Surf&Beach comemora sucesso

A Surf & Beach Show 2005, maior evento do segmento de surfwear, streetwear e moda praia da América Latina, encerrada no dia 01 de julho, registrou cerca de 40.000 visitantes e negócios da ordem de R$ 230 milhões.

 

Estes dados expressam a força de um mercado em constante expansão e todos nós que fizemos a Surf & Beach Show acontecer,  contribuímos significativamente para esse resultado.

 

Confira porque a Surf & Beach Show é a maior feira do setor na América Latina :

 

O surfista e shaper australiano Terry Fitzgerald

ou Mr. Body Torque (apelido que ganhou

em Sunset Beach,Hawaii), ou Sultan of Speed (como é conhecido em Jeffrey´s Bay na Africa do Sul graças as suas sessões épicas), criou em 1971 a Hot Buttered Surfboards a HB como é internacionalmente conhecida hoje. Ele marcou presença na 12a edição da Surf & Beach Show.

 

A Hot Buttered chegou com força. Entre os produtos apresentados na feira, destaque para a nova coleção de óculos e a linha de confecção.
Marcelo Lagrotta, gerente de marketing da HB, adianta que muitas novidades ainda estão a caminho. “Em um ano mudamos muita coisa, conquistamos um espaço importante e a meta é crescer cada vez mais. No próximo ano teremos muitas novidades e surpresas para a Surf & Beach Show”, conclui Lagrotta.

 

Foto: Ricardo Macario.

“Participar da Surf&Beach é sempre uma grande satisfação em vários sentidos. O contato direto com o público e sua grande demonstração de admiração e carinho são altamente gratificantes. O convívio e atenção que posso dar a meus patrocinadores pessoalmente, a troca de informações e etc… O tipo de trabalho que o surfista profissional deve fazer fora d´agua, que é essencial, e um incentivo para o crescimento do esporte. Fortalecendo assim, cada vez mais o elo entre o atleta e a empresa que o patrocina. Dando a devida importância a imagem que nós projetamos na sociedade. Enfim um evento deste porte é uma oportunidade para todos” – Andrea Lopes.

 

Andrea é Tri Campeã Brasileira Profissional, patrocinada pela Miss Sirena e Secrett. Nós agrademos pelo fato de o surf feminino estar tão bem representado.

 

A Nacional Company que detém as marcas WG , Urgh! e Top&Cia, atua a 17 anos no mercado.

 

“Esta foi uma das melhores edições da feira, já que todos os clientes do Brasil, vieram ao nosso stand. Nosso atleta Edgar Bischof esteve todos os dias na feira e pode conferir o entusiasmo de nossos clientes com nossas coleções”, afirma satisfeito o diretor, Edmilson Benzoni.

 

A WG inovou ao apresentar uma nova técnica de silk em sua coleção, que nos permite passar o ferro sobre a estampa sem que ela derreta, (apenas para as peças que tenham identificação no tag).

 

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Foto: Emiliano G. e Lin Z.Li.

Para Eraldo Gueiros, grande representante do surf mundial. Vencedor do Big Trip 2002, (homenagem prestada ao surfista que desceu a maior onda da temporada), este ano o stand da WG foi o mais original.

 

A Koul fez a sua estréia na Surf&Beach Show. A marca, que está no mercado há quase um ano, teve a oportunidade de expor os seus produtos para o grande público que visitou o evento durante os quatro dias.

 

Mauro Almeida, gerente de marketing da empresa, conta que o stand da marca recebeu um número expressivo de visitantes, inclusive de pessoas ilustres como o primeiro campeão mundial de surf, o australiano Peter Townend e o secretário estadual da Juventude, Esporte e Lazer de São Paulo, Lars Grael. Após assistir o desfile da Koul, o secretário elogiou a coleção.

 

?Prospectamos novos clientes, abrimos espaço para exportação e tivemos o reconhecimento tanto dos lojistas como do consumidor final. Isso só fortaleceu a marca e nos deu a oportunidade de lançarmos nossa coleção com maior amplitude, pois recebemos visitas de clientes de dentro e fora do país?, analisa Almeida

 

Foto: Emiliano G. e Lin Z.Li.

A Coleção Verão 2006 da Mormaii foi lançada na Surf & Beach Show, maior vitrine latino-americana do segmento. Têxteis tecnológicos de alta performance, produzidos pela Rhodia, foram incorporados à coleção.

