Rio Mearim

Pororoca na bolha

Marcelo Bibita, Sérgio Kenui e George Noronha exploram a pororoca do Rio Mearim (MA).

O mês era junho. O São João se aproximava e com ele o último evento astronômico do semestre, relevante para um surfista de pororoca: um eclipse lunar. Eu, o Mr. Pororoca Marcelo Bibita e nosso amigo Sérgio Kenui estávamos prontos para surfar a pororoca desde junho, mas, por motivos óbvios e implicações práticas e éticas, precisamos esperar até o início da flexibilização do isolamento social imposto ao município de Arari (MA), o local mais próximo do Ceará, onde o fenômeno ocorre. Para a nossa alegria e felicidade, a abertura do comércio e de atividades ocorreu bem no dia do eclipse. Já havíamos perdido as superluas de março e abril e não dava para perder aquela que poderia ser a última chance de surfar uma pororoca perfeita no ano de 2020.

Entramos em contato com as secretarias de turismo, saúde e vigilância sanitária do município de Arari e assumimos o compromisso de fazer os testes pra Covid-19 na véspera da viagem, além de tomarmos todos os cuidados protocolados para assim criar uma bolha de segurança anti-Covid-19. Dali em diante nos tornamos cobaias de nosso próprio experimento, que buscava provar que é possível fazer uma surf trip com total responsabilidade e segurança. Agora sim, o jejum do surfe tinha dia e hora para ser quebrado, porque o fenômeno da pororoca é assim: as ondas têm local e hora exata para acontecer e se você não estiver lá e perder a onda, só no dia seguinte. Nesse e em vários outros aspectos, a pororoca é implacável!

Pegamos a estrada de Fortaleza até Teresina (PI) e de lá seguindo para o Maranhão. Nesse trecho, a maior parte da estrada estava em bom estado de conservação e conseguimos percorrer os mais de 900km do percurso em pouco mais de 14h com três paradas para alimentação e abastecimento do veículo. Sempre atentando para o uso de máscaras e higienização das mãos quando saíamos e retornávamos ao carro.

Chegando em Arari, apresentamos os resultados de nossos exames a representantes da vigilância sanitária, que prontamente nos desejaram as boas vindas à capital nordestina da pororoca. Quem também fez questão de nos receber e demonstrar o apoio do município ao nosso projeto foi o secretário de meio ambiente, Jocei Ribeiro. E após quase 30 dias de planejamento conjunto estávamos oficialmente autorizados a surfar a pororoca do Rio Mearim, após mais de três meses de proibição.

E não precisa dizer que a expectativa era muito grande! Sabíamos que a onda estava vindo forte. Nosso contato local, Ruan Pororoca, durante os quase dois meses que antecederam a realização do projeto, todos os dias nos passava o comportamento e as condições da onda. Ele já havia contraído a Covid-19 no mês de maio e já estava curado, daí não comprometia nossa operação, já que voltar aos nossos lares sãos e salvos e sem contato com o famigerado vírus também fazia parte dessa missão. De nada adiantaria todo aquele esforço se qualquer um de nós se contaminasse. Até porque, por estarmos em uma bolha, se qualquer um se expusesse ao vírus, todos estaríamos comprometidos, afinal de contas, estávamos dentro do mesmo carro, que, além de nós três, ainda contava com a presença da repórter cinematográfica Rayana Lopes e da repórter fotográfica Jessica Mota, ambas também testadas negativo para Covid-19.

Outro personagem importante nesse projeto foi Gilvandro Junior, pioneiro do surfe na pororoca, que conseguiu o jet-ski e a banana boat usados na operação, e claro, o surfista local Ruan Pororoca, que nos ajudou desde o momento em que decidimos surfar a Pororoca do eclipse lunar de 2020.

1º Dia – O Eclipse Lunar

O primeiro dia de operação é sempre o mais tenso. A maré era boa, devido à Lua Nova, tinha uma ótima variação. O alinhamento dos astros que provocara eclipse também era favorável à ocorrência do fenômeno. Mas nada, absolutamente nada, pode garantir que a onda irá realmente acontecer! Como de costume, chegamos antes do nascer do sol. Devido toda operação ter relação direta com os movimentos das marés, o primeiro dia é sempre o que inicia mais cedo. Além disso, era preciso encher a banana boat e depois colocá-la na água junto com o jet-ski e a lancha de apoio à imprensa, antes de iniciar a “caçada”.

