Volta ao mundo com 100 dólares no bolso

O videomaker Rafael Oliveira, 30 anos, é um bom exemplo de como tirar proveito das situações adversas e totalmente inusitadas da vida. Em novembro de 1999, o gaúcho decidiu morar na Austrália para aperfeiçoar o inglês, estudar marketing e trabalhar.

 

Incentivado por um amigo, Rafael comprou uma filmadora digital para registrar os melhores momentos de sua viagem e filmar seus amigos. Foi a partir daí que sua vida deu uma guinada.

 

Na primeira folga do trabalho, Rafael e seu camarada Biral partiram para o pico chamado Aussie Pipe. 

 

“Chegando lá, ficamos de cara, pois o mar quebrava perfeito com 6 pés tubulares. Foi um belo dia para estrear a filmadora. Fiquei em cima de uma pedra filmando as dezenas de tubos que meu amigo tirava. A água era muito azul e os tubos rolavam como eu ainda não tinha visto na Austrália”, conta.

 

As imagens da session foram exibidas numa festa e, de acordo com Rafael, a galera presente pensou que era algum filme profissional. Foi aí que, incentivado pelos amigos, ele começou a se dedicar cada vez mais às filmagens. O videomaker comprou um equipamento melhor e tudo começou a girar em torno das filmagens. “Filmava várias trips da galera em Sidney e até batizado e casamento cheguei a filmar”, conta.

 

Os trabalhos começaram a pintar e Rafael conheceu o aussie Matt Gye, videomaker responsável pelos vídeos da revista Tracks Magazine, que o contratou para filmar em 2002 a etapa do WCT em Teahupoo. Tudo correu bem até que, na volta da viagem, enquanto fazia conexão na Nova Zelândia, foi impedido de embarcar. A escola onde ele estudava notificou a imigração australiana sobre sua baixa freqüência nas aulas e seu visto de estudante foi cancelado.

 

“Todas minhas coisas estavam na Austrália, minha casa (que era o carro), todas minhas roupas, computador e uma série de objetos pessoais. Estava na Nova Zelândia com apenas US$ 10 no bolso, praticamente sem roupa de inverno e sem conhecer ninguém”, conta ele.

 

Ao invés de largar tudo e voltar para o Brasil, Rafael optou por fazer uma viagem de volta ao mundo.

 

“A passagem para o Brasil custava US$ 1,5 mil e a de volta ao mundo US$ 2 mil. Quando tudo aconteceu, entrei em pânico porque teria que voltar ao Brasil e não conseguiria dar andamento ao meu filme. Decidi me jogar nessa viagem, que da Nova Zelândia passava por Hong Kong, Bali, África do Sul, Europa e finalmente Brasil”.

 

O resultado de toda essa aventura poderá ser conferido no filme Canal Surf que reúne imagens iradas do circuito mundial em 2002, do Hang Loose Pro Contest 2003 e 2004, além de sessions com Mick Fanning e Joel Parkinson em Teahupoo e Jeffreys Bay. Nesta entrevista, ele conta os detalhes da aventura e fala sobre o filme, que será lançado em julho deste ano, e promete dar o que falar.

 

Confira a cobertura de algumas etapas do circuito mundial além de uma preview do filme no site Canalsurf.com.br .

 

Fale um pouco sobre o seu filme, Canal Surf. Quando estréia e o que a galera vai
poder conferir nesta produção?

  

O Canal Surf deve ser lançado em julho deste ano. O filme reúne imagens da Austrália, Tahiti, Indonésia, África do Sul e Brasil, com destaque para a temporada de Noronha deste ano e do ano passado. A produção consiste em surf de primeira, muitas imagens culturais, ângulos inovadores, edição totalmente moderna e trilha sonora eletrizante. É uma produção totalmente independente, apenas uma filmadora, um tripé e poucos dólares no bolso. Tenho boas perspectivas, mas ainda estou negociando com algumas marcas.

 

Canal Surf é o primeiro vídeo que você lança comercialmente?

 

É o primeiro vídeo totalmente produzido por mim. Ano passado participei da produção do filme do Guga Arruda chamado Arquivo, como editor e um dos produtores, além de ceder imagens aquáticas. Este filme será lançado ainda no primeiro semestre deste ano.

