EDP Vissla Ericeira Pro

Seis brasileiros na terceira fase

Michael Rodrigues é o melhor brasileiro no primeiro dia de disputas masculinas do EDP Vissla Pro Ericeira. Seis brazucas já estão classificados para o Round 3 do CS que acontece em Portugal.
EDP Vissla Ericeira Pro 2023, Ribeira D'Ilhas, Portugal

O EDP Vissla Pro Ericeira começou nesta terça-feira (3) para os homens e seis brasileiros já garantiram vagas na terceira fase. A competição acontece em Portugal e é válida pelo circuito Challenger Series. Michael Rodrigues foi o destaque brazuca. Ryan Kainalo e Leo Casal passaram duas fases e também avançaram. Deivid Silva, Mateus Herdy e Ian Gouveia também se classificaram no dia todo dedicado à categoria masculina e que aconteceu em ondas de mais de 1 metro nas séries em Ribeira D’Ilhas.

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A melhor atuação brasileira no dia aconteceu na oitava bateria da segunda fase. Ian Gouveia, Michael Rodrigues e Rafael Teixeira tiveram a companhia do norte-americano Jett Schilling no duelo. Michael começou com um surfe fluido e forçando a rabeta nas rasgadas. A apresentação valeu 6.67 pontos. Ian largou com 6.00, Jett 5.50 e Rafael com 4.43 pontos.

Michael surfou sua segunda direita antes dos dez minutos e abriu vantagem com 6.83 pontos. Jett voltou a marcar uma nota na casa dos quatro pontos (4.73). Logo depois Rafael executou três batidas em sequência numa onda pequena, antes de entrar no inside e acertar mais uma pancada na junção espumada. O brasileiro pulou para a segunda posição com 5.03.

Dois surfistas atuaram aos 15 minutos. Michael voltou a escovar uma direita até o inside, atacando as partes mais fortes, e Ian fez uma sequência de rasgadas em sua segunda atuação na bateria. Michael disparou na frente ao anotar 7.40 pontos e Ian colocou mais 5.33 no somatório e foi para a segunda posição.

Rafael foi em busca da nota 5.84 pontos que precisava para avançar, porém os 4.60 conquistados não alteraram as posições na bateria. Jett também tentou reagir e fez sua melhor apresentação na disputa, mas os 5.20 não foram suficientes para ele sair do quarto lugar. O brasileiro ainda atuou mais uma vez no confronto, mas a onda foi ruim e ele acabou eliminado em terceiro lugar. Jett também surfou mais uma direita, porém não conseguiu a virada. Michael (1º) e Ian (2º) avançaram na prova.

Jett chegou em Portugal na 11ª posição e agora precisa passar baterias no CS de Saquarema pra ficar entre os 10 melhores e conquistar a vaga no CT 2024. Michael ocupa o 14º lugar. Ian está 45º lugar na lista dos melhores e Rafael em 49º.

“Esse lugar é incrível, me sinto muito bem aqui e fico feliz com isso”, disse Michael Rodrigues. “Eu também quero descobrir o segredo de me dar bem aqui. Não acho que seja a minha leitura da onda (de Ribeira D´Ilhas), mas sinto que dá tudo certo para mim. Acho que, como a gente tem um intervalo para esta etapa, dá para ficar mais tempo em casa, curtir a família, treinar mais. Temos cerca de 1 mês para colocar tudo em ordem e vir mais preparado para Portugal. Pode ser isso”.


Leo e Ryan passam duas fases – Três dos dez brasileiros que competiram no dia competiram duas vezes. Leo Casal e Ryan Kainalo venceram pela primeira fase, e Rafal Teixeira avançou em segundo lugar. Os três se juntaram aos melhor do ranking que estream na etapa no Round 2.

Leo participou da sétima bateria. Dimitri Poulos começou forte, executando várias manobras até a beira. Mesmo caindo no último ataque, o norte-americano largou com 7.33 pontos. O brasileiro começou com duas notas baixas (2.67 e 1.27), e perto dos dez minutos conquistou 3.93 pontos numa onda pequena que teve como melhor manobra uma batida vertical.

