Brasileiro de Bodyboard

Circuito começa em alto nível

Taíba Brasil Bodyboarding Pro encerra com recorde de inscritos e domínio cearense e capixaba na 1ª etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional 2026.
Taíba Brasil Bodyboarding Pro 2026, Taibinha, São Gonçalo do Amarante (CE)

O município de São Gonçalo do Amarante foi palco de um espetáculo inesquecível do bodyboarding nacional, sediando a 1ª Etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional 2026, o Taíba Brasil Bodyboarding Pro, entre os dias 26 e 29 de março. Com uma organização impecável e um número recorde de inscritos, o evento reuniu atletas de 10 estados brasileiros, demonstrando o alto nível técnico da modalidade e a paixão que move a comunidade. As ondas de Taibinha proporcionaram um cenário perfeito para disputas acirradas e manobras radicais, consolidando a etapa como um marco no calendário do bodyboarding brasileiro.

Categoria Profisisonal – Com o swell perdendo força, a organização optou por finalizar a Profissional, principal categoria do Taíba Brasil Bodyboarding Pro, no sábado (28), transformando o terceiro dia em um espetáculo de viradas e emoções na Taibinha.

A 1ª Etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional 2026 fechou seu penúltimo dia com finais memoráveis na Profissional Masculino e Feminino, onde cearenses e capixabas dominaram as ações, consolidando o alto nível do evento e deixando um legado de superação e fair play.

Ondas inconsistentes e menores que nos dias anteriores exigiram dos atletas não apenas talento, mas também estratégia, tática e muita superação, elementos que elevaram o “sarrafo” nacional da modalidade e fizeram com que os atletas entregassem tudo o que tinham para delírio dos que acompanhavam na praia ou na web.

Final Feminina Profissional: vira-vira e muito fair play – A final Feminina da categoria Profissional foi um verdadeiro show de resiliência e amizade, com viradas que faziam todos prenderem a respiração. Maira Viana (ES), tricampeã brasileira, abriu a bateria marcando um 5.25, pressionando desde o início. Logo em seguida, Dalete Mousinho (CE) respondeu com um 5.0 para não deixar a capixaba se distanciar, e em seguida adicionou um 4.0 para assumir a liderança, faltando menos de 15 minutos para o fim. A tensão aumentou quando Maira reassumiu a ponta com uma onda que lhe valeu 5.25 a pouco mais de 5 minutos do término. Mas Dalete, com a garra cearense, pegou uma ótima onda para cravar um 7.50, retomando a liderança e segurando até a sirene final, conquistando seu primeiro título no Circuito Brasileiro Profissional. No final, as atletas deram um show de fair play com Maira comemorando a vitória da amiga ainda na água, em um momento que emocionou a todos e reforçou os valores do bodyboarding e do Circuito Brasileiro da modalidade.

“Eu sabia que tinha algo especial nesse evento e que Deus estava me iluminando. Foi muita luta, com grandes atletas, todas querendo a vitória. Há uma semana atrás era algo que eu nem sonhava. Quase pensei em desistir, pois eu estava no pior momento de minha carreira, e esse propósito de continuar é muito maior que esse título. Agradeço muito a todos que torceram e vibraram comigo. O esporte vai além da competição. Nós temos uma vida fora do esporte. Eu não tenho patrocínio, eu trabalho formalmente e isso pra mim só aumenta a minha felicidade pois sei que Deus, minha família e meus amigos nunca me abandonaram e nunca deixaram de acreditar em mim”, declarou a campeã Dalete Mousinho, heptacampeã cearense, agora com um marco nacional em seu currículo com a liderança do Circuito Brasileiro Pro.

Final Masculina: eletrizante e memorável – A final Masculina pegou fogo desde o início, com Walisson Soares (CE) abrindo com um 360º e um El Rollo para marcar 5.50. Rafael Ramos (CE), vizinho e rival local da Praia do Futuro, respondeu rápido com um 5.0 para não se distanciar, criando quase uma repetição da Final feminina. Faltando menos de 15 minutos, Rafael assumiu a liderança com um 4.50. Mas Walisson estava muito concentrado e virou novamente a pouco mais de 5 minutos do fim, cravando um 6.0 para retomar a ponta.

Nos segundos finais os dois competidores ainda encontraram forças para finalizar suas apresentações com as duas ondas mais importantes da bateria, com Rafael Ramos mandando um backflip e um El Rollo, e logo depois Walisson mandando um ARS. Após o término da disputa, ambos os atletas ficaram na areia esperando os árbitros soltarem as notas. Rafael marcou 7.0 e por alguns instantes ultrapassou Walisson. Mas, segundos depois saiu a nota de Walisson, 6.40, para vencer a grande Final. Foi um término de bateria eletrizante com os atletas entregando tudo em uma bateria memorável que certamente vai ficar para a história do bodyboarding brasileiro.