O diretor financeiro da Mormaii, Eduardo Nedeff, afirma que ?O objetivo é oferecer produtos de alta qualidade, que garantam o bem-estar de quem usa?.  Em relação aos óculos, a novidade foi o lançamento da linha Frames, de armações para óculos de receituário. A marca investe sua experiência no segmento de armações para óculos de grau.

 

 

Foto: Emiliano G. Lin Z.Li.

Fundada em 1971 no Hawaii, a Town & Country patrocinou grandes surfistas havaianos como Larry Bertleman, Dane Kealoha, Marvin Foster, Sunny Garcia, Andy Irons, entre outros.

Segundo Adam Borrelo, diretor da equipe internacional da Town & Country, o Brasil  esta na mira da marca. “Aqui é um lugar importante para o surfe internacional, com muitos atletas no WCT e vários outros destacando-se no tow-in”, explica o havaiano de 35 anos, morador do North Shore da ilha de Oahu.

 

 

 

A empresa GSM Brasil, subsidiária da Billabong Internacional, expôs em um megaestande com 450 metros quadrados.  Além dos lançamentos das marcas Billabong, Element e Von Zipper, a galera curtiu um show da Billa Band.

 

 

Adriano Trovagini, coordenador de marketing da GSM, afirma que a visitação profissional no stand foi boa. “Fechamos diversos negócios? ? afirma ele.

 

 

 

 

 

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A Oakley, considerada uma das marcas mais luxuosas do planeta, que transita entre o mundo fashion e o universo dos esportes radicais apresentou sua coleção na SBS, com o objetivo de lançar novos produtos e ampliar seus canais de vendas e de distribuição no mercado brasileiro.

?A participação da empresa no evento foi muito positiva. Foram realizados excelentes pré-books no segmento de confecção”,comenta Simone Ferraz, gerente de merchandising e eventos.

 

 

 

 

De acordo com Eduardo Wolff, diretor da marca Cyclone, a visitação durante a feira foi satisfatória.

?Tivemos muitos contatos, mas o que realmente surpreende é a presença de compradores internacionais em grande quantidade”, afirma Wolff.

 

Para o empresário, falta união ao mercado. “A feira é muito importante para o nosso segmento e todas as marcas deveriam participar”, enfatiza.

 

 

 

 

Uma das sensações da SBS foram os lançamentos da Evoke. Os óculos da marca tem como base uma máscara anatômica, com curvas orgânicas. O resultado, são óculos completamente funcionais e esportivos, que simplismente ?vestem? o rosto.

O conforto do I-Mask não se resume simplesmente ao encaixe. A grande inovação tecnológica do modelo fica por conta das lentes tóricas, que permitiram o design de um modelo fechado, impedindo a entrada de luz, vento e poeira.
 
As lentes tóricas fazem com que a visão fique livre de qualquer abstáculo, e o resultado é o conforto e a liberdade da visão periférica de 180º – a visão natural.
 
Dobradiças em alpaca e níquel com travas “Hinge Lock®” permitem que as hastes sejam fechadas sem encostarem nas lentes, proporcionado uma articulação perfeita – sem desgastes.

 

A World Wave fez sua estréia na 12ª Surf& Beach Show e afirma que foi muito bom.

 

?Fizemos muitos contatos e fechamos negócios com compradores de regiões nas quais ainda não atuávamos. 70% dos negócios fechados durante o evento foram com compradores internacionais de países como Itália, França, Japão e Caribe” comenta Alessandra Sunao, diretora.

 

 

 

 

 

 

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Foto: Emiliano G. e Lin Z.Li.

A Jack’s Surf Shop  é considerada a maior surf shop do mundo, que fica de cara para o Píer de Huntington Beach. 

Reconhecendo a importância da feira, Bob Abdel visita pela primeira vez a Surf & Beach como representante da Jack’s. Segundo ele, estimular a presença de compradores internacionais como ele, e o ato de promover encontros com fornecedores, foi uma excelente atitude da organização da feira.

Trazer compradores Internacionais e o incentivo às Exportações, são prioridades para a Surf&Beach, para a  ABIT – Associação Brasileira das Indústrias Texteis e de Confecção e a APEX – Agência de Promoção de Exportações. Para isso o evento contou com uma Central de Apoio a Exportação.