Dimitri aumentou a vantagem no placar pouco antes da metade do confronto com 4.70. Logo depois o brasileiro adicionou 4.77 ao somatório e se firmou na segunda posição. O francês Joan Duru tinha apenas uma nota (5.17) e precisava de 3.53. Já Nolan Rapoza, atleta dos Estados Unidos, tinha apenas 1.30 e necessitava de 7.40 para avançar.

Nolan entrou no jogo quando restavam 11 minutos para o fim. O norte-americano surfou uma direita que teve seções menos deitadas e conquistou 5.13 pontos. Leo também entrou em ação numa onda que teve muitas partes cheias, porém ele conseguiu executar boas rasgadas e principalmente uma forte batida reta. Ele caiu no último ataque, mas conquistou 5.33 e aumentou a diferença para Joan e Nolan.

O francês chegou nos cinco minutos finais precisando de 4.94 pontos para superar o brasileiro e ocupar a segunda posição. Joan bateu na primeira seção da onda, depois fez algumas curvas sem muito destaque, mais no inside executou três batidas, a última na junção. Ele marcou 5.40.

Em terceiro lugar, Leo comemorou a atuação numa onda surfada quando faltavam três minutos para o fim. O brasileiro precisava de 5.25 pontos para garantir vaga na terceira fase e marcou 5.80, porém Joan ainda conseguiu surfar nos segundos finais. Ele necessitava de 5.74 para superar o brasileiro, mas conquistou apenas 5.20 e Leo ficou com a vaga. Joan (3º) e Nolan (4º) foram eliminados. Dimitri venceu a bateria.


Vaga com virada no fim – A segunda participação de Ryan no dia aconteceu na 11ª bateria, que contou também com Edgard Groggia, o francês Kauli Vaast e o norte-americano Crosby Colapinto. Kauli pegou duas direitas com seções mais em pé e encaixou boas manobras para anotar 7.00 e 5.97 pontos. Edgard foi o mais ativo nos dez minutos iniciais. Na primeira apresentação ele marcou 5.67 e na terceira, numa direita longa, porém balançada, 5.87. Ryan surfou duas ondas pequenas e que não deram muita oportunidade de manobras expressivas, porém ele fez um bom trabalho e marcou 4.50 e 4.83. Crosby colocou 6.77 no placar em sua primeira direita surfada no duelo e, perto da metade do confronto, 3.93.

Edgard voou com rotação perto dos últimos dez minutos. Depois ele ainda conseguiu chegar na parte limpa da direita e foi até a beira para anotar 6.10 pontos. Logo depois o norte-americano soltou as manobras e foi em busca dos 5.20 que precisava para chegar na terceira fase. Crosby começou a apresentação com uma escalada, depois rasgou, bateu três vezes, duas delas passando as quilhas por cima da crista, rasgou e caiu no ataque à junção. Ele marcou 5.97 e foi para o segundo lugar. Edgar passou a necessitar de 6.65 e Ryan de 7.91.

Kauli se distanciou dos adversários com 6.80 pontos e depois voltou a trocar de nota com 7.33. Logo depois Ryan quebrou uma direita. Restavam dois minutos para o fim quando o brasileiro rasgou com força invertendo a direção da prancha, depois bateu duas vezes chutando a rabeta. A nota demorou para ser divulgada, mas os 8.00 pontos garantiram a classificação para Ryan. Crosby, que chegou na etapa em terceiro lugar no ranking, foi eliminado junto com Edgard (4º).


Segundo melhor brasileiro no dia – A segunda fase masculina do evento, com 64 competidores, teve início com dois brasileiros na água. Miguel Pupo e o neozelandês Te Kehukehu Butler começaram melhor a disputa, mas acabaram eliminados. Deivid Silva venceu e avançou com o australiano Dylan Moffat.

