Gold Coast Pro 2024

Samuel e Luana são vice-campeões

Brasil bate na trave na Austrália com Samuel Pupo e Luana Silva, vice-campeões do Gold Coast Pro 2024. Ian Gouveia, João Chianca e Michael Rodrigues ficam em quinto. Erin Brooks e Mikey McDonagh faturam etapa.
Gold Coast Pro 2024, Snapper Rocks, Austrália

O Brasil chegou muito perto da vitória no Gold Coast Pro 2024. Samuel Pupo e Luana Silva chegaram nas decisões, mas as vitórias ficaram com o australiano Mikey McDonagh e a canadense Erin Brooks. Ian Gouveia, João Chianca e Michael Rodrigues ficaram em quinto. Finais foram realizadas neste sábado (4/5) em ondas com cerca de 1 metro em Snapper Rocks, Queensland, Austrália.

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Mikey abriu a final de 35 minutos logo no início com seis ataques que valeram 6.83 pontos. Logo depois ele pegou uma direita ruim e aos 4 minutos anotou mais 5.33 pontos. Samuel surfou pela primeira vez na disputa aos 5 minutos, mas depois de uma batida e um cutback não conseguiu conectar com a segunda seção da direita e largou com 3.33 para ficar necessitando de 8.83 para vencer o Gold Coast Pro pela segunda vez consecutiva.

Aos dez minutos os dois atletas entraram em ação numa série e o caminho do brasileiro ficou complicado. Samuel surfou primeiro. Ele não tinha a prioridade e conquistou 4.00 pontos. Mikey executou cinco batidas, colocou mais 8.60 no somatório e deixou o brazuca na necessidade de 15.43 para vencer.

Samuel ainda surfou mais três ondas até o término da disputa, todas nos 10 minutos finais, porém as notas 6.43, 5.43 e 6.50 não mudaram o resultado e ele ficou em segundo lugar. Mikey também entrou em ação outras vezes, mas não alterou o placar para ser campeão com 15.43 a 12.93 pontos. O australiano largou no CS 2024 com 10.000 pontos e Samuel com 7.800 pontos.

“Estou muito grato por fazer mais uma final aqui”, disse Samuel Pupo. “Meu maior objetivo nos 2 últimos anos, é ser mais consistente nos resultados e tenho conseguido isso nos 3 últimos eventos, então estou feliz. Parabéns ao Mikey (McDonagh). Ele não chegou na final porque teve sorte, mas porque estava surfando muito bem. Agora é só conseguir outro grande resultado, mas sei que não é fácil e ainda tem muito trabalho pela frente. No ano passado, quase não me classifiquei com uma vitória aqui, então tenho que focar nisso”.

Mikey chegou na final após vencer o também australiano Dakoda Walters na quartas e o surfista de Barbados, Josh Burke, na semi. Dakoda abriu o duelo das quartas com 8.60 e chegou nos 6 minutos finais na primeira posição, mas Mikey pegou um tubo e soltou mais algumas manobras para virar. Ele precisava de 6.78 e anotou 7.77 para ficar com a vaga na semi. O confronto contra Josh foi parelho, mas Mikey chegou perto do fim na frente do placar e fechou sua apresentação com 8.33 pontos para vencer com ampla vantagem no placar (14.66 e 11.33).

“Isso parece ser um sonho e que posso acordar a qualquer momento. Este é, certamente, o melhor dia da minha vida”, vibrou Mikey McDonagh. “Para ser honesto, estou sem palavras. Eu nunca passei das oitavas de final antes, tive vários resultados em nono lugar, então chegar às quartas de final já foi bem complicado. Eu senti que, depois de passar essas rodadas, eu poderia me libertar e mostrar meu surfe. É um ano longo, mas estou muito feliz por começar desta forma e só quero continuar assim, com sorte, para chegar ao objetivo final”.

O caminho de Samuel até a final – Samuel competiu pela primeira vez no dia nas quartas de final contra Ian Gouveia. Ian abriu a disputa aos 3 minutos com um tubo curto que valeu 4.00 pontos. Na saída ele ainda rasgou, mas perdeu um pouco do equilíbrio na finalização da manobra.

