EDP Vissla Ericeira Pro

Seis brasileiros na terceira fase

Michael Rodrigues é o melhor brasileiro no primeiro dia de disputas masculinas do EDP Vissla Pro Ericeira. Seis brazucas já estão classificados para o Round 3 do CS que acontece em Portugal.
EDP Vissla Ericeira Pro 2023, Ribeira D'Ilhas, Portugal

O EDP Vissla Pro Ericeira começou nesta terça-feira (3) para os homens e seis brasileiros já garantiram vagas na terceira fase. A competição acontece em Portugal e é válida pelo circuito Challenger Series. Michael Rodrigues foi o destaque brazuca. Ryan Kainalo e Leo Casal passaram duas fases e também avançaram. Deivid Silva, Mateus Herdy e Ian Gouveia também se classificaram no dia todo dedicado à categoria masculina e que aconteceu em ondas de mais de 1 metro nas séries em Ribeira D’Ilhas.

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A melhor atuação brasileira no dia aconteceu na oitava bateria da segunda fase. Ian Gouveia, Michael Rodrigues e Rafael Teixeira tiveram a companhia do norte-americano Jett Schilling no duelo. Michael começou com um surfe fluido e forçando a rabeta nas rasgadas. A apresentação valeu 6.67 pontos. Ian largou com 6.00, Jett 5.50 e Rafael com 4.43 pontos.

Michael surfou sua segunda direita antes dos dez minutos e abriu vantagem com 6.83 pontos. Jett voltou a marcar uma nota na casa dos quatro pontos (4.73). Logo depois Rafael executou três batidas em sequência numa onda pequena, antes de entrar no inside e acertar mais uma pancada na junção espumada. O brasileiro pulou para a segunda posição com 5.03.

Dois surfistas atuaram aos 15 minutos. Michael voltou a escovar uma direita até o inside, atacando as partes mais fortes, e Ian fez uma sequência de rasgadas em sua segunda atuação na bateria. Michael disparou na frente ao anotar 7.40 pontos e Ian colocou mais 5.33 no somatório e foi para a segunda posição.

Rafael foi em busca da nota 5.84 pontos que precisava para avançar, porém os 4.60 conquistados não alteraram as posições na bateria. Jett também tentou reagir e fez sua melhor apresentação na disputa, mas os 5.20 não foram suficientes para ele sair do quarto lugar. O brasileiro ainda atuou mais uma vez no confronto, mas a onda foi ruim e ele acabou eliminado em terceiro lugar. Jett também surfou mais uma direita, porém não conseguiu a virada. Michael (1º) e Ian (2º) avançaram na prova.

Jett chegou em Portugal na 11ª posição e agora precisa passar baterias no CS de Saquarema pra ficar entre os 10 melhores e conquistar a vaga no CT 2024. Michael ocupa o 14º lugar. Ian está 45º lugar na lista dos melhores e Rafael em 49º.

“Esse lugar é incrível, me sinto muito bem aqui e fico feliz com isso”, disse Michael Rodrigues. “Eu também quero descobrir o segredo de me dar bem aqui. Não acho que seja a minha leitura da onda (de Ribeira D´Ilhas), mas sinto que dá tudo certo para mim. Acho que, como a gente tem um intervalo para esta etapa, dá para ficar mais tempo em casa, curtir a família, treinar mais. Temos cerca de 1 mês para colocar tudo em ordem e vir mais preparado para Portugal. Pode ser isso”.


Leo e Ryan passam duas fases – Três dos dez brasileiros que competiram no dia competiram duas vezes. Leo Casal e Ryan Kainalo venceram pela primeira fase, e Rafal Teixeira avançou em segundo lugar. Os três se juntaram aos melhor do ranking que estream na etapa no Round 2.

Leo participou da sétima bateria. Dimitri Poulos começou forte, executando várias manobras até a beira. Mesmo caindo no último ataque, o norte-americano largou com 7.33 pontos. O brasileiro começou com duas notas baixas (2.67 e 1.27), e perto dos dez minutos conquistou 3.93 pontos numa onda pequena que teve como melhor manobra uma batida vertical.

