Circuito Banco do Brasil

Samuel Igo bate recorde histórico

Paraibano Samuel Igo bate recorde de Matheus Navarro e somatório entra para história do Circuito Banco do Brasil de Surfe na Praia de Itaúna (RJ).
Circuito Banco do Brasil, Saquarema Surf Festival, Praia de Itaúna (RJ).

A Praia de Itaúna bombou com altas ondas de 4-6 pés nesta terça-feira, dia 16 de abril, e Samuel Igo bateu um recorde histórico do Circuito Banco do Brasil de Surfe no Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves apresentado pela Prefeitura de Saquarema.

O Maracanã do surfe abriu os seus portões para a estreia das principais estrelas do QS 5000 e o paraibano Samuel Igo comandou o show, atingindo incríveis 18,40 pontos de 20 possíveis, com notas 9,67 e 8,73. O maior somatório era 18,17 do Matheus Navarro em Ubatuba em 2022. O catarinense venceu a primeira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe em Torres (RS) e lidera o ranking sul-americano da temporada 2024/2025 da WSL South America.

“Eu estou realizado comigo mesmo. O ano passado foi bem de provação para mim e esse ano tenho me dedicado cinco vezes mais. Eu simplesmente joguei pra fora tudo que venho treinando, acho que tudo é mérito do meu esforço, da minha dedicação, porque sem trabalho não tem vitória, então é basicamente isso”, disse Samuel Igo.

“Foi só a primeira bateria e não estou satisfeito ainda, quero muito mais, obvio. Mas, essa bateria mostrou para mim que sou capaz e era isso que eu estava precisando, jogar realmente a minha felicidade no meu surfe, deixar fluir e foi o que aconteceu”, ressaltou.

Samuel Igo foi um dos 16 cabeças de chave desta segunda etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024, que estrearam no Saquarema Surf Festival na terça-feira. Nesta quarta fase do QS 5000, novos recordes foram sendo registrados a cada bateria. Na terceira, o baiano Yage Araujo espancou uma esquerda com duas manobras potentes de frontside, que valeram 8,33.

Na quarta, o argentino Franco Radziunas também achou uma esquerda em pé, para mandar duas pancadas de backside que arrancaram nota 8,50, já fazendo o maior placar do campeonato até ali, 15,40 pontos.

Esse somatório foi batido no confronto seguinte, pelo paraibano Samuel Igo, com seu ataque fulminante de backside nas direitas da Praia de Itaúna. Com quatro pauladas verticais de backside no crítico de uma direita incrivelmente perfeita no Maracanã do surfe brasileiro, todas ficando de cabeça pra baixo. Samuel já ganhou a segunda maior nota da história do Circuito Banco do Brasil de Surfe nessa onda, 9,67. Ele achou outra direita abrindo uma parede lisa no minuto final e atacou forte de novo, combinando cinco batidas e rasgadas abrindo grandes leques de água. Os juízes deram 8,73 nessa onda e um novo recorde de 18,40 pontos foi registrado.

Samuel Igo já havia conseguido 19,00 pontos de 20 possíveis na etapa do Qualifying Series em Fernando de Noronha anos atrás, com uma nota 10 nos tubos da Cacimba do Padre. Agora entra na história também do Saquarema Surf Festival, com esse somatório ficando em terceiro lugar na lista de recordes do evento realizado pela 213 Sports em memória a Leo Neves. Os recordes ainda são do campeão da primeira edição em 2021, Yago Dora, 19,23 pontos nas semifinais e 18,97 na final contra o João Chianca.

“Eu acho que continuo com essa bateria de Noronha, como a melhor da minha carreira, pois foi quase que perfeita, se eu tivesse tirado outro 10”, destacou Samuel Igo.

“Mas, essa aqui também fica marcada na minha história, por ser high-performance. Lá em Noronha foi tubo, mar diferente, lugar especial, Noronha. Aqui é o Maracanã do surfe, altas ondas, água gelada e consegui mostrar meu surfe, então sem dúvida nenhuma vai ficar na história pra mim também. Estou muito feliz e me sentindo preparado para mostrar o meu surfe e sair daqui campeão”, completou.

