Saquarema Surf Festival

Herdy estreia em alto nível

Catarinense Mateus Herdy faz as maiores marcas na última bateria da terça-feira (16) no Saquarema Surf Festival.
Saquarema Surf Festival 2021, Praia de Itaúna (RJ)

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, apresentado pela Prefeitura de Saquarema, abriu o Quiksilver Pro QS 3000 na terça-feira (16), com um show de surfe nas boas ondas da Praia de Itaúna. Na última bateria do dia, o catarinense Mateus Herdy usou os aéreos para bater todos os recordes, somando notas 8.50 e 7.50.

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O surfista patrocinado pela Quiksilver, superou as marcas dos outros destaques do dia, o local de Saquarema, Raoni Monteiro, Gabriel André e Felipe Alves. Foram realizadas 24 baterias, até a metade da segunda fase do Quiksilver Pro QS 3000, que continua a partir das 8h (de Brasília) da quarta-feira (17) na Praia de Itaúna. No terceiro dia, também será iniciado o Roxy Pro QS 3000 feminino. Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

Mateus já abriu sua bateria voando num aéreo full rotation incrível, que valeu nota 7.50. Depois, pegou outra direita que armou a rampa para repetir o giro completo no ar, ainda mais alto e com maior amplitude, para se tornar o recordista absoluto do Quiksilver Pro QS 3000, somando nota 8.50 na vitória por 16.00 pontos. O catarinense ainda não tinha surfado no mar gelado de Itaúna, pois sua bagagem e suas pranchas foram extraviadas e só chegaram em Saquarema na terça-feira.

“Eu quis chegar um pouco antes aqui, mas minha bagagem não veio e só chegaram hoje da companhia aérea. Então, nem deu tempo de surfar antes da bateria”, conta Mateus Herdy. “Mas, a prancha estava no pé e quando vi as ondas, nossa, estavam muito divertidas. Tem altas ondas e a imagem que tenho de Itaúna é exatamente esse mar que eu surfei. Tinha algumas esquerdas, que acabei nem olhando pra elas, porque esse vento na boca das direitas é muito bom para os aéreos, então deu tudo certo”.

O catarinense é uma das promessas da nova geração brasileira e está na briga direta por vagas para a elite do World Surf League Championship Tour de 2022, que serão decididas no evento que começa no dia 26 deste mês no Havaí. Mateus Herdy ganhou o título mundial Pro Junior Sub-18 em 2018 e foi semifinalista da penúltima etapa do WSL Challenger Series 2021, o Quiksilver Pro France, subindo para o 17º lugar no ranking que classifica 12 surfistas para o CT 2022. O Saquarema Surf Festival é sua última parada antes da batalha final por um lugar na “seleção brasileira” da WSL.

Mateus estreou na bateria que fechou a terça-feira e foi uma das melhores do dia. A briga pela outra vaga para a terceira fase do Quiksilver Pro QS 3000 foi intensa e só decidida nas ondas surfadas nos últimos minutos. O surfista da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, José Eduardo, pegou boas esquerdas em Itaúna e se classificava em segundo lugar. O paulista Diego Aguiar apostou nos aéreos de backside nas direitas e estava em terceiro. Já o peruano Miguel Tudela era o último, mas pegou uma boa direita para atacar forte de backside, com uma série de quatro pancadas verticais muito potentes que valeram nota 6.90. Com ela, eliminou os outros dois brasileiros.

“O Didi (Diego Aguiar) e o outro brasileiro (José Eduardo) que eu não conhecia direito, surfaram muito bem também e eu tava torcendo pro Didi”, confessa Mateus Herdy. “Só que o Miguel (Tudela) é um batalhador. A gente compete sempre no Circuito Mundial do QS, então foi bem emocionante e fechou o dia com chave de ouro”. O catarinense volta a se apresentar na bateria que também vai fechar a quarta-feira. Ela marcará a estreia do cabeça de chave número 1 do Quiksilver Pro QS 3000, o top do CT, Yago Dora.