“Estou muito emocionado e muito feliz. Toda honra e toda glória à Deus. Quero agradecer à minha família, à minha esposa, meus filhos e minha mãe que oraram e me incentivaram muito para que esse sonho se realizasse. Queria agradecer também aos meus amigos da Escola Geração Bodyboarding (GBB), pois nós nos dedicamos muito e aquele choro na beira da praia com o Zaca foi um choro de alívio, porque nos dedicamos muito e treinamos com muito comprometimento. Até nas baterias simuladas ninguém quer perder. É isso. Essa vitória vai para todos que acreditam no bodyboarding como instrumento para transformação de vidas”, declarou o campeão Walisson Soares, consolidando seu nome como uma das grandes promessas cearenses no bodyboarding da atualidade.

Isabela Nogueira recebe homenagem – Um dos pontos altos do terceiro dia de competição foi a homenagem prestada pelos atletas à Isabela Nogueira, ícone do bodyboarding brasileiro e primeira Campeã Brasileira Profissional da modalidade. Segundo Paulo de Tarso Mano, organizador da homenagem, nada mais justo do que reunir toda a comunidade em prol dessa celebração à memória de quem representou um capítulo fundamental na história do esporte. Durante alguns minutos, a rivalidade da competição foi deixada de lado para que todos pudessem celebrar e reconhecer a importância de Belinha para o bodyboarding nacional.

A homenagem foi um ritual de profundo significado: homens formaram um círculo de mãos dadas enquanto mulheres, dentro desse círculo sagrado com suas pranchas, formavam outro círculo. Uma oração ecoou pela Taibinha, unindo corações e espíritos. Após o momento de reflexão, todas as atletas femininas foram convidadas a entrar na água para oferecer rosas em memória da atleta e, juntas, executarem um 360º — a manobra que era a marca registrada de Belinha — fosse normal ou invertido. Na água, as mulheres formaram um novo círculo de mãos dadas, selando a homenagem com outra oração profunda. Então, em um gesto de pura celebração e liberação de energia, todas jogaram água para o céu, deixando que o mar e o vento carregassem a mensagem de amor e gratidão por Isabela. Cada 360º na água foi um tributo vivo, um reconhecimento da importância de Isabela para o esporte que ela ajudou a construir.

Isabela Nogueira faleceu no dia 23 de março, vítima de complicações provocadas por uma doença autoimune desconhecida, deixando um vazio no coração de toda a comunidade do bodyboarding brasileiro. Naquele momento na Taibinha, porém, seu legado foi celebrado de forma tocante: a dedicação, a coragem e a paixão pelo bodyboarding que definiram sua carreira ecoaram em cada 360º executado pelas mulheres que ela inspirou, em cada oração sussurrada e em cada gota de água lançada ao céu. Foi um momento emocionante que transcendeu a competição, reafirmando os valores mais profundos do esporte — comunidade, respeito e transformação de vidas.

Domingo: categorias amadoras coroam novos campeões – Levi Brito (CE) conquistou o título do Open Masculino no último dia de competição da 1ª Etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional 2026, consolidando sua trajetória ascendente na modalidade. O cearense surfou com consistência e radicalidade, para deixar para trás Kauan Silva (CE) em segundo lugar e Cauã Almeida em terceiro. André Barros (PE) fechou o pódio em quarto lugar no Open, mostrando sua versatilidade. A categoria Open reforçou o domínio cearense nas águas de Taibinha, com atletas do estado ocupando as principais posições e consolidando a região como celeiro de talentos do bodyboarding nacional.

Open Feminino – Manuella Giacomassi (RJ) levantou o lindo troféu de campeã da categoria Open Feminino na 1ª Etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional 2026, confirmando sua excelente fase e consolidando seu nome entre as grandes referências da modalidade. A carioca venceu uma disputa acirrada contra as cearenses Ester Ratts e Pâmela Sousa, que fecharam o pódio em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Karen Sousa (CE) completou o pódio no top 4, reforçando a força do bodyboarding feminino cearense. A Open Feminino foi palco de manobras progressivas e muita técnica, com as atletas entregando performances de alto nível que elevaram o “sarrafo” da competição, evidenciando a qualidade do bodyboarding amador feminino brasileiro em ascensão.

Sub 18 Masculino – André Barros (PE) conquistou seu primeiro título nacional na categoria Sub-18 Masculino, selando uma trajetória de superação e dedicação nas ondas de Taibinha. O pernambucano surfou com maturidade e radicalidade, deixando para trás os cearenses Sauan Melo e Kauan Silva, que fecharam o pódio em segundo e terceiro lugares. Guilherme Montenegro (ES) completou o top 4, mostrando que a categoria Sub-18 Masculina é um celeiro de talentos em todo o Brasil. André Barros provou que o futuro do bodyboarding masculino está em boas mãos, com atletas jovens entregando performances que impressionam pela técnica, agressividade e leitura de onda — uma geração que promete revolucionar a modalidade nos próximos anos.

