Circuito Banco do Brasil

Estreias nas Alagoas

Atual campeão sul-americano Mateus Herdy e ex-tops do CT Michael Rodrigues e Peterson Crisanto avançam de fase no QS 3000 na Praia do Francês, Marechal Deodoro (AL).

As principais estrelas do Circuito Banco do Brasil estrearam na última quinta-feira (23) de vento maral forte, mas com boas ondas na Praia do Francês, Marechal Deodoro (AL). O dia começou com o atual campeão sul-americano, Mateus Herdy, vencendo o primeiro confronto da segunda fase do QS 3000 masculino. O pernambucano Douglas Silva fez os recordes do dia e dois alagoanos de Marechal Deodoro também avançaram para a rodada dos 32 melhores do campeonato, Amando Tenorio e Victor Ramos. Nesta sexta-feira (24), começa o QS 3000 feminino.

Logo na primeira bateria, estreia a invicta Laura Raupp, catarinense que ganhou as duas primeiras etapas do circuito, em Torres (RS) e em Saquarema (RJ). Laura é uma das surfistas que vieram direto da Austrália para Alagoas, assim como a irmã do tricampeão mundial, Sophia Medina, e as peruanas Daniella Rosas e Sol Aguirre, que vai competir nas Olimpíadas de Paris. Na segunda bateria, está Vidda Cavalcanti, uma das duas participantes de Alagoas na primeira etapa com status QS 3000 da temporada 2024/2025 da WSL América do Sul. Ela vai enfrentar a peruana Kalea Gervasi, a carioca Julia Duarte e a paulista Julia Santos.

As 30 participantes estão divididas em oito baterias. As duas melhores em cada, já vão disputar vagas para as quartas de final na segunda fase do Circuito Banco do Brasil. No QS 3000 masculino, os 32 que passaram pelas 16 baterias da quinta-feira, também estão divididos em oito confrontos. O catarinense Mateus Herdy ganhou a primeira bateria da quinta-feira na Praia do Francês, contra o carioca Vitor Ferreira, o paulista Fabricio Rocha e o peruano Raul Rios. A nota 7,00 da sua melhor onda, garantiu a vitória.

“O Pig (Bernardo Pigmeu) está me ajudando aqui nesse evento. Ele é local daqui e conheço ele desde pequeno, viajou com meu tio (Guilherme Herdy), com meu pai (Alexandre Herdy). Ele me deu umas dicas antes, de como tem bastante ondas, era para eu ir nas que eu achava que tinha potencial, então foi o que fiz”, conta Mateus Herdy. “Hoje é um dia que, se eu chegasse em qualquer praia do Brasil, ia dar meia volta e voltar pra cama. Só que quando você entra lá, tá irado, com esquerdas e direitas bem divertidas. É a minha primeira vez aqui no Francês e to achando a vala irada. Hoje que é um dia ruim pra cá, tem altas ondas e quase peguei um tubo na minha bateria”.

Mateus Herdy agora vai enfrentar o paranaense Peterson Crisanto, o paulista Diego Aguiar e o alagoano local da Praia do Francês, Amando Tenorio. Ele é o atual campeão sul-americano e está no CS. As duas primeiras foram na Austrália e ele é um dos surfistas que vieram direto de Sidney, para competir no QS 3000 em Alagoas. Mais seis passaram as suas primeiras baterias na Praia do Francês, Michael Rodrigues, Lucas Silveira, Edgard Groggia, Rafael Teixeira, Heitor Mueller e Cauã Costa. Michael ganhou a bateria que o alagoano Amando Tenorio se classificou em segundo lugar.

“Está muito difícil lá dentro, difícil de escutar a locução por causa do vento, então estou feliz de ter passado”, diz Michael Rodrigues. “O Francês sempre dá altas ondas, então independente de estar mexido, bagunçado, é sempre muito divertido surfar aqui. Estou um pouco cansado, porque vim dos Challengers da Austrália direto pra cá, mas eu cresci aqui. Nasci em Brasília e fui criado no Ceará, hoje moro em Floripa, mas cresci no Nordeste e é muito legal estar aqui. Estou com a minha mulher, amigos e está sendo bem legal”.