Te Kehukehu abriu a bateria com 4.17 e na sequência marcou 5.17 pontos. Miguel começou com 4.70 e logo depois conquistou mais 3.00. Dylan mostrou que estava no jogo aos nove minutos, quando conquistou a nota 5.33. Deivid começou a reagir na disputa aos 11 minutos, em sua terceira atuação no duelo. Ele executou cinco manobras e colocou 4.67 no somatório.

Dylan tomou a liderança de Te Kehukehu na metade do confronto. O aussie começou a apresentação com uma batida chutando a rabeta. Na sequência ele executou três cutbacks e acertou a junção no inside. A nota foi 6.83 pontos. Deivid também atuou e com 6.43 foi para o segundo lugar.

Em último lugar, Miguel tentou reagir quando restavam dez minutos. O brasileiro rasgou forte, bateu, fez outra curva e atacou a junção para conquistar 5.57 pontos. Com a performance ele subiu para a terceira posição. Deivid, que estava em segundo e passou a ser ameaçado por Miguel, reagiu e logo depois assumiu a liderança. O brasileiro rasgou e bateu de maneira vertical duas vezes para anotar 6.83.

Te Kehukehu ainda tomou a terceira posição de Miguel, mas os dois foram eliminados. Deivid avançou com vitória e Dylan também garantiu vaga na terceira fase da prova portuguesa.

“Esse evento pra mim é um dos melhores do ano, com certeza”, disse Deivid Silva. “Tem altas ondas! O mar está um pouco difícil, mas quando vem a onda, ela é muito boa. Estou amarradão de ter passado, só um pouco triste que o Miguel (Pupo) acabou perdendo na bateria. Mas competição é isso mesmo e vamos pra próxima. Eu tenho boas lembranças desse pico, tenho bons resultados também, já fiz uma nota 10 aqui, então vamos com tudo, bateria por bateria e seja o que Deus quiser”.


Mateus fecha o dia com vitória – Mateus Herdy começou bem a última bateria do dia, a 12ª do Round 2. O brasileiro anotou 6.00 e 4.67 pontos para ficar em primeiro lugar. O japonês Daiki Tanaka e Lucas Silveira brigavam pela segundo lugar nos dez minutos iniciais. O brasileiro chegou a assumir o posto, porém o japonês adicionou 4.73 ao somatório que já tinha 5.33 para ficar na posição.

Imaikalani deVault entrou no jogo perto da metade do duelo. O havaiano apresentou um surfe limpo, com inversão de prancha em alguns ataques e foi até a beira. A atuação valeu 7.00 pontos e ele foi para o segundo lugar. Na sequência Mateus voltou a melhorar sua pontuação com 6.27. Imaikalani precisava de 5.27 para vencer. Em terceiro, Daiki necessitava de 4.85. Já Lucas precisava de 5.51 para garantir vaga no Round 3.

Lucas tentou a virada aos 18 minutos. O brazuca bateu chutando a rabeta no primeiro ataque, depois executou dois cutbacks e outra pancada. Ele conquistou 4.60 pontos e não alterou sua situação no duelo.

Os últimos dez minutos tiveram pouca ação. Imaikalani ainda melhorou seu somatório com 4.57, mas as posições não foram alteradas. Ele avançou em segundo lugar, atrás de Mateus. Daiki (3º) e Lucas (4º) se despediram da etapa. Mateus ocupa atualmente a 19ª posição no ranking e Imaikalani está em sexto.

Jadson também está fora – Além de Miguel Pupo, Rafael Teixeira e Lucas Silveira, o Brasil também perdeu Jadson André nesta terça-feira. Ele competiu na segunda bateria do Round 2. Jadson chegou em Portugal como o terceiro melhor brasileiro no ranking, ocupando a 15ª posição, porém foi eliminado e vai para o tudo ou nada no CS de Saquarema.

Jadson, que só tinha passado uma bateria em disputas na cidade da Região dos Lagos, neste ano competiu no CT de Saquarema no lugar do norte-americano Kelly Slater e eliminou o norte-americano Griffin Colapinto e Filipe Toledo, os dois melhores do ranking naquele momento. O brasileiro foi até as quartas, quando perdeu para o virtual campeão da etapa, Yago Dora.

