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23/02/2012 —
Búzios, Praia Brava. Foto: Mila Bulus Alheio às folias de carnaval, nosso colunista aproveita os dias livres para “por os remos em dia”, avalia o trajeto da prova Rei de Búzios, fala sobre o brasileiro que está chegando e comenta o surpreendente caso de salvamento que rolou no Rio graças a supistas. Confira! Coluna do Bob: SUP e o Carnaval Por Bob de Araujo Alheio às folias de carnaval, aproveitei os dias sem trabalho para botar a prática do Stand Up Paddle em dia, afinal, nossos amigos brazucas estão dando um duro danado para nos representar no Mundial de SUP e Paddleboard da ISA que está rolando lá no Peru (cuja cobertura do SUPCLUB pode ser conferida aqui). Já que o meu carnaval foi em Búzios, aproveitei para refazer o percurso do Rei de Búzios do ano passado. Fiz até um vídeo do trajeto, mas não estou conseguindo carregar no Youtube por conta da baixa qualidade de acesso na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Enfim, a prova do Rei de Búzios nasceu de uma tradicional prova de regata de windsurfe em que é feita a ida e volta na península (18km de Geribá à Manguinhos). No ano passado, por conta das condições de mar e vento, a organização da prova entendeu por encurtar o percurso e fazer a largada da praia brava em direção à praia de Manguinhos. Praia Brava (22/fev). Foto: Mila Bulus No meu entender, tal decisão se mostrou acertada, já que alguns dias antes eu já havia feito o trajeto largando de Geribá em direção à Manguinhos e estava dificílimo (pra não dizer impossível). Se por este lado acertou a organização da prova, por outro ficou prejudicado o percurso da prova, que se fez com a marcação em boias que foram ou arrastadas pelo vento ou não colocadas em tempo. Sou à favor do percurso com obstáculos naturais… E, sim, é possível fazer esse percurso sem o uso de boias. A preocupação, bem fundada da organização da prova, se dá na Laje do Criminoso (saída da Praia Brava em direção à Ilha Branca). A meu ver, esse perigo da proximidade com a tal laje se reduz com uma pequena alteração de trajeto: montar a Ilha Branca pelo lado de fora. Isso permitiria usar a ilha como uma boia natural. A única desvantagem seria a dificuldade a mais de contornar a ilha pelo lado desabrigado. O percurso dessa prova tem aproximadamente 10km. Já na saída da praia Brava encara-se ondulação e forte vento de frente (aprox.. 2,5km). Dali até a Ilha Branca são mais 1,5km de forte vento e ondulação lateral onde a gente só rema do lado esquerdo. Daquela ilha em diante – e se as condições estiverem de acordo com o esperado para esta época do ano – tem-se um belo downwind de aproximadamente 6km até a praia de Manguinhos. Bob e JP Praia Brava (22/fev). Foto: Mila Bulus O JP chegou antes de mim à Búzios e fez o trajeto num dia de pouco vento. Na segunda-feira de carnaval fizemos o trajeto com vento moderado para forte e levamos menos de 1h30min para completar o percurso. Na quarta-feira de cinzas fizemos esse percurso com muuuuuito vento e mar muito balançado. A média de velocidade até a saída da Brava foi de pouco mais de 3km/h e levamos mais de 1 hora até passar a laje do criminoso (3,6km de distância). De tanto vento, desistimos de ir até a ilha Branca e descemos daquela ponta até a praia de Manguinhos em menos de 45 minutos (6,2km de distância). Muito vento e mar balançado na saída da Brava (quarta-feira de cinzas). Foto: arquivo pessoal Uma única coisa me deixou bastante satisfeito nisso tudo: a escolha da prancha. No ano passado remei com uma prancha muito estreita (27”de largura) e quase chorei de tanto cair… Esse ano, já que o Rei de Búzios, pra mim, vai servir apenas como treino para o Brasileiro de SUP Race que será na semana seguinte, vou com uma prancha que me surpreendeu por ser rápida e absurdamente estável (ou seja perfeita para essas condições). À esquerda JP em direção à Manguinhos à direita a Ilha Branca (quarta-feira de cinzas). Foto: arquivo Pessoal Aliás, gostaria que vocês comentassem sobre a proximidade de datas entre o Rei de Búzios e a Etapa Carioca do Brasileiro de SUP RACE: – Prejudica ou não o fato de acontecerem em finais de semana seguidos? Falando em treino, ainda bem que os cariocas que ficaram no Rio de Janeiro resolveram treinar: pra quem não acompanhou pelos posts no Facebook, um folião saído de um bloco de carnaval resolveu se refrescar na praia do Leblon e foi encontrado 6 horas após à quilômetros de distância da costa pelos atletas Felipe Gama, Karol Knopf, Alexandre Ribeiro e Kolontai Vilela, que remavam da Barra da Tijuca em direção às Ilhas Cagarras. Folião resgatado vivo (e talvez ainda bêbado). Foto: Karol Knopf Por, por essa semana é só. Continuamos na torcida pelos amigos que estão representando o Brasil no mundial da ISA. Mahalo e até semana que vem, Bob. (*) Bob de Araujo é representante da Surftech no Brasil e escreve às quintas para o supclub.com.br
