Haleiwa Challenger

Esquenta a briga pelas vagas no CT

João Chianca, Michael Rodrigues, Mateus Herdy e Lucas Silveira avançam no Haleiwa Challenger e seguem com chances de classificação para o CT 2023.
Haleiwa Challenger, Oahu, Havaí

O segundo dia de ação do Haleiwa Challenger marcou a estreia de vários atletas que chegaram ao Havaí com o sonho de se classificarem para o CT 2023. Pelo Brasil, dos sete que tinham chances, João Chianca, Michael Rodrigues, Mateus Herdy e Lucas Silveira ainda podem ter um final de ano feliz na meca do surfe mundial.

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O Haleiwa Challenger dará dez vagas masculinas e cinco femininas na temporada 2023 do circuito da elite do esporte. O italiano Leonardo Fioravanti, o indonésio Rio Waida e o australiano Ryan Callinan já chegaram no Havaí com seus nomes garantidos, assim como as australianas Macy Callaghan e Molly Picklum, além da norte-americana Caitlin Simmers. Nesta quarta-feira (30) o quarto colocado no ranking, o marroquino Ramzi Boukhiam, foi eliminado do evento, porém outros resultados asseguraram sua entrada na primeira divisão do surfe. Restam agora seis vagas para os homens, e apenas duas para as mulheres.

A quarta-feira teve as 16 baterias da segunda fase masculina. Os duelos foram realizadas em ondas de até 6 pés de face, que em muitas baterias demoravam para aparecer no outside. Pela manhã o mar estava liso, com direitas rápidas, correndo muito na bancada do pico do lado norte da ilha de Oahu. Com o passar das horas o swell perdeu força e o vento maral passou a soprar, com isso as condições para o surfe pioraram bastante.

Lucas Silveira competiu na primeira bateria do dia. O brasileiro surfou duas ondas no primeiro terço da disputa de 30 minutos e marcou 3.40 e 4.17 pontos. O australiano Ethan Ewing, integrante do CT, abriu com 6.67 após surfar a melhor direita que entrou na bateria.

O duelo chegou perto do fim com Lucas em segundo. O australiano Joel Vaughan, que estava em terceiro, usou a prioridade e tentou virar, mas o brasileiro deu a resposta instantes depois. Lucas foi mais sólido, marcou 4.40 pontos, assumiu a liderança e avançou junto com Ethan (2º). O brazuca chegou ao Havaí em 27º lugar no ranking e precisa ser no mínimo vice-campeão da etapa para se classificar para o CT. Joel, que estava em 28º lugar na lista dos melhores, deu adeus ao sonho de integrar a elite em 2023. O mexicano Alan Cleland (4º) também foi eliminado.

O segundo confronto do dia também teve brasileiro. João Chianca, atual oitavo melhor do circuito Challenger Series 2022, encarou o havaiano Ezekiel Lau, que está em nono lugar no ranking, além do taitiano Mihimana Braye e do norte-americano John Mel.

João abriu a disputa logo no início, e marcou 2.67 pontos. As séries sumiram e a segunda onda só foi surfada aos dez minutos, também pelo brasileiro. A onda foi curta, mas ele achou espaço para uma rasgada e uma batida na junção. A performance valeu a nota 5.00. John Mel surfou no minuto seguinte e encaixou algumas manobras para começar com 5.23.

Os atletas ficaram mais ativos. Mihimana surfou uma direita ruim, e aos 13 minutos Ezekiel fez sua primeira apresentação na disputa. O havaiano fez uma batida e uma rasgada fortes, além de mais uma pancada na parte final e menor da onda. A nota foi 6.40. João rapidamente fez outra apresentação. A direita era uma intermediária, mas ele fez bons movimentos para anotar 4.77.

O confronto chegou na metade com João em segundo lugar, atrás de John Mel. Mihimana então fez o uso da prioridade e apresentou um ataque vertical de backside para marcar 6.67 pontos. John voltou a atuar. O goofy foi incisivo nas manobras e abriu vantagem na frente ao marcar 6.27. O brasileiro respondeu à atitude dos adversários e também escovou uma direita que valeu 5.70.

O último terço da bateria começou sem ondas, e com Mihimana em terceiro e Ezekiel em quarto, ambos necessitando de ondas na casa dos quatro pontos. O havaiano tinha a prioridade. João tinha a quarta prioridade e atuou quando restava três minutos. O brasileiro trabalhou bem e trocou de nota, inserindo mais 6.03 no seu somatório. Com isso ele assumiu a liderança.