Dimitri aumentou a vantagem no placar pouco antes da metade do confronto com 4.70. Logo depois o brasileiro adicionou 4.77 ao somatório e se firmou na segunda posição. O francês Joan Duru tinha apenas uma nota (5.17) e precisava de 3.53. Já Nolan Rapoza, atleta dos Estados Unidos, tinha apenas 1.30 e necessitava de 7.40 para avançar.

Nolan entrou no jogo quando restavam 11 minutos para o fim. O norte-americano surfou uma direita que teve seções menos deitadas e conquistou 5.13 pontos. Leo também entrou em ação numa onda que teve muitas partes cheias, porém ele conseguiu executar boas rasgadas e principalmente uma forte batida reta. Ele caiu no último ataque, mas conquistou 5.33 e aumentou a diferença para Joan e Nolan.

O francês chegou nos cinco minutos finais precisando de 4.94 pontos para superar o brasileiro e ocupar a segunda posição. Joan bateu na primeira seção da onda, depois fez algumas curvas sem muito destaque, mais no inside executou três batidas, a última na junção. Ele marcou 5.40.

Em terceiro lugar, Leo comemorou a atuação numa onda surfada quando faltavam três minutos para o fim. O brasileiro precisava de 5.25 pontos para garantir vaga na terceira fase e marcou 5.80, porém Joan ainda conseguiu surfar nos segundos finais. Ele necessitava de 5.74 para superar o brasileiro, mas conquistou apenas 5.20 e Leo ficou com a vaga. Joan (3º) e Nolan (4º) foram eliminados. Dimitri venceu a bateria.


Vaga com virada no fim – A segunda participação de Ryan no dia aconteceu na 11ª bateria, que contou também com Edgard Groggia, o francês Kauli Vaast e o norte-americano Crosby Colapinto. Kauli pegou duas direitas com seções mais em pé e encaixou boas manobras para anotar 7.00 e 5.97 pontos. Edgard foi o mais ativo nos dez minutos iniciais. Na primeira apresentação ele marcou 5.67 e na terceira, numa direita longa, porém balançada, 5.87. Ryan surfou duas ondas pequenas e que não deram muita oportunidade de manobras expressivas, porém ele fez um bom trabalho e marcou 4.50 e 4.83. Crosby colocou 6.77 no placar em sua primeira direita surfada no duelo e, perto da metade do confronto, 3.93.

Edgard voou com rotação perto dos últimos dez minutos. Depois ele ainda conseguiu chegar na parte limpa da direita e foi até a beira para anotar 6.10 pontos. Logo depois o norte-americano soltou as manobras e foi em busca dos 5.20 que precisava para chegar na terceira fase. Crosby começou a apresentação com uma escalada, depois rasgou, bateu três vezes, duas delas passando as quilhas por cima da crista, rasgou e caiu no ataque à junção. Ele marcou 5.97 e foi para o segundo lugar. Edgar passou a necessitar de 6.65 e Ryan de 7.91.

Kauli se distanciou dos adversários com 6.80 pontos e depois voltou a trocar de nota com 7.33. Logo depois Ryan quebrou uma direita. Restavam dois minutos para o fim quando o brasileiro rasgou com força invertendo a direção da prancha, depois bateu duas vezes chutando a rabeta. A nota demorou para ser divulgada, mas os 8.00 pontos garantiram a classificação para Ryan. Crosby, que chegou na etapa em terceiro lugar no ranking, foi eliminado junto com Edgard (4º).


Segundo melhor brasileiro no dia – A segunda fase masculina do evento, com 64 competidores, teve início com dois brasileiros na água. Miguel Pupo e o neozelandês Te Kehukehu Butler começaram melhor a disputa, mas acabaram eliminados. Deivid Silva venceu e avançou com o australiano Dylan Moffat.

Te Kehukehu abriu a bateria com 4.17 e na sequência marcou 5.17 pontos. Miguel começou com 4.70 e logo depois conquistou mais 3.00. Dylan mostrou que estava no jogo aos nove minutos, quando conquistou a nota 5.33. Deivid começou a reagir na disputa aos 11 minutos, em sua terceira atuação no duelo. Ele executou cinco manobras e colocou 4.67 no somatório.

