Pro Bells Beach

Quatro brasileiros nas oitavas

Após dia com 16 baterias, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Miguel e Samuel Pupo se classificam para as oitavas de final do Pro Bells Beach. Próxima chamada nesta quinta-feira (14), às 18h (de Brasília).
Rip Curl Pro Bells Beach 2022

O Brasil chega à fase masculina dos 16 melhores do Pro Bells Beach com quatro surfistas na Austrália. Após um dia cheio, com todas as baterias da terceira fase realizadas em boas ondas com até 2 metros, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Samuel Pupo e Italo Ferreira escreveram seus nomes nas oitavas de final.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

Nesta quinta-feira (14) Italo Ferreira venceu um duelo elétrico de 17 ondas surfadas contra o australiano Ryan Callinan. A bateria foi a 16ª da fase e aconteceu num momento que o mar de Bells já não estava tão limpo, e as ondas menores, com cerca de 1 metro. O brasileiro foi consistente durante toda a disputa, com um surfe sólido, limpo e de manobras fortes.

Italo estava à frente no placar após os dez minutos iniciais, com as notas 6.17 e 6.60 pontos. Com 20 minutos de confronto, Ryan necessitava de 7.17 e voou com rotação, porém um pouco à frente errou uma rasgada. A nota foi 7.13 e ele continuou em segundo lugar.

O brasileiro surfou um minuto depois. Com duas manobras fortes no outside, e um belo trabalho no inside que terminou com batida na junção, Italo anotou 7.17 pontos e deixou a diferença em 5.64.

Aos 14 minutos Ryan usou a prioridade e fez mais do que precisava para assumir a liderança (5.87). Um minuto e meio depois Italo deu o troco. O brasileiro necessitava de 5.83 pontos e anotou 6.83 para voltar ao primeiro lugar e não sair mais.

Os dois ainda surfaram outras ondas, porém não houve troca de notas. Italo surfou oito direitas na bateria e venceu com 14.00 no somatório. Ryan pegou nove e foi eliminado com 13.00 no placar.

Briga de novatos – O adversário de Italo nas oitavas será Samuel Pupo. O brasileiro competiu no penúltimo confronto do Round 3, uma briga entre novatos na elite.

A melhor apresentação de Samuel aconteceu com 14 minutos de disputa. O brasileiro surfou bem a direita do outside ao inside e anotou 5.77 pontos. A nota deixou o adversário, Jake Marshall, na necessidade de 5.93 para vencer. O norte-americano diminuiu a distância com 4.57 pontos, e logo depois foi em busca dos 5.54 que precisava.

Restando cinco minutos para o fim, Samuel tinha a prioridade, mas deixou uma onda passar e Jake surfou. Novamente o norte-americano foi até o inside, mas não conseguiu manobras tão expressivas e conquistou 4.60 pontos, nota insuficiente para a virada.

Filipe vira perto do fim – Filipe Toledo foi o primeiro brasileiro classificado para as oitavas de final do Pro Bells Beach. O duelo contra Mikey Wright foi franco, e Filipinho saiu de uma situação complicada ao conquistar a maior nota do confronto, depois manter a calma e virar perto do fim.

A quinta disputa da terceira fase teve um início empolgante. Mikey começou melhor e na terceira onda anotou 8.17 pontos. Naquele momento Filipe precisava de 9.17 para vencer. O australiano escolhia bem as direitas e fazia um surfe seguro, de rasgadas fortes e alongadas, finalizando quase da areia da praia.

Porém, logo depois do aussie colocar pressão no placar, o brasileiro deu o troco, e em alto nível. Com curvas em alta velocidade, na borda, Filipe colocou 8.83 pontos no somatório para encostar no líder.

“Estava amarradão, estava feliz. Tem altas ondas. A prancha está muito boa. Então eu estava só concentrando todas as minhas energias em uma onda boa e depois num backup. Deu certo. Tenho que agradecer a Deus pela oportunidade. Amarradão! Vamos pra próxima!”, conta Filipe para a equipe do Waves.