Samuel atuou pela primeira vez nas quartas de final aos 5 minutos, mas a direita foi ruim. Ele voltou rapidamente para o pico, pegou a prioridade e fez o uso dela aos 10 minutos. O surfista executou sete manobras e anotou 5.83 pontos.

A bateria ficou morna, já que os atletas não achavam ondas boas, até que Ian fez quatro manobras aos 21 minutos, marcou 5.93 e deixou Samuel na necessidade de 4.11 para vencer. A virada aconteceu a 3 minutos do fim. Samuel fez cinco ataques, 6.40 e ficou com a vaga nas semifinais. Ian se despediu da prova na quinta posição que valeu 4.745 pontos no ranking.

Samuel Pupo x George Pittar – Samuel encarou George Pittar na luta por uma vaga na decisão do Gold Coast Pro 2024. O australiano chegou na fase após eliminar seu conterrâneo Oscar Berry com direito a nota 8.90 pontos.

O brasileiro começou a segunda semifinal com uma atuação próxima da perfeição. Aos 3 minutos ele fez oito ataques para anotar 9.73 pontos. Um dos cinco juízes chegou a dar nota 10 pela atuação. Samuel abriu larga vantagem no placar quatro minutos depois ao conquistar mais 6.33 pontos. George, que tinha 6.50 como melhor nota, passou a buscar 9.57 para vencer.

O australiano diminuiu a diferença com 7.50 pontos, mas seguiu na necessidade de uma nota no critério excelente. O brasileiro ainda trocou de nota em sua última apresentação no duelo (6.37) e confirmou sua vaga na final.


João e Michael caem nas quartas – Além de Ian Gouveia, outros dois brasileiros caíram nas quartas de final e terminaram a etapa em quinto lugar. João competiu na primeira bateria da fase e viu o barbadiano Josh largar com um tubo que valeu 9.00 pontos. O surfista ainda colocou mais 6.83 no somatório e deixou o caminho complicado para o brasileiro. João teve como melhores noas 5.83 e 5.33 e foi eliminado.

Michael caiu na última bateia da fase para George Pittar. A disputa estava embolada, mas com vantagem para o australiano, até que perto dos 10 minutos finais o atleta deu um golpe duro no brasileiro. Ele, que já havia conquistado 7.67, pegou um tubo profundo, depois fez mais oito manobras para anotar 9.33 e deixar o brasileiro na necessidade de 17.00 para vencer. Michael ainda chegou no critério excelente com 8.50 numa atuação que também teve tubo e manobras, mas não teve mais oportunidades para reverter o resultado.


Final feminina – Erin Brooks abriu a final feminina com uma onda fraca, porém aos 5 minutos pegou uma direita da série, executou uma rasgada e duas batidas para anotar 8.00 pontos. Luana largou com 3.67 pontos.

A canadense usou a prioridade numa onda ruim e Luana entrou em ação pela segunda vez no confronto aos 15 minutos. A brazuca rasgou duas vezes, depois executou um snap, fez uma curva curta e bateu na junção, porém não completou a manobra. A nota foi 5.17 pontos e valeu a liderança, porém Erin necessitava de apenas 0.84 para mudar as posições no placar. Logo depois de mais uma escolha errada da adversária, Luana aumentou um pouco mais a diferença (1.14) com 3.97 pontos.

Erin voltou para a primeira posição aos 20 minutos. Dessa vez ela usou bem a prioridade, executou três rasgadas em sequência caiu no ataque à junção. A atuação valeu 5.90 e ela deixou Luana precisando de 8.73 pontos para ser campeã do evento.

Luana ficou no pico e usou a prioridade numa direita da série a 8 minutos do fim. A brasileira rasgou duas vezes, depois executou um snap, um cutback e mais duas batidas. Ela vibrou com a apresentação. A nota 7.40 não alterou o resultado, mas diminuiu a diferença para 6.51 pontos.