Dylan tomou a liderança de Te Kehukehu na metade do confronto. O aussie começou a apresentação com uma batida chutando a rabeta. Na sequência ele executou três cutbacks e acertou a junção no inside. A nota foi 6.83 pontos. Deivid também atuou e com 6.43 foi para o segundo lugar.

Em último lugar, Miguel tentou reagir quando restavam dez minutos. O brasileiro rasgou forte, bateu, fez outra curva e atacou a junção para conquistar 5.57 pontos. Com a performance ele subiu para a terceira posição. Deivid, que estava em segundo e passou a ser ameaçado por Miguel, reagiu e logo depois assumiu a liderança. O brasileiro rasgou e bateu de maneira vertical duas vezes para anotar 6.83.

Te Kehukehu ainda tomou a terceira posição de Miguel, mas os dois foram eliminados. Deivid avançou com vitória e Dylan também garantiu vaga na terceira fase da prova portuguesa.

“Esse evento pra mim é um dos melhores do ano, com certeza”, disse Deivid Silva. “Tem altas ondas! O mar está um pouco difícil, mas quando vem a onda, ela é muito boa. Estou amarradão de ter passado, só um pouco triste que o Miguel (Pupo) acabou perdendo na bateria. Mas competição é isso mesmo e vamos pra próxima. Eu tenho boas lembranças desse pico, tenho bons resultados também, já fiz uma nota 10 aqui, então vamos com tudo, bateria por bateria e seja o que Deus quiser”.


Mateus fecha o dia com vitória – Mateus Herdy começou bem a última bateria do dia, a 12ª do Round 2. O brasileiro anotou 6.00 e 4.67 pontos para ficar em primeiro lugar. O japonês Daiki Tanaka e Lucas Silveira brigavam pela segundo lugar nos dez minutos iniciais. O brasileiro chegou a assumir o posto, porém o japonês adicionou 4.73 ao somatório que já tinha 5.33 para ficar na posição.

Imaikalani deVault entrou no jogo perto da metade do duelo. O havaiano apresentou um surfe limpo, com inversão de prancha em alguns ataques e foi até a beira. A atuação valeu 7.00 pontos e ele foi para o segundo lugar. Na sequência Mateus voltou a melhorar sua pontuação com 6.27. Imaikalani precisava de 5.27 para vencer. Em terceiro, Daiki necessitava de 4.85. Já Lucas precisava de 5.51 para garantir vaga no Round 3.

Lucas tentou a virada aos 18 minutos. O brazuca bateu chutando a rabeta no primeiro ataque, depois executou dois cutbacks e outra pancada. Ele conquistou 4.60 pontos e não alterou sua situação no duelo.

Os últimos dez minutos tiveram pouca ação. Imaikalani ainda melhorou seu somatório com 4.57, mas as posições não foram alteradas. Ele avançou em segundo lugar, atrás de Mateus. Daiki (3º) e Lucas (4º) se despediram da etapa. Mateus ocupa atualmente a 19ª posição no ranking e Imaikalani está em sexto.

Jadson também está fora – Além de Miguel Pupo, Rafael Teixeira e Lucas Silveira, o Brasil também perdeu Jadson André nesta terça-feira. Ele competiu na segunda bateria do Round 2. Jadson chegou em Portugal como o terceiro melhor brasileiro no ranking, ocupando a 15ª posição, porém foi eliminado e vai para o tudo ou nada no CS de Saquarema.

Jadson, que só tinha passado uma bateria em disputas na cidade da Região dos Lagos, neste ano competiu no CT de Saquarema no lugar do norte-americano Kelly Slater e eliminou o norte-americano Griffin Colapinto e Filipe Toledo, os dois melhores do ranking naquele momento. O brasileiro foi até as quartas, quando perdeu para o virtual campeão da etapa, Yago Dora.

Quem venceu a bateria nesta terça-feira foi Jackson Baker, atual número 9 do ranking. O australiano marcou 7.50 pontos em sua primeira apresentação no evento. Jackson executou batidas fortes e verticais na atuação. Jadson ensaiou uma reação quando restavam 11 minutos. Naquele momento ele estava em último lugar. O brasileiro surfou uma direita pequena, mas que teve seções críticas e executou duas batidas e uma rasgada. A atuação valeu 3.97 e ele passou a precisar de 4.21 para avançar.