Durante muito tempo eu relutei em usar esse termo. Mas, após alguns anos, desconheço outra maneira de definir uma operação de surfe na pororoca que não seja uma caçada real. Primeiro você precisa ter um caçador experiente comandando as ações e nós tínhamos um dos melhores, Marcelo Bibita. Um bom piloto para o jet-ski também é imprescindível (não são raras as histórias de expedições que terminaram com perda total de equipamentos). Definidas as peças chave, segue-se rio abaixo em uma banana boat rebocada pelo jet-ski, sempre seguindo as orientações do comandante da operação, até se deparar de frente com o fenômeno. Quanto antes você entrar no rio, antes você irá se encontrar com a pororoca.

Quando se avista o fenômeno acontece uma descarga de adrenalina (ao menos comigo é assim). Daí você tem de escolher o local exato para abordar a onda. Aos poucos cada um vai tomando sua decisão e saltando da banana para pegar a onda. Muitas vezes os surfistas não conseguem entrar na pororoca por errar o locar do “ataque”. O “bote” é o momento mais importante de toda a operação. Em nossa primeira abordagem, todos conseguimos surfar a onda, uma verdadeira explosão de alegria, sobretudo para Sérgio, nosso amigo que pela primeira vez via e vivenciava o fenômeno. Apesar do tempo despendido nos preparativos, ainda conseguimos surfar um bom trecho no fim da seção conhecida como o Paredão da Morte ou Corredor da Morte, como Marcelo Bibita prefere chamar. Em se tratando de pororoca, não medimos apenas o tamanho da onda. O tempo também é uma variável por demais importante e nesse primeiro ataque todos já contabilizamos alguns minutos de onda. Estávamos em êxtase, mas a operação ainda não havia terminado. Era preciso manter o foco, pois a pororoca seguia à nossa frente e se quiséssemos surfar novamente precisaríamos ultrapassá-la. Voltamos para a banana boat e começamos uma nova caçada. Nesse hora, um bom piloto faz toda diferença. E nós estávamos com o melhor, Bruninho. Acostumado a fazer a alegria de centenas de pessoas nas praias de Salinas, no Pará, nosso piloto procedeu um resgate muito rápido e em poucos minutos já estávamos mais uma vez diante do fenômeno e prontos para surfar a segunda seção da mesma onda para mais uma abordagem precisa e com 100% de aproveitamento.

Após 4h de “caçada”, estávamos comemorando o espetacular fenômeno que havíamos acabado de presenciar, as ondas espetaculares que surfamos, o fim do jejum de surfe e o fato de estarmos ilesos, coisa que por muito tempo em operações de pororocas era tão raro quanto a própria ocorrência do fenômeno.

Mas, se você está pensando que nessa expedição a ação acabava após o surfe, está muito enganado. O primeiro dia também é quando o Pajé da Tribo dos Auêra, Moyu Yararupi, mais conhecido como Marcelo Bibita, faz o já famoso ritual Auêra-Auára, onde ele evoca os espíritos protetores das matas e florestas para pedir licença para que todos possam entrar e sair do rio em segurança. E nesse dia, em especial, os batismos de Sérgio, que pela primeira vez presenciara a pororoca, e de Ruan, nativo de Arari que ainda não havia sido batizado por Bibita, ou melhor, Moyu Yararupi, também fizeram parte do ritual em um belo pôr do sol.

Após o ritual, ainda fomos avistar jacarés. O mais engraçado dessa parte da história foi quando perguntamos onde iríamos ver os jacarés e o pescador que estava nos levando apontou para o local estávamos nos banhando, dizendo: “ali, onde vocês estavam”. E não é que foi só o Astro Rei se despedir para começarmos a perceber o que pareciam pequenas luzes espalhadas pela Lagoa da Vida! Eram os olhos dos jacarés a nos espreitar, nos dando a dimensão da experiência que vivenciávamos. A essa altura já passava das 20h e o cansaço do dia intenso começava a cobrar seu preço. Então voltamos para o hotel para recuperar as energias e nos preparar para o segundo dia de aventura.

2º Dia – Pororoca de Mel

Ao contrário do primeiro dia, em que tínhamos de preparar toda a logística da operação, o segundo dia foi bem mais tranquilo, já que todos os equipamentos estavam testados e prontos para o uso. E junto com o nascer do sol nós saímos em direção à pororoca do Rio Mearim. Após cerca de 30 minutos de pura contemplação da natureza, avistamos a pororoca e iniciamos a “caçada”.

Uma “caçada” à pororoca é algo excitante e literalmente, adrenalizante. Enquanto você observa a força do fenômeno destruindo a margem, arrancando árvores e engolindo tudo em seu caminho, inevitavelmente você se imagina no meio de toda aquela força, afinal de contas, dali a alguns minutos é você quem estará frente a frente com o fenômeno.