A brazuca foi em busca da virada a 5 minutos do fim. Ela não tinha a prioridade, mas achou uma direita e executou quatro manobras, porém os 4.53 pontos não entraram no somatório. Luana ainda surfou outras duas direitas, mas elas não foram boas e Erin comemorou a vitória no Gold Coast Pro pelo placar de 13.90 a 12.57 pontos.

“Estou muito feliz com a minha performance em todo o evento aqui”, destacou Luana Silva. “Só não fiquei satisfeita porque não consegui a vitória, mas estou muito orgulhosa de mim mesma, pela forma como competi durante todo o campeonato e pelo meu desempenho. Ainda temos mais 5 eventos pela frente, para conseguir o objetivo de me reclassificar para o CT. Comecei com um bom resultado e estou superfeliz com meu equipamento, então agradeço à Sharp Eye pelas pranchas incríveis que fizeram para mim esse ano”.

Essa foi a segunda vitória seguida de Erin Brooks no Challenger Series, já que ela fechou o circuito de 2023 com vitória na etapa de Saquarema. A canadense conquistou 10.000 pontos no ranking e a brasileira 7.800 pela segunda posição.

Erin chegou na decisão depois de eliminar a espanhola Nadia Erostarbe nas quartas e Isabella Nichols nas semifinais. Nas quartas o duelo foi mais parelho, mas na semi a canadense deu show e largou com uma nota 10 depois de surfar de backside um tubo longo e profundo numa direita da série. Erin ainda colocou mais 6.83 no somatório para vencer pelo placar de 16.83 a 10.63 pontos.

“É realmente muito bom vencer”, disse Erin Brooks. “A Luana fez um bom trabalho e achei que iria me vencer no final. Cometi muitos erros na bateria, então estou feliz por ter conseguido a vitória. Meus objetivos são continuar surfando bem e já estou ansiosa para o próximo evento em North Narrabeen (Sidney). As ondas lá são para a esquerda e eu prefiro surfar esquerdas. Eu passei um mês treinando meu frontside em Fiji, então espero poder ir bem lá também”.

Sobre a nota 10, Erin contou: “Esse foi, definitivamente, o melhor tubo que eu já surfei em um campeonato. Era muito maior do que eu imaginava, quando entrei na onda. Eu sabia que quem pegasse aquela onda, venceria a bateria. O tubo foi muito perfeito e estou superfeliz pela nota 10”.


O caminho de Luana até a final – Luana Silva passou pela australiana Bronte Macaulay nas quartas de final e pela também aussie Sally Fitzgibbons nas semis. Nas quartas a brasileira chegou perto do minuto final na necessidade de 6.45 para avançar na competição. Naquele momento ela usou a prioridade, executou cinco manobras e vibrou com a performance. Ela conquistou 6.50 e venceu pelo placar de 13.83 a 13.77 pontos.

Luana começou a semi com uma onda fraca, mas aos 4 minutos conquistou 8.00 pontos. Sally chegou a assumir a liderança com duas notas na casa dos 5 pontos (5.83 e 5.00). A brasileira precisava de apenas 2.83 para virar e manteve a calma. Ela surfou mais uma onda fraca, porém na quarta atuação, a 5 minutos do fim, a brazuca colocou mais 6.17 no somatório. Sally passou a buscar 8.34 para vencer. A aussie surfou pela última vez no evento a minutos do fim, marcou 6.07 e foi eliminada.