O japonês Tenshi Iwami, que estavam em terceiro lugar, atuou quando restavam seis minutos, marcou 4.47 pontos e pulou para a segunda posição. Com isso Jadson passou a necessitar 6.33 para garantir vaga na terceira fase. O brazuca atuou logo depois e fez sua melhor apresentação na bateria, 5.00 pontos, porém acabou eliminado em quarto lugar. O peruano Miguel Tudela também se despediu da prova (3º). Jackson (1º) e Tenshi (2º) seguem vivos na competição.

Melhor do dia – O melhor surfista do dia foi Frederico Morais. O português estrou na etapa na sexta bateria da segunda fase e venceu com o maior somatório da terça-feira, 14.66 pontos. Frederico foi cirúrgico ao pegar apenas duas ondas na bateria de 30 minutos e marcar 6.83 e 7.83 para vencer com sobras. O atleta ocupa a quinta posição no ranking e segue na luta para retornar à elite do surfe mundial.

Interferência bizarra – Uma situação incomum aconteceu na quinta bateria da segunda fase. O havaiano Eli Hanneman chegou nos segundos finais com a prioridade e em segundo lugar. Uma direita surgiu e o então terceiro colocado, o norte-americano Eithan Osborne, fez o drope. Eli, que estava mais pra dentro do pico, remou embaixo da espuma e surfou a onda ao lado do adversário, porém ele ficou em pé na prancha após o soar da buzina que indicou o término da disputa.

Os juízes analisaram a situação e penalizaram o havaiano com uma interferência. Com isso ele caiu para a o último lugar e acabou eliminado da competição. Eli, que está em quarto lugar no ranking, poderia confirmar sua vaga na elite em Portugal. Eithan, que está na 37ª posição na lista dos melhores, segue vivo no EDP Vissla Pro Ericeira. O australiano Reef Heazlewood venceu o duelo. O alemão Kai Paula (3º) se despediu da competição ao lado de Eli.

Próxima chamada – A próxima chamada para o EDP Vissla Pro Ericeira acontece nesta quarta-feira (4), às 3h30 (de Brasília). De acordo com a previsão as ondas devem quebrar com cerca de 1 metro nas séries em Ribeira D’Ilhas. Dia começa com as últimas quatro baterias da segunda fase masculina. Samuel Pupo está na 14ª bateria e e Alejo Muniz na 16ª.

