Pro Bells Beach

Brasil com time completo

Todos os brasileiros da categoria masculina chegam ilesos na terceira fase do Pro Bells Beach. Michael Rodrigues é o melhor brazuca no dia de disputas em Winkipop.
Pro Bells Beach 2023, Victoria, Austrália

O Pro Bells Beach começou nesta quinta-feira (6) após dois dias de adiamentos devidos às fracas condições para o surfe. As disputas aconteceram em direitas com cerca de 0,5 a 1 metro no pico australiano de Winkipop, vizinho ao palco principal. As 12 baterias da primeira fase masculina foram realizadas e todos os brasileiros garantiram vagas no Round 3. O destaque brazuca no dia foi Michael Rodrigues.

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Michael Rodrigues ficou muito ativo na oitava bateria, porém a maioria das ondas que pegou foi ruim. Os adversários estavam mais encaixados com Winkipop. O sul-africano Jordy Smith soltou três manobras logo no início do confronto e abriu com 6.50 pontos. Já o australiano Callum Robson encontrou duas ondas mais longas, bateu forte e também rasgou para anotar 6.33 e 5.60.

O brasileiro voou alto aos 12 minutos de confronto. Com 5.17 pontos ele foi para o segundo lugar, porém Jordy precisava de pouco (2.34). O sul-africano marcou 3.03 aos 18 minutos e jogou Michael para a última posição, precisando de 4.37 para garantir vaga no Round 3.

Michael usou a prioridade quando restavam sete minutos para o fim. Ele executou três batidas em sequência, marcou 6.97 pontos e foi para a liderança. Em último, o sul-africano pegou a prioridade e ficou de olho numa onda que desse oportunidade de marcar no mínimo 5.43.

Jordy surfou quando restavam dois minutos. Ele começou a apresentação com uma batida um pouco atrasada, seguida de uma rasgada curta, porém forte, um cutback e uma batida na junção. O brasileiro entrou na onda seguinte da mesma série e decolou alto com rotação completa. Michael ainda tentou um segundo aéreo, porém caiu. Jordy anotou 5.97 pontos e foi pra liderança, mas Michael somou mais 7.50, voltou para a primeira posição e venceu a disputa. Callum acabo caindo para o terceiro lugar e precisará encarar a repescagem.

“Foi bem difícil o início da bateria, porque eu estava com um plano na cabeça, mas tudo mudou. As ondas mudaram, então tive que me adaptar e estou muito feliz que no final deu tudo certo”, disse Michael Rodrigues. “Foi difícil manter o foco na bateria, com tantas opções de ondas para escolher onde surfar aqui em Winkipop. Eu prefiro Bells, mas essa onda é boa também, minhas pranchas estão ótimas, então é ficar pronto para surfar o que vier”.


Dobradinha brazuca – A outra vitória masculina do Brasil no dia aconteceu no décimo confronto. A disputa começou com Jake Marshall surfando uma onda pequena, mas longa. O norte-americano executou algumas manobras e anotou 4.50 pontos. Yago Dora não teve um bom início, mas na terceira direita, uma pequena, ele fez três manobras linkadas e marcou 4.00. Samuel Pupo abriu com 2.50. Pouco antes do fim do primeiro terço do duelo ele pegou uma onda da série. fez quatro manobras fortes e marcou 8.00 para assumir a liderança.

A bateria chegou na metade com Samuel em primeiro e Yago em segundo. Em último, Jake precisava de apenas 2.87 pontos para avançar. O norte-americano usou a prioridade numa série quando restavam 14 minutos para o término da bateria. As principais manobras foram duas batidas. Yago também surfou e fez ataques agressivos e verticais. Jake marcou 5.50 e Yago aumentou a diferença com 6.33.

A disputa entrou nos dez minutos finais depois que Samuel trocou de nota duas vezes. A quinta performance dele valeu 4.07 pontos e logo depois o brasileiro tirou essa do somatório para colocar 5.00, após voar com reverse e bater numa onda pequena. Yago permanecia em segundo lugar, e Jake necessitava de 4.84 para chegar na terceira fase. O norte-americano pegou uma onda ruim e Yago deu show. O brazuca fez uma rasgada forte e voou jogando a rabeta acima da crista da onda. A atuação valeu 7.50 e a liderança do confronto.

Samuel voltou a trocar de nota, mas não saiu do segundo lugar, porém deixou Jake precisando de 8.17 pontos para avançar. Samuel ainda tentou virar pra cima de Yago perto do final, mas não conseguiu. O tempo acabou, os brasileiros avançaram e o norte-americano caiu para a repescagem.