Quem venceu a bateria nesta terça-feira foi Jackson Baker, atual número 9 do ranking. O australiano marcou 7.50 pontos em sua primeira apresentação no evento. Jackson executou batidas fortes e verticais na atuação. Jadson ensaiou uma reação quando restavam 11 minutos. Naquele momento ele estava em último lugar. O brasileiro surfou uma direita pequena, mas que teve seções críticas e executou duas batidas e uma rasgada. A atuação valeu 3.97 e ele passou a precisar de 4.21 para avançar.

O japonês Tenshi Iwami, que estavam em terceiro lugar, atuou quando restavam seis minutos, marcou 4.47 pontos e pulou para a segunda posição. Com isso Jadson passou a necessitar 6.33 para garantir vaga na terceira fase. O brazuca atuou logo depois e fez sua melhor apresentação na bateria, 5.00 pontos, porém acabou eliminado em quarto lugar. O peruano Miguel Tudela também se despediu da prova (3º). Jackson (1º) e Tenshi (2º) seguem vivos na competição.

Melhor do dia – O melhor surfista do dia foi Frederico Morais. O português estrou na etapa na sexta bateria da segunda fase e venceu com o maior somatório da terça-feira, 14.66 pontos. Frederico foi cirúrgico ao pegar apenas duas ondas na bateria de 30 minutos e marcar 6.83 e 7.83 para vencer com sobras. O atleta ocupa a quinta posição no ranking e segue na luta para retornar à elite do surfe mundial.

Interferência bizarra – Uma situação incomum aconteceu na quinta bateria da segunda fase. O havaiano Eli Hanneman chegou nos segundos finais com a prioridade e em segundo lugar. Uma direita surgiu e o então terceiro colocado, o norte-americano Eithan Osborne, fez o drope. Eli, que estava mais pra dentro do pico, remou embaixo da espuma e surfou a onda ao lado do adversário, porém ele ficou em pé na prancha após o soar da buzina que indicou o término da disputa.

Os juízes analisaram a situação e penalizaram o havaiano com uma interferência. Com isso ele caiu para a o último lugar e acabou eliminado da competição. Eli, que está em quarto lugar no ranking, poderia confirmar sua vaga na elite em Portugal. Eithan, que está na 37ª posição na lista dos melhores, segue vivo no EDP Vissla Pro Ericeira. O australiano Reef Heazlewood venceu o duelo. O alemão Kai Paula (3º) se despediu da competição ao lado de Eli.

Próxima chamada – A próxima chamada para o EDP Vissla Pro Ericeira acontece nesta quarta-feira (4), às 3h30 (de Brasília). De acordo com a previsão as ondas devem quebrar com cerca de 1 metro nas séries em Ribeira D’Ilhas. Dia começa com as últimas quatro baterias da segunda fase masculina. Samuel Pupo está na 14ª bateria e e Alejo Muniz na 16ª.