Líder do ranking – Logo após a vitória de Michael Rodrigues, Lucas Vicente também ganhou a sua primeira bateria, depois do título na segunda etapa do Circuito Banco do Brasil em Saquarema (RJ). Na Praia do Francês, o catarinense defende a liderança no ranking regional da WSL América do Sul, que define os títulos sul-americanos e classifica 7 homens e 3 mulheres para o CS).

“Eu tentei ser rápido na bateria, porque sei que as condições estão muito difíceis. A maré secando cada vez mais, então está bem complicado pra achar ondas boas”, fala Lucas Vicente. “Eu tentei fazer duas notas rápidas no início, depois vi que estava piorando, ia ser difícil de encaixar duas manobras, então fui pro aéreo, pra me soltar um pouco. Eu vi que o vento está girando muito, então tinha medo da prancha escapar e, ao invés de dar um alley-oop, eu tentei um kerrupt. É isso, estou feliz, querendo mostrar meu surfe e seguir nesse ritmo que estou, que está bem legal”.

Lucas Vicente foi para a segunda bateria da segunda fase e vai encontrar o mesmo Franco Radziunas que derrotou na decisão do título do QS 5000 Saquarema Surf Festival na Praia de Itaúna. O catarinense lidera o ranking sul-americano, com o argentino em segundo lugar. Dessa vez, os dois vão disputar duas vagas na bateria com o carioca Vitor Ferreira e o ex-top da elite, Michael Rodrigues, que saiu da Austrália em décimo lugar no ranking do Challenger Series.

Recordistas – Na quinta-feira também estrearam os recordistas da história do Circuito Banco do Brasil iniciada em 2022. Em Saquarema, Samuel Igo fez o maior somatório das 10 etapas realizadas, 18.40 pontos, mas perdeu em terceiro na oitava bateria. Assim como Igor Moraes, que ganhou a única nota 10 da história também na Praia de Itaúna. A derrota foi na 12ª bateria, a que Douglas Silva fez os recordes do dia. Já Gabriel Klaussner aumentou para 32 o seu recorde de baterias disputadas e o Heitor Mueller subiu para 15 o número de vezes que saiu do mar em primeiro lugar. Heitor é mais um que veio direto da Austrália, para competir na Praia do Francês.

“Fico muito feliz com isso. Meu pai me falou ontem sobre esse recorde e fiquei amarradão. Vamos tentar passar mais baterias, para solidificar isso aí”, promete Heitor Mueller. “A condição do mar hoje está muito difícil, com esse vento maral complicando, mas consegui achar a onda que pedi pra Deus e estou bem confiante. A prancha que estou aqui tá bizarra, estou muito conectado também e é um mar que eu gosto de surfar. Um mar mexido assim, é como gosto pra fazer finalizações fortes e é isso, vamos pra próxima”.

Melhor do dia – O único nota 10 da história do Circuito Banco do Brasil, Igor Moraes, foi barrado pelo argentino Nacho Gundesen na bateria que o pernambucano Douglas Silva fez a melhor apresentação da quinta-feira na Praia do Francês. Ele não chegou a bater os recordes do também pernambucano Luan Ferreyra na última quarta-feira (22), nota 8.57 e 16.24 pontos. Mas, igualmente com uma combinação de dois ataques fortes de frontside numa esquerda, Douglas Silva conseguiu sua maior nota, 7.67. Ele só surfou mais uma onda e somou 6.60, para atingir imbatíveis 14.27 pontos na segunda fase da etapa alagoana do circuito.

“Eu sabia que ia ser uma bateria difícil, contra grandes atletas do Brasil. Mas estou muito focado, sei o que quero e entrei determinado”, diz Douglas Silva. “Esse é um tipo de mar que estou acostumado a treinar. Principalmente lá em Maracaípe (PE), no Borete, então essa condição não é nada demais pra mim. Aqui no Francês, a onda tem força igual a Maracaípe, então é como se eu estivesse surfando em casa. Papai do céu tem visto a minha luta diária, o meu empenho nos treinos, na minha vida pessoal, então estou amarradão por passar essa bateria difícil e vamos com tudo pra próxima”.

