Surf Ranch Pro

Griffin vence na Califórnia

Griffin Colapinto supera Italo Ferreira na final e vence o Surf Ranch Pro. Resultado coloca norte-americano na liderança do ranking.
Surf Ranch Pro 2023, Lemoore, Califórnia (EUA)

Deu Estados Unidos na categoria masculina do Surf Ranch Pro. Griffin Colapinto venceu três brasileiros neste domingo (28), sendo Italo Ferreira na final, e garantiu sua primeira vitória no ano. Essa foi a terceira decisão do norte-americano na temporada 2023. O resultado dá a ele a liderança do ranking. O segundo lugar é o melhor resultado do ano para o brasileiro, que agora é o 11º na lista dos melhores.

Clique aqui para ver a reportagem completa da categoria feminina
Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

Griffin começou a final de forma conservadora, mas intesa e correta. Na direita ele fez um surfe bem feito, mas sem surpresas. Na última seção o norte-americano tentou um aéreo reverse, mas errou. Ele conquistou 7.83 pontos. Griffin também não arriscou na esquerda. Ele encaixou na linha, acertou boas e fortes manobras, fez o tubo e fechou a performance com um reverse para anotar 8.70.

Italo largou com 8.13 pontos. O surfista começou a direita com quatro manobras verticais, depois surfou o que pode ter sido o tubo mais longo de todo o evento. Na saída o atleta seguiu intenso e agressivo. Depois ele passou novamente por dentro do canudo e fez um reverse no final.

O brasileiro foi pra esquerda na necessidade de 8.40 pontos para reverter o resultado. Ele destruiu a onda variando as manobras, passando a rabeta por cima da crista em algumas batidas, executando rasgadas de diferente maneiras e ainda voou no meio da onda e após o tubo. Italo assumiu a liderança com 8.70.

Griffin abriu a segunda rodada de forma arrasadora. O surfista dos Estados Unidos variou as manobras, arriscou em vários movimentos, decolou e fez os tubos. Ele necessitava de 8.13 pontos para assumir a liderança e marcou 9.07. Na sequência ele chegou no final da esquerda com uma atuação pior do que a primeira, então tentou impressionar os juízes com um voo alto, porém caiu na aterrissagem. Ele marcou 7.00 e não aumentou seu somatório.

Italo foi para as últimas duas ondas do Surf Ranch Pro 2023 precisando melhorar sua pontuação. Na direita ele foi em busca de 9.07 para vencer. O brasileiro levantou parte da torcida na piscina com uma atuação espetacular. Italo foi agressivo, bateu reto várias vezes, fez curvas com pressão e arriscou com um aéreo no meio da onda. Além disso pegou os dois tubos, o primeiro muito longo, e ainda fez uma rabetada com reverse. Ele trocou a nota 8.13 por 8.43.

O campeão de 2019 foi para a última onda na necessidade de 9.34 pontos para ser campeão. Ele começou forte, mas caiu da prancha e terminou a etapa em segundo lugar.

“Foi um longo dia e estou muito feliz com meu desempenho no evento dessa vez”, disse Italo Ferreira, no pódio do Surf Ranch Pro. “Eu cheguei aqui com muita confiança de conseguir um bom resultado e parabéns ao Griffin (Colapinto), a Carissa (Moore) e a Caroline (Marks). Vocês deram tudo de si para estarem aqui. Estou feliz por estar fazendo parte desse pódio e muito obrigado a todos os fãs pela torcida e todo o apoio hoje, vocês foram incríveis”.

Griffin subiu três posição no ranking com a vitória e agora é o primeiro colocado. Ele vai competir na etapa de El Salvador (8 a 18 de junho) com a camisa amarela. Já Italo, que estava em 16º lugar, agora é o 11º. O ex-líder João Chianca agora está em segundo e Filipe Toledo caiu de segundo para terceiro.