Ezekiel surfou pela segunda vez no confronto na mesma série, marcou 5.13 e tomou o segundo lugar de John Mel. Mihimana ainda foi para o tudo ou nada numa onda pequena, mas acabou eliminado junto com o norte-americano (3º). Com os resultados desta quarta-feira, João precisa passar apenas uma bateria para regressar ao CT.

“Eu estava realmente focado, confiante em fazer meu surfe da melhor maneira possível e funcionou. Mas, era uma bateria muito difícil”” disse João Chianca. “Coloquei na cabeça que toda onda que eu pegasse, teria que surfar o melhor que eu pudesse. Era só nisso que eu estava focado. Quero agradecer a Volcom e a Channel Islands, que me dão um grande apoio aqui no Havaí e todos os locais havaianos também. Estamos tendo um lindo dia de competição aqui em Haleiwa, então estou feliz por ter começado bem e obrigado a todos pela torcida”.

Michael Rodrigues, atual número 12 do ranking, precisa chegar nas semifinais para confirmar sua vaga na elite do surfe. Ele ficou muito ativo na sexta disputa. Ele surfou um total de 11 direitas, e suas melhores notas foram conquistadas na antepenúltima e na penúltima.

O brasileiro chegou nos últimos sete minutos em quatro lugar, até que, enfim, ele entrou numa onda boa. Michael fez uma série de manobras e no final comemorou. Ele necessitava de apenas 4.61 pontos. Antes da divulgação da nota, Michael entrou mais uma vez em ação e novamente manobrou forte. Ele recebeu 6.87 e 7.17 pontos para sair da água vitorioso e com o sonho vivo de retornar para o CT.

O australiano Jordan Lawler avançou em segundo lugar. O norte-americano Cole Houshmand (3º) e o havaiano Ian Gentil (4º) foram eliminados. Ian ocupa atualmente a quinta colocação no ranking.

“Para ser honesto, está sendo muito difícil para conseguir dormir esses dias. Fiquei a noite toda pensando nessa bateria, que era muito importante para mim”, confessou Michael Rodrigues. “Eu só queria surfar o meu melhor, porque aqui você só pensa em se classificar para o CT e eu nunca consegui um bom resultado no Havaí. Eu tento pensar na família, na minha filha, para não pensar no evento e é muito difícil, porque a pressão é muito grande aqui. Mas, o primeiro passo já foi dado e vou continuar trabalhando para passar mais baterias”.

Mateus Herdy é outro surfista que precisa ficar no mínimo em segundo lugar no Haleiwa Challenger pra figurar no CT em 2023. Ele competiu na 13ª disputa do dia, num momento em que as direitas já estavam irregulares.

O brasileiro começou com uma onda fraca, mas aos três minutos voltou a surfar e anotou 5.23 pontos. O havaiano Shion Crawford, melhor surfista do primeiro dia do Haleiwa Challenger, colocou as notas 5.00 e 4.10 no somatório para ficar na liderança. Com sete minutos Shion foi ainda melhor, e com 7.10 disparou na frente.

O norte-americano Griffin Colapinto, integrante do CT, surfou pela segunda vez na bateria quando o cronômetro da WSL marcou dez minutos. Ele, que tinha 3.07 pontos, colocou mais 5.77 no somatório. Com a nota ele iria para a segunda posição, porém Mateus surfou a direita seguinte. O brasileiro executou um floater, fez uma rasgada alongada e potente, e executou uma batida. A performance valeu 6.17.

A bateria ainda não estava na metade, porém dali pra frente as posições não foram alteradas. Shion venceu sem precisar surfar outras ondas, e Mateus avançou em segundo lugar. Griffin também optou por esperar uma boa oportunidade para virar o resultado, mas ela não apareceu. Já o norte-americano Nolan Rapoza ficou em último e também saiu do evento.


Mais brasileiros no Round 3 – Além de Lucas, João, Michael e Mateus, o Brasil tem ainda Samuel Pupo na terceira fase do Haleiwa Challenger. Ele foi o melhor brasileiro do dia.