Local de Saquarema – Dos 128 participantes da etapa masculina do WSL Qualifying Series promovida pelo Saquarema Surf Festival, 80 estrearam na terça-feira e apenas 32 seguem na disputa do título na Praia de Itaúna. Foram realizadas um total de 24 baterias, as 16 da rodada inicial e as 8 primeiras das 16 da segunda fase. Os únicos surfistas que ganharam os dois confrontos que disputaram, foram o local de Saquarema, Raoni Monteiro, o paulista Gabriel André, o paraibano Felipe Alves e o catarinense Heitor Mueller.

Raoni era muito amigo do homenageado pelo evento realizado pela 213 Sports, o bicampeão brasileiro Léo Neves, que também morava na Capital Nacional do Surf e faleceu em 2019, enquanto disputava uma bateria em um evento local nas mesmas ondas da Praia de Itaúna. Raoni vem de um excelente resultado na outra etapa da WSL Latin America, encerrada no domingo em Florianópolis, onde também entrou na primeira fase e só parou nas quartas de final. Ele foi o primeiro a se destacar em Saquarema, encabeçando as listas de recordes do evento após sua segunda vitória, surfando as direitas de Itaúna.

“Está aquela Itaúna não muito fácil, com maré cheia, vento leste bem forte e eu tentei pegar as direitas mesmo”, diz Raoni Monteiro. “Na primeira, eu fiz uma manobra ali no limite, depois um cutback bom e um floater no buraco, que senti a prancha flutuando. Mas, segurei pra conseguir uma nota boa (6,75). Foi difícil, mas consegui passar em primeiro de novo, então agora é descansar, para vir preparado amanhã (quarta-feira)”.

Outros destaques – Logo após Raoni Monteiro derrotar três jovens surfistas, Amando Tenorio, Fernando Junior e Luan Wood, o paulista Gabriel André superou todos os seus recordes no confronto seguinte. O guarujaense usou muita força nas manobras, para receber notas 8.25 e 7.00 na terceira bateria da segunda fase do Quiksilver Pro QS 3000. Estas marcas só foram superadas por Mateus Herdy, que aumentou os recordes de nota para 8.50 e o de pontos de 15.25 para 16.00.

“Só tenho que agradecer a Deus por estar de volta as competições, porque já tinha até pensado em parar de surfar, pela falta de um patrocinador principal”, conta Gabriel André. “Mas, resolvi competir nessas duas etapas do Brasil e Saquarema é um lugar que me sinto bem. Gosto dessa onda pra caramba, é pesada, forte, já consegui bons resultados aqui como amador e só quero mostrar o meu surfe. Eu estava focando em mandar uma primeira manobra forte, porque sabia que se abrisse com um manobrão grande, a nota ia pra cima. Foi o que aconteceu e amanhã tem mais”.

O catarinense Niccolas Padaratz, filho do ex-top do CT, Neco Padaratz, passou junto com Gabriel André para a rodada de estreia das principais estrelas do Saquarema Surf Festival, na terceira fase do Quiksilver Pro QS 3000. Na disputa seguinte, o paraibano Felipe Alves também superou as marcas do Raoni Monteiro. Ele recebeu nota 7,75 na melhor onda e totalizou 13,85 pontos, ficando em terceiro lugar nas listas de recordes do campeonato.

Alguns surfistas de outros países também avançaram para enfrentar os cabeças de chave do evento realizado em memória a Léo Neves e apresentado pela Prefeitura Municipal de Saquarema. Os chilenos Leon De La Torre e Gustavo Dvorquez estrearam na quinta bateria da segunda fase, eliminando dois brasileiros que vieram classificados da rodada inicial. O uruguaio Sebastian Olarte barrou mais dois, para passar em segundo na bateria vencida por Matheus Navarro. E na última do dia, o peruano Miguel Tudela despachou mais dois no minuto final.

Mais estreias – Na quarta-feira, mais 32 surfistas vão estrear no Quiksilver Pro QS 3000. Serão 16 entrando nas 8 baterias restantes da segunda fase, que ficaram para abrir o terceiro dia do Saquarema Surf Festival. Os outros fazem parte da lista dos 32 cabeças de chave da terceira e última rodada com 16 baterias. As oito primeiras vão fechar a quarta-feira e nelas estão dois surfistas que já venceram etapas do WSL Qualifying Series em Saquarema, o catarinense Willian Cardoso campeão em 2010 e Alex Ribeiro na última em 2015.