Locais do Francês – A quinta-feira terminou com um local da Praia do Francês conquistando a última vaga para a rodada dos 32 melhores surfistas do primeiro QS 3000 da temporada 2024/2025. Victor Ramos veio da triagem e enfrentou três surfistas do litoral paulista. Ele barrou Kaue Germano e Philippe Neves, passando junto com Gabriel Klaussner, recordista de baterias disputadas no Circuito Banco do Brasil e único que participou de todas as 10 etapas realizadas desde 2022.

Victor Ramos entrou no primeiro QS 3000 da temporada por ter sido vice-campeão da triagem. Ele agora vai enfrentar o líder do Circuito Banco do Brasil esse ano, Matheus Navarro, além de Valentin Neves e o atual campeão brasileiro, Weslley Dantas. Já o outro local de Marechal Deodoro, Amando Tenorio, está na primeira bateria com o campeão sul-americano Mateus Herdy, Peterson Crisanto e Diego Aguiar.

Fã e Apoiador do Surfe Brasileiro é o slogan do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024, que promove 5 etapas do QS esse ano, valendo pontos para o ranking regional da WSL América do Sul. As duas primeiras aconteceram em Torres (RS) e Saquarema (RJ). A terceira é o QS 3000 da Região Nordeste, que está sendo realizada com patrocínios do Banco do Brasil, da Prefeitura Municipal de Marechal Deodoro e do Governo do Estado de Alagoas, através da Secretaria de Estado de Turismo. A competição está sendo transmitida ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

Atividades extras – Além da competição, o Circuito Banco do Brasil sempre promove atividades para o público aproveitar na arena e no entorno do evento. Na quinta-feira, duas turmas de alunos da rede pública participaram da gincana de coleta de resíduos recicláveis na Praia do Francês, uma pela manhã e outra à tarde. Eles também assistiram palestras sobre reciclagem e conheceram um evento sustentável. À noite aconteceu o CineAmbiental da SEMMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) na Vila dos Pescadores, com os vídeos Quintal de Casa gravado na Praia do Francês, o Dedão, o Caçador de Polvo e um documentário sobre a história do surfe em Alagoas. A sessão teve também uma Roda de Conversa com Larissa Gobbo, especialista em ESG e consultora WSL, junto com os diretores dos documentários exibidos, Mário Ramires, Pablo de Luca e convidados.

As programações prosseguem nesta sexta-feira e o dia tem uma aula de campo do Instituto Biota na Praia do Francês, sobre desova de tartarugas marinhas. Um mutirão de limpeza de praia coordenado pelo IMA também está programado com participação de cerca de 20 alunos da rede pública de ensino. Na sexta-feira, também terão aulas de surfe inclusivo com instrutores da ONG Onda Azul, para crianças e jovens com autismo e com Síndrome de Down do Instituto Amor21. E todos os dias ficam abertos na área de ativações da arena do evento os estandes da Policoncret, uma startup que desenvolve pesquisa sobre o aproveitamento de plásticos, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) e do Banco do Brasil com espaço kids, aulas de ioga e funcional.