“Significa muito para mim, ganhar um CT aqui na Califórnia, especialmente aqui onde todos têm oportunidades iguais para surfar e vai muito além da sua capacidade física”, disse Griffin Colapinto. “Eu trabalhei muito duro para conseguir isso e agora estou me sentindo muito bem. Todos os meus amigos e familiares estão aqui, então vencer com eles todos presentes, é uma loucura. Essa final foi alucinante e eu estou nas nuvens agora. Foi difícil ver as ondas do Italo (Ferreira), torcendo para ele cair e não tinha ideia de que poderia ser o número 1 do ranking. É uma sensação incrível saber que vou usar a lycra amarela”.

O eliminador de brasileiros – Griffin só enfrentou brasileiros neste domingo. Antes de chegar na final ele mandou pra casa Yago Dora nas quartas e Filipe Toledo na semi.

Contra Filipe o norte-americano caiu nas duas ondas da primeira rodada. Griffin marcou 6.33 na direita e 4.33 na esquerda. Filipe também caiu na primeira direita (4.83), mas na esquerda ele foi bem. O brasileiro não se soltou completamente na atuação, ainda assim deu aula. Ele só usou o progressivo após o tubo, com um Varial, mas antes já havia manobrado de várias formas e com muita intensidade. Também fez um bom tubo. A nota foi 8.50 pontos.

O norte-americano foi pra segunda rodada precisando de 9.00 pontos na direita para vencer, porém perdeu a linha da onda em alguns momentos. Ainda assim ele fez bons movimentos, executou uma rabetada e pegou os tubos. Griffin voou sem giro na parte final, mas caiu na base da onda. Ele conquistou 7.17 pontos.

Griffin não virou a direita, mas passou a precisar de 6.17 pontos na esquerda pra superar Filipinho. O surfista dos Estados Unidos fez muitas manobras em sequência, como batidas retas e fortes, passou pelo canudo e errou a rabetada na parte final. A nota 8.43 levou-o pra liderança.

Filipe ainda podia reverter a situação. Na seguinta direita ele foi em busca de 7.10 pontos. Novamente o brasileiro teve um início arrasador, inclusive voando com reverse, mas depois do tubo ele rasgou invertendo a direção da prancha e ficou um pouco pra trás da onda. Ele ainda conseguiu voltar pra parede aberta e tentou uma rabetada, mas caiu da prancha. A nota 5.60 não mudou sua situação.

O brasileiro ficou em situação delicada, precisando de uma nota máxima na esquerda para garantir uma vaga na final. Ele buscou uma linha diferente, voou duas vezes ao longo da onda, numa delas num Varial, e fez o tubo de base trocada. Ele recebeu 6.60 pontos e se despediu da etapa.

Yago falha de frontside – Griffin e Yago Dora se enfrentaram na bateria de abertura das quartas. A melhor performance do brasileiro na bateria aconteceu na primeira atuação. Ele teve boa performance de backside, com muitas pancadas verticais. Yago não variou tanto o repertório. No primeiro tubo o atleta ficou perto da porta e saiu rápido, e no segundo conseguiu mais profundidade. O brazuca errou a tentativa de reverse na última seção da onda. A nota foi 6.50 pontos.

Depois de Yago cair da prancha na primeira atuação pra esquerda, Griffin estreou na disputa. O norte-americano cometeu um pequeno erro no início da onda, mas depois surfou um tubo longo e muito fundo. Na sequência soltou as manobras, duas delas invertendo a direção da prancha. O surfista dos Estados Unidos ainda pegou o outro canudo e voou sem rotação na saída, porém caiu. Ele conquistou 6.67 pontos.

Griffin chegou no critério excelente na esquerda. O norte-americano começou mais lento, depois foi colocando mais força e verticalidade nas manobras. Em alguns ataques passou a rabeta por cima do lip. Fez um tubo limpo e finalizou a apresentação com uma rabetada com reverse. A nota foi 8.00 pontos.

Yago não conseguiu trocar a nota da direita, e foi pra sua segunda esquerda na necessidade de 8.17 pontos para superar o norte-americano. Ele estava bem, mudando a abordagem a cada ataque, mas na primeira rabetada perdeu o equilíbrio e caiu, sendo eliminado da etapa. Com o resultado Yago se manteve na nona posição no ranking.

O norte-americano ainda tinha uma direita e uma esquerda. Na direita ele caiu após o tubo e na esquerda ele foi até o fim, quando tentou um aéreo e caiu.