Filipe e Mikey surfaram mais uma onda cada e não trocaram de notas. Na sequência o mar ficou flat durante vários minutos. O australiano tinha a prioridade quando restavam oito para o fim, mas o brasileiro aproveitou uma onda, bateu forte e rasgou. Ele necessitava de 5.84 pontos e virou com 6.33.

Mikey ainda teve mais uma chance, porém perdeu o equilíbrio durante uma rasgada e caiu da prancha. A bateria terminou e Filipe avançou para a oitavas de final com vitória pelo placar de 15.16 a 14.67 pontos. Na próxima fase Filipe enfrentará outro australiano, Connor O’Leary.


Miguel x Deivid – A disputa brasileira da terceira fase masculina colocou frente a frente Miguel Pupo e Deivid Silva. Eles competiram na mesma bateria da primeira fase do Pro Bells Beach. Deivid venceu o primeiro encontro e Miguel ficou em segundo. Os dois avançaram juntos na ocasião. Nesta quinta-feira eles entraram na água juntos novamente e a bateria foi decidida na última série surfada por eles. Dessa vez o resultado foi diferente.

A bateria foi a 11ª e aconteceu num momento do mar com direitas de cerca de 1,5 metro. A batalha dos atletas de base goofy foi parelha e com viradas. Os dois surfaram três séries juntos. Na primeira, que abriu a disputa, Deivid anotou 6.83 pontos, contra 6.33 de Miguel. Na sequência Miguel caiu ao executar um floater. Instantes depois Deivid colocou 4.17 no somatório, mas Miguel tomou a primeira posição com 5.77.

Os dois tinham pegadas parecidas no surfe, com um ataque de batidas verticais e rasgadas. A bateria de 35 minutos passou da metade e eles só surfaram mais duas vezes cada. Uma série entrou perto dos dez minutos finais. Miguel surfou primeiro e fez 7.57 pontos. Deivid foi na onda seguinte e tomou a primeira posição com 7.80.

Outra série apareceu em Bells Beach três minutos depois. Deivid tinha a prioridade. Ele deixou Miguel surfar a primeira onda e pegou a segunda. Esse momento definiu a bateria. Deivid colocou 7.73 pontos no somatório e Miguel foi pra liderança com 8.23.

O mar ficou flat e Deivid acabou eliminado na necessidade de 8.01 pontos. Miguel avançou e enfrentará o norte-americano Kolohe Andino nas oitavas de final.

“Bateria difícil. O DVD é meu parceiro de tour desde o ano passado. A gente viajou o ano inteiro juntos, ficando juntos, dividindo quarto, casa… Aqui a gente está junto novamente, só com o adicional do meu irmão (Samuel) e do João (Chianca), que são os novatos deste ano. Sabia que seria uma bateria difícil pra mim. Especificamente porque o DVD é muito forte de backside. A gente sabe a potência que ele tem, então era um desafio enorme e eu tive que me superar”, diz Miguel para a equipe do Waves na Austrália.


Derrotas doloridas – Além de Deivid, o Brasil perdeu outros três surfistas nesta quinta-feira. Uma das derrotas mais doloridas foi a de Jadson André para Kolohe.

O duelo entre os dois foi o 12º da terceira fase, e começou melhor para o brasileiro. Cada um surfou duas ondas nos dez minutos iniciais da bateria de 35. Jadson fez uma escolha melhor nas duas ocasiões, e aproveitou as direitas com mais parede em pé para apresentar um surfe vertical.

O duelo passou da metade com Kolohe na necessidade de 7.59 para assumir a liderança. Com a prioridade, ele tentou um golpe quando restavam 14 minutos. O norte-americano acelerou bastante para passar seções e chegar na parede aberta da direita, então executou um layback e linkou com uma batida reta. Depois ele bateu novamente, conectou com o inside e deu outra pancada na junção. Os 7.27 pontos não deram a virada, mas diminuíram a distância para 5.99.

Cinco minutos depois eles surfaram uma série, mas não trocaram de notas. E quanto restavam cinco minutos outras ondas apareceram em Bells Beach. Jadson usou a prioridade, surfou bem e colocou mais 7.23 no somatório. Kolohe, que passou a necessitar de 6.79, surfou a onda seguinte. O norte-americano acelerou, voou com alley oop, entrou no inside com alguns cutbacks e finalizou a apresentação com uma batida numa junção pequena e espumada. Três dos cinco juízes deram a virada e Kolohe venceu a bateria ao marcar 6.83.