Gold Coast Pro 2024
Final masculina

Mikey McDonagh (AUS) 15.43 x 12.93 Samuel Pupo (BRA)
Semifinais

1 Mikey McDonagh (AUS) 14.66 x 11.33 Josh Burke (BAR)

2 Samuel Pupo (BRA) 16.10 x 14.00 George Pittar (AUS)

Quartas de final

1 Josh Burke (BAR) 15.83 x 11.16 João Chianca (BRA)

2 Mikey McDonagh (AUS) 15.77 x 12.77 Dakoda Walters (AUS)

3 Samuel Pupo (BRA) 12.23 x 9.93 Ian Gouveia (BRA)

4 George Pittar (AUS) 17.00 x 15.17 Michael Rodrigues (BRA)
Final feminina

Erin Brooks (CAN) 13.90 x 12.57 Luana Silva (BRA)
Semifinais

1 Erin Brooks (CAN) 16.83 x 10.63 Isabella Nichols (AUS)

2 Luana Silva (BRA) 14.17 x 11.90 Sally Fitzgibbons (AUS)

Quartas de final

1 Erin Brooks (CAN) 13.67 x 10.10 Nadia Erostarbe (ESP)

2 Isabella Nichols (AUS) 16.46 x 10.34 Macy Callaghan (AUS)

3 Luana Silva (BRA) 13.83 x 13.77 Bronte Macaulay (AUS)

4 Sally Fitzgibbons (AUS) 10.73 x 10.53 Alyssa Spencer (EUA)

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    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.

    Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto, e os modelos indicam um cenário promissor logo na abertura. A expectativa é de muito swell nos primeiros dias, embora o vento possa influenciar diretamente a qualidade das condições ao longo da etapa. Os modelos de previsão apontam ondas entre 3 e 4 metros de face na abertura da janela, com séries podendo alcançar até 5 metros. Se a previsão se confirmar, o domingo (9) pode apresentar as maiores ondas da janela de competição, com algumas séries podendo ultrapassar até mesmo os 6 metros. Apesar do tamanho das ondas, a previsão indica predominância do vento de sudeste, que costuma prejudicar a qualidade das condições em Teahupoo. Conhecido localmente como Maaramu, este vento traz consigo a estação mais seca e fria, afetando as condições de navegação e surfe na região. Na prática, isso significa um cenário de muito tamanho, mas com condições potencialmente mais difíceis para os atletas. Entre os dias 11 e 12 de agosto, a previsão sugere uma combinação mais favorável, reunindo ventos mais favoráveis, ondas ainda com bom tamanho e boas possibilidades para a realização da competição. Depois desse período, o Maraamu pode voltar a ganhar força. Para o restante da janela, o cenário ainda é instável nos modelos de previsão. Existe a possibilidade de uma nova ondulação forte durante a segunda metade do evento, mas as próximas atualizações deverão trazer uma definição mais precisa. Medina embarca para o Taiti em momento delicado Às vésperas da etapa de Teahupoo, Gabriel Medina, um dos maiores nomes da história deste evento, embarcou para o Taiti vivendo um momento delicado fora d’água. O tricampeão mundial e sua esposa Isabella Arantes perderam o filho que esperavam após a gestação não evoluir. Mesmo diante da notícia, ele seguiu viagem para o Taiti, onde disputará uma etapa