Nessa bateria da terça-feira, Samuel Igo estreou na segunda etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe junto com o filho mais jovem do Leo Neves, bicampeão brasileiro homenageado no Saquarema Surf Festival. Valentin Neves até conseguiu a segunda maior nota da bateria, 7,50, mas o paulista Gabriel André conseguiu 7,33 na última onda que surfou e somou com 6,20 para superar o saquaremense por 13,53 a 12,83 pontos. Gabriel André e Samuel Igo avançaram para a quinta fase e Valentin Neves acabou eliminado junto com o carioca Vitor Ferreira.

Depois, quem chegou mais perto dos recordes do paraibano, foi o experiente catarinense Alejo Muniz, na bateria que fechou a terça-feira de mar clássico e show de surfe na Praia de Itaúna. Alejo conseguiu nota 8,67 na sua melhor onda e venceu por 15,54 pontos, segundo maior placar desta quarta edição do Saquarema Surf Festival. O cabeça de chave número 1 desta etapa, Mateus Herdy, que também vai disputar o Challenger Series esse ano, passou junto com ele com uma nota 8,00. Os dois barraram outro surfista local da Capital Nacional do Surf, Arthur Maximo, do Centro de Treinamento de Surf – Leo Neves, construído pela Prefeitura de Saquarema na Praia de Itaúna.

“Espero que não suba tanto o mar, para eu continuar usando essa prancha, que está mágica. Mas as outras pranchas estão boas também e o importante é que tenha altas ondas”, disse Alejo Muniz. “Essa prancha, na verdade, foi feita para eu levar para a Austrália, para disputar o Challenger Series lá. É uma prancha que peguei dois dias antes de vir pra cá e ela está muito boa. Só surfei com ela uma vez antes do campeonato, então certamente essa aqui já tá considerada como mágica”.

Saquarema-Austrália

Alejo Muniz é um dos surfistas que vão partir direto de Saquarema para disputar as duas primeiras etapas do Challenger Series na Austrália. Também estão participando desta segunda etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe e vão iniciar a busca por vagas na elite do World Surf League (WSL) Championship Tour (CT) depois do Saquarema Surf Festival, o Mateus Herdy e Edgard Groggia, que também competiram na terça-feira, o Lucas Silveira, Rafael Teixeira e as meninas que irão estrear no QS 5000 na quarta-feira, a defensora do título Tainá Hinckel, Laura Raupp e a peruana Daniella Rosas.

O paulista Edgard Groggia venceu o QS 3000 do Circuito Banco do Brasil de Surfe do ano passado em Salvador, na Bahia. Ele abriu a quarta fase do Saquarema Surf Festival, quando entram na competição os 32 cabeças de chave mais bem colocados no ranking da World Surf League. Edgard só surfou direitas na Praia de Itaúna, completou um belo aéreo e tentou outros, parecendo até estar treinando para competir nas direitas também de Snapper Rocks, na Gold Coast, palco da primeira etapa do Challenger Series 2024 na Austrália. A última será o Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil na Praia de Itaúna em outubro.

“Tem altas ondas hoje e o vento está bom pros aéreos, mas só que está muito forte”, disse Edgard Groggia, após vencer a bateria que eliminou o campeão mundial de ondas gigantes, Lucas Chumbo Chianca.

“Certamente já é um treino pra Snapper. Tem umas direitas, então tem que aproveitar e ir já testando as pranchas também. Embora que Snapper é diferente e não tem tanto balanço, então é legal ter essa leitura da dificuldade dessa direitinha que vai pra pedra aqui. Estou feliz de ter passado a bateria, tem altas ondas, o campeonato está incrível e espero fazer mais baterias boas assim”, comentou.