Willian está na segunda bateria, junto com os igualmente experientes Raoni Monteiro e Hizunomê Bettero e o mais jovem, Renan Pulga. Alex entra na quarta, com o argentino José Gundesen e dois classificados na terça-feira, Felipe Alves e Niccolas Padaratz. Na oitava, que vai fechar o terceiro dia, estreia o cabeça de chave número 1 do Quiksilver Pro QS 3000, Yago Dora, contra Mateus Herdy, Krystian Kymerson e local de Saquarema, Arthur Máximo.

Roxy Pro QS 3000 – Entre as oito baterias restantes da segunda fase e as oito primeiras da terceira fase masculina, será dada a largada no Roxy Pro QS 3000. As 32 concorrentes ao título feminino, estão divididas em oito baterias na rodada inicial. Entre elas, três atletas que participaram da estreia do surfe nas Olimpíadas, esse ano no Japão, a peruana Daniella Rosas na primeira bateria, a equatoriana Dominic Barona na terceira e a brasileira Silvana Lima na oitava.

Todas as atenções também estarão voltadas para a jovem surfista patrocinada pela Roxy, Laura Raupp, que vai defender a liderança do ranking regional da WSL Latin America no Saquarema Surf Festival. A jovem catarinense, de apenas 15 anos de idade, surpreendeu ao vencer a primeira etapa do WSL Qualifying Series que disputou, encerrada no último domingo em Florianópolis. Laura está escalada na quinta bateria, com a peruana Sol Aguirre e duas brasileiras, Karol Ribeiro e Sol Carrion.

O Saquarema Surf Festival apresentado pela Prefeitura Municipal de Saquarema, é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar uma etapa do WSL Qualifying Series e seletivas sul-americanas para os mundiais das categorias Pro Junior e Longboard, todas para homens e mulheres competirem na Praia de Itaúna. O evento tem patrocínio da Quiksilver, ROXY, 51 ICE, Corona, apoio da Orthopride, Stanley Brasil, Monster Energy e parceria da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema (ASS), MegAçaí e do Waves.

Saquarema Surf Festival – Quiksilver Pro QS 3000
Resultados da terça-feira na Praia de Itaúna
Primeira fase
3º=97º lugar (60 pts) e 4º=113º lugar (24 pts)

1ª 1-Caio Costa (BRA), 2-Amando Tenorio (BRA), 3-Kainan Meira (BRA), 4-Renan Rodrigues (BRA)

2ª 1-Raoni Monteiro (BRA), 2-Ian Casal (BRA), 3-Luiz Mendes (BRA), 4-Martin Ottado (URU)

3ª 1-Gabriel André (BRA), 2-Hedieferson Junior (BRA), 3-Thiago Meneses (BRA), 4-Belo Junior (BRA)

4ª 1-Felipe Alves (BRA), 2-João Cypriano (BRA), 3-Juninho Malta (BRA), 4-Felipe Ximenes (BRA)

5ª 1-Ricardo João (BRA), 2-Sebastian Olarte (URU), 3-Giuliano Arreyes (ARG), 4-Lucas Bezerra (BRA)

6ª 1-Denisson Santos (BRA), 2-João Ferreira (BRA), 3-Valentin Neves (BRA), 4-Kayki Araujo (BRA)

7ª 1-Lucas Isaias (BRA), 2-José Eduardo (BRA), 3-Facundo Arreyes (ARG), 4-Patrick Plachi (BRA)

8ª 1-Miguel Tudela (PER), 2-Heitor Mueller (BRA), 3-Mariano Arreyes (ARG), 4-Arthur Alves (BRA)

9ª 1-Luciano Brulher (BRA), 2-Noel De La Torre (CHL), 3-Glauciano Rodrigues (BRA), 4-Thiago Eduardo (BRA)

10: 1-Fabrício Rocha (BRA), 2-Caetano Vargas (BRA), 3-Samuel Igo (BRA), 4-Marcos Aurelio Alves (BRA)