 

Quando e como você começou a filmar surf?

 

Depois de um ano e meio morando na Austrália, decidi comprar uma filmadora, incentivado pelo meu grande amigo Biral, que morava comigo. Comprei uma filmadora digital para filmar minha viagem pela Austrália e os amigos surfando. Toda a grana com que me mantive na Austrália estudando, pagando as despesas de aluguel e viajando, consegui trabalhando como entregador de pizza, lavador de pratos e depois como garçom. Após comprar a filmadora, a primeira folga que tive no trabalho fiz uma trip com esse meu amigo. Fomos para um pico chamado Aussie Pipe. Chegando lá, ficamos de cara, pois o mar quebrava perfeito com 6 pés tubulares. Foi um belo dia para estrear a filmadora. Fiquei em cima de uma pedra filmando as dezenas de tubos que meu amigo tirava. A água era muito azul e os tubos rolavam como eu ainda não tinha visto na Austrália. Quando voltamos dessa trip, no mesmo dia rolou uma big festa na minha casa, pois era despedida de uma amiga. A comunidade brasileira que vivia em Sidney estava em peso nesta festa. No meio da balada, coloquei o vídeo da trip sem falar nada pra ninguém. Várias pessoas pensaram que era filme de alguma marca, ou coisa parecida. Foi muito engraçado. Ninguém acreditava nas ondas que meu amigo pegou e na qualidade das filmagens. Foi aí que várias pessoas botaram pilha para eu continuar filmando e chegavam a dizer que eu já era profissional.

 

Você começou a filmar praticamente na raça ou já tinha alguma noção?

 

É isso. Comecei a filmar totalmente na raça, sem noção alguma de como configurar uma filmadora ou filmar profissionalmente.

 

Foi depois desta trip para Aussie Pipe que você decidiu trabalhar com isso?

 
A partir daí, começaram a pintar várias surf trips em Sidney para filmar a galera. Lembro que até batizado na igreja e casamento filmei. A parada começou a ficar mais séria e logo me endividei com vários amigos para comprar uma outra filmadora 3CCD e uma caixa estanque para filmar dentro da água e um computador para editar os vídeos. Essa época foi muito difícil, devia grana para todo mundo, tive problemas com o visto, meu carro foi para o conserto e também tive alguns problemas de moradia. Eu teria que mudar e pagar um aluguel mais caro. Tinha um ótimo equipamento, mas não tinha muito tempo para filmar e editar, porque tive que me desdobrar entregando pizza e sanduíche para pagar as dívidas.

 

E o que você fez para mudar isso?

 

Resolvi trabalhar menos nos empregos que tinha e morar no carro para economizar com o aluguel. No total, morei três meses no carro. Até minha namorada saía da casa dela para dormir comigo no carro. Era muito engraçado. Foi uma experiência incrível. Depois de um tempo abandonei a escola em Sidney para economizar mais grana e sobrar mais tempo. Aí, resolvi apenas trabalhar e filmar o surf. Acompanhei toda a perna australiana do WCT e WQS. Foi irado, conheci muita gente. E não parei mais de filmar o surf até hoje. 

 

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Você disse que também passou um tempo viajando pelo mundo. Como foi isso?

 

No total, morei dois anos e meio na Austrália. Cobri todos os campeonatos por lá durante um ano e meio. Fiquei um ano apenas estudando marketing, trabalhando, viajando pela Austrália e surfando. Depois de um ano, comprei a filmadora e isso mudou minha vida. Minha idéia era ficar na Austrália por mais um tempo, as coisas estavam começando a ficar boas para mim como videomaker, já estava como free-lance pela Tracks Magazine e para HB australiana. Aí, consegui um trabalho pela Tracks para ir ao Tahiti fazer imagens dentro da água em Teahupoo para o filme “3 Degrees”. Foi irado, filmei todo o WCT e o free-surf. Mas, acabou ocorrendo um grande imprevisto.

 

O que aconteceu?

