Museu do Surfe de Santos

Carlinhos “Twin” do Itararé

Grandes personagens do surfe brasileiro prestam homenagem ao eterno Carlinhos “Twin” Argento (1951-2021).

Uma das grandes buscas do ser humano é o caminho para a imortalidade.
Algumas pessoas preferem talhar seu nome na história através de um grande feito, uma descoberta, uma invenção.
Carlos Argento viveu para criar, inovar e escreveu seu nome na eternidade.
O Museu do Surfe de Santos resgatou a memória das pessoas que conviveram e aprenderam com Carlinhos.
Além de suas obras, ele deixou o espírito Aloha na comunidade do surfe brasileiro.
Viva Carlinhos! Eterno.
“Minha primeira prancha foi uma Twin Surfboards, presente do Carlinhos Twin ao meu pai, Oracio Cocada, quando completei 9 anos de idade. A partir daí, começaram minha conquistas como surfista, conheci e surfei as melhores ondas do planeta, junto com velhos e novos amigos. Agradeço a Família Twin e meu pai por me mostrarem o caminho real do surfe”– Danylo Grillo, surfista e filho de Oracio Moraes “Cocada”
“Pioneirismo, vanguarda, visionários, amigos, corações gigantes, sempre com uma palavra acolhedora. Carlos e Eduardo Argento, grandes responsáveis pela moda surfe. Desejo de surfar para muitos, pranchas incríveis… isso é a Twin” – Mauro Rabelle, atual diretor presidente da Associação Santos de Surf
“Um pioneiro. Ele e o Eduardo foram uma inspiração no novo modo de vida surfe. Aquela casa no Itararé é um marco! O surfe saiu da garagem e chegou à avenida da praia. Foi o início de uma nova visão sobre o surfe. Os irmãos Twin, com certeza, sempre serão uma referência para o surf!” – Roberto Santini, Jornal A Tribuna
“A Twin foi marcante para uma geração. Fui muito influenciado pelo design das camisetas” – Turco Loco, empresário
“Já se ouvia falar deles quando estávamos começando a trabalhar com pranchas e lógico com o surfe. Marcaram época em Santos e SP e tive o prazer de trabalhar com Dudu na minha fábrica. Com certeza deixam um legado no mercado do surfe, grandes amizades” – Thyola, fabricante de pranchas Lightning Bolt

“Quando começamos a surfar a Twin já era uma marca muito moderna para a época… as lojas eram sonho de consumo… sem dúvida eles puxaram o surfe e a indústria para cima” – Alfio Lagnado, empresário

“Quando eu conheci a Twin comprei vários boardshorts e também andei no half pipe amarelo que tinha na frente da loja. O sonho de todos os surfistas da época era fazer parte da equipe” – Zé Paulo, surfista e presidente da Federação de Surf do Estado de São Paulo
“Quem faz história tem algo em comum: Paixão e enxergar a frente do seu tempo. Isso define os Twin. Numa época quase sem modelos ou exemplos a serem copiados, foram os primeiros a acreditar que uma surfshop, que a fabricação de pranchas com proposta profissional e a aposta no patrocínio de atletas seria algo viável. Foram um dos gatilhos do processo do desenvolvimento do surfe na região. Algumas pessoas viveram a história do surfe. Outras fizeram a história do surfe. Os Twin estão no segundo grupo” – Marcos Bukão, diretor de provas no surfe das Olimpíadas
“Desde que comecei a surfar em 1982 eu demorei uns cinco anos pra conhecer pessoalmente os famosos irmãos Twin. E o grande dia foi durante a etapa de abertura do circuito paulista de longboard na praia de Pernambuco, no Guarujá, lugar onde eu só surfava de pranchinha mas que decidi me aventurar na competição porque as ondas estavam grandes como eu gostava. Foi minha primeira participação na modalidade. O Dudu me emprestou seu long – laminado pelo Carlinhos – e eu venci na categoria Junior com ondas de até três metros. A partir disso eu me apaixonei pela modalidade e o grande marco dos Twins Brothers na minha vida foi terem participado diretamente desta minha paixão súbita pelo longboard. Que Deus os guarde surfando nas ondas celestiais!” – Daniks Fisher, surfista e big rider
“Eu era bem moleque e quando fui na primeira surf shop da região realmente fiquei fascinado pelas roupas e pranchas de surfe que eles já fabricavam. Com certeza os irmãos Twin foram os pioneiros e nos proporcionaram pensamentos infinitos com relação ao surfe e fazer parte dele. Aloha! RIP” – José Augusto, proprietário da Natural Art
“A Twin deixou um legado vasto. Quando eu tinha uns 8 a 9 anos, se não me engano, foi em 79, eu e meu irmão Lucio, fomos de bicicleta comprar a primeira parafina e foi na Twin na praia do Itararé e lá tinha um half Pipe enorme. E aquilo marcou muito nas nossas vidas e desde então fomos picados pelo surfe” – Lucinei Malas, presidente da Associação São Vicente de Surf
“A Twin foi o primeiro contato que eu tive com artigos de surfe, depois vindo trabalhar mais de 35 anos no mercado, tanto com acessórios como com confecção. Onde tive acesso as primeiras bermudas em Moema” – Ronaldo Tchim Piazza

