Pro Bells Beach

Quatro brasileiros nas oitavas

Após dia com 16 baterias, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Miguel e Samuel Pupo se classificam para as oitavas de final do Pro Bells Beach. Próxima chamada nesta quinta-feira (14), às 18h (de Brasília).
Rip Curl Pro Bells Beach 2022

O Brasil chega à fase masculina dos 16 melhores do Pro Bells Beach com quatro surfistas na Austrália. Após um dia cheio, com todas as baterias da terceira fase realizadas em boas ondas com até 2 metros, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Samuel Pupo e Italo Ferreira escreveram seus nomes nas oitavas de final.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

Nesta quinta-feira (14) Italo Ferreira venceu um duelo elétrico de 17 ondas surfadas contra o australiano Ryan Callinan. A bateria foi a 16ª da fase e aconteceu num momento que o mar de Bells já não estava tão limpo, e as ondas menores, com cerca de 1 metro. O brasileiro foi consistente durante toda a disputa, com um surfe sólido, limpo e de manobras fortes.

Italo estava à frente no placar após os dez minutos iniciais, com as notas 6.17 e 6.60 pontos. Com 20 minutos de confronto, Ryan necessitava de 7.17 e voou com rotação, porém um pouco à frente errou uma rasgada. A nota foi 7.13 e ele continuou em segundo lugar.

O brasileiro surfou um minuto depois. Com duas manobras fortes no outside, e um belo trabalho no inside que terminou com batida na junção, Italo anotou 7.17 pontos e deixou a diferença em 5.64.

Aos 14 minutos Ryan usou a prioridade e fez mais do que precisava para assumir a liderança (5.87). Um minuto e meio depois Italo deu o troco. O brasileiro necessitava de 5.83 pontos e anotou 6.83 para voltar ao primeiro lugar e não sair mais.

Os dois ainda surfaram outras ondas, porém não houve troca de notas. Italo surfou oito direitas na bateria e venceu com 14.00 no somatório. Ryan pegou nove e foi eliminado com 13.00 no placar.

Briga de novatos – O adversário de Italo nas oitavas será Samuel Pupo. O brasileiro competiu no penúltimo confronto do Round 3, uma briga entre novatos na elite.

A melhor apresentação de Samuel aconteceu com 14 minutos de disputa. O brasileiro surfou bem a direita do outside ao inside e anotou 5.77 pontos. A nota deixou o adversário, Jake Marshall, na necessidade de 5.93 para vencer. O norte-americano diminuiu a distância com 4.57 pontos, e logo depois foi em busca dos 5.54 que precisava.

Restando cinco minutos para o fim, Samuel tinha a prioridade, mas deixou uma onda passar e Jake surfou. Novamente o norte-americano foi até o inside, mas não conseguiu manobras tão expressivas e conquistou 4.60 pontos, nota insuficiente para a virada.

Filipe vira perto do fim – Filipe Toledo foi o primeiro brasileiro classificado para as oitavas de final do Pro Bells Beach. O duelo contra Mikey Wright foi franco, e Filipinho saiu de uma situação complicada ao conquistar a maior nota do confronto, depois manter a calma e virar perto do fim.

A quinta disputa da terceira fase teve um início empolgante. Mikey começou melhor e na terceira onda anotou 8.17 pontos. Naquele momento Filipe precisava de 9.17 para vencer. O australiano escolhia bem as direitas e fazia um surfe seguro, de rasgadas fortes e alongadas, finalizando quase da areia da praia.

Porém, logo depois do aussie colocar pressão no placar, o brasileiro deu o troco, e em alto nível. Com curvas em alta velocidade, na borda, Filipe colocou 8.83 pontos no somatório para encostar no líder.

“Estava amarradão, estava feliz. Tem altas ondas. A prancha está muito boa. Então eu estava só concentrando todas as minhas energias em uma onda boa e depois num backup. Deu certo. Tenho que agradecer a Deus pela oportunidade. Amarradão! Vamos pra próxima!”, conta Filipe para a equipe do Waves.

Filipe e Mikey surfaram mais uma onda cada e não trocaram de notas. Na sequência o mar ficou flat durante vários minutos. O australiano tinha a prioridade quando restavam oito para o fim, mas o brasileiro aproveitou uma onda, bateu forte e rasgou. Ele necessitava de 5.84 pontos e virou com 6.33.