 

Quando tentei pegar o avião de volta para a Austrália, fui proibido de embarcar quando fazia conexão na Nova Zelândia, porque meu visto de estudante havia sido cancelado sem comunicação prévia. Minha escola na Austrália comunicou a imigração que minha freqüência escolar era baixa. Aí, a imigração cancelou meu visto na hora. Todas minhas coisas estavam na Austrália, minha casa, que era o carro, todas minhas roupas, computador e uma série de objetos pessoais. Estava na Nova Zelândia com apenas US$ 10 no bolso, praticamente sem roupas de inverno e sem conhecer ninguém. A história é comprida, a roubada foi enorme… Depois de muito choro no telefone, consegui fazer uma vaquinha com várias pessoas da família, além de minha namorada que estava na Austrália. Então, consegui comprar uma passagem de volta ao mundo. Da Nova Zelândia passava por Hong Kong, Bali, África do Sul, Europa e finalmente Brasil. Detalhe é que comecei a fazer toda essa viagem com apenas US$ 100, grana que sobrou da vaquinha para pagar a passagem. Depois da tragédia na Nova Zelândia, fiquei 10 meses viajando pelo mundo.

 

Por que você decidiu fazer esta viagem de volta ao mundo em vez de voltar ao Brasil?

 

Fiquei em Auckland pesquisando preços de passagem em todas as agências de turismo. A passagem para o Brasil custava US$ 1,5 mil e a de volta ao mundo US$ 2 mil. Fiquei desesperado, pois se voltasse para o Brasil não conseguiria terminar meu filme porque não teria imagens suficientes. Quando falei para meus parentes, ninguém acreditou que eu queria embarcar nesta viagem. Paguei a passagem e sobrou US$ 100 para começar a trip.

 

Até resolver tudo, quanto tempo ficou na Nova Zelândia? Como você se arranjou por lá?

 

Tinha apenas uma semana para comprar as passagens, porque depois do dia 30 de maio começava a alta temporada na Europa e em Bali. Então, as passagens sofreriam um reajuste enorme e eu não conseguiria mais comprá-las. Tive uma semana para resolver minha vida, fazer o roteiro pelo mundo batendo com as datas dos campeonatos, convencer meus amigos, família e namorada a descolar o dinheiro, ver vistos caso precisasse, reservas das passagens e por último receber toda a grana pelo banco, porque transações bancárias internacionais levam de três a cinco dias para serem realizadas. Foi uma loucura. Expliquei minha situação para o motorista de um ônibus, que me levou de graça até uma pousada no centro de Auckland. Depois, convenci o dono da pousada que pagaria minha estada na saída, quando fosse embora. Ele me emprestou algumas roupas de inverno, porque fazia um frio polar na Nova Zelândia. Desse jeito comecei a me arranjar, depois consegui um trampo na pousada de arrumador de camas e não precisei mais pagar a pousada. No total, foram exatamente sete dias na Nova Zelândia.

 

E como você conseguiu dinheiro enquanto viajava?

 

Ganhei grana em Bali vendendo fotos digitais e vídeos, filmei o WCT na África pela Tracks e trabalhei como garçom em Londres. Foi aí que reencontrei minha namorada. Lembro que emprestaram dinheiro até para eu comprar o uniforme de garçom, senão não teria como trabalhar. Na segunda semana, consegui emprego num restaurante francês muito chique, bem no centro de Londres. Com a grana que ganhei em Londres, comprei um notbook MAC, onde edito os vídeos. Foi uma aventura e tanto, que daria para escrever um livro. Conheci muitas pessoas nessa viagem, que me ajudaram muito. Sem elas não sei como teria conseguido. Estava numa situação totalmente adversa, e consegui viajar o mundo, comprar um notebook e ainda voltar com uma boa grana para o Brasil. Fiquei três anos e quatro meses fora do Brasil.

 

O que tirou de melhor de toda esta aventura?

 

Tirei centenas de coisas boas, poderia citar mil ensinamentos dessa viagem. Ressaltando apenas um, posso dizer que não existe limites ou barreiras impossíveis de serem ultrapassadas. Topo qualquer desafio, seja no pessoal ou no profissional. Realizar esse filme, sem verba nenhuma, foi uma prova que não existe limites para conquistar seus objetivos.

 

Por quais lugares você passou e quais foram os que mais te impressionaram, seja pela qualidade das ondas ou pela diversidade da cultura local?

