.77 x 10.66 Callum Robson (AUS)

8 Alejo Muniz (BRA) 13.47 x 10.83 Rio Waida (IDN)

9 Julian Wilson (AUS) 11.33 x 8.00 Italo Ferreira (BRA) 

10 Marco Mignot (FRA) 16.23 x 14.23 George Pittar (AUS)

11 Miguel Pupo (BRA) 10.76 x 10.73 Ian Gentil (BRA)

12 Deivid Silva (BRA) 11.60 x 11.27 Leonardo Fioravanti (ITA)

13 Jordy Smith (AFR) 13.16 x 11.23 Imaikalani deVault (HAV)

14 João Chianca (BRA) 10.93 x 10.43 Cole Houshmand (EUA)

15 Liam O’Brien (AUS) 15.97 x 13.60 Griffin Colapinto (EUA)

16 Kanoa Igarashi (JAP) 12.86 x 12.67 Ian Gouveia (BRA)
Oitavas de final 

1 Yago Dora (BRA) 10.73x 10.50 Alan Cleland (MEX)

2 Filipe Toledo (BRA) 14.17 x 12.17 Jake Marshall (EUA)

3 Morgan Cibilic (AUS) 16.93 x 13.77 Seth Moniz (HAV)

4 Alejo Muniz (BRA) 12.17 x 11.17 Barron Mamiya (HAV)

5 Julian Wilson (AUS) 18.00 x 14.96 Marco Mignot (FRA)

6 Miguel Pupo (BRA) 12.33 x 10.93 Deivid Silva (BRA)

7 Jordy Smith (AFR) 17.27 x 16.10 João Chianca (BRA)

8 Kanoa Igarashi (JAP) 17.17 x 15.54 Liam O’Brien (AUS)

Quartas de final Masculino 

1 Yago Dora (BRA) x Filipe Toledo (BRA)

2 Morgan Cibilic (AUS) x Alejo Muniz (BRA)

3 Julian Wilson (AUS) x Miguel Pupo (BRA)

4 Jordy Smith (AFR) x Kanoa Igarashi (JAP)

Quartas de final Feminino

1 Luana Silva (BRA) x Vahine Fierro (FRA)

2 Molly Picklum (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

3 Stephanie Gilmore (AUS) X Erin Brooks (CAN)

4 Isabella Nichols (AUS) x Sally Fitzgibbons (AUS)

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    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.