Sub 18 Feminino – Melissa Souza (RJ) conquistou o título da categoria Sub-18 Feminino na 1ª Etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional 2026, marcando seu nome entre as grandes promessas do bodyboarding feminino brasileiro. A carioca venceu uma bateria emocionante contra sua compatriota Manuella Giacomassi (RJ), que fechou em segundo lugar, mostrando que o Rio de Janeiro segue como uma potência na modalidade. A cearense Sara Rocha completou o pódio em terceiro lugar, enquanto Mayra Gonçalves (PR) ocupou a quarta posição. A Sub-18 Feminino foi destaque na 1ª Etapa, com atletas jovens exibindo maturidade, técnica afiada e agressividade que impressionam. Melissa Souza abriu caminho para uma nova geração de mulheres que prometem levar o bodyboarding feminino brasileiro a patamares ainda mais altos, consolidando a modalidade como espaço de protagonismo, transformação e inspiração.

Categorias em disputa – O Taíba Brasil Bodyboarding Pro 2026, 1ª Etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional 2026, contou com as seguintes categorias: Sub 18, Open e Profissional, tanto Masculino quanto Feminino.

A força dos nossos parceiros – A realização de um evento de tamanha magnitude só é possível graças à união de forças e ao apoio de parceiros que acreditam no potencial do bodyboarding. A 1ª Etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional 2026 é uma realização da FBCE (Federação de Bodyboarding do Estado do Ceará) e do IBESF (Instituto Brasil Sem Fronteiras), com a homologação da CBRASB (Confederação Brasileira de Bodyboarding), garantindo a chancela e o padrão de excelência nacional.

Transmissão ao vivo – A 1ª Etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional 2026 contou com transmissão ao vivo através do Surfbyte e do Canal do Youtube da CBRASB, permitindo que fãs de todo o Brasil acompanhassem cada bateria, as manobras mais radicais e todos os resultados em tempo real.

Próximas etapas do circuito – O Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional 2026 segue com as seguintes etapas:

Itacoatiara Pro – Niteroi-RJ – 30 de maio a 3 de junho;

Paraná Pro – Ipanema – Pontal do Paraná, Paraná – 16 a 19 de julho;

Capixaba Open – Praia do Morro – Guarapari – Espírito Santo – 8 e 9 de agosto;

Búzios Pro – Praia de Geribá – Búzios, Rio de Janeiro – 24 a 27 de setembro.

Falas dos presidentes – Stefano Trisca, Presidente da CBRASB: “O Ceará dá a largada inicial para o Circuito Brasileiro Profissional 2026. Com uma organização impecável e um número recorde de inscritos, a FBCE, através do seu presidente Marcelo Barros, provou ser a entidade estadual mais bem organizada e comprometida com a excelência do bodyboarding brasileiro.”

Marcelo Barros, Presidente da FBCE: “É com imensa satisfação que encerramos esta primeira etapa do Circuito Brasileiro aqui em Taibinha. Ver a praia lotada, o nível técnico dos atletas e a paixão de todos os envolvidos, desde a equipe de organização até os patrocinadores, é a prova de que o bodyboarding cearense e brasileiro está mais vivo do que nunca. Agradeço a todos que fizeram deste evento um sucesso e reafirmo o compromisso da FBCE em continuar impulsionando o esporte e revelando novos talentos.”

Sobre o Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional – O Circuito Brasileiro de Bodyboarding Profissional é o principal evento da modalidade no país, visando fomentar o esporte, descobrir novos talentos e proporcionar competições de alto nível para atletas profissionais e amadores. A 1ª Etapa do certame nacional contou com a realização da FBCE e IBESF, e homologação da CBRASB, e também com o apoio de diversas marcas e governos locais para impulsionar o bodyboarding brasileiro.

Patrocinadores e realizadores – O Taíba Brasil Bodyboarding Pro conta com o patrocínio de: FTrade, SETUR-CE, SESPORTECE e Assembleia Legislativa do Ceará. Co-Patrocínio: Ativo Contábil e Invert Style. Apoio: GIGA+ Fibra, Cilindro, Oceanside Bodyboarding, High Score, Poly Cell, Off The Lip, Rapadura Storm, Mercantil Super Timbó, Adriano Silveira, ACEAB, Amazônia Bodyboarding e Revista Vert Magazine. Arte Visual: Leo Almeida e Artetude Design. Realização: FBCE e IBESF. Homologação: CBRASB.

Resultados
Profissional Feminino

1ª Dalete Mousinho (CE)

2ª Maira Viana (ES)

3ª Luna Hardman (ES)

3ª Maylla Venturin (ES)

Profissional Masculino

1º Walisson Soares (CE)

2º Rafael Ramos (CE)

3º José Augusto (CE

3º Erik SIlvino (CE)

Open Feminino

1ª Manuella Giacomassi (RJ)

2ª Ester Ratts (CE)

3ª Pâmela Sousa (CE)

4ª Karen Sousa (CE)

Open Masculino

1º Levi Brito (CE)

2º Kauan Silva (CE)

3º Cauã Almeida (CE)

4º ANdré Barros (PE)

Sub 18 Feminino

1ª Melissa Souza (RJ)

2ª Manuella Giacomassi (CE)

3ª Sara Rocha (CE)

4ª Mayra Gonçalves (CE)

Sub 18 Masculino

1º André Barros (PE)

2º Sauan Melo (CE)

3º Kauan Silva (CE)

4º Guilherme Montenegro (ES)

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    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.