 

Conheci praticamente toda a Austrália, Fiji, Tahiti, Hong Kong, Indonésia, Nova Zelândia, África do Sul e Europa. Todos os lugares me impressionaram muito, cada um de uma forma diferente. Estar em Tavarua foi incrível. Estive numa ilha totalmente longe da civilização, cheia de descendentes de canibais. Todos os lugares foram impressionantes.

 

E os surfistas… Quais atletas mais te impressionaram quando você cobriu o circuito mundial?

 

O ano de 2002 não foi um ano muito bom para os brasileiros. O Neco não foi para o Tahiti e nem para J-Bay. Estava na água em Teahupoo filmando a bateria do Teco, quando ele foi tirado porque não passava bem – depois comprovada a causa sendo malária. Os surfistas que mais me impressionaram foram o Mick Fanning e Joel Parkinson. Acompanhei muito e fiz várias filmagens do filme “3 Degrees”, em que eles eram os principais surfistas. Os caras mandam muito bem mesmo. Mas, dou muito valor para o surfe brasileiro também. Sei todas as dificuldades que um surfista brasileiro passa. Realmente, não é fácil. Por isso, destaco também a nova geração tupiniquim, que vai dar o que falar. 

 

Como foi sua participação no filme “3 Degrees”?

 

Fui contratado pela revista australiana Tracks Magazine para ir ao Tahiti e filmar o Mick Fanning, Joel Parkinson e Dean Morrisson para o filme, sendo que as imagens deveriam ser feitas dentro da água. A Tracks tinha o direito de usar cinco minutos de minhas imagens. Em J-Bay rolou a mesma história.

 

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Como foi acompanhar o Parkinson e o Fanning, dois ícones da nova geração?
  
Os caras impressionam dentro e fora da água, com muito profissionalismo e camaradagem. Eles estão sempre brincando e zoando entre eles. Dentro da água, ambos não impõem limites. Quanto mais difícil melhor. Ter recebido o convite para filmar no Tahiti e ainda mais para o filme da Tracks com esses caras foi um sonho, nunca imaginei. Dois dias antes da viagem, não dormi. Era muita adrenalina por conhecer Teahupoo também.

 

Você ganhou uma grana legal com esse trabalho para a Tracks?

 

A grana que ganhei pagou minhas despesas no Tahiti e na África do Sul. Não ganhei mais grana deles porque não fui exclusivo. Pude aproveitar todas as imagens para o meu filme e essa foi a melhor sacada.

 

Como você descolou esse trabalho?

 

Morava na mesma praia que o Matt Gye, que faz os filmes da Tracks. Ele precisava de alguém para filmar dentro da água em Teahupoo, estabelecemos um contato e ele me ofereceu o trabalho. Ele foi a peça chave para que eu conseguisse seguir com a idéia do filme adiante, pois quando fiquei na roubada na Nova Zelândia, liguei e ele me contratou para fazer as filmagens com o Mick Fanning e o Parkinson em Teahupoo e J-Bay.

 

Você cobriu o tour no ano passado? O que você destaca neste tempo que acompanhou o circuito mundial?

 

Cobri o tour em 2002. Ano passado cobri apenas a etapa de Floripa, contratado pela Tropical Brasil para fazer as filmagens aquáticas. O ano de 2002 foi marcado pelo retorno do Kelly e foi também foi o ano em que o Andy Irons ganhou pela primeira vez o título mundial. Ano passado, foi muito legal ter acompanhado as baterias filmando dentro da água em Floripa. O público estava realmente alucinado e trouxe uma atmosfera muito especial para quem estava competindo.

 

Como começou a filmar dentro d’água? Como se prepara para isso?
   
Sempre fui um apaixonado por imagens aquáticas. Endividei-me todo para comprar uma caixa estanque. Me preparo pedalando cerca de 10 quilômetros por dia.

 

Quais os maiores perrengues que passou dentro do mar?  

 

Já passei por vários perrengues. Em Teahupoo foi assustador, teve séries que me fizeram ver a morte de perto. Bati em vários barcos que ficam no canal. Mas, o maior perrengue foi em J-Bay. Entrei no lado errado e fui jogado para dentro do mar. O mar estava muito grande, era final de tarde e comecei a pensar nos tubarões. Estava muito longe da galera e a corrente cada vez me jogava mais para dentro do mar. Tive a impressão de que estava rodeado de tubarões. Fiquei realmente muito assustado, para não dizer em pânico. Depois de muito tempo batendo os pés e nadando como nunca, consegui dar a volta pela praia e sair do mar.

