Waves.Terra completa cinco anos

Eu nem tinha internet em casa quando o Claudio Martins de Andrade me chamou para editar o Waves. Foi uma agradável surpresa o telefonema do “Alemão”, em junho de 1998.

 

Eu estava meio afastado, trabalhava numa revista nada a ver com surfe, nada a ver comigo e interpretei o convite como uma feliz coincidência, afinal, em 1985 fui levado por ele para a Fluir.

 

Gerente de publicidade da Waves Promoções, Marcelo Barros dava pilha para o Claudio investir em internet havia um tempo. Assim, logo o site entrou em laboratório, até estrear em 1 de outubro de 1998.

 

Charles Varani e  Fábio Matiazi foram os designers iniciais do site, quando a maior atração era o Waves Check, com serviço fotográfico das condições do mar no Guarujá, São Sebastião, Ubatuba, Florianópolis e Rio de Janeiro.

 

Hoje, cinco anos depois, o Waves Check alcançou proporções gigantescas e cobre os principais picos do Brasil, oferecendo um serviço de muita credibilidade para milhares de internautas, com gráficos de previsão desenvolvidos em programas exclusivos e crescente audiência.

 

Mas, isso só foi possível graças ao incansável trabalho dos colegas fotógrafos, caras como o Luiz Felipe Azevedo e Salvador Anselmi, correspondentes em Ubatuba e São Sebastião desde o lançamento do site.

 

Não é fácil fazer o serviço de cobertura das praias. O cara tem que ser meio soldado, muito disciplinado, acordar cedo, percorrer a região, fazer fotos de qualidade e atualizar o site com um boletim bem redigido e com dicas importantes para o internauta escolher o melhor pico.

 

Há dias em que tudo conspira. O micro trava, disquete dá pau, telefonia embaça, estradas esburacadas, locais que ameaçam, filho doente, mulher a fim de separar… altas roubadas.

 

Mas, como o correspondente normalmente é um cara de vida dedicada ao surfe, o trabalho tem aquela compensação especial. Afinal, quem não gostaria de ser uma espécie de fiscal da natureza, versão digital, com a vantagem de ser remunerado.

 

No começo do site, a proposta era oferecer serviço fotográfico de condições do mar e revista eletrônica. Mas o mercado ainda via com desconfiança a idéia de investir em internet.
 
Por isso, foi fundamental a força de amigos como Agobar Junior, Alberto Sodré, Avelino Bastos, André Z, Cícero Lehman, Clemente Coutinho, Felipe Fernandes, Felipe Sica, Flávio Vidigal, Gustavo Cabral, Levy Paiva, Munir El Hage e Paul Gombos, primeiros colaboradores a ajudar o site ganhar vida.

 

E ele foi se transformando pelas mãos das designers Rita, Alessandra, colegas maneiras para cuidar do site e atender as chatices de última hora que surgem numa redação.

 

Em pouco mais de seis meses o site deu uma inchada. Então, trouxemos a jovem repórter Fabiana Machado. Um pouco depois, veio o Ricardo Macario.

 

Ele enviou um email e dizia que era surfista, e que pegava altas, já tinha ido pra Galápagos, Nova Zelândia, tinha um emprego legal, batia um bolão, mas o sonho era trabalhar com surfe.

 

Era bacana o texto e chamei o “moleque” pra conversar. Aí, contratei  no ato. Fico impressionado com a evolução do MacCario, brother de fé no (des)controle do site… a não ser quando tem swell previsto para Ubatuba… bem no meio da semana e a cabeça dele fica um pouco tumultuada.

 

Em 2001, ele fez um belíssimo site Hawaii. Assumiu a condição de fotógrafo, catou umas boas de verdade e agora só pensa em trabalhar para usufruir de bons tubos com água quente em algum paraíso tropical.

 

Ainda em 99, recebi dezenas de emails de uma menina de Mongaguá, estudante de jornalismo em Santos. Nancy Geringer falava de um caderno usado para guardar fichas de atletas, reportagens, fotos e outras paradas.

 

Fiquei curioso sobre o tal caderno e gostei de ver o quanto batalhava por uma oportunidade. Bem, ela nunca me mostrou o caderno, mas desde então vem se dando muito bem. Hoje a Nancy é editora do canal Girls Only, além de colaboradora da revista Fluir Girls.  

 

Tudo ia muito bem, o site já tinha um certo prestígio, mas precisava evoluir. E este avanço tornou-se viável a partir de junho de 2000, quando o site foi negociado com o Portal Terra.