EDP Vissla Ericeira Pro 2023
Round 1 Masculino

1 Te Kehukehu Butler (NZL) 12.10 x Tenshi Iwami (JAP) 10.73 x Connor Slijpen (AFR) 8.43, Brodi Sale (HAV) 6.57

2 Hiroto Ohhara (JAP) 14.50 x Keanu Asing (HAV) 10.23 x Adur Amatriain (ESP) 9.20 x Gatien Delahaye (FRA) 8.76

3 Kai Paula (ALE) 14.50 x Jordan Lawler (AUS) 12.13 x Tiago Carrique (FRA) 11.14 x Kalani Ball (AUS) 9.77

4 Leo Casal (BRA) 11.73 x Kian Martin (SUE) 111.67 x Henrique Pyrrait (POR) 8.44 x Joshua Moniz (HAV) 5.60

5 Martim Nunes (POR) 11.17, Rafael Teixeira (BRA) 10.70, Mihimana Braye (FRA) 9.57, Josh Burke (BAR) 8.03

6 Ryan Kainalo (BRA) 10.47, Daiki Tanaka (JAP) 10.10, Taj Lindblad (EUA) 9.73, Shion Crawford (HAV) 7.33

7 Joaquim Chaves (POR) 11.77, John Mark Tokong (FIL) 10.83, Billy Stairmand (NZL) 10.17, Daniel Emslie (AFR) 8.63

8 Joh Azuchi (JAP) 13.23, Jabe Swierkocki (EUA) 10.70, Sheldon Simkus (AUS) 9.17, Jarvis Earle (AUS) 8.30

Round 2

1 Deivid Silva (BRA) 13.26, Dylan Moffat (AUS) 12.16, Te Kehukehu Butler (AUS) 11.30, Miguel Pupo (BRA) 10.27

2 Jackson Baker (AUS) 11.87, Tenshi Iwami (JAP) 10.30, Miguel Tudela (PER) 9.57, Jadson André (BRA) 8.97

3 George Pittar (AUS) 12.23, Hiroto Ohhara (JAP) 11.73, Luke Thompson (AFR) 11.40, Morgan Cibilic (AUS) 10.70

4 Cole Houshmand (EUA) 14.80, Keanu Asing (HAV) 13.26, Jorgann Couzinet (FRA) 8.60, Marc Lacomare (FRA) 7.70

5 Reef Heazlewood (AUS) 13.76, Eithan Osborne (EUA) 11.90, Kai Paula (ALE) 10.80, Eli Hanneman (HAV) 7.67

6 Frederico Morais (POR) 14.66, Justin Becret (FRA) 13.60, Mikey McDonagh (AUS) 12.16, Jordan Lawler (AUS) 10.63

7 Dimitri Poulos (EUA) 12.03, Leo Casal (BRA) 11.13, Joan Duru (FRA) 10.60, Nolan Rapoza (EUA) 9.93

8 Leonardo Fioravanti (ITA) 10.20, Kian Martin (SUE) 9.60, Lucca Mesinas (PER) 9.50, Timothe Bisso (FRA) 8.74

9 Adin Masencamp (AFR) 11.80, Jackson Bunch (HAV) 10.50, Kanoa Igarashi (JAP) 10.40, Matim Nunes (POR) 8.30

10 Michael Rodrigues (BRA) 14.23, Ian Gouveia (BRA) 11.33, Rafael Teixeira (BRA) 10.53, Jett Schilling (EUA) 9.93

11 Kauli Vaast (FRA) 14.33, Ryan Kainalo (BRA) 12.83, Crosby Colapinto (EUA) 12.74, Edgard Groggia (EUA) 11.97

12 Mateus Herdy (BRA) 12.27, Imaikalani deVault (HAV) 1.57, Daiki Tanaka (JAP) 10.06, Lucas Silveira (BRA) 9.27

13 Jacob Willcox (AUS) x Joel Vaughan (AUS) x Maxime Huscenot (FRA) x Joaquim Chaves (POR)

14 Samuel Pupo (BRA) x Marco Mignot (FRA) x Carlos Muñoz (CRI) x John Mark Tokong (FIL)

15 Kade Matson (EUA) x Jake Marshall (EUA) x Alister Reginato (AUS) x Joh Azuchi (JAP)

16 Matthew McGillivray (AFR) x Alejo Muniz (BRA) x Nat Young (EUA) x Jabe Swierkocki (EUA)

Round 3
Em formação

1 Deivid Silva (BRA) x Jackson Baker (AUS) x Hiroto Ohhara (JAP) x Keanu Asing (HAV)

2 Dylan Moffat (AUS) x Tenshi Iwami (JAP) x George Pittar (AUS) x Cole Houshmand (EUA)

3 Reef Heazlewood (AUS) x Frederico Morais (POR) x Leo Casal (BRA) x Kian Martin (SUE)

