Open J-Bay 2025

Quatro brasileiros nas oitavas

Yago Dora é destaque neste sábado (12) no Open J-Bay 2025 e avança com mais três brasileiros às oitavas da etapa sul-africana do CT.
Open J-Bay 2025, Jeffreys Bay, África do Sul

Yago Dora foi um dos grandes nomes deste sábado (12) no Open J-Bay 2025. Ele conquistou a segunda maior nota do evento (9.33) sul-africano do CT, e venceu pela primeira fase com o terceiro maior somatório do dia (15.83). Yago avançou às oitavas de final junto com Filipe Toledo, Italo Ferreira e João Chianca. Próxima chamada acontece na madrugada deste domingo (13), às 2h15 (horário de Brasília).

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A previsão indicava condições muito melhores que as vistas neste sábado. As disputas foram realizadas em ondas de 1 a 1,5 metro com séries maiores em Jeffreys Bay. Pela manhã o vento soprou de terral/lateral e na parte da tarde o maral estragou a formação das ondas. As baterias do primeiro round do masculino foram realizadas com 30 minutos de duração. A repescagem do feminino teve 35 minutos e a mesma fase do masculino aconteceu no formato de duelos simultâneos com 40 minutos cada.

Yago voa alto – O sul-africano chegou do céu, mas quem voou alto na terceira bateria deste sábado foi Yago. O brasileiro deu espetáculo na terceira bateria dos homens no Open J-Bay 2025 e garantiu vaga nas oitavas de final da prova sul-africana do circuito Championship Tour. Matthew McGillivray, que pousou de paraquedas na praia pouco minutos antes do início do confronto, terminou em segundo lugar e caiu para a repescagem junto com o japonês Connor O’Leary (3º). Disputa de 30 minutos aconteceu aconteceu neste sábado (12) em séries de direitas com de 1 a 1,5 metro penteadas pelo vento lateral/terral em Jeffreys Bay.

Yago pegou sua primeira onda logo após Connor cair da prancha na primeira atuação (0.40). Aos quatro minutos o brasileiro acelerou até achar uma seção aberta. Ele fez três manobras sem muito brilho, mas a quarta foi uma forte batida. Depois ele subiu na crista para um floater, mas caiu na volta da manobra. A atuação valeu 4.83 pontos.

O brasileiro deu espetáculo aos oito minutos. Como tinha a terceira prioridade, Yago optou por ficar embaixo do pico, um pouco distante dos adversários. Ali ele achou uma direita sozinha e após quatro rasgadas acelerou para voar alto. Yago executou uma rotação completa antes de aterrissar com segurança. A performance valeu 9.33 pontos.

Os adversários não ameaçaram a liderança do brasileiro em nenhum momento da disputa. Eles, que já precisavam de pontuações altas, levaram mais um golpe de Yago a dez minutos do fim. O brazuca fez uma série de ataques para trocar 4.83 por 6.50 e praticamente confirmar a vitória. Connor ainda fez sua melhor atuação no confronto, mas os 5.07 não foram suficientes para ele sair da última posição. O japonês e o sul-africano (2º) caíram para a repescagem. O próximo adversário de Yago é João Chianca.

“Eu fiquei meio assustado de acertar a rampa, porque a onda estava pesada e eu estava com muita velocidade”, contou Yago. “Tive a melhor sensação do surfe, simplesmente flutuando no ar e aterrissando na parte rasa. Dá para ser realmente criativo nessa onda, a onda é perfeita, mas as linhas estão sempre mudando um pouco, então ela ainda é imprevisível e você precisa se adaptar rápido”.

Filipe também evita a repescagem – O brasileiro com mais títulos na África do Sul também estreou com vitória no Open J-Bay 2025. Tricampeão (2017, 2018 e 2023) da prova, Filipe Toledo começou muito bem a última disputa da primeira fase do masculino. A vitória parecia encaminhada, porém os adversários reagiram e colocaram pressão no brazuca, mas Filipe saiu da água vitorioso.

