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09/04/2012 —
Logo da C4 na prancha do Travis Grant – Foto: Mila Bulus De volta do Havaí, Bob de Araujo comenta os dias mágicos que passou no arquipélago e de sua nova parceria com a C-4 Waterman, uma das empresas havaianas responsáveis pelo renascimento do Stand Up Paddle. Coluna do Bob: Hawaii 2012 – Parte 1 Por Bob de Araujo (*) Desde que eu comecei com o SUP, visito o Hawaii todos os anos; só que agora vejo-o sob outros olhos… Após 10 dias no arquipélago mágico, estou de volta aos trabalhos cotidianos (incluindo aqui a coluna semanal no supclub.com.br). Bom, a primeira coisa sobre a viajem desse ano é que 10 dias de Hawaii é muito pouco… A segunda é que cada ida ao Hawaii é uma experiência nova e dessa vez não foi diferente: tive a oportunidade de passar bastante tempo com o pessoal da C4 Waterman e conhecer mais sobre o início e evolução do esporte naquelas ilhas. A legitimidade da palavra “Waterman” na marca C4 é inquestionável. Os caras são watermans meeeesmo!! Todd Bradley, Dave Parmenter, Brian Keulana, Archie Kalepa, e por aí vai… Foram esses caras da C4 que, em 2003, começaram o stand up paddle em Makaha. Depois disso, junto com o Dave Kalama, o grandioso Laird Hamilton popularizou o esporte como o conhecemos. Fica aqui o meu agradecimento a todos eles… Equilíbrio. Resistência. Força. Tradição. Em inglês a abreviatura é B.E.S.T.: Balance + Endurance + Strength + Tradition. Esses são os pilares sobre os quais a C4 (Core Four) é fundada. É bem mais do que simplesmente uma marca; é um estilo de vida… Seja qual for a disciplina (surf, sup, canoa, bodysurf, remada, etc.) você vai ver esses caras fazendo alguma coisa na água, dependendo do humor e da vontade deles. Fim de tarde de um belo dia de semana, recebi o convite do Todd para me juntar à eles em uma remada de paddleboard após o expediente na C4. Fiquei amarradão com o convite mas amarelei para o paddleboard (que não é minha especialidade). De SUP fiquei lá para trás no upwind, e se não fossem eles me esperar para o downwind, estaria até agora procurando-os no horizonte. Todd Bradley, Jason Stanson e Bob de Araujo – Foto: Mila Bulus Aliás, falando nisso, testei pela primeira vez um paddleboard e me surpreendi: preconceituosamente, achava que não haveria de ter nenhuma graça naquilo (remar deitado), mas redondamente me enganei… O brinquedo é um foguete!! Demais!! Todd Bradley e Jason Stanson (de paddleboard) e Bob de Araujo (stand up paddle) – Foto: Mila Bulus Todd Bradley e Bibi – Foto: Mila Bulus Os caras da C4 ainda me deram a molezinha de um passe (guest card) para o Outrigger Canoe Club de Waikiki (perto do Aquário). O clube é exclusivo para sócios e, dentre outras exigências de convívio social, proíbe o uso de telefone celular (para não importunar os demais) e também não aceita dinheiro nem gratificações em suas dependências (Aliás, diga-se de passagem que, tanto a lanchonete quanto o restaurante, são de primeira). Bibi e Bob – Foto: Mila Bulus Nos dias em que ficamos no South Shore a mordomia foi total: após o surfe (Old Man’s, Rice Bowls – considerada a Pipeline do South Shore – e Tonggs ficam bem na frente do Outrigger Canoe Club) e remadas de downwind (a Hawaii Kai Run termina exatamente ali), tínhamos todo o conforto do clube para relaxar (vestiário com ducha de água quente, shampoo, condicionador, sabonete, creme de barbear, desodorante, toalhas aquecidas; enfim, a parada era um verdadeiro “spa”). Bibi e Bob na 12’6 inflável da C4 que veio na bagagem de volta ao Brasil – Foto: Mila Bulus Falando em downwind, consegui encaixar os amigos Bezinho e Jaime para uma Hawaii Kai Run nos foguetinhos de 14’ da C4. Fomos orientados pelo waterman e co-fundador da C4, Todd Bradley, sobre as técnicas de downwind, comportamento da prancha e remada naquelas