Mikey ainda teve mais uma chance, porém perdeu o equilíbrio durante uma rasgada e caiu da prancha. A bateria terminou e Filipe avançou para a oitavas de final com vitória pelo placar de 15.16 a 14.67 pontos. Na próxima fase Filipe enfrentará outro australiano, Connor O’Leary.


Miguel x Deivid – A disputa brasileira da terceira fase masculina colocou frente a frente Miguel Pupo e Deivid Silva. Eles competiram na mesma bateria da primeira fase do Pro Bells Beach. Deivid venceu o primeiro encontro e Miguel ficou em segundo. Os dois avançaram juntos na ocasião. Nesta quinta-feira eles entraram na água juntos novamente e a bateria foi decidida na última série surfada por eles. Dessa vez o resultado foi diferente.

A bateria foi a 11ª e aconteceu num momento do mar com direitas de cerca de 1,5 metro. A batalha dos atletas de base goofy foi parelha e com viradas. Os dois surfaram três séries juntos. Na primeira, que abriu a disputa, Deivid anotou 6.83 pontos, contra 6.33 de Miguel. Na sequência Miguel caiu ao executar um floater. Instantes depois Deivid colocou 4.17 no somatório, mas Miguel tomou a primeira posição com 5.77.

Os dois tinham pegadas parecidas no surfe, com um ataque de batidas verticais e rasgadas. A bateria de 35 minutos passou da metade e eles só surfaram mais duas vezes cada. Uma série entrou perto dos dez minutos finais. Miguel surfou primeiro e fez 7.57 pontos. Deivid foi na onda seguinte e tomou a primeira posição com 7.80.

Outra série apareceu em Bells Beach três minutos depois. Deivid tinha a prioridade. Ele deixou Miguel surfar a primeira onda e pegou a segunda. Esse momento definiu a bateria. Deivid colocou 7.73 pontos no somatório e Miguel foi pra liderança com 8.23.

O mar ficou flat e Deivid acabou eliminado na necessidade de 8.01 pontos. Miguel avançou e enfrentará o norte-americano Kolohe Andino nas oitavas de final.

“Bateria difícil. O DVD é meu parceiro de tour desde o ano passado. A gente viajou o ano inteiro juntos, ficando juntos, dividindo quarto, casa… Aqui a gente está junto novamente, só com o adicional do meu irmão (Samuel) e do João (Chianca), que são os novatos deste ano. Sabia que seria uma bateria difícil pra mim. Especificamente porque o DVD é muito forte de backside. A gente sabe a potência que ele tem, então era um desafio enorme e eu tive que me superar”, diz Miguel para a equipe do Waves na Austrália.


Derrotas doloridas – Além de Deivid, o Brasil perdeu outros três surfistas nesta quinta-feira. Uma das derrotas mais doloridas foi a de Jadson André para Kolohe.

O duelo entre os dois foi o 12º da terceira fase, e começou melhor para o brasileiro. Cada um surfou duas ondas nos dez minutos iniciais da bateria de 35. Jadson fez uma escolha melhor nas duas ocasiões, e aproveitou as direitas com mais parede em pé para apresentar um surfe vertical.

O duelo passou da metade com Kolohe na necessidade de 7.59 para assumir a liderança. Com a prioridade, ele tentou um golpe quando restavam 14 minutos. O norte-americano acelerou bastante para passar seções e chegar na parede aberta da direita, então executou um layback e linkou com uma batida reta. Depois ele bateu novamente, conectou com o inside e deu outra pancada na junção. Os 7.27 pontos não deram a virada, mas diminuíram a distância para 5.99.

Cinco minutos depois eles surfaram uma série, mas não trocaram de notas. E quanto restavam cinco minutos outras ondas apareceram em Bells Beach. Jadson usou a prioridade, surfou bem e colocou mais 7.23 no somatório. Kolohe, que passou a necessitar de 6.79, surfou a onda seguinte. O norte-americano acelerou, voou com alley oop, entrou no inside com alguns cutbacks e finalizou a apresentação com uma batida numa junção pequena e espumada. Três dos cinco juízes deram a virada e Kolohe venceu a bateria ao marcar 6.83.

Jadson, que está em situação delicada no ranking, correndo sério risco de sair da elite no corte após a próxima etapa, colocou as mãos no rosto após ouvir as notas, e balançou a cabeça como sinal de insatisfação, como se não estivesse acreditando no resultado. O placar final foi 14.10 para Kolohe contra 14.06 para Jadson.

John John x João – Outra derrota amarga para o Brasil aconteceu no encontro entre John John Florence e João Chianca. Eles deram espetáculo no Pro Bells Beach.

