Surf Brasil Master 2026

Reta final em Sergipe

Trinta surfistas chegam no fim de semana em Aracaju com chances de serem campeões nacionais no Surf Brasil Master 2026.
Surf Brasil Master 2026, Praia dos Náufragos, Aracaju (SE)

O Surf Brasil Master entrou na reta final da corrida pelos primeiros títulos brasileiros da temporada 2026 em Aracaju, capital de Sergipe. Na sexta-feira (24) foi iniciada a terceira e última etapa da maratona que completou 174 baterias disputadas em uma semana, desde o sábado passado na belíssima Praia dos Náufragos. O maior encontro de ídolos da rica história do surfe brasileiro, reuniu 125 surfistas de 12 estados do país e 30 deles chegam no fim de semana, com chances de serem campeões nas três categorias divididas por idade, 40 anos, 50 anos e das lendas de 60 anos. A batalha final pelos títulos prossegue nesse sábado a partir das 7h (de Brasília), ao vivo pelo Canal Woohoo e pelo Surf Brasil TV no YouTube, que pode ser acessado no site SurfBrasil.org.br.

A sexta-feira amanheceu com a Praia dos Náufragos apresentando boas ondas para rolar as 24 primeiras baterias última etapa do Surf Brasil Master 2026 na capital sergipana, as 16 da rodada inicial da categoria 40+ e metade das 16 da 50+. O dia começou com 39 surfistas tendo chances matemáticas na briga pelos títulos brasileiros, 7 na divisão 40+, 26 na 50+ e 6 na 60+. Só que os ponteiros dos rankings vão tirando concorrentes a cada classificação e 9 já saíram da disputa, 1 na categoria 40+ e 8 na 50+. Mas 30 surfistas seguem na batalha dos títulos e os outros tentam melhorar suas posições no ranking final de 2026.

O sergipano Romeu Cruz foi o grande carrasco do dia. Com o vice-campeonato na decisão 50+ da quinta-feira, ele assumiu a terceira posição na classificação das duas primeiras etapas e abriu a última etapa da categoria na tarde da sexta-feira. Romeu destruiu uma boa onda com um surf potente, jogando água nas manobras que arrancaram 7.33 dos juízes. Ele ainda achou outra boa para fazer um novo recorde de 13.83 pontos na divisão 50+ do Surf Brasil Master 2026. O catarinense Silvério Jorge acabou impedindo uma dobradinha sergipana, ao superar Augusto Melo na briga pela segunda classificação da bateria.

“Tem boas ondas lá fora, não para de vir onda e isso é legal, porque a gente fica trocando notas. O mar tá com boa formação e achei que está bem melhor do que ontem”, analisou o conhecedor do pico, Romeu Cruz, que falou mais sobre outros lugares que rolam boas ondas no litoral sergipano. “Sempre têm boas ondas aqui no nosso estado, mas geralmente costumamos surfar ou no litoral norte, ou no Sul, onde tem picos com ondas melhores, mais constantes. É onde nós treinamos com mais frequência quando entra swell, mas temos ondas boas também em Aracaju, como aqui mesmo na Praia dos Náufragos”.

Oito saem da briga do título brasileiro 50+ na primeira bateria – O sergipano Romeu Cruz tirou oito concorrentes da disputa do título brasileiro em uma tacada só na primeira bateria, com a classificação para as oitavas de final. O vice-líder do ranking, Flavio Sukita, que lhe tirou a vitória na segunda etapa do Surf Brasil Master, também passou a sua primeira bateria. Foi na última do dia e reuniu os dois campeões que confirmaram os 100% de títulos cearenses na quinta-feira em Aracaju. E o campeão da 50+, acabou perdendo para o campeão da 60+, Cardoso Junior, mas ambos avançaram para as oitavas de final, eliminando um competidor do Rio de Janeiro, Daniel Leça.