importante na reta final do Championship Tour. Atual quarto colocado do ranking mundial, o tricampeão segue na disputa pelo título da temporada. Kelly Slater lidera lista de convidados da etapa A WSL confirmou Kelly Slater como convidado da etapa de Teahupoo. Dono de 11 títulos mundiais e cinco vitórias na onda taitiana, o norte-americano retorna ao CT em busca de mais um resultado expressivo em um dos palcos mais marcantes de sua carreira. Além de Slater, também foram confirmados os taitianos Eimeo Czermak e Kelia Gallina, vencedores das Tahiti Trials, seletiva local que reuniu mais de 36 surfistas. Aos 13 anos, Gallina disputará o evento principal pelo segundo ano consecutivo e tentará aproveitar a experiência adquirida em 2025. Já Czermak fará sua estreia no Championship Tour após finalmente conquistar a classificação para a etapa em sua onda de casa. Horário das chamadas As chamadas da WSL costumam acontecer por volta das 7h30 da manhã no Taiti, o que normalmente corresponde às 14h30 no horário de Brasília. Esse horário pode variar de acordo com as condições do mar. A primeira chamada acontece neste sábado (8). Chaves de baterias Masculino Round 1 Ramzi Boukhiam (MAR) × Oscar Berry (AUS)Luke Thompson (AFS) × Matthew McGillivray (AFS)Seth Moniz (HAV) × Eimeo Czermak (TAH)Eli Hanneman (HAV) × Kelly Slater (EUA) Round 2 Kauli Vaast (FRA) × Crosby Colapinto (EUA)Samuel Pupo (BRA) × Alan Cleland (MEX)Yago Dora (BRA) × Seth Moniz (HAV) ou Eimeo Czermak (TAH)Marco Mignot (FRA) × Barron Mamiya (HAV)Filipe Toledo (BRA) × Connor O’Leary (JAP)Italo Ferreira (BRA) × Luke Thompson (AFS) ou Matthew McGillivray (AFS)Liam O’Brien (AUS) × Jake Marshall (EUA)Ethan Ewing (AUS) × Joel Vaughan (AUS)Leonardo Fioravanti (ITA) × Ramzi Boukhiam (MAR) ou Oscar Berry (AUS)Morgan Cibilic (AUS) × João Chianca (BRA)Kanoa Igarashi (JAP) × Alejo Muniz (BRA)George Pittar (AUS) × Cole Houshmand (EUA)Gabriel Medina (BRA) × Eli Hanneman (HAV) ou Kelly Slater (EUA)Jack Robinson (AUS) × Callum Robson (AUS)Griffin Colapinto (EUA) × Rio Waida (IND)Miguel Pupo (BRA) × Mateus Herdy (BRA) Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC) Galeria de campeões do Tahiti Pro 1999 – Mark Occhilupo (AUS)2000 – Kelly Slater (EUA)2001 – Cory Lopez (EUA)2002 – Andy Irons (HAV)2003 – Kelly Slater (EUA)2004 – C.J. Hobgood (EUA)2005 – Kelly Slater (EUA)2006 – Bobby Martinez (EUA)2007 – Damien Hobgood (EUA)2008 – Bruno Santos (BRA)2009 – Bobby Martinez (EUA)2010 – Andy Irons (HAV)2011 – Kelly Slater (EUA)2012 – Mick Fanning (AUS)2013 – Adrian Buchan (AUS)2014 – Gabriel Medina (BRA)2015 – Jeremy Flores (FRA)2016 – Kelly Slater (EUA)2017 – Julian Wilson (AUS)2018 – Gabriel Medina (BRA)2019 – Owen Wright (AUS)2020 – Não realizada (COVID-19)2021 – Não realizada (Cancelada)2022 – Miguel Pupo (BRA)2023 – Jack Robinson (AUS)2024 – Italo Ferreira (BRA)2025 – Jack Robinson (AUS)

