Depois de algumas conversas sobre uma nova viagem, eu (George Procopio) e meus amigos Eduardo Vilares e Pipo Maricondi decidirmos emitir as passagens para Lobitos. Já sabíamos que era uma esquerda longa, com uma certa constância e crowd razoável e, pensando nos dias de hoje, com dólar e euro nas alturas, o que nos restou foram as viagens nacionais ou em países com moedas não tão valorizadas frente ao real.
De São Paulo fomos para Lima de lá para Piura e para finalizar, mais 2 horas de carro até Lobitos. De porta a porta foram quase 13 horas, porém, estávamos acreditando que valeria muito a pena.
Já no dia seguinte, por volta das 4:30 da matina, já era possível escutar o barulho das ondas quebrando e, para nossa felicidade, a ondulação tinha encostado com ondas de 1,5 na série, com sessões mais cheias e manobraveis e um tubo no inside que parecia uma mini Indonésia.
Durante 2 horas surfamos com não mais de 10 cabeças na água, mas dali em diante, começou a crowdear e, por ser uma onda de pico muito definido, as disputas por ondas acabam sendo decididas no braço a braço.
No mesmo dia conhecemos Raul, um peruano gente fina que faz o transporte para outros picos e conhece tudo na região. Tentando procurar ondas com menos gente, tivemos uma grata surpresa em Baterias, uma praia pouco explorada com um clif animal e uma onda mais cheia.
Por incrível que pareça, ainda é possível encontrar ondas sem ninguém e por quase três horas surfamos sozinhos. Claro que a onda da região é Lobitos, mas nos arredores existem quatro ou cinco picos muito bons que valem a pena ficar de olho.
No outro dia, o mar subiu e já tinham series de 5 a 6 pés que mais pareciam desenhos de caderno, uma verdadeira mini Chicama. O crowd estava razoável e foi possível fazer uma boa queda. A tarde decidimos explorar um novo spot chamado Piscinas, uma esquerda cheia no drop e com um inside animal. Tinham quatro cabeças na água e uma vala de um metrinho muito bom.
Em nosso último dia, a máquina de ondas continuou ligada e Lobitos não deixou a desejar com ondas de 1 metrão abrindo muito. Na enchente da maré foi possível ver um outro pico quebrando perfeito. Era El Ueco, uma vala sinistra que passa raspando em uma pedra exposta, com uma sessão de tubo quadrado e depois uma sessão mais manobrável.
Chegando ao fim da viagem, ficamos impressionados com a qualidade das ondas, com as boas instalações hoteleiras, comida e, é claro, com a descoberta que é possível achar ondas ainda sem ninguém.























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