4 Eithan Osborne (EUA) x Justin Becret (FRA) x Dimitri Poulos (EUA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

5 Adin Masencamp (AFR) x Michael Rodrigues (BRA) x Ryan Kainalo (BRA) x Imaikalani deVault (HAV)

6 Jackson Bunch (HAV) x Ian Gouveia (BRA) x Kauli Vaast (FRA) x Mateus Herdy (BRA)
Round 2 Feminino

1 Sally Fitzgibbons (AUS) x Ariane Ochoa (ESP) x Kobie Enright (AUS) x Daniella Rosas (PER)

2 Sarah Baum (AFR) x Luana Silva (BRA) x Natasha Van Greunen (AFR) x Nadia Erostarbe (ESP)

3 Bronte Macaulay (AUS) x Zahli Kelly (AUS) x Tessa Thyssen (FRA) x Sophia Medina (BRA)

4 India Robinson (AUS) x Bella Kenworthy (EUA) x Nanaho Tsuzuki (JAP) x Nikki Van Dijk (AUS)

5 Isabella Nichols (AUS) x Sophie McCulloch (AUS) x Sol Aguirre (PER) x Zoe McDougall (HAV)

6 Alyssa Spencer (EUA) x Ellie Harrison (AUS) x Anon Matsuoka (JAP) x Pauline Ado (FRA)

7 Vahine Fierro (FRA) x Teresa Bonvalot (POR) x Francisca Veselko (POR) x Erin Brooks (CAN)

8 Sawyer Lindblad (EUA) x Macy Callaghan (AUS) x Zoe Benedetto (EUA) x Laura Raupp (BRA)
Ranking masculino do CS após a quarta etapa (US Open of Surfing)

1 Cole Houshmand (EUA) 24.020

2 Jacob Willcox (AUS) 20.610

3 Crosby Colapinto (EUA) 16.285

4 Eli Hanneman (HAV) 15.320

5 Frederico Morais (POR) 14.945

6 Imaikalani deVault (HAV) 14.520

7 Samuel Pupo (BRA) 13.100

8 Morgan Cibilic (AUS) 13.085

9 Jackson Baker (AUS) 12.805

10 Kade Matson (EUA) 12.130

11 Jett Schilling (EUA) 12.005

12 Joan Duru (FRA) 11.805

13 Nolan Rapoza (EUA) 10.830

14 Michael Rodrigues (BRA) 10.665

15 Jake Marshall (EUA) 10.465

15 Jadson André (BRA) 10.465

15 George Pittar (AUS) 10.465

18 Marco Mignot (FRA) 9.285

19 Mateus Herdy (BRA) 9.245

20 Mikey McDonagh (AUS) 9.240

25 Deivid Silva (BRA) 7.520
26 Alejo Muniz (BRA) 6.845
35 Edgard Groggia (BRA) 5.420
40 Lucas Silveira (BRA) 5.000
45 Ian Gouveia (BRA) 4.550
48 Leo Casal (BRA) 4.250
49 Rafael Teixeira (BRA) 4.200
Ranking feminino do CS após a quarta etapa (US Open of Surfing)

1 Sally Fitzgibbons (AUS) 26.430

2 Isabella Nichols (AUS) 22.725

3 Sawyer Lindblad (EUA) 21.600

4 India Robinson (AUS) 19.405

5 Bronte Macaulay (AUS) 16.920

6 Vahine Fierro (FRA) 16.145

7 Luana Silva (BRA) 14.710

7 Sarah Baum (AFR) 14.710

7 Alyssa Spencer (EUA) 14.710

10 Ellie Harrison (AUS) 14.425

11 Teresa Bonvalot (POR) 13.285

12 Zahli Kelly (AUS) 12.805

13 Bella Kenworthy (EUA) 11.805

14 Macy Callaghan (AUS) 11.665

15 Sophie McCulloch (AUS) 11.660

16 Ariane Ochoa (ESP) 10.045

17 Nadia Erostarbe (ESP) 9.490

18 Leilani McGonagle (CRI) 9.135

19 Erin Brooks (CAN) 9.045

20 Nanaho Tsuzuki (JAP) 8.620

37 Sophia Medina (BRA) 4.300
38 Silvana Lima (BRA) 4.100
45 Laura Raupp (BRA) 3.320

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    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.