O melhor estreante da temporada 2022 do CT, garantido para a elite de 2023, apresentou um surfe veloz e agressivo. Samuel começou com 5.83 pontos, depois conquistou 7.07 e na sequência 7.40. A melhor apresentação aconteceu aos 13 minutos de bateria, quando o brazuca fez uma rasgada potente e uma batida vertical. Essa foi a maior nota conquistada por um brasileiro no dia. Ele venceu com 14.47 pontos, marca também não alcançada por um conterrâneo nesta quarta-feira.


Baixas brasileiras – Dos 11 brasileiros que competiram neste segundo dia do evento, 6 foram eliminados. As derrotas mais sofridas foram de Alejo Muniz, Deivid Silva e Edgard Groggia, atletas que ainda sonhavam com a classificação para o CT.

Alejo Muniz caiu na terceira disputa do dia. O brasileiro chegou ao Havaí na necessidade de chegar nas semifinais e terminar no mínimo em terceiro lugar na bateria para garantir uma vaga no CT. Ele entrou nos últimos dez minutos finais de bateria em primeiro lugar, porém o português Vasco Ribeiro, que estava em segundo, assumiu a liderança, e o francês Justin Becret trocou de nota duas vezes para pegar a segunda posição. Alejo terminou em terceiro e foi eliminado, junto com o havaiano Seth Moniz (4º) que não entrou em sintonia com Haleiwa nesta quarta-feira.

Deivid Silva necessitava ser vice-campeão do Haleiwa Challenger para chegar na elite. Ele participou da bateria que teve a maior nota do dia, a nona da segunda fase. Os 8.93 pontos foram conquistados pelo japonês do CT, Kanoa Igarahi, após fazer um layback poderoso, uma batida reta e outra pancada na junção. Kanoa venceu e o francês Kauli Vaast, que também marcou uma nota no critério excelente, 8.17, avançou em segundo lugar. Deivid (3º) e o norte-americano Jett Schilling (4) se despediram da etapa.

Edgard Groggia também precisava ser no mínimo vice-campeão da etapa para entrar no CT. O brasileiro surfou apenas uma onda na primeira metade da 11ª bateria (1.67). Ele ocupava a última posição, quando aos 16 minutos encaixou duas batidas de frontisde e anotou 4.03 pontos. Logo depois surfou outra direita, deu duas pancadas passando as quilhas por cima do lip, conquistou 5.17 e assumiu a liderança. O neozelandês Te Kehukehu Butler chegou nos sete minutos finais em terceiro lugar e com a quarta prioridade, porém ele achou uma direita sozinha e surfou pra tomar a primeiro posição do brasileiro.

Perto do fim os surfistas voltaram a surfar. O norte-americano Conner Coffin meteu a borda na água em movimentos fortes, anotou 6.83 pontos e foi para a liderança. Com isso Te Kehukehu caiu pra segundo e Edgard para terceiro. O brasileiro partiu pra reação, porém errou a segunda manobra. Ele não desistiu e perto do minuto final voou com rotação e comemorou. Edgard necessitava de 5.63 e conquistou 5.53, nota que foi insuficiente para ele sair do terceiro lugar. Conner venceu e Te Kehukehu avançou em segundo lugar. O norte-americano Nat Young terminou em último.

John John e Wiggolly – O Haleiwa Challenger marcou o retorno do bicampeão mundial John John Florence às etapas. O havaiano, que não competia desde o CT de G-Land, no último mês de junho, participou da sétima bateria da segunda fase e venceu.

Gatien Delahaye, da França, foi quem começou melhor. Aos quatro minutos ele fez uma batida não muito expressiva, mas depois rasgou com força e atingiu a junção. A nota foi 4.50 pontos. Após duas ondas fracas, o japonês Taichi Wakita fez duas batidas, sendo a segunda agressiva e vertical. Ele recebeu 4.17 pela apresentação. Aos nove minutos, logo após a apresentação de Taichi, Wigoolly fez três manobras de backside e anotou 6.33.

John John surfou sua segunda direita no confronto quando restavam nove minutos. A onda era uma intermediária e ele usou a prioridade. O havaiano rasgou forte, bateu para passar a seção e fez duas rasgadas na parte menor da direita (6.93). Gatien foi na mesma série e colocou outra nota na casa dos quatro pontos no somatório (4.20). O brasileiro pegou a prioridade, mas o japonês achou uma direita, acertou duas pancadas e conquistou 4.03 pontos.