Caminho de Italo – Italo Ferreira enfrentou João Chianca nas quartas e Ethan Ewing na semi. Ele foi contundente no duelo brasileiro. O campeão mundial de 2019 colocou duas notas no critério excelente no somatório e venceu com folga o ex-líder do ranking que cometeu muitos erros.

A bateria começou com Italo na direita. Ele marcou 7.50 pontos e foi com tudo pra esquerda. O brazuca destruiu a onda. O atleta foi intenso desde o início, com pancadas agressivas, além de curvas acentuadas. Italo voou também no meio da apresentação e na seção final, as duas vezes com rotação. A performance valeu 9.07 pontos.

Depois de João errar nas suas duas ondas iniciais, Italo trocou de nota na direita (8.20) e colocou ainda mais pressão em cima do adversário. Ele ainda forçou as manobras na esquerda e voou muito alto num Superman, mas caiu na aterrissagem e não trocou a pontuação.

Pressionado, João começou forte na direita, mas tentou ficar muito fundo no tubo e foi engolido pela bola de espuma. A queda decretou sua derrota. Ele ainda foi pra última esquerda e fez sua melhor apresentação na bateria (5.83).


Italo despacha Ethan – Italo garantiu vaga na final após barrar Ethan Ewing na segunda semi do Surf Ranch Pro. O australiano acabou com a primeira direita do confronto. O atleta surfou com muita velocidade, fluidez e força, variou as manobras e decolou com reverse no meio da onda. Fez dois bons tubos e errou a rasgada de finalização para largar com 9.03 pontos. O aussie também fez uma bela esquerda. Ele mostrou estar muito mais confiante do que no início da etapa, arriscou mais, não cometeu erros, fechou a apresentação com um reverse e marcou 7.33.

Italo não sentiu a pressão e fez um surfe muito seguro e intenso na primeira direita. Ele não errou em nenhum momento, bateu forte, manteve a velocidade, fez tubos limpos e finalizou com um reverse. A nota foi 8.43 pontos. O campeão mundial de 2019 foi muito veloz e explosivo na esquerda. Italo começou muito forte, voou com reverse no meio da onda, desgarrou a rabeta e derrapou. O atleta também surfou o tubo e só caiu no voou na parte final. Com 8.17 ele assumiu a liderança.

O australiano não trocou de nota na direita e foi pressionado para a esquerda, na necessidade de 7.57 pontos para ultrapassar o brasileiro no placar. Ele soltou as manobras, mas quando inverteu a direção ra prancha, demorou pra retomar a posição correta e perdeu a seção seguinte. Ali ele se despediu do Surf Ranch Pro. Ethan agora subiu da quinta para a quarta posição do ranking.

Medina em quinto lugar – O outro brasileiro que competiu neste domingo foi Gabriel Medina, bicampeão do Surf Ranch Pro. Pelas quartas de final o brasileiro marcou duas notas na casa dos oito pontos, mas perdeu para Ethan que tinha uma na casa dos nove.

O tricampeão mundial caiu da prancha na primeira performance pra direita. Ele estava se apresentando muito bem, mas perdeu o equilíbrio antes do segundo tubo na tentativa de uma rabetada. A nota foi 4.67 pontos. Na esquerda a história foi diferente. Ele destruiu a onda. O brasileiro apresentou um repertório variado, formado com manobras potentes. Além de batidas e rasgadas, ele deu uma descolada de rabeta com reverse, e voou duas vezes com rotação para anotar 8.67.

Assim como Medina, Ethan também não finalizou sua primeira direita. O australiano apresentou várias formas de rasgadas, todas com muita força e fluidez, bateu e ficou fundo por um longo tempo no tubo. Porém, antes da segunda seção oca da onda, Ethan chutou a rabeta e caiu da prancha. A nota foi 5.83 pontos.

A apresentação de Ethan na esquerda foi segura, com bom link de manobras. Os ataques foram fortes, porém em apenas duas ocasiões ele inverteu a direção da prancha, uma delas na finalização. O australiano conquistou 6.57 pontos.