    Gabriel Medina foi vice-campeão do Fiji Pro 2026, encerrado nesta quinta-feira (3), em Cloudbreak. O tricampeão mundial chegou à decisão depois de uma grande campanha nas ondas pesadas da etapa, mas foi superado pelo norte-americano Cole Houshmand. O resultado marca uma forte recuperação do brasileiro, que vinha de eliminações na primeira fase nas duas etapas anteriores, no Brasil e no Taiti, e agora sobe para a quarta colocação no ranking mundial. A final ganhou emoção na segunda metade. Houshmand abriu vantagem e chegou a 16,87 pontos, deixando Medina em combinação. O brasileiro respondeu com a melhor onda da decisão: entubou com profundidade, acelerou por dentro, atravessou diferentes seções e saiu limpo para receber nota 10. Medina voltou à disputa, mas Houshmand, com a prioridade, controlou os cinco minutos finais e garantiu o terceiro título de sua carreira no Championship Tour. “Sair daquele tubo na final foi a melhor sensação. Eu estava esperando por aquela onda e estou muito feliz por ter conseguido o 10. Me sinto bem por ter chegado à final com o Cole. Ele é um bom amigo e vem surfando muito. Estou muito feliz de estar aqui e feliz pelo Cole também. Hoje foi incrível”, disse Medina. Medina, bicampeão em Fiji, buscava a terceira vitória em sua quarta final no evento. No dia decisivo, marcou 9,33 nas quartas, somou duas notas acima de 9 para chegar a 19,04 pontos na semifinal e fechou a campanha com o 10 na decisão. No feminino, Erin Brooks conquistou o título sem entrar na água na final, depois que Isabella Nichols desistiu da disputa por causa de uma lesão no tornozelo sofrida na semifinal. A canadense de 19 anos, que também venceu no Taiti, chegou ao segundo triunfo consecutivo no CT e à segunda vitória da carreira em Fiji. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por People On Tour (@peopleontour) Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Cole Houshmand (EUA) 15.17 x 12.70 Ethan Ewing (AUS)3 – Yago Dora (BRA) 15.40 x 13.67 Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.27 x 11.66 Alan Cleland (MEX)5 – Morgan Cibilic (AUS) 14.34 x 13.17 João Chianca (BRA)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) 11.06 x 9.17 Eli Hanneman (HAV)7 – Callum Robson (AUS) 9.10 x 8.94 Liam O’Brien (AUS)8 – Jake Marshall (EUA) 13.17 x 7.33 George Pittar (AUS)9 – Italo Ferreira (BRA) 12.70 x 10.56 Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) 16.40 x 16.00 Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) 13.50 x 12.73 Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) 15.17 x 9.73 Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) 12.26 x 10.70 Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) 16.17 x 10.43 Crosby Colapinto (EUA)15 – Barron Mamiya (HAV) 13.87 x 10.50 Jack Robinson (AUS)16 – Gabriel Medina (BRA) 13.94 x 9.83 Joel Vaughan (AUS) Round 3 1 – Cole Houshmand (EUA) 10.17 x 4.00 Seth Moniz (HAV)2 – Yago Dora (BRA) 14.40 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)3 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.43 Morgan Cibilic (AUS)4 – Callum Robson (AUS) 10.50 x 8.77 Jake Marshall (EUA)5 – Connor O’Leary (JAP) 14.33 x 7.27 Italo Ferreira (BRA)6 – Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x 12.60 Samuel Pupo (BRA)7 – Kauli Vaast (FRA) 19.07 x 11.17 Miguel Pupo (BRA)8 – Gabriel Medina (BRA) 13.77 x 13.33 Barron Mamiya (HAV) Quartas de final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.13 x 13.27 Yago Dora (BRA)2 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.10 x 10.94 Callum Robson (AUS)3 – Griffin Colapinto (EUA) 13.00 x 10.50 Connor O’Leary (JAP)4 – Gabriel Medina (BRA) 15.66 x 7.33 Kauli Vaast (FRA) Semifinais 1 – Cole Houshmand (EUA) 17.10 x 11.33 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 19.04 x 14.57 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.87 x 15.17 Gabriel Medina (BRA) Feminino Round 1 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ) Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) 12.13 x 11.50 Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14.60 x 9.00 Luana Silva (BRA)3 – Vahine Fierro (FRA) 11.67 x 10.43 Sawyer Lindblad (EUA)4 – Erin Brooks (CAN) 10.83 x 6.00 Caroline Marks (EUA)5 – Yolanda Hopkins (POR) 10.17 x 9.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Isabella Nichols (AUS) 11.60 x 8.93 Nadia Erostarbe (ESP)7 – Brisa Hennessy (CRC) 8.57 x 5.67 Molly Picklum (AUS)8 – Lakey Peterson (EUA) 13.10 x 8.04 Francisca Veselko (POR) Quartas de final 1 – Carissa Moore (HAV) 14.34 x 11.00 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Erin Brooks (CAN) 11.10 x 10.67 Vahine Fierro (FRA)3 – Isabella Nichols (AUS) 9.67 x 6.77 Yolanda Hopkins (POR)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.83 x 7.47 Lakey Peterson (EUA) Semifinais 1 – Erin Brooks (CAN) 11.84 x 9.97 Carissa Moore (HAV)2 – Isabella Nichols (AUS) 10.67 x 10.50 Brisa Hennessy (CRC) Final 1 – Erin Brooks (CAN) vence Isabella Nichols (AUS) por lesão

