
Na Indonésia, país mais atingido pelo tsunami na Ásia, uma cidade não foi somente destruída, mas desapareceu.
Três semanas após a tragédia, apenas 323 corpos foram encontrados em Calang, onde 7,3 mil pessoas viviam.
Segundo reportagem do jornal The New York Times, não há sinal de 5.627 pessoas desaparecidas. De cada dez moradores, oito desapareceram.
“Isso parece impossível”, diz uma estudante, Suhardi, 20 anos, ainda abalada pelo maremoto.
As ondas gigantes deixaram pouca coisa após a passagem, nem pessoas, nem casas, conta o jornal. As fundações das construções foram uma das poucas coisas que restaram.
Sobraram alguns destroços, menos do que se esperava já que todas as casas, cafeterias, restaurantes e mesquita foram destruídas até a fundação. A exceção é uma mansão de um morador rico, que agora se resume a algumas paredes e colunas brancas.
Calang é um dos muitos vilarejos na costa oeste da província de Aceh que foram retiradas do mapa na Indonésia, país mais próximo do epicentro do terremoto. Em uma cidade ao sul, Kreung Sabe, metade dos moradores morreu e a maioria dos 4,4 mil sobreviventes ficaram sem casa.
O número de mortos no maremoto de 26 de dezembro no Oceano Índico subiu para 168.373 hoje, em virtude de haver mais cinco mil mortos contabilizados pelas autoridades da Indonésia e de outros 42 nos arquipélagos indianos de Andaman e Nicobar.
Confira a lista por país
Indonésia: 115.229 mortos confirmados e 12.132 desaparecidos, segundo estatísticas do Ministério de Assuntos Sociais, divulgadas neste domingo.
Sri Lanka: 30.920 mortos e 6.034 desaparecidos.
Índia: 10.714 mortos e 5.669 desaparecidos, dados por mortos.
Tailândia: 5.321 mortos e 3.170 desaparecidos. Entre os mortos, acredita-se que 1.732 são de nacionalidade tailandesa e 2.173 são estrangeiros, mas não se sabe a origem de outros 1.416.
Maldivas: 82 mortos e 26 desaparecidos.
Malásia: 68 mortos, a maioria na ilha turística de Penang.
Mianmar: 59 mortos, mas a ONU estima que este número pode chegar a 90.
Bangladesh: 2 mortos.
África: o maremoto também alcançou a costa oriental da África. Na Somália, morreram pelo menos 298 pessoas. Na Tanzânia, pelo menos 10 morreram afogados.
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