
O Quiksilver ISA World Junior Surfing Championships 2006 segue em ondas de meio metro e formação prejudicada pelo vento Sul na praia de Maresias, São Sebastião (SP).
Nesta quinta-feira, a prova teve início com as baterias da quarta rodada da Júnior. No primeiro confronto do dia, o paulista Wiggolly Dantas ficou mal posicionado no outside e viu seus adversários dominarem as boas esquerdas que quebravam pela manhã, antes da entrada do vento.
Com o total de 14.90, o havaiano Casey Brown levou a bateria, seguido pelo sul-africano Kyle Lane, autor de 14.50.

Wiggolly descolou apenas 3.00 e 1.53 em suas duas melhores ondas, ficando atrás ainda do havaiano Torrey Meister.
Na terceira fase da repescagem, o baiano Franklin Serpa arrepiou de backside e saiu da água com o total de 13.17 pontos. Franklin derrotou o neozelandês Billy Stairdmand, o dominicano Brandon Stanford e o chileno Leo Acevedo.
“Não dá pra escutar direito as notas por causa do vento. Nem sabia que tinha feito um 7 e tanto em minha melhor onda. Procurei imprimir um forte ritmo e surfar o meu melhor”, fala Franklin, de Ilhéus (BA).
A primeira baixa do time brasileiro foi o paulista Wladimir Peres, do Guarujá. Numa bateria com poucas ondas, Wladimir caiu diante do sueco Freddie Meadows e o venezuelano Francisco Bellorin.
Na fase seguinte da repescagem, entraram em ação o paulista Dodô Veiga e o baiano Franklin Serpa. Numa bateria facilmente dominada pelo aussie Matt Wilkinson, Dodô era o dono da segunda posição e sofria ameaça do francês Joan Duru, que precisava de 6.07.
Nos últimos segundos da bateria, Dodô e Joan disputaram uma onda sem potencial e o brasileiro acabou sendo punido com interferência, dando a classificação ao francês.
Franklin Serpa caiu na água pela segunda vez nesta quinta-feira e novamente fez a festa da torcida brasileira. O baiano demorou a pegar as primeiras ondas, mas reagiu no decorrer da disputa e bateu o sul-africano Rudy Palmboom, o uruguaio Marco Giorgi e o venezuelano Francisco Bellorin.
O catarinense Alejo Muniz fez uma boa apresentação na Mirim e é o único garoto brasileiro que está livre da repescagem.
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Alejo avançou atrás do francês Pierre Laborde, deixando o havaiano Granger Larsen em terceiro e o alemão Nicholas Von Rupp.
“Achei que tive uma direita pouco valorizada pelos juízes. A galera achou que seria um 8.50, mas recebi 6.67. Ainda bem que passei mais uma bateria”, diz um aliviado Alejo.
O paulista Nathan Brandi bem que tentou, mas não conseguiu avançar mais uma bateria e foi parar na repescagem.
Nathan foi derrotado pelo francês Marc Lacomare e o sul-africano Shaun Joubert.

Na repescagem da Mirim, o potiguar Johnny Max perdeu uma bateria polêmica e caiu fora do Mundial. Logo no início da bateria, Johnny cometeu uma interferência sobre o japonês Kaishu Tanaka.
Mesmo com a perda de 50% de sua segunda melhor nota, o potiguar reagiu e passou a liderar a bateria. Nos últimos minutos o fraco surfista de Barbados Lewis St. John pegou uma esquerda que nem preocupava os brasileiros.
“Está tranqüilo, vão dar um 3, no máximo um 4”, falaram os atletas Dodô Veiga e Wiggolly Dantas, além do auxiliar técnico Gabriel Macedo.
Quando o locutor anunciou a nota 7.00 para Lewis, toda a equipe brasileira ficou boquiaberta, sem acreditar que uma onda surfada totalmente fora do critério fosse tão valorizada pelos juízes.
Com o “presente”, Lewis foi pra primeiro, deixando o havaiano Tyler Newton em segundo e Johnny Max em terceiro.
O carioca André Pastori entrou em ação na sexta bateria da repescagem e se deu bem. Pastori começa a ganhar confiança na competição e passou em primeiro lugar no duelo contra o sul-africano Haydn Mcnicol, o português Alexandre Botelho e o australiano Garret Parkes.
Entre as meninas, apenas a paraibana Diana Cristina conseguiu escapar da repescagem. Tininha fez bonito nas esquerdas e obteve notas 8.17 e 5.00 para superar a norte-americana Courtney Conlogue, a havaiana Bethany Hamilton e a francesa Annabel Talouarn.
A paranaense Nathalie Martins e a catarinense Susã Leal perderam nesta quinta-feira e se juntam à Chantalla Furlanetto na repescagem.
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