Caio Ibelli – O primeiro brasileiro classificado para a terceira fase do Pro Bells Beach foi Caio Ibelli. Ele estreou na terceira bateria do evento e ficou em segundo lugar. O vencedor foi o australiano Ryan Callinan. Ezekiel Lau, do Havaí, caiu para a repescagem.

Ryan Callinan começou forte. O australiano encaixou boas manobras de backside nas suas duas ondas iniciais, marcou duas notas na casa dos cinco prontos (5.83 e 5.33) e abriu vantagem para os adversários. Ezekiel Lau ficou ativo, e depois de três ondas fracas anotou 4.07 e 4.03 pontos. Caio entrou no jogo aos 17 minutos. O brasileiro executou um floater e duas batidas fortes para marcar 5.17 e assumir a segunda posição.

O aussie subiu o nível perto do último terço do confronto. Com manobras verticais., Ryan colocou 7.00 pontos no somatório e abriu vantagem no placar. Ezekiel foi em busca dos 4.78 que precisava para assumir a segunda posição. O havaiano não teve tanto espaço para manobras na onda, mas terminou a atuação com um aéreo reverse. Caio tentou dar o troco logo depois. Ezekiel foi pra segundo com 6.27 e o brasileiro não conseguiu os 5.18 que precisava para sair do terceiro lugar.

Caio virou perto dos cinco minutos finais. Ele fez duas curvas e outras três manobras mais contundentes para anotar 5.77 pontos. Com isso ele pulou para a segunda posição. Ezekiel passou a necessitar de 4.67. O havaiano segurou a prioridade e fez o uso dela quando restavam dois minutos. Ele fez algumas manobras, mas nada de expressivo, e a nota 3.87 não mudou sua situação na bateria.

Vice-líder – João Chianca não teve vida fácil na estreia do Pro Bells Beach. O vice-líder do ranking competiu na quarta bateria do evento, e só conseguiu garantir a vaga na terceira fase com atuação no minuto final. Dylan Moffat venceu o duelo e Matthew McGillivray caiu para a repescagem.

Os três surfistas começaram com notas parecidas, porém João largou melhor, com 5.67 pontos. Mas Dylan Moffat, convidado para a etapa, fez um bom trabalho em Winkipop no final do primeiro terço do confronto. O australiano encaixou manobras verticais em sequência e colocou a nota 8.00 no somatório.

Matthew virou pra cima de João quando restavam 11 minutos para o fim. O sul-africano necessitava de 3.51 pontos para tirar a vaga do brasileiro. Ele entrou em ação e a manobra de destaque foi um aéreo reverse. A performance valeu 5.67 e o brazuca passou a buscar 5.18 para evitar a repescagem.

João ficou com a prioridade e só fez o uso dela no último minuto. Ele executou uma batida, uma rasgada e uma pancada chutando a rabeta com reverse. Com a atuação ele marcou 6.00 pontos, pulou para o segundo lugar e garantiu vaga na terceira fase do Pro Bells Beach.

“Pois é, estou chegando aqui em segundo lugar no ranking e as pessoas já criam expectativas, então estou tentando lidar com essa pressão”, disse João Chianca. “A bateria foi complicada. Eu preferi esperar por ondas melhores e mais consistentes, só que não entraram muitas ondas, mas estou preparado para tudo. Vi que as séries estavam demorando e fiquei rezando por mais uma oportunidade. Por sorte, a onda veio no final e consegui a nota que precisava. É incrível saber que já passei do corte e acho que estou colhendo os resultados de todo trabalho que fiz desde o ano passado”.

Atual campeão – Filipe Toledo começou bem sua defesa de título do Pro Bells Beach. O campeão mundial de 2022 participou da quinta bateria do evento e garantiu vaga no Round 3 ao terminar em segundo lugar. Owen Wright venceu e Ian Gentil caiu para a repescagem.

O havaiano Ian Gentil foi o único a surfar nos dez minutos iniciais. Ele pegou três ondas e marcou 4.33 e 2.33 pontos nas melhores. Owen largou com 6.17 no início do segundo terço da bateria, e logo depois Filipe colocou 5.17 no somatório numa onda que não foi boa, mas que ele fez algumas curvas fortes, em alta velocidade, além de uma batida na junção chutando a rabeta.