 

O que é o site Canal Surf e quando ele foi lançado?

 

O site tem pouco mais de um mês de existência e surgiu de uma parceria com meu amigo Rodrigo Muniz, que idealizou e tornou viável o projeto. Ele toca toda a parte de web e faz o site andar. Também faz parte da equipe o jornalista e fotógrafo José Roberto, que cuida das reportagens. No site podem ser encontrados vídeos dos principais eventos realizados no Brasil, entrevistas, além de clipes de algumas etapas do circuito mundial 2002. Canal Surf também é o nome da produtora de vídeos que abri no Brasil em parceria com o Muniz e da marca que quero propagar.

 

O site também conta com várias sessions de atletas brasileiros, como a do Fernando Moura na Guarda do Embaú.
   
Procuro sempre filmar altas ondas e surfistas bons. O litoral catarinense é propício e possui boas ondas e sempre tem bons surfistas por aqui, por isso optei por morar em Floripa. Dou muito valor à filmagem aquática e procuro me aprimorar cada vez mais. Em todos os meus vídeos há imagens de dentro da água.

 

Nos clips do site nota-se a alta qualidade das imagens… Como é feita a produção desses vídeos?

 

Minha filmadora é uma filmadora Sony 3CCD, tenho um computador MAC que uso para fazer todas as edições. Uso o programa Final Cut,  altamente complexo para edições de vídeos. Sou câmera, editor, diretor, produtor e assistente de câmera.

 

Como e onde você começou a pegar onda? Antes de tudo acontecer, você já pensava em ser vídeomaker e trabalhar com surf?

 

Comecei a pegar onda com meus amigos, era surfista de feriadão. Depois comecei a surfar nos finais de semana. Até quando fui para Austrália, surfava todos os dias. Nunca imaginei trabalhar com o surf ou ser videomaker. Sou especializado em automação industrial, trabalhava com robótica e eletrônica. Tinha um emprego muito legal.

 