Após a divulgação das notas, Gatien foi pra liderança e Taichi assumiu o segundo lugar. John Jonh ficou em terceiro e Wiggolly em quarto, porém os dois precisavam de notas menores que dois pontos para seguirem vivos na competição.

Wiggolly usou a prioridade quando restavam pouco menos de dois minutos. Ele fez uma batida pra tentar ganhar a seção, mas a onda fechou. Logo depois ele entrou numa onda menor e executou uma rasgada e uma batida. John John pegou a onda seguinte, bateu no lip e na junção. A direita também era pequena. O havaiano recebeu 2.60 pontos, assumiu a primeira posição e deixou o brasileiro na necessidade de 2.37 para pegar o segundo lugar de Gatien. Porém, a melhor nota das duas últimas ondas de Wiggoly valeu apenas 2.13 e ele foi eliminado em terceiro lugar. Taichi (4º) também se despediu da competição.

As outra baixas brasileiras foram Ryan Kainalo e Matheus Navarro.

Próxima chamada – A próxima chamada para o Haleiwa Challenger acontece nesta quinta-feira (1/12), às 14h30 para um possível início às 15h05 (de Brasília). A previsão indica que as ondas podem quebrar de 6 a 12 pés de face com formação de regular a boa.

Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

Haleiwa Challenger 2022
Round 2 Masculino

1 Lucas Silveira (BRA) 8.57, Ethan Ewing (AUS) 8.54, Joel Vaughan (AUS) 7.00, Alan Cleland (MEX) 2.86

2 João Chianca (BRA) 11.73, Ezekiel Lau (HAV) 11.53, John Mel (EUA) 11.50, Mihimana Braye (TAI) 10.50

3 Vasco Ribeiro (POR) 12.27, Justin Becret (FRA) 11.76, Alejo Muniz (BRA) 10.67, Seth Moniz (HAV) 8.80

4 Jessé Mendes (ITA) 10.53, Leonardo Fioravanti (ITA) 9.67, Ryan Kainalo (BRA) 8.73, Joan Duru (FRA) 8.46

5 Samuel Pupo (BRA) 14.47, Keanu Asing (HAV) 10.90, Alonso Correa (PER) 10.63, Sheldon Simkus (AUS) 8.70

6 Michael Rodrigues (BRA) 14.04, Jordan Lawler (AUS) 13.87, Cole Houshmand (EUA) 10.57, Ian Gentil (HAV) 9.83

7 John John Florence (HAV) 9.53, Gatien Delahaye (FRA) 8.70, Wiggolly Dantas (BRA) 8.46, Taichi Wakita (JAP) 8.20

8 Kalani Ball (AUS) 12.87, Mikey McDonagh (AUS) 10.14, Eithan Osborne (EUA) 9.73, Ramzi Boukhiam (MAR) 5.50

9 Kanoa Igarashi (JAP) 14.00, Kauli Vaast (FRA) 12.57, Deivid Silva (BRA) 10.17, Jett Schilling (EUA) 7.10

10 Chris Zaffis (AUS) 14.10, Maxime Huscenot (FRA) 13.10, Crosby Colapinto (EUA) 12.90, Dylan Moffat (AUS) 10.93

11 Conner Coffin (EUA) 11.00, Te Kehukehu Butler (NZL) 10.80, Edgard Groggia (BRA) 10.70, Nat Young (EUA) 9.10

12 Joshua Moniz (HAV) 14.43, Jacob Willcox (AUS) 10.73, Rio Waida (IDN) 8.50, Adur Amatriain (ESP) 7.17

13 Shion Crawford (HAV) 12.10, Mateus Herdy (BRA) 11.40, Griffin Colapinto (EUA) 8.84, Nolan Rapoza (EUA) 7.36

14 Morgan Cibilic (AUS) 12.47, Liam O’Brien (AUS) 10.00, Eli Hanneman (HAV) 9.67, Matheus Navarro (BRA) 8.83

15 Imaikalani deVault (HAV) 15.50, Barron Mamiya (HAV) 9.27, Brodi Sale (HAV) 8.60, Shane Sykes (AFR) 5.10

16 Frederico Morais (POR) 11.47, Ryan Callinan (AUS) 10.20, Michel Bourez (TAI) 8.60, Lucca Mesinas (PER) 5.10

Round 3