O brasileiro largou com 4.17 pontos. Logo no início ele executou três manobras e errou a quarta. Aos cinco minutos ele surfou novamente e foi melhor. O brasileiro pegou um tubo na primeira seção, depois fez mais seis ataques. A atuação valeu 6.33 pontos. Barron e Alan chegaram na metade do confronto precisando de notas na casa dos sete pontos, mas logo depois a situação piorou pra eles. O brasileiro anoutou 7.17 pontos aos 16 minutos com cinco manobras.

O mexicano e o havaiano reagiram a 12 minutos do fim. Alan soltou as manobras para anotar 7.63 pontos. Barron manobrou duas vezes antes de surfar um tubo longo e profundo. Ele saiu, comemorou e acertou mais uma batida. A performance valeu 8.33 pontos. Os dois chegaram nos minutos finais na busca de notas na casa dos cinco pontos.

Filipe atuou, mas não mexeu no placar com 5.97 pontos. Barron atuou sem a prioridade a três minutos do fim. Ele buscava 5.17 para vencer, mas errou o quarto ataques e os 2.93 pontos não alteraram sua situação no confronto. Alan optou por ficar no pico com o direito de escolha, porém nenhuma outra onda apareceu em Jeffreys Bay até o fim da bateria e ele caiu para a repescagem com a terceira colocação. Filipe venceu e volta a enfrentar Barron no Open J-Bay 2025, agora nas oitavas de final.


Italo e João caem, mas se recuperam – A categoria masculina do Open J-Bay 2025 não começou bem para o Brasil. Poucas ondas apareceram na bateria de 30 minutos e o norte-americano Jake Marshall pegou a melhor para sair da água vitorioso. Italo Ferreira ficou em segundo lugar e caiu para a repescagem junto com o havaiano Seth Moniz.

Italo pegou as duas primeiras ondas do dia. Ele largou com 0.43 e aos oito minutos encaixou oito manobras para colocar 5.33 no somatório. Jake respondeu no minuto seguinte com uma direita da série. O norte-americano trabalhou para chegar numa seção limpa e depois executou seis ataques para largar com 7.83 pontos.

Nenhuma série com boas ondas apareceu até o final da bateria. Seth ficou mais ativo, tentou decolar, mas não teve sucesso e sua melhor atuação na disputa valeu 2.27 pontos. Italo só surfou mais uma direita. A atuação aconteceu no minuto final. Ele buscava 3.24 para avançar, porém a direita foi ruim (0.77). Jake também não fez nada de importante até o término, mas a primeira atuação valeu a vaga nas oitavas de final. Italo (2º) e Seth (3º) caíram para a primeira fase eliminatória do Open J-Bay 2025.

Italo supera Round 2 – Italo Ferreira superou a repescagem com vitória em cima do sul-africano Matthew McGillivray. O brasileiro venceu com as cinco maiores notas da disputa.

O brasileiro conquistou duas notas na casa dos cinco pontos nos dez minutos iniciais (5.17 e 5.33). Já o sul-africano só tinha 0.33 no somatório. Enquanto Matthew seguia sem conexão com Jeffreys Bay, Italo trocou de nota aos 15 minutos. Ele rasgou, bateu, fez outra curva e fechou a performance com forte ataque vertical. A atuação valeu 6.60 e deixou Matthew na busca de no mínimo 9.16 para avançar no Open J-Bay 2025.

A situação de Mattew piorou aos 25 minutos. Italo executou potentes manobras para colocar mais 6.93 no somatório e disparar na frente. O sul-africano ficou ativo na busca dos 9.93 que precisava. A dez minutos do fim ele conquistou sua melhor nota na disputa com três batidas. Com 5.10 no placar ele diminuiu a diferença para 8.43 pontos. Ele ainda mexeu no placar mais uma vez com 4.10, mas acabou eliminado. Italo encara o japonês Connor O’Leary nas oitavas de final.


Jack vence João e Miguel – A sétima bateria da primeira fase do Open J-Bay 2025 teve dois brasileiros, mas quem levou a melhor foi um australiano. Jack Robinson surfou dois tubos na mesma onda, saiu da última para a primeira posição nos últimos minutos e colocou João Chianca (2º) e Miguel Pupo (3º) na repescagem.

