Direitas hospitaleiras
03/09/2010 —
El Salvador José Carlos Bueno Junior expedição agosto 2010 La Libertad Las Flores
03/09/2010 —
El Salvador José Carlos Bueno Junior expedição agosto 2010 La Libertad Las Flores
20/06/2008 —
nicarágua família junior bueno shaper pranchas straight up barca surf trip junho 2008
23/10/2001 —
#Recentemente fiz uma viagem alucinante e gostaria de dividir um pouco da minha experiência com os amigos do site Waves. Após ter feito algumas viagens para picos alucinantes como Hawaii, Puerto Escondido (México), Costa Rica e Peru, aproveitei uma boa oferta de passagens e embarquei para Indonésia com minha esposa Adriana. Surfo de pranchão há oito anos, e como morador do litoral norte de São Paulo sempre me atirei em qualquer tipo de swell, independente da intensidade. Assim, fui esperando encontrar ondas não tão grandes como no Hawaii, mas tubulares, num ambiente com menos pressão e alto astral. Dito e feito. Após 30 horas de vôo e mais algumas de espera chegamos em Bali, onde seria nossa base, mais precisamente em Kuta, que possui mais infra-estrutura e menos malária. Meu primeiro banho foi em Uluwatu, um lugar maravilhoso com ondas de no máximo 4 pés, naqueles dias de 34 graus. A onda possui quatro sessões distintas, e, se fizer a linha direitinho, você passa pelo menos três delas tranqüilamente, inclusive pega um ou dois tubos, pois a onda é um mamão (com esse tamanho). #Depois surfei Bingin e Balangan, também com 3 pés perfeitos e tubulares, pois o swell ainda estava perdendo intensidade. Quando verificamos o mapa de previsão do swell resolvemos partir para G-land, e chegamos junto com uma ondulação de 8 a 10 pés. Estávamos em dois casais e mais quatro amigos, porém todos surfavam de pranchinha, sendo eu o único longboarder. Havia cinco caras na água neste dia e como nunca havia estado lá, analisei bem as ondas durante uns 45 minutos para saber se havia condição para um longboard. Apesar de ser mais fácil de entrar na onda, após o drop tem uma sessão de tubo e não dá para passar por fora, o risco de se machucar no reef é muito grande. As ondas estavam lindas, verdes, intensas, uma atrás da outra. As menores com 2 metros, as maiores… sei lá, e a adrenalina a dois mil por hora. “Cuidado, tá perigoso”, disse o barqueiro Jeffrey’s. G-Land possui três picos: Kongs (outside), Money Trees (o melhor drop e uma parede longa em pé com duas ou mais sessões de tubos) e Speeds, no final, um drop em pé num buraco jogando longe e extremamente raso e rápido – daí o nome – mas é onde se faz o tubo seco. Escolhendo bem as ondas e observando os surf guides locais, comecei a surfar e pouco a pouco fui tirando uns tubos na primeira curva do Money Trees (sessão intermediária) ou, às vezes, seco de grab-rail no Speeds, uma sessão perigosíssima do inside – que na maré seca põe os “dentes” (corais) para fora. Até que me saí bem no primeiro dia, pois peguei altas ondas e saí ileso, o que já é uma vitória naquele lugar paradisíaco, porém perigoso. No dia seguinte, o mar abaixou para 4 a 6 pés, mas no terceiro dia aumentou mais ainda, mantendo por durante toda a semana mais ou menos a mesma intensidade. Fomos premiados com ondas e visuais que merecem um retorno na próxima temporada. As acomodações e a comida no Surf Camp são muito boas e não esqueça de levar repelente para mosquitos, além de larica, inseticida e lanterna com pilhas, pois você estará no meio da selva. Depois fomos para Sumbawa e pegamos altas e perfeitas ondas até o fim da viagem. Porém, após G-land minha vida se transformou e minha memória só consegue lembrar daquelas esquerdas que até então só havia visto em filmes e hoje tenho gravadas em minha alma. Boas ondas.