Jadson, que está em situação delicada no ranking, correndo sério risco de sair da elite no corte após a próxima etapa, colocou as mãos no rosto após ouvir as notas, e balançou a cabeça como sinal de insatisfação, como se não estivesse acreditando no resultado. O placar final foi 14.10 para Kolohe contra 14.06 para Jadson.

John John x João – Outra derrota amarga para o Brasil aconteceu no encontro entre John John Florence e João Chianca. Eles deram espetáculo no Pro Bells Beach.

Os dois se enfrentaram pela segunda vez em 2022 e novamente o havaiano levou a melhor. O brasileiro perdeu com um somatório de 17.73 pontos, que seria suficiente para vencer qualquer outra bateria da etapa nas categorias masculina e feminina.

Durante toda a disputa os dois abusaram das rasgadas alongadas com pressão, e bateram forte nas direitas de Bells. John John abriu com 8.93 pontos, e João ficou um pouco abaixo, 7.83. O brasileiro tomou a liderança na sequência com 5.50, porém o havaiano retomou a primeira posição um minuto depois ao marcar 7.60.

Dali até perto do final o brasileiro tentou de todas as formas assumir a liderança. Ele necessitava de 8.71 pontos, e fez 7.87 e na sequência 8.50. Porém quando restavam dez minutos para o fim, o havaiano fez quatro manobras muito fortes, anotou 9.93 e deixou João na necessidade de 18.86.

O brasileiro não desistiu e marcou 9.23 pontos, após amassar uma direita. Ele ainda lutou nos minutos finais para arrancar os 9.64 que precisava, mas errou quando foi praticamente para o tudo ou nada.

Assim como no Billabong Pro Pipeline, John John levou a melhor sobre o brasileiro, dessa vez com 18.86. Com a derrota João fica em situação crítica no ranking. Ele precisará de um resultado expressivo em Margaret River para se livrar do corte do meio de temporada. O próximo adversário do havaiano será o australiano Morgan Cibilic.

“O objetivo é vencer o evento, com certeza. Espero que as ondas continuem boas como estão agora. Elas estão incríveis! Eu apenas vou continuar tentando meu melhor”, fala John John com exclusividade para o Waves.


Caio também fora – Outro brazuca que se despediu do Pro Bells Beach nesta quinta-feira foi Caio Ibelli. O brasileiro não fez boa escolha de ondas num momento do mar com séries demoradas, e foi eliminado por Nat Young. O norte-americano mostrou grande sintonia com o pico, pegou as melhores direitas e venceu com as maiores notas.

O brasileiro começou com uma onda fraca, e o norte-americano abriu com 4.17 pontos. Após oito minutos de flat, as direitas reapareceram em Bells Beach. Com 12 minutos de disputa Caio fez a que acabou sendo a melhor nota dele na bateria. Ele executou uma batida e uma rasgada alongada no outside, fez dois cutbacks na sequência e terminou a apresentação com uma batida numa junção pequena, no inside. Caio recebeu 5.17 dos juízes.

Seis minutos depois Nat deu o troco e passou para a primeira posição. Uma série grande apareceu no outside, com cerca de 2 metros, porém os dois estavam mal posicionados no pico para a onda inicial. Caio também tomou a segunda na cabeça, mas Nat conseguiu entrar. A direita estava branca, porém o norte-americano segurou a pressão, fez três rasgada e acertou uma batida. Nat deu uma leve enterrada de borda na base na cavada para a última manobra. A nota 6.17 pontos deixou o brasileiro na necessidade de 5.18. Mas quem trocou de nota novamente foi Nat.

O norte-americano pegou uma onda menor durante a prioridade do brasileiro. A direita ficou em pé e ele rasgou várias vezes para aumentar a diferença com a nota 5.27 pontos. Caio surfou logo em seguida, abriu com um layback potente, passando a rabeta por cima da crista, porém ficou atrasado para manobra seguinte e caiu da prancha.