11: 1-Daniel Adisaka (BRA), 2-Pericles Dimitri (BRA), 3-Pedro Araujo (BRA), 4-Pedro Amorim (BRA)

12: 1-Gabriel Ramos (BRA), 2-Theo Fresia (BRA), 3-Israel Junior (BRA), 4-Cauet Frazão (BRA)

13: 1-Yagê Araujo (BRA), 2-Rodrigo Saldanha (BRA), 3-Jannifer de Sousa (BRA), 4-Philippe Neves (BRA)

14: 1-Gustavo Henrique (BRA), 2-Thiago Guimarães (BRA), 3-Eric Bahia (BRA), 4-Luan Ferreyra de Assis (BRA)

15: 1-Daniel Templar (BRA), 2-Alan Jhones (BRA), 3-Samuel José Alves (BRA), 4-Wallace Vasco (BRA)

16: 1-Gustavo Borges (BRA), 2-Giovani Pontes (BRA), 3-Willian Feiden (BRA), 4-Murilo Brandt (BRA)

Segunda fase – entrada dos 32 pré-classifcados pelo ranking da WSL
3º=65º lugar (160 pts) e 4º=81º lugar (120 pts)

1ª 1-Kauê Germano (BRA), 2-Hizunomê Bettero (BRA), 3-Caio Costa (BRA), 4-Ian Casal (BRA)

2ª 1-Raoni Monteiro (BRA), 2-Amando Tenorio (BRA), 3-Fernando Junior (BRA), 4-Luan Wood (BRA)

3ª 1-Gabriel André (BRA), 2-Niccolas Padaratz (BRA), 3-Alan Donato (BRA), 4-João Cypriano (BRA)

4ª 1-Felipe Alves (BRA), 2-Igor Moraes (BRA), 3-Luan Carvalho (BRA), 4-Hedieferson Junior (BRA)

5ª 1-Leon De La Torre (CHL), 2-Gustavo Dvorquez (CHL), 3-Ricardo João (BRA), 4-João Ferreira (BRA)

6ª 1-Matheus Navarro (BRA), 2-Sebastian Olarte (URU), 3-Luan Hanada (BRA), 4-Denisson Santos (BRA)

7ª 1-Heitor Mueller (BRA), 2-Krystian Kymerson (BRA), 3-Lucas Isaias (BRA), 4-Artur Silva (BRA)

8ª 1-Mateus Herdy (BRA), 2-Miguel Tudela (PER), 3-José Eduardo (BRA), 4-Diego Aguiar (BRA)

Próximas baterias do Saquarema Surf Festival
Segunda fase do Quiksilver Pro QS 3000
3º=65º lugar (160 pts) e 4º=81º lugar (120 pts)

9ª Pedro Dib (BRA), Roberto Araki (CHL), Luciano Brulher (BRA), Caetano Vargas (BRA)

10: Ryan Kainalo (BRA), Mateus Sena (BRA), Fabricio Rocha (BRA), Noel De La Torre (CHL)

11: Santiago Muniz (ARG), Manuel Selman (CHL), Daniel Adisaka (BRA), Theo Fresia (BRA)

12: Vitor Ferreira (BRA), Deyvson Santos (BRA), Gabriel Ramos (BRA), Pericles Dimitri (BRA)

13: Pedro Neves (BRA), Felipe Oliveira (BRA), Yage Araujo (BRA), Thiago Guimarães (BRA)

14: Wesley Leite (BRA), Kim Matheus (BRA), Gustavo Henrique (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA)

15: Luel Felipe (BRA), Pedro Bianchini (BRA), Daniel Templar (BRA), Giovani Pontes (BRA)

16: Cauã Costa (BRA), Douglas Silva (BRA), Gustavo Borges (BRA), Alan Jhones (BRA)

Terceira fase – entrada dos 32 principais cabeças de chave
3º=33º lugar (200 pts) e 4º=49º lugar (180 pts)

1ª Caio Ibelli (BRA), Lucas Vicente (BRA), Kauê Germano (BRA), Amando Tenorio (BRA)

2ª Willian Cardoso (BRA), Renan Pulga (BRA), Raoni Monteiro (BRA), Hizunomê Bettero (BRA)