 

##

Naquela época, eu trabalhava na minha casa, o Ricardo na dele e a Nancy enviava algumas reportagens da baixada santista. Cinthia Lira, a “Clira”, então com 18 anos, era a nossa designer e modelo de menina maneira da nova geração. 

 

Logo a redação estava instalada no escritório da Waves Promoções e por conta da estruturação promovida pelo Portal Terra, pudemos investir na compra de câmeras digitais para a abertura de novos picos no Waves Check.

 

Em cerca de seis meses o serviço foi ampliado de 40 para quase 150 picos, passando a oferecer as melhores ondas de norte a sul do País, como praia da Itaúna (Saquarema), Itacoatiara (Niterói), Francês (Alagoas), Vila (Imbituba), Silveira (Garopaba), Matinhos (Paraná), Tiririca (Itacaré, Bahia), Titãzinho (Fortaleza). Isso sem contar com Waves Check de alto nível em Pipeline, Sunset, Bali e Puerto Escondido nos hot sites especiais.

 

Já na condição de veículo emergente na mídia especializada em surfe, o site patrocinou a etapa brasileira do mundial de longboard em Saquarema, em julho de 2001, quando tive a oportunidade de conhecer o trabalho do editor do site Hanging Together.

 

Rafael Sobral tinha sido contratado por Rossini “Maraca” e Otávio Pacheco para fazer a assessoria de imprensa do mundial.

 

Caramba, fiquei admirado com a capacidade de trabalho do longboarder durante o evento. Além de ser ótimo surfista, ex-campeão paulista, Rafael domina programação e design, escreve, fotografa e filma com bastante qualidade, sempre com muita disposição.

 

Detalhe, o cara é engenheiro especializado em metalurgia, chegado a fornos e aparatos que explodem. Então, não demorou para ele se juntar ao nosso time. Aí, o site sofreu um abalo altamente positivo. Graças às ferramentas de atualização de texto desenvolvidas por ele, a revista eletrônica Waves Mag deu um gás e não parou mais de crescer.

 

Uma das primeiras tarefas do Rafael foi reformular as páginas do Waves Check. Além de ter modernizado a página, tornando-a muito mais atraente e dinâmica, o trabalho dele foi premiado por uma circunstância de mercado altamente favorável.

 

Por uma incrível coincidência, estreamos o novo Waves Check justamente na semana em que o site concorrente Camera Surf anunciou a cobrança pelo acesso às fotos das praias. De um dia para outro, milhares de novos internautas despencaram no Waves.

 

A audiência também aumentou muito com a entrada de vários colunistas bacanas e pela atualização diária do noticiário. Outros projetos como os sites Waves Indonésia e Waves Tahiti também enriqueceram o conteúdo e ampliaram o alcance do projeto.

 

Hoje, com cerca de 10 milhões de page-views mensais em média, contamos com a maior equipe especializada em surfe da mídia brasileira, com quase 50 pessoas envolvidas na produção dos canais Waves, Waves Bodyboard, Hanging Together e Girls Only, além dos sites especiais Waves Indonésia, Big Waves, Waves México e Gatinhas.

 

Com a entrada destes canais, novos amigos e colegas acrescentaram ainda mais qualidade ao Portal, como o brother Sylvinho Mancusi, big rider de nascença e jornalista de muito potencial; o bodyboarder carioca Xandão Barros, um idealista movido a Bob Marley; a dupla de patrulhamento da ilha de Bali, Darcy Guimarães e Fabi Jacomel, além de outros camaradas como o Luli Dias Garcia e o André Mideus, responsáveis pelos sites Taiti e México.

 

Neste ano tivemos o privilégio de realizar duas coberturas épicas do WCT (World Championship Tour). As etapas do Taiti e da África do Sul, patrocinadas pela Billabong, tiveram espetaculares coberturas com vídeo ao vivo, principalmente a etapa africana, que contou inclusive com locução em português feita por Roberto Perdigão, diretor da ASPSouth America e Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional).

 

A parceria envolvendo o Portal Terra, Billabong e ASP nestes projetos tornou-se viável por conta do extraordinário trabalho desenvolvido nos bastidores da ASP (Association of Surfing Professionals) pelo talentoso webmaster niteroiense Mano Ziul, simplesmente um “gênio” na concepção do australiano Wayne Bartholomew, presidente da Association of Surfing Professionals.