 

Para a Maresia Boardtech, um dos gigantes do nosso mercado e a maior empresa do Ceará em nosso segmento, a feira atingiu seus objetivos.

 

?Ficamos satisfeitos com os resultados obtidos na Surf Beach Show. Recebemos um bom número de visitantes e foram unânimes os elogios ao nosso trabalho e aos nossos produtos. Recebemos visitantes de todas as regiões do país, principalmente do interior de São Paulo e do interior dos estados do Sul. comenta Sebastião Dantas, diretor comercial.

Antenada no futuro e nas tendências mundiais a Maresia difunde o conceito “boardtech”. Além de lançar sua coleção na feira, proporcionou aos visitantes, as presenças dos atletas Christiano Spirro e Raphael Becker.

 

A Diwi, primeira marca brasileira a fabricar softboards com licenciamento tecnológico da INT, se apresentou ao mercado nacional na SBS. 

“No começo foi difícil, mas foi um prazer acompanhar os primeiros passos da Diwi no Brasil. Eu estava ansiosa para ver qual seria a reação das pessoas à essa nossa nova tecnologia, mas a receptividade ao produto foi incrível”, declara Tatiana Da Mata, representante da Diwi no Brasil.

 

 

 

A Badlands, marca que leva o nome da região selvagem da Califórnia – longe das grandes cidades e onde se concentram os melhores picos de surf e  pistas de skate do mundo, comemora sucesso em vendas na Surf&Beach. O Diretor, Caco Freier, comentou que no segundo dia de evento, as vendas já tinham cobrido seus custos de participação.

 

“A feira é para nós uma oportunidade única, aguardada com ansiedade o ano todo, de estar presente na “vitrine do segmento” com a Badlands-Surf com garra!

Nesse evento você encontra com parceiros, clientes e amigos em um ambiente descontraído mas altamente profissional. Na nossa opinião, a Surf & Beach tem que ter apoio total das pequenas e médias empresas do setor, para que unidos no único evento comercial do segmento, consigamos resultados conjuntos.

Afinal, melhor do que fazer força sozinho num pedalinho, é remar juntos nessa canoa Havaiana.” – Caco Freier.

 

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A Red Bull montou seu half pipe profissional de 4,20 x 18 metros, considerado um dos melhores do mundo. A pista segue o padrão mundial para as modalidades de skate, patins e bike, onde se apresentaram seis atletas da Red Bull, bem como profissionais indicados pelas marcas expositoras.

 

Além da pista, a Arena Red Bull oferecia bar e DJ Desk instalada em cima de um Hummer H2, alucinante.

 

Todos conferiram as performances de atletas profissionais ao som do DJ TE.

 

 

A Drop Shoes  junto com a Drop Dead e Sista participou da SBS com uma estrutura invejável. Mais de 400m2 entre stand, lounge e mini-rampa móvel, mais uma das inovações da Drop.

 

A empresa já exporta para os países do Mercosul, América Central, Ásia, Espanha, Itália e Japão. Recentemente abriu uma sede na Argentina.

Durante a SBS recebeu a visita de compradores de seis países.

 

O principal lançamento foi o model do Marcelo D2, um dos ícones da música brasileira. O legal é que você ainda pode reutilizar a caixa do tênis para guardar  CD?s. Entre as outras novidades está o Trident Model, do surfista Binho Nunes, o segundo modelo do skatista Ricardo Pingüim, o model do skatista Wagner Ramos e o de Marcelo Kosake. Kosake, tricampeão brasileiro participou da criação para desenvolver um calçado adequado para andar de skate, com foco na modalidade vertical, sua especialidade. Os modelos foram testados pelos atletas que comprovaram sua eficiência na redução da fadiga muscular, calosidade e problemas ergonômicos.

 

A Revista SKT montou um obstáculo de 3,5m de altura. Na Wall Ride, atletas convidados pela revista, disputavam quem alcançava a maior altura. A marca era o truck traseiro do skate e a referência uma linha amarela instalada na pista.

 

Lupa, atleta profissional e representante da revista, chegou as finais, mas quem levou a melhor foi  Rafael ?Finha? Felix, skatista amador patrocinado pela Black Sheep e Nike.