3ª Weslley Dantas (BRA), Robson Santos (BRA), Gabriel André (BRA), Igor Moraes (BRA)

4ª Alex Ribeiro (BRA), José Gundesen (ARG), Felipe Alves (BRA), Niccolas Padaratz (BRA)

5ª Ian Gouveia (BRA), Leandro Usuna (ARG), Leon De La Torre (CHL), Sebastian Olarte (URU)

6ª Thiago Camarão (BRA), Leo Casal (BRA), Matheus Navarro (BRA), Gustavo Dvorquez (CHL)

7ª Alejo Muniz (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Heitor Mueller (BRA), Miguel Tudela (PER)

8ª Yago Dora (BRA), Arthur Maximo (BRA), Mateus Herdy (BRA), Krystian Kymerson (BRA)

9ª Adriano de Souza (BRA), Lucas Chianca (BRA)

10: Michael Rodrigues (BRA), Eduardo Motta (BRA)

11: Alonso Correa (PER), Bino Lopes (BRA)

12: João Chianca (BRA), Marcos Correa (BRA)

13: Wiggolly Dantas (BRA), Marco Fernandez (BRA)

14: Samuel Pupo (BRA), Jessé Mendes (BRA)

15: Uriel Sposaro (BRA), Victor Bernardo (BRA)

16: Jadson André (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

Primeira fase do Roxy Pro QS 3000
3ª=17º lugar (200 pts) e 4ª=25º lugar (75 pts)

1ª Daniella Rosas (PER), Marina Rezende (BRA), Isabelle Nalu (BRA), Yasmin Neves (BRA)

2ª Naire Marquez (BRA), Arena R. Vargas (PER), Kemily Sampaio (BRA), Kiany Hyakutake (BRA)

3ª Dominic Barona (ECU), Isabela Saldanha (BRA), Yanca Costa (BRA), Kayane Reis (BRA)

4ª Summer Macedo (BRA), Coco Cianciarulo (ARG), Paloma Santos (BRA), Valeria Ojeda (VNZ)

5ª Sol Aguirre (PER), Laura Raupp (BRA), Karol Ribeiro (BRA), Sol Carrion (BRA)

6ª Julia Duarte (BRA), Sophia Medina (BRA), Bruna Carderelli (BRA), Larissa Santos (BRA)

7ª Melanie Giunta (PER), Tainá Hinckel (BRA), Kalea Gervasi (PER), Pamella Mel (BRA)

8ª Silvana Lima (BRA), Julia dos Santos (BRA), Monik Santos (BRA), Sophia Gonçalves (BRA)

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Chamada nesta sexta (11) às 11h30 (de Brasília). Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.