condições. Ao centro, Todd Bradley explicando as técnicas de downwind – Foto: Mila Bulus Todd, que já atravessou o Kaiwi Channel (aquele da famosa travessia Molokai-Oahu) mais de 50 vezes, disse já perdeu as contas de quantas Hawaii Kai Runs ele fez. Nós (eu, Bezinho e Jaime) pudemos atestar isso ao vivo e à cores já que ele, Todd, sumia à nossa frente. Dizia ele: “downwind é mais técnica que força; tem que deixar a prancha dançar com as ondas”. Realmente, nós dançamos porque o cara sumia no horizonte… Bezinho, Jaime Bob e Todd – Foto Mila Bulus O meu namoro com a C4 já tem quase um ano de vida. Naquela época os caras convidaram a minha esposa (Mila Bulus) para representar a C4 no Brasil mas estavam com um problema de licenciamento e distribuição, que havia sido dada em exclusividade para outra companhia. Tendo sido a pioneira no mundo do Stand Up Paddle, a C4 meio que “caiu em esquecimento” por conta desse malfadado contrato até que em agosto do ano passado, os watermans da C4 desistiram da marca e lançaram a S9 – SubNine, adicionando do time de atletas o supista Travis Grant (vencedor da Technical Race no ISA Games e do Battle of the Paddle, HI em 2011). Início da Hawaii Kai Run (sobrou pra mim a prancha do Travis Grant hehehe ) – Foto: Mila Bulus Depois de muita disputa, os caras conseguiram reaver a distribuição e licenciamento da C4 e hoje as pranchas não são mais feitas na antiga distribuidora, mas na própria fábrica implantada pela C4 para a produção de seus equipamentos. E a criatividade dos caras da C4 não tem limites: depois do SUP Zilla, foi criada uma versão menor daquele “monstro”, batizada de SupSquatch (uma corruptela com o Pé Grande – Sasquatch, em inglês). Acontece que lá a brincadeira pegou, e os caras agora estão organizando competições com o SupSquatch em Makaha… Se essa moda pegar por aqui vai ser, no mínimo, muito divertido. Mahalo e até semana que vem, Bob. (*) Bob de
06/04/2012 —
Competidor rema sobre uma canoa caiçara. Foto: onoticiado.com.br Com realização da Sapeque (Associação de Moradores de Toque-toque Pequeno) e apoio da prefeitura de São Sebastião por meio da Seesp (Secretaria de Esportes) acontece no próximo sábado, 07/04, o tradicional Torneio Aleluia de Canoagem, no bairro de Toque-toque Pequeno, na Costa Sul do município. Em sua 21ª edição, o evento contará com diversas atividades recreativas como a tradicional corrida de canoa onde os participantes realizam um percurso de ida e volta com aproximadamente 500m ou 1km, dependendo das condições do mar. Além da prova das canoas serão realizadas diversas atividades na praia a exemplo da corrida de caiaque, stand up paddle, torneio de duplas de vôlei, gincana para as crianças com corrida na areia, campeonato de futsal, além da distribuição gratuita de comidas típicas como o tradicional peixe assado e bebidas para todos. O evento acontecerá em frente à escola João Gabriel de Santana, das 9h às 17h. Os interessados em participar poderão se inscrever gratuitamente no dia do evento. Fonte: Assessoria de Comunicação da prefeitura de São Sebastião através de GUASC
05/04/2012 —
Session do campeão brasileiro de 2011, Luis Saraiva, em Passos de Torres, RS.
05/04/2012 —
Para ajudar no desenvolvimento do esporte e no planejamento de suas atividades, a Federação Paulista de Stand Up lançou uma pesquisa para começar a traçar um perfil dos praticantes. São somente dez perguntas, quase todas de múltipla escolha, o que demora menos de 2 minutos para responder. . Clique Para ajudar no desenvolvimento do esporte e no planejamento de suas atividades, a Federação Paulista de Stand Up lançou uma pesquisa para começar a traçar um perfil dos praticantes. São somente dez perguntas, quase todas de múltipla escolha, o que demora menos de 2 minutos para responder. . Clique AQUI para participar da pesquisa.