O número 1 do ranking 50+ é o cabo-friense Victor Ribas, que vai fazer a sua primeira defesa da liderança na bateria que ficou para abrir o sábado, às 7h na Praia dos Náufragos. Ele vai enfrentar os potiguares Bruno Grilo e Wagner Augusto e derruba mais dois concorrentes ao título brasileiro, se conseguir ficar entre os dois primeiros que se classificam para a próxima fase. Vitinho tiraria da briga o catarinense campeão brasileiro 50+ em 2023, Roni Ronaldo, junto com o baiano Jeronimo Bomfim.

Líder do ranking 40+ avança e tira um concorrente ao título da briga – Na categoria 40+, a terceira etapa começou com 7 surfistas na disputa do título brasileiro e o número 3 do ranking, Itim Silva, seguiu na briga com a vitória na bateria que abriu a sexta-feira de boas ondas na Praia dos Náufragos. O segundo concorrente a estrear na batalha final do Surf Brasil Master, foi o potiguar José Junior na quarta bateria e o sexto do ranking repetiu o feito do cearense, saindo do mar em primeiro lugar. O sétimo colocado, Alan Donato, também estreou com vitória antes dos líderes competirem.

Mas, o pernambucano acabou saindo da briga quando o número 1 do ranking, Edvan Silva, derrotou o pernambucano Edson Costa e o paulista Cristiano Rosario. O cearense aumentou para 9 o seu recorde de baterias vencidas desde a primeira que ganhou no sábado passado e inaugurou o Surf Brasil Master 2026 em Sergipe. Edvan Silva é o recordista absoluto também de nota e somatório nas ondas da Praia dos Náufragos, com a 8.83 e os 15.36 pontos que conseguiu nas semifinais da primeira etapa, que ele foi o campeão na segunda-feira.

“Estou feliz e obrigado Deus por mais uma oportunidade de estar aqui, começando a terceira etapa com vitória”, disse Edvan Silva. “Vamos se concentrar pra próxima, porque tem muita coisa pela frente e tem que ir um passo de cada vez. Quero agradecer meus apoiadores, minha família, minha esposa que está torcendo bastante por mim, meus alunos lá da Edvan Silva Surf School e é isso aí. Agora vamos descansar, porque tá sendo muito desgastante, não só pra mim, como para os outros atletas também. Mas, a gente ama isso e vamos pra próxima”.

Vice-líder do ranking 40+ também estreia com vitória na sexta-feira – Edvan Silva competiu logo após o vice-líder do ranking e também cearense Felipe Martins, igualmente estrear com vitória no terceiro e último desafio do Surf Brasil Master 2026 em Aracaju. Felipe foi quem quebrou a invencibilidade do Edvan em baterias na Praia dos Náufragos, derrotando-o nas semifinais e também na grande final na quinta-feira. Ele não achou boas ondas na sexta-feira, mas fez o suficiente para vencer a dobradinha cearense completada por Claudemir Bibi Lima, sobre o paulista Jayme Pereira.

“Ainda estou bem cansado de ontem, foi um dia bem corrido, mas graças a Deus, consegui vencer. Hoje minha bateria foi só a oitava, então descansei um pouco melhor”, disse Felipe Martins, que na segunda etapa competiu na primeira bateria do dia. “Eu não me encaixei tão bem nessa bateria hoje, mas tem boas ondas, elas estão com uma energia legal, até mais do que ontem e estou feliz de ter avançado. As minhas perspectivas são de conseguir surfar bem, me alinhar melhor com o mar para ir avançando, avançando e, se Deus quiser, conseguir esse título brasileiro”.

Edvan Silva e Felipe Martins igualaram outro recorde no Surf Brasil Master 2026 na sexta-feira, o de mais baterias disputadas na Praia dos Náufragos. Os dois igualaram só na categoria 40+, as 11 vezes que o potiguar Rodrigo Jorge já havia competido nas duas primeiras etapas, mas em duas divisões, 5 na 40+ e 6 na 50+. Só que o surfista de Natal já aumentou essa marca e voltou a se isolar com 12 baterias disputadas, ao se classificar com o alagoano Klinger Peixoto no 14º confronto da categoria 40+. E Rodrigo Jorge ainda vai subir esse recorde para 13, na 12ª bateria da 50+, a quarta a entrar no mar neste sábado em Aracaju.