Jack abriu a disputa com duas notas baixas. João respondeu aos sete minutos. Ele rasgou, executou um layback, surfou um tubo e fechou a performance com floater. A nota foi 6.00 pontos. Miguel surfou dois minutos depois e com duas batidas conquistou 4.83 pontos. O aussie atuou na sequência e acertou um Alley Oop para anotar 6.83 e embolar o confronto.

Miguel assumiu a liderança aos 12 minutos. Jack entrou na onda, mas o brasileiro usou o direito de escolha e fez o bloqueio. Ele acertou fortes e verticais ataques para inserir 7.23 pontos no somatório. João deu o troco cinco minutos depois. O atleta usou a prioridade e executou sete manobras. O brazuca buscava 5.24 para liderar e anotou 6.90 pontos.

João ficou ativo nos minutos finais, mas não mexeu no placar. Jack usou a prioridade numa onda, mas errou quase tudo que tentou. Ele insistiu e a três minutos do término surfou dois tubos e executou forte rasgada. Ele precisava de 6.08 para assumir a liderança e conquistou 8.00 pontos. João (2º) e Miguel (3º) não conseguiram reagir e caíram para a repescagem.


João supera Joel – João superou a repescagem com vitória em cima do australiano Joel Vaughan. Eles abriram a disputa com notas baixas, mas aos três minutos eles chegaram na casa dos cinco pontos. O australiano bateu duas vezes, antes de rasgar e executar um layback. A nota foi 5.50 pontos. João abriu a apresentação com um floater, depois rasgou e acertou forte pancada para anotar 5.00 pontos. Na sequência Joel trocou de nota duas vezes. Primeiro colocou 3.33 no somatório e depois 3.70, nota que deixou o brasileiro na busca de 4.21 para vencer.

O brazuca assumiu a liderança na metade do confronto. Os dois surfaram na mesma série e João foi primeiro. Ele escalou, depois passou uma seção com floater, rasgou e bateu duas vezes. A atuação valeu 6.00 pontos. Joel mexeu no placar com 4.23, mas não mudou sua situação na bateria.

João ficou ativo no final, mas não alterou o somatório. Joel usou a prioridade perto do último minuto e acertou três batidas. Ele buscava 5.51 para vencer. A nota demorou cerca de dez minutos para ser divulgada e os 5.27 pontos não foram suficientes para a virada.

Miguel perde para Marco – Não deu para Miguel Pupo na repescagem do Open J-Bay 2025. O brasileiro encarou o francês Marco Mignot e perdeu pelo placar de 12.23 a 8.80 pontos. Com o resultado Miguel se despediu da etapa sul-africana do CT em 17º lugar.

Miguel começou com 2.50 e Marco com 3.33 pontos. O brasileiro subiu um pouco o nível aos quatro minutos. Ele executou três batidas antes de cair na volta de um floater. A atuação valeu 4.67 pontos. O francês assumiu a liderança aos nove minutos. Marco rasgou, bateu e fez outra curva antes de cair num ataque em que jogou a rabeta acima do lip. Com 4.33 ele deixou Miguel na caça de 2.99 para vencer.

Marco trocou as notas na sequência. Aos 23 minutos conquistou 6.00 pontos e aos 30 botou mais 6.23 no placar. Miguel tentou responder, mas as três manobras valeram 4.13 pontos, nota que não mudou sua situação no confronto. O francês ainda atuou mais uma vez, porém não mexeu no placar. Miguel ficou no pico na espera de uma boa oportunidade para conquistar os 7.56 que precisava, porém ela não apareceu e ele foi eliminado.

Kanoa coloca Alejo na repescagem – A segunda bateria do Round 1 masculino foi vencida por Kanoa Igarashi. O japonês dominou o confronto com melhor escolha de onda e melhores manobras. Vitória foi em cima de Alejo Muniz (2º) e do australiano Joel Vaughan (3º).