Os dois se enfrentaram pela segunda vez em 2022 e novamente o havaiano levou a melhor. O brasileiro perdeu com um somatório de 17.73 pontos, que seria suficiente para vencer qualquer outra bateria da etapa nas categorias masculina e feminina.

Durante toda a disputa os dois abusaram das rasgadas alongadas com pressão, e bateram forte nas direitas de Bells. John John abriu com 8.93 pontos, e João ficou um pouco abaixo, 7.83. O brasileiro tomou a liderança na sequência com 5.50, porém o havaiano retomou a primeira posição um minuto depois ao marcar 7.60.

Dali até perto do final o brasileiro tentou de todas as formas assumir a liderança. Ele necessitava de 8.71 pontos, e fez 7.87 e na sequência 8.50. Porém quando restavam dez minutos para o fim, o havaiano fez quatro manobras muito fortes, anotou 9.93 e deixou João na necessidade de 18.86.

O brasileiro não desistiu e marcou 9.23 pontos, após amassar uma direita. Ele ainda lutou nos minutos finais para arrancar os 9.64 que precisava, mas errou quando foi praticamente para o tudo ou nada.

Assim como no Billabong Pro Pipeline, John John levou a melhor sobre o brasileiro, dessa vez com 18.86. Com a derrota João fica em situação crítica no ranking. Ele precisará de um resultado expressivo em Margaret River para se livrar do corte do meio de temporada. O próximo adversário do havaiano será o australiano Morgan Cibilic.

“O objetivo é vencer o evento, com certeza. Espero que as ondas continuem boas como estão agora. Elas estão incríveis! Eu apenas vou continuar tentando meu melhor”, fala John John com exclusividade para o Waves.


Caio também fora – Outro brazuca que se despediu do Pro Bells Beach nesta quinta-feira foi Caio Ibelli. O brasileiro não fez boa escolha de ondas num momento do mar com séries demoradas, e foi eliminado por Nat Young. O norte-americano mostrou grande sintonia com o pico, pegou as melhores direitas e venceu com as maiores notas.

O brasileiro começou com uma onda fraca, e o norte-americano abriu com 4.17 pontos. Após oito minutos de flat, as direitas reapareceram em Bells Beach. Com 12 minutos de disputa Caio fez a que acabou sendo a melhor nota dele na bateria. Ele executou uma batida e uma rasgada alongada no outside, fez dois cutbacks na sequência e terminou a apresentação com uma batida numa junção pequena, no inside. Caio recebeu 5.17 dos juízes.

Seis minutos depois Nat deu o troco e passou para a primeira posição. Uma série grande apareceu no outside, com cerca de 2 metros, porém os dois estavam mal posicionados no pico para a onda inicial. Caio também tomou a segunda na cabeça, mas Nat conseguiu entrar. A direita estava branca, porém o norte-americano segurou a pressão, fez três rasgada e acertou uma batida. Nat deu uma leve enterrada de borda na base na cavada para a última manobra. A nota 6.17 pontos deixou o brasileiro na necessidade de 5.18. Mas quem trocou de nota novamente foi Nat.

O norte-americano pegou uma onda menor durante a prioridade do brasileiro. A direita ficou em pé e ele rasgou várias vezes para aumentar a diferença com a nota 5.27 pontos. Caio surfou logo em seguida, abriu com um layback potente, passando a rabeta por cima da crista, porém ficou atrasado para manobra seguinte e caiu da prancha.

Restavam dez minutos para o fim, e Caio seguiu sem conexão com Bells. Ele ainda viu Nat conquistar a maior nota do duelo, 7.33 pontos, com quatro manobras. Final de disputa e vitória do norte-americano pelo placar de 13.50 a 8.60.

Polêmica – A terceira bateria do Round 3 do Pro Bells Beach teve polêmica. A disputa envolvia o sul-africano Jordy Smith, que nos três minutos finais precisava de 9.10 pontos para vencer, e o australiano Jackson Baker, que estava muito próximo da vitória.

Jordy tinha a prioridade e entrou uma série no pico australiano. Ele deixou a primeira onda passar, e virou o bico da prancha em direção à praia na segunda, porém pareceu não querer surfar. Jackson, que remava junto, logo ao lado, seguiu dando braçadas, porém no último momento o sul-africano decidiu ir na onda. Jordy caiu da prancha, dando a entender que teria sido bloqueado pelo adversário.