Resultados da última quinta-feira
Segunda fase Masculino – 3.o=33.o lugar (200 pts) e 4.o=49.o lugar (180 pts)
1.a: 1 Mateus Herdy (BRA), 2 Vitor Ferreira (BRA), 3 Fabricio Rocha (BRA), 4 Raul Rios (PER)
2.a: 1 Peterson Crisanto (BRA), 2 Franco Radziunas (ARG), 3 Wesley Leite (BRA), 4 Takeshi Oyama (BRA)
3.a: 1 Michael Rodrigues (BRA), 2 Amando Tenorio (BRA), 3 Cauet Frazão (BRA), 4 Daniel Adisaka (BRA)
4.a: 1 Lucas Vicente (BRA), 2 Diego Aguiar (BRA), 3 Mariano Arreyes (ARG), w.o Lukas Camargo (BRA)
5.a: 1 Heitor Mueller (BRA), 2 Felipe Oliveira (BRA), 3 Patrick Plachi (BRA), 4 Kim Matheus (BRA)
6.a: 1 Alonso Correa (PER), 2 Thiago Eduardo (BRA), 3 Caio Costa (BRA), 4 Marcos Correa (BRA)
7.a: 1 Cauã Costa (BRA), 2 Luan Ferreyra (BRA), 3 Fernando Junior (BRA), 4 Roberto Araki (CHL)
8.a: 1 Krystian Kymerson (BRA), 2 Yage Araujo (BRA), 3 Rickson Falcão (BRA), 4 Rodrigo Saldanha (BRA)
9.a: 1 Edgard Groggia (BRA), 2 Junior Lagosta (BRA), 3 Samuel Igo (BRA), 4 Samuel Joca (BRA)
10: 1 Gabriel André (BRA), 2 José Francisco (BRA), 3 João Lucas Bessy (BRA), w.o Pedro Henrique (BRA)
11: 1 Daniel Templar (BRA), 2 Leo Casal (BRA), 3 Luel Felipe (BRA), 4 Alan Donato (BRA)
12: 1 Douglas Silva (BRA), 2 Nacho Gundesen (ARG), 3 Igor Moraes (BRA), 4 Wallace Vasco (BRA)
13: 1 Weslley Dantas (BRA), 2 Lucas Silveira (BRA), 3 Gustavo Henrique (BRA), 4 Tomas Lopez Moreno (ARG)
14: 1 Valentin Neves (BRA), 2 Mateus Sena (BRA), 3 Bino Lopes (BRA), 4 Guilherme Carvalho (BRA)
15: 1 Rafael Teixeira (BRA), 2 Matheus Navarro (BRA), 3 Eric Bahia (BRA), 4 Vitor Valentim (BRA)
16: 1 Gabriel Klaussner (BRA), 2 Victor Ramos (BRA), 3 Kaue Germano (BRA), 4 Philippe Neves (BRA)

Próximas bateriais
Primeira fase Feminino – 3.a=17.o lugar (480 pts) e 4.a=25.o lugar (400 pts)
1 Laura Raupp (BRA), Genesis Garcia (ECU), Kemily Sampaio (BRA)
2 Kalea Gervasi (PER), Julia Duarte (BRA), Julia Santos (BRA), Vidda Cavalcanti (BRA)
3 Vera Jarisz (ARG), Kiany Hyakutake (BRA), Mariana Areno (BRA), Chayanne de Oliveira (BRA)
4 Arena Rodriguez Vargas (PER), Yanca Costa (BRA), Sol Carrion (BRA), Clara Holanda (BRA)
5 Daniella Rosas (PER), Alexia Monteiro (BRA), Yasmin Neves (BRA)
6 Juliana dos Santos (BRA), Melanie Giunta (PER), Monik Santos (BRA), Isabela Saldanha (BRA)
7 Isabelle Nalu (BRA), Silvana Lima (BRA), Camila Sanday (PER), Nicole Cristina da Silva (BRA)
8 Sophia Medina (BRA), Sol Aguirre (PER), Sophia Gonçalves (BRA)

Terceira fase Masculino – 3.o=17.o lugar (480 pts) e 4.o=25.o lugar (400 pts)
1 Mateus Herdy (BRA), Peterson Crisanto (BRA), Diego Aguiar (BRA), Amando Tenorio (BRA)
2 Michael Rodrigues (BRA), Lucas Vicente (BRA), Franco Radziunas (ARG), Vitor Ferreira (BRA)
3 Heitor Mueller (BRA), Alonso Correa (PER), Luan Ferreyra (BRA), Yage Araujo (BRA)
4 Cauã Costa (BRA), Felipe Oliveira (BRA), Krystian Kymerson (BRA), Thiago Eduardo (BRA)
5 Edgard Groggia (BRA), Leo Casal (BRA), Nacho Gundesen (ARG), Gabriel André (BRA)
6 José Francisco (BRA), Daniel Templar (BRA), Douglas Silva (BRA), Junior Lagosta (BRA)
7 Matheus Navarro (BRA), Weslley Dantas (BRA), Valentin Neves (BRA), Victor Ramos (BRA)
8 Lucas Silveira (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Mateus Sena (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

 

 

 

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.