Owen, que participa de sua última competição antes da aposentadoria, seguiu fazendo um bom trabalho de backside. Ele marcou outra nota na casa dos seis pontos (6.67) e pegou a liderança. Enquanto Filipe esperava uma boa oportunidade, Ian seguia ativo e melhorou sua situação no duelo com 4.83 pontos.

Filipe chegou nos sete minutos finais precisando de 3.39 pontos para avançar. Ele entrou em ação, mas cometeu um erro e caiu da prancha. Dois minutos depois o campeão mundial voltou a performar. Dessa vez ele fez boas curvas e bateu forte na junção. A nota 5.47 o colocou no segundo lugar e deixou Ian na necessidade de 6.41 para sair da última posição.

O havaiano pegou a prioridade depois que o australiano entrou em ação numa onda fraca. Ian atuou quando restavam três minutos. Ele fez duas curvas rápidas, sem muita expressão, e decolou, sem muita altura. Ele voltou a atuar antes da divulgação da nota e voou novamente. A primeira nota (5.53) diminuiu a diferença para 5.72 pontos e a segunda (4.30) não alterou sua situação no confronto. Owen venceu e Filipe avançou em segundo lugar.

“Está sendo especial para mim esse evento esse ano. É legal estar defendendo o título mundial e a vitória aqui no ano passado, ainda ter na bateria o Owen (Wright) no último evento dele, é realmente muito especial”, disse Filipe Toledo. “Tem sido tudo incrível e estou muito feliz. Me sinto abençoado por fazer o que eu amo e por continuar até o final da temporada, agora que já passei pelo corte. Quero seguir surfando bem, manter o ritmo, para chegar entre os top-5 no final e me classificar para as Olimpíadas. Esses são os objetivos”.

Italo quer o bi – A sétima bateria do Pro Bells Beach colocou na água Italo Ferreira, o norte-americano Kolohe Andino e o australiano Connor O’Leary. Os três começaram o evento australiano com notas na casa dos 5 pontos.

Italo, de backside em Winkipop, estava ágil e com um surfe vertical. Kolohe, de frontside, achou algumas seções para executar rasgadas alongadas e invertendo a prancha. Ele também acertou batidas retas e aéreos. Connor, também de backside, era outro que emendava uma manobra na outra.

O duelo chegou na metade com Kolohe na frente e Italo em segundo. O norte-americano tinhas as notas 5.97 e 5.67 pontos. Já o brasileiro havia marcado 5.47 e 5.33 nas melhores atuações. Ele precisava de 6.17 para assumir a liderança. Connor estava em último, e necessitava de 5.57 para evitar a repescagem.

Os últimos 15 minutos da bateria tiveram pouca ação. O vento maral começou a estragar a formação das ondas, e os surfistas não encontraram direitas com potencial para boas notas. Kolohe venceu e avançou com Italo para a terceira fase. Connor terá uma nova chance na repescagem. O brasileiro venceu o Pro Bells Beach em 2018 e segue vivo na busca pelo bicampeonato.

Medina e o melhor do dia – Gabriel Medina também está garantido na terceira fase do Pro Bells Beach. A classificação não aconteceu com vitória, mas o segundo lugar valeu a vaga. O japonês Kanoa Igarashi venceu com o maior somatório do dia entre os homens, e o australiano Liam O’Brien caiu para a repescagem.

O brasileiro começou forte a 11ª disputa. O tricampeão mundial entrou numa onda e procurou partes boas para manobrar. A melhor seção foi uma rampa que ele utilizou para voar alto com rotação completa e aterrissagem perfeita. A nota foi 8.00 pontos. Logo depois Kanoa Igarashi mostrou que não estava de brincadeira. O japonês executou uma rasgada curta, seguida de outra melhor, com invertida na direção da prancha. Depois ele bateu chutando a rabeta e voou com reverse. A performance valeu 8.17.

O australiano Liam O’Brien tentava se manter no jogo, mas Medina e Kanoa estavam num ritmo diferente. O brasileiro trocou de nota duas vezes (4.50 e 5.00), e o japonês voltou a soltar as manobras para colocar mais 7.70 pontos no somatório.

Liam, que tinha 6.00 pontos na melhora apresentação, colocou mais 6.43 no somatório e diminuiu a diferença para Medina (6.58). O brasileiro precisava de 7.88 para assumir a liderança. Perto do fim o japonês voltou a aprontar, soltando novamente as manobras com agilidade e força para anotar 8.23 para vencer com o maior somatório do dia entre os homens, 16.40.