Logo que nos posicionamos à frente da pororoca, nos deparamos com o momento mais importante da operação: a hora de saltar da banana e remar para entrar na onda. E nesse momento muitas coisas podem acontecer. Surfar a pororoca é bem diferente de pegar uma onda no mar. No mar, se você errar e não conseguir entrar na onda, basta esperar alguns minutos e surfar a onda seguinte. Mas, na pororoca não é bem assim. Caso erre o “ataque”, o surfista corre o risco de não conseguir surfar mais naquele dia. Isso acontece porque muitas vezes uma operação envolve muitos surfistas simultaneamente. Em algumas ocasiões, já presenciei mais de uma banana boat rebocando 12 surfistas cada. Acontece que enquanto o último surfista não salta da banana, o piloto do jet-ski não pode passar para trás da onda e iniciar os resgates. E algumas vezes, quando chega o resgate, a onda já terminou. Também não é incomum que o surfista salte certinho e bem diante de seus olhos a onda desapareça, fazendo com que este fique para trás. Ou o que aconteceu na primeira seção do segundo dia.

Avistamos a pororoca chegando bem longe e já tratamos de buscar o posicionamento. E tudo é muito subjetivo, pois como as bancadas mudam constantemente, a onda pode surgir em qualquer lugar, fazendo com que uma decisão errada possa comprometer toda a operação. O paraense Gilvandro Júnior foi o primeiro a saltar na água e logo garantiu o melhor lugar na onda com seu SUP Wave, uma parede lisa como mel e que não tinha fim. Em seguida, Bibita entrou na onda e deu início ao seu show particular sobre o longboard com largos cutbacks e um footwork progressivo com hang fives de quase um minuto em uma onda que mais parecia um “tapete mágico” espelhado como a superfície de um pote de mel.

Eu e Sérgio esperamos mais do que devíamos, e quando decidimos saltar, estava tão raso que o jet-ski não conseguia mais nos colocar à frente da espuma, a única maneira de se entrar em uma pororoca. E por cerca de 5 minutos ficamos observando nossos amigos surfarem a aquela “onda de mel”. Felizmente, na bancada seguinte nós conseguimos entrar na onda para celebrarmos todos juntos a alegria de estar vivendo aquela experiência tão fantástica!

O mel da Pororoca

Que Marcelo Bibita é uma das pessoas mais experientes em todo o mundo em operações na pororoca, isso todo mundo sabe, afinal, além de todas as pororocas conhecidas no Brasil, ele também já teve e oportunidade de explorar o fenômeno em países como a China e a Indonésia. E foi por estar cansado de ficar horas a fio sem fazer nada após as operações, esperando o dia seguinte para surfar novamente, que ele criou o ritual Auêra-Auára, o avistamento de jacarés e a partir dessa viagem, a degustação do mel da pororoca, como ele mesmo explica:

“Eu já havia ouvido falar que o município de Arari era um grande produtor de mel, mas nas dezenas de vezes em que estive aqui pra surfar a pororoca, nunca havia explorado essa atividade. E qual oportunidade de se fazer isso poderia ser melhor que no dia em que a própria pororoca me presenteou com uma onda de mel?”, explicou Bibita.

Com esse mote, partimos em busca do Sr. Chico Dentista, que nos recebeu em sua casa, incrustada no coração do município de Arari (MA), na região Nordestina conhecida como Meio-Norte. Na visita, Sr. Chico nos falou das dezenas de espécies de flores que cobrem a região e que propiciam a produção de mel durante o ano inteiro, uma condição rara para essa atividade. Mas, de todas elas, a que mais nos chamou a atenção foi a Flor do Mangue, naturalmente aquela que favorece a produção do mel mais doce, aquele que passamos a chamar de Mel da Pororoca.

3º Dia – Hora da Arribada

O terceiro também seria o último dia de operação com a banana boat e o jet ski, já que o equipamento havia sido locado para apenas três diárias e precisava retornar ao Pará, seu lugar de origem. E fomos presenteados com a onda mais longa de todos os dias. Foram quase 20 minutos de onda ininterrupta do momento em que a avistamos, até seu fim. Isso sem contar as outras duas sessões de mais ou menos seis minutos cada. Nesse dia, vi até que ponto vai a generosidade de Marcelo Bibita. Estávamos na última seção da onda, prestes a encerrar a operação. Bibita vinha surfando até que a onda enfim acabou. Nesse momento, nós já estávamos prontos para atacar a última bancada. Contudo, se voltássemos para trás da onda para resgatar o Bibita, provavelmente não teríamos tempo de voltar para a parte da frente da onda e surfar o último trecho. Nesse momento, Bibita fez sinal para que o piloto do jet-ski seguisse e que fôssemos surfar a última bancada. Naquele momento, conseguimos perceber a verdadeira essência do espírito Auêra-Auára no exemplo de generosidade e compromisso com o fenômeno e com a natureza, proporcionado por Marcelo Bibita, indelével nessa incrível experiência!