04/04/2012 —
Dona Ruth com o bisneto no colo durante as gravações do Globo Repórter em Ibiraquera. Foto: Ivan Floater Aos 76 anos e bisavó de uma família de atletas , Dona Ruth, ávida supista local de Ibiraquera, foi tema de uma matéria do programa Globo Repórter cujo tema foi “super avós”. Confira o vídeo e artigo especial extraído do site G1.com. PAIXÃO POR ESPORTE UNE FAMÍLIA E TRANSFORMA VOVÓ EM ATLETA Por Redação G1/Globo Rerpórter Ela se equilibra em cima da prancha e rema com vigor. Joga frescobol e bate com força. E dá cortadas com a bola de vôlei. Não dá para dizer que ela tem 76 anos. Junto com a senhora, estão a filha o neto e o bisneto. São quatro gerações unidas pelo esporte e pelo amor à natureza. A dona Ruth, a Heloísa, a filha, o Felipe, o neto e o pequeno Mateus, o bisneto. Agora, o difícil é aguentar o pique da chefona dessa família. “É que a nossa bateria acaba, a dela não. A dela não acaba nunca’, explica Heloísa. Vitalidade é pouco para definir dona Ruth Hoffmann, a superavó atleta. “Eu me sinto muito bem, graças a Deus eu tenho muito amor pela vida. Eu acho que a vida com saúde é um dom muito grande que a gente tem”, diz dona Ruth. Foi dona Ruth que passou para toda a família a paixão pelos esportes. Em Barra de Ibiraquera, Santa Catarina, a lagoa quase toca o mar. Um lugar bom para relaxar. Mas dona Ruth não se cansa. “Eu gosto de cortar, então é aquele frescobol só de porrada”, diz ela. A gente que tem vinte e poucos anos tem que se esforçar para chegar e disputar com ela”, diz o neto Felipe. Uma prancha um pouco maior que a de surf e um remo nas mãos: é o stand up paddle, esporte que a matriarca já domina. “O negócio é ter equilíbrio na prancha, é ficar relaxado na prancha, não pode ficar muito duro, muito tenso”, explica Felipe, que diz ter muito orgulho da avó. A repórter Renata Capucci não perdeu a oportunidade de praticar o esporte. “Olhando de fora até parece fácil. Ficar só em cima da prancha remando de um lado para o outro, será que eu consigo? A senhora me ensina?”, perguntou. “Os dois pés paralelos, o remo para trás, uma mão a que está em cima empurra para baixo o remo e a outra mão empurra a água para prancha velejar”, ensina dona Ruth. “Como é que a senhora conseguiu fazer isso durante tanto tempo a gente está gravando há um tempão e a senhora não parou”, comenta a repórter. CONFIRA FOTOS EXCLUSIVAS DOS BASTIDORES DA GRAVAÇÃO Agora, dona Ruth está se aventurando no Wind surf, mais uma vez o neto é o professor. “A mão da frente dá a direção, a mão de trás dá a velocidade”, explica Felipe. Essa é a segunda aula, acho que na terceira já vai melhorar – incentiva a repórter. . Está indo bem! Rumo a ser uma water woman, que pratica todos os esportes aquáticos, diz Felipe. Essa parceria entre avó e neto começou quando ele era bebê. A mãe, Heloísa, era jogadora de vôlei e viajava muito. Felipe, então, ficava com a avó Ruth. “Era comigo que ele ficava, então estava tranquilo eu tinha tempo e tinha disposição para poder cuidar dele. Eu acho que é um privilégio a gente poder ajudar a cuidar de um neto”, diz dona Ruth. “Eu lembro que quando saía para jogar eu ficava muito triste eu chorava muito, ela sempre me disse filho a gente cria pro mundo e não embaixo da asa da gente e eu ia muito tranquila porque ela dizia: ‘pode ir que ele está muito bem comigo. Então foi o que ela sempre fez”, conta a filha Heloisa. Foi dona Ruth que incentivou Felipe a praticar esportes. E a avó era parceira mesmo! “’Vó, hoje o tempo vai ter onda boa’. E lá ia eu levar ele surfar na praia Brava. Mas se a onda estivesse boa aí ficava lá umas três, quatro horas, lembra a avó. Laços de amizade que tiveram o esporte como base. Mas que não evitam pequenas briguinhas entre os dois. “Até na horta de plantar eu faço um tipo de plantio e ela faz outro, a gente faz uma competição para ver qual é o método que vai crescer mais e assim vai”, diz o neto. “Um detalhe: quando faz coisa boa é ‘o meu neto’, agora quando faz coisa ruim, ‘o teu filho fez isso e aquilo’”, brinca a mãe de Felipe. “Mas ele nunca faz coisa ruim”, diz dona Ruth rindo. A maior conquista de Felipe é um menino loirinho que parece um anjo. Mateus é um dengo com Heloísa. Que não tem cara de avó. E se diverte com a aparência de namorada do filho! “Isso é bem comum, para mim isso é bom para o meu ego. Mas ele nunca gosta muito, ele sempre fala: ‘está se achando né, mãe?’ Quem fica incomodado com isso é ele eu não”, conta Heloisa. “É, porque às vezes tem os amigos que vão com piadinha. Então a gente tem que dar uma segurada nos amigos. Eles falam que queriam namorar com a minha mãe. Então tem que dar uma segurada na rapaziada”, explica. O bom humor e a união também ajudam muito a fazer desses catarinenses uma família tão especial. E a bisavó cheia de vida é um exemplo para a filha. Quando Matheus for adulto, Heloísa sonha ouvir dele os elogios que dona Ruth sempre recebeu. “A minha avó é o máximo, tenho orgulho da minha avó, que a minha avó é tudo de bom. Minha avó tem uma pilha que não acaba, a minha avó me dá todo o carinho a minha avó se doa, a minha avó topa todas, tomara que ele possa dizer isso também”, torce Heloisa. Fonte: G1/Globo Repórter
03/04/2012 —
Sr. Reinaldo entre os instrutores da Escola Neno Matos. Da esquerda para a direita: Guilherme Alves, Edilson Gomes, Sr. Reinaldo, Neno e Angelo Gomes. Foto: Stéfano Matos Pense bem antes de falar que não “tem mais gás” para começar determinado esporte ou, pior, “que já passou da idade para experimentar determinada coisa”. Se você pensa assim, é melhor dar um pulo até o Guarujá e trocar uma ideia com o Sr. Reinaldo. Por Luciano Meneghello Conheci esse simpático senhor – que reza a lenda foi um dos craques de futebol do Ipiranga nas antigas! – durante o encontro Neno Matos de Stand Up Paddle, promovido pelo SUPCLUB e Starboard (clique aqui). Aos 76 anos de idade, Sr. Reinaldo rema com a alegria e disposição de um garoto e é um dos alunos de SUP mais fissurados de Neno Matos. E você? Ainda acredita que é tarde para começar a remar de Stand Up Paddle? Confira o vídeo abaixo produzido por Stéfano Matos e inspire-se:
02/04/2012 —
Praia dos Anjos, Arraial do Cabo. Foto: turismoinrio.com.br A ASAC (Associação de Surf de Arraial do Cabo) realizará no dia 21 de abril o primeiro passeio de Stand Up Paddle “SUP IN PARADISE”. O objetivo do evento é conscientizar todos os envolvidos para a preservação do litoral da cidade, um dos lugares mais lindos do mundo. O percurso terá a largada na Praia dos Anjos e a primeira parada será nas Prainhas. Depois, irá seguir até a Gruta Azul, Ilha do Farol e Maramutá, finalizando na Praia do Forno, com um grande confraternização entre os participantes. O percurso é longo, porém haverá barcos de apoio para os que desejarem fazer revezamento. Para mais informações sobre os percusos e sobre a prova, entre em contato através dos telefones (22) 99826-265 e 8811-2275, ou pelo e-mail [email protected] Fonte: divulgação ASAC
01/04/2012 —
Sessão de SUP wave de Leco Salazar, filmada e editada por Albatroz Alba, no Quebra-Mar de Santos. Manobras com alto grau de radicalidade ao som da música “Let the music do talking”, uma paulada sonora da banda califoriana P.O.D., como fundo musical para as pauladas de front e back side de Leco.
30/03/2012 —
A SUP Race de St Tropez, França, é uma das provas mais aguardadas da Europa. Foto: divulgação Waterman League Foi anunciada nessa semana a inclusão da SUP Cup Race na badalada praia de St Tropez, no sul da França, ao calendário da Stand Up World Series, circuito mundial de SUP race realizado pela Waterman League (que também realiza o circuito mundial de SUP wave). Será a terceira etapa do circuito e tem data marcada para os dias 26 e 27 de maio. A prova francesa, que parte para sua terceira edição, será um evento 4 estrelas da Stand Up World Series e fornecerá importantes pontos ao ranking e por isso espera-se a adesão não só para os atletas franceses, mas também os atletas de toda Europa bem como atletas internacionais que procuram melhorar a sua posição no ranking. Isso, sem contar com a oportunidade de visitar uma das regiões mais belas e sofisticadas do mundo. REMADORES BUSCAM CONSOLIDAR LIDERANÇA NA ÁSIA Connor Baxter. Foto: divulgação Waterman League Após uma vitória por uma pequena margem de pontos, na primeira etapa do circuito, nas Ilhas Fiji (clique aqui), o jovem havaiano Connor Baxter irá brigar pela consolidação de sua liderança no ranking durante a segunda etapa, o ’Camsur World Paddle Challenge’, de 19 a 22 de abril em San Jose, nas Filipinas (clique aqui). Já Kai Lenny, que também é bi-campeão mundial de SUP wave, está praticamente empatado com Baxter na liderança e irá com tudo para as disputas do Camsur. Porém, há uma grande expectavia a resepeito de como será o desempenho de Lenny nas águas calmas das Filipinas. Façam suas apostas. Para maiores informações sobre o circuito acesse: http://www.standupworldseries.com/