    Primeira chamada para etapa do Tahiti acontece sábado (8) às 14h30 (de Brasília). Previsão indica swell consistente. Medina embarca para evento e WSL divulga baterias, com Kelly Slater convidado.

    O Waves passa a oferecer, a partir de hoje, o modo Clássico de visualização da previsão de águas rasas. A novidade já está disponível na plataforma e pode ser acessada pelo botão “Clássico”, localizado na página da previsão detalhada de todos os picos. A experiência retorna preservando a forma de leitura que acompanhou gerações de surfistas, integrada ao novo Waves e com uma evolução importante: a previsão passa de sete para até 16 dias. Clique aqui para visualizar o modelo clássico Desde o lançamento da nova plataforma, recebemos centenas de mensagens com sugestões, elogios, dúvidas e críticas sobre a experiência da previsão. Cada uma delas foi lida com atenção pela nossa equipe. Afinal, ninguém conhece melhor o Waves do que quem consulta a previsão todos os dias antes de entrar no mar. Ao longo de quase três décadas, aprendemos que evoluir também significa saber ouvir. E foi justamente desse diálogo com a comunidade que nasceu a decisão de trazer de volta a visualização Clássica, ampliando as formas de acompanhar a previsão e permitindo que cada surfista escolha a experiência que faz mais sentido para ele. O Clássico evoluiu junto com o Waves Quem já utilizava a visualização Clássica vai encontrar uma experiência muito familiar. A organização das informações, os mapas, os gráficos e a forma de interpretar a previsão permanecem praticamente os mesmos, preservando a leitura que se tornou referência para milhões de surfistas ao longo dos anos. A principal novidade está no alcance da previsão. Antes limitada a sete dias, ela agora passa a oferecer informações para até 16 dias, permitindo acompanhar a evolução dos swells com muito mais antecedência e planejar viagens, sessões e expedições com uma janela muito maior. O modo Clássico também passa a fazer parte da nova plataforma do Waves e seguirá evoluindo ao lado das demais formas de visualização da previsão. Não se trata de substituir uma experiência pela outra, mas de oferecer mais opções para que cada usuário acompanhe o mar da maneira que preferir. Muito além de uma interface Embora muita gente associe o Clássico ao seu formato visual, o grande diferencial sempre esteve na tecnologia por trás da previsão. O Waves utiliza um modelo de águas rasas, desenvolvido para calcular como a energia das ondas se transforma ao se aproximar da costa. Enquanto grande parte das previsões disponíveis mostra apenas o comportamento das ondas em águas profundas, este modelo representa os processos físicos que acontecem quando as ondulações começam a interagir com o fundo do mar. É nesse momento que fatores como a profundidade, o relevo submarino, ilhas, costões e bancos de areia passam a influenciar diretamente a direção, a velocidade, o comprimento e a altura das ondas. Na prática, isso significa que um mesmo swell pode produzir condições completamente diferentes em praias separadas por poucos quilômetros. É justamente essa transformação que o modelo de águas rasas procura representar, oferecendo ao surfista uma estimativa muito mais próxima daquilo que ele realmente encontrará quando chegar ao pico. Essa tecnologia, utilizada há anos pelo Waves, nasceu da aplicação de modelos científicos originalmente desenvolvidos para estudos costeiros, obras portuárias, engenharia naval e prevenção de desastres. Adaptada ao universo do surf, tornou-se um dos principais diferenciais da previsão e ajudou o Waves a construir sua credibilidade junto à comunidade ao longo de quase três décadas. Cada surfista lê o mar de um jeito Nenhum surfista interpreta a previsão exatamente da mesma maneira. Há quem prefira uma leitura rápida, tradicional e familiar. Outros gostam de explorar gráficos, mapas, novas visualizações e recursos interativos para analisar cada detalhe das condições do mar. Por isso, o retorno do modo Clássico amplia as possibilidades da plataforma e passa a conviver com as demais experiências de visualização disponíveis no Waves. Nosso objetivo é simples: permitir que cada surfista escolha a forma como prefere acompanhar a previsão, sem abrir mão da confiabilidade que sempre esteve no centro do nosso trabalho. O compromisso continua o mesmo O mar muda todos os dias. A tecnologia também. Ao longo dos últimos 28 anos, o Waves evoluiu inúmeras vezes. Novas funcionalidades foram incorporadas, novas ferramentas surgiram e a maneira de consumir informação mudou. Mas uma coisa permaneceu exatamente igual: o compromisso de oferecer uma previsão confiável para ajudar cada surfista a tomar a melhor decisão antes de entrar na água. O retorno do modo Clássico faz parte dessa evolução. Ele preserva uma forma de visualização que marcou a história do Waves, agora integrada a uma plataforma mais completa, com novos recursos e previsão de até 16 dias. Ao longo de quase três décadas, muita coisa mudou no Waves. Mas existe algo que nunca deixaremos de buscar: a confiança de quem consulta a nossa previsão para decidir quando entrar no mar.

