Pro Pipeline

A bruxaria de John John

Veja performances impressionantes que garantiram a John John Florence as maiores marcas do Pro Pipeline na última terça-feira (7).
Pro Pipeline 2023, North Shore de Oahu, Havaí

O dono do show da terça-feira (7) no Pro Pipeline foi John John Florence. O havaiano, que mora em frente à onda sede da etapa, no Havaí, passou duas fases e deu espetáculo nas oitavas de final, quando marcou duas notas na casa dos 9 pontos, uma delas bem próxima do 10. Dia teve as 16 disputas da terceira fase, além de todas das oitavas. O formato utilizado pela WSL foi o de baterias simultâneas. Filipe Toledo, João Chianca e Caio Ibelli são os brasileiros vivos na etapa que abre o CT 2023.

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A rainha do North Shore da ilha havaiana de Oahu, Pipeline, funcionou com ondas de 1,5 metro e séries maiores, beirando os 2 metros em alguns momentos. A qualidade dos tubos variou durante o dia, porém muitos bons e profundos canudos foram surfados, sendo os dois melhores por John John na última bateria da terça-feira.

O havaiano passou pela terceira fase sem destaque, mas também sem sustos numa bateria contra o norte-americano Kolohe Andino. John John surfou sete ondas no 15º duelo do round, e suas melhores notas foram 7,83 e 5,83 pontos. A vitória foi pelo placar de 13,66 a 2,83. Nas oitavas ele subiu muito o nível.

Depois de uma onda fraca, quando não saiu de um tubo para o Backdoor, ele foi novamente para a direita, aos 18 minutos de confronto. O havaiano desapareceu dentro do tubo e demorou a sair, para espanto de muitos, inclusive do câmera da WSL que desistiu da onda. Três dos cinco juízes deram a nota máxima, e os outros dois anotaram 9,80 pontos. A nota ficou 9,93, a maior de todo o Pro Pipeline até o momento.

Oito minutos depois ele passou novamente por dentro do Backdoor para colocar mais 6,00 pontos no somatório. O adversário, Miguel Pupo, estava mal na bateria, com duas notas fracas. Então, quando restavam 11 minutos para o fim, o brasileiro surfou uma direita e marcou 7,17. Porém, logo depois, o havaiano voltou a atual com maestria de frontside, surfou um canudo e executou um aéreo reverse com perfeição. A nota foi 9,40, a segunda maior do evento. Miguel ainda pegou uma onda perto do fim (0,50), já não tinha tempo de conquistar a pontuação que precisava. John John venceu com 19,33, o maior somatório da etapa que abre o circuito da elite mundial.

“Foi emocionante e me diverti lá fora”, diz John John Florence. “Essa onda (9,93) foi interessante, ficou meio esticada, mas seguiu dando uma parede limpa, então fiz o tubo e fiquei feliz de sair. A segunda onda, parecia que ia fechar, então me inclinei para trás, passei e fiz o aéreo, então estou amarradão. Eu acho que as ondas estarão um pouco menores amanhã (quarta-feira), mas espero que dê boas ondas no Backdoor de novo, como hoje”.


Medina é eliminado – O adversário de John John nas quartas será Jack Robinson, que eliminou dois brasileiros nesta terça-feira. O primeiro foi Michael Rodrigues, na 13ª bateria da terceira fase. Jack anotou 7,83 e 6,50 pontos nas melhores performances e venceu por 14,33 a 0,97 do brasileiro. Nas quartas ele encarou Gabriel Medina.

Medina chegou nas oitavas depois de passar pelo norte-americano Jake Marshall no Round 3. A bateria foi a 14ª da fase e teve aéreo, tubo de frontside e tubo de backside. E também teve quase nota máxima. Medina fez quase de tudo no duelo e avançou com maestria para as oitavas.

O tricampeão mundial ficou ativo no início e tentou achar as rampas. Ele voou duas vezes, numa delas com um aéreo de rotação quase completa (3,83). Mas foi o adversário que completou o primeiro tubo do duelo (4,50), pro Backdoor, aos 14 minutos de disputa. Porém, um minuto depois, Medina deu o troco numa esquerda. Ele passou por dentro e ainda voou com rotação (6,17).

Gabriel Medina seguiu ativo e aos 29 minutos dropou sem as mãos na borda numa onda da série para o Backdoor. Ele sumiu no interior da direita e saiu limpo. A atuação valeu 9,33 pontos. O norte-americano passou a precisar de 9,18 pontos para vencer, e não chegou perto da nota.