“Os irmãos Argento foram um canal de informação e nos traziam as novidades do universo do surfe, numa época em que não tínhamos acesso a nada. A primeira surf shop, com os equipamentos e personagens que gostaríamos de ter e ser. Desenvolveram designs que muito contribuíram para a evolução das pranchas que funcionavam para as ondas que tínhamos. Quebrando a tendência de copiarmos o que vinha de fora e não nós servia com tanta funcionalidade” – Edinho Leite, jornalista

“Eu com 14 anos foi a primeira surf shop que conheci, nem surfava ainda, mas passava a tarde na frente da loja de Moema. Com certeza foi uma das maiores inspirações que tive para chegar a me envolver com o surfe e fazer tudo que fiz” – Ricardo Piazza
“Pra mim, os irmãos Twin deixaram um grande legado pra todos nós que amamos o surfe! Foram visionários na época abrindo a loja Twin, me lembro até hoje a loja toda colorida, chamava atenção de quem passava na Avenida da Praia em São Vicente. Sou muito grata de ter tido a oportunidade de tê-los como amigos. Eles sempre me deram conselhos e me incentivaram pra seguir em frente. Levarei pra sempre o carinho que eles tinham com o surfe feminino. Aloha my Brothers!” – Diolanda Vaz, ativista do surfe feminino em Santos
“Sou amigo dos dois desde 1968. Minha primeira prancha foi uma Twin e meus primeiros clientes como loja foram eles” – Chico Preto, criador da SURFSOL
“Inovadora – essa é a palavra, começando pela fabricação das pranchas, montando uma loja e uma equipe de competição… isso foi muito inovador para época” – Silvio Silvério, presidente da Federação Paulista de Surf
“Em 1968, já contaminado pelo vírus das ondas, ainda desfrutando o deslizar nos pranchões e interessado na fabricação e evolução das pranchas, conheci os gêmeos de São Vicente, Dudu e Carlinhos Argento já trazendo inovações. As “mini models” que usavam mediam de 7 a 8 pés e os irmãos desempenhando não só na nova forma de surfar, visto que com a redução do tamanho das pranchas tudo se expandiu no mundo das ondas e experimentar era o que prevalecia, mas também na evolução das formas das pranchas com shapes até então nunca vistos. Manobras como “reversões” de direção, kick-outs aéreos e roller-coasters eram frequentemente apresentados, bem como biquilhas experimentais com dupla rabeta que antecederam em anos à aparição das Twin Fins…” – Ronaldo “Pardal” Hypolito
“Lembro de quando íamos de kombi pegar onda no Guarujá. O pai dele nos levava, com lanchinho e tudo para quando saíssemos da água famintos… os irmãos Argento e a Twin ficarão para sempre na memória dos que puderam conviver com eles. Duas pessoas maravilhosas e queridas!!!” Carla Canepa
“Algo que me marcou muito quando comecei a surfar e morava em São Paulo, era ir bater um fliperama onde hoje é a Surf Trip, depois ia na Brunella logo em frente tomar um sorvete e finalmente antes de ir embora de Moema passava na loja da Twin logo na mesma calçada e ficava simplesmente “viajando” nas pranchas e nas pinturas e desenhos… Fiz isso por muitos anos…, não dá para esquecer… ficou!” – Jefferson Alves, Editora Global
“Nos anos 70 era Twin em São Vicente (Divisa) e Homero em Santos (Conde do Mar). Twin tinham boas pranchas competitivas além da Surf Shop na qual vendi muitos importados e colares de Puka Shell para o Carlinhos e sua mãe… anos dourados my brother” – Roni Surf