29/03/2012 —
Durante o Mundial da ISA, a comissão técnica e o time brasileiro mostraram muita raça, no entanto, sem planejamento e sem apoio, será muito difícil evoluir e buscar melhores resultados. Foto: arquivo pessoal Babi Brazil É com grande satisfação que anunciamos as novas colunistas que se juntam ao time do SUPCLUB: Babi Brazil e Adriana Munford. Babi, campeã brasileira de SUP Race, e Adriana, psicóloga e atleta de SUP, assinam agora a coluna “SUP na cabeça”, abordando os benefícios do SUP à saúde corporal e mental e também comentando acontecimentos relevantes ao Stand Up Paddle. Em sua coluna de estréia, elas propõem uma reflexão sobre a experiência adquirida pelo SUP brasileiro durante o campeonato mundial de SUP da ISA, realizado no início do ano em Lima, Peru. Sejam bem-vindas Babi e Dri! Aloha! SUP NA CABEÇA: ESTAMOS APRENDENDO Por Babi Brazil e Adriana Munford (*) A coluna SUP NA CABEÇA é um espaço que vai relacionar a pratica do SUP com saúde e educação. SUP NA CABEÇA entra em cena para propor uma reflexão diferente: extrapolar paradigmas do SUP e enfatizar os benefícios quanto à saúde corporal e mental dos praticantes. Sair do Eu e ir para o TODOS, afinal o que estamos aprendendo com esse esporte que apaixona sem limites na primeira remada? Adriana Munford e Babi Brazi. Foto: Roberto Melchior Naturalmente, após tal questionamento é preciso trazer a tona algumas reflexões sobre o mundial da ISA no PERU realizado em fevereiro de 2012. Durante sete dias de competição, diante do desafio de formar um time brasileiro com atletas que se já conheceram contagiados pelos cebiches (comida típica peruana) e pelas ondas de La Pampilla e, ainda, ter que lidar com a gestão americana do evento, pode-se dizer que nada foi fácil. Claro que hoje, literalmente um mês depois do mundial e apos muitas reflexões, o questionamento principal ainda não quer calar: Afinal, o que aprendemos? O time foi composto por seis homens, três mulheres, um preparador físico, um técnico, um chefe de equipe, e dois patrocinadores do uniforme do time. Todos diferentes entre si, no entanto, com o mesmo objetivo: Vencer! Babi durante a entrega de medalhas no Mundial de SUP da ISA. Foto: divulgação ISA Mas seria possível vencer uma competição que tinha, como premissa básica, provas estrategicamente elaboradas para uma atuação em times, sem literalmente ser um time? Como discutir as melhores atuações, erros, acertos na ausência de planejamento e preparação para a formação de uma equipe/time? Como desejar o êxito de um “time” que não conhecia as regras do evento? Um sabia de uma coisa, outro, de outra: não pode remar sentado, mas pode descer onda sentado… poder o quê? saber o quê? querer o quê? Afinal, o que estávamos fazendo ali? Ficar de pé e remar, encontrar o centro e mover-se sobre a água, com agilidade, com segurança, com conhecimento, com garra e com controle emocional para vencer os desafios, não soa nada fácil, hein? O que seria necessário então para coordenar esse suposto time, no qual atletas independentes foram convocados apenas um mês antes do evento, sem patrocínio oficial? Adriana durante a competição por equipes no Mundial da ISA. Foto: Roberto Melchior O mais importante para o time brasileiro não foram as medalhas, nem o mérito individual das colocações nas provas, nem as marca dos equipamentos utilizados. Perder para a Argentina e ainda criar uma rixa com os americanos serve como aprendizado. O time sem dúvida aprendeu, lamentavelmente, com os próprios erros; com a falta de organização prévia; com a falta de conhecimento do grupo acerca do regulamento; e com a falta da criação de estratégias para uma competição feita para times. Errar é humano, sim, sem duvidas, mas acertar também! Coloque o SUP NA CABECA e pense, reflita! Babi e Drica (*) Adriana Munford, psicóloga, dançarina e atleta do SUP, juntamente com Babi Brazil, PHD em educação musical, atleta e Campeã Brasileira de SUP RACE 2011, assinam a coluna ‘SUP na Cabeça’ para o SUPCLUB.com.br.