O duelo começou quente. Kanoa largou com nota fraca, mas atuou novamente logo depois. O japonês conquistou 5.83 pontos. Alejo acertou três manobras para colocar 4.00 no somatório e Joel fez uma série de rasgadas e tentou voar no final, mas errou o Alley Oop e começou com 4.40 pontos. O brasileiro colocou outra nota na casa dos quatro pontos (4.10) no placar aos 12 minutos numa atuação que teve pequenos erros e a última manobra incompleta (caiu da prancha numa batida). O australiano também surfou na série, mas achou espaço para apenas uma manobra (2.67).

Kanoa pegou duas ondas aos 15 minutos. O atleta usou a prioridade e caiu na primeira manobra, mas conseguiu pegar outra direita da mesma série. O japonês executou quatro ataques para assumir a liderança com 6.50 pontos. O brasileiro ensaiou uma reação a 12 minutos do fim com 4.73, mas permaneceu em segundo lugar. Na atuação ele voltou a errar a última manobra. Alejo passou a buscar 7.60 para avançar. Joel seguiu na terceira posição. O aussie não encontrava ondas que oferecessem várias seções boas para manobras.

Na liderança, o japonês praticamente confirmou a vitória a três minutos do fim. Ele usou a prioridade e conquistou a maior nota do confronto. Kanoa iniciou a performance com uma escalada, depois rasgou, bateu passando as quilhas por cima da crista, executou dois ataques já pensando na seção seguinte, rasgou, surfou um tubo espremido e fechou a apresentação com batida. O surfista do Japão anotou 7.33 pontos e deixou os adversários precisando de mais de 9 pontos. Eles não mexerem mais no placar. Alejo (2º) e Joel (3º) caíram para a repescagem.

Griffin elimina Alejo – Alejo competiu na quinta bateria da repescagem masculina e perdeu para Griffin Colapinto. O norte-americano começou ativo, mas suas duas atuações iniciais foram ruins. Logo depois, aos três minutos, ele executou três manobras para anotar 3.50 pontos. Alejo respondeu no minuto seguinte também com três manobras. A nota foi 3.40 pontos. O brasileiro voltou a atuar aos oito minutos e anotou 5.33 pontos para assumir a liderança. O norte-americano deu o troco no minuto seguinte com a mesma nota. Griffin voltou para o primeiro lugar.

O norte-americano ficou ativo sem a prioridade, mas não trocou nota nas seis ondas seguintes. O brasileiro esperou por uma boa série no pico. Aos 23 minutos ele bateu, rasgou e acertou outra pancada antes de cair na última manobra. Ele buscava 3.50 e passou à frente com 3.87 pontos. Griffin respondeu dois minutos depois. Ele bateu derrapando a rabeta, depois bateu sem muita expressão, executou um cutback, acertou forte pancada e caiu da prancha no último ataque. Ele necessitava de 3.87 e conquistou 4.43 para voltar à liderança. A nove minutos do fim o surfista dos Estados Unidos voltou a mexer no placar com 4.70 pontos.

Alejo usou a prioridade a seis minutos do término, mas a onda fechou após a segunda manobra. Ele ficou ativo e pegou mais duas ondas na sequência, mas não chegou perto da virada e foi eliminado. Griffin fechou a bateria no minuto final com rasgada, batida e layback que valeram a maior nota do confronto, 6.50 pontos, que confirmou sua vitória e a vaga nas oitavas de final.

Luana fica em nono lugar – A única brasileira no Open J-Bay 2025 caiu na repescagem. Luana Silva competiu contra a norte-americana Caroline Marks, perdeu e e se despediu da prova sul-africana do CT em nono lugar.

Caroline pegou sua primeira onda logo depois da brasileira conquistar nota fraca (0.83). A norte-americana atuou aos três minutos. Ela abriu a apresentação com batida, depois teve que ganhar muitas seções até achar mais uma parece aberta para executar forte batida. A atuação valeu 5.33 pontos.