 

“Achei muito boa a valorização dada ao skate em formato de show, casos do halfpipe da Red Bull e da minirrampa da Drop Dead. Acho que é preciso mostrar aos empresários do skate, que a

disposição da Waves é proporcionar um espaço para as marcas do setor apresentarem suas novidades e principalmente uma oportunidade única para a afirmação da marca no segmento. Além de fazer negócios, a feira vai tornando-se, na minha opinião, uma ferramenta onde a marca apresenta sua identidade, suas metas, coleções, atletas, etc… A revista SKT quer trabalhar neste sentido e quanto mais afinado nossos pensamentos  estiverm nesta direção, maior será o crescimento para os dois” declara Walter Garrote – editor da Revista SKT.

 

 

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Para Tatiana Parada, responsável pelo marketing da Tom Boy ” a feira é tradicional no calendário e por isso bastante esperada. Nos trouxe um bom retorno institucional e ótimas negociações comerciais. A Tomboy, é reconhecida pela qualidade dos bonés que fabrica e na Surf Beach teve oportunidade de apresentar a coleção, neste primeiro ano em que investimos forte nesse segmento.
 
Achei a feira super legal, principalmente pelo fato de o skate estar bem presente,com o campeonato de wall ride, mini rampa que havia no local. Acho esse evento muito importante pois evidencia a cada ano a cultura surf e street wear e só faz crescer o mercado – Klaus Bohms, Skatista Amador patrocinado pela marca.

 

A Fluir presenteou seus leitores com duas tardes de autógrafos, onde a galera além de levar a obra assinada pode conversar sobre a experiência com os autores.

A primeira foi com Adrian Kojin, diretor de redação da revista Fluir, que autografou seu livro Alma Panamericana, onde ele  narra sua aventura ao cruzar as três Américas em cima de uma moto com sua prancha na garupa. Foram 25 mil km por 14 países. Publicado pela Editora Gaia, traz um encarte de fotos alucinante.

 

A segunda foi com  Everaldo ?Pato? Teixeira que

acabou de voltar de um swell histórico em Teahupoo. Além de cansar a mão assinando diversos pôsteres contou com detalhes essa história de ser o primeiro brasileiro a surfar Teahupoo em condições tão extremas, com ondas de quase 30 pés.

Quem esteve na feira, conferiu em primeira mão o primeiro licenciamento da
General Motors no Brasil. Fruto de uma parceria com a editora Peixes, foi desenvolvida a Montana / Fluir, picape especialmente desenhada e equipada para os surfistas.
A Montana / Fluir traz acessórios exclusivos para os surfistas, como bancos de neoprene, guia de ondas, toalha e chaveiro personalizados.

 

Planeta Água

O ?Lounge Sabesp? teve como objetivo mostrar à sociedade, a importância do uso racional da água, da preservação dos recursos hídricos e educação sanitária e ambiental.

Na área, um filme educativo era exibido constantemente. Agentes, além de distribuir àgua potável gratuitamente, também informavam os presentes na feira, sobre os serviços prestados pela Sabesp, a importância deles e a responsabilidade dos cidadãos no processo.

Para Paulo Bordezan, responsável pela área, “a feira foi uma ótima oportunidade para divulgar à população, o trabalho que a Sabesp vem realizando, e a importância do uso racional da água, por parte da população. Por intermédio da informação, buscamos mudar vícios de uso abusivo de água no cotidiano das pessoas”.

 

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Os grandes pintores Bianca L.N. Ayrosa, Camila P. Arrizabalaga, Dênis L. Molinaro, Erick Wilson, Fábio e Thiago Rodrigues, Franklin O. dos Santos, Gabriel Paiva, João V. de Siqueira, Mila R. Carper, os escultores Alessandro Pinheiro Rodrigues e Alexandre P. Rezende, e a artesã Mariane de A. Martins, proporcionaram a 12ª Surf&Beach Show a 3ª Mostra Surf Art ? Waves&Images.

 

A impressão que certas obras passam, é que o movimento do pincel na tela, foi similar ao do surfista na onda. Que a primeira imagem captada pelo surfista ao sair do tubo, foi retratada na tela. E aí me vem a pergunta ? será que todos eles surfam?  É possível compartilhar tal sentimento?

Para este o grupo de 12 artistas, a arte é a expressão daquilo que se sente e ponto final – principalmente dentro d´agua.

 

Mark Fonser, o escultor predileto desse meio, também prestou sua homenagem a nosso mercado, ao expor suas obras na Surf&Beach Show. A arte de transformar o ferro, algo tão frio e rígido em momentos de pura ação, impressionou a todos.