Medina x Jack – Então Medina e Jack se encontraram nas oitavas de final, na sétima bateria. Os dois começaram duelando na remada, e depois pegaram ondas fracas.

A disputa ganhou corpo após a metade do tempo de 40 minutos. O australiano fez um tubo pra Pipeline, anotou 5,33 pontos e assumiu a liderança. Pouco depois Jack conquistou mais 6,17 num canudo pro Backdoor.

Medina seguiu ativo e quando restavam 12 minutos para o fim pegou um tubo longo pra Pipeline. Na saída o brasileiro ainda voou alto com rotação, porém caiu na aterrissagem. Ele precisava de 7,83 pontos para assumir a liderança e marcou 6,73.

Medina ainda fez três tentativas de conquistar os 4,77 pontos que precisava para vencer, porém as ondas foram ruins e ele acabou eliminado do Pro Pipeline.

Campeão mundial – Um dos três brasileiros que seguem de olho no troféu de campeão do Pro Pipeline é Filipe Toledo. Ele surfou bom tubo pro Backdoor, marcou 6,83 pontos e venceu com facilidade Carlos Muñoz na terceira fase. O costa-riquenho perdeu com 1,74 na soma de suas duas melhores performances na disputa.

O duelo entre eles foi o nono da terceira fase. A principal atuação da disputa aconteceu aos 7 minutos. Filipe pegou um canudo longo, limpo e profundo na direita do Backdoor. A atuação valeu 6,83 pontos. Filipe ainda surfou pra Pipe e novamente pro Backdoor, mas não completou.

Carlos Muñoz não conseguiu apresentar nada de destaque nos 40 minutos de bateria. Quando restava um minuto para o fim, quando já precisava de 7,36 pontos para vencer, o costa-riquenho botou pra dentro de um canudo pro Backdoor, mas não encontrou a saída e se despediu do evento.


Filipe x Yago – Nas oitavas o duelo de Filipe foi contra Yago Dora, brasileiro que superou o norte-americano Kelly Slater num duelo fraco de notas válido pela terceira fase.

O placar baixo de 5,66 a 2,43 pontos teve como maior nota 3,33, conquistada por Yago com um tubo rápido seguido de um aéreo reverse pra Pipeline. Kelly fez várias tentativas para o Backdoor, mas não completou nenhum canudo. O norte-americano, que defendia o título do evento, se despediu da prova com a 17ª posição.

Yago ficou ativo contra Filipinho na primeira metade da quinta bateria das oitavas, porém não conseguiu notas de destaque. As melhores atuações, ambas para Pipeline, valeram 3,50 e 3,03 pontos. Filipe não entrou em ação nos 20 minutos iniciais.

O atual campeão mundial começou a atuar logo após os 20 minutos de duelo. Ele começou indo pro Backdoor. O brasileiro estava para sair de um tubo rápido, porém optou por diminuir a velocidade da prancha para ficar mais tempo entocado e acabou caindo. Na sequência ele fez um pequeno tubo pra esquerda, marcou 3,53 e passou a necessitar de 3,00 pontos para vencer.

Yago usou a prioridade quando restavam oito minutos, porém a onda foi ruim. Logo depois Filipe foi pro Backdoor, completou o tubo, e assumiu a liderança com os 5,50 pontos recebidos. Yago voltou pro pico e pegou a prioridade. Perto do minuto final ele partiu para as manobras na esquerda, mas caiu. No último segundo Yago decolou de frontisde com rotação, mas não conseguiu os 5,53 pontos que precisava e foi eliminado.

“Eu sabia que ia ser difícil enfrentar o Yago (Dora), que sempre consegue bons resultados aqui em Pipe”, destaca Filipe Toledo. “Nós tivemos algumas trocas entre as séries e sabia que ele iria para os aéreos, então eu tinha que esperar por uma onda boa. Aí veio essa no Backdoor e o ‘foam ball’ geralmente te empurra para fora, só que nessa não, então deu tudo certo. Estou feliz por estar nas quartas de final, pois começar o ano com no mínimo um quinto lugar, é muito bom”.

João Chianca – O próximo adversário de Filipinho é João Chianca, que fez bonito nesta terça-feira. Depois de estrear no Pro Pipeline com a nota 8,50 pontos na primeira fase, o brasileiro começou ainda melhor na disputa da terceira fase. Com um tubo grosso, profundo e que teve forte baforada para a esquerda da bancada havaiana, João marcou 8,67 e pavimentou sua ida para as oitavas de final.

