
Desde que cheguei no Hawaii tinha o sonho de surfar uma onda chamada Third Deep.
Desde então já se passaram sete temporadas na ilha de Oahu e foram muitas as tentativas de surfar essa onda.
Sempre que entrava um bom swell de oeste ou noroeste eu rumava para a cobiçada e rara onda, situada no lado oeste de Oahu, mas ainda não havia acertado o dia ideal.
No último dia 23 de outubro, um domingo normal, acordei e fui direto para a igreja que freqüento aqui no Hawaii.

Logo depois do culto fiquei sabendo da entrada de um bom swell para o lado oeste da ilha e comecei a botar pilha na galera para irmos lá.
Depois do já famoso almoço na igreja, com a barriga forrada, partimos eu, Edu Becker, David Linhares, Guilherme e Giovani para checar o pico.
É sempre muito prazeroso fazer uma barca com os amigos e no caminho demos várias risadas, zoando uns com os outros, bem no estilo “barca de surf”.
Chegando no lado oeste os primeiros quilômetros não foram muito animadores, o mar estava completamente flat e eu já estava pensando em dar meia volta para o lado norte.
Porém, mais adiante passamos por Mall’i Point e já deu pra ver que tinha um certo balanço. Passando por Makaha fiquei impressionado com a perfeição (e o crowd) que estava o pico, com direitas sem fim penteadas por um leve terral.
Novamente minha fissura em surfar Third Deep falou mais alto e implorei para Edu dirigir 15 minutos mais e checar o pico. Passamos por Yokohamas e vi que já estava rolando altas ondas.
Mas minha alegria foi total quando olhei lá na frente e vi umas cabeças aonde deveria ser o “pico” de Third Deep.
Quando estacionamos o carro tive uma das mais belas visões de onda de toda minha vida. Já viajei para picos alucinantes, vi ondas de sonho, mas o jeito que essa onda quebra é surreal, parece uma piscina de ondas.
Começa com um reef de mais de um metro exposto bem em frente do drop. A onda vem na forma de um triângulo perfeito, até que entra na bancada e logo depois do drop já vem um tubo muito profundo e muito, mas muito raso mesmo.
Perdi as contas de quantas vezes bati no fundo. Um surfista local saiu com as costas tão arranhadas que parecia ter brigado com um tigre. Um crowd de bodyboarders locais de Off the Wall, galera que conheço bem, me deixou mais confiante.
O mar não estava grande, em torno de 4 ou 5 pés, tamanho ideal para conhecer e se soltar em um pico novo. Peguei ondas muito boas, tubos profundos e matei minha vontade de surfar a tão famosa e rara Third Deep.
Agora minha próxima meta é esperar um swell maior para poder de novo curtir aquele visual e pegar aqueles tubos de novo.
Clique aqui para ver mais fotos de Third Deep.
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