 

“Este evento nos possibilita uma excelente divulgação do que está sendo apresentado. Excelentes contatos e concretização de resultados, tanto instantãneos quanto em momentos futuros, afirma Mark Fonser.

 

 

 

 

O Site Waves – o maior e mais completo portal de surf da internet  brasileira reuniu personalidades na SBS.

Boletins de condições do mar em 150 praias, cobertura dos principais eventos, galerias multimidia e tudo que é notícia no mundo do surf não são novidade para quem conhece a home.

 

Quem surfa acaba admitindo que o ato de acessar o site diariamente já virou vício.

Graças a isso a home page chega a 1.200.000 page Views/mês, quase 300.000 unique visitors/ mês de acesso.

 

 

O braço brasileiro do Istituto Europeo di Design (IED), sediado em Milão (Itália), foi um dos principais eventos paralelos da 12ª Surf&Beach Show.

 

O IED elaborou um lounge onde além de relaxar os visitantes podiam se informar. No lounge foram expostos exemplos de comunicação e merchandising visual, trabalho realizado por profissionais e estudantes da mais conceituada escola de moda, arte visual e design da Europa.

 

Além do lounge a promotora ofereceu um estágio não remunerado aos estudantes do curso de Moda do Istituto Europeo di Design, que foram responsáveis pela produção dos desfiles oficiais, sob a coordenação do estilista Alexandre Bucci e da produtora Carol Rosa.

“Acho importante a organização da feira se preocupar com a formação profissional dos adolescentes e incentivar profissionais atuantes no mercado de trabalho a se especializarem dentro da sua área de atuação, pois temos além da graduação a pós-graduação? comenta Brigitte Corrêa, responsável pela área de eventos no IED.

 

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Na Arena de Desfiles, o que se viu na passarela foram os  principais lançamentos e tendências para o verão 2006 nos segmentos de surf, skate e moda praia, o que consagrou a Surf&Beach Show como a maior vitrine da América Latina para esse segmentos.

 

Todos prestigiaram os lançamentos de mais de  80 marcas expositoras em uma arena de 480m2.

 

Foi uma oportunidade única de conferir o que está sendo produzido de melhor nos mercados surfwear, skatewear e moda praia no Brasil.

 

 

Além de atleta apaixonado pelo esporte, Francisco De La Lastra, como profissional de beleza, sabe que quem freqüenta a praia ? sendo ou não surfista ? precisa de atenção especial para evitar os danos causados pelo sol e mar na pele e nos cabelos. Daí a idéa de montar na Surf&Beach o espaço Beauty Beach, que contou com estações de corte de cabelo, massagem e altos toques.

Romeu Bruno que é pioneiro na prática de tow-in no Brasil e foi um experiente salva-vidas do North Shore do Hawaii, foi um dos que deram um tapa no visual pelas mãos de La Lastra.

 

 

 

A Bennett Foam repetiu a façanha de chocar os presentes na feira, ao instalar novamente um painel de uma onda de 40 pés em tamanho natural. Todos ficam impressionados com o tamanho da massa d´água.

O corajoso que surfou aquela ?morra? foi o big rider Rodrigo Monster Resende, tri-campeão do Big Trip e campeão mundial da Tow In World Cup.

 

?Foi incrível. Todo mundo falava de ondas de 40 pés como se fosse uma coisa normal. Aquele painel mostra que onda grande não é para qualquer um?, comenta Vicente Schulenburg, sócio-proprietário da empresa.

Sempre inovando a Bennett Foam, a maior fábrica de blocos de poliuretano do Brasil, lançou na feira quatro novos tipos de blocos, cada um com uma densidade diferente.

Para Vicente “Mais uma vez nossa participação foi um sucesso. O intuito de lançar os novos blocos e divulgar o novo logo e a consolidação da Bennett no mercado foi 100% alcançado”. 

 

Eraldo Gueiros: “Com a nova espuma Power Jaws da Bennett, peguei o melhor tubo da minha vida” 

 

Para a Millenium Adar participar desta feira, voltada para um público-alvo diferenciado, foi uma ousada iniciativa, cujo objetivo foi apresentar seus artigos em tecidos importados e malhas para os próprios expositores, reforçando a qualidade dos produtos e as tendências para o segmento de surfwear e streetwear, afirma Oliviere, gerente comercial.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Para José Carlos Marques (Zequinha), diretor da marca Miss Sirena, a SBS foi uma ótima oportunidade para o lançamento de novos produtos ao mercado feminino.