Líder vence na estreia – O primeiro colocado no ranking venceu pela primeira fase do Pro Bells Beach. O australiano Jack Robinson surfou em alta velocidade e decolou. Ele venceu com as três maiores notas do confronto (6.33, 6.23 e 6.13). O norte-americano Kelly Slater e o australiano Xavier Huxtable, convidado para a etapa, brigaram pela segunda posição.

Depois de algumas viradas entre os dois, Xavier entrou em ação nos últimos segundos e tomou o segundo lugar de Kelly, que caiu para a repescagem.


Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Pro Bells Beach acontece na manhã desta sexta-feira (7) na Austrália, início de noite de quinta no Brasil, às 18h15 (de Brasília).

A previsão oficial das ondas, feita pelo Surfline, indica que as ondas diminuirão de 4 a 5 pés de face para 3 a 4 pés. Com o passar das horas as direitas ficam ainda menores, com 2 a 3 pés. O vento esperado é um lateral / terral pela manhã, e lateral / maral a tarde. No dia seguinte as direitas aumentam para 3 a 4 pés pela manhã, subindo para 4 a 6 pés ao longo da tarde. O vento pode soprar de lateral / terral nas primeiras horas do dia, e lateral a tarde.

Pro Bells Beach 2023
Round 1 Masculino

1 Ethan Ewing (AUS) 14.50 x Nat Young (EUA) 11.43 x Carlos Muñoz (CRI) 8.54

2 Griffin Colapinto (EUA) 15.66 x Seth Moniz (HAV) 11.03 x Maxime Huscenot (FRA) 10.37

3 Ryan Callinan (AUS) 13.27 x Caio Ibelli (FRA) 10.94 x Ezekiel Lau (HAV) 10.34

4 Dylan Moffat (AUS) 12.33 x João Chianca (BRA) 11.67 x Matthew McGillivray (AFR) 10.84

5 Owen Wright (AUS) 12.84 x Filipe Toledo (BRA) 11.24 x Ian Gentil (HAV) 10.36

6 Jack Robinson (AUS) 12.56 x Xavier Huxtable (AUS) 11.50 x Kelly Slater (EUA) 9.60

7 Kolohe Andino (BRA) 11.64 x Italo Ferreira (BRA) 10.80 x Connor O’Leary (AUS) 10.00

8 Michael Rodrigues (BRA) 14.47 x Jordy Smith (AFR) 12.47 x Callum Robson (AUS) 11.93

9 Jackson Baker (AUS) 13.00 x Leonardo Fioravanti (ITA) 11.37 x Rio Waida (IDN) 10.60

10 Yago Dora (BRA) 13.83 x Samuel Pupo (BRA) 13.67 x Jake Marshall (EUA) 10.00

11 Kanoa Igarashi (JAP) 16.40 x Gabriel Medina (BRA) 13.00 x Liam O’Brien (AUS) 12.43

12 John John Florence (HAV) 16.26 x Morgan Cibilic (AUS) 12.17 x Barron Mamiya (HAV) 12.10

Round 2

1 Callum Robson (AUS) x Liam O’Brien (AUS) x Ezekiel Lau (HAV)

2 Rio Waida (IDN) x Barron Mamiya (HAV) x Maxime Huscenot (FRA)

3 Connor O’Leary (AUS) x Kelly Slater (EUA) x Carlos Muñoz (CRI)

4 Matthew McGillivray (AFR) x Ian Gentil (HAV) x Jake Marshall (EUA)

Round 1 Feminino

1 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 13.07 x Sophie McCulloch (AUS) 11.93 x Caitlin Simmers (EUA) 11.24

2 Molly Picklum (AUS) 13.73 x Macy Callaghan (AUS) 13.50 x Johanne Defay (FRA) 13.16

3 Carissa Moore (HAV) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 13.66 x Kobie Enright (AUS) 12.57

4 Caroline Marks (EUA) 15.83 x Isabella Nichols (AUS) 13.04 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 9.40

5 Sally Fitzgibbons (AUS) 16.57 x Gabriela Bryan (HAV) 13.73 x Tyler Wright (AUS) 12.17

6 Stephanie Gilmore (AUS) 16.16 x Courtney Conlogue (EUA) 12.06 x Brisa Hennessy (CRI) 11.50

Round 2

1 Caitlin Simmers (EUA) x Brisa Hennessy (CRI) x Kobie Enright (AUS)

2 Tatiana Weston-Webb (BRA) x Tyler Wright (AUS) x Johanne Defay (FRA)

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    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.