Líder do ranking

Na terça-feira também estreou o líder no ranking regional da temporada 2024/2025 da WSL South America, que decide o título de campeão sul-americano e classifica 7 homens e 3 mulheres para o Challenger Series. Os catarinenses Matheus Navarro e Laura Raupp largaram na frente com as vitórias na primeira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe em Torres, no Rio Grande do Sul. Matheus estava perdendo sua primeira bateria no Saquarema Surf Festival, mas nos últimos minutos achou uma direita boa para surfar e se classificar em segundo lugar, no confronto vencido pelo jovem paulista João Artur.

“O mar parece que começou a subir muito durante a bateria, tomei umas 200 ondas na cabeça (risos), remei demais, não conseguia chegar na direita do canal, mas no final da bateria, eu cheguei e fiz a minha onda da virada”, contou Matheus Navarro, que falou sobre estar liderando o ranking.

“Na verdade, a vitória em Torres mudou a minha carreira, o destino dela, a direção que eu tava tomando. Fez eu voltar pras competições da WSL, porque no começo do ano eu estava bem confuso do que ia ser minha carreira. Mas Torres acabou mudando tudo, estou aqui de novo em Saquarema e agora é o campeonato mais importante do ano, então estou feliz de ter passado e amanhã tem mais”, explicou.

Campeão em Saquarema

Os vencedores das três edições do Saquarema Surf Festival, Yago Dora em 2021, o peruano Miguel Tudela em 2022 e Ian Gouveia em 2023, não estão competindo esse ano, então um novo campeão vai escrever o seu nome no Troféu Leo Neves. Mas tem alguns participantes que já venceram etapas do QS na Praia de Itaúna. Um deles é o paulista Wiggolly Dantas, que ganhou a sua primeira bateria na terça-feira e, com a vitória em Saquarema em 2014, se classificou para a elite mundial da World Surf League.

“Saquarema é um lugar muito bom, me sinto em casa, foi onde me classifiquei pro CT em 2014, então é um lugar muito especial pra mim”, disse Wiggolly Dantas.

“A onda aqui é forte, minhas pranchas estão boas e fico bem focado sempre quando venho pra cá. Eu tenho o troféu daqui lá em casa, que deixo num lugarzinho especial. A prancha que eu ganhei aqui em Saquarema, também está lá bem guardada. Esse ano eu voltei a focar no QS e voltei a competir 100%, porque tinha machucado o joelho, o pescoço, mas agora estou bem, treinando bastante e bem focado de novo”, ressaltou.

Próximas atrações

Depois de dois dias só de competição masculina na Praia de Itaúna, na quarta-feira o Saquarema Surf Festival vai abrir a segunda etapa feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024. Mas, o terceiro dia será iniciado com a segunda metade das 16 baterias da quarta fase masculina. Depois entram as principais surfistas da América do Sul e a atual campeã sul-americana, Tainá Hinckel, está escalada na primeira bateria da segunda fase.

A catarinense da Guarda do Embaú vai representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris, mas antes disputará as primeiras etapas do Challenger Series na Austrália. Ela vai iniciar a sua defesa do título enfrentando uma das grandes adversárias dos últimos anos, Sol Aguirre, além da também peruana Catalina Zariquiey e uma das convidadas de Saquarema, Kayane Reis. Na terceira bateria, tem a melhor surfista do Brasil em todos os tempos, Silvana Lima, na quarta a tricampeã sul-americana e vencedora do Saquarema Surf Festival em 2022, a peruana Daniella Rosas.

Atividades extras

Ainda na quarta-feira, será iniciada a competição de Longboard, depois das nove baterias do QS 5000 feminino. Já as atividades extras para a torcida estão em pleno funcionamento na Praia de Itaúna. São várias atrações promovidas pelos patrocinadores do Circuito Banco do Brasil de Surfe e do Saquarema Surf Festival para o público se divertir, como simuladores de surfe, promoções, brindes e muitas ativações para todas as idades.