    Com nota 10 na final, tricampeão mundial Gabriel Medina fica com o vice em Fiji, sobe para quarto no ranking e retoma protagonismo no circuito. Cole Houshmand e Erin Brooks vencem o campeonato.

    Oito anos depois de entrar para a história do surfe de ondas gigantes, Rodrigo Koxa volta a viver a expectativa de alcançar o topo. O brasileiro é o protagonista de DÉJÀ VU, curta-metragem documental que acompanha o período de espera por mais um possível momento histórico de sua carreira. Finalista do Big Wave Challenge 2026 na categoria Maior Onda Masculina, Koxa disputa o prêmio depois de surfar uma onda em Nazaré, Portugal, cuja medição preliminar chegou a 29,15 metros. O resultado oficial será apresentado no dia 19 de setembro, durante a cerimônia da premiação no Lido Theatre, em Newport Beach, Califórnia, nos Estados Unidos. Mais do que acompanhar a disputa por um título, DÉJÀ VU mergulha justamente no período de espera que antecede a definição. Entre ansiedade, memórias, preparação e expectativa, o filme mostra Koxa novamente diante da possibilidade de alcançar um lugar que já ocupou. Em 2018, o brasileiro recebeu o reconhecimento do Guinness World Records pela maior onda já surfada, depois de descer uma onda de 80 pés (24,38 metros) em Nazaré. A marca permaneceu como recorde mundial até ser superada, em 2022, pelo alemão Sebastian Steudtner, que surfou uma onda de 86 pés (26,21 metros). Agora, a nova onda de Koxa pode colocá-lo novamente na disputa pelo posto. Caso a medição oficial confirme os 29,15 metros registrados preliminarmente e sejam atendidos os critérios aplicáveis, o brasileiro poderá conquistar o título de maior onda da temporada e voltar a disputar o recorde mundial. “Estava muito na expectativa de ver minha onda nessa final. Vou trazer de volta esse título de maior da temporada. Foi uma onda diferente em dezembro, surfada do pico até a base, até o final eu estava na adrenalina e na dúvida se conseguiria completar pelo nível de dificuldade.” Rodrigo Koxa Na disputa pelo prêmio também estão outros dois nomes que surfaram ondas em Nazaré: o brasileiro Lucas Chumbo e o francês Clement Roseyro. Por dentro de Déjà Vu Produzido por Rodrigo Koxa e Maskavo Filmes, DÉJÀ VU tem direção de Fábio Webber e edição assinada por Koxa e Webber. O documentário reúne relatos de pessoas que acompanham de perto a trajetória do surfista. Participam do filme Aline Cacozzi, esposa de Koxa; Vitor Faria, parceiro de ondas gigantes; Thiago Jacaré, coordenador do Big Wave Brasil; e Paulo Vinícius, designer. “Estou muito confiante em ter essa medição homologada e recuperar também esse recorde mundial. Agradeço a torcida da galera e peço a todos boas energias, que isso faz toda a diferença!” Rodrigo Koxa Aos 46 anos, Koxa se vê novamente diante da possibilidade de viver uma conquista que já fez parte de sua história. Oito anos depois de entrar para a história, a expectativa está de volta. A pressão também. E é justamente essa sensação que dá nome ao filme: DÉJÀ VU. Um déjà vu que pode terminar com um novo capítulo na história do surfe de ondas gigantes.

    Documentário acompanha Rodrigo Koxa nos bastidores da expectativa por um novo recorde mundial após o brasileiro surfar uma onda de 29,15 metros em Nazaré.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.