E antes mesmo de nós podermos agradecê-lo, Bibita já foi perguntando: quem topa surfar a pororoca amanhã sem jet-ski? No braço!

4º dia – Pororoca no Braço

Após três dias de intensas atividades, decidimos ficar em Arari (MA) mais um dia e surfar a pororoca no braço, isto é, sem o apoio do jet-ski e da banana boat, para só depois pegar a estrada em direção a Fortaleza (CE). Ainda contávamos com uma lancha, mas não tínhamos piloto. Então fomos com o Bibita pilotando até um igarapé, onde amarramos a lancha e passamos a esperar pela onda, na margem do rio. Assim que avistamos a pororoca, Ruan nos indicou o lugar exato onde deveríamos ficar. A onda chegou forte, contudo foi o trecho mais curto de todas as ondas que surfamos nessa trip. De qualquer forma, é sempre bom surfar a pororoca de maneira raiz, sem toda a parafernália que costuma envolver uma operação, como têm feito os nativos de Arari (MA) e de outras localidades, onde o fenômeno ocorre. É importante para mostrar que, para surfar a pororoca, o que você realmente precisa é de coragem e estar cercado de pessoas experientes.

Para Sérgio, que vivia tudo aquilo pela primeira vez, foi uma iniciação mais do que completa:

“Surfar a pororoca superou minhas melhores expectativas. Fiquei extasiado com a adrenalina com que tudo acontece, ao mesmo tempo em que me senti seguro por saber que estava perto de algumas das pessoas com mais experiência em pororocas no Brasil e no mundo. Espero poder em breve fazer tudo isso de novo”, declarou Sérgio.

Quanto a mim, peguei a onda mais longa que já surfei em mais de 20 incursões à pororoca do Rio Mearim, quase 15 minutos ininterruptos, para mais uma vez vivenciar a incrível sensação de surfar a onda sem fim na pororoca da Amazônia Nordestina. Auêra-Auára!

Marcelo Bibita finalizou a viagem profetizando que essa trip havia transformado toda a experiência do surfe na pororoca de Arari:

“Esse projeto foi um grande desafio. Eram muitas questões envolvidas: éticas, morais e claro, de saúde, afinal de contas, tenho 56 anos e sou profissional de Educação Física em formação. Surfe e saúde são duas premissas da maior importância na minha vida profissional e acadêmica. E isso criava uma pressão gigante, pois todos os protocolos teriam de ser seguidos disciplinadamente à risca por todos para que tudo desse certo. Sabíamos que se falhássemos, os primeiros a sofrer as consequências seríamos nós mesmos. Por isso eu tenho a convicção de que esse projeto só deu certo porque contou com o apoio e compromisso de diversas pessoas sem as quais nada teria acontecido. A confiança dos gestores de Arari (MA), nas pessoas do Jocei Ribeiro e Djalma Melo, secretário de meio ambiente e prefeito; a determinação da equipe de produção, com as talentosas Rayana Lopes e Jessica Mota, e o George Noronha encarando situações extremas; o olho clínico de Ruan; o churrasco de Noé; Bruninho do jet-ski; a experiência do pioneiro Gilvando Jr.; a energia de Serginho, que surfava a pororoca pela primeira vez… todos foram igualmente importantes para o sucesso desse projeto que eu, ou melhor, o Pajé Moyu Yararupi, a partir de agora, batizo de Pororoca Experience, a nova maneira de vivenciar o fenômeno da pororoca com responsabilidade, segurança, educação e claro, muita adrenalina. Auêra-Auára!”, finalizou Bibita.

Todos os participantes testaram negativo para a Covid-19 no retorno da operação e todas as visitas foram feitas seguindo os protocolos de saúde preconizados pelas autoridades de saúde locais, nacionais e internacionais, como uso de máscaras, higienização frequente das mãos e distanciamento social.
Apoiaram esse projeto: Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Arari (MA), Coast e Colection Boards.

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    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Confira mais informações em nossas próximas atualizações. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Ian Cosenza (@iancosenza) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Rodrigo Koxa (@rodrigokoxa)

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.