A Prefeitura de Saquarema apresenta o Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves com realização da 213 Sports, vertical de esportes da V3A. O evento licenciado pela WSL Latin America, é válido como segunda etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024 e acontece com patrocínios do Banco do Brasil, Cerveja Sol, Monster Energy, G-Shock e Verde Campo, apoio de TVB Shorts, Juçai Orgânico e Castelhana Praia Hotel, parceria institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) e Associação de Surf de Saquarema (ASS). A competição é transmitida ao vivo pelo site oficial da World Surf League e pelo canal da WSL Brasil no YouTube.
Sobre a 213 Sports

Fundada por Pedro Dau de Mesquita, Yuri Binder, Bernardo Montenegro e Marcelo Montenegro, a 213 Sports nasceu em 2012. Em 2021, a agência foi adquirida pela V3A e, desde então, responde como vertical de esportes, que integra o pilar de Ventures da companhia. Focada em marketing esportivo, a 213 Sports já realizou mais de 70 projetos para marcas globais e locais, impactando mais de 50 milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

A 213 Sports vê o esporte como uma plataforma de engajamento e conexão com forte apelo emocional entre as marcas e consumidores, resultando em uma experiência única de sportainment. Insights estratégicos alinhados com o posicionamento da marca, excelência na execução e resultados mensuráveis com retorno social, sempre que possível, são as bases que sustentam a excelência da 213 Sports.

Responsável por inúmeros cases, a agência se destaca com os projetos: Oi Rio Pro, Sephora Beauty Run, Ceará Kite Pro, WSL House, CamelBak Mountain Race, Casa On Running, Praia Para Todos, Pelé Academia, Saquarema Surf Festival, WTR, Red Bull Pool Clash, SLS Super Crown World Championship, entre outros.

Resultados
Terceira fase

5.a: Gabriel André (BRA), Philippe Neves (BRA), Daniel Matos (BRA), Pedro Martins (BRA)

6.a: Hizunomê Bettero (BRA), Vitor Ferreira (BRA), João Victor Scharnovski (BRA), Douglas Silva (BRA)

7.a: Patrick Plachi (BRA), Hedieferson Junior (BRA), Sunny Pires (BRA), Kainan Meira (BRA)

8.a: Alejo Muniz (BRA), Murillo Coura (BRA), Murilo Brandt (BRA), Alex Suarez (ECU)

9.a: Marcos Correa (BRA), Joaquin Del Castillo (PER), Krystian Kymerson (BRA), João Lucas Bessy (BRA)

10.a: Kim Matheus (BRA), Eric Bahia (BRA), Facundo Arreyes (BRA), Takeshi Oyama (BRA)

11.a: Wiggolly Dantas (BRA), Magno Pacheco (BRA), Mariano Arreyes (ARG), Diego Aguiar (BRA)

12.a: Thiago Camarão (BRA), Raul Rios (PER), Pericles Dimitri (BRA), Anderson da Silva (BRA)

13.a: Pedro Neves (BRA), Pedro Araujo (BRA), Caio Knappi (BRA), Luã da Silveira (BRA)

14.a: João Artur (BRA), Matheus Navarro (BRA), Leo Andrade (BRA), Eduardo Motta (BRA)

15.a: Martin Ottado (URU), Cauet Frazão (BRA), Guilherme Carvalho (BRA), Bruno Moraes (BRA)

16.a: Tomas Lopez Moreno (ARG), Maximiliano Saenz (ECU), Yan Sondahl (BRA), Pedro Henrique (BRA)

Quarta fase

1.a: Edgard Groggia (BRA), Fabricio Rocha (BRA), João Ferreira (BRA), Lucas Chianca (BRA)

2.a: Daniel Adisaka (BRA), Igor Moraes (BRA), Wallace Vasco (BRA), Felipe Oliveira (BRA)

3.a: Nacho Gundesen (ARG), Fernando Junior (BRA), Yage Araujo (BRA), Cauã Gonçalves (BRA)

4.a: Mateus Sena (BRA), Marco Giorgi (URU), Caetano Vargas (BRA), Franco Radziunas (ARG)