23/02/2012 —
Foto: Roberto Melchior Confira o álbum de fotos exclusivo sobre o segundo dia do ISA World SUP and Paddleboard Championship sob as lentes de Roberto Melchior:
23/02/2012 —
Caio Vaz arrebentou em sua bateria, passando em primeiro. Foto: ISA/ Michael Tweddle No segundo dia de disputas do ISA World SUP and Paddleboard Championship, as ondas aumentaram de tamanho e os ventos fracos permitiram a exibição de ótimos momentos e manobras impressionantes. Logo no início, a equipe brasileira tomou um susto com a queda do gaúcho Luis Saraiva para a repescagem, na primeira bateria da segunda rodada da SUP Wave. Saraiva, que havia surfado muito bem no dia anterior, não conseguiu desenvolver seu surfe na bateria, ficando com a última colocação e caindo para a repescagem. Na quarta bateria do dia, um alívio. Caio Vaz arrebentou em sua bateria, conseguindo dois high scores em sua bateria, passando em primeiro lugar. Caio conseguiu a segunda maior somatória do dia: 17.17, atrás apenas do australiano Jackson Close, que totalizou 17.33 dos 20 pontos possíveis. A catarinense Greta Sisson foi a próxima brasileira na água e mostrou muita garra e técnica para avançar para as semi-finais do SUP wave feminino. O time brasileiro se mostrou muito unido e a torcida agora se direcionou para Luis Saraiva, que iria disputar sua bateria de repescagem. E o gaúcho encontrou seu surfe conseguindo acertar suas famosas rabetadas, passando a bateria ganhando novo fôlego na competição. SUP wave encerrado. A vez agora era do paddleboard feminino. Babi Brazil.Foto: ISA/ Marotta Babi Brazil, que é campeã brasileira de SUP race também é atleta de ponta no paddleboard. E a disputa foi apertada. Babi remou muito e chegou junto ao pelotão de elite, porém, uma confusão em relação à localização da boia de chegada, fez com que as competidoras voltassem uma pequena parte do trajeto para contorná-la, o que, de acordo com fontes que estavam presentes na prova, não foi cumprido por todas. Com isso, Babi encerrou a prova, vencida pela australiana Jordan Mercer, em quinto lugar. O manager da equipe brasileira Marco Antonio Gorayeb não engoliu a quinta colocação e entrou com um pedido de revisão dos resultados convocando os outros managers envolvidos e a direção da ISA. Ao final, prevaleceu o bom senso e o trabalho de Marco, revertendo para Babi a quarta colocação e im portantes pontos para o Brasil. Jordan Mercer, da australia, vencedora da paddleboard feminio. Foto: ISA/Michael Tweddle A australiana Jordan Mercer, vencedora da prova, é verdade, liderou a prova do início ao fim e é hoje o maior nome do paddleboard feminino, acumulando títulos como da Molokai-to-Oahu, prova mais importante do mundo da modalidade. Mercer, como se não bastasse, é treinada por Jamie Mitchell, mito do esporte: “Ela tem um futuro enorme enorme à sua frente e se ela se focar mais no esporte, o céu é o limite” disse Mitchell, que é o capitão da equipe australiana, em entrevista à acessoria de imprensa da ISA. As competições recomeçam amanhã, no período da manhã (por volta das 8h horário local), com a rodada da repescagem para a SUP wave Masculina, seguida mais tarde (10h horário local) pela prova de paddleboard masculino, André Torelly (RS) e Fabio Velasco (BA) representam o Brasil na modalidade. Todo o evento pode ser acompanhado ao vivo pelo site: www.isawsuppc.com
22/02/2012 —
Greta Sisson. Foto: Marco Antonio Gorayeb A quarta-feira segue com fortes emoções. Na primeira disputa do dia, Luis Saraiva não encontrou ondas boas em sua bateria e caiu para a repescagem na SUP wave, onde conseguiu se recuperar, passando a bateria que o levou às quartas de final. Caio Vaz, no entanto, que disputou a quarta bateria do dia, fez uma apresentação impecável obtendo duas notas superiores a oito e carimbou seu passaporte para as semi-finais da SUP wave, passando em primeiro lugar na sua bateria, com uma pontuação de 17,17. Logo em seguida, foi a vez de Greta Sisson carimbar seu passaporte para a semi-final da SUP wave femino. Na paddleboard feminino, a baiana Babi Brazil fez bonito e chegou junto às finalistas da categoria, no entanto, uma confusão em relação à localização da boia de chegada fez com que as competidoras voltassem uma pequena parte do trajeto para contorná-la, o que, de acordo com fontes que estavam presentes na prova, não foi cumprido por todas. Com isso, Babi encerrou a prova, vencida pela australiana Jordan Mercer, em quinto lugar. Porém, Marco Antonio Gorayeb, manager da equipe brasileira, entrou com um pedido de revisão dos resultados – uma vez que de acordo com testemunhas, a quarta colocada não fez o retorno -, e o pedido foi aceito. Com isso, Babi ficou com a quarta colocação e a atleta amaricana foi considerada “DNF”, significando que não completou o percurso. Matéria atualizada às 17h20.