 

Visando oferecer às garotas opções de produtos para todas as ocasiões e necessidades, a Miss Sirena entrou com o lançamento de calçados, linha fitness, e uma linha completa de equipamentos para surf (anti-derrapante, leash, capa refletora e parafina).

O evento, também foi uma ótima oportunidade de fortalecer o bom relacionamento entre toda a equipe da marca e sua nova atleta, Chantalla Furlanetto (atleta amadora ? SC).

 

Leila Endersby e Peter Townend, da Active Empire, vieram divulgar o “Brazil Beat“, área totalmente customizada para as marcas brasileiras na  29ª Surf Expo ? Feira de esportes de ação que acontece nos dias 16,17 e 18 de setembro em, Orlando, Flórida-EUA.

 

“A 12ª Surf& Beach Show, estava com uma energia nova, novas marcas, novos projetos, novas ideias, novo ?crowd?! Recebemos em nosso stand muitos donos de marca, lojistas de todo o Brasil e compradores internacionais, que nos procuravam curiosos sobre nosso projeto, e até pedindo indicações de empresas brasileiras.

Os que visitavam a feira pela primeira vez, afirmavam estar impressionados com a diversividade e qualidade dos produtos, contudo a principal pergunta destes compradores era: se fizermos o pedido, eles irão entregar dentro do prazo?

Tenho acompanhado a profissionalização desse mercado. Quanto mais a industria crescer, melhor para todos os envolvidos!
Gostaria de ver o mercado, em geral, apoiando o evento, expositores, representantes e lojistas? declara Leila Endersby diretora da The ActivEmpire for The Brasil Beat.

 

Foto: Emiliano G. e Lin Z.Li.

Pela primeira vez uma área 100% bodyboard é apresentada em uma feira de negócios. A Surf&Beach Show lançou a Bodyboard Business Area que aqueceu os negócios do segmento. Z-point, Aquamix, Backdoor, Cobra d’água com a NC – Neymara Carvalho e Surfster, expuseram em uma área com identidade própria.

O principal objetivo do espaço é reforçar a necessidade de maior segmentação desse mercado dentro do ponto-de-venda.

 

O programa  ?Tapa na Orelha? que vai ao ar todo domingo das 7 às 8:30 da noite na 98FM, (emissora filiada a Rede Rádio Rock da 89FM), também prestigiou a Surf&Beach. Luiz Tunderbird, que comanda o programa entrevistou o skatista Marcelo Kosake, tricampeão brasileiro de Vert – atleta da Drop Shoes e Daniella Velloso, marketing da Waves.

 

Para Paulo Martins, diretor da Malarrara “a feira foi muito boa!  Conseguimos aumentar nossas vendas em 50% comparadas ao ano anterior. Recebemos visitas nos dois primeiros dias de muita gente do sul e nos dois dias finais,  de São Paulo e regiao sudeste. O que nos chamou a atenção foi a visita de pessoas de Israel, California, Tahiti, Polinesia, Venezuela, Costa Rica, Caribe e Argentina. Por tudo isso, ja assinamos o contrato para a Surf&Beach 2006. A feira para quem sabe trabalhar dá muitos resultados”.

 

 

 

 

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Já a Rádio Brasil 2000, comandou o programa de dentro da feira. DJ Magoo, embalou a galera ao som de músicas pedidas pelas personalidades presentes.

 

Os atletas gravavam uma chamada e pediam uma música favorita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem vistou a feira tambem pode relaxar no espaço Yôga Sessions, onde o Mestre De Rose, disponibilizou os profissionais da Universidade de Yôga que deram aulas durante o evento. 

 

Todos os desfiles da feira foram abertos com uma apresentação de yôga avançada.

 

“Para nós da Uni-Yôga foi um previlégio enorme participar deste evento e levar aos jovens saudáveis do surf, skate e esportes radicais toda a força e qualidade de vida do yôga antigo” declara o diretor  Daniel De Nardi.

 

 

 

O X-Board, uma prancha que simula os movimentos dos board sports, foi um dos lançamentos da SBS e um grande sucesso.
O princípio é bem simples, a prancha, que desliza sobre um rolo, não pode encostar as bordas no chão. Ao fazer isso, o Xboarder treina sua concentração, equilíbrio, isometria dos músculos, resistência anaeróbia e força, além de simular os movimentos de esportes como o surf, skate, kitesurf, windsurf, wakeboard e snowboard.