 

Valeu, Mano, Perdigão, galera Billabong… e principalmente o crowd de internautas que acordava às 3 da matina para acompanhar o campeonato em J-Bay. Aquelas coberturas foram alucinantes e até hoje estão dando o que falar, ainda mais pelo incrível destaque dado pelo Portal Terra durante todos os momentos das transmissões.

 

Eu me sinto muito privilegiado por conviver com essa incrível equipe formada ao longo dos últimos cinco anos. É muito bom trabalhar com a nova geração, acompanhar a evolução dos jovens profissionais e ver o resultado refletir em altos índices de audiência, entrada de novos anunciantes e intensa participação do público.

 

Por isso, aproveito para agradecer nossos internautas pela participação nas páginas Surfers Net e Forum, enviando fotos, textos, críticas, sugestões e dicas para o site evoluir e fortalecer cada vez mais o conceito de comunidade virtual do surfe. Valeu, galera.

 

Valeu também Claudio e Cecília, pela confiança, amizade e visão para estabelecer novas conexões aos negócios da Waves.

 

Para encerrar, não poderia ficar sem agradecer muitas pessoas bacanas que vêm interagindo no Waves.Terra como colaboradores, anunciantes, internautas e simpatizantes em geral: Ader Oliveira total show de bola e bom baiano, Aldemir Calunga, Alberto Alves, Aleko, Alemão de Garopaba, Alexandre Gennari, Aline Rolnick Borges, Alma Surf, Almir e Picuruta e Lequinho – in memorian, Amaro Paulinho Neno Mattos Tomboyz, Amir Ferreira ponta-firmaço, André Cheron, André L. Ferreira, Andre Mideus, André Cyriaco e galera da Associação de Niterói, Angela Bauer, Anselmo Cachorrão, Antony “Yep” Colas, Arnaldo Hase, Beach & Bite, Beto Siqueira Waves Check São Chico, Billabong, Bruce Boal & Surfers Village crew, Bruna Schmidtz, Bruno Diet, Camburi Online.com, Carlos Carpinelli – autor da arte da home do Waves, Carlos Eduardo Davoli, Carlos

Pellegrino, Caroline Keller, Ceci Banzatto, Charles Padaratz, Chico “Paladino do Nordeste” Padilha, Christiano Morley Boogie, Chris Stokler, Claudia Ferrari, Claudio “Alema” Henneck, Curt Bercht, Dadá Figueiredo, Dailson Aguiar, Daniel Neris e seu pai – Sr. Neris, várias vezes altas atualizações do Waves Check de Santos, Daniel Arena, Daniel Rosa, Daniella Velloso, David Husadel & Tropical Brasil, Debora Gianini, Denis Abessa – valeu especial pela camaradagem de sempre, Diana Batalha “Surf Action” valeu geral também, Dodo de Guaratuba, Dondi Vilatore – o pontual de Matinhos, Dudi Barros, Duda Hawaii, Dudu e Vitinho, Edmar Rezende, Eduardo Delduque, Eduardo “Ado” Martins de Andrade, Eliane … Marina… dona Nilza e velho Alceu, Elmo Ramos Riding It, Eloi Melo e Laboratório Lahimar, El Surfero.com, Evandro Kinosita, Everaldo “Psicopato” e Fabiana Nigol, Everton Luis, Fabiana Mello, Fabiano Prado, Fabiano Tissot Maloca Vídeo e Storm Surf Team, Fabinho Burn Airlines, Fabinho Gouveia Top Forever, Fábio Andrade, Fábio Aquino, Fábio Corsini, Fábio Maradei Notícias Everyday, Fábio Minduim, Família Afonso: seu Tomás dona Celia Áurea Manu Nair Paloma Pedro Felipe Tomás Carlos Caetano e Marco, Família Zanata “Top Travel”, Fedoca Lima Top One, Felipe Paulinho André e Marquinho de Unamar, Felipe Faria, Felipe Sica, Felipe Zobaran, Fernando Bitenca, Fernando Gasparzinho camarada, Fernando Martin, Fluir: Naninho Guaraná Adrian Paulinho Fátima e dona Zilma, Francisco Carneiro, Francisco Garritano, Freddy Tórtora, Freire Neto, Gabriel Siqueira, galera do site Uhul, G Zero people e Pipo, Gedeon Gonçalves e Associação de Surf de São Sebastião, George Amaral, Gerson Filho & Ricosurf, Geovana Tiburcio, Giselli Souza, Gudmila Regis, Guiga Mattos, Guilherme Tâmega, Gustavo Bomba, Guto Medicis e Amigos da Prainha (RJ), Hideo e Paulinha Pro-Lite, Helder “Skelter” Júnior, Herbert Passos Neto, Hermano Castro, Hilton Surf Art, Homem-Alga Paulo Limoncic, Ian Lopes, Igreja Bola de Neve, Ivan Schiavinatto, Jacqueline e Juliane Silva, James Thisted, Jarbas Soares, Jeremias “Mica”, Johnny Carvalho Opeste, Juca de Barros e CBS, João Ricardo Lopes, João Simonsen, João Valente, Jonas Furtado, Jorge “Roberto” Baggio – o artilheiro do bodyboard, Jorge Silva, Jorge Streit Edge, Jornal Drop SC, Julio “Marreco” Adler, Julio Coimbra, Guga Arruda, KDOC Brasil, Klaus Kaiser, Kleber Leite, Lelot, Lima Júnior Titãzinho e arredores, Layla Werneck, Lee Oswald Pepe, Leila Endersby, Livia Acioli, Luciano Almeida brother soul, Luciano Ferrero, Luciano Leão, Lui Lui e galera do circuito Universitário, Luiz Claudio & Karla Costa-Taylor, Maraca Rossini Maranhão, Professurf Marcelo Aguiar Aeroboyz Surf School, Marcello Árias, Doctor Marcelo Baboughluian, Marcelo Bueno, Marcelo Lacerda, Marcelo Lagrotta, Marcelo Miranda, Marcelo Pretto, Marcelo Torok, Marcia Portes, Marcio da Silva,