Restavam dez minutos para o fim, e Caio seguiu sem conexão com Bells. Ele ainda viu Nat conquistar a maior nota do duelo, 7.33 pontos, com quatro manobras. Final de disputa e vitória do norte-americano pelo placar de 13.50 a 8.60.

Polêmica – A terceira bateria do Round 3 do Pro Bells Beach teve polêmica. A disputa envolvia o sul-africano Jordy Smith, que nos três minutos finais precisava de 9.10 pontos para vencer, e o australiano Jackson Baker, que estava muito próximo da vitória.

Jordy tinha a prioridade e entrou uma série no pico australiano. Ele deixou a primeira onda passar, e virou o bico da prancha em direção à praia na segunda, porém pareceu não querer surfar. Jackson, que remava junto, logo ao lado, seguiu dando braçadas, porém no último momento o sul-africano decidiu ir na onda. Jordy caiu da prancha, dando a entender que teria sido bloqueado pelo adversário.

O tempo passou e os juízes não deram a interferência, confirmando a vitória de Jackson pelo placar de 14.60 a 10.90 pontos. Após a bateria o sul-africano foi conversar com os juízes para entender o motivo da não punição ao australiano.


Kelly perde a chance de liderar o ranking – Outro resultado inesperado desta quinta-feira saiu de uma bateria entre um novato e um mestre. O havaiano Imaikalani deVault eliminou o maior nome do surfe de todos os tempos, o norte-americano Kelly Slater. A lenda do esporte surfou como garoto, apresentou manobras verticais e de borda e chegou muito perto da vitória, porém perdeu.

Imaikalani chegou nos cinco minutos finais de bateria tendo surfado apenas duas ondas (4.50 e 5.67), e na necessidade de 8.10 pontos para vencer. Kelly já tinha entrado em cinco e vencia com certa tranquilidade com as notas 7.17 e 6.60. Então veio a surpresa.

O havaiano usou a prioridade e destruiu uma direita. Imaikalani bateu para passar uma seção, executou um poderoso layback, bateu novamente com força, rasgou com potência, fez cutback e acertou outra pancada, dessa vez no inside. A nota 8.17 pontos o colocou na liderança. Kelly ainda surfou duas ondas, mas não chegou perto dos 6.68 que precisava e se despediu da etapa.

Com a derrota Kelly perdeu a chance de assumir a liderança do ranking. Ele precisava chegar nas quartas para ultrapassar a pontuação do japonês Kanoa Igarashi, que também caiu na terceira fase do Pro Bells Beach. Imaikalani está em situação crítica no ranking, e precisa de um excelente resultado para continuar com chances de se manter na elite após o corte do meio de temporada.

Aposentado para o líder – O tricampeão mundial Mick Fanning também está nas oitavas de final do Pro Bells Beach. Convidado para o evento, que já foi vencido por ele quatro vezes, o australiano derrotou Kanoa Igarahi nesta quinta-feira.

Kanoa começou melhor, mas Mick subiu o nível ao longo da disputa e chegou perto do fim com ampla vantagem. Os dois surfaram nos últimos instantes e trocaram de nota. O japonês comemorou muito no término da onda (8.00), mas a do aussie foi ainda melhor (8.77) e avançou.

“É um ótimo público, você sabe. As pessoas amam Bells Beach, amam vir aqui e apoiar os surfistas, não importa de que país você seja. Eles amam ver um bom surfe e você realmente sente isso como um atleta. Foi muito especial”, diz Mick sobre a agitação do público na praia com exclusividade para o Waves. “Estou muito empolgado, pois pegamos algumas boas ondas. Tive uma boa disputa com Kanoa Igarashi. Meu plano agora é comer essa torta e descansar as pernas”.

Próxima chamada – Uma nova chamada para possível reinício do evento acontece nesta quinta-feira (14) às 18h (de Brasília).