5.a: Valentin Neves (BRA), Samuel Igo (BRA), 1.5, 2.6

6.a: Caio Costa (BRA), Weslley Dantas (BRA), 1.6, 2.5

7.a: Peterson Crisanto (BRA), Ryan Kainalo (BRA), 1.7, 2.8

8.a: Mateus Herdy (BRA), Arthur Maximo (BRA), 1.8, 2.7

9.a: Lucas Silveira (BRA), Daniel Templar (BRA), 1.9, 2.10

10.a: Lukas Camargo (BRA), Alex Ribeiro (BRA), 1.10, 2.9

11.a: José Francisco (BRA), Rickson Falcão (BRA), 1.11, 2.12

12.a: Gabriel Klaussner (BRA), Wesley Leite (BRA), 1.12, 2.11

13.a: Lucas Vicente (BRA), Gustavo Henrique (BRA), 1.13, 2.14

14.a: Rodrigo Saldanha (BRA), Kaue Germano (BRA), 1.14, 2.13

15.a: Alonso Correa (PER), Leo Casal (BRA), 1.15, 2.16

16.a: Rafael Teixeira (BRA), Roberto Araki (CHL), 1.16, 2.15

Primeira fase feminina

1.a: Maya Larripa (MEX), Valeria Ojeda (VNZ), Laiz Costa (BRA), Leticia Calleia (BRA)

Segunda fase feminina

1.a: Tainá Hinckel (BRA), Sol Aguirre (PER), Kayane Reis (BRA), Catalina Zariquiey (PER)

2.a: Melanie Giunta (PER), Kalea Gervasi (PER), Camila Sanday (PER), Rafaella Montesi (CHL)

3.a: Arena Rodriguez Vargas (PER), Silvana Lima (BRA), Sophia Gonçalves (BRA), Sofia Artieda (PER)

4.a: Daniella Rosas (PER), Julia Duarte (BRA), Dominic Barona (ECU), 1.a da primeira fase

5.a: Laura Raupp (BRA), Kemily Sampaio (BRA), Alexia Monteiro (BRA), 2.a da primeira fase

6.a: Juliana dos Santos (BRA), Kiany Hyakutake (BRA), Mariana Areno (BRA), Genesis Garcia (ECU)

7.a: Vera Jarisz (ARG), Yanca Costa (BRA), Taís Almeida (BRA), Pamella Mel (BRA)

8.a: Isabelle Nalu (BRA), Brianna Barthelmess (PER), Yasmin Neves (BRA), Potira Castaman (BRA)

Baterias Pro Junior
Primeira fase

1.a: Gabriel Ljubicic (PER), Gabriel Dantas (BRA), Reimundo Berry (CHL)

2.a: João Victor Scharnovski (BRA), Sean Goldszmidt (PER), Caio Okamoto (BRA), Daniel Duarte (BRA)

3.a: Guilherme Fernandes (BRA), Davi Silva (BRA), Benjamin D´Orey (BRA)

4.a: Maximiliano Saenz (EQU), Kai Milan-Thomas (EUA), Lucas Di Giorge (BRA)

5.a: Guilherme Carvalho (BRA), Noah Machado (BRA), Igor Shibata (BRA)

6.a: Eduardo Mulford (BRA), Miguel Ferraz (BRA), David Reina (BRA), Fabricio Jesus (BRA)

7.a: Sunny Pires (BRA), Gabriel Paiva (BRA), Lucas Rosario (BRA)

8.a: Luan Ferreyra (BRA), Kaue Daniel (BRA), Pedro Rian Lima (BRA)

Segunda fase

1.a: Leo Casal (BRA) e Lukas Camargo (BRA)

2.a: Guilherme Lemos (BRA) e Cauet Frazão (BRA)

3.a: Caio Costa (BRA) e Tomas Goransky (ARG)

4.a: Fabricio Rocha (BRA) e João Artur de Holanda (BRA)

5.a: Ryan Kainalo (BRA) e Noel de la Torre (CHL)

6.a: Gabriel Klaussner (BRA) e Rickson Falcão (BRA)

7.a: Samuel Joca (BRA) e Takeshi Oyama (BRA)

8.a: Rodrigo Saldanha (BRA) e Murillo Coura (BRA)

Primeira fase feminina

1.a: Brianna Barthelmess (PER), Kemily Sampaio (BRA), Alexia Monteiro (BRA), Luana Paes (BRA)