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    A Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), recebe entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro o Banco do Brasil São Sebastião Pro, etapa do Challenger Series 2026/27 da World Surf League (WSL). Esta será a primeira vez que o estado de São Paulo recebe uma etapa da divisão de acesso ao Championship Tour. O evento terá 80 homens e 48 mulheres de diferentes países em um momento importante da corrida pelas vagas na elite. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados do ranking masculino e as seis primeiras do feminino garantem classificação para o Championship Tour de 2027. A passagem do circuito por Maresias também coloca o Challenger Series em uma região diretamente ligada à história do surfe brasileiro. São Sebastião revelou diferentes gerações de surfistas e terá agora atletas de vários países disputando pontos para chegar à elite mundial. Corrida pelo CT esquenta em Maresias Com as primeiras etapas da temporada concluídas, o Banco do Brasil São Sebastião Pro chega em um momento importante na disputa pelas vagas no Championship Tour. Weslley Dantas lidera o ranking masculino do Challenger Series com 15.700 pontos. O brasileiro começou a campanha com o vice-campeonato no Ballito Pro e reforçou a liderança ao vencer o QS 6.000 Internacional de Matosinhos, em Portugal. Jackson Bunch, do Havaí, subiu três posições e aparece em segundo, com 15.405 pontos, depois da vitória no QS 6.000 Internacional de Saquarema. Jake Marshall, dos Estados Unidos, ocupa a terceira colocação, com 14.745, seguido pelo compatriota Cole Houshmand, quarto colocado, com 13.320. O Brasil tem outros três surfistas dentro do Top 10. Ryan Kainalo é o quinto, com 10.995 pontos, Ian Gouveia aparece em sexto, com 10.105, e Deivid Silva ocupa a oitava posição, com 9.025. Mateus Herdy está logo abaixo da linha de classificação, na 11ª colocação, com 8.065 pontos, mesma pontuação do décimo colocado Taj Lindblad, dos Estados Unidos. Gabriel Klaussner aparece em 13º, com 7.755. Assim, cinco brasileiros estão entre os 13 primeiros antes da etapa de Maresias. O novo formato dos eventos internacionais QS 6.000 também passou a fazer parte da estratégia na corrida pela classificação. Os atletas podem contabilizar um resultado de QS 6.000 Internacional na pontuação total do Challenger Series. Dantas e Kainalo já aproveitaram essa possibilidade com vitórias nos eventos de Portugal e Espanha, respectivamente. No feminino, a australiana Sierra Kerr lidera com 20.745 pontos. Teresa Bonvalot, de Portugal, é a segunda, com 13.590, seguida pela norte-americana Eden Walla, com 13.150. Francisca Veselko, de Portugal, aparece em quarto, com 12.545, enquanto Ariane Ochoa, da Espanha, ocupa a quinta posição, com 11.465. A australiana Ellie Harrison fecha atualmente o Top 6, com 11.020 pontos. Laura Raupp é a brasileira mais bem colocada. Ela ocupa a 14ª posição, com 6.985 pontos, e terá em Maresias a oportunidade de diminuir a distância para a zona de classificação. Com pontos importantes em jogo, os resultados da etapa paulista podem mexer diretamente na corrida pelas vagas no Championship Tour de 2027. Challenger estreia em São Paulo O Banco do Brasil São Sebastião Pro marca a primeira passagem do Challenger Series pelo estado de São Paulo. A etapa será disputada em Maresias, no litoral norte paulista, região com forte ligação com a história do surfe profissional brasileiro. São Sebastião revelou gerações de surfistas que ajudaram o Brasil a se tornar uma das principais potências da modalidade. A chegada do Challenger Series aproxima esse legado de uma nova geração de atletas que busca construir o próprio caminho até o Championship Tour. Música e atividades fora d’água A programação do Banco do Brasil São Sebastião Pro também terá música, bem-estar e atividades fora da competição. No dia 26 de setembro, abertura da janela, o WSL Sunset Reggae Edition terá shows de Maneva, Planta & Raiz e Gabriel Elias na Praia de Maresias. O primeiro fim de semana também recebe o WSL Wellness, com atividades gratuitas nos dias 26 e 27 de setembro voltadas a movimento, preparação física e recuperação. A programação inclui yoga com Sue Moura, Functional Surf Training com Allan Menache, preparador físico dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, e treinamento funcional com Ricardo Lapa, com participação da repórter e influenciadora da WSL Rachel Apollonio. Para participar das aulas programadas, é necessário fazer inscrição antecipada. Entre 28 de setembro e 3 de outubro, as ações de bem-estar e lifestyle continuam. Estudantes da rede pública de ensino de São Sebastião também participarão de clínicas esportivas gratuitas de surfe, skate, altinha e vela. Transmissão ao vivo O Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece de 26 de setembro a 3 de outubro de 2026, na Praia de Maresias. Assim que a competição for oficialmente iniciada, as baterias terão transmissão ao vivo pelo site e pelo aplicativo gratuito da WSL. O evento tem patrocínio de Banco do Brasil, Prefeitura de São Sebastião, VIVO, GWM, Natura Kaiak, Aquacoco, Probiótica, Dr. Peanut, Mana Poke, BB Seguros, Mãe Terra, Riachuelo, Corona Cero, Apple Watch, Sun Ninja e EY, além de parcerias de mídia com Globo, 89 A Rádio Rock, Eletromídia e TV Vanguarda.

    Válido como etapa do WSL Challenger Series, o Banco do Brasil São Sebastião Pro reúne 80 homens e 48 mulheres na Praia de Maresias, de 26 de setembro a 3 de outubro, na corrida por vagas no CT 2027.

    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. 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Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. MEN’S BIGGEST WAVEVencedor: Rodrigo Koxa (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Mattias Hammar – Fotos: Jayden Cheo, Stephan Mathers e Ianco RochaFinalistas: Lucas “Chumbo” Chianca (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves; Clément Roseyro (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Arthur Picard. WOMEN’S BIGGEST WAVEVencedora: Michelle des Bouillons (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan ChavesFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves – Fotos: Laurent Masurel e Aurnad Plas; Michaela Fregonese (ITA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Kaique Silva. MEN’S PADDLEVencedor: Grant “Twiggy” Baker (RSA) – Nazaré, Portugal – Fotos: Peter “Joli”

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).