 Para Gustavo Santamaria, agência que atende a X Board, ? A Feira estava linda, organizada e bem frequentada. A prospecção de negócios foi exelente para a marca e nosso produto em breve estará  em todas as lojas do setor no Brasil.

 A X Board patrocina os atletas Angela Bauer, atual campeã carioca com inúmeros títulos internacionais, e Evaristo ”Kiko” Ferreira.

 

Constantino Zaphiriadis

, proprietário da Pratas do Mundo, também comemora o sucesso de vendas em seu stand, que reúne peças em prata do mundo inteiro, bem como uma produção própria nacional. De acordo com o empresário, está é a terceira participação das Pratas do Mundo na feira.

“Esta com certeza foi a melhor. Já vendemos bem mais que a metade dos produtos que trouxemos”, diz.

 

 

 

 

 

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A Magia das Jóias lançou na feira uma vasta coleção que passa por seis diferentes temas: mar, animais, flores, tribal, universo e artes.
Além de ampliar o conceito da empresa, a Magia das Jóias também criou uma loja virtual, que atende lojistas e clientes de todo Brasil.

Complementamos nossa linha e a receptividade está sendo muito legal. Fechamos negócios com clientes antigos, que tínhamos uma espécie de namoro”, diz Jaime Paulino da Silva, diretor da empresa.

 

 

 

Para Osvaldo, diretor da It Beach ?o resultado em vendas efetivas e contatos para exportação foi bom. Nossa expectativa era maior, mas para nós foi satisfatório.

Tenho a certeza, de que os próximos eventos serão ainda melhores”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

?Por ser nossa primeira participação no evento, tivemos uma grata surpresa, pois fizemos muito contatos que provavelmente se concretizarão em vendas; tanto no mercado nacional como para o exterior?, comenta Julio Jr., diretor da Sal Sweet.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para Luciana Camarota, proprietária da grife que leva seu nome, a feira tem sido muito interessante.

 

“Consegui deixar muitos contatos engatilhados para fechá-los depois da feira. Mas, também recebi a visita de muitos clientes dispostos a fechar negócios durante o evento”, explica.
 

 

 

 

 

 

 

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Volmer Buentes dos Santos

, diretor da Corali, está empolgado com os resultados obtidos no evento e aposta no trabalho pós-feira.

“Recebi visitas de vários clientes em potencial. Fechei negócio com lojistas da Espanha, Portugal, Estados Unidos e Argentina. A feira é muito importante para encontrar diretamente os clientes. E, no ano que vem, pretendemos trazer ainda mais empresas conosco, afinal o surf e a moda praia caminham juntos”,diz.

 

 

 

 

Com relação à nossa participação na ultima Surf Beach , o que temos a dizer é que obtivemos bons contatos comerciais, sendo que alguns deles já com negócios em andamento. A avaliação que pudemos fazer é de que nossa participação foi bastante proveitosa e esperamos poder participar mais vezes, comenta Wagner Marcelino Rodrigues, diretor da Dani Lu.

 

 

 

 

 

 

 

A By Fly apresentou na Surf & Beach sua nova coleção de jóias em prata e recebeu elogios de lojistas de todo país.  Com uma grande variedade de modelos, a coleção agradou a todos e mantém-se fiel ao design moderno e arrojado das peças.
?Com certeza o evento é uma vitrine do surfwear para todas as regiões do Brasil, e nos proporciona também reencontrar amigos parceiros de longe e que não podem estar sempre em São Paulo?, comentam Joe e Simone, proprietários da marca.

 

 

 

Aconteceu em Maresias (SP), nos dias 2 e 3 de julho, o campeonato ?Terra Surf & Beach Show Super Masters? que encerrou a programação do evento reunindo os pioneiros do esporte no país.

 

É o fim de festa ideal da feira. Depois de quatro dias de negócios, é hora de resgatar o real espírito do surf em uma confraternização única, onde celebramos aqueles que desbraram esse mercado.

 

Este ano, o campeonato foi apadrinhado pelo primeiro campeão mundial de surf da IPS/ASP, o australiano Peter “PT” Townend, uma das maiores lendas do surf mundial.

 

 

 

 

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    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.