Sergipano pode eliminar metade dos oponentes ao título 60+ – Após o encerramento da 50+, será iniciada a 60+ com seis concorrentes ao título brasileiro da categoria das lendas do surf brasileiro. Nessa, o sergipano Tady vencedor da primeira etapa do Surf Brasil Master 2026 em casa e vice-campeão no título cearense de Cardoso Junior na segunda, encerrada na quinta-feira, pode reduzir esse número pela metade, se passar a sua bateria com o carioca Zenato e o gaúcho Angelo Gulea. Caso se classifique, os únicos que poderão impedir que Tady se torne o primeiro sergipano a conquistar um título de campeão brasileiro de surf, serão o cearense Cardoso Junior e o paulista Edson Vieira.

O Surf Brasil Master 2026 é mais uma realização de Surf Brasil e conta com patrocínio da Prefeitura de Aracaju pela Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (SEJESP) e do Governo do Estado de Sergipe através da Secretaria do Esporte e Lazer. O evento tem a Federação Sergipana de Surf (FSS) como parceira na organização e co-patrocínios e apoios de JISK, Arcus Hotel by Atlantica, Rei Beach Lounge Bar, Surfland Garopaba, Só Coco, Suntech e Brazilian Tiger Balm. A competição está sendo transmitida ao vivo pelo Canal Woohoo e pelo Surf Brasil TV no YouTube que pode ser acessado no site SurfBrasil.org.br.

Baterias do Surf Brasil Master em Sergipe
(entre parênteses o estado que representa nas competições)

Resultados da sexta-feira em Aracaju
40+ Primeira fase
3º=33º lugar (320 pontos) e 4º=49º lugar (240 pts)

1 1-Itim Silva (CE), 2-Deyvison Ferreira (RJ), 3-Fellipe Ximenes (SC), 4-Roberto Silva (RN)

2 1-Jeff Toco (SC), 2-Gildeon Reis (SE), 3-Bruno Silva (SC), 4-Ricardo Vasconcelos (PE)

3 1-Isaias Silva (CE), 2-Claudio Freitas (RJ), 3-Marcio Leal (SC), 4-Alan Toledo (RJ)

4 1-José Junior (RN), 2-Saulo Carvalho (PB), 3-Leonel Brizola (RJ), 4-Wallace Silva (PE)

5 1-Thiago de Sousa (CE), 2-Neco Padaratz (SC), 3-Michell Pontes (PE), 4-Manoel de Assis (PE)

6 1-Alan Donato (PE), 2-Victor Araujo (CE), 3-André Zanini (SC), 4-Tadeu Cunha (AL)

7 1-Diego Rosa (SC), 2-Duda Carneiro (CE), 3-Igor Mathey (SP), 4-Fernando Junior (SC)

8.a 1-Felipe Martins (CE), 2-Claudemir Bibi Lima (RJ), 3-Jayme Pereira (SP), w.o-Duda Tedesco (RJ)

9 1-Edvan Silva (CE), 2-Edson Costa (PE), 3-Cristiano Rosario (SP)

10 1-Bruno Padilha (PB), 2-Wilson Nora (BA), 3-Edson Papagaio (SE), 4-Ademar Neto (BA)

11 1-Rogerio Galvão (PE), 2-Jeova Rodrigues (CE), 3-Ademar Gomes (SP), w.o-Alexandre Henrique (PB)

12 1-Angelino Santos (RJ), 2-Akma (SE), 3-Junior Rocha (RN), 4-Jonatas Rangel (RJ)

13 1-Flavio Costa (RJ), 2-Jorge Correa (SC), 3-Paulo Germano (PB), 4-Gabriel Piccoli (SC)

14 1-Klinger Peixoto (AL), 2-Rodrigo Jorge (RN), 3-Carlos Malheiros (PE), w.o-Alexandre Felicio (SP)

15 1-Adriano Lemos (SC), 2-Rogerio Dantas (CE), 3-Fred Vilela (AL), 4-Leandro Mendes (BA)

16 1-Akio Saito (SP), 2-Marcio Farney (SC), 3-Sidnei Oliveira (SP), 4-Deivid Deja (SC)

50+ Primeira fase
3º=33º lugar (320 pontos) e 4º=49º lugar (240 pts)