    Depois de ouvir a comunidade, o Waves traz de volta a visualização clássica da previsão de águas rasas, agora integrada à nova plataforma e com previsão das ondas para até 16 dias.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe volta ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, conhecida pelas ondas fortes e rápidas, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. Em cinco anos, o circuito já realizou 21 etapas, recebeu mais de duas mil inscrições e contou com mais de 700 atletas únicos de 15 nacionalidades, consolidando-se como a principal plataforma de desenvolvimento e revelação de talentos do surfe profissional na América do Sul.  Após abrir a temporada em Imbituba (SC), o Circuito passou por Ubatuba (SP) e agora chega ao Nordeste dando sequência à corrida por vagas no Challenger Series, divisão de acesso ao CT. A expectativa é reunir alguns dos principais surfistas e promessas da América do Sul em disputas de alto nível técnico nas ondas da Praia de Miami. O Rio Grande do Norte ocupa um lugar importante na história da modalidade. O estado revelou nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do CT, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones, Israel Junior e Mateus Sena. Além das disputas dentro d’água, a etapa contará também com uma programação gratuita ao público, com ativações, experiências e ações voltadas à conexão com os fãs, atletas e universo do surfe. Natal também marcou a história do evento ao ser a primeira cidade a receber a bateria especial do Festival Tamo Junto BB, em 2024, que reuniu atletas, ex-atletas e integrantes do Squad BB, como Italo Ferreira, Bob Burnquist, Tainá Hinckel, Isaquias Queiroz, Augusto Akio, Daniela Vitória, Rony Gomes e Fernando Araujo. A etapa também impulsiona o turismo e a economia local ao transformar a Praia de Miami em um ponto de encontro para atletas, equipes, profissionais da indústria, fãs e visitantes de diferentes regiões do país. Durante os dias de competição, o evento movimenta a rede hoteleira, bares, restaurantes, comércio e demais serviços da capital potiguar, reforçando Natal como um dos principais destinos do surfe brasileiro. “O Banco do Brasil acredita no poder de transformação social e econômica do esporte. O Circuito BB de Surfe cumpre o papel de abrir portas do cenário internacional para os talentos da nova geração, bem como democratiza o acesso ao esporte por meio de ativações gratuitas e promove a conscientização ambiental com as ações de preservação. Investir no surfe é reforçar o compromisso do Banco em valorizar e impulsionar o futuro do esporte brasileiro”, destaca Larissa Novais, diretora de marketing e comunicação do BB. A etapa de Natal distribuirá uma premiação total de US$60 mil, além de 4.000 pontos no ranking da WSL South America.  A disputa também será decisiva para a classificação da temporada 2026/27 da WSL South America. No feminino, Sophia Medina chega à etapa na liderança do ranking após conquistar as duas primeiras etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Imbituba (QS 6.000), em março, e Ubatuba (QS 4.000), em maio. No masculino, a corrida pela liderança também promete equilíbrio, com Luan Wood liderando o ranking, com 6.532 pontos, seguido por Heitor Mueller, com 5.728, e Jadson André, com 5.560.  “O Rio Grande do Norte faz parte da identidade do surfe brasileiro. É um estado que revelou alguns dos maiores atletas da história da modalidade e continua formando novos talentos todos os anos. Voltar a Natal com o Circuito Banco do Brasil de Surfe significa fortalecer esse legado, criar novas oportunidades para a próxima geração e aproximar ainda mais o esporte da população. É exatamente esse o propósito da WSL ao construir um calendário que percorre diferentes regiões do Brasil”, comenta Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina. O evento também mantém iniciativas de sustentabilidade por meio do programa WSL One Ocean, além do WSL Novas Ondas, projeto que aproxima a comunidade local dos atletas profissionais por meio de atividades educativas e experiências dentro do mar. Nesta temporada, o Circuito Banco do Brasil de Surfe passou a dar visibilidade a organizações e projetos dedicados à preservação da fauna local, tendo como símbolo um animal característico de cada destino do calendário. Em Natal, o animal-símbolo será o golfinho-rotador, mas a ação iniciou-se em Imbituba (SC), que destacou a baleia-franca-austral em parceria com o Instituto Australis. Já em Ubatuba (SP), o animal-símbolo foi a tartaruga-marinha, com ações desenvolvidas ao lado da Fundação Projeto Tamar voltadas à educação ambiental e à conservação da espécie.  O Circuito Banco do Brasil de Surfe é reconhecido como porta de entrada internacional do QS e principal funil rumo ao Challenger Series. No ciclo total entre 2022 e 2028, estão previstas 33 etapas, sendo 18 realizadas entre 2022 e 2025 e outras 15 programadas até 2028, um crescimento de 54% no número de eventos. Ao longo desse percurso, o circuito já passou por nove estados brasileiros, fortalecendo polos formadores de talentos.

    Etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe acontece entre 7 e 9 de agosto na Praia de Miami (RN), em disputas válidas pelo Qualifying Series (QS) 4.000 e pela corrida por vagas no Challenger Series.