1 Lucas Silveira (BRA) x João Chianca (BRA) x Justin Becret (FRA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

2 Ethan Ewing (AUS) x Ezekiel Lau (HAV) x Vasco Ribeiro (POR) x Jessé Mendes (ITA)

3 Samuel Pupo (BRA) x Michael Rodrigues (BRA) x Gatien Delahaye (FRA) x Mikey McDonagh (AUS)

4 Keanu Asing (HAV) x Jordan Lawler (AUS) x John John Florence (HAV) x Kalani Ball (AUS)

5 Kanoa Igarashi (JAP) x Chris Zaffis (AUS) x Te Kehukehu Butler (NZL) x Jacob Willcox (AUS)

6 Kauli Vaast (FRA) x Maxime Huscenot (FRA) x Conner Coffin (EUA) x Joshua Moniz (HAV)

7 Shion Crawford (HAV) x Morgan Cibilic (AUS) x Barron Mamiya (HAV) x Ryan Callinan (AUS)

8 Mateus Herdy (BRA) x Liam O’Brien (AUS) x Imaikalani deVault (HAV) x Frederico Morais (POR)

Round 2 Feminino

1 Carissa Moore (HAV) x Kirra Pinkerton (EUA) x Eweleiula Wong (HAV) x Nadia Erostarbe (ESP)

2 Alyssa Spencer (EUA) x Sophie McCulloch (AUS) x Dimity Stoyle (AUS) x Mafalda Lopes (POR)

3 Caitlin Simmers (EUA) x Sarah Baum (AFR) x Zahli Kelly (AUS) x Brianna Cope (HAV)

4 Molly Picklum (AUS) x Amuro Tsuzuki (JAP) x Maud Le Car (FRA) x Nora Liotta (HAV)

5 Gabriela Bryan (HAV) x Zoe McDougall (HAV) x Coco Ho (HAV) x Minami Nonaka (JAP)

6 Teresa Bonvalot (POR) x Vahine Fierro (FRA) x Anne Dos Santos (BRA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

7 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Sawyer Lindblad (EUA) x Zoë Steyn (AFR) x Sophia Medina (BRA)

8 Macy Callaghan (AUS) x Luana Silva (BRA) x India Robinson (AUS) x Ariane Ochoa (ESP)

Ranking masculino do Challenger Series após a etapa de Saquarema

1 Leonardo Fioravanti (ITA) 26.915

2 Rio Waida (IDN) 22.650

3 Ryan Callinan (AUS) 20.995

4 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.765

5 Ian Gentil (HAV) 17.470

6 Liam O’Brien (AUS) 16.050

6 Maxime Huscenot (FRA) 16.050

8 João Chianca (BRA) 15.185

9 Ezekiel Lau (HAV) 14.820

10 Dylan Moffat (AUS) 14.710

11 Morgan Cibilic (AUS) 14.705

12 Michael Rodrigues (BRA) 13.285

13 Eithan Osborne (EUA) 11.955

14 Lucca Mesinas (PER) 11.865

15 Jacob Willcox (AUS) 11.690

16 Joan Duru (FRA) 10.905

17 Alejo Muniz (BRA) 10.615
18 Edgard Groggia (BRA) 10.440

19 Callum Robson (AUS) 10.000

19 Gabriel Medina (BRA) 10.000
24 Mateus Herdy (BRA) 9.295
25 Deivid Silva (BRA) 9.195
27 Lucas Silveira (BRA) 9.020
33 Willian Cardoso (BRA) 6.720
40 Alex Ribeiro (BRA) 5.770
44 Matheus Navarro (BRA) 5.370
Ranking feminino do Challenger Series após a etapa de Saquarema

1 Macy Callaghan (AUS) 28.920

2 Molly Picklum (AUS) 28.630

3 Caitlin Simmers (EUA) 28.630

4 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 26.915

5 Teresa Bonvalot (POR) 22.725

6 Alyssa Spencer (EUA) 21.390

7 Bronte Macaulay (AUS) 20.320

8 Nikki Van Dijk (AUS) 19.185

9 Sophie McCulloch (AUS) 18.810

10 Vahine Fierro (FRA) 16.130

14 Luana Silva (BRA) 13.285
19 Summer Macedo (BRA) 10.665
33 Laura Raupp (BRA) 6.620
41 Sophia Medina (BRA) 5.200
46 Anne Dos Santos (BRA) 4.800

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    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.