1 1-Romeu Cruz (SE), 2-Silverio Jorge Silver (SC), 3-Augusto Melo (SE)

2 1-Edson Vieira (SP), 2-Edson Papagaio (SE), 3-Rafael Guimarães (SC), 4-Sandro Rohden (SC)

3 1-Gildeon Reis (SE), 2-Crhistiano Spirro (BA), 3-Inaldo Segundo (BA), w.o-Alexandre Felicio (SP)

4 1-Fred Vilela (AL), 2-Marcelo Alves (BA), 3-Jonatas Rangel (RJ)

5 1-Leonel Brizola (RJ), 2-Fernando Conceição (PE), 3-Robson Vinhas (BA), w.o-Duda Tedesco (RJ)

6 1-Saulo Carvalho (PB), 2-Sergio Noronha (RJ), 3-João Maria (RN)

7 1-Paulo Germano (PB), 2-Roni Ronaldo (SC), 3-Tadeu Cunha (AL), 4-Carlos Malheiros (PE)

8 1-Cardoso Junior (CE), 2-Flavio Sukita (CE), 3-Daniel Leça (RJ)

Próximas baterias na praia dos náufragos
50+ Primeira fase
3º=33º lugar (320 pontos) e 4º=49º lugar (240 pts)

9 Victor Ribas (RJ), Bruno Grilo (RN), Wagner Augusto (RN)

10 Igor Mathey (SP), Jeronimo Bomfim (BA), Alexandre Henrique (PB), Chico Lavigne (BA)

11 Alessandro Macedo (RN), Mauricio Weyll (BA), Dalmo Meirelles (BA)

12 Rodrigo Jorge (RN), Armando Maciel (SC), Alan Toledo (RJ)

13 Fabio Gouveia (PB), Esdras Santos (BA), Ayrton Almeida (PE)

14 Ivan Medeiros (RN), Luciano Alemão (SC), Davy Christian (SE), Marcelo Resende (SE)

15 Rogerio Dantas (CE), Ademar Neto (BA), Jofrey Seibel (SC), Helvecio Santos (SE)

16 Gilberto Araujo (AL), Alvaro Bacana (MA), Michell Pontes (PE)

60+ Primeira fase
3º=13º lugar (450 pontos) e 4º=19º lugar (390 pts)

1 Edson Vieira (SP), Paulo Falcon (BA), Roberto Campos (BA), Pedro Sobrinho (RN)

2 William Diegues (SP), Walter Paes (RJ), Gama (SC), Davi Filho (SC)

3 Cardoso Junior (CE), Saulo Lyra (S), Wlamir Reis (SP)

4 Tady (SE), Zenato (RJ), Angelo Gulea (RS)

5 Carlos Pereira (AL), Rubens Farias (SC), Marco Leleu (RN), Jaguaracy Gloria (BA)

6 Claudio Marroquim (PE), Francisco Moura (RN), Jorge Bittencourt (BA), Jaime Farinha (PE)

40+ Oitavas de final
3º=17º lugar (400 pontos) e 4º=25º lugar (360 pts)

1 Itim Silva (CE), Isaias Silva (CE), Gildeon Reis (SE), Saulo Carvalho (PB)

2 José Junior (RN), Jeff Toco (SC), Claudio Freitas (RJ), Deyvison Ferreira (RJ)

3 Thiago de Sousa (CE), Diego Rosa (SC), Claudemir Bibi Lima (CE), Victor Araujo (CE)

4 Felipe Martins (CE), Alan Donato (PE), Duda Carneiro (CE), Neco Padaratz (SC)

5 Edvan Silva (CE), Rogerio Galvão (PE), Wilson Nora (BA), Akma (SE)

6 Angelino Santos (RJ), Bruno Padilha (PB), Jeova Rodrigues (CE), Edson Costa (PE)

7 Marcio Farney (SC), Flavio Costa (RJ), Adriano Lemos (SC), Rodrigo Jorge (RN)

8 Klinger Peixoto (AL), Rogerio Dantas (CE), Akio Saito (SP), Jorge Correa (SC)

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.