O tempo passou e os juízes não deram a interferência, confirmando a vitória de Jackson pelo placar de 14.60 a 10.90 pontos. Após a bateria o sul-africano foi conversar com os juízes para entender o motivo da não punição ao australiano.


Kelly perde a chance de liderar o ranking – Outro resultado inesperado desta quinta-feira saiu de uma bateria entre um novato e um mestre. O havaiano Imaikalani deVault eliminou o maior nome do surfe de todos os tempos, o norte-americano Kelly Slater. A lenda do esporte surfou como garoto, apresentou manobras verticais e de borda e chegou muito perto da vitória, porém perdeu.

Imaikalani chegou nos cinco minutos finais de bateria tendo surfado apenas duas ondas (4.50 e 5.67), e na necessidade de 8.10 pontos para vencer. Kelly já tinha entrado em cinco e vencia com certa tranquilidade com as notas 7.17 e 6.60. Então veio a surpresa.

O havaiano usou a prioridade e destruiu uma direita. Imaikalani bateu para passar uma seção, executou um poderoso layback, bateu novamente com força, rasgou com potência, fez cutback e acertou outra pancada, dessa vez no inside. A nota 8.17 pontos o colocou na liderança. Kelly ainda surfou duas ondas, mas não chegou perto dos 6.68 que precisava e se despediu da etapa.

Com a derrota Kelly perdeu a chance de assumir a liderança do ranking. Ele precisava chegar nas quartas para ultrapassar a pontuação do japonês Kanoa Igarashi, que também caiu na terceira fase do Pro Bells Beach. Imaikalani está em situação crítica no ranking, e precisa de um excelente resultado para continuar com chances de se manter na elite após o corte do meio de temporada.

Aposentado para o líder – O tricampeão mundial Mick Fanning também está nas oitavas de final do Pro Bells Beach. Convidado para o evento, que já foi vencido por ele quatro vezes, o australiano derrotou Kanoa Igarahi nesta quinta-feira.

Kanoa começou melhor, mas Mick subiu o nível ao longo da disputa e chegou perto do fim com ampla vantagem. Os dois surfaram nos últimos instantes e trocaram de nota. O japonês comemorou muito no término da onda (8.00), mas a do aussie foi ainda melhor (8.77) e avançou.

“É um ótimo público, você sabe. As pessoas amam Bells Beach, amam vir aqui e apoiar os surfistas, não importa de que país você seja. Eles amam ver um bom surfe e você realmente sente isso como um atleta. Foi muito especial”, diz Mick sobre a agitação do público na praia com exclusividade para o Waves. “Estou muito empolgado, pois pegamos algumas boas ondas. Tive uma boa disputa com Kanoa Igarashi. Meu plano agora é comer essa torta e descansar as pernas”.

Próxima chamada – Uma nova chamada para possível reinício do evento acontece nesta quinta-feira (14) às 18h (de Brasília).


Pro Bells Beach
Round 3 masculino

1 Owen Wright (AUS) 13.67 x 12.34 Griffin Colapinto (EUA)

2 Nat Young (EUA) 13.50 x 8.60 Caio Ibelli (BRA)

3 Jackson Baker (AUS) 14.60 x 10.90 Jordy Smith (AFR)

4 Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 9.90 Lucca Mesinas (PER)

5 Filipe Toledo (BRA) 15.16 x 14.67 Mikey Wright (AUS)

6 Connor O’Leary (AUS) 13.46 x 13.26 Ezekiel Lau (HAV)

7 John John Florence (HAV) 18.86 x 17.73 João Chianca (BRA)

8 Morgan Cibilic (AUS) 14.93 x 13.50 Barron Mamiya (HAV)

9 Mick Fanning (AUS) 15.77 x 14.83 Kanoa Igarashi (JAP)

10 Callum Robson (AUS) 15.27 x 13.43 Frederico Morais (POR)

11 Miguel Pupo (BRA) 15.80 x 15.53 Deivid Silva (BRA)

12 Kolohe Andino (EUA) 14.10 x 14.06 Jadson André (BRA)

13 Imaikalani deVault (HAV) 13.84 x 13.77 Kelly Slater (EUA)

14 Jack Robinson (AUS) 16.17 x 9.90 Leonardo Fioravanti (ITA)

15 Samuel Pupo (BRA) 10.10 x 9.17 Jake Marshall (EUA)

16 Italo Ferreira (BRA) 14.00 x 13.00 Ryan Callinan (AUS)

Oitavas de final

1 Owen Wright (AUS) x Nat Young (EUA)

2 Jackson Baker (AUS) x Ethan Ewing (AUS)

Filipe Toledo (BRA) x Connor O’Leary (AUS)