EDP Vissla Ericeira Pro 2023
Round 1 Masculino

1 Te Kehukehu Butler (NZL) 12.10 x Tenshi Iwami (JAP) 10.73 x Connor Slijpen (AFR) 8.43, Brodi Sale (HAV) 6.57

2 Hiroto Ohhara (JAP) 14.50 x Keanu Asing (HAV) 10.23 x Adur Amatriain (ESP) 9.20 x Gatien Delahaye (FRA) 8.76

3 Kai Paula (ALE) 14.50 x Jordan Lawler (AUS) 12.13 x Tiago Carrique (FRA) 11.14 x Kalani Ball (AUS) 9.77

4 Leo Casal (BRA) 11.73 x Kian Martin (SUE) 111.67 x Henrique Pyrrait (POR) 8.44 x Joshua Moniz (HAV) 5.60

5 Martim Nunes (POR) 11.17, Rafael Teixeira (BRA) 10.70, Mihimana Braye (FRA) 9.57, Josh Burke (BAR) 8.03

6 Ryan Kainalo (BRA) 10.47, Daiki Tanaka (JAP) 10.10, Taj Lindblad (EUA) 9.73, Shion Crawford (HAV) 7.33

7 Joaquim Chaves (POR) 11.77, John Mark Tokong (FIL) 10.83, Billy Stairmand (NZL) 10.17, Daniel Emslie (AFR) 8.63

8 Joh Azuchi (JAP) 13.23, Jabe Swierkocki (EUA) 10.70, Sheldon Simkus (AUS) 9.17, Jarvis Earle (AUS) 8.30

Round 2

1 Deivid Silva (BRA) 13.26, Dylan Moffat (AUS) 12.16, Te Kehukehu Butler (AUS) 11.30, Miguel Pupo (BRA) 10.27

2 Jackson Baker (AUS) 11.87, Tenshi Iwami (JAP) 10.30, Miguel Tudela (PER) 9.57, Jadson André (BRA) 8.97

3 George Pittar (AUS) 12.23, Hiroto Ohhara (JAP) 11.73, Luke Thompson (AFR) 11.40, Morgan Cibilic (AUS) 10.70

4 Cole Houshmand (EUA) 14.80, Keanu Asing (HAV) 13.26, Jorgann Couzinet (FRA) 8.60, Marc Lacomare (FRA) 7.70

5 Reef Heazlewood (AUS) 13.76, Eithan Osborne (EUA) 11.90, Kai Paula (ALE) 10.80, Eli Hanneman (HAV) 7.67

6 Frederico Morais (POR) 14.66, Justin Becret (FRA) 13.60, Mikey McDonagh (AUS) 12.16, Jordan Lawler (AUS) 10.63

7 Dimitri Poulos (EUA) 12.03, Leo Casal (BRA) 11.13, Joan Duru (FRA) 10.60, Nolan Rapoza (EUA) 9.93

8 Leonardo Fioravanti (ITA) 10.20, Kian Martin (SUE) 9.60, Lucca Mesinas (PER) 9.50, Timothe Bisso (FRA) 8.74

9 Adin Masencamp (AFR) 11.80, Jackson Bunch (HAV) 10.50, Kanoa Igarashi (JAP) 10.40, Matim Nunes (POR) 8.30

10 Michael Rodrigues (BRA) 14.23, Ian Gouveia (BRA) 11.33, Rafael Teixeira (BRA) 10.53, Jett Schilling (EUA) 9.93

11 Kauli Vaast (FRA) 14.33, Ryan Kainalo (BRA) 12.83, Crosby Colapinto (EUA) 12.74, Edgard Groggia (EUA) 11.97

12 Mateus Herdy (BRA) 12.27, Imaikalani deVault (HAV) 1.57, Daiki Tanaka (JAP) 10.06, Lucas Silveira (BRA) 9.27

13 Jacob Willcox (AUS) x Joel Vaughan (AUS) x Maxime Huscenot (FRA) x Joaquim Chaves (POR)

14 Samuel Pupo (BRA) x Marco Mignot (FRA) x Carlos Muñoz (CRI) x John Mark Tokong (FIL)

15 Kade Matson (EUA) x Jake Marshall (EUA) x Alister Reginato (AUS) x Joh Azuchi (JAP)

16 Matthew McGillivray (AFR) x Alejo Muniz (BRA) x Nat Young (EUA) x Jabe Swierkocki (EUA)

Round 3
Em formação

1 Deivid Silva (BRA) x Jackson Baker (AUS) x Hiroto Ohhara (JAP) x Keanu Asing (HAV)

2 Dylan Moffat (AUS) x Tenshi Iwami (JAP) x George Pittar (AUS) x Cole Houshmand (EUA)

3 Reef Heazlewood (AUS) x Frederico Morais (POR) x Leo Casal (BRA) x Kian Martin (SUE)