“A exitosa história do surfe brasileiro não seria totalmente entendida sem a contribuição decisiva do irmãos Argento. Poderia ser resumida em:
1) Grandes surfistas;
2) Talentosos shapers;
3) Visionários no surfwear e nos patrocínios a jovens atletas;
4) Exemplos marcantes no verdadeiro “Aloha Spirit” na comunidade do surfe;
Tive a sorte de ser testemunha desse legado e também de tê-los como amigos, tanto esperando uma onda da série no line up como em inúmeros momentos na cultura da praia” – Toni Barletta
“Morava em Santo André quando conheci a Twin através da revista POP. Coincidências à parte, nossas vidas sempre se cruzam com pessoas iluminadas. Ambos foram precursores do surfe no Brasil. Muitas lembranças e histórias, eternizadas na simplicidade de uma amizade que vislumbra o horizonte, sempre conectados com o MAR e a natureza que nos é plenitude. Carlinhos muito querido por esta comunidade, foi reencontrar Dudu. Somos espíritos imortais e soou como um até breve. Deixa saudades, mas nos alegra profundamente por tudo aquilo que puderam compartilhar conosco” – Alexandre Todt, Stone Brothers
“Um eterno buscador de inovações para o surfe. Inspirou muitos shapers que vieram no rastro, dentro dos quais me incluo. Respirava surfe e tudo isso em dose dupla, porque Dudu e Carlinhos vieram para revolucionar. Horas intermináveis de papo sobre pranchas. Good trip, brother” – Kareka, Shine Surfboards
“Os irmãos Twin, além de surfar muito bem, eram muito talentosos na fabricação de pranchas. Eram pessoas à frente do tempo, sempre pesquisando e lançando novidades. Sua influência no mercado foi muito importante para o desenvolvimento do surfe brasileiro” – Rico de Souza
“Foi uma longa história. Conheci os irmãos surfando no Itararé e depois comecei a fazer consertos na fábrica da Twin. Depois recebi o patrocínio da marca. Foi a Era de Ouro da Twin. Eles fabricavam tudo. Aprendi muita coisa com o Dudu e o Carlinhos. Foram muito diferenciados. A gente deve muito a eles. Ficou a história. O legado é muito forte” – Almir Salazar
“Carlinhos Argento, mais carinhosamente chamado de Carlinhos Twin, uma referência para todos nós surfistas, atleta, amigo, companheiro de outside, de competições, enfim. Saudades para sempre da pessoa, do ser humano, referência inconteste de tudo no surfe, criação, confecção, acessórios e em tudo que estivesse relacionado. Nossos corações, hoje tristes pela sua perda, são compensados pelas grandes e ótimas lembranças de tudo que nos proporcionou. Obrigado amigo, companheiro fiel, irmão do coração” – José Carlos Paioli
“O surfe dele tinha muita personalidade e manobras fortes. Eu gostava de ver. Foi uma grande influência no surfe da região– Musgão, kneeboarder
“Acredito ter tido minha primeira prancha da Twin com 13 anos de idade e lembro que já naquela época os irmãos Argento tinham uma visão bem futurística do esporte, design das pranchas, criação de surfwear e acessórios, tudo muito avançado para a época. Não demorou muito para que eu começasse a me interessar pelo surfe competitivo e daí pra frente o apoio deles foi fundamental, inscrições em campeonatos, uniformes para equipe, pranchas e equipamentos de primeira nos levavam para competir em outros estados. Em pouco tempo nos tornamos uma das equipes mais fortes do cenário surfístico e o resto é história. Meu profundo agradecimento à esses dois visionários do nosso esporte, Carlos e Eduardo Argento. Não só eu, mas o surfe em geral deve muito a eles. Big Mahalo uncles!!!” – Maurício Orelhinha, ex-competidor

“Carlinhos Twin: um ícone do surfe santista que nos deixou. Desde o começo de nossa jornada nesse esporte do reis havaianos, na praia de Itararé, dois garotos gêmeos, logo aderiram ao surfe e adotaram como estilo de vida: Dudu e Carlinhos, os irmãos Argento. Brilharam, fundaram a marca TWIN e dedicaram suas vidas ao surfe. Aloha, Carlinhos! Saudades” – Paulo Miorim
“A Twin foi uma grande influenciadora do meu negócio. Fabricamos muitas pranchas juntos. Foi uma época que produzimos bastante” – Delton Menezes, fábrica da Longboards Classic
“Os irmãos Argento eram os melhores santistas quando ganhei o campeonato do Itararé… me tornei amigo deles pois eram humildes e conversei bastante com forma especial. Depois de anos eles formaram-se empresários da Twin e fui chamado para ser patrocinado na época inicial do campeonato nacional de longboard e eles foram super legais e se esforçaram muito para me apoiar… agora eu honro em alta eles, os grandes surfistas do Brasil… Aloha!” – Carlos Mudinho
“Gratidão aos irmãos Twin por tudo que fizeram para a Família Salazar. Surfe Forever!” – Picuruta Salazar
“Apesar do sentimento de perda, o único sentimento que consigo expressar é de gratidão, por tudo que meus avós, primos, familiares, amigos e principalmente Dudu e Carlinhos fizeram pela Twin e pelo surfe no Brasil. A chama da Twin nunca se apagou, e agora sigo shapeando e dando continuidade nessa linda história que foi construída com tanto amor ao esporte. Mahalo Twin Ohana” João “Twin” Argento, surfista, shaper e filho de Dudu Argento
Leia mais:
Pioneiro falece em Santos
O nascimento da Twin

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. Clique aqui para ver ao vivo no site da WSL A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10

    Próxima chamada nesta sexta-feira (18) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.