Marcos André Araújo, Marcos Assumpção, Marcos Conde, Marcus Biju, Mareas Uruguay, Margarete Storto, Mark Jackola, Mark Lund, Maurício Bochecha e galera ASBT, Mauro Portugal e suas mentiras extraordinárias, Motaury Porto, Morcego de Itanhaém, Neco Carbone, Nelzinho Rizzo, Nelson Veiga, Nilton Santos, Nilton Baptista, Norton Imbituba, Nuts, Oswaldo e Daniela Bissoli, Otávio Pacheco, Pablo Zanocchi, Paulo Barcellos, Paulo de Castro, Paulo Kid, Paulo Roberto de Carvalho, Power Surf Camp: Alex e Paulo Sefton e Romeu Bruno, Preveti (Rest In Peace), Ptolomeu Fontes, Pranchagrande, Raquel Lima, Recent, Reef, Reinaldo Gama e Galeria Surf, Renato Castanho, Renato Keiteris, Renato Macario, Ricardo Lobo, Ricardo Luz, Ricardo Piazza, Ricardo Werneck, Rico de Souza, Rita Rego, Roberta Castellani, Roberto Damiani, Roberto Daniel e Bruno Vercelli, Rodolfo Tostex, Rodrigo Monti, Rodrigo “Monster” Rezende, Rodrigo Tusca, Rogério Bocuzzi, Romano Venturini, Ronaldo Gabriel Antonio, Rosaldo Cavalcanti, Rosana da WBD, Rosenval Rolins, Rossini “Maraca”, Sandra Dias e Itacaré.com, Sandra Storto Solda, Santiago “Weird” Roig, Sebastian Imiscoz, Sebastian Rojas, Serginho “New Advance”, Sergio Laus, Sergio Luís Ramos, Sergio Monaco, Sidão “Pilgrim” Tenucci, Star Point, Stefano Triska, Steven Allain, Surf Prescriptions, Surf Pro.com SC, Surfrider Foundation Brasil, Taiu Bueno SMF legend brazuca, Tatiana Souza, Thaís Snowcat de Marelê, Theo Araújo, Tita Tavares, Toninho Prada, Tony Fleury, Tony Vazp & Surf Core, Tuca Gianotti, Tulio Brandão, Valoir Issa Ferreira, Vanderlei Deco, Venice Mag, Verônica Cassavia, Vinicius Garcia & Go Surf, Ubatuba Surf Cam, Uluwatu, Unipran, Vitor Froimtchuck H2Oz, Washington Fiapo, Washington Teixeira, Wilson Piolho, Zé Lúcio Cardim, Zé Paulo e Adriana.

 

Esse texto é dedicado à Déborah Farah, Leonardo Feltes e Manuel Prudente de Toledo Siqueira. Uma dedicatória especial para minha querida Célia Almudena e aos meus filhos adorados Daniel e Caio. 

 

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A próxima chamada do MEO Rip Curl Pro Portugal está marcada para esta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) x Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) x Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) x Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) x Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) x Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) x Erin Brooks (CAN)

    Próxima chamada para o MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche acontece nesta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.