2.a: Catalina Zariquiey (PER), Genesis Garcia (EQU), Laiz Costa (BRA), Nina Stein (BRA)

3.a: Rafaella Montesi (CHL), Kiany Hyakutake (BRA), Potira Castaman (BRA), Leticia Calleia (BRA)

4.a: Camila Sanday (PER), Yasmin Neves (BRA), Pamella Mel (BRA), Valeria Ojeda (VNZ)

Segunda fase

1.a: Laura Raupp (BRA) e Allany Tuze (BRA)

2.a: Sofia Artieda (PER) e Arena Rodriguez Vargas (PER)

3.a: Isabelle Nalu (BRA) e Sophia Gonçalves (BRA)

4.a: Kalea Gervasi (PER) e Vera Jarisz (ARG)

Baterias Longboard
Primeira fase masculina

1.a: Matias Maturano (PER), Wenderson Biludo (BRA), Leonardo Esteves Martins (BRA)

2.a: Jeferson Silva (BRA), Alexandre Escobar (BRA), Fabio Santos (BRA)

3.a: Julian Schweiser (URU), Anderson Silva (BRA), Hideki Duarte (BRA)

4.a: Jefson Silva (BRA), Romoaldo Nascimento (BRA), Heriberto Torres Martinez (MEX)

Primeira fase feminina

1.a: Ayllar Cinti (BRA), Rayane Amaral (BRA), Evelyn Gontier (ARG)

2.a: Evelin Neves (BRA), Kate Brandi (BRA), Viviane Skinner (BRA), Gabriela Sztamfater (BRA)

Sobre a World Surf League

A World Surf League (WSL) é a casa do surf competitivo no planeta, coroando campeões mundiais desde 1976, apresentando os melhores surfistas do mundo. A WSL supervisiona o cenário competitivo global do surf e estabelece o padrão para o desempenho de alta performance no ambiente mais dinâmico de todos os esportes. Com um firme compromisso com os seus valores, a WSL prioriza a proteção do oceano, a igualdade de gêneros e a rica herança do esporte, ao mesmo tempo que destaca a progressão e a inovação.

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    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.

    Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto, e os modelos indicam um cenário promissor logo na abertura. A expectativa é de muito swell nos primeiros dias, embora o vento possa influenciar diretamente a qualidade das condições ao longo da etapa. Os modelos de previsão apontam ondas entre 3 e 4 metros de face na abertura da janela, com séries podendo alcançar até 5 metros. Se a previsão se confirmar, o domingo (9) pode apresentar as maiores ondas da janela de competição, com algumas séries podendo ultrapassar até mesmo os 6 metros. Apesar do tamanho das ondas, a previsão indica predominância do vento de sudeste, que costuma prejudicar a qualidade das condições em Teahupoo. Conhecido localmente como Maaramu, este vento traz consigo a estação mais seca e fria, afetando as condições de navegação e surfe na região. Na prática, isso significa um cenário de muito tamanho, mas com condições potencialmente mais difíceis para os atletas. Entre os dias 11 e 12 de agosto, a previsão sugere uma combinação mais favorável, reunindo ventos mais favoráveis, ondas ainda com bom tamanho e boas possibilidades para a realização da competição. Depois desse período, o Maraamu pode voltar a ganhar força. Para o restante da janela, o cenário ainda é instável nos modelos de previsão. Existe a possibilidade de uma nova ondulação forte durante a segunda metade do evento, mas as próximas atualizações deverão trazer uma definição mais precisa. Medina embarca para o Taiti em momento delicado Às vésperas da etapa de Teahupoo, Gabriel Medina, um dos maiores nomes da história deste evento, embarcou para o Taiti vivendo um momento delicado fora d’água. O tricampeão mundial e sua esposa Isabella Arantes perderam o filho que esperavam após a gestação não evoluir. Mesmo diante da notícia, ele seguiu viagem para o Taiti, onde disputará uma etapa importante na reta final do Championship Tour. Atual quarto colocado do ranking mundial, o tricampeão segue na disputa pelo título da temporada. Kelly Slater lidera lista de convidados da etapa A WSL confirmou Kelly Slater como convidado da etapa de Teahupoo. Dono de 11 títulos mundiais e cinco vitórias na onda taitiana, o norte-americano retorna ao CT em busca de mais um resultado expressivo em um dos palcos mais marcantes de sua carreira. Além de Slater, também foram confirmados os taitianos Eimeo Czermak e Kelia Gallina, vencedores das Tahiti Trials, seletiva local que reuniu mais de 36 surfistas. Aos 13 anos, Gallina disputará o evento principal pelo segundo ano consecutivo e tentará aproveitar a experiência adquirida em 2025. Já Czermak fará sua estreia no Championship Tour após finalmente conquistar a classificação para a etapa em sua onda de casa. Horário das chamadas As chamadas da WSL costumam acontecer por volta das 7h30 da manhã no Taiti, o que normalmente corresponde às 14h30 no horário de Brasília. Esse horário pode variar de acordo com as condições do mar. A primeira chamada acontece neste sábado (8). Chaves de baterias Masculino Round 1 Ramzi Boukhiam (MAR) × Oscar Berry (AUS)Luke Thompson (AFS) × Matthew McGillivray (AFS)Seth Moniz (HAV) × Eimeo Czermak (TAH)Eli Hanneman (HAV) × Kelly Slater (EUA) Round 2 Kauli Vaast (FRA) × Crosby Colapinto (EUA)Samuel Pupo (BRA) × Alan Cleland (MEX)Yago Dora (BRA) × Seth Moniz (HAV) ou Eimeo Czermak (TAH)Marco Mignot (FRA) × Barron Mamiya (HAV)Filipe Toledo (BRA) × Connor O’Leary (JAP)Italo Ferreira (BRA) × Luke Thompson (AFS) ou Matthew McGillivray (AFS)Liam O’Brien (AUS) × Jake Marshall (EUA)Ethan Ewing (AUS) × Joel Vaughan (AUS)Leonardo Fioravanti (ITA) × Ramzi Boukhiam (MAR) ou Oscar Berry (AUS)Morgan Cibilic (AUS) × João Chianca (BRA)Kanoa Igarashi (JAP) × Alejo Muniz (BRA)George Pittar (AUS) × Cole Houshmand (EUA)Gabriel Medina (BRA) × Eli Hanneman (HAV) ou Kelly Slater (EUA)Jack Robinson (AUS) × Callum Robson (AUS)Griffin Colapinto (EUA) × Rio Waida (IND)Miguel Pupo (BRA) × Mateus Herdy (BRA) Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC) Galeria de campeões do Tahiti Pro 1999 – Mark Occhilupo (AUS)2000 – Kelly Slater (EUA)2001 – Cory Lopez (EUA)2002 – Andy Irons (HAV)2003 – Kelly Slater (EUA)2004 – C.J. Hobgood (EUA)2005 – Kelly Slater (EUA)2006 – Bobby Martinez (EUA)2007 – Damien Hobgood (EUA)2008 – Bruno Santos (BRA)2009 – Bobby Martinez (EUA)2010 – Andy Irons (HAV)2011 – Kelly Slater (EUA)2012 – Mick Fanning (AUS)2013 – Adrian Buchan (AUS)2014 – Gabriel Medina (BRA)2015 – Jeremy Flores (FRA)2016 – Kelly Slater (EUA)2017 – Julian Wilson (AUS)2018 – Gabriel Medina (BRA)2019 – Owen Wright (AUS)2020 – Não realizada (COVID-19)2021 – Não realizada (Cancelada)2022 – Miguel Pupo (BRA)2023 – Jack Robinson (AUS)2024 – Italo Ferreira (BRA)2025 – Jack Robinson (AUS)

    Primeira chamada para etapa do Tahiti acontece sábado (8) às 14h30 (de Brasília). Previsão indica swell consistente. Medina embarca para evento e WSL divulga baterias, com Kelly Slater convidado.