22/02/2012 —
Veja como foi o primeiro dia do Mundial de SUP da ISA, marcado pelas competições de SUP wave.
22/02/2012 —
Luis Saravia estreia com vitória. Foto: Tweddle/ ISA Teve início hoje, em La Pamplillla, Peru, em ondas com cerca de trê pés, a competição inaugural do mundial de SUP da ISA. A modalidade foi o SUP wave, e os competidores mostraram alto nível técnico mesmo nas pequenas ondas que quebravam. “É sempre bom estrear com vitória. Estava um pouco nervoso, mas no fim tudo deu certo”, disse Colin McPhillips, tri campeão mundial de Longboard pela ASP, representando os estados unidos na SUP wave juntamente com Sean Poynter e Emmy Merrill. McPhillips foi responsável pela maior média do dia, 16,33 pontos e seus companheiros norte-americanos também estrearam com vitória. Colin McPhillips. Foto: Michael Tweddle/ ISA Porém, não foram somente os norte-americanos que fizeram boa estréia. Os brasileiros Caio Vaz, Luis Saraiva e Greta Sissom, passaram em primeiro lugar em suas baterias, mostrando que o time brasileiro está forte e muito bem preparado. Um aspecto interessante dos eventos da ISA é o confronto de nomes e países consagrados no universo do surfe com países sem tradição no esporte. E boas surpresas podem surgir destes confrontos. Foi o caso do italiano Alessandro Onofri, do irlandês Finn Mullen e do inglês Jim Richardson, nomes desconhecidos do universo do SUP wave que tiveram uma ótima estreia no evento, passando suas baterias de forma convincente. Mas a maior surpresa do dia veio da competição feminina: a austríaca Karina Figl, representante da Austria, uma país que sequer faz fronteira com o mar, passou sua bateria em primeiro lugar surpreendendo os mais incautos. Karina, vive parte do ano na África do Sul, onde surfa com seu marido e técnico. “A Áustria não é uma potência do surf, mas nós também temos talento”, disse Karina, bastante feliz com sua vitória. Ação do dia terminou com a primeira rodada da Repescagem dos Homens, onde os SUP surfistas tiveram uma segunda chance de sobrevivência no evento. Na quarta-feira, a competição recomeça no período da manhã, com a segunda fase de qualificação do SUP Wave masculino, seguido mais tarde no dia (por volta de 10h00 horário local) com a race feminina de paddleboard. Fonte: ISA .
21/02/2012 —
Caio Vaz rema para a vitória. Brasil com 100% de aproveitamento no primeiro dia. Foto: Julinha/ SupClub Caio Vaz, Luis Saraiva e Greta Sisson passam suas baterias e o Brasil avança, na SUP wave, direto para o terceiro round (2ª fase). Evento encerrado por hoje com 100% de aproveitamento para o Brasil. Amanha será dia de SUP wave e paddleboard. O Brasil vai para a água representado pelos atletas da SUP wave e por Babi Brasil. Retornaremos a qualquer momento com maiores informações.
21/02/2012 —
Enquanto o mundial não começava, feras do SUP wave do mundo todo mandavam ver nos treinos. Confira.
21/02/2012 —
Luis Saraiva. Foto: Isabela Prochnov Acompanhe ao vivo as baterias de SUP wave do Mundial de SUP da ISA. Luis Saraiva acaba de vencer sua bateria; Caio Vaz entra na água na oitava bateria do dia. Confira: http://www.isawsuppc.com/ Caso o link acima não funcione, CLIQUE AQUI.
20/02/2012 —
Confira vídeo da cerimônia de abertura do ISA World SUP and Paddleboard Championship.