    Gabriel Medina foi vice-campeão do Fiji Pro 2026, encerrado nesta quinta-feira (3), em Cloudbreak. O tricampeão mundial chegou à decisão depois de uma grande campanha nas ondas pesadas da etapa, mas foi superado pelo norte-americano Cole Houshmand. O resultado marca uma forte recuperação do brasileiro, que vinha de eliminações na primeira fase nas duas etapas anteriores, no Brasil e no Taiti, e agora sobe para a quarta colocação no ranking mundial. A final ganhou emoção na segunda metade. Houshmand abriu vantagem e chegou a 16,87 pontos, deixando Medina em combinação. O brasileiro respondeu com a melhor onda da decisão: entubou com profundidade, acelerou por dentro, atravessou diferentes seções e saiu limpo para receber nota 10. Medina voltou à disputa, mas Houshmand, com a prioridade, controlou os cinco minutos finais e garantiu o terceiro título de sua carreira no Championship Tour. “Sair daquele tubo na final foi a melhor sensação. Eu estava esperando por aquela onda e estou muito feliz por ter conseguido o 10. Me sinto bem por ter chegado à final com o Cole. Ele é um bom amigo e vem surfando muito. Estou muito feliz de estar aqui e feliz pelo Cole também. Hoje foi incrível”, disse Medina. Medina, bicampeão em Fiji, buscava a terceira vitória em sua quarta final no evento. No dia decisivo, marcou 9,33 nas quartas, somou duas notas acima de 9 para chegar a 19,04 pontos na semifinal e fechou a campanha com o 10 na decisão. No feminino, Erin Brooks conquistou o título sem entrar na água na final, depois que Isabella Nichols desistiu da disputa por causa de uma lesão no tornozelo sofrida na semifinal. A canadense de 19 anos, que também venceu no Taiti, chegou ao segundo triunfo consecutivo no CT e à segunda vitória da carreira em Fiji. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por People On Tour (@peopleontour) Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Cole Houshmand (EUA) 15.17 x 12.70 Ethan Ewing (AUS)3 – Yago Dora (BRA) 15.40 x 13.67 Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.27 x 11.66 Alan Cleland (MEX)5 – Morgan Cibilic (AUS) 14.34 x 13.17 João Chianca (BRA)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) 11.06 x 9.17 Eli Hanneman (HAV)7 – Callum Robson (AUS) 9.10 x 8.94 Liam O’Brien (AUS)8 – Jake Marshall (EUA) 13.17 x 7.33 George Pittar (AUS)9 – Italo Ferreira (BRA) 12.70 x 10.56 Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) 16.40 x 16.00 Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) 13.50 x 12.73 Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) 15.17 x 9.73 Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) 12.26 x 10.70 Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) 16.17 x 10.43 Crosby Colapinto (EUA)15 – Barron Mamiya (HAV) 13.87 x 10.50 Jack Robinson (AUS)16 – Gabriel Medina (BRA) 13.94 x 9.83 Joel Vaughan (AUS) Round 3 1 – Cole Houshmand (EUA) 10.17 x 4.00 Seth Moniz (HAV)2 – Yago Dora (BRA) 14.40 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)3 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.43 Morgan Cibilic (AUS)4 – Callum Robson (AUS) 10.50 x 8.77 Jake Marshall (EUA)5 – Connor O’Leary (JAP) 14.33 x 7.27 Italo Ferreira (BRA)6 – Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x 12.60 Samuel Pupo (BRA)7 – Kauli Vaast (FRA) 19.07 x 11.17 Miguel Pupo (BRA)8 – Gabriel Medina (BRA) 13.77 x 13.33 Barron Mamiya (HAV) Quartas de final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.13 x 13.27 Yago Dora (BRA)2 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.10 x 10.94 Callum Robson (AUS)3 – Griffin Colapinto (EUA) 13.00 x 10.50 Connor O’Leary (JAP)4 – Gabriel Medina (BRA) 15.66 x 7.33 Kauli Vaast (FRA) Semifinais 1 – Cole Houshmand (EUA) 17.10 x 11.33 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 19.04 x 14.57 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.87 x 15.17 Gabriel Medina (BRA) Feminino Round 1 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ) Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) 12.13 x 11.50 Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14.60 x 9.00 Luana Silva (BRA)3 – Vahine Fierro (FRA) 11.67 x 10.43 Sawyer Lindblad (EUA)4 – Erin Brooks (CAN) 10.83 x 6.00 Caroline Marks (EUA)5 – Yolanda Hopkins (POR) 10.17 x 9.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Isabella Nichols (AUS) 11.60 x 8.93 Nadia Erostarbe (ESP)7 – Brisa Hennessy (CRC) 8.57 x 5.67 Molly Picklum (AUS)8 – Lakey Peterson (EUA) 13.10 x 8.04 Francisca Veselko (POR) Quartas de final 1 – Carissa Moore (HAV) 14.34 x 11.00 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Erin Brooks (CAN) 11.10 x 10.67 Vahine Fierro (FRA)3 – Isabella Nichols (AUS) 9.67 x 6.77 Yolanda Hopkins (POR)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.83 x 7.47 Lakey Peterson (EUA) Semifinais 1 – Erin Brooks (CAN) 11.84 x 9.97 Carissa Moore (HAV)2 – Isabella Nichols (AUS) 10.67 x 10.50 Brisa Hennessy (CRC) Final 1 – Erin Brooks (CAN) vence Isabella Nichols (AUS) por lesão

    Com nota 10 na final, tricampeão mundial Gabriel Medina fica com o vice em Fiji, sobe para quarto no ranking e retoma protagonismo no circuito. Cole Houshmand e Erin Brooks vencem o campeonato.