A brasileira entrou no jogo após conquistar outra nota fraca (0.27). Luana usou a prioridade aos seis minutos. Ela rasgou duas vezes e bateu com força na junção. A nota foi 5.50 pontos. Logo depois a norte-americana usou a prioridade numa onda ruim e a brasileira ficou com o direito de escolha. Luana voltou a atuar aos 16 minutos. A atuação teve três manobras e valeu 4.60 pontos.

Caroline assumiu a liderança a 13 minutos do fim. A norte-americana usou a prioridade e acertou quatro ataques. Ela buscava 4.78 e anotou 5.83 pontos. As duas surfaram quatro minutos depois, mas não mexeram no placar. Luana ainda teve mais uma chance no último minutos. Ela buscava 5.67 para vencer e as duas rasgadas além da batida valeram apenas 3.67 pontos.

Previsão das ondas – A previsão das ondas para o domingo indica direitas de 5 a 7 pés de face com vento lateral pela manhã, e de 4 a 6 com vento terral à tarde.

Open J-Bay 2025
Round 1 Masculino

1 Jake Marshall (EUA) 9.23 x Italo Ferreira (BRA) 6.10 x Seth Moniz (HAV) 3.94

2 Kanoa Igarashi (JAP) 13.83 x Alejo Muniz (BRA) 8.83 x Joel Vaughan (AUS) 8.00

3 Yago Dora (BRA) 15.83 x Matthew McGillivray (AFR) 8.70 x Connor O’Leary (JAP) 7.64

4 Crosby Colapinto (EUA) 13.36 x Jordy Smith (AFR) 12.00 x Luke Thompson (AFR) 8.74

5 Ethan Ewing (AUS) 11.53 x Marco Mignot (FRA) 11.43 x Cole Houshmand (EUA) 8.00

6 Griffin Colapinto (EUA) 16.13 x Leonardo Fioravanti (ITA) 15.67 x Rio Waida (IDN) 12.50

7 Jack Robinson (AUS) 14.83 x João Chianca (BRA) 12.90 x Miguel Pupo (BRA) 12.06

8 Filipe Toledo (BRA) 13.50 x Barron Mamiya (HAV) 11.26 x Alan Cleland (MEX) 10.46

Repescagem

1 Jordy Smith (AFR) 16.43 x 15.96 Luke Thompson (AFR)

2 Marco Mignot (FRA) 12.23 x 8.80 Miguel Pupo (BRA)

3 Italo Ferreira (BRA) 13.53 x 9.20 Matthew McGillivray (AFR)

4 Cole Houshmand (EUA) 12.86 x 12.57 Rio Waida (IDN)

5 Griffin Colapinto (EUA) 11.83 x 9.20 Alejo Muniz (BRA)

6 João Chianca (BRA) 11.00 x 10.77 Joel Vaughan (AUS)

7 Barron Mamiya (HAV) 12.30 x 7.76 Seth Moniz (HAV)

8 Alan Cleland (MEX) 13.50 x 8.66 Connor O’Leary (JAP)

Oitavas de final

1 Yago Dora (BRA) x João Chianca (BRA)

2 Jack Robinson (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)

3 Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)

4 Griffin Colapinto (EUA) x Cole Houshmand (EUA)

5 Jordy Smith (AFR) x Marco Mignot (FRA)

6 Barron Mamiya (HAV) x Filipe Toledo (BRA)

7 Italo Ferreira (BRA) x Connor O’Leary (JAP)

8 Ethan Ewing (AUS) x Jake Marshall (EUA)

Repescagem Feminino

1 Caitlin Simmers (EUA) 13.00 x 7.83 Sarah Baum (AFR)

2 Caroilne Marks (EUA) 11.16 x 10.10 Luana Silva (BRA)

3 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 10.50 x 9.30 Francisco Veselko (POR)

4 Tyler Wright (AUS) 12.57 x 12.44 Erin Brooks (CAN)

Quartas de final

1 Gabriela Bryan (HAV) x Tyler Wright(AUS)

2 Caitlin Simmers (EUA) x Caroilne Marks (EUA)

3 Molly Picklum (AUS) x Lakey Peterson (EUA)

4 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Isabella Nichols (AUS)

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    O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.