4 John John Florence (HAV) x Morgan Cibilic (AUS)

5 Mick Fanning (AUS) x Callum Robson (AUS)

6 Miguel Pupo (BRA) x Kolohe Andino (EUA)

7 Imaikalani deVault (HAV) x Jack Robinson (AUS)

8 Samuel Pupo (BRA)Italo Ferreira (BRA)
Quartas de final femininas

1 Courtney Conlogue (EUA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

2 Bronte Macaulay (AUS) x Tyler Wright (AUS)

3 Carissa Moore (HAV) x Stephanie Gilmore (AUS)

4 Brisa Hennessy (CRI) x Johanne Defay (FRA)

Top-22 do WSL Championship Tour 2022 após 3 etapas

1 Kanoa Igarashi (JPN) – 17.290 pontos
2 Kelly Slater (EUA) – 14.650
2 Barron Mamiya (HAV) – 14.650
4 Filipe Toledo (BRA) – 14.440
5 Seth Moniz (HAV) – 13.875
6 Caio Ibelli (BRA) – 13.500
7 Griffin Colapinto (EUA) – 12.660
8 John John Florence (HAV) – 12.160
9 Jordy Smith (AFR) – 11.385
10 Italo Ferreira (BRA) – 10.735
11 Miguel Pupo (BRA) – 9.670
12 Kolohe Andino (EUA) – 9.395
12 Jake Marshall (EUA) – 9.395
14 Ethan Ewing (AUS) – 8.745
15 Connor O´Leary (AUS) – 7.970
15 Callum Robson (AUS) – 7.970
15 Nat Young (EUA) – 7.970
18 Conner Coffin (EUA) – 7.405
18 Jack Robinson (AUS) – 7.405
18 Ezekiel Lau (HAV) – 7.405
18 Samuel Pupo (BRA) – 7.405
18 Lucca Mesinas (PER) – 7.405

Outros brasileiros
23 João Chianca (BRA) – 5.980 pontos
27 Deivid Silva (BRA) – 4.915
27 Jadson André (BRA) – 4.915
39 Gabriel Medina (BRA) – 795
39 Yago Dora (BRA) – 795
Top-10 do WSL Championship Tour 2022 após 3 etapas

1 Brisa Hennessy (CRI) – 17.355 pontos
2 Carissa Moore (HAV) – 16.495
2 Lakey Peterson (EUA) – 16.495
4 Tatiana Weston-Webb (BRA) – 15.220
5 Malia Manuel (HAV) – 15.155
6 Johanne Defay (FRA) – 14.235
7 Tyler Wright (AUS) – 13.440
8 India Robinson (AUS) – 12.100
9 Gabriela Bryan (HAV) – 11.305
10 Moana Jones Wong (HAV) – 11.045

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    Próxima chamada para o Fiji Pro acontece nesta quarta-feira (25), às 16h (de Brasília). A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. A janela segue até 4 de setembro. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Fiji A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Em inglês: Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Ethan Ewing (AUS) x Cole Houshmand (EUA)3 – Yago Dora (BRA) x Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) x Alan Cleland (MEX)5 – João Chianca (BRA) x Morgan Cibilic (AUS)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Liam O’Brien (AUS) x Callum Robson (AUS)8 – George Pittar (AUS) x Jackson Marshall (EUA)9 – Italo Ferreira (BRA) x Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) x Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) x Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) x Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) x Crosby Colapinto (EUA)15 – Jack Robinson (AUS) x Barron Mamiya (HAV)16 – Gabriel Medina (BRA) x Jacob Willcox (AUS) Feminino Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) x Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Luana Silva (BRA) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)3 – Sawyer Lindblad (EUA) x Vahine Fierro (FRA)4 – Caroline Marks (EUA) x Erin Brooks (CAN)5 – Gabriela Bryan (HAV) x Yolanda Hopkins (POR)6 – Nadia Erostarbe (ESP) x Isabella Nichols (AUS)7 – Molly Picklum (AUS) x Brisa Hennessy (CRC)8 – Lakey Peterson (EUA) x Francisca Veselko (POR) Round 1 Masculino 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Feminino 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ)

    Próxima chamada para o Fiji Pro acontece nesta quarta-feira (25), às 16h (de Brasília). Previsão indica que swell segue firme em Cloudbreak.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.