4 Eithan Osborne (EUA) x Justin Becret (FRA) x Dimitri Poulos (EUA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

5 Adin Masencamp (AFR) x Michael Rodrigues (BRA) x Ryan Kainalo (BRA) x Imaikalani deVault (HAV)

6 Jackson Bunch (HAV) x Ian Gouveia (BRA) x Kauli Vaast (FRA) x Mateus Herdy (BRA)
Round 2 Feminino

1 Sally Fitzgibbons (AUS) x Ariane Ochoa (ESP) x Kobie Enright (AUS) x Daniella Rosas (PER)

2 Sarah Baum (AFR) x Luana Silva (BRA) x Natasha Van Greunen (AFR) x Nadia Erostarbe (ESP)

3 Bronte Macaulay (AUS) x Zahli Kelly (AUS) x Tessa Thyssen (FRA) x Sophia Medina (BRA)

4 India Robinson (AUS) x Bella Kenworthy (EUA) x Nanaho Tsuzuki (JAP) x Nikki Van Dijk (AUS)

5 Isabella Nichols (AUS) x Sophie McCulloch (AUS) x Sol Aguirre (PER) x Zoe McDougall (HAV)

6 Alyssa Spencer (EUA) x Ellie Harrison (AUS) x Anon Matsuoka (JAP) x Pauline Ado (FRA)

7 Vahine Fierro (FRA) x Teresa Bonvalot (POR) x Francisca Veselko (POR) x Erin Brooks (CAN)

8 Sawyer Lindblad (EUA) x Macy Callaghan (AUS) x Zoe Benedetto (EUA) x Laura Raupp (BRA)
Ranking masculino do CS após a quarta etapa (US Open of Surfing)

1 Cole Houshmand (EUA) 24.020

2 Jacob Willcox (AUS) 20.610

3 Crosby Colapinto (EUA) 16.285

4 Eli Hanneman (HAV) 15.320

5 Frederico Morais (POR) 14.945

6 Imaikalani deVault (HAV) 14.520

7 Samuel Pupo (BRA) 13.100

8 Morgan Cibilic (AUS) 13.085

9 Jackson Baker (AUS) 12.805

10 Kade Matson (EUA) 12.130

11 Jett Schilling (EUA) 12.005

12 Joan Duru (FRA) 11.805

13 Nolan Rapoza (EUA) 10.830

14 Michael Rodrigues (BRA) 10.665

15 Jake Marshall (EUA) 10.465

15 Jadson André (BRA) 10.465

15 George Pittar (AUS) 10.465

18 Marco Mignot (FRA) 9.285

19 Mateus Herdy (BRA) 9.245

20 Mikey McDonagh (AUS) 9.240

25 Deivid Silva (BRA) 7.520
26 Alejo Muniz (BRA) 6.845
35 Edgard Groggia (BRA) 5.420
40 Lucas Silveira (BRA) 5.000
45 Ian Gouveia (BRA) 4.550
48 Leo Casal (BRA) 4.250
49 Rafael Teixeira (BRA) 4.200
Ranking feminino do CS após a quarta etapa (US Open of Surfing)

1 Sally Fitzgibbons (AUS) 26.430

2 Isabella Nichols (AUS) 22.725

3 Sawyer Lindblad (EUA) 21.600

4 India Robinson (AUS) 19.405

5 Bronte Macaulay (AUS) 16.920

6 Vahine Fierro (FRA) 16.145

7 Luana Silva (BRA) 14.710

7 Sarah Baum (AFR) 14.710

7 Alyssa Spencer (EUA) 14.710

10 Ellie Harrison (AUS) 14.425

11 Teresa Bonvalot (POR) 13.285

12 Zahli Kelly (AUS) 12.805

13 Bella Kenworthy (EUA) 11.805

14 Macy Callaghan (AUS) 11.665

15 Sophie McCulloch (AUS) 11.660

16 Ariane Ochoa (ESP) 10.045

17 Nadia Erostarbe (ESP) 9.490

18 Leilani McGonagle (CRI) 9.135

19 Erin Brooks (CAN) 9.045

20 Nanaho Tsuzuki (JAP) 8.620

37 Sophia Medina (BRA) 4.300
38 Silvana Lima (BRA) 4.100
45 Laura Raupp (BRA) 3.320

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    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.