Pro Bells Beach
Round 3 masculino

1 Owen Wright (AUS) 13.67 x 12.34 Griffin Colapinto (EUA)

2 Nat Young (EUA) 13.50 x 8.60 Caio Ibelli (BRA)

3 Jackson Baker (AUS) 14.60 x 10.90 Jordy Smith (AFR)

4 Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 9.90 Lucca Mesinas (PER)

5 Filipe Toledo (BRA) 15.16 x 14.67 Mikey Wright (AUS)

6 Connor O’Leary (AUS) 13.46 x 13.26 Ezekiel Lau (HAV)

7 John John Florence (HAV) 18.86 x 17.73 João Chianca (BRA)

8 Morgan Cibilic (AUS) 14.93 x 13.50 Barron Mamiya (HAV)

9 Mick Fanning (AUS) 15.77 x 14.83 Kanoa Igarashi (JAP)

10 Callum Robson (AUS) 15.27 x 13.43 Frederico Morais (POR)

11 Miguel Pupo (BRA) 15.80 x 15.53 Deivid Silva (BRA)

12 Kolohe Andino (EUA) 14.10 x 14.06 Jadson André (BRA)

13 Imaikalani deVault (HAV) 13.84 x 13.77 Kelly Slater (EUA)

14 Jack Robinson (AUS) 16.17 x 9.90 Leonardo Fioravanti (ITA)

15 Samuel Pupo (BRA) 10.10 x 9.17 Jake Marshall (EUA)

16 Italo Ferreira (BRA) 14.00 x 13.00 Ryan Callinan (AUS)

Oitavas de final

1 Owen Wright (AUS) x Nat Young (EUA)

2 Jackson Baker (AUS) x Ethan Ewing (AUS)

3 Filipe Toledo (BRA) x Connor O’Leary (AUS)

4 John John Florence (HAV) x Morgan Cibilic (AUS)

5 Mick Fanning (AUS) x Callum Robson (AUS)

6 Miguel Pupo (BRA) x Kolohe Andino (EUA)

7 Imaikalani deVault (HAV) x Jack Robinson (AUS)

8 Samuel Pupo (BRA) x Italo Ferreira (BRA)
Quartas de final femininas

1 Courtney Conlogue (EUA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

2 Bronte Macaulay (AUS) x Tyler Wright (AUS)

3 Carissa Moore (HAV) x Stephanie Gilmore (AUS)

4 Brisa Hennessy (CRI) x Johanne Defay (FRA)

Top-22 do WSL Championship Tour 2022 após 3 etapas

1 Kanoa Igarashi (JPN) – 17.290 pontos
2 Kelly Slater (EUA) – 14.650
2 Barron Mamiya (HAV) – 14.650
4 Filipe Toledo (BRA) – 14.440
5 Seth Moniz (HAV) – 13.875
6 Caio Ibelli (BRA) – 13.500
7 Griffin Colapinto (EUA) – 12.660
8 John John Florence (HAV) – 12.160
9 Jordy Smith (AFR) – 11.385
10 Italo Ferreira (BRA) – 10.735
11 Miguel Pupo (BRA) – 9.670
12 Kolohe Andino (EUA) – 9.395
12 Jake Marshall (EUA) – 9.395
14 Ethan Ewing (AUS) – 8.745
15 Connor O´Leary (AUS) – 7.970
15 Callum Robson (AUS) – 7.970
15 Nat Young (EUA) – 7.970
18 Conner Coffin (EUA) – 7.405
18 Jack Robinson (AUS) – 7.405
18 Ezekiel Lau (HAV) – 7.405
18 Samuel Pupo (BRA) – 7.405
18 Lucca Mesinas (PER) – 7.405

Outros brasileiros
23 João Chianca (BRA) – 5.980 pontos
27 Deivid Silva (BRA) – 4.915
27 Jadson André (BRA) – 4.915
39 Gabriel Medina (BRA) – 795
39 Yago Dora (BRA) – 795
Top-10 do WSL Championship Tour 2022 após 3 etapas

1 Brisa Hennessy (CRI) – 17.355 pontos
2 Carissa Moore (HAV) – 16.495
2 Lakey Peterson (EUA) – 16.495
4 Tatiana Weston-Webb (BRA) – 15.220
5 Malia Manuel (HAV) – 15.155
6 Johanne Defay (FRA) – 14.235
7 Tyler Wright (AUS) – 13.440
8 India Robinson (AUS) – 12.100
9 Gabriela Bryan (HAV) – 11.305
10 Moana Jones Wong (HAV) – 11.045

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.