Medina dificultou o cainho de Ethan quando atuou pela segunda vez de backside. O brasileiro destruiu a onda. Medina optou por não usar o reverse no meio da apresentação, mas variou algumas batidas, rasgou forte e ficou fundo nos dois tubos. Finalizou a onda chutando a rabeta por cima do lip e completando um reverse. Ele recebeu 8.00 pontos. O brasileiro não trocou nota na segunda esquerda.

O australiano voltou pra piscina e precisava trocar as duas notas para vencer. Ele arriscou mais e se deu bem. Ethan repetiu a boa pegada, potência e fluidez, e colocou rabetada com rotação e aéreo reverse de baixa altura na parte final. Ele marcou 9.07 pontos.

Ethan foi pra sua última apresentação na bateria precisando de 7.60 pontos para vencer. Ele teve outra atuação segura de backside, mas sem o progressivo. Ethan até tentou chutar a rabeta em duas ocasiões no meio da onda, mas não chegou a inverter a direção da prancha. No final surfou o tubo e fez uma rabetada com giro. A nota demorou a ser divulgada, mas ele conquistou exatamente o que precisava, 7.60, nota que eliminou Gabriel Medina. O brasileiro subiu do sétimo para o sexto lugar na lista dos melhores.

Surf Ranch Pro 2023
Final Masculina

Griffin Colapinto (EUA) 17.77 x 17.13 Italo Ferreira (BRA)
Semifinais

1 Griffin Colapinto (EUA) 15.60 x 14.10 Filipe Toledo (BRA)

2 Italo Ferreira (BRA) 16.60 x 16.36 Ethan Ewing (AUS)

Quartas de final

1 Griffin Colapinto (EUA) 14.67 x 9.43 Yago Dora (BRA)

2 Filipe Toledo (BRA) 17.20 x 16.17 Leonardo Fioravanti (ITA)

3 Ethan Ewing (AUS) 16.67 x 16.67 Gabriel Medina (BRA)

4 Italo Ferreira (BRA) 17.27 x 8.33 João Chianca (BRA)
Final Feminina

Carisa Moore (HAV) 16.53 x 15.43 Caroline Marks (EUA)

Semifinais

1 Caroline Marks (EUA) 15.53 x 15.00 Caitlin Simmers (EUA)

2 Carissa Moore (HAV) 18.00 x 14.77 Tatiana Weston-Webb (BRA)
Ranking do CT Masculino após o Surf Ranch Pro

1 Griffin Colapinto (EUA) 35.090 pontos

2 João Chianca (BRA) 33.000
3 Filipe Toledo (BRA) 31.660

4 Ethan Ewing (AUS) 28.895

5 Jack Robinson (AUS) 26.545

6 Gabriel Medina (BRA) 24.705

7 John John Florence (HAV) 23.555

8 Ryan Callinan (AUS) 21.080

9 Yago Dora (BRA) 20.790

10 Leonardo Fioravanti (ITA) 20.515

11 Italo Ferreira (BRA) 19.090

12 Connor O’Leary (AUS) 18.885

13 Matthew McGillivray (AFR) 17.460

14 Caio Ibeli (BRA) 16.810

15 Jordy Smith (AFR) 16.035

16 Callum Robson (AUS) 15.385

17 Kanosa Igarashi (JAP) 12.620

18 Barron Mamiya (HAV) 12.055

18 Liam O’Brien (AUS) 12.055

20 Rio waida (IDN) 10.990

21 Kelly Slater (EUA) 10.630

21 Ian Gentil (HAV) 10.630

23 Seth Moniz (HAV) 9.565

Ranking do CT Feminino após o Surf Ranch Pro

1 Carissa Moore (HAV) 39.490

2 Tyler wright (AUS) 34.295

3 Molly Picklum (AUS) 32.035

4 Caroline Marks (EUA) 29.040

5 Caitlin Simmers (EUA) 26.050

6 Tatiana Weston-Webb (BRA) 24.270

7 Stephanie Gilmore (AUS) 22.930

8 Lakey Peterson (EUA) 20.795

9 Gabriela Bryan (HAV) 18.660

9 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 18.660

11 Johanne Defay (FRA) 10.490

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta quarta-feira (16) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.