O 12º duelo do Round 3 foi contra Kanoa Igarashi, que ainda viu o brasileiro completar um tubo rápido pra direita e colocar mais 3,33 pontos no somatório. O japonês fez várias tentativas, porém não saiu de nenhum canudo e perdeu precisando de 12,00 pontos para vencer. Ele marcou apenas duas notas na casa de 1 pontos (1,57 e 1,30) nas suas melhores atuações. Perto do final ele ainda levou várias ondas na cabeça após mais um tubo fechado pro Backdoor.

O duelo das oitavas contra Rio Waida foi complicado. O indonésio ficou na frente do placar até os últimos nove minutos, quando o brasileiro passou por dentro do Backdoor, marcou 5,53 pontos e virou o resultado. João havia iniciado a bateria com 4,50, também com uma atuação de frontside. Rio, que tinha como melhor nota 5,27, também com uma atuação pro Backdoor, ainda fez algumas tentativas, mas não conseguiu reverter o resultado.

Ibelli supera interferência – Caio Ibelli também está nas quartas de final do Pro Pipeline. O brasileiro superou o havaiano Ezekiel Lau na sétima bateria da terceira fase, mesmo somando apenas uma onda contra duas do adversário.

Caio estava em segundo lugar até os 11 minutos finais, porém achou um tubo pra Pipeline. Ele necessitava de 4,94 pontos e anotou 5,83. Mas logo depois o brasileiro cometeu interferência. Os dois remavam juntos, então Ezekiel virou pra entrar na onda e Caio estava no caminho. Os juízes anotaram interferência, e a partir daquele momento o brazuca passou a somar apenas uma onda no placar.

Quatro minutos depois, quando restavam apenas sete, Caio achou outro tubo pro Backdoor. A onda era da série, ele ficou fundo e saiu por baixo do lip antes dela fechar totalmente. A performance valeu 7,00 pontos e o brasileiro voltou pra liderança.

Ezekiel passou a precisar de 3,51 pontos para assumir o primeiro lugar e seguir vivo na competição. Quando restavam 15 segundos ele usou a prioridade. O havaiano dropou para o Backdoor e fez um tubo fundo, porém rápido. A nota demorou a ser divulgada, mas Caio vibrou ao ouvir 3,10.

Caio x Ryan – A quarta bateria das oitavas de final, entre Caio e Ryan Callinan, estava morna até perto da metade. Naquele momento o brasileiro surfou um tubo grosso e profundo para o Backdoor, anotou 7,50 pontos e abriu boa vantagem para o adversário australiano. Porém, quando restavam 15 minutos, Ryan voltou para o jogo com um canudo para Pipeline que valeu 6.17.

O duelo entrou nos dez minutos finais com Ryan na necessidade de 4,41 pontos para vencer. Caio tinha a prioridade. Nenhuma série apareceu até o final, mas o aussie ainda fez duas tentativas, entretanto não conseguiu a virada e foi eliminado.

“Antes da bateria começar, eu tinha visto entrar altas ondas e fiquei querendo entrar logo na água”, conta Caio Ibelli. “Eu acho que tive muita sorte também, porque deixei uma onda passar achando que viria uma melhor atrás, só que isso não aconteceu. O Ryan (Callinan) pegou o tubo, mas não completou, então aí foi minha sorte. Eu estou tendo aqui um dejavu do ano passado, quando fiquei em terceiro lugar. Mas, só quero continuar fazendo o que venho fazendo. Estou feliz em estar no dia das finais de novo e espero conseguir mais um bom resultado, para começar bem a temporada”.


Baixas brasileiros – Além de Medina, Yago, Michael e Miguel, o Brasil perdeu ainda Samuel Pupo e Italo Ferreira nesta terça-feira. Samuel não conseguiu achar boas ondas na oitava bateria da terceira fase. No final ele chegou perto da virada, mas não conseguiu e ainda viu o australiano Ryan Callinan marcar 7,83 pontos num bom e profundo canudo para Pipeline.

Italo Ferreira perdeu na primeira bateria do dia, a que abriu o Round 3. O brasileiro vencia a disputa até os três minutos finais, quando o novato na elite mundial, o havaiano Ian Gentil, achou dois tubos numa onda pro Backdoor, conquistou uma nota um pouco superior a que precisava e venceu.

