SUP’n Sampa – Remando sem sair da capital paulista
26/01/2012 —
Luciano Meneghello e Marcelo Lins remam na Guarapiranga, santuário do SUP na capital paulista. Foto: Julinha/SupClub Equipe do SUPCLUB visita a represa de Guarapiranga a convite de Paulo Gatti e se surpreende com a paisagem, em plena capital paulista. Por Luciano Meneghello / Redação SUPCLUB Na última semana o SUPCLUB foi convidado pelo experiente remador Paulo Guatti, para conhecer um pouco mais da represa e testar alguns modelos de pranchas de SUP que ele está trazendo para o Brasil. No comando da “Borahlah”, loja direcionada ao lifestlyle outdoor, localizada no coração da represa de Guarapiranga, nas dependências do Yath Club Paulista, Gatti, está determinado a fomentar o esporte na capital paulista. Educador físico e dono de uma respeitável bagagem em esportes outdoor, acumulando títulos no skate, voo livre, triathlon e canoagem havaiana, modalidade na qual foi campeão brasileiro de OC1 e é um entusiasta, tendo realizado uma série de ações em prol do esporte que vão desde a formação de equipes, participação em eventos internacionais (campeão Master da 14ª Napali Challenge, no Havaí) e intercâmbios com artesãos havaianos. E, mais recentemente, como acontece a vários remadores de canoa havaiana, foi “fisgado” pelo SUP. A ponto de dedicar parte de seu tempo a treinar uma equipe de atletas para provas de race formada por Marcelo Lins, Marinho Cavaco e Andressa Saboya. Tendo como pano de fundo a represa, seu objetivo é fortalecer sua equipe e fomentar o esporte na região, cujo potencial para o SUP é enorme. Escolhendo os foguetes na sede do YCP. Foto: Julinha/SupClub Chegamos à sede da Boralah por volta das 10h. Fomos acompanhados do remador profissional Marcelo Lins e de sua namorada, Aline. Gatti, já nos aguardava com um quiver de pranchas e remos de fazer inveja, e nos chamou a atenção as pranchas de race da marca Riviera, principalmente os modelos “Ron House” e “404” (usada atualmente por Danny Ching), pranchas feitas através de uma tecnologia revolucionária, inspirada na fabricação de canoas outrigger, que permite à prancha ser ao mesmo tempo ultra-leve e resistente. Juntaram-se a nós o simpático casal de remadores formado por João e Samantah Wallig, gaúchos, assim como Gatti, que mandam bem em vários watersports e residem há anos em Sampa. Escolhidas as pranchas e remos, partimos da sede do YCP com as pranchas a bordo de uma lancha, que nos levaria até o ponto escolhido por Gatti, pois a intenção era voltar à sede fazendo um downwind. Visual da Guarapiranga. Sim, você está na cidade de São Paulo! Foto: Julinha/SupClub E a represa surpreende. É difícil acreditar que você está na Paulicéia. No lugar de prédios e concreto, uma série de belas paisagens, silêncio e recantos acessíveis na maioria dos casos a quem chega por água, como ilhas e praias fluviais. Julinha, gestora do SUPCLUB, foi a primeira a escolher a prancha e saltar na água. Aproveitando a presença de Gatti, não perdeu a oportunidade e extraiu do mestre altos toques sobre remadas e posturas mais adequadas enquanto deslizava a bordo de uma 404 12’. Marcelo Lins, a bordo de um foguete 12’da Riviera dividia-se entre sprints irresistíveis e aulas particulares a sua namorada, Aline. João e Samantah, remavam tranquilamente pelas águas calmas da Guarapiranga, costeando os morros, condomínios e praias que se encontram com as águas. Paulo Gatti e Julinha na água. Foto: Lulu/ SupClub Estávamos na maior metrópole da América do Sul, mas a sensação era a de remar em uma cidade do interior. Juntei-me à Julinha e Gatti para absorver algumas técnicas ao mesmo tempo em que desfrutava da paisagem. E a cada remada uma conclusão se tornava mais clara em minha mente: a Guarapiranga é uma agradável surpresa para aquele remador que se aventurar pela zona sul de Sampa. CONFIRA GALERIAS DE FOTOS 01 E 02: NATUREZA A MENOS DE 20KM DA BERRINI Estar em contato com a natureza, remando diariamente sobre um corpo de água, é o sonho de dez entre dez praticantes de Stand Up Paddle da cidade de São Paulo. Com um pouco de logística (e sorte), durante o horário de verão e férias escolares, quando o trânsito é mais calmo, esse sonho pode se transformar em realidade principalmente se você vive ou trabalha na zona sul de São Paulo. A represa Guarapiranga, responsável por parte do abastecimento de água da capital paulista, possui cerca de 26km² de espelho d’água e abriga uma série de clubes náuticos que possuem guardarias criadas originalmente para dar suporte a praticantes de windsurfe, kitesurfe e barcos à vela. Com a popularização do SUP, muitas já aceitam abrigar as pranchas e remos. Mediante o pagamento de uma mensalidade é possível manter a sua prancha em alguns clubes (mesmo se você não for sócio), que possuem todo o suporte necessário para uma remada tranquila: vestiário, estacionamento e, em algumas, até lanchonete. Ou seja, se você mora ou trabalha na região, remar de SUP durante a semana, em Sampa, pode ser algo perfeitamente possível. SERVIÇO – DE SUP NA GUARAPIRANGA O Yatch Club Paulista não permite a não sócios o armazenamento de pranchas em sua sede, no entanto, em uma rápida busca via Google, usando palavras como “guardaria + Guarapiranga”, é possível encontrar clubes que aceitam guardar seu SUP mediante o pagamento de uma mensalidade. Há também a opção “vai e volta”, que se consiste em deixar seu carro em algum estacionamento às margens da represa, se sua intenção for remar em um dia da semana, levando e trazendo seu equipamento consigo. Selecionamos dois clubes que trabalham com o sistema de guardaria de pranchas de SUP mediante o pagamento de mensalidade: TEAM BRAZIL Rua Peixe Vivo, 155 – Interlagos Tel: 11-5666.6167 Site: http://www.teambrazil.com.br TEMPO WINCLUBE Rua Antonio Segala, 102 – Guarapiranga Tel: 11-5517.6039 Site: http://www.tempowindclube.com.br/ Para entrar em contato com Paulo Gatti e conhecer um pouco mais sobre seu trabalho: (11) 7829-0866 / ID: 55*30*225697, e-mail: [email protected] ou visite o site da Bohralah