A primeira metade do duelo foi fraco, com os dois surfistas não conseguindo completar tubos para a esquerda. A melhor atuação até aquele momento foi com manobras. O brasileiro voou duas vezes numa onda pequena pra Pipe e anotou 2,50 pontos.

Quando a bateria chegou nos 15 minutos finais, enfim, um tubo inteiro foi surfado. Italo dropou, acelerou e entrou por trás do canudo. Ele ficou fundo na onda e na saída ainda executou um cutback e uma batida na parte pequena da esquerda. A performance valeu 5,53 pontos.

Na necessidade de 6,36 pontos para alterar o resultado, Ian Gentil segurou a prioridade. Ele entrou em ação pro Backdoor quando restavam três minutos para o fim. O havaiano botou pra dentro da direita e saiu meio embolado com a espuma, mas ainda teve tempo de acelerar e surfar outro canudo. A nota 6,50 levou o havaiano para a liderança. Italo surfou a mesma onda, mas pra esquerda, porém vacou.

O brasileiro ainda teve uma última chance nos segundos finais, porém não completou o tubo pra Pipeline e se despediu do evento.

Próxima chamada – A próxima chamada para o Pro Pipeline acontece nesta quarta-feira (8), às 14h45 (de Brasília).

Previsão das ondas – De acordo com a previsão das ondas do site MagicSeaWeed, o sweel continuará de Noroeste, e praticamente com o mesmo tamanho, porém o período cai de 15 para 14 / 13. O vento lateral / terral está previsto para soprar forte. São grandes as chances desse ser o dia das finais do Pro Pipeline.

Pro Pipeline 2023
Round 3 Masculino

1 Ian Gentil (HAV) 7,97 x 7,83 Italo Ferreira (BRA)

2 Jordy Smith (AFR) 13,00 x 1,74 Nat Young (EUA)

3 Leonardo Fioravanti (ITA) 13,00 x 1,00 Griffin Colapinto (EUA)

4 Callum Robson (AUS) 7,44 x 6,10 Jackson Baker (AUS)

5 Liam O’Brien (AUS) 10,17 x 9,83 Ethan Ewing (AUS)

6 Seth Moniz (HAV) 10,26 x 6,94 Barron Mamiya (HAV)

7 Caio Ibelli (BRA) 7,00 x 6,60 Ezekiel Lau (HAV)

8 Ryan Callinan (AUS) 13,16 x 8,76 Samuel Pupo (BRA)

9 Filipe Toledo (BRA) 7,83 x 1,74 Carlos Muñoz (CRI)

10 Yago Dora (BRA) 5,66 x 2,43 Kelly Slater (EUA)

11 Rio Waida (IDN) 13,60 x 8,03 Connor O’Leary (AUS)

12 João Chianca (BRA) 12,00 x 2,87 Kanoa Igarashi (JAP)

13 Jack Robinson (AUS) 14,33 x 0,97 Michael Rodrigues (BRA)

14 Gabriel Medina (BRA) 15,50 x 10,83 Jake Marshall (EUA)

15 John John Florence (HAV) 13,66 x 2,83 Kolohe Andino (EUA)

16 Miguel Pupo (BRA) 13,00 x 12,14 Maxime Huscenot (FRA)

Oitavas de final

1 Jordy Smith (AFR 13,50 x 9,10 Ian Gentil (HAV)

2 Leonardo Fioravanti (ITA) 10,83 x 1,86 Callum Robson (AUS)

3 Liam O’Brien (AUS) 7,53 x 3,90 Seth Moniz (HAV)

4 Caio Ibelli (BRA) 10,57 x 9,47 Ryan Callinan (AUS)

5 Filipe Toledo (BRA) 9,03 x 6,53 Yago Dora (BRA)

6 João Chianca (BRA) 10,03 x 8,20 Rio Waida (IDN)

7 Jack Robinson (AUS) 11,50 x 10,40 Gabriel Medina (BRA)

8 8 John John Florence (HAV) 19,33 x 7,67 Miguel Pupo (BRA)
Quartas de final

1 Jordy Smith (AFR x Leonardo Fioravanti (ITA)

2 Liam O’Brien (AUS) x Caio Ibelli (BRA)

3 Filipe Toledo (BRA) x João Chianca (BRA)

4 Jack Robinson (AUS) x John John Florence (HAV)

Semifinais Femininas

1 Lakey Peterson (EUA) x Tyler Wright (AUS)

2 